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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Já conheces o sapo cowboy, o besouro cornudo ou o peixe-gato com espinhos?

“Uma expedição científica ao Suriname embrenhou-se numa das últimas florestas tropicais virgens do planeta e identificou 1300 espécies, das quais 46 ainda não constavam da lista da biodiversidade mundial. (…)
Um peixe-gato (Pseudacanthicus sp.), coberto de espinhos para se proteger das piranhas, estava prestes a ser comido como um snack por um dos guias locais quando os cientistas repararam que esta era uma espécie ainda desconhecida e o preservaram como um espécime.
Ainda nesta floresta muito pouco estudada, os investigadores encontraram o sapo cowboy (Hypsiboas sp.), que parece ter esporas nas patas (…)

O sapo cowboy:   http://cdn.c.photoshelter.com/img-et/I000062lz4HBXwOs/s/750/mlAMZ03-04-0007.jpg
Além das 46 novas espécies, a expedição identificou 1300 já documentadas, incluindo o sapo Pac-Man (Ceratophrys cornuta), predador voraz que consegue comer presas quase do seu tamanho, incluindo aves, ratos e outros anfíbios. (…)
O grande besouro cornudo (Coprophanaeus lancifer) tem o tamanho de uma tangerina e pesa mais de seis gramas. Este animal, de cor metálica e púrpura, tem um corno na cabeça que usa como arma contra outros besouros. (…)”
Imagem - O grande besouro cornudo http://farm4.staticflickr.com/3215/3042553793_2de118cbe4_z.jpg

Leiam a notícia no Público.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Encontrada a Rã Mozart e mais cinco espécies supostamente extintas

BOAS NOTÍCIAS PARA A CIÊNCIA, NO MUNDO DA BIODIVERSIDADE
Seis espécies de rãs que se julgavam extintas há mais de vinte anos foram encontradas no Haiti, anunciaram membros da organização privada Conservation International e do Amphibian Specialist Group (ASP).

Os animais autóctones daquela região foram encontrados numa expedição realizada em Outubro em que os especialistas exploravam uma zona montanhosa no sudoeste do Haiti na expectativa de encontrarem a rã Eleutherodactylus glanduliferoides, que já não era vista há 25 anos, e de fazerem a avaliação de outras espécies de anfíbios.

Embora não tivessem encontrado a rã que procuravam, foram “presenteados” com outras seis que acreditavam estar desaparecidas, como a “rã Mozart” (E. Amadeus), cujo o nome deriva dos sons que emite, semelhante a notas musicais.
Outras das espécies encontradas foram a “rã ventríloqua de Hispaniola” (E. dolomedes), a "rã das glândulas campainha" (E. glandulifera), caracterizada pelos seus olhos azul safira, e a "macaya manchada" (E. thorectes), que, com 1,51 centímetros, é uma das menores rãs do mundo.

Também foram encontradas a "Hispaniolana coroada" (E. Corona) e a "macaya buraqueira" (E. parapelates), que apresenta grandes olhos negros e manchas brilhantes cor-de-laranja nas coxas.
Notícia em cienciahoje.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Uma grande notícia: realizado inventário dos oceanos ( o primeiro a nível mundial)

Numa altura em que muitas espécies, animais e vegetais, estão em vias de extinção, eis que aparece uma boa notícia e muito importante. Através de um censo realizado a nível mundial descobriram-se 20 mil novas espécies nos oceanos. Foram encontradas formas de vida nos sítios mais inóspitos, desde o mais quente ao mais gelado e mesmo em locais onde a luz e o oxigénio são muito escassos.
Animais bizarros, pequenas rãs, e até mamíferos fazem parte da grande e diversificada amostra.
Imagem de Spirobranchus giganteus - credit: John Huisman da Universidade Murdoch
O primeiro Censo Mundial da Vida Marinha, apresentado hoje numa conferência em Londres (no Royal Institution of Great Britain), dá a conhecer 20 mil espécies até agora não registadas. Este estudo, que começou a ser realizado em 2000, com a fundação do Censo da Vida Marinha (Census of Marine Life - CoML), foi organizado com a finalidade de se tentar descobrir “o que viveu nos oceanos, o que vive e o que irá viver”.

Durante os dez anos de investigação, em que participaram mais de 2700 cientistas de 83 países, realizaram-se 540 expedições. Vários livros, artigos, websites, filmes, mapas e bases de dados constituem e relatam agora as novidades.

A descoberta de numerosas espécies foi uma das muitas surpresas da investigação. De 230 mil passaram a ser 250 mil. Além disso, entre os milhões de espécimes recolhidos tanto em águas conhecidas como em águas raramente exploradas, encontrou-se mais de seis mil potenciais novas espécies e completaram-se as descrições sobre 1200.

O CoML compilou as primeiras comparações regionais e globais da diversidade de espécies marinhas. Ao ser aplicada a análise genética, numa escala global, a uma base de dados de 35 mil espécies de grupos diferentes, conseguiu-se traçar gráficos da proximidade e da distância das relações entre espécies, mostrando uma nova imagem da estrutura genética da diversidade marinha.

O Relatório está no sítio da CoML Apesar de terem sido dez anos de estudos, o CoML admite que “não conseguiu estimar de forma segura o número total de espécies” e descobrir todos os tipos de vida no oceano. Pode, ainda assim, adiantar que há pelo menos um milhão de animais e plantas marinhas e dezenas de milhões de tipos de micróbios.
Traçaram-se igualmente rotas migratórias de inúmeras espécies.

Monitorizando animais em tempo real conseguiu-se perceber onde é que eles vivem e onde morrem. Agora, qualquer pessoa pode ter acesso, através da Internet, ao mapa da distribuição das espécies e aos diversos dados recolhidos e estudos realizados. É possível encontrar também criações artísticas, entre literatura, música e filmes, inspiradas nesta investigação.

Estão disponíveis nos sítios do CoML (http://www.coml.org/) e no Ocean Biogeographic Information System (http://www.iobis.org/).
Podes ver todas as fotos em: http://www.coml.org/image-gallery

sábado, 18 de setembro de 2010

Morcegos também desenvolvem "sotaques" diferentes.


Morcego da espécie Scoteanax rueppellii

morcego da espécie Scotorepens balstoni

Não são apenas os humanos que têm sotaques diferentes. Segundo cientistas australianos, os morcegos desenvolvem dialectos de acordo com o local onde vivem. Este curioso dado pode vir a ajudar na identificação e protecção das espécies.
Brad Law, investigador do Centro de Ciência Florestal, uma unidade da empresa Industry & Investment NSW, e das universidades de Wollongong e de Ballarat, descobriu que os morcegos de florestas a leste do estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, emitiam sons distintos.

Law afirma que alguns cientistas já suspeitavam que os morcegos podiam emitir “sons regionais”, mas esta foi a primeira vez que a tese foi comprovada em experiências no campo.
O investigador explica que foram usados sons de 30 tipos de morcegos para desenvolver um sistema com o qual os cientistas puderam identificar os vários animais ao longo da costa, determinar o número e protegê-los.
“É necessário melhorar a capacidade de distinguir as espécies que utilizam as mesmas características sonoras e devemos acelerar essa identificação”, comentou o investigador à Bush Telegraph. “A automatização na identificação dos sons de morcegos é vista como um desenvolvimento essencial para a eficácia deste método de pesquisa”, acrescenta.
No trabalho, os cientistas conseguiram recolher quatro mil sons emitidos pelos morcegos.
Os sons foram catalogados e estudados através de um programa informático que permite identifica-los entre si.
Os morcegos emitem ultra-sons para se orientarem durante os voos nocturnos e para caçar. Estes sons - inaudíveis para o ouvido humano - têm ritmos, frequências e uma duração diferente consoante as espécies.

A identificação dos sons foi bastante demorada. "Ainda precisamos de melhorar a capacidade de distinção das diferentes espécies que têm o mesmo tipo de som. E devemos aumentar a velocidade com que o fazemos", explicou Law. A equipa acredita que esta nova ferramenta vai ajudar a proteger estas espécies .
Noticia e imagens aqui

sábado, 8 de maio de 2010

QPEIXE? Vamos á procura dele!


QPEIXE -Iniciativa que visa conhecer melhor a fauna marinha de Portugal

O QPEIXE TROCADO POR MIÚDOS
O quê? Quando? Onde? Quem? Porquê? E como?

O QPeixe é um novo jogo onde os portugueses que gostam do mar fazem equipa com os biólogos marinhos. A partir de 15 de Maio de 2010, em toda a costa de Portugal, mergulhadores, apneístas, pescadores submarinos e desportivos estão convidados a participar nesta iniciativa. O objectivo é conhecer mais acerca da fauna marinha de Portugal Continental. O QPeixe é um novo desafio para todos os que gostam do mar. Basta aprender a identificar algumas espécies marinhas e comunicar aos cientistas onde as encontrou!
Peixes como os meros, os cavalos-marinhos e invertebrados como a anémona-nocturna são algumas das espécies para conhecer. Visite http://www.qpeixe.com/ para saber mais sobre estes animais marinhos e entrar no jogo que já começou!

As alterações climáticas, a exploração dos recursos marinhos e os processos ecológicos fazem com que a área onde existe cada espécie se altere ao longo do tempo. Para compreender melhor estas mudanças, o QPeixe visa recolher informação, durante 3 anos, sobre a presença de algumas espécies de peixes e invertebrados ao longo da nossa costa.

Cientistas querem conhecer Mar Português
O Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve criou o QPeixe para saber mais acerca de espécies ameaçadas ou de distribuição geográfica pouco conhecida.
Segundo Jorge Gonçalves, do CFRG do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve e promotor da iniciativa, “é um projecto baseado na boa vontade do trabalho voluntário e a comunidade de mergulho nacional é bastante dinâmica e sensível à causa ecológica, pelo que as expectativas são elevadas”.
Pretende-se essencialmente descobrir “a distribuição geográfica de organismos raros ou ameaçados, ou cuja presença entre nós não tenha sido registada, através de uma actividade de mergulho recreativa, um pouco por toda a costa”, continuou.
Cavalos-marinhos são uma das espécies a identificar
Após um processo de validação, os novos mapas de distribuição das espécies serão redefinidos, como o mero ou o coral-laranja e assim lançar bases para estudos mais aprofundados sobre a tendência evolutiva das suas populações e da qualidade dos seus habitats.

O benefício da biodiversidade

“O cidadão comum beneficia directamente da biodiversidade marinha na medida em que consome pescado, utiliza cosméticos com bases marinhas, tem aquários com organismos marinhos ou colecciona conchas de gastrópodes. Indirectamente, mas não menos importante, também beneficia do facto de que a biodiversidade marinha está na base de muitos medicamentos que o aliviam ou curam determinadas doenças, tendo potencialidades para ajudar em muitas mais. Para além disso, a biodiversidade marinha é a maior fonte de vida do planeta sendo fundamental para o equilíbrio do ecossistema terrestre no seu todo”, acrescentou.

Jorge Gonçalves ressalvou ainda que “o conhecimento do nosso património natural é essencial para a sua conservação, pois só preservamos aquilo de que gostamos ou precisamos e para isso é necessário ter conhecimento de causa”.
Para participar, visite o webside do projecto em http://www.qpeixe.com/ e aprenda a identificar as espécies marinhas que mais interessam aos cientistas. Depois, quando encontrar alguma destas espécies, basta assinalar no mapa do website as espécies e o local de observação. Vamos aceitar este desafio e conhecer o mar português!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Os recifes de coral, "fábricas" de criação de biodiversidade marinha

Recifes de corais são cruciais para criação de novas espécies marinhas
Assim o indica um estudo dirigido pela Universidade Humboldt, publicado na «Science»

Corais contribuem para criação de biodiversidade


Os recifes de corais podem dar lugar a um enorme número de novas espécies e criaturas marinhas, de acordo com uma investigação dirigida pela Universidade Humboldt, de Berlim (Alemanha). A equipa de investigação, dirigida por Wolfgang Kiessling, decidiu realizar um intenso estudo sobre o papel dos recifes no ecossistema marinho e descobriram uma enorme biodiversidade. O estudo foi publicada na revista «Science».

Segundo Wolfgang Kiessling em entrevista dada ao jornal britânico «The Guardian», “os corais têm um papel bastante activo na criação de biodiversidade nos oceanos e exportam-na para outros ecossistemas” – o que contraria estudos preliminares que sugerem que as espécies vêm de outros locais e deslocam-se para os corais por estes serem ecologicamente atractivos.

O cientista reforça que visto os recifes estarem activamente envolvidos na criação de novas formas de vida “é importante protege-los”. E acrescenta: "Se os perdermos, fazemos com que os ecossistemas marinhos percam a habilidade de criar novas espécies no futuro".

Os investigadores alemães, em conjunto com uma outra equipa norte-americana, realizaram o estudo da base de dados de espécies fósseis de organismos marinhos desde o Período Câmbrico e esmiuçaram quais os ambientes onde costumam aparecer novos grupos de animais. Verificaram que os recifes foram responsáveis por mais de 50 por cento do seu aparecimento. Kiessling concluiu ainda que há novas espécies a evoluir todos os dias; no entanto, não tão depressa como se extinguem. Podemos pois afirmar que - "A recuperação da actual crise de biodiversidade vai demorar muito mais sem os recifes", o que será um desastre ecológico.
Notícia lida em cienciahoje.pt

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

São mil!!!!! As novas espécies de insectos descobertas nas florestas tropicais do Brasil


Cientistas brasileiros descobriram a existência de pelo menos mil novas espécies de insectos da fauna brasileira nas florestas tropicais do Brasil, que nunca antes tinham sido identificados. Contudo, estes animais ainda desconhecidos podem ter a sua sobrevivência ameaçada devido ao avanço da monocultura.

A investigação decorreu ao longo de cinco anos, período de tempo em que investigadores da Universidade de São Paulo (USP) recolheram em florestas tropicais do interior e do litoral do Brasil um volume de 300 mil exemplares de insectos, entre moscas, mosquitos e besouros, tendo sido surpreendidos pelo facto de uma em cada duas espécies de mosquitos e moscas da floresta Atlântica ser nova.
De acordo com o coordenador da investigação o biólogo Dalton de Souza Amorim, especialista em diversidade de insectos pouco conhecidos que vivem em ambientes naturais longe dos centros urbanos, estima-se que existam duas mil espécies diferentes e que pelo menos metade delas ainda não tenham sido descritas por cientistas.

A investigação científica que reuniu especialistas brasileiros e contou com parcerias de institutos internacionais norte-americanos, europeus e de países asiáticos, fez a recolha de insectos no bioma da floresta tropical do sul do Brasil até ao nordeste do país.
“O material biológico foi recolhido desde Santa Catarina até a Paraíba, o que engloba uma ampla área geográfica. O mais importante foi descobrir a existência de espécies muito diferentes no interior do Brasil em relação às do litoral”, assegurou o biólogo que defende a necessidade de se criar áreas de reservas biológicas de florestas do interior do Brasil.

Actualmente, o avanço da monocultura que dizimou grande parte dessas florestas é motivo de preocupação dos biólogos, que temem pela sobrevivência dessas espécies, principalmente as que habitam as florestas do interior do país. Esta diversidade da fauna, destaca, está “extremamente ameaçada” pois são poucas as áreas protegidas.

O investigador, que admite ainda não saber a importância ecológica desses insectos, critica o cultivo da cana-de-açúcar, da laranja e da soja nas florestas nativas do interior do país que põe em risco as milhares de espécies ainda desconhecidas para a ciência.
Fonte da notícia: cienciahoje.pt

sábado, 21 de novembro de 2009

DAMSL - Atlas digital de espécies marinhas


Hoje nas minhas pesquisas pela net encontrei um recurso excelente para biólogos marinhos, estudantes ou para aqueles que se interessam pelo que se encontra e se esconde debaixo da superficie marinha. Falo do Atlas Digital de Espécies Marinhas, um projecto da Universidade de Miami que nos apresenta uma base de dados iconográfica de grande interesse.
Desde o Mar Vermelho até à Grande barreira de coral, o Atlas cobre uma vasta região, com fotografias das espécies que habitam as profundidades marinhas com uma boa resolucão e também com os nomes científicos das mesmas. Além disso, utilizando o Google Earth os visitantes podem apreciar fotos de várias regiões bastando apenas deslocar o cursor do rato para a região escolhida. Em cima podemos ver Tubastrea aurea, uma espécie de coral e Haliclona sp. uma esponja. Mas estas não são as únicas maravilhas que encontraremos no atlas, por isso proponho que lhe façam uma visita para comprova-lo.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Natureza Curiosa - Um peixe muito, muito estranho!

E quando pensamos que já vimos tudo... a natureza continua a surpreender! Um peixe com uma cabeça transparente e olhos tubulares pertencente à família Opisthoproctidae. (Ver artigo sobre esta descoberta aqui.)


Os cientistas do Instituto de Investigação do Aquário da Baía de Monterey (Califórnia, EUA) conseguiram resolver um mistério já com meio século: o do Macropinna microstoma, um peixe de olhos tubulares localizados dentro de uma cabeça transparente, que vive em zonas profundas. O peixe foi descrito pela primeira vez em 1939. Sabia-se que os seus olhos eram eficazes a captar luz, mas pensava-se que estavam fixos, o que lhe permitiria apenas ter uma visão tubular, dirigida para cima. Vê a galeria de imagens. Os cientistas Bruce Robison e Kim Reisenbichler anunciaram a 23 de Fevereiro a descoberta, a partir de imagens recolhidas por um robot submarino operado remotamente: estes olhos conseguem rodar dentro de um escudo transparente cheio de fluido que cobre a cabeça do peixe, fazendo-a parecer o cockpit iluminado de um avião. Assim, o peixe pode olhar para cima, procurando presas, mas também em frente, para ver aquilo que está a comer. As saliências por cima na boca são órgãos olfactivos, semelhantes às narinas humanas. Esta espécie é um dos exemplos da forma extraordinária como os peixes das profundezas se adaptam à escuridão do seu ambiente. Tal como outros, usam os olhos tubulares para detectar as silhuetas difusas das presas que lhes passam por cima. Apesar da sua capacidade de captar luz, têm um campo de visão estreito. Se os peixes vissem apenas para cima, com as suas bocas pequenas e pontiagudas seria difícil capturarem as presas. Os espécimes que tinham chegado à superfície até agora tinham a delicada estrutura protectora da cabeça destruída, pelo que as imagens que se tinha até ao momento não permitiam vê-la nem perceber o seu modo de funcionamento. O Macropinna microstoma vive a profundidades de 600 a 800 metros. Consegue manter-se praticamente imóvel na água, e movimenta-se de forma muito precisa. Alimenta-se de vários animais pequenos, mas também de alforrecas. Os cientistas pensam que, ao detectar a bioluminescência destas presas acima da sua cabeça, o peixe se move na vertical para depois as capturar.Vê o vídeo do Macropinna microstoma narrado por Bruce Robison (legendado em português).
Site original da notícia:
Galeria de Imagens em:
Video retirado de:

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Descobertas novas espécies no mar da Tasmânia

(Foto: EFE)

Cientistas da Austrália e Estados Unidos descobriram várias novas espécies marinhas, como anémonas, corais vermelhos, e um espécime de ascídia carnívora, nas profundidades inexploradas do oceano, a sul da ilha australiana de Tasmânia.

O achado aconteceu nas ilhas de Lizard e Heron, que integram parte da Grande Barreira de Coral australiana, localizadas a noroeste do país. As expedições, levadas a cabo por investigadores do Instituto Australiano de Ciência Marinha, tinham como objectivo inventariar os corais moles conhecidos por octocoralários, devido aos oito tentáculos que possuem nas extremidades, e documentar a fauna australiana em profundidades não examinadas até agora.

Depois de várias análises, os investigadores lançaram alguns resultados iniciais assim como imagens impressionantes das espécies descobertas. Da grande variedade de espécies encontradas, destacam-se 300 novas espécies de coral mole, das quais mais de metade são completamente novas para a ciência, acreditam os cientistas. Os cientistas encontraram ainda uma estranha ascídia carnívora, aranhas do mar, esponjas gigantes e também comunidades dominadas por percebes e milhões de anémonas com tentáculos de cor violeta", referiu Thresher, membro da equipa de investigadores.
Durante a expedição científica que durou quatro semanas, os cientistas também encontraram novas evidencias do impacto causado pelo dióxido de carbono nos corais do leito marinho dessa zona, a quatro e dois quilómetros de profundidade.
Os investigadores de CSIRO e do Instituto de Tecnologia de Califórnia, referiram que alguns dos corais por eles descobertos nas profundidades estão a morrer. Aqueles recolheram dados a fim de estudar as ameaças colocadas pelo aquecimento global e o crescente nível de acidez detectado no oceano de maneira a encontrar soluções para a sobrevivência das barreiras de coral.
Os corais adquirem os seus característicos esqueletos duros mediante absorção dos materiais que se dissolvem na água do mar. Quando grandes quantidades de dióxido de carbono atingem a água dos oceanos, as alterações químicas que ocorrem reduzem a capacidade destes organismos marinhos de formar os seus esqueletos.
Em 2007 as Nações Unidas alertaram que a Grande Barreira de corais da Austrália, declarada Património da humanidade e com uma extensão de 340.000 quilómetros quadrados, corria risco de entrar numa fase de “extinção funcional”.
Um estudo publicado pelo Instituto Australiano de Ciências Marinhas no princípio de Janeiro, alertou para uma descida de 14% no crescimento da grande Barreira Coralífera Australiana, uma das de maior riqueza biológica do Mundo, durante os últimos 19 anos.
Fonte da notícia: elmundo.es

sábado, 11 de outubro de 2008

Mais um Alerta

O jornal Público publicou ontem uma notícia, no mínimo, alarmante. O título revela que o "Sobre-aquecimento do planeta está a ameaçar a fauna e flora das zonas tropicais". Mais especificamente o sobre-aquecimento do planeta nas zonas tropicais "vai forçar numerosas espécies de plantas e animais a migrar para latitudes mais elevadas para conseguirem sobreviver. Mas estas “viagens” poderão ser comprometidas pelas actividades humanas".

O estudo é do ecologista Robert Coldwell, da Universidade do Connecticut, principal autor deste estudo a publicar amanhã na revista “Science”. A equipa coordenada por Coldwell recolheu dados sobre duas mil espécies de plantas e de insectos a diferentes altitudes, nas encostas cobertas com florestas tropicais de um vulcão da Costa Rica, com mais de três mil metros de altura. Os cientistas descobriram que metade daquelas espécies vive em zonas com uma dimensão reduzida e que um aumento da temperatura vai obrigá-las a adaptar-se a ambientes totalmente novos, para além dos limites do seu habitat actual. Poderá chegar uma altura em que as espécies não terão mais para onde fugir. Além disso, para um grande número destas espécies, essas migrações na direcção da sobrevivência podem estar seriamente comprometidas pela exploração humana da floresta tropical, sublinha o estudo.

O que andamos nós a fazer ao ambiente? À nossa casa! Estamos a adulterar tudo. A modificar tudo. E qual será o preço? Nós portugueses nos últimos anos já temos vindo a sentir as alterações ao nosso meio ambiente (e não estou a falar das obras de betão). Temperaturas altas em períodos pouco habituais. Chuvas fora de época. Tempestades mais violentas... Ventos com fortes rajadas...Alertas laranja...

Fica a pergunta: Será que, num mundo mais quente, os seres vivos terão capacidade para ultrapassar os impactos das alterações climáticas? Será?