domingo, 9 de setembro de 2012

Projeto Eden : jardim global do século XXI

O Eden project,(www.edenproject.com) localizado em Bodelva, próximo à pequena cidade de St. Austell na zona da Cornualha, Inglaterra, não é estritamente um jardim botânico, é muito mais do que isso, apesar de possuir muitas variedades de plantas.Tem como propósito, além de dar a conhecer as espécies de plantas do nosso planeta,os seus habitats e sua história, demonstrar a importância das plantas para os povos e de promover o seu uso sustentável.




A MISSÃO ÉDEN A missão do Projeto Éden é: "Promover a compreensão e gestão responsável da relação vital entre plantas e povos e dos recursos voltados para um futuro sustentável para todos". O projeto foi planeado para ser uma demonstração de botânica e etnobotânica económica. Ele difere de um jardim botânico tradicional uma vez que sua finalidade principal é atrair uma ampla fatia do público e fazê-la interessar se pelas plantas. Ele pretende demonstrar a dependência humana em relação às plantas e promover a conservação e a vida sustentável para um público mais amplo possível. A fim de fazer isso bem era necessário empregar um número razoável de cientistas e envolvê-los em projetos de pesquisa e de conservação que pudessem ser interpretados pelo público.
 
Ele tem no entanto muitas das mesmas funções de um jardim botânico tal como programas de pesquisa, educação e conservação e é uma atração espetacular para os visitantes. Na verdade, é uma das atrações mais populares no Reino Unido que leva uma mensagem de sustentabilidade a onze milhões de visitantes desde a sua abertura, em 2001. Foi construído numa pedreira de extração de caulino praticamente esgotada. Isso deu ao Éden um outro propósito, a ecologia da restauração, para demonstrar o que pode ser feito para recuperar um buraco aberto no solo que se assemelhava à superfície lunar no início do projeto. Outra finalidade do projeto foi impulsionar a enfraquecida economia de Cornualha e criar postos de trabalho numa área com elevado desemprego.

O Projeto Éden é constituído por duas estufas futuristas denominadas "biomas" que reproduzem o clima de regiões mais quentes: uma quente e húmida, a outra quente e seca. No exterior, na restante área da pedreira foram plantadas espécies que se desenvolvem bem no clima da cornualha, um "bioma a céu aberto", tal como cereais, girassóis, chá, lúpulo e o cânhamo. Uma área é reservada para a Cornualha selvagem e o lado oposto da pedreira para uma área da floresta chilena temperada do sul, onde se abriga a coleção da conservação da reserva do Jardim Botânico Real, em Edimburgo.

Os biomas internos são uma série de grandes abóbadas geodésicas que consistem em hexágonos de favos de mel revestidos por uma camada tripla de membrana plástica de polímero etileno tetrafluoretileno (ETFE). Entre cada camada há um espaço aéreo inflado como um travesseiro gigante, proporcionando assim um efeito de vitrificação triplo, uma grande economia nas contas de aquecimento. Usando esse material de baixo peso, ao invés de vidro, não foi necessário a utilização de qualquer coluna interna para suportar a estrutura. O ETFE também permite a entrada de luz U/V, assim como aproximadamente 80% da luz útil quando a membrana está limpa.

O bioma da floresta tropical, emergindo da extremidade sul do limite da pedreira, cobre quase 5 hectares e tem 240 metros de comprimento e 110 metros de largura. Eleva-se a 55 metros no ponto mais alto e tem uma cascata e um riacho extremamente realísticos que correm para o centro. Esse bioma é dividido em cinco regiões principais e está repleto de plantas úteis dos trópicos. Quatro delas são geográficas: África, América, Ásia e Ilhas Oceânicas e a quinta, Cornucopia, é uma demonstração das diversas colheitas tropicais importantes. Todas as cinco áreas estão cheias de plantas interessantes e úteis identificadas com etiquetas interpretativas. Para estar no Éden a planta deve contar uma história de interesse aos seres humanos, mais do que ser necessariamente uma raridade. Na seção asiática do bioma uma casa e jardim típicos (kebun) foram construídos. Na aleia da África estão representadas a colheita e agrosilvicultura e na América do Sul estão presentes as plantas cultivadas pelos Mapushi e pelos índios Guarani. A Cornucopia tem pequenos cultivos de banana, borracha, café, cacau, abacaxi, árvores de madeira nobre e outras culturas. Uma vantagem do Éden sobre a maioria de jardins botânicos, nos quais apenas um ou dois exemplares de cada espécie são geralmente plantados, é o espaço disponível para grupos maiores de cada espécie e de representações mais realísticas  da floresta tropical, uma vez que as árvores podem chegar a alturas próximas às maiores aí existentes. O bioma temperado é representativo da diversidade e os usos de ecossistemas mediterrâneos. As áreas incluídas são Califórnia, África do Sul e o Mediterrâneo. Na última área encontram-se bosques de oliveiras, cítricos, videiras, sobreiros e de muitas outras culturas desse ecossistema, tais como feijão, cebola, tomate e flores ornamentais. As várias espécies de finbos e o deserto de Namaqualand da África do Sul são apresentados, assim como o Chaparral californiano. Ambos os biomas internos têm áreas específicas guiadas (chamados de polinizadores no Éden), para mostrar ou ensinar, bem como assentos e bancos espalhados por toda parte. Ambos os biomas internos utilizam controle de pragas integrado, nos quais os predadores naturais são usados para controlar pragas e um mínimo absoluto de inseticidas químicos é utilizado. Pequenos pássaros, lagartos e várias espécies de insetos são usados no controle de pragas.
 
CIÊNCIA E EDUCAÇÃO NO ÉDEN O Projeto Éden é um recurso esplêndido para a educação a todos os níveis. O programa educacional para crianças no Éden é inovador e emocionante graças à abordagem criativa da equipe pedagógica. Diariamente, grupos de crianças podem ser vistos trabalhando em projetos de aprendizagem. Por exemplo, um dos cozinheiros-chefe do restaurante pode se dirigir a um grupo de estudantes e explicar que não tem os ingredientes de um bolo que planejou fazer. As crianças são instruídas a encontrá-los nos biomas e a retornarem com um relatório sobre onde encontrar as plantas que produzem açúcar, chocolate, farinha, passas, canela, etc. Quando eles retornam o cozinheiro-chefe faz o bolo e eles vão para casa lembrando que as plantas produzem a maioria dos ingredientes. Eles podem explorar o bioma da floresta tropical úmida no programa "Don't forget your leech socks" (não esqueça suas proteções contra sangue-sugas) onde procuram por alimentos de sobrevivência e abrigo nas plantas. A educação do Projeto Éden inclui programas em tópicos como mudanças climáticas, alimentação, nutrição, saúde, biodiversidade e uso sustentável de recursos biológicos. Há 30 mil visitas escolares todos os anos e, assim, o projeto é capaz de transmitir sua mensagem para um grande número de jovens.

Ninguém passa por uma visita ao Projeto Éden sem perceber que as plantas são vitais à sobrevivência humana.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Afinal os peixes também desenvolvem "cancro de pele"


Talvez esteja na altura de os peixes começarem a usar protetor solar.Num estudo recente descobriu-se pela primeira vez cancro de pele em peixes selvagens ( várias espécies de trutas) na Grande Barreira de Corais da Austrália. As lesões e manchas parecem se muito com o cancro da pele humano. Não se sabe se estes animais são impróprios para consumo.


a) indivíduo com cancro em 10% da superfície do corpo; b) truta com cancro em 90% da superfície do corpo (Crédito: PLoS ONE)

Cientistas da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, e do Instituto de Ciência Marinha da Austrália descobriram pela primeira vez sinais de cancro da pele em peixes selvagens.

O estudo, publicado na revista PLoS ONE, revela a incidência de melanoma em três espécies de trutas encontradas na Grande Barreira de Coral, na Austrália, directamente abaixo do maior buraco do mundo na camada de ozono. Os peixes apresentam lesões e manchas escuras, uma versão escamosa do que seria um melanoma humano.
Segundo os investigadores a causa mais provável para o aparecimento do cancro naqueles peixes selvagens parece ser a radiação ultravioleta.

Os investigadores apesar de não conseguirem determinar há quanto tempo os peixes sofrem da doença verificaram que o cancro está generalizado na população de trutas, não descartando a possibilidade de haver outras espécies em causa.

As causas que explicam o aparecimento da doença, acreditam os investigadores, estão no facto da Grande Barreira de Coral situar-se directamente sob o maior buraco na camada de ozono no mundo, o que significa que a região recebe mais radiação ultravioleta do que outros lugares. Além disso, as três espécies puderam cruzar-se, dando origem a descendentes que são mais propensos ao cancro devido à perda ou mutação de genes.

Ainda não está provado se a truta com cancro representa um perigo para os seres humanos que as comam, mas um peixe com este aspecto dificilmente será adquirido no mercado.

domingo, 5 de agosto de 2012

Curiosity amanhã em Marte

Amanhã, de madrugada, pelas 06:24 (hora de Lisboa), o mundo vai ter os olhos postos em Marte. O robot Curiosity entrará  na  atmosfera marciana a uma velocidade superior a 20 mil km.h-1. Será sem dúvida a  mais "louca", difícil e ousada aterragem alguma vez realizada no planeta vermelho  Nos 7 minutos que se seguem, esta magnífica máquina  executará uma série de manobras pré-programadas que no final a imobilizarão dentro de uma pequena elipse com 20 por 7 km de dimensão no interior da cratera Gale.

O Curiosity com 899 kg de massa (menos de um quarto que o rover da NASA da geração anterior) é um laboratório andante de seis rodas, com dez instrumentos científicos. Mede três metros de comprimento e 2,8m de largura, uma altura máxima de 2,1 metros e um braço para fazer experiências.

 O Curiosity foi programado para ( num período de dois anos) procurar  vestígios de vida e água entre os sedimentos da zona mais profunda do planeta. 

Se quiseres conhecer  os momentos chave desta ambiciosa missão, incluindo toda a acção que se irá desenrolar na madrugada do dia 6 de Agosto, vê o vídeo;



Para acompanhares todo o processo é só aceder ao site da NASA: www.nasa.gov.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Urso polar muito mais velho!





ADN sugere que ursos polares são muito mais velhos do que pensávamos.
Os ursos polares vivem no planeta Terra há quatro ou cinco milhões de anos, e não há 150 mil, como se pensava até há pouco tempo. Esta é a conclusão tirada da investigação liderada pelo biólogo Webb Miller, da universidade de Penn State, Pensilvânia (Estados Unidos), depois de utilizar um novo método de análise genómica, que compara sequências de ADN de ursos polares dos nossos dias com ursos castanhos e pretos.
A equipa que analisou também fragmentos de um dente de um urso polar com 120 mil anos, tinha como objectivo inicial perceber como pode esta espécie lidar com as alterações climáticas, mas os resultados foram surpreendentes.
Em primeiro lugar, os cientistas perceberam que estes ursos passaram por “muitas mudanças climáticas extremas” no passado, aumentando e reduzindo a população, respectivamente, quando o clima era mais frio ou quente.
Mais tarde, eles concluíram que, pelos marcadores genéticos das características do urso polar – pêlo branco e capacidade para armazenar gordura – esta espécie estará entre nós há quatro ou cinco milhões de anos.
Esta teoria arrasa completamente outra, que colocava a origem dos ursos polares numa data entre 60 e 600 mil anos atrás. Aliás, o próprio Webb Miller escreveu um artigo, há três anos, que explicava que o número certo seria 150 mil anos.
“Bem, estávamos mesmo errados. Muito errados. Os ursos polares estão aqui há milhões de anos”, explicou o biólogo num artigo publicado ontem no Proceedings of the National Academy of Science.
O estudo sugere que o número de ursos polares se alterou bastante ao longo dos tempos, coincidindo com as principais alterações climáticas que aumentaram ou reduziram a quantidade de gelo de mar Árctico.
A principal conclusão do estudo, por outro lado, afirma que os ursos polares já sobreviveram a épocas mais quentes, mas isso não quer dizer que consigam novamente fazê-lo. Ou seja, não há certezas sobre o futuro da espécie.

Fonte da notícia;
http://greensavers.sapo.pt/2012/07/24/adn-sugere-que-ursos-polares-sao-muito-mais-velhos-do-que-pensavamos/
 

Gronelândia perde a sua capa de gelo ao mais alto nível.

Quando é que vamos começar a dar atenção aos sinais ????? Quando??????
Cerca de 97% da superfície da camada de gelo que cobre a Gronelândia derreteu este mês, o degelo mais vasto de que há registo nos 30 anos de observações de satélite da ilha, alertou a NASA.
A conclusão dos cientistas baseia-se em imagens captadas por três satélites diferentes, segundo as quais o degelo foi particularmente rápido entre os dias 8 e 12 de julho.
Durante esses quatro dias, a área derretida passou de 40% do total da superfície da camada de gelo para 97%, o que significa que a quase totalidade da camada sofreu algum derretimento - desde as extremidades finas próximas da costa até ao centro, com mais de três quilómetros de espessura.



Estas duas imagens, captadas por satélites da NASA, têm apenas quatro dias de diferença. A da esquerda data de 8 de julho e a da direita de dia 12 NASA
.                            
                   
Apesar de cerca de metade da área gelada da Gronelândia normalmente derreter durante os meses de Verão, a velocidade e a escala em que isso ocorreu este ano surpreendeu os cientistas, que já descreveram o fenómeno como “extraordinário”( BBC).
Os investigadores afirmam que, num verão normal, cerca de metade da superfície da camada de gelo da Gronelândia derrete e, enquanto nos pontos mais elevados a água volta rapidamente a congelar, perto da costa alguma da água é retida pelo gelo e o resto perde-se no oceano.
Mas este ano a extensão do degelo na superfície ou perto dela aumentou dramaticamente, alertam os cientistas, que ainda não determinaram se este descongelamento irá afetar o volume total de perda de gelo e contribuir para a subida do nível do mar.

“Quando vemos degelo em zonas que não tínhamos visto antes, pelo menos durante um longo período de tempo, isso faz-nos questionar o que é que se está a passar”, disse o cientista chefe da NASA, Waleed Abdalati. “É um grande sinal, cujo significado só conseguiremos entender nos próximos anos”, disse, citado pela BBC.
Abdalati esclareceu que ainda não é possível determinar se este é um fenómeno natural, embora raro, ou se este degelo se fica a dever ao aquecimento global provocado pelo Homem.

Ler mais:
http://expresso.sapo.pt/degelo-na-gronelandia-assusta-cientistas-da-nasa=f742073#ixzz21iFTXsqM

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Para descobrir ..."Eu e o meu corpo"

Viagem de descoberta por vários órgãos e, sobretudo, células do corpo humano. Faz a ligação entre as diferenças entre os órgãos e as diferenças entre as células que os constituem: temos órgãos diferentes porque as células que os constituem são diferentes também, em aspecto e em função. Inclui também uma secção que explica como é que os cientistas sabem tanto sobre as células, introduzindo alguns dos métodos utilizados: cultura de células, microscopia e estudo de animais para se compreender os humanos.



O vídeo de animação «Eu e o meu Corpo», produzido pelo Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) em Lisboa, arrecadou o primeiro lugar na categoria de Material Didáctico de Ciências do concurso internacional ‘Ciencia en Acción’, edição de 2011. O projecto, financiado pela Casa das Ciências com o apoio técnico da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), foi realizado por Ana Godinho, Catarina Júlio e Ana Mena, membros da equipa de comunicação do IGC, em colaboração com Diana Marques (ilustradora), Cláudio Silva (FCCN) e Alexandre Gil (estudante do 7º ano).

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Diz olá à Medusa em versão artificial, criada em laboratório a partir de células de rato


 Medusa feita de silicone e células de rato nada na água quando sueita a um campo elétrico
 crédito: Harvard Univ./Caltech

Movimenta-se e parece-se com uma medusa (ou uma alforreca, se preferirem) mas é artificial. É apenas uma imitação feita com recurso a silicone que, por sua vez, serviu de base para ali fazer crescer células musculares cardíacas de ratos. É um “mini-robô” orgânico e chama-se Medusoide que vem noticiado na mais recente edição da Nature Biotechnology.
Para que serve? Para ajudar a saber mais sobre engenharia de tecidos e, especialmente, sobre o coração e outros músculos humanos.

Como surgiu esta medusa ?
A  técnica de natação das medusas que consiste em usar um músculo para sucessivos impulsos na água – semelhante às batidas de um coração – terá sido o ponto de partida para  os investigadores que viram este animal como um bom modelo de estudo no campo da engenharia de tecidos. Como muita coisa no mundo da ciência, este início fez-se de forma quase acidental quando um dos cientistas envolvidos no projecto estava a apreciar animais marinhos num grande aquário. “Comecei a pesquisar organismos marinhos e quando vi a medusa no New England Aquarium apercebi-me imediatamente das semelhanças e diferenças entre a forma como este animal move-se e o coração humano”, conta Kevin Kit Parker, professor de Bio-engenharia e Física Aplicada em Harvard. E assim foi criado um coração “bio-inspirado”.
Após alguns anos a investigar os mecanismos de propulsão usados pela medusa, analisando a forma como contrai e expande o seu corpo e como se serve da dinâmica da água para nadar, começou o projecto de criação da versão artificial. A forma foi conseguida com o recurso a uma fina membrana de silicone, desenhando-se aqui oito apêndices semelhantes aos seus “braços”. Depois recorreram a células do músculo cardíacos de ratos que foram colocadas e cultivadas no topo do animal e que cresceram de acordo com um padrão de proteínas previamente impresso no seu corpo (imitando a arquitectura muscular da medusa) e que permitiu que estas células se tornassem um músculo coerente para nadar.
Submersa num fluido capaz de conduzir electricidade, a Medusoide foi então submetida a choques eléctricos para promover as contracções próprias da sua forma de se movimentar na água. A imitação do desempenho biológico natural estava completa e resultou. Aliás, os investigadores referem que o robô começou a contrair-se ligeiramente mesmo antes da estimulação eléctrica. Agora, dizem, o futuro passa por aperfeiçoar a criação talvez ao ponto de fazer com que a Medusoide se movimente de forma autónoma. Por outro lado, a receita usada para a medusa artificial poderá ser melhorada ao ponto de possibilitar a criação de um estimulador cardíaco feito inteiramente com matéria-prima biológica.
Fonte da notícia: o publico.pt  e
http://www.nature.com/news/artificial-jellyfish-built-from-rat-cells-1.11046

Relâmpago, uma maravilha natural, filmado em câmara lenta

Um relâmpago é uma descarga eletrostática aleatória. É o resultado de um forte desequilíbrio de carga elétrica entre dois pontos. Normalmente entre as nuvens, e por vezes, também, entre as nuvens e o solo. Eles são rápidos, violentos e perigosos mas também um dos espetáculos mais fascinantes da natureza.
Um relâmpago visto a olho nu é apenas um vislumbre passageiro do poderoso trovão que se segue. Tudo acontece demasiado rápido para conseguir realmente perceber o que aconteceu.
O vídeo em questão mostra o desenvolvimento e a formação de um relâmpago a 7207 fotogramas por segundo. Vídeo postado por Tom A. Warner, da ZT Research, mostra um relâmpago a acontecer em câmara lenta.



Fonte:http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2681584

sábado, 14 de julho de 2012

O que é que a banana têm? O genoma "descascado"

A banana - base da alimentação e da economia para mais de 400 milhões de pessoas no mundo, que foi "domesticada" há 7000 anos a partir de espécies selvagens, acaba de ter o seu genoma sequenciado.

A espécie comestível e a selvagem cujo genoma foi agora revelado Fotografia © Angélique D'Hont
Sabias que as bananas mais comuns nas prateleiras dos nossos supermercados - as bananas Cavendish e que a maioria tanto aprecia- são totalmente estéreis ( se reparares não possuem sementes)? E que esse é também o caso da maioria das variedades de bananas comestíveis existentes no mundo? No caso da Cavendish, que foi introduzida no Ocidente nos anos 1950, isso significa que andamos desde então a comer a "mesma" banana: todas as Cavendish descendem, por clonagem, de uma única planta-mãe, surgida na China, provavelmente, há milhares de anos. Dada a quase total ausência de diversidade genética que daí decorre, as bananas estão em perigo de extinção.  Duas doenças causadas por fungos - uma nova forma do chamado "mal-do-panamá" e a sigatoka-negra são letais para esta variedade de banana, de longe a mais importante do ponto de vista comercial. E não há nada no seu genoma susceptível de a proteger.
A descodificação da sua informação genética foi feita por um grupo internacional de investigadores, coordenado pela equipa francesa de Angélique D'Hont, do CIRAD, o centro de cooperação internacional em ainvestigação agronómica para o desenvolvimento, em Monpelier, França. E a informação, publicada dia 12 de julho, na revista Nature, pode ser essencial não só para melhorar a produção mundial desta fruta mas sobretudo para encontrar formas eficazes de combater os fungos que, volta, não volta, atacam as espécies comestíveis.
   "O conhecimento do genoma vai facilitar consideravelmente a identificação dos genes responsáveis por características tais como a resistência às doenças e a qualidade da fruta", escreve o CIRAD em comunicado. Para fazer a sequenciação dos 520 milhões de "letras" do genoma da banana - mais de 36 mil genes, distribuídos por 11 cromossomas -, os cientistas escolheram uma variedade selvagem da mesma espécie que a Cavendish (Musa acuminata, cujo genoma entra na composição de todas as variedades comestíveis de banana, cruas ou cozinhadas). A variedade escolhida tem, contudo, uma genética menos bizarra do que a Cavendish. É que, ao contrário do que é normal e da variedade sequenciada, a Cavendish possui três cópias de cada cromossoma em vez de duas...
Fonte  da notícia: jornal o público e

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Como explicar a teoria da evolução de uma forma simples

Dúvidas sobre como se processa a evoução biológica? Vê o excelente vídeo que de uma maneira muito simples explica os mecanismos que causam a evolução.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Já temos o Higgs ( "Bosão de Higgs" ) e sem meter Deus ao barulho .

Cientistas do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), organização a que Portugal pertence, anunciaram hoje de manhã numa conferência em Genebra (Suíça), que descobriram uma nova partícula subatómica que pode ser o bosão de Higgs, também conhecido por "partícula de Deus". A
descoberta de uma nova partícula marca «um grande dia para a Ciência», mais perto de descobrir como funciona o Universo, mas sem meter Deus ao barulho.

Porque é tão importante esta descoberta?

 Esta descoberta é o culminar de 50 anos de «trabalho e expetativa»,  desde que, nos anos 1960, o físico escocês Peter Higgs avançou com a teoria de que haveria uma partícula responsável pela massa das outras partículas fundamentais do Universo.

Estas partículas fundamentais, a um nível sub-atómico, são «os eletrões, os 'quarks', protões, eletrões e os neutrinos», que têm todos massas muito diferentes, e a partícula de Higgs seria uma «complementar» que lhes confere essas massas diferentes. 

O Higgs é fundamental para explicar a razão por que todas as outras partículas que constituem a matéria têm massa, isto é, porque existe o Universo onde vivemos. No fundo, é a peça que faltava no puzzle do chamado Modelo-Padrão, uma colecção de teorias que integra todos os conhecimentos atuais sobre o comportamento das partículas fundamentais da matéria.
A descoberta da nova partícula subatómica surge na sequência das experiências feitas pelo maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, localizado em Genebra

A descoberta anunciada pelo CERN «não é o fim de nada, mas pode ajudar a esclarecer o que se passou no início do Universo».
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/cern-anuncia-descoberta-da-particula-de-deus=f737354#ixzz1zlT5rp1W

Claro que sem o contributo de várias ciências como a fisica e a matemática  e da tecnologia não seria possível descobertas como estas e a compreensão do Universo. A física é, no sentido lato, a chave que os cientistas utilizam para tentar perceber a natureza, apoiados pela linguagem da matemática. Desde os tempos dos antigos gregos, passando por Kepler, Galileu, Newton, Einstein e todos os outros, que percebemos que este método funciona notavelmente bem.
Em particular, ficamos convencidos de que um mecanismo funciona quando permite prever coisas que ainda não aconteceram, desde o movimento de um pêndulo até á ocorrência de eclipses. E a história da ciência tem sido uma sucessiva construção de observações, teorias, busca de provas e demonstrações, que tem permitido progressos fantásticos na compreensão do mundo que nos rodeia.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/bosao-de-higgs-nascido-a-4-de-julho=f737267#ixzz1zlGt2R82

sábado, 17 de março de 2012

Jogo do gato e do rato virado do avesso, revela investigação portuguesa.

Investigação portuguesa

Parasita consegue “manipular” o comportamento de ratinhos

Quando os ratinhos, que têm naturalmente muito medo dos felinos, têm cistos no cérebro devido a uma infecção crónica pelo parasita Toxoplasma gondii, começam a andar mais depressa e durante mais tempo... e o medo de serem caçados diminui. Este autêntico jogo do gato e do rato virado do avesso – e cujos cordelinhos são literalmente puxados por um microorganismo – foi agora revelado por Cristina Afonso e Vítor Paixão, da Fundação Champalimaud, e  publicado  na revista de livre acesso PLoS ONE.
O Toxoplasma é um protozoário capaz de infectar todos os mamíferos, mas cujo hospedeiro final são os felinos, onde se reproduz de forma sexuada (nos roedores, hospedeiros intermédios, reproduz-se por clonagem). Ora, se os ratinhos se tornarem mais aventureiros, os gatos apanham-nos mais facilmente, aumentando as chances de o parasita conseguir infectar o seu hospedeiro final.

A infecção no ratinho começa com uma fase aguda, durante a qual o animal perde muito peso, e a seguir torna-se crónica, com o parasita a formar pequenas bolsas, ou cistos, cerebrais. Já se suspeitava que, estando alojado no cérebro, o parasita pudesse induzir alterações comportamentais nos roedores. Por exemplo, observações de laboratório sugeriam que os ratinhos infectados, em vez de fugirem a sete pés do cheiro a gato, se tornavam indiferentes a ele e até podiam achá-lo “interessante” porque activava áreas cerebrais associadas, como o prazer sexual. “Como se pensassem, ‘espera lá, isto não é um predador, é uma fêmea!’”, diz-nos Cristina Afonso em conversa telefónica.

Mas por outro lado, em várias quintas do Reino Unido, constatou-se há uns anos que a maioria dos ratinhos apanhados em armadilhas estavam infectados pelo Toxoplasma. Isto levou os investigadores portugueses a perguntarem-se se o parasita não produziria também outras alterações comportamentais, nomeadamente da forma como os ratinhos exploravam o ambiente e avaliavam os riscos. “Uma armadilha não é um predador”, diz Cristina Afonso, “e quisemos saber se não haveria também alterações comportamentais que não tivessem a ver com predadores”.
Para conhecer as experiências ler mais em:http://www.publico.pt/Ciências/parasita-consegue-manipular-o-comportamento-de-ratinhos--1537887

E agora “a pergunta que vale um milhão de dólares”, diz Cristina Afonso: haverá uma relação entre as áreas do cérebro onde há cistos e o comportamento alterado? Os cientistas analisaram a distribuição dos cistos no cérebro dos animais e descobriram algo de totalmente inédito: que, apesar de os cistos estarem espalhados por todo o cérebro, a sua distribuição não era aleatória. Uma nova análise estatística mostrou que, no cérebro dos animais mais aventureiros, os cistos parecem estar distribuídos por várias áreas que comunicam entre si, o que os leva a pensar que o parasita poderá agir, não sobre uma região cerebral específica, mas antes sobre um circuito cerebral que comanda esse comportamento de risco.
http://www.publico.pt/

domingo, 11 de março de 2012

Abelhas : Aventureiras, cautelosas ou caseiras?

LA ABEJA Y EL  CARDO AMARILLO. (VER ALBUM)

LA ABEJA Y EL  CARDO AMARILLO. (VER ALBUM)

Algumas abelhas gostam de aventura e outras preferem ficar na colmeia: segundo uma nova análise do cérebro destes insetos, algumas substâncias químicas que também afetam a personalidade humana podem explicar esta diferença.
As abelhas são conhecidas por ter uma sociedade estruturada com distintas funções para cada grupo: algumas trabalham como enfermeiras, outras buscam alimento, por exemplo. Mas dentro destas funções, cientistas descobriram que as abelhas também têm personalidades distintas, segundo um estudo da revista Science que examinou a diferença entre as abelhas exploradoras que buscam comida e as que não fazem isso.

"Existe uma regra de ouro para a investigação sobre a personalidade que diz que se alguém mostra a mesma tendência em diferentes contextos, isto pode ser chamado de traço de personalidade", disse o coordenador do estudo, Gene Robinson, professor de Entomologia e Neurociência da Universidade de Illinois (norte).
Os cientistas constituiram dois grupos de abelhas. Instalaram  potes com comida nova com aromas e cores únicas, que mudavam todos os dias, e observaram quais  as abelhas que decidiam experimentar novos sabores e quais as que  preferiam os já conhecidos. Quando examinaram os cérebros das abelhas aventureiras, eles encontraram diferenças na expressão genética relacionadas com a mesma cadeia molecular que regula a procura de novidades nos mamíferos e humanos. Estas substâncias químicas do cérebro, a catecolamina, o glutamato e o ácido gama-aminobutírico, são conhecidos por influenciar o nível de recompensa que a pessoa sente ao procurar e vivenciar novas experiências. "Nossos resultados nos dizem que a busca por novidades nos humanos e outros vertebrados têm paralelismos com os insetos", afirmou Robinson. "Podemos notar as mesmas diferenças de comportamento e as mesmas bases moleculares", completou. O estudo também sugere que o mesmo tipo de ferramentas genéticas evoluíram nas abelhas, animais e humanos, e que aventurar-se era uma característica que valia a pena conservar porque podia ajudar as espécies a encontrar novas fontes de comida. "Parece que os mesmos canais moleculares estiveram envolvidos repetidamente na evolução para dar lugar às diferenças individuais na busca por novidade", disse Robinson. O estudo foi financiado pela Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos (NSF), os Institutos Nacionais da Saúde (NIH) e pela Illinois Sociogenomics Initiative (SGI).

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ciência que há num rabo de cavalo

Um grupo de investigadores britânicos elaborou uma equação matemática que prevê a forma do rabo-de-cavalo. Apesar de aparentemente inútil, este trabalho ajuda os cientistas a compreenderem melhor o comportamento de materiais naturais, como a lã e o pêlo.



Puxar um cabelo comprido atrás e prendê-lo com um elástico até pode ser simples, mas a Equação da Forma do Rabo de Cavalo constitui a primeira explicação científica da distribuição dos cabelos neste tipo de penteado, afirmam os cientistas responsáveis pela investigação. O trabalho constitui um contributo para uma melhor compreensão dos materiais compostos por fibras aleatórias.
A equação que explica e prevê a forma do rabo de cavalo é proposta por uma equipa de físicos britânicos num artigo publicado recentemente na revista científica Physical Review Letters, da Sociedade Americana de Física. "É uma equação notavelmente simples", observa Raymond Goldstein, professor de Sistemas Físicos Complexos na Universidade de Cambridge, citado pela BBC, mas que "resolve um problema que tem intrigado cientistas e artistas desde que Leonardo da Vinci mencionou a fluidez da ondulação do cabelo nas suas notas, há 500 anos".
A Equação da Forma do Rabo-de-Cavalo representa a primeira investigação da distribuição dos cabelos num rabo-de-cavalo e permite compreender como o conjunto se comporta face à pressão resultante da colisão entre os cabelos que o compõem.



quarta-feira, 7 de março de 2012

Quetzal

"Uma Arca de Noé para aves " Criado primeiro banco genético de aves em vias de extinção

México cria primeiro banco genético de aves em vias de extinção

 

O majestoso Quetzal  Pharomachrus mocinno

O Projecto está a ser desenvolvido no santuário de aves El Nido, em Ixtapaluca por Cientistas mexicanos. O objectivo é facilitar e promover a reprodução de várias espécies aplicando técnicas de reprodução artificial.
O parque El Nido,  abriga mais de 3000 pássaros de 600 espécies. Ali, os investigadores recolhem e guardam as células das aves para utilização futura.
Este refúgio é o terceiro maior aviário do mundo e foi fundado há 47 anos pelo veterinário, falecido em 2010, Jesús Estudillo. Cada uma das espécies que lá se encontra vive em casais ou em pequenas comunidades.
Mary Palma, coordenadora do projecto, acredita que este deve desenvolver-se imediatamente, pois as mudanças climáticas e a desflorestação estão já a pôr em perigo várias espécies.
Tanto o México como outros países possuem já bancos de material genético onde se conserva o sémen de mamíferos, principalmente gado. Porém, os requisitos utilizados para a preservação criogénica do sémen das aves não são iguais aos dos mamíferos, pois as suas células são mais frágeis.
A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) começou a organizar, há alguns anos, os seus próprios bancos de germoplasma, mas apenas destinados a aves domésticas.
O projecto que agora se inicia é liderado por investigadores do Instituto Nacional de Saúde Pública do Estado de Morelos e da Universidade Autónoma Metropolitana da Cidade do México.
No parque El Nido encontram-se aproximadamente 600 espécies, como águias, falcões, corujas, catatuas, araras, tucanos, faisões-argus, quetzais e aves ancestrais como o casuar, originário da Nova-Guiné e da Austrália e uma das mais antigas do planeta.
Fonte da noticia: http://www.cienciahoje.pt
  



segunda-feira, 5 de março de 2012

Violino feito com cordas a partir de teias de aranha produz sons com novo timbre

Imagem em   http://www.natur-portrait.de/foto-34044-faszination-spinnen-11-gigantisch.html
Um investigador japonês está a usar milhares de teias de aranha para criar um novo tipo de cordas a usar em violinos. Shigeyoshi Osaki está interessado nestes pequenos fios de seda que, pela sua suavidade, dão um novo timbre aos violinos.

«Instrumentos musicais de cordas como os violinos têm sido alvo de muitos estudos científicos. No entanto, muitos artistas têm-se interessado pelo corpo do violino em vez das propriedades das cordas», revelou Osaki, citado pela «BBC».

A principal particularidade destas cordas feitas de teias de aranha está no fato de se unirem na perfeição, não deixando qualquer espaço entre elas. Para cada corda, o Dr. Osaki usa entre três mil e cinco mil fios retirados de aranhas da espécie Nephila maculata.

O processo inclui torcer as teias de aranha numa direção para formar uma consistência uniforme, da qual depois são esticados outros fios em direção oposta de modo a criar uma união perfeita.

Shigeyoshi Osaki tem vindo a estudar as particularidades das teias de aranha há alguns anos, sendo que agora está a usar as suas propriedades para o mundo da música.

«Vários artistas estão a comentar que as cordas de teias de aranha produzem um novo timbre, sendo possível criar nova música», confessou Osaki, citado pela «BBC».

Fonte da notícia:  http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-17232058  , Aqui podes ouvir os sons produzidos por este violino.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mãe, porque é que fevereiro, este ano, tem 29 dias?

Para responder a esta pergunta, é necessário primeiro entender cientificamente o que é um dia e o que é um ano. Um dia é o tempo que a Terra demora a rodar sobre o seu próprio eixo: 86.400 segundos, 3.600 minutos, 24 horas. A definição de um ano já é um pouco mais complexa e o facto de existirem três formas de o calcular, cada uma delas com valores diferentes, não ajuda nada. A mais usada é o ano tropical, que é calculado através da inclinação do eixo da Terra face à sua posição com o Sol, determinando também as estações. O problema de colocar tudo isto em sintonia com o calendário começa quando um ano tropical tem uma duração de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45 segundos. Ou seja, ligeiramente mais que os habituais 365 dias que vemos todos os anos no calendário. Isto quer também dizer que o ciclo dia/noite, analisado facilmente através da posição da Terra face ao Sol e calculado dentro de um período de 24 horas, não está em sintonia com a duração de um ano. Associar o calendário normal com 365 dias à rotação anual da Terra em torno do Sol significa que, com o passar dos anos, as estações começariam a ficar desalinhadas do intervalo de meses tipificado no calendário. No primeiro ano, ficaríamos com apenas 5 horas, 48 minutos e 45 segundos “extras”, mas passadas três decadas o desvio seria de uma semana e após várias centenas de anos as estações estariam invertidas – em Portugal, por exemplo, o inverno passaria a ser em agosto e o verão em dezembro.

A solução para tudo isto passa pelos anos bissextos. A cada quatro anos, fevereiro recebe um dia adicional que alinha os meses estabelecidos no calendário com as estações definidas pela órbita da Terra. Contudo, adicionar um dia a cada quatro anos acaba por ser demasiado e volta a surgir o mesmo problema. Para compensar este desvio, foi criada uma nova regra. Em cada mudança de século, desde que o ano não seja divisível por 400, o ano bissexto deixa de o ser. Ou seja, 1796 e 1804 foram anos bissextos, mas 1800 não o foi. O ano 2000, que deveria seguir a mesma regra, conta como ano bissexto, visto que é divisível por 400. Curiosamente, continua a haver um pequeno desvio de um dia a cada oito mil anos.
Para perceberes o porquê da necessidade do 29 de fevereiro, vê o vídeo que apresenta uma boa explicação para a questão. O único senão é estar em inglês, mas não faz mal porque assim sempre treinas a língua.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mãe, como os camaleões conseguem mudar de cor?


 Um dos animais que mais me impressionam são os camaleões, principalmente a sua capacidade de mudar de cor. 

Nome popular: Camaleão comum
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Sauria
Família: Chamaeleontidae
Nome científico: Chamaeleo chamaeleon
Nome inglês: Common ou European ou Mediterranean Chameleon
Nome em Italiano: camaleonte comune
Comprimento: até 60 cm

Características:
Língua protrátil, cauda preênsil, patas fortes.
Alimentação: Alimenta-se de insetos e outros pequenos invertebrados. O camaleão cacteriza-se por se movimentar   com extrema lentidão. Para apanhar  a sua presa, utiliza a língua como se fosse um laço. Consegue, com a velocidadade de um raio, estender a língua quase um metro. O inseto fica preso na ponta pegajosa da língua  sendo logo de seguida engulido.  Só com fotografias de alta velocidade é que o  processo pode ser estudado em detalhe.


Existem cerca de 160 espécies em todo o mundo, mas poucas pessoas sabem que nem todas são capazes de mudar de cor. O registro fóssil mostra que estes répteis adaptados para escalada e caça visual habitam a Terra há pelo menos 26 milhões de anos (com desconfiança  de que possam ser tão antigos quanto 100 milhões de anos).
Mas, voltando ao assunto, a primeira pergunta  é: como os camaleões conseguem essas mudanças de cor?
Talvez não saibam mas a pele dos camaleões é transparente? Pois é, as células responsáveis por sua coloração, chamadas cromatóforos, ficam sob essa primeira camada de pele, e são altamente especializadas.
As células da camada superior são chamadas xantóforos (pigmento amarelo) e eritróforos (pigmento vermelho). Logo abaixo estão os iridóforos (ou guanóforos), que contém guanina, uma substância de aparência cristalina que reflete a parte azul da luz incidente. Se a camada superior de células aparecer principalmente amarela, a luz refletida se torna verde (azul + amarelo = verde, lembram das aulas de Educação Visual?). Ainda há uma camada de melanina (pigmento escuro que dá  o nosso tom de pele e nos protege dos raios ultravioleta – UV – da radiação solar),  camada  mais profunda nas células refletoras,  que também influencia na intensidade da luz refletida.
 Ao contrário do que se pensa, os camaleões normalmente alteram sua cor em função do estado comportamental em que se encontram. As mudanças são também um tipo de indicador social para seus semelhantes, e há pesquisas que sugerem que a pressão inicial para evolução do sistema de cores tenha sido a sinalização social, e que os métodos de camuflagem tenham sido um efeito secundário.

Parece que o vídeo (encontrado na net) apresentado aqui,  não é verdadeiro, no entanto não deixa de ser curioso, já que refere uma realidade.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Auroras; Como explicá-las?

Já conheces o sapo cowboy, o besouro cornudo ou o peixe-gato com espinhos?

“Uma expedição científica ao Suriname embrenhou-se numa das últimas florestas tropicais virgens do planeta e identificou 1300 espécies, das quais 46 ainda não constavam da lista da biodiversidade mundial. (…)
Um peixe-gato (Pseudacanthicus sp.), coberto de espinhos para se proteger das piranhas, estava prestes a ser comido como um snack por um dos guias locais quando os cientistas repararam que esta era uma espécie ainda desconhecida e o preservaram como um espécime.
Ainda nesta floresta muito pouco estudada, os investigadores encontraram o sapo cowboy (Hypsiboas sp.), que parece ter esporas nas patas (…)

O sapo cowboy:   http://cdn.c.photoshelter.com/img-et/I000062lz4HBXwOs/s/750/mlAMZ03-04-0007.jpg
Além das 46 novas espécies, a expedição identificou 1300 já documentadas, incluindo o sapo Pac-Man (Ceratophrys cornuta), predador voraz que consegue comer presas quase do seu tamanho, incluindo aves, ratos e outros anfíbios. (…)
O grande besouro cornudo (Coprophanaeus lancifer) tem o tamanho de uma tangerina e pesa mais de seis gramas. Este animal, de cor metálica e púrpura, tem um corno na cabeça que usa como arma contra outros besouros. (…)”
Imagem - O grande besouro cornudo http://farm4.staticflickr.com/3215/3042553793_2de118cbe4_z.jpg

Leiam a notícia no Público.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pobre Nemo, o peixe-palhaço, está a ficar surdo, perdido e tudo por culpa do CO2


Nemo, o peixe-palhaço, está mais perdido do que nunca, graças às mudanças climáticas.
A acidificação dos oceanos está a provocar perda dos sentidos e desorientação no peixe-palhaço...pobre Nemo já não consegue ouvir os predadores...
Photo: Flickr, CC

O aumento da acidez dos oceanos causada pelo aquecimento global está destruindo o olfato e habilidades de navegação dos pequenos peixes cor-de-laranja do famoso filme "Procurando Nemo", deixando a espécie mais perto da extinção, informou um novo relatório.
Quem não se lembra de "À Procura de Nemo", o filme de animação sobre o pequeno peixe  palhaço que perdeu o pai e vive tantas aventuras para encontrá-lo. Talvez tenha rido junto com o seu filho  ao ver o filme  e talvez até mesmo  tenha gostado mais dessa animação, do que ele. Mas hoje  vamos ver algo sobre este  pequeno peixe, que não é tão engraçado.assim.
Amphiprion percula, ou peixe anémona mais conhecido como peixe palhaço é um peixe de cor alaranjada e brilhante com riscas bem distintas de cor branca.  Chegam a atingir aproximadamente uns 11 cm de comprimento. Constroem os seus ninhos nas anémonas onde passam quase toda a sua vida. Os dois estabelecem uma relação simbiótica perfeita: a anémona protege o peixe palhaço de depredadores e outros perigos, enquanto que o peixe palhaço por sua vez come os parasitas mantendo- a  limpa.
São conhecidas cerca de 28 espécies de peixe palhaço, a maioria das quais vive nas águas profundas do oceano indico, mar vermelho e no oceano atlântico. Uma curiosidade surpreendente destes peixes é que nascem machos, apenas alguns se convertem em fêmeas para dominar um grupo, mudança esta que se torna irreversível.

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM ESTE PEIXINHO?
O aumento do nível de dióxido de carbono na água do mar prejudica o sistema nervoso dos peixes. Os animais expostos a altos níveis da substância relacionada ao aquecimento global ouvem mal, sentem menos os cheiros característicos de predadores e abrigos e se cansam mais. Segundo os autores da pesquisa, a presença cada vez maior de CO2 nas águas marinhas é uma ameaça direta — e ainda não totalmente conhecida — à vida.
A pesquisa foi feita pelo cientista Philip Munday do 'Centre of Excellence for Coral Reef Studies ARC' e da Universidad James Cook de Australia, com exemplares de peixe-palhaço e peixe-donzela, espécies que vivem próximas a recifes, na água do mar com altos níveis de dióxido de carbono dissolvido há vários anos. "A pesquisa que já está sendo realizada à vários anos mostra claramente que eles sofrem uma alteração significativa no seu sistema nervoso central, podendo prejudicar as suas hipóteses de sobrevivência", afirmou  Munday, que publicou a descoberta na revista Nature Climate Change.
Os oceanos absorvem cada ano cerca de 2.300 milhões de toneladas de CO2 produzidas pelo homem, quantidade esta que produz uma acidificação no mar.
Os filhotes dos peixes, afirmam os cientistas, são os mais afetados pelos altos níveis de dióxido de carbono. Mas os predadores desses filhotes também apresentaram mudanças no comportamento quando expostos a níveis elevados de CO2. "Nosso trabalho demonstrou que o sentido do olfato foi afetado pela presença de mais CO2 na água, o que significa que eles tiveram mais dificuldade de localizar um coral para se abrigar ou detectar o odor de alerta de um peixe predador", disse Munday.
A audição é outro dos sentidos afetado. "Eles ficaram confusos e deixaram de evitar os sons dos corais durante o dia. Ser atraído pelos corais à luz do dia os torna presas fáceis para os predadores", afirma o investigador.
Até a capacidade de navegação no ambiente aquático, como as curvas para esquerda ou direita, foram prejudicados nas cobaias expostas a água com muito CO2. "Isto nos levou a suspeitar que o que estava acontecendo não era simplesmente um dano aos sentidos individuais, mas que níveis mais altos de dióxido de carbono estavam afetando o sistema nervoso central dos peixes como um todo", avalia Munday.
A causa da mudança de comportamento nos peixes, segundo os cientistas, está num receptor chamado GABA-A localizado nos seus cérebros. Esse receptor é extremamente sensível ao CO2. A maioria de animais com cérebros têm receptores GABA-A, mas animais que vivem na água são mais sensíveis a variações de CO2 porque o seu sangue tem níveis baixos da substância.
 Para os cientistas, se o CO2 continuar a ser emitido na mesma  quantidade, até o fim deste século as consequências para a vida marinha podem ser desastrosas, com extinções em massa de centenas de espécies.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Consegues Vê-los???? Agora sim...Mais tarde talvez não! Campanha WWF


A organização ambientalista WWF espalhou cartazes,  no metro de Paris em França na qual animais de espécies ameaçadas aparecem camuflados  numa floresta tropical. O observador precisa encontrar os animais escondidos no meio da folhagem, como se fossem esculturas feitas com as plantas. Os animais camuflados na imagem são um elefante, um coala com um filhote nas costas, uma pantera, uma preguiça, um orangotango, um tigre, um tucano, um crocodilo, uma iguana, um chimpanzé, um papagaio, um javali e uma jiboia.

Os cartazes fazem parte de uma campanha da WWF que alerta para os danos causados pelo desmatamento e visa levar o público a refletir sobre o número de animais que podem ser extintos se o desmatamento continuar. As imagens  também foram publicadas na revista Lonely Planet. Uma das criadoras da campanha, Marine Garcia, da agência Marcel, afirmou que quatro artistas trabalharam meticulosamente no cartaz para tentar esconder os animais sem fazer com que seus contornos se perdessem totalmente, para que o público tivesse que se esforçar para vê-los. "O objetivo deste cartaz é fazer com que as pessoas saibam que o desmatamento não mata apenas árvores, está matando a vida selvagem também. Os animais estão escondidos pois, em breve, podemos não vê-los mais", afirmou.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias  e
para veres o cartaz com os animais camuflados  clica no site    

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sea Tree - Uma solução "flutuante" 100% para albergar vida selvagem



(Imagem: Koen Olthuis - Waterstudio.NL)

O arquitecto holandês J. Koen Olthuis projectou um edifício destinado apenas a animais e plantas. O Sea Tree (Arvore marinha) é semelhante à das  usadas para construir plataformas de petróleo no mar,  mas pode ser instalada em grandes rios e lagos urbanos. Tem como grande objectivo o de servir de refúgio para plantas, animais marinhos, pássaros e insectos como abelhas, entre outros.

Aparece como uma espécie de torre flutuante que pode ser movida de um lado para o outro. Debaixo da água serve de habitat para pequenas criaturas ou até, quando o clima o permite, para recifes de corais.
 See Tree consiste em fornecer uma solução para estas espécies, sem ocupar espaços com custos elevados em terra, e pode aumentar a fauna e flora das cidades grandes, ajudar a limpar rios poluídos e absorver a água da chuva.

Este será o primeiro objecto flutuante 100 por cento construído e projectado para flora e fauna, já que segundo o arquitecto “quanto mais construímos, mais deslocamos a flora e a fauna".

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"Experiência" de alunos portugueses poderá vir a ser testada na ISS

Será que as leveduras no espaço produzem mais álcool do que na Terra? Esta é a questão de uma experiência de alunos portugueses que poderá chegar à Estação Espacial Internacional ( ISS).
A experiência elaborada pelos alunos Guilherme Aresta, Daniel Carvalho e Miguel Ferreira chegou nesta terça-feira à semi-final da competição YouTube Space Lab, junto com mais 59 projectos de todo o mundo. As duas equipas que ganharem vão ver a sua experiência testada na Estação Espacial Internacional. A ideia da competição, organizada pela NASA, pelo YouTube, pela empresa espacial Space Adventures, pela loja Lenovo e pela Agência Espacial Europeia, foi lançada a 11 de Outubro de 2011 a nível internacional, para jovens entre os 14 e 18 anos. O objectivo era conceber uma experiência que pudesse ser testada na Estação Espacial Internacional.


 “o vídeo intitulado “Yeast-Powered Space Travel” explica, passo a passo, a experiência com ajuda de desenhos. As leveduras produzem etanol quando se alimentam e, segundo a hipótese dos três estudantes, se estiverem submetidas à microgravidade espacial, vão estar numa suspensão perfeita para produzir etanol, ao contrário da Terra, em que a gravidade faz com as partículas fiquem agregadas consoante a densidade que têm, o que dificulta um metabolismo mais eficiente.”

O resultado do concurso é baseado na votação que é feita no sítio YouTube SpaceLab.
Vota, partilha o link, convida os teus amigos para o evento e ajuda os "nossos alunos" a levar esta experiência para o espaço!
http://www.publico.pt

UM TESOURO - A ciência no mapa do metro

O site Science, Reason and Critica Thinking é um baú de tesourinhos…e que tesouros!
Podemos encontrar por exemplo, este fantástico mapa da história da Ciência Moderna, criado “para celebrar os feitos do método científico ao longo da idade da razão, do iluminismo e da modernidade”:
Mapa da história da ciência moderna
Notem que, se entrarem na página original do mapa, para além de poderem ver todos as “linhas” em detalhe, poderão também ver informação relativa a cada cientista mencionado. E estão lá todos os grandes nomes dos principais ramos da Ciência Moderna (pós séc. XVI)!
Mas,  mais interessante ainda são as “conexões” entre as “linhas” pois a Ciência Moderna, apesar do alto grau de especialização individual, vive da colaboração alargada entre disciplinas e entre cientistas. 
Este mapa reflete uma história maravilhosa! A história da CIÊNCIA MODERNA.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Back in Time, Aplicação portuguesa há 5 dias no top de vendas dos EUA

Back in Time é um livro interativo multimédia, que conta a história do universo desde o Big Bang ao aparecimento do homem, abrangendo diferentes áreas do conhecimento: Astronomia, Ciências Naturais, Geologia e História Antiga e Moderna. O utilizador conta com mais de 300 imagens temáticas, 60 animações, vídeos e mais de 200 factos históricos. Desenvolvido pela empresa portuguesa Landka. A aplicação está disponível em seis idiomas (português, inglês, mandarim, espanhol, francês e alemão) e uma vez instalada não precisa de Internet para funcionar.
Mais informações aqui

sábado, 7 de janeiro de 2012

Peixe recorre a mimetismo e imita padrão estriado de polvo

Este vídeo mostra como um indivíduo de Stalix cf. histrio se associa ao Thaumoctopus mimicus adotando o mesmo padrão colorido do polvo, aparentemente para assim se poder afastar em segurança do buraco onde se refugia a fim de se alimentar. O mimetismo é a imitação por parte de uma dada espécie, do aspeto de outra diferente, através da aquisição da mesma cor, padrão, comportamento etc, porque tal lhe confere alguma vantagem, como por exemplo, não correr o risco de ser apanhada e comida por um predador. Quando este comportamento mimético não é uma característica generalizada a todos os exemplares da espécie, mas ocorre apenas nalgumas populações, estamos perante um caso de mimetismo oportunista e não obrigatório. Já existem registos de caso de mimetismo oportunista em peixes, mas desconhecia-se que o peixe que é protagonista da presente descoberta recorresse a este artifício. A filmagem, obtida em julho de 2011,ao largo do Norte da ilha de Sulawesi, na Indonésia, por Godehard Kopp, um dos autores, mostra como um exemplar de Stalix cf. histrio adquire o padrão estriado e as cores do polvo mimético Thaumoctopus mimicus, acompanhando-o na sua deslocação durante 15 min. Os autores explicam que o Stalix cf. histrio é um peixe que nada mal e que passa a vida adulta perto de um buraco na areia do fundo marinho onde se refugia em caso de aproximação de um predador. Deste modo, é sugerido que o peixe mimetiza o polvo, que por sua vez mimetiza outros peixes e cobras marinhas para passar despercebido aos predadores, com o objetivo de se afastar do buraco de areia em que se esconde em segurança, de forma a poder-se alimentar. Uma vez que as áreas de distribuição das espécies de peixe e de polvo apenas coincidem parcialmente, este comportamento por parte do peixe não pode ser uma estratégia característica da espécie mas apenas das populações que coocorrem. Fontes: resources.metapress.com, www.sciencedaily.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

"Pérolas" no Algarve...


Pela primeira vez em dez anos de trabalho foram encontradas pérolas em ostras do género Crassostrea. O investigador Frederico Batista, da Estação Experimental de Moluscicultura de Tavira do Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR), trabalha há uma década num projecto de conservação da ostra portuguesa e nunca tinha observado este fenómeno. Em esclarecimentos ao «Ciência Hoje», o investigador, que trabalha com Ana Grade, da mesma instituição, e Deborah Power, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), explicou que, não tendo valor comercial, as pérolas encontradas têm “interesse científico”.

Em 756 ostras apanhadas em diferentes locais do Algarve (Ria de Alvor, Ria Formosa e Rio Guadiana) e que constituem a amostra deste estudo, foram encontradas pérolas em dois exemplares.
Pode não parecer muito, mas o fenómeno é tão raro que os investigadores ainda não têm respostas. “Não sabemos muito bem como é que aconteceu, mas acreditamos que não tem nada de mal e que se deve às características do meio”, diz Frederico Batista.

O aparecimento de pérolas é frequente em ostras perlíferas (família Pteriidae). Estas podem atingir elevado valor comercial. Nos últimos dez anos, o fenómeno não tinha sido observado nas ostras do género Crassostrea que existem em Portugal. A formação de pérolas deve-se a uma reacção defensiva da ostra a corpos estranhos, tais como parasitas ou partículas. O corpo estranho é coberto por camadas, sendo estas essencialmente de carbonato de cálcio sob a forma de cristais de aragonite.

Nas ostras, cuja espécie está também ainda por definir, foram encontradas cinco pérolas. Numa foi observada uma pérola com dimensão de cinco milímetros de diâmetro e 190 miligramas de peso, e, na outra, quatro pérolas com apenas dois milímetros de diâmetro.

“As ostras podem ser das espécies Crassostrea angulata (nome científico da ‘ostra Portuguesa’), Crassostrea gigas (‘ostra do Pacífico’) ou então híbridas”, explica o investigador. As duas espécies são muito parecidas entre si e nos sítios onde foram recolhidas acontece com frequência a hibridação.

“O que tem de valor é a raridade. Quanto o material que compõe das pérolas, tanto o brilho como a cor não parece ser especial”, diz o cientista. As pérolas já seguiram para um laboratório em Cambridge para serem analisadas.
Fonte/Adaptado de: Ciência Hoje

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Missão essencial: Salvar cavalos marinhos do Mediterrâneo

Biólogos franceses criam cavalos marinhos em aquários e libertam-nos no mar Mediterrâneo. Um gesto essencial para salvar a população ameaçada pela pesca excessiva e pela poluição.

A Química do Champanhe

Champanhe é festa, é celebração, é conquista, é estreia, e nutricionalmente falando... ainda bem!