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domingo, 8 de novembro de 2009

Estamos a ficar sem TEMPO. E ELAS (as ESPÉCIES) também

A ameaça de extinção a plantas e animais não pára de aumentar. A UICN (União Internacional para a Conservação) revelou a actualização da Lista Vermelha no passado dia 3 de Novembro. Das 47.677 espécies registadas, 17.291 estão ameaçadas de extinção.
Segundo esta lista, estão ameaçados 21 por cento de todas as espécies de mamíferos conhecidas para a ciência, 30 por cento dos anfíbios, 12 por cento das aves, 28 por cento dos répteis, 37 por cento dos peixes de água doce, 70 por cento das plantas e 35 por cento dos invertebrados.“É cada vez mais claro e evidente que está a criar-se uma séria crise de extinções”, comentou Jane Smart, directora do Grupo de Conservação da Biodiversidade da UICN, em comunicado. “Em Janeiro será lançado o Ano Internacional da Biodiversidade. Mas a análise mais recente da Lista Vermelha da UICN mostra que a meta para 2010 de reduzir a perda de biodiversidade não será alcançada”, lamentou. “Já é altura de os Governos começarem a falar a sério sobre a conservação das espécies e colocar a questão no topo das suas agendas para o próximo ano. Estamos a ficar sem tempo”.A Lista Vermelha revela que dos 5490 mamíferos do planeta, 79 estão extintos ou extintos na natureza, 188 estão Criticamente Ameaçados, 449 estão Ameaçados e 505 estão Vulneráveis. Agora, esta lista tem 1677 espécies de répteis, 293 das quais acrescentadas este ano. No total, 469 estão ameaçadas de extinção e 22 já estão extintas ou extintas na natureza.“Os répteis do planeta estão, sem dúvida, a sofrer, mas a situação pode ser muito pior do que parece”, comentou Simon Stuart, responsável pela Comissão da UICN para a Sobrevivência das Espécies. “Precisamos de uma avaliação de todos os répteis para compreender a gravidade da situação. Mas não temos os dois ou três milhões de dólares [1355 milhões ou 2032 milhões de euros] para a fazer”, salientou. Actualmente, 1895 das 6285 espécies de anfíbios estão em perigo de extinção, tornando-os no grupo mais ameaçado. Destes, 39 estão extintos ou extintos na natureza, 484 estão criticamente ameaçados, 754 estão ameaçados e 657 estão vulneráveis. Quanto às plantas, das 12.151 espécies na Lista Vermelha, 8500 estão ameaçadas de extinção, com 114 já extintas ou extintas na natureza. A Lista tem 7615 espécies de invertebrados, 2639 estão ameaçados de extinção, e 2306 moluscos, 1036 dos quais estão ameaçados. Além disso, 3120 espécies de peixe de água doce figuram agora na Lista, quando no ano passado eram 510.“Estes resultados são apenas a ponta do iceberg. Só conseguimos avaliar 47.663 espécies até agora: há muitos mais milhões lá fora que podem estar gravemente ameaçados”, comentou Craig Hilton-Taylor, gestor da Unidade da Lista Vermelha da UICN.
Fonte da notícia: Público.pt

terça-feira, 7 de outubro de 2008

"Crise de Extinção" dos mamíferos

Lince ibérico

De acordo com a edição de 2008 da Lista Vermelha das espécies ameaçadas, criada pela UICN, há 1.141 mamíferos em risco de extinção, o que equivale a cerca de 21 por cento das 5.487 espécies conhecidas. Existem também 836 mamíferos cujo estado de conservação «ainda não é bem conhecido», precisa o estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza, o «mais completo até agora realizado sobre esta classe de animais».
Foca do mar Cáspio
«Na realidade, o número de mamíferos ameaçados de extinção pode chegar aos 36 por cento», estima Jan Schipper, especialista da UICN e um dos principais autores do artigo, que quinta-feira será publicado na revista norte-americana Science.

Realizado por mais de 1.800 cientistas de mais de 130 países, o documento lembra que «centenas de espécies podem desaparecer» nos próximos anos devido ao impacto do ser humano nos ecossistemas destes animais.

A perda do habitat natural e a sua degradação, que «afecta 40 por cento destes animais em todo o Mundo», a sob-exploração dos mamíferos terrestres e marinhos, a poluição e as alterações climáticas são as principais causas apontadas para o que o estudo chama de «crise de extinção» dos mamíferos.

No artigo a publicar esta semana na Science, os especialistas internacionais sublinham que 188 mamíferos estão integrados na categoria «criticamente em perigo», incluindo o lince ibérico, cuja população «é de apenas 84 a 143 adultos».

O «declínio contínuo da população» de linces, considerado actualmente o felídeo mais ameaçado da Europa, deve-se, segundo a UICN, à «escassez da sua principal presa, o coelho europeu».

Para Andrew Smith, co-autor do artigo e professor da Universidade norte-americana de Arizona, a Lista Vermelha pode e deve ser utilizada para «criar estratégias que abordem a crise», ajudar a «identificar espécies e áreas prioritárias para conservação» e «indicar tendências sobre o estado de conservação ao longo do tempo».

Os resultados do estudo foram apresentados no Congresso Mundial da UICN, que decorre até 14 de Outubro, em Barcelona, Espanha.

Na edição de 2008 da Lista Vermelha das espécies ameaçadas, Portugal aparece com 159 espécies em risco de extinção. A maior parte refere-se a 67 espécies de caracóis da Madeira e dos Açores. A seguir vêm 38 espécies de peixes e um total de onze mamíferos, onde está incluído




Site da UICN com a Lista Vermelha 2008

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O Risco é Maior...

Echium plantagineum
Estudo alerta que risco de extinção das espécies foi até hoje subestimado

Algumas espécies de seres vivos estão expostas a um risco de extinção claramente superior ao que até hoje era admitido, segundo um estudo publicado ontem na revista “Nature”.

Ao negligenciar as diferenças entre indivíduos numa dada população, as pesquisas efectuadas até agora subestimaram os perigos para a fauna e a flora, afirma Brett Melbourne, professor na Universidade do Colorado e os seus colegas.

"As populações bastante grandes, consideradas anteriormente como relativamente protegidas da extinção, podem estar em perigo", afirma.

Segundo a União Mundial para a Natureza (UICN), mais de 16 mil espécies encontram-se em vias de extinção.

Um em cada quatro mamíferos, uma ave em cada oito e um terço dos anfíbios foram colocados pela UICN na "lista vermelha".

Mas, segundo um estudo publicado pela “Nature”, os modelos que servem para estabelecer este género de classificação apenas consideram dois tipos de riscos.

O primeiro é o risco de morte de alguns indivíduos de uma espécie rara, que pode pôr em perigo a sua sobrevivência, como é o caso em algumas espécies de baleias que contam actualmente menos de 400 indivíduos, ou para os tigres, cujo número de indivíduos em liberdade não passa dos quatro mil.

O segundo factor tem em conta as condições ambientais, como a desflorestação, assim como as alterações de temperatura ou de precipitação, ligadas às alterações climáticas.

No entanto, segundo Melbourne e Alan Hastings, da Universidade da Califórnia, o rácio de machos-fêmeas, assim como as variações das taxas de fecundidade e de mortalidade no seio de uma população devem também ser levados em conta.

A combinação de todos estes factores permite determinar se uma espécie é capaz de ultrapassar uma quebra demográfica súbita ou se existe um risco de extinção.

Há milhares de espécies ameaçadas no mundo. Algumas correm mesmo perigo de extinção. Estas podem vir a extinguir-se 100 vezes mais depressa do que se pensara, pois as fórmulas para estimar o período de vida dos animais e plantas ameaçados foram calculadas de forma errónea. Aqui encontras a lista Vermelha da UICN (41.415 espécies ameaçadas, das quais 16.118 em perigo de extinção) . Basta uma visita e surfar no site para ver as fotos e saber mais sobre cada uma dessas espécies.