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sábado, 5 de setembro de 2009

Saguins fãs de Metallica

Imagem retirada de flickr.com
Símios gostam de ouvir Metallica, são as conclusões de um estudo publicado no "Biology Letters" da Royal Society. O objectivo era descobrir até que ponto é que os primatas são capazes de responder a estímulos sonoros e evidenciar emoções semelhantes às dos seres humanos.
Banda heavy metal dos Metallica. Photograph: Andy Fossum/Rex Features
O estudo realizado pelo norte-americano, Chuck Snowdon, psicólogo da Universidade de Wisconsin-Madison e o violoncelista David Teie comparou os efeitos de músicas compostas para humanos em macacos e descobriu que a música dos Metallica tem o efeito de acalmar os saguins-de-cabeça-branca (Saguinus oepidus). A experiência consistiu em tocar trechos de música de 30 segundos para 14 macacos e registar as mudanças no seu comportamento. David Teie fez de DJ e remisturou vários sons dando a ouvir a estes macacos o «Adagio for Strings», de Samuel Barber, uma suave melodia de piano, «The Fragile», do grupo de rock Nine Inch Nails, ou o «The Grudge», dos Tool, seguido de um pouco de heavy metal, «Of Wolf and Man», dos Metallica. A música dos Metallica foi a única que teve efeito sobre o grupo, acalmando os animais. Os investigadores chegaram à conclusão que os primatas reagiam emocionalmente a músicas que incorporavam sons comuns em chamamentos de macacos, especialmente determinadas cadências.
O estudo quer entender se outros animais têm a mesma relação emocional com a música que os humanos. “Os componentes dos gritos humanos e animais podem ser muito similares, e de uma perspectiva evolucionária, estamos descobrindo que padrões de notas, dissonâncias e ritmo são importantes para comunicar estados afectivos tanto em animais quanto em pessoas”, disse Snowdon ao jornal britânico “The Guardian”.
Ler notícia em: http://www.cienciahoje.pt/ e também em
Informação sobre os saguins de cabeça de algodão aqui

sábado, 20 de junho de 2009

Qual é a tua verdadeira idade? Novo teste ao sangue pode dizer

Exame de sangue pode revelar a "idade molecular" das pessoas



Imagem retirada daqui

Todos sabemos quando fazemos anos quantas velas estão no bolo de aniversário, mas será que a idade que corresponde ao número de velas, representa a nossa idade molecular real.
Um estudo norte-americano anunciou o desenvolvimento de um novo teste de sangue que pode agora dizer se cada um de nós está envelhecendo mais rapidamente, ou mais lentamente, do que pensamos. Em suma pode indicar a "idade molecular" de uma pessoa.

O exame consiste em medir os níveis sanguíneos de uma proteína denominada por P16, que aumenta com a idade. O cientista Sharpless referiu que outros cientistas identificaram anteriormente o gene P16 como tendo um papel no impedimento do desenvolvimento de cancro. Um estudo mais antigo em mamíferos mostrou que o gene se torna mais activo á medida que se dá o envelhecimento. A equipa de investigadores analisou 170 adultos saudáveis, tendo comparado os níveis de P16 nas células imunológicas denominadas por células T, com as respostas dos participantes a questões sobre o seu tipo de vida. Os resultados revelaram que os níveis mais elevados da proteína estavam fortemente ligados à idade cronológica, mas também a outros factores, como ao hábito de fumar e à falta de exercício físico.
“Se uma pessoa fuma, a sua P16 é mais elevada do que a de uma pessoa que não fuma, e se fumar muito, sua P16 é ainda muito mais elevada,” afirma Sharpless. “Eu penso que é muito provável, baseado em outros dados, que os carcinogenes façam a P16 subir os seus níveis. O exercício foi ligado a uns níveis mais baixos de P16. Não se sabe ainda se o exercício determina a diminuição dos níveis de P16, ou se as populações que se exercitam mais tem os níveis P16 baixos por alguma outra razão. Talvez essas populações tenham hábitos alimentares que mantenham seu nível P16 baixo.
Apesar do teste ter revelado o processo de envelhecimento para além da idade, os investigadores destacam que seria um erro atribuir uma relação causal aos resultados. Os cientistas acreditam que este exame pode revelar-se muito importante, incluindo determinar quais os pacientes que podem receber certos tratamentos com limite de idade, e se existem determinados alimentos e estilos de vida que podem retardar o processo de envelhecimento.
Fonte da notícia: farmacia.com.pt e aqui.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Portugueses não bebem água suficiente



Instituto Hidratação e Saúde apresenta primeiro estudo nacional sobre a Hidratação dos Portugueses

Segmentos da população portuguesa com aportes hídricos inferiores ao recomendado

O aporte hídrico de vários segmentos da população portuguesa é inferior ao recomendado. Esta é uma das conclusões do Estudo de Caracterização do Perfil de Hidratação dos Portugueses apresentado dia 28 de Maio no VIII Congresso da Associação Portuguesa de Nutricionistas, pelo Instituto Hidratação e Saúde (IHS).
Este é o primeiro estudo representativo da população Portuguesa sobre hidratação e padrões de consumo de líquidos em Portugal, tratando-se ainda do primeiro estudo científico com a chancela do IHS.

Por aporte hídrico entende-se a quantidade de água ingerida através de todas as bebidas consumidas. O estudo evidencia que do aporte hídrico total, 43% foi proveniente do consumo de água, sendo o restante distribuído por leite e iogurtes (22%), café e chá (11%), bebidas alcoólicas (10%), refrigerantes (7%) e sumos naturais e embalados de fruta (7%).

Os resultados deste estudo mostram que o aporte hídrico da população é semelhante em ambos os sexos da população portuguesa e diminui com o avançar da idade, sendo que na população masculina, no grupo etário dos 31 aos 70 anos de idade, a ingestão de líquidos é inferior tanto às recomendações americanas como às europeias.

O estudo indica ainda que o aporte hídrico aumenta com o nível de rendimento (os níveis rendimentos superiores a 2500 euros tem aporte hídrico 30 % superior aos inferiores a 500 euros, os quais apresentam aportes hídricos inferiores às recomendações). Ficou também demonstrado que na região Norte a população tem um aporte hídrico superior às restantes, sendo a região do Alentejo aquela que menores resultados apresenta.

Segundo a Dr.ª Patrícia Padrão, porta-voz do Comité Científico do IHS, “os resultados deste estudo enfatizam a necessidade de programas educativos das populações, que promovam o reconhecimento da importância do estado de hidratação para uma vida saudável e que considerem nas suas recomendações não apenas o consumo de água mas também de outras bebidas”.

Neste estudo recolheram-se por random-route inquéritos de 2049 indivíduos de ambos os sexos, com idade entre os 14 e os 70 anos, sendo uma amostra representativa da população Portuguesa.
Para mais informação ver o site:http://www.ihs.pt/

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sumo de fruta 100% natural! É saudável! Já bebeste o teu?

ESTUDO diz que
Sumo de fruta 100% natural ajuda as pessoas a serem mais saudáveis

Imagem retirada daqui

Investigadores norte-americanos descobriram que as pessoas que bebem um copo de sumo de fruta 100 por cento natural por dia apresentam menos factores de risco de diversas doenças crónicas.O Dr. Mark Pereira e Dr. Victor Fulgoni, da Universidade do Minnesota, utilizando dados de uma sondagem nacional relativa à nutrição e saúde, descobriram que os consumidores de sumo de fruta 100 por cento natural apresentavam um Índice de Massa Corporal (IMC) menor, uma circunferência da cintura mais pequena e uma menor resistência à insulina, em comparação com os não consumidores de sumo. Com base na análise, o risco de obesidade era 22 por cento mais baixo entre os consumidores de sumo de fruta 100 por cento natural, enquanto o risco de síndrome metabólica era 15 por cento menor, em comparação com os não consumidores. A síndrome metabólica é definida através da presença de três ou mais dos seguintes factores: obesidade central, níveis de glicose no sangue elevados, níveis de triglicerídeos, em jejum, elevados, baixos níveis de lipoproteínas de alta densidade (bom colesterol) ou pressão sanguínea elevada. O Dr. Pereira referiu que se sabe que manter uma dieta rica em frutas e vegetais está associado a uma diminuição do risco de algumas doenças crónicas, sendo que um copo de sumo de fruta 100 por cento natural equivale a uma porção de fruta e, com base na análise, o consumo deste tipo de sumo está associado a alguns destes mesmos benefícios.

Sumo de laranja - imagem daqui

Fonte da notícia: http://farmacia.com.pt/

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Paradoxo resolvido




A solução do Paradoxo de Gray

Setenta e dois anos. Este foi o tempo necessário para resolver o Paradoxo de Gray, que surgiu das observações do zoólogo britânico Sir James Gray, no decorrer dos seus trabalhos com golfinhos.


Gray apesar de verificar que alguns destes mamíferos marinhos conseguiam atingir velocidades na ordem dos 35 km/h, concluiu que os seus músculos não eram suficientemente fortes para suportar o esforço de nadar e manter tais velocidades. Uma contradição, que se manteve por explicar até aos nossos dias.

Durante o 61º Encontro Anual da Sociedade Americana de Física foi apresentada a solução para o Paradoxo de Gray. Um estudo recentemente realizado por um grupo de cientistas norte-americanos, recorrendo a tecnologia de ponta, concluiu que a cauda dos golfinhos conseguem produzir 10 vezes mais força do que Sir James Gray havia inicialmente formulado: os golfinhos conseguem produzir, em média, uma força equivalente a 90 kg, podendo atingir um máximo de 180 kg. Estes dados são agora consistentes com as observações das velocidades dos mesmos, solucionando assim o Paradoxo de Gray.
Notícia retirada de Zoomarine.blogdrive.com

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Para além das primeiras impressões


Assim como as orelhas não evoluíram para segurar os óculos, as impressões digitais não foram seleccionadas para ajudar a capturar os bandidos em series de TV (e, eventualmente, na vida real).

Uma das funções conhecidas das impressões digitais é o aumento da fricção com o objectivo de segurar objectos. Se a pele que se encontra na ponta dos dedos fosse lisa, como nos rabinhos dos bebés, objectos poderiam deslizar mais facilmente de nossas mãos (um perigo elevadíssimo para os nossos primatas ancestrais quando precisassem de saltar nas árvores, de ramo em ramo).

Um estudo publicado na revista científica Science sugere mais uma função para as impressões digitais: aumentar a nossa percepção de texturas. Para testar esta hipótese, os cientistas envolvidos no projecto criaram um sensor de texturas e o cobriram com uma capa lisa ou com uma capa que simulava impressões digitais. Eles descobriram que as impressões digitais artificiais amplificavam até 100 vezes certos tipos de vibrações provocadas pela superfície testada. Curiosamente, as vibrações amplificadas eram justamente as que ocorriam na frequência a que os nossos sensores tácteis funcionam (200-300 Hz). Isso sugere que a distância entre os riscos das impressões digitais e os nossos sensores estão funcionalmente relacionados.

Além disso, é possível que as curvas presentes nas impressões digitais também ajudem a optimizar sensações de textura, uma vez que elas permitiriam a amplificação de vibrações originadas em diferentes direcções.

Fonte da notícia:Brontossauros em meu Jardim

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Descoberta origem do cabelo


O que temos na cabeça, que muitas vezes de manhã é um emaranhado incontrolável… sim, o cabelo… originou-se, há 300 milhões de anos, no ancestral comum que temos com as aves e os répteis.
Antes acreditava-se que o pêlo era algo característico apenas dos mamíferos, hoje foi descoberto que afinal as aves e os répteis têm genes para a expressão das proteínas dos pêlos, daí que os cientistas agora crêem, que essas proteínas surgiram há uns 300 milhões de anos, no último ancestral que compartilhamos com os mamíferos, as aves e os répteis.

Os primeiros mamíferos apareceram na terra há cerca de 210 milhões de anos, no género Homo, há uns 4 milhões, e nós como espécie Homo sapiens, há uns 200 mil anos. Sempre tivemos pêlos, e parece que afinal os nossos ”primos”, as aves e os reptéis também, se bem que agora não os mostrem.

O pêlo é constituido de proteínas de queratina, mas, não só o pêlo, também as unhas, plumas, cornos, garras e escamas. Segundo Leopold Eckhart, um dos investigadores do estudo, da Universidade de Viena, Áustria, o ancestral comum das aves, reptéis e mamíferos, tinha genes para a produção de queratina.

Este facto foi descoberto a partir da análise da base genética de uma galinha e uma lagartixa, representantes das linhas de aves e reptéis. Descobriram no genoma da galinha um gene de queratina do tipo mamífero, e seis destes genes nas lagartixas.

“ Nossos resultados”, afirma Eckhart, “sugerem que estes componentes proteícos, a queratina do pêlo tinham como função originar as garras do ancestral comum dos répteis e mamíferos. Pensamos, que só nos mamíferos, anos mais tarde durante a evolução, a queratina adquiriu o papel adicional de originar os pêlos.

Anteriormente pensava-se que as garras nos reptéis e aves eram feitas de outro tipo de proteínas, agora graças a este estudo sabe-se que têm queratina do tipo que existe no cabelo humano.
Este estudo é publicado esta semana no "Journal Proceedings of the National Academy of Sciences".
Fonte da notícia e foto: Livescience

domingo, 9 de novembro de 2008

Cogumelos podem ajudar a combater aquecimento global


Cogumelos podem ajudar a combater aquecimento global.

Foto: Flickr

Um estudo realizado por investigadores norte-americanos e publicado na revista "Global Change Biology" revelou que, ao contrário do que se pensava, as florestas do Hemisfério Norte não começaram a libertar mais dióxido de carbono após o aumento das temperaturas.

Os cientistas estão convencidos de que este fenómeno se deve à acção dos cogumelos, informa a BBC.

Numa experiência realizada no Alasca, os investigadores descobriram que um aumento da temperatura do solo em 1ºC fez cair para metade a libertação de dióxido de carbono (CO2) face ao que sucede quando o solo está mais frio.

Segundo os cientistas, esta situação deve-se ao facto de os cogumelos secarem e produzirem menos CO2 quando estão expostos a temperaturas mais quentes.

Apesar de surpreendidos com a descoberta, os investigadores afirmam que os cogumelos que crescem nestas florestas podem ajudar a contrabalançar parte do dióxido de carbono que é libertado para a atmosfera e a ganhar tempo até que sejam implementadas políticas efectivas.

(Fonte: "Global Change Biology"/08-XI-5).

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Águia-imperial aumenta a sua prole em Doñana

Águia-imperial triplicou o número de nascimentos em três anos no Parque Natural de Doñana



A águia-imperial está a vingar no Parque Natural de Doñana, no Sul da Andaluzia, em Espanha. A população conseguiu triplicar o número de nascimentos, depois de mais de uma década em que a população da águia ia diminuindo por falta de indivíduos novos.

O plano de recuperação da Aquila adalberti em Doñana foi dirigido por especialistas do organismo público "Consejo Superior de Investigaciones Científicas" (CSIC). Em apenas três anos a produção anual de crias aumentou de 3,5 por ano para 10,5, dizem os investigadores, que publicaram o estudo na edição de Outubro da “Journal of Applied Ecology”.

Miguel Ferrer e Vincenzo Penteriani, os autores do estudo, conseguiram impulsionar o plano de recuperação quando perceberam que a diminuição da densidade das águias provocou uma diminuição na fertilidade dos casais. O que acelerou uma possível extinção da espécie.

“Ao contrário do que as leis da biologia previam, quando diminuiu a densidade da população da águia-imperial a sua fecundidade também decresceu, acelerando a velocidade de extinção da espécie”, disse o especialista Miguel Ferrer ao diário espanhol, “El Mundo”.

Segundo os modelos biológicos, quando a densidade de uma espécie diminui na natureza, devido a algum tipo de pressão, a fecundidade dessa espécie tende a aumentar para recuperar o número de indivíduos. Também se passa o inverso, quando há indivíduos a mais, a fecundidade de uma espécie decresce, para impedir o crescimento excessivo da população.

No caso das águias-imperias o mecanismo funcionou ao contrário. Entre 1992 e 2004 o número de casais nesta região desceu de 15 para sete. O uso de veneno na região, foi a principal causa do fenómeno.

“O aparecimento de veneno em Doñana e nas imediações parece estar associada com a diminuição dos coelhos depois de ter aparecido uma pneumonia viral, uma doença contagiosa. Quando se dá a diminuição da densidade de coelhos, as águias foram obrigadas a ampliar a área de caça para o exterior do parque, na mesma zona onde se aumentou o esforço para eliminar a raposa e outros predadores usando todo o tipo de métodos, legais e ilegais, como o veneno. Felizmente, este efeito tem diminuído nos últimos anos”, explica Ferrer.

O investigador do CSCIC acrescenta: “como as águias têm um ciclo reprodutor que ocupa oito meses do ano, qualquer demora que aconteça durante esse período na substituição de um dos membros do casal, impede que se possam reproduzir nesse ano, o que afecta a fecundidade, que por sua vez limita a disponibilidade futura de águias para substituir as parelhas”.

Durante os quatro anos do projecto, espera-se aumentar de novo o mínimo de casais reprodutores da águia-imperial para ficarem entre os dez e os doze casais reprodutores, com uma produção sustentada de nove a catorze crias por ano.
Em Portugal a espécie está no Livro Vermelho dos Vertebrados, criticamente em perigo. Pensa-se que só existem entre dois a cinco casais desta águia, na região da Beira Baixa e do Sul do Tejo. O envenenamento, o abate e a destruição dos ninhos são as principais causas da baixa frequência da Aquila adalberti.

Site da notícia: publico.pt

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Uvas Fazem Bem à Função Cardíaca...



Investigadores norte-americanos descobriram, num estudo com ratos de laboratório, que as uvas de mesa podem ajudar a baixar a pressão sanguínea e os sinais de danos no músculo do coração, enquanto melhoram a função cardíaca.Os investigadores do Centro Cardiovascular da Universidade do Michigan, em Ann Arbor, estudaram o efeito das normais uvas de mesa, uma variedade de uvas verdes, vermelhas e pretas, que foram misturadas na dieta dos ratos de laboratórios em forma de pó, como parte de uma alimentação baixa ou elevada em sal.Os investidores realizaram muitas comparações entre os ratos que consumiram a dieta de teste e os ratos de controlo que não receberam qualquer pó de uva, incluindo alguns que receberam uma dose ligeira de um fármaco comum para a pressão sanguínea. Todos os ratos eram de um tipo criado em laboratório, que desenvolve pressão sanguínea elevada quando alimentado com uma dieta elevada em sal.Após 18 semanas, os ratos que receberam a dieta enriquecida com pó de uva apresentaram uma pressão sanguínea mais baixa, melhor função cardíaca, inflamação reduzida e menos sinais de danos no músculo do coração, em comparação com os ratos que comeram a mesma dieta salgada, mas que não consumiram uvas.O estudo, publicado na "Journal of Gerontology: Biological Sciences", também revelou que alguns ratos que receberam o fármaco para a pressão sanguínea, juntamente com a dieta salgada, também apresentaram uma redução da pressão sanguínea, mas os seus corações não foram protegidos dos danos como os dos ratos do grupo alimentado com uvas.

Site: farmacia.com.pt

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Tubarão fêmea virgem dá à luz

Observado segundo caso de tubarão fêmea virgem que deu à luz


Fonte da foto : Flickr

Investigadores norte-americanos confirmaram um segundo caso de reprodução de tubarões por partenogénese, ou seja, sem a participação de um macho, segundo um estudo publicado numa revista especializada em biologia marinha. Dermian Chapman, biólogo perito em tubarões no Instituto da Ciência de Protecção dos Oceanos da Universidade Stony Brook, de Nova Iorque, e principal autor deste trabalho, provou com um teste de ADN que a cria de um tubarão fêmea não continha material genético de um pai.

A fêmea é da espécie Carcharhinus limbatus, ou tubarão-de-pontas-negras. Vive há oito anos no aquário de Norfolk Canyon, na Virgínia, onde foi colocada pouco depois de ter nascido no oceano, e nunca teve contacto com machos.


Este é o segundo caso de partenogénese observado até agora em tubarões, tendo o primeiro sido descoberto pela equipa do mesmo biólogo no aquário do zoo de Omaha (Nebraska) numa fêmea de tubarão-martelo. "É agora claro que a partenogénese acontece em várias espécies de tubarões", sublinha Chapman num comunicado. "O primeiro caso de nascimento virgem em Maio de 2007 não foi um acaso e é possível que este fenómeno se produza por vezes em numerosas espécies de tubarões".

"É possível que a partenogénese se torne mais frequente entre os tubarões se a densidade da sua população baixar demasiado, fazendo com que as fêmeas tenham mais dificuldade em encontrar machos", segundo o biólogo Mahmood Shivji, da Universidade Nova Southeastern, na Florida, outro dos autores deste estudo publicado no Journal of Fish Biology.

As populações destes tubarões diminuiram muito nos últimos 20 anos devido ao excesso de pesca, nomeadamente para satisfazer a procura de barbatanas de tubarão.
Fonte da notícia: http://www.cienciahoje.pt/

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Pinguins da Antártida em Perigo

Estudo revela que 50 a 75 por cento das colónias encontram-se em declínio
Pygoscelis adeliae

Entre 50 e 75% das colónias de pinguins da Antártica encontram-se em declínio e, inclusive, ameaçadas de extinção no caso de um aquecimento global superior aos 2 graus, revelou esta quarta-feira um relatório do Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

Segundo os modelos climáticos examinados, uma alta de temperatura de 2°c pode acontece em 40 anos, recorda o WWF neste relatório apresentado em Barcelona, onde acontece o congresso da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Este aquecimento teria como consequência uma grande redução dos gelos dos mares antárticos que constituem o habitat predileto do pinguim Imperador e o pinguim de Adélia.

O desaparecimento parcial dos gelos do mar também se pode traduzir numa diminuição do krill, base do regime alimentar dos pinguins.

"Os pinguins estão acostumados a viver no frio e em condições extremas. Com a contínua elevação das temperaturas e a diminuição das zonas de alimento e ninhos associadas, já ocorreu uma redução sensível das populações existentes", comentou Juan Casavelos, coordenador da WWF para a Mudança Climática na Antártica.

(Fonte: Barcelona/AFP/08-X-10).

sábado, 11 de outubro de 2008

Mais um Alerta

O jornal Público publicou ontem uma notícia, no mínimo, alarmante. O título revela que o "Sobre-aquecimento do planeta está a ameaçar a fauna e flora das zonas tropicais". Mais especificamente o sobre-aquecimento do planeta nas zonas tropicais "vai forçar numerosas espécies de plantas e animais a migrar para latitudes mais elevadas para conseguirem sobreviver. Mas estas “viagens” poderão ser comprometidas pelas actividades humanas".

O estudo é do ecologista Robert Coldwell, da Universidade do Connecticut, principal autor deste estudo a publicar amanhã na revista “Science”. A equipa coordenada por Coldwell recolheu dados sobre duas mil espécies de plantas e de insectos a diferentes altitudes, nas encostas cobertas com florestas tropicais de um vulcão da Costa Rica, com mais de três mil metros de altura. Os cientistas descobriram que metade daquelas espécies vive em zonas com uma dimensão reduzida e que um aumento da temperatura vai obrigá-las a adaptar-se a ambientes totalmente novos, para além dos limites do seu habitat actual. Poderá chegar uma altura em que as espécies não terão mais para onde fugir. Além disso, para um grande número destas espécies, essas migrações na direcção da sobrevivência podem estar seriamente comprometidas pela exploração humana da floresta tropical, sublinha o estudo.

O que andamos nós a fazer ao ambiente? À nossa casa! Estamos a adulterar tudo. A modificar tudo. E qual será o preço? Nós portugueses nos últimos anos já temos vindo a sentir as alterações ao nosso meio ambiente (e não estou a falar das obras de betão). Temperaturas altas em períodos pouco habituais. Chuvas fora de época. Tempestades mais violentas... Ventos com fortes rajadas...Alertas laranja...

Fica a pergunta: Será que, num mundo mais quente, os seres vivos terão capacidade para ultrapassar os impactos das alterações climáticas? Será?

terça-feira, 7 de outubro de 2008

"Crise de Extinção" dos mamíferos

Lince ibérico

De acordo com a edição de 2008 da Lista Vermelha das espécies ameaçadas, criada pela UICN, há 1.141 mamíferos em risco de extinção, o que equivale a cerca de 21 por cento das 5.487 espécies conhecidas. Existem também 836 mamíferos cujo estado de conservação «ainda não é bem conhecido», precisa o estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza, o «mais completo até agora realizado sobre esta classe de animais».
Foca do mar Cáspio
«Na realidade, o número de mamíferos ameaçados de extinção pode chegar aos 36 por cento», estima Jan Schipper, especialista da UICN e um dos principais autores do artigo, que quinta-feira será publicado na revista norte-americana Science.

Realizado por mais de 1.800 cientistas de mais de 130 países, o documento lembra que «centenas de espécies podem desaparecer» nos próximos anos devido ao impacto do ser humano nos ecossistemas destes animais.

A perda do habitat natural e a sua degradação, que «afecta 40 por cento destes animais em todo o Mundo», a sob-exploração dos mamíferos terrestres e marinhos, a poluição e as alterações climáticas são as principais causas apontadas para o que o estudo chama de «crise de extinção» dos mamíferos.

No artigo a publicar esta semana na Science, os especialistas internacionais sublinham que 188 mamíferos estão integrados na categoria «criticamente em perigo», incluindo o lince ibérico, cuja população «é de apenas 84 a 143 adultos».

O «declínio contínuo da população» de linces, considerado actualmente o felídeo mais ameaçado da Europa, deve-se, segundo a UICN, à «escassez da sua principal presa, o coelho europeu».

Para Andrew Smith, co-autor do artigo e professor da Universidade norte-americana de Arizona, a Lista Vermelha pode e deve ser utilizada para «criar estratégias que abordem a crise», ajudar a «identificar espécies e áreas prioritárias para conservação» e «indicar tendências sobre o estado de conservação ao longo do tempo».

Os resultados do estudo foram apresentados no Congresso Mundial da UICN, que decorre até 14 de Outubro, em Barcelona, Espanha.

Na edição de 2008 da Lista Vermelha das espécies ameaçadas, Portugal aparece com 159 espécies em risco de extinção. A maior parte refere-se a 67 espécies de caracóis da Madeira e dos Açores. A seguir vêm 38 espécies de peixes e um total de onze mamíferos, onde está incluído




Site da UICN com a Lista Vermelha 2008

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Alerta - Pais podem passar para os filhos dependência da nicotina


Investigadores canadianos alertaram para o facto de que os pais que fumam cigarros perto dos filhos, nos carros e em casa, poderem despoletar neles sintomas de dependência da nicotina.

O principal investigador, Mathieu Belanger, da Universidade de Sherbrooke e da Universidade de Moncton, no Canadá, revelou que os participantes do estudo foram recrutados de 29 escolas do Quebec como parte de uma investigação que mede a utilização de tabaco e outros comportamentos que comprometem a saúde.

Aproximadamente 1.800 crianças entre os 10 e os 12 anos, de todos os níveis socioeconómicos, responderam a um questionário sobre a sua saúde e comportamentos. Os investigadores também colocaram perguntas sobre sintomas de dependência da nicotina e exposição ao fumo em segunda-mão.

Segundo Belanger, de acordo com a percepção convencional, uma pessoa que não fume não pode experienciar a dependência da nicotina. Contudo, o estudo, publicado na "Addictive Behaviors", descobriu que 5 por cento das crianças que nunca tinham fumado, mas que foram expostas a fumo passivo, no carro ou em casa, relataram sintomas de dependência da nicotina.

A Dra. Jennifer O'Loughlin, da Universidade de Montreal, que colaborou com os investigadores, afirmou que a exposição ao fumo em segunda-mão, entre os não fumadores, pode provocar sintomas que se assemelham aos da abstinência de nicotina, como humor depressivo, dificuldades em dormir, irritabilidade, ansiedade, inquietude, dificuldades de concentração e aumento do apetite.

Ver notícia no site: upi.com

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Elo ( mais recente) dos lagartos do Mesozóico e as aves


Descoberto dinossauro com sistema respiratório parecido com o das aves .

Ossos-de-ar-do-rio-Colorado não parece um nome muito ameaçador para uma nova espécie de dinossauro predador. Mas o nome, a tradução do latim Aerosteon riocoloradensis, funciona perfeitamente para o mais recente elo entre os “lagartos terríveis” do Mesozóico e as aves.

As ossadas do novo dinossauro foram encontradas no rio Colorado na província de Mendoza, na Argentina. “Este dinossauro fornece como mais nenhum as evidências directas dos pulmões que estão na origem da respiração das aves”, explica Ricardo Martinez da Universidade do Nacional de San Juan, na Argentina e co-autor do estudo publicado na revista científica "Public Library of Science One” (PLoS One).

Os fósseis do dinossauro foram estudados durante anos e revelaram a existência de sacos aéreos dentro da cavidade corporal do Aeroston. Os ossos têm bolsas e uma textura de esponja que provam que eram invadidos pelos sacos, o que permitia que o ar percorresse o interior das estruturas ósseas como acontece nas aves, que têm os chamados ossos pneumáticos.

Os cientistas acham que estes dinossauros tinham um sistema respiratório parecido com os das aves, em que os sacos aéreos bombeavam o ar para os pulmões. No resto dos vertebrados, os pulmões expandem-se e contraem-se para manter o fluxo de ar.

Segundo as datações, o Aerosteon viveu durante o período Cretácico, há 85 milhões de anos, 20 milhões de anos antes de os dinossauros desaparecerem. Apesar de ser um carnívoro bípede, os investigadores explicam que esta espécie é de uma linhagem diferente dos carnívoros que viveram na mesma altura. “O Aerosteon (...) representa uma linhagem que sobreviveu isoladamente na América do Sul. O seu primo mais próximo na América do Norte, é o Alossauro, que se extinguiu milhões de anos antes e foi substituído pelo Tiranossauro”, diz Paul Sereno o primeiro autor do artigo, que é da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos.

A espécie media 10 metros de comprimento, pesava o mesmo que um elefante grande e, segundo os cientistas, tinha penas. O sistema respiratório e os ossos ocos por onde corre o ar aumentam a eficiência respiratória e tornam as aves mais leves ajudando no voo, mas qual é a necessidade deste sistema no Aerosteon?

Paul Sereno aponta que os sacos aéreos do dinossauro estão em locais pouco comuns. “Eles vêm desde a parte superior do corpo até às costelas da barriga. Parece que o animal tinha um sistema de tubos de ar por baixo da pele”, disse. A equipa tem três explicações para isto, o sistema tornava os pulmões mais eficientes, poderia reduzir o peso da massa do corpo do bípede ou o sistema de ossos ocos ajudava a libertar o excesso de calor do corpo.

Actualmente, a maioria dos paleontólogos acredita que as aves evoluíram a partir de dinossauros carnívoros pequenos com penas - as primeiras aves que se conhece são muito parecidas com estes dinossauros.

Fonte da notícia: noticias.terra.com.br

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Aves europeias mais comuns em declínio

Quase metade das aves mais comuns da Europa estão em declínio. Causa principal é a perda de habitat.


Rouxinol - Luscinia megarhynchus
As aves europeias mais comuns estão em declínio. Um estudo feito pela BirdLife International estima que as populações de aves comuns do mundo estão a diminuir devido à perda contínua de habitat, só na europa são 46 por cento.

As aves que vivem em zonas agrícolas são as mais afectadas. O número de rolas-comum, Streptopelia turtur, desceu 79 por cento.

O relatório “The State of the World’s Birds 2008” vai ser apresentado na conferência Mundial da BirdLife, na Argentina. Quatro anos depois do último relatório, o estudo mostra que todos os continentes sofrem a mesma tendência. Em África os números das aves da rapina estão a descer fora das áreas protegidas, enquanto na Ásia 62 por cento das aves aquáticas migratórias estão “em declínio ou extintas". Na Austrália 80 por cento das aves limícolas estão a ficar ameaçadas.

Os dados são o resultado de uma compilação de estudos. “Durante décadas, as pessoas focaram os esforços nas aves ameaçadas. Ao mesmo tempo estivemos a tentar compreender o que é se passa no território selvagem como um todo”, disse uma das editoras do estudo, Ali Statersfield, da BirdLife International.

“O estudo mostra que a degradação ambiental está a ter um impacto enorme, não só nas aves, mas na biodiversidade”, disse a cientista à BBC Online. Segundo Ali Statersfield, o relatório mostra que é necessário implementar políticas para grandes áreas e não só para sítios individuais ou espécies.

A organização vai utilizar os dados para pressionar os governos a criarem fundos para a conservação a nível global. “Uma conservação efectiva da biodiversidade é facilmente sustentável, necessita de fundos relativamente baixos à escala da economia global”, disse o director da BirdLifem Mike Rands.

Fonte da notícia: BBC News