Mostrar mensagens com a etiqueta Fauna. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fauna. Mostrar todas as mensagens

sábado, 11 de outubro de 2008

Mais um Alerta

O jornal Público publicou ontem uma notícia, no mínimo, alarmante. O título revela que o "Sobre-aquecimento do planeta está a ameaçar a fauna e flora das zonas tropicais". Mais especificamente o sobre-aquecimento do planeta nas zonas tropicais "vai forçar numerosas espécies de plantas e animais a migrar para latitudes mais elevadas para conseguirem sobreviver. Mas estas “viagens” poderão ser comprometidas pelas actividades humanas".

O estudo é do ecologista Robert Coldwell, da Universidade do Connecticut, principal autor deste estudo a publicar amanhã na revista “Science”. A equipa coordenada por Coldwell recolheu dados sobre duas mil espécies de plantas e de insectos a diferentes altitudes, nas encostas cobertas com florestas tropicais de um vulcão da Costa Rica, com mais de três mil metros de altura. Os cientistas descobriram que metade daquelas espécies vive em zonas com uma dimensão reduzida e que um aumento da temperatura vai obrigá-las a adaptar-se a ambientes totalmente novos, para além dos limites do seu habitat actual. Poderá chegar uma altura em que as espécies não terão mais para onde fugir. Além disso, para um grande número destas espécies, essas migrações na direcção da sobrevivência podem estar seriamente comprometidas pela exploração humana da floresta tropical, sublinha o estudo.

O que andamos nós a fazer ao ambiente? À nossa casa! Estamos a adulterar tudo. A modificar tudo. E qual será o preço? Nós portugueses nos últimos anos já temos vindo a sentir as alterações ao nosso meio ambiente (e não estou a falar das obras de betão). Temperaturas altas em períodos pouco habituais. Chuvas fora de época. Tempestades mais violentas... Ventos com fortes rajadas...Alertas laranja...

Fica a pergunta: Será que, num mundo mais quente, os seres vivos terão capacidade para ultrapassar os impactos das alterações climáticas? Será?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

As incríveis árvores de Socotra

Socotra é um pequeno arquipélago formado por quatro ilhas no Oceano Índico, em frente à costa do Chifre da África Parece ser um dos poucos paraísos na terra, onde ainda existe uma importante diversidade biológica com uma rica e diferente flora e fauna: 37% das 825 espécies de plantas de Socotra, 90% de seus répteis e 95% de seus caracóis, não existem em nenhuma outra parte do mundo, o que por si só é razão mais que suficiente para as ilhas serem consideradas património da humanidade pela Unesco .
Umas das plantas mais estranhas de Socotra é a Dracaena cinnabari, uma árvore de estranha aparência com formas de guarda-chuva. Sua seiva, de cor vermelha, era procurada na antiguidade para ser usada na medicina ou na tinturaria.



domingo, 27 de julho de 2008

Projecto de Conservação Ex Situ de Organismos Fluviais



No dia 15 de Julho, foi assinado um protocolo de colaboração entre o Aquário Vasco da Gama, a Quercus, o Instituto Superior de Psicologia Aplicada, e a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, com vista ao desenvolvimento de um Projecto de Conservação Ex Situ de Organismos Fluviais.

Espécies ameaçadas

A degradação dos rios portugueses está a colocar em risco a sobrevivência de muitas espécies da nossa fauna e flora. De entre estas, as que necessitam de medidas de emergência e serão objecto de conservação neste projecto, são cinco espécies de peixes do Oeste e do Sul do País: a boga do Oeste (Achondrostoma occidentale), a boga-portuguesa (Iberochondrostoma lusitanicum), o escalo do Mira (Squalius torgalensis), o escalo do Arade (Squalius aradensis), a boga do Sudoeste (Iberochondrostoma almacai); e três plantas: o narciso do Algarve (Narcissus willkommi), o trevo-de-quatro-folhas (Marsilea quadrifolia) e Pilularia minuta.


O que se pretende fazer

O principal objectivo deste projecto consiste em reproduzir e manter populações ex situ (em cativeiro) das espécies de organismos de água doce mais ameaçadas do continente português. Pretende-se ainda garantir a manutenção de um número suficiente de exemplares de forma a conservar a diversidade genética intra-específica.
Numa primeira fase, que durará três anos, a implementação do projecto visa apenas garantir a manutenção de um repositório genético em cativeiro. No entanto, numa segunda fase (já em preparação), prevê-se a utilização destas populações em acções de repovoamento dos rios, associadas a projectos de recuperação de linhas de água.
O projecto será desenvolvido em instalações da Direcção Geral dos Recursos Florestais, localizadas em Campelo, concelho de Figueiró dos Vinhos, no Sítio de Interesse Comunitário “Serra da Lousã”. O local integra-se na bacia hidrográfica do rio Tejo. Trata-se de uma antiga piscicultura actualmente desactivada. As instalações são compostas de nove tanques ao ar livre, com cerca de 21 m2 de área e profundidade variável, e oito tanques interiores de pequena dimensão (60x40 cm). Dispõe ainda de um edifício de apoio com duas salas para laboratório e exposições, e uma sala para apoio.
Prevê-se ainda a necessidade de adquirir tanques para reprodução, a instalar no exterior.
A divulgação pública do projecto será também efectuada através do sítio http://www.peixesdeportugal.com/.

Notícia divulgada por Aquário Vasco da Gama em 25-07-08