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domingo, 1 de novembro de 2009

SMOS é o satélite que vai vigiar a água no nosso Planeta

Recriação do SMOS em órbita-Foto ESA
A ESA vai pôr em órbita na madrugada de segunda-feira, SMOS (Soil Moisture and Ocean Salinity), a primeira sonda capaz de medir a salinidade e a humidade da terra. O Objectivo é detectar dados que ajudem a entender as variações climáticas
O satélite europeu SMOS, que será lançado da base russa de Plessetsk, vai cartografar a humidade dos solos e a salinidade dos oceanos, para compreender melhor as alterações climáticas.
O lançamento está previsto para as 01h50, por um foguetão Rockot, e está orçado em 315 milhões de euros. O radiotelescópio a bordo do SMOS vai recolher os sinais rádio emitidos pela fina película de água à superfície da Terra. Foram precisos 17 anos para desenvolver as tecnologias que permitem agora fazer esta cartografia, diz a Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês). Os instrumentos vão recolher imagens a cada 1,2 segundos. Cada imagem cobrirá mil quilómetros quadrados.“O aquecimento global é um facto” mas as suas consequências no ciclo da água (precipitação, evaporação, infiltração no solo, armazenamento, etc) “ainda são incertas”, explicou recentemente Yann Kerr, responsável científico da missão SMOS, no Centro de Estudos Espaciais da Biosfera (Cesbio). É necessário ter “dados melhores” porque os modelos climáticos actuais “não conseguem reconstituir o que se passa”, nota este especialista. Os dados recolhidos deverão permitir ao SMOS fornecer mapas da humidade do solo com uma resolução inferior a 50 quilómetros, abarcando toda a superfície do globo no espaço de três dias, a partir da sua órbita a cerca de 758 quilómetros de altitude. O SMOS deverá ainda medir as variações da quantidade de sal na água à superfície dos oceanos. A concentração de sal influencia a circulação das águas à superfície do planeta.
Este projecto faz parte de um programa comum de observação da Terra, que reúne a ESA e as agências espaciais francesa (CNES) e espanhola (CDTI).
Site do Projecto SMOS:http://www.esa.int/SPECIALS/smos/
Notícia lida em Público.PT e em ElMundo.es

sábado, 28 de março de 2009

HojeÉ...Hora do Planeta 2009

60 Minutos às escuras, pelo PLANETA.


imagem retirada daqui

"A Hora do Planeta" é uma iniciativa levada a cabo por WWF que já conseguiu que 82 Países e mais de 2.400 cidades se tenham comprometido a apagar as luzes dos seus edíficios mais emblemáticos, hoje, dia 28 de Março pelas 20:30 até às 21:30 horas.
Este "apagão" iniciar-se-á na Nova Zelândia e terminará na costa oeste dos Estados Unidos. A Sagrada Família em Barcelona, o Museu Guggenheim em Bilbao, o Palácio Real em Madrid, a Torre Eiffel, o Cristo Redentor, o Times Square, a Sede Central da ONU, as Pirâmides de Gisé são exemplos de monumentos que se uniram a este grande movimento em todo o mundo.


De que se trata?

É algo tão simples como desligar o interruptor.

Para conscientizar a população sobre a importância da adopção de novos hábitos e mobilizar a sociedade no combate ao aquecimento global, a Rede WWF lançou o movimento Hora do Planeta, conhecido internacionalmente como Earth Hour. Trata-se de um gesto simbólico que envolve governos, empresas e a população em geral.
O que começou como um movimento quase espontâneo que pretendia incentivar os habitantes de Sidney a apagar as suas luzes e despertarem para os problemas ambientais, cresceu e tornou-se numa das maiores iniciativas mundiais de luta contra as alterações climáticas.

Em 2009, às 20H30 de 28 de Março, pessoas em todo o mundo são desafiadas a apagarem as suas luzes por uma hora – a Hora do Planeta.

Pretende-se este ano que mil milhões de pessoas, em mais de 1000 cidades, se unam em torno deste movimento e com este gesto simbólico mostrem que é possível tomar medidas contra o aquecimento global.

A Hora do Planeta começou em 2007, na cidade australiana de Sidney.

Nessa altura 2,2 milhões de habitações e empresas desligaram as suas luzes por uma hora. Apenas um ano mais tarde é que este evento se transformou no movimento global para a sustentabilidade que é hoje, com a participação de cerca de 100 milhões de pessoas e abrangendo 35 países.

Desde então, marcos emblemáticos mundiais, tais como a ponte Golden Gate, em São Francisco (EUA), o Coliseu de Roma, em Itália, e o painel publicitário da Coca-Cola em Times Square (Nova Iorque, EUA), ficaram às escuras, como símbolos de esperança por uma causa que se torna mais urgente a cada hora que passa.

A Hora do Planeta 2009 é um apelo global de acção a todos os cidadãos, todas as empresas e todos os Governos.
O gesto de apagar as luzes foi escolhido como símbolo do movimento global porque na maior parte dos países a produção de energia elétrica gera grande quantidade de gases de efeito estufa que causam as mudanças climáticas
É um apelo para marcar presença, assumir responsabilidade e envolver-se num esforço conjunto para um futuro sustentável.

Edifícios e marcos simbólicos, desde a Europa até às Américas, vão permanecer às escuras durante uma hora, no dia 28 de Março.

Em várias cidades do mundo, as pessoas vão apagar as luzes e unir-se para criar uma acção vital que se pretende que desencadeie a discussão sobre o futuro do nosso precioso planeta.

Mais de 70 países vão participar na Hora do Planeta 2009.

Este número cresce diariamente à medida que as pessoas começam a entender este movimento como um acto tão simples que pode gerar tão profundamente a mudança.
Em Lisboa vão ficar às escuras o Cristo-Rei, a Ponte 25 de Abril, o Palácio de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos, o Castelo de São Jorge, os Paços do Concelho, o Museu da Electricidade e o Centro Cultural de Belém (neste caso, durante apenas 15 minutos).
Nos Jardins da Torre de Belém, entre as 20h30 e às 21h30, o músico André Sardet actua num concerto acústico, aberto ao público e gratuito, pela "Hora do Planeta"
Em Tomar, serão o Convento de Cristo, a Ponte do Flecheiro, a Igreja de N.S. da Conceição e o edifício da câmara municipal. Em Águeda, para além dos Paços do Concelho, o apagar das luzes estende-se às piscinas municipais, ao Mercado e ao Fórum Municipal da Juventude.
Em Coimbra, destaca-se a torre da Universidade. Em Vila Nova de Famalicão, o Mosteiro de Lamdim, a Casa das Artes, o Museu Bernardino Machado e a Casa de Camilo.

A Hora do Planeta é uma mensagem de esperança e uma mensagem de acção.

Cada um de nós pode fazer a diferença!

Às 20:30 do dia 28 de Março de 2009 não se esqueça, apague as luzes e veja a diferença que pode fazer no combate ao aquecimento global.





Registe-se em http://www.earthhour.org/portugal e junte-se ao movimento HORA DO PLANETA.
Fonte da notícia:

sábado, 24 de janeiro de 2009

Plataforma de gelo Wilkins presa por um filamento à Antárctida

Imagem da plataforma em 2008 (fotografia do BAS)


As alterações climáticas serão o motivo para que uma enorme plataforma de gelo (chamada Wilkins), do tamanho da Jamaica, se esteja a soltar na Antárctica. A British Antarctic Survey (BAS), uma instituição britânica dedicada ao estudo do continente, afirmou à Reuters que pouco mais do que um filamento mantém a plataforma unida ao continente: "Por milagre ainda está ligada. Se estava por um fio no ano passado, este ano está por um filamento", afirmou o glaciologista David Vaughan.

A instituição captou imagens via satélite e de vídeo de um bloco gigantesco, de mais de 40 quilómetros de comprimento e de 2500 metros de largura (diminuindo em algumas partes até aos 500 metros), a separar-se aos poucos da península Antárctida, num movimento que ainda não estabilizou. Os cientistas dizem que a ligação pode manter-se durante meses ou apenas dias, “pode soltar-se a qualquer minuto", afirmou Vaughan.

David Vaughan crê que foi ver o estertor da Plataforma de Gelo Wilkins, ao sair do primeiro - e eventualmente último - avião a pousar perto da parte mais estreita do gelo. Em 1950, a plataforma tinha quase cem quilómetros de largura, e que chegou a cobrir 16 mil quilómetros quadrados. Na descrição do analista, há icebergues em torno da plataforma e vêem-se algumas focas sobre os blocos de gelo.

imagem:www.guiageografico.com/imagens/foca.jpg

Nos últimos 50 anos, nove plataformas diminuíram de tamanho ou desabaram na Península Antárctica,(Larsen A, Larsen B y Larsen C, Príncipe Gustav, Muller, Jones, Wordie, George VI norte e George VI sul). Na totalidade, calcula-se que tenham desaparecido nada mais, nada menos que 25.000 quilómetros quadrados de gelo numa tendência atribuída ao efeito estufa. É uma consequência do aquecimento global, afirma o próprio Vaughan.
Fonte da notícia: cienciahoje.pt

domingo, 9 de novembro de 2008

Cogumelos podem ajudar a combater aquecimento global


Cogumelos podem ajudar a combater aquecimento global.

Foto: Flickr

Um estudo realizado por investigadores norte-americanos e publicado na revista "Global Change Biology" revelou que, ao contrário do que se pensava, as florestas do Hemisfério Norte não começaram a libertar mais dióxido de carbono após o aumento das temperaturas.

Os cientistas estão convencidos de que este fenómeno se deve à acção dos cogumelos, informa a BBC.

Numa experiência realizada no Alasca, os investigadores descobriram que um aumento da temperatura do solo em 1ºC fez cair para metade a libertação de dióxido de carbono (CO2) face ao que sucede quando o solo está mais frio.

Segundo os cientistas, esta situação deve-se ao facto de os cogumelos secarem e produzirem menos CO2 quando estão expostos a temperaturas mais quentes.

Apesar de surpreendidos com a descoberta, os investigadores afirmam que os cogumelos que crescem nestas florestas podem ajudar a contrabalançar parte do dióxido de carbono que é libertado para a atmosfera e a ganhar tempo até que sejam implementadas políticas efectivas.

(Fonte: "Global Change Biology"/08-XI-5).

sábado, 8 de novembro de 2008

Aquecimento Global ameaça Lemingues


Alterações climáticas ameaçam populações de lemingues

As alterações climáticas ameaçam a sobrevivência dos lemingues - pequenos roedores com cerca de 15 cm de comprimento - mais do que a suposta tendência da espécie para o suicídio, informam pesquisadores noruegueses num artigo publicado na revista científica Nature. As populações têm diminuído significativamente na região sul da Noruega devido à modificação frequente - e até ao desaparecimento - da quantidade de neve considerada normal durante o inverno. As informações são do diário espanhol El Mundo. A espécie é conhecida por cometer suicídios em massa saltando de penhascos, mas esta fama não passa de um mito. Na verdade, os animais acabam caindo das encostas empurrados, por acidente, por outros elementos do bando nos períodos de migração. O pequeno roedor também é frequentemente utilizado nos laboratórios como cobaia, substituindo o tradicional porquinho-da-índia.

Segundo os biólogos Nils Stenseth e Kyrre Kausrud, da Universidad de Oslo, que lideraram a pesquisa, a espécie tinha um aumento populacional a cada três ou cinco anos no passado. No entanto, o último grande aumento identificado aconteceu há 14 anos, em 1994. Os estudiosos suspeitam que o número deixou de crescer por causa do aquecimento global.

Para os cientistas, o aumento das temperaturas impede que os lemingues cavem buracos para se locomover entre a neve e o solo. Nas aberturas, eles encontram protecção de predadores e também as plantas de que se alimentam. Como há mais calor, a neve fica mole na primavera e essas passagens não se formam. "O número de lemingues está diminuindo e as populações desaparecendo", afirmou Nils Stenseth.

Stenseth explicou que as migrações em massa dos lemingues realizadas para procurar alimentos, contribuíram para a origem do mito do "suicídio colectivo" já que muitas vezes os animais acabavam por cair ou lançar-se na água atrás da comida. "Após um efectivo aumento populacional, a escassez de alimento fez com que os grupos competissem com agressividade pela comida. Este factor foi a causa da redução do número de lemingues", avaliou o cientista.

De acordo com o especialista, as variações climáticas tornaram-se uma ameaça para o futuro dos lemingues, felizmente, a espécie ainda está longe do risco de extinção.


Para veres mais fotos clica aqui
Fonte da notícia: elmundo.es

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Pinguins da Antártida em Perigo

Estudo revela que 50 a 75 por cento das colónias encontram-se em declínio
Pygoscelis adeliae

Entre 50 e 75% das colónias de pinguins da Antártica encontram-se em declínio e, inclusive, ameaçadas de extinção no caso de um aquecimento global superior aos 2 graus, revelou esta quarta-feira um relatório do Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

Segundo os modelos climáticos examinados, uma alta de temperatura de 2°c pode acontece em 40 anos, recorda o WWF neste relatório apresentado em Barcelona, onde acontece o congresso da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Este aquecimento teria como consequência uma grande redução dos gelos dos mares antárticos que constituem o habitat predileto do pinguim Imperador e o pinguim de Adélia.

O desaparecimento parcial dos gelos do mar também se pode traduzir numa diminuição do krill, base do regime alimentar dos pinguins.

"Os pinguins estão acostumados a viver no frio e em condições extremas. Com a contínua elevação das temperaturas e a diminuição das zonas de alimento e ninhos associadas, já ocorreu uma redução sensível das populações existentes", comentou Juan Casavelos, coordenador da WWF para a Mudança Climática na Antártica.

(Fonte: Barcelona/AFP/08-X-10).

sábado, 11 de outubro de 2008

Mais um Alerta

O jornal Público publicou ontem uma notícia, no mínimo, alarmante. O título revela que o "Sobre-aquecimento do planeta está a ameaçar a fauna e flora das zonas tropicais". Mais especificamente o sobre-aquecimento do planeta nas zonas tropicais "vai forçar numerosas espécies de plantas e animais a migrar para latitudes mais elevadas para conseguirem sobreviver. Mas estas “viagens” poderão ser comprometidas pelas actividades humanas".

O estudo é do ecologista Robert Coldwell, da Universidade do Connecticut, principal autor deste estudo a publicar amanhã na revista “Science”. A equipa coordenada por Coldwell recolheu dados sobre duas mil espécies de plantas e de insectos a diferentes altitudes, nas encostas cobertas com florestas tropicais de um vulcão da Costa Rica, com mais de três mil metros de altura. Os cientistas descobriram que metade daquelas espécies vive em zonas com uma dimensão reduzida e que um aumento da temperatura vai obrigá-las a adaptar-se a ambientes totalmente novos, para além dos limites do seu habitat actual. Poderá chegar uma altura em que as espécies não terão mais para onde fugir. Além disso, para um grande número destas espécies, essas migrações na direcção da sobrevivência podem estar seriamente comprometidas pela exploração humana da floresta tropical, sublinha o estudo.

O que andamos nós a fazer ao ambiente? À nossa casa! Estamos a adulterar tudo. A modificar tudo. E qual será o preço? Nós portugueses nos últimos anos já temos vindo a sentir as alterações ao nosso meio ambiente (e não estou a falar das obras de betão). Temperaturas altas em períodos pouco habituais. Chuvas fora de época. Tempestades mais violentas... Ventos com fortes rajadas...Alertas laranja...

Fica a pergunta: Será que, num mundo mais quente, os seres vivos terão capacidade para ultrapassar os impactos das alterações climáticas? Será?

domingo, 7 de setembro de 2008

Segue o Aquecimento Global pelo Google Earth


O programa da ONU para o Meio Ambiente e o Google Earth lançaram uma ferramenta que possibilita o visionamento de imagens de satélite de locais que têm sofrido várias alterações devido ao aquecimento global, informa a agência Europa Press.

Os glaciares da Gronelândia e do Alasca e os bosques de Madagáscar são alguns dos 200 sítios que estarão disponíveis.

Achim Steiner, director-executivo do programa da ONU para o Meio Ambiente, revelou que o principal objectivo é mostrar, com realismo, o que o aquecimento global está a fazer à Terra e, consequentemente, mudar as mentalidades.

Esta iniciativa mostra «que a humanidade também é capaz de empreender mudanças positivas e inteligentes».

O Google Earth, desde sua primeira versão, é o software que mais surpreende e inova. Todas as suas brilhantes ferramentas e recursos são desenvolvidos em níveis colossais, o que sem dúvida é um enorme desafio.

Depois de trazer fotos com megaresoluções, mostrar-te a tua própria cidade, fazer-te voar com aviões por sobre os lugares mais remotos da Terra, indicar-te pontos turísticos e comerciais em quase todas as cidades e trazer-te vídeos do Youtube precisamente localizados, Google Earth vai mais além para te surpreender mais uma vez.

notícia adaptada de Portugal Diário IOL

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

350.org

350.org. é uma nova iniciativa da Internet contra o aquecimento global. Pretende dar a conhecer esta cifra 350, que corresponde a 350 p.p.m (partes por milhão). Esta é do limite máximo da concentração do Dióxido de carbono que deveria existir na atmosfera. Como actualmente já ultrapassámos os 380p.p.m , a natureza vai mal.


Vê o Vídeo:

Na Web encontrarás a origem da campanha, os objectivos a atingir, bem como o significado da cifra 350p.p.m.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Alerta:Invasão de medusas revela Mediterrâneo doente

Invasão de medusas revela Mediterrâneo doente



Missão científica no Mediterrâneo de um grupo de especialistas da organização Greenpeace e de um instituto espanhol de ciências marinhas detectou a presença de grande número de medusas junto às costas da ilhas Baleares. Cientistas dizem que actividades humanas estão na sua origem

Cada vez em maior número, as medusas regressam todos os anos por esta altura às águas do Mediterrâneo. Nas ilhas Baleares, os veraneantes apercebem-se do problema, porque estes seres gelatinosos lhes estragam os banhos de mar. Mas a questão é mais profunda. A presença crescente destas criaturas marinhas na região denuncia, afinal, o desequilíbrio ecológico ali existente.

O diagnóstico é de uma equipa de biólogos marinhos da organização Greenpeace e do Instituto de Ciencias del Mar (ICM), em Espanha, que fizeram nas últimas semanas uma campanha de observação a bordo do navio Artic Sunrise, da organização ecologista.

"As medusas são o paradigma do desequilíbrio ambiental das nossas águas", afirmou a propósito a bióloga Dacha Atienza, do ICM espanhol, citada num comunicado da organização ambientalista.

"Sabe-se muito pouco sobre a ecologia das espécies mais comuns no Mediterrâneo e a falta de estudos científicos é uma parte do problema", notou a mesma especialista, chamando a atenção para a "necessidade de investigar de forma mais intensiva os fundos marinhos na região das Baleares e as comunidades biológicas ali existentes". Sem essa informação, diz a especialista espanhola, "é impossível garantir protecção adequada a essas espécies das profundidades".

Mas há outras causas para a proliferação das medusas naquela, e noutras zonas, do Mediterrâneo, adiantam os ecologistas. Entre elas, com a maior fatia de responsabilidades, estão "uma maior afluência de nutrientes às águas do mar", a pressão da "urbanização costeira" e da agricultura intensiva, que geram essa contaminação, a diminuição da entrada de água doce na bacia oceânica, devido aos caudais mais reduzidos dos rios que ali desaguam e outros desequilíbrios do ecossistema.

Com esta campanha de observação a bordo do Arctic Sunrise, que incluiu mergulhos a diferentes profundidades com um ROV para observação dos ecossistemas do fundo marinho, biólogos e ecologistas quiseram também chamar a atenção para "a necessidade de combater as causas que originam a presença crescente de medusas nas costas baleares a cada novo ano, como única forma de resolver o problema".

Entre essas causas está também a diminuição crescente, ao longo dos últimos anos, dos predadores das medusas. Esses predadores são espécies de maior parte, como o atum e as tartarugas marinhas.

Os primeiros têm sido sujeitos a uma pesca intensiva, o que acabou por provocar uma queda acentuada nos efectivos da espécie. As segundas, além de afectadas pela poluição, são também sensíveis ao aumento da temperatura das águas, registada nas últimas décadas devido às alterações climáticas. E esta é outra questão para a qual biólogos e ecologistas chamam agora inevitavelmente a atenção.

Desde o século XIX, as águas superficiais do Mediterrâneo sofreram um aumento de temperatura da ordem dos 0,6 graus, o que é outro incentivo importante para as medusas. É que estes seres gelatinosos, que são nocivos para outras espécies mais vulneráveis, como é o caso dos corais, "gostam" muito de águas quentes.

Diário de Notícias OnLine

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Plantas "escalam" montanhas

Plantas «escalam» montanhas devido ao aquecimento global .

Mosaico mostra diversidade na Europa (cdt: Science)


O aquecimento climático causou, nas últimas décadas, a migração de numerosas espécies vegetais para altitudes mais elevadas, revela um estudo conduzido por uma equipa internacional e publicado quinta-feira na Science

(ver http://sciencenow.sciencemag.org/cgi/content/full/2008/626/3 )

Comparando a distribuição de 171 plantas de floresta em altitudes que variam do nível do mar aos 2.600 metros entre 1905 e 1985 e, depois, entre 1986 e 2005, os investigadores concluíram que as plantas "escalaram" cerca de 29 metros por década.

As observações mostram que as alterações climáticas não afectam somente a distribuição das espécies vegetais em longitude e latitude mas também em altitude.

A mudança é mais evidente nas ervas de renovação rápida e nas plantas de regiões montanhosas, que, tal como já se suspeitava, são mais sensíveis às mudanças do clima - assinalou Jonathan Lenoir, do Instituto de Tecnologia de Paris, principal autor da investigação.

O estudo assinala que o aquecimento do clima está a provocar uma resposta biológica e ecológica dos animais e das plantas na superfície de todo o planeta (comprovada pela evolução da distribuição e pela densidade das espécies) mas também nas profundidades marinhas.

Os cientistas notaram ainda que a mudança climática em França - onde teve lugar grande parte do estudo - se caracteriza por aumentos anuais médios de temperatura com uma amplitude superior ao resto do mundo, pois enquanto em todos os países estudados se verificou um aumento de 0,6 graus Celsius, em França a subida foi de 0,9 graus.

Nas regiões alpinas, o aumento da temperatura média chega ao 1 grau desde o início dos anos 80, o que explica o recuo dos glaciares, indicam os analistas.
Fonte da notícia: Ciência Hoje.PT

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Baleias ameaçadas pelo Aquecimento Global



Baleias ameaçadas pelo aquecimento global

O derretimento da camada de gelo na Antártida, causado pelo aquecimento global, ameaça baleias migratórias, que têm suas áreas de alimentação reduzidas.

Um estudo divulgado pelo Worldwide Fund for Nature (WWF) alerta para o facto de que o gelo marítimo do inverno será reduzido até cerca de 30% em alguns lugares.Esta situação será fatal para as baleias pois estas alimentam~se de Krill (pequenos camarões na sua maioria da espécie Euphansia superba) . O krill depende do gelo marinho para sobreviver. Se este diminuir os recursos alimentares das baleias irão escassear. Devido a isso, as baleias são obrigadas a viajar mais 500 quilômetros em busca de comida.

A conclusão é que o aumento das rotas de migração não apenas fará aumentar o montante de energia usado pelas baleias para chegar a suas áreas de alimentação como também reduzirá a temporada de alimentação por causa do tempo consumido para chegar até lá.

"Essencialmente, o que estamos vendo é que as baleias associadas ao gelo como as baleias mink da Antártida enfrentarão mudanças dramáticas em seu habitat dentro de um período não muito maior do que o período de vida desses animais", afirmou Heather Sohl, dirigente do WWF.

O documento foi divulgado para coincidir com o 60o encontro anual da Comissão Internacional Baleeira (IWC), que ocorre em Santiago (Chile), na próxima semana. Nesse encontro, o Brasil deve propor a criação de um Santuário para Baleias no Atlântico Sul.

Países baleeiros como o Japão e a Noruega, por outro lado, realizam uma campanha para que seja levantada a moratória sobre a caça comercial de desses animais, adotada pelo IWC em 1982.

Entre as baleias mais ameaçadas pelo derretimento do gelo na Antártida encontram-se a baleia-azul, o maior animal do mundo, e a cachalote.

Só recentemente, essas espécies começaram a recuperar depois de terem ficado à beira da extinção no século 20, antes da moratória da IWC entrar em vigor.



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

AQUECIMENTO GLOBAL

O aquecimento global é um fenómeno climático de larga extensão, um aumento da temperatura média superficial global que vem acontecendo nos últimos 150 anos. O significado deste aumento de temperatura é objecto de análise por parte dos cientistas. Causas naturais ou responsabilidade humana?

Grande parte da comunidade científica acredita que o aumento de concentração de poluentes de origem humana na atmosfera é causa do efeito estufa. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. Os poluentes atmosféricos retêm uma parte dessa radiação que seria reflectida para o espaço, em condições normais. Essa parte retida causa um importante aumento do aquecimento global.

Denomina-se efeito de estufa à absorção, pela atmosfera, de emissões infravermelhas impedindo que as mesmas escapem para o espaço exterior.

(Clica na imagem para ver a animação)


O efeito de estufa é uma característica da atmosfera terrestre, sem este efeito a temperatura seria muito mais baixa. O desequilíbrio actual acontece porque este efeito está a aumentar progressivamente.

Os principais gases causadores do efeito de estufa são o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) e CFCs (clorofluorcarbonetos). Actualmente as suas concentrações estão a aumentar. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera aumenta devido à sua libertação através da indústria, transportes e pela desflorestação (as plantas retiram o dióxido de carbono da atmosfera).

A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860. Os dados mostram que o aumento médio da temperatura foi de 0.5 ºC durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000.

Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas que estão a diminuir, do aumento do nível global dos mares, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo. Maiores períodos de seca, furacões mais intensos e inundações são cada vez mais frequentes.

O Protocolo de Quioto visa a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa. Contudo os EUA, o maior poluidor mundial, ainda não assinou esse protocolo.

A propósito deste assunto veja a entrevista de James Hansen.


Fonte: Centro de Competência Malha Atlântica.