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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ver o Mundo com outros Olhos

Córneas biossintéticas são testadas com sucesso em pacientes com visão ameaçada. O avanço pode ser o caminho para atender à enorme procura por doações de córnea, que deixa cerca de 10 milhões de pessoas sem tratamento por ano.

A córnea é a camada superficial transparente que age como uma janela refratora para o globo ocular, ajudando a ajustar o foco. Lesões e doenças na membrana são a segunda causa de cegueira no mundo (foto:Michele Catania ).
Depois das cataratas, lesões e doenças que atingem a córnea são a segunda maior causa de cegueira no mundo. Por mais de um século, a solução para remediar esse mal tem sido o transplante da córnea de doadores humanos. A procura, porém, é muito maior que a oferta. Dos 10 milhões de pacientes que permanecem na fila de espera, cerca de 1,5 milhão tornam-se novos casos de cegueira em cada ano.

Mas um trabalho publicado esta semana por cientistas suecos e canadenses na Science Translational Medicine pode pôr fim a esse cenário sombrio. O artigo apresenta os resultados bem-sucedidos de testes clínicos para implantar córneas biossintéticas em 10 pacientes com lesões graves na membrana, induzindo a sua regeneração.

“O estudo é o primeiro a mostrar que uma córnea artificialmente fabricada pode integrar-se no olho humano e estimular a sua regeneração”, afirma May Griffith, da Universidade de Ottawa, no Canadá, e da Universidade de Linköping, da Suécia.

Os voluntários, todos suecos, foram submetidos a cirurgias para remover a membrana danificada de um olho e substituí-la pela versão sintética.

Ao longo dos dois anos seguintes, os médicos acompanharam o progresso e verificaram que os implantes foram incorporados pelo organismo, com a regeneração de células epiteliais e nervos da córnea em torno da membrana artificial.

A sensibilidade dos olhos foi gradualmente restituída, assim como a capacidade de produzir lágrimas, essencial para lubrificar e assim oxigenar a córnea – que não é irrigada por sangue para preservar sua transparência.

A córnea é uma camada de colágeno e células que age como uma janela para o globo ocular. É o principal elemento refrativo do aparelho visual, ajudando a ajustar o foco, e precisa ser completamente transparente para permitir a entrada de luz. Diversas situações podem prejudicar essa função, como o tracoma – a principal origem infecciosa de cegueira, causada por uma bactéria –, úlceras e traumatismos.

Na pesquisa, nove dos pacientes tinham ceratocone avançado (uma doença que modifica o formato da córnea) e um tinha uma infecção na membrana. Em seis deles, a visão a olho nu melhorou após a cirurgia.

Para os restantes, o uso de lentes de contacto fez o que faltava: permitiu que vissem tão bem quanto pacientes que haviam sido submetidos a transplante de córnea humana, também com lentes. E mais: permitiu o uso de lentes de contacto o que não acontecia antes da cirurgia, nenhum deles podia usar lentes de contato, apresentando intolerância ao uso prolongado.

May Griffith exibe a córnea biossintética que foi implantada no olho de dez pacientes para restaurar a visão (foto: Ottawa Hospital Research Institute).

O ingrediente-chave para o sucesso da pesquisa foi o desenvolvimento de uma córnea artificial usando colágeno humano recombinante – sintetizado em laboratório a partir de DNA humano. “Células de levedura foram manipuladas geneticamente para conter o DNA do colágeno”, explica May Griffith à CH On-line.

“A proteína do colágeno foi então produzida no laboratório em grandes quantidades, purificada e testada para garantir segurança no uso humano”, explica a investigadora. O material, desenvolvido pela empresa Fibrogen, na Califórnia (EUA), foi então moldado para ganhar o formato da córnea.

Nenhum dos pacientes apresentou rejeição ao material. O uso do material artificial apresentou diversas vantagens em relação aos transplantes de córneas de doadores. De acordo com a pesquisa, nenhum dos pacientes apresentou rejeição ao material, e em nenhum dos casos foi preciso suprimir a resposta imunológica dos indivíduos (técnica que pode ser usada em transplantes para evitar que o sistema imune do corpo rejeite o novo tecido implantado).

Além disso, o uso de córneas biossintéticas não traz o risco de transmissão de doenças que existe quando se usa o tecido de um doador. A prevenção desse risco, aliás, é uma das etapas que mais encarece o transplante, explica Griffith.

No futuro, com córneas feitas por humanos, a fabricação poderia feita em grande escala e os custos que no momento são elevadíssimos seriam menores”.

De acordo com Griffith, o objetivo não era substituir o uso de tecido humano, e sim desenvolver uma alternativa para responder à elevada necessidade. “Claro que no futuro esperamos chegar a modelos que funcionarão ainda melhor que o tecido humano. Até lá, será preciso realizar muita pesquisa e testar um número bem maior de pacientes”, pondera.

Griffith e sua equipa começaram a desenvolver córneas biossintéticas há mais de dez anos. Só depois de muitos testes em laboratório, e alguns em animais, é que foi dado o passo de testar o material em pessoas.

“Agora temos que testar as córneas em um maior número de pacientes, aplicadas a um espectro mais amplo de condições”“Ao longo desses dez anos, desenvolvemos vários tipos de biomateriais, inclusive a próxima geração de córneas biossintéticas que será usada na próxima fase de estudos”, refere.

Para Griffith, os resultados são “muito animadores” e indicam que as pesquisas em medicina regenerativa são um caminho certo para tratar problemas na córnea. “Agora temos que testar as córneas biossintéticas em um maior número de pacientes, aplicadas a um espectro mais amplo de condições que exigem o transplante”, explica.

Na próxima fase, os testes serão feitos com a versão aprimorada da córnea artificial. “Com esse material mais forte e as aprendizagens da primeira fase, esperamos aprimorar ainda mais a visão dos próximos pacientes que receberem os implantes”, diz.
Notícia lida em cienciahoje.uol.com.br e em
http://stm.sciencemag.org/content/2/46/46ra61.abstract

segunda-feira, 1 de março de 2010

Golfinhos - A chave para tratar diabetes em humanos

Os golfinhos conseguem manter os níveis de açucar no cérebro de noite através de uma simulação do estado de diabetes. fotografia: Stuart Westmorland/Corbis.

Os golfinhos poderão tornar-se um modelo natural para o estudo da diabetes tipo 2 dos humanos, já que estes animais têm um mecanismo que se traduz numa condição fisiológica idêntica à da doença, mas que nos cetáceos é regulada consoante as necessidades.

A descoberta deste mecanismo foi anunciada por investigadores norte-americanos na conferência anual da American Association for the Advancement of Science (AAAS), em São Diego, Califórnia.

Os cientistas descobriram que os golfinhos parecem ter um dispositivo que lhes permite activar e desactivar nos seus organismos a diabetes tipo 2. Alguns estudos revelaram que estes mamíferos mudam para um estado diabético durante a noite, quando não se estão a alimentar, mas revertem esta situação para uma fisiologia normal na manhã seguinte, quando começam a comer.
Os cientistas acreditam que a diabetes surgiu nos golfinhos como uma adaptação evolutiva a uma dieta rica em proteínas e pobre em hidratos de carbono.

Esta descoberta sugere que os golfinhos conseguem operar um click genético que lhes permite “fazer de conta” que têm diabetes enquanto jejuam, não chegando, porém, a sofrer da doença.

Se os cientistas conseguirem identificar, nos humanos, uma eventual semelhança genética com esta característica dos golfinhos, poderão desenvolver medicamentos que “desliguem” a diabetes eficazmente, escreve o “The Guardian”.

Os tecidos das pessoas com diabetes tipo 2 tornam-se, com o tempo, resistentes à insulina, perdendo, por isso, a capacidade de controlar os níveis de açúcar no sangue. Esta doença pode causar danos irreparáveis no coração, fígado, visão e nervos, contribuindo para cinco por cento das mortes em todo o mundo a cada ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Ao que parece, os golfinhos imitam sofrer de diabetes para manter os altos níveis de açúcar quando a comida escasseia. Tal como os humanos, os golfinhos precisam de algum açúcar no sangue para que os seus cérebros funcionem normalmente.

“A nossa esperança é que esta descoberta possa dar origem a novas maneiras de prevenir, tratar e até curar a diabetes nos humanos”, indicou Stephanie Venn-Watson, responsável pelo estudo, levado a cabo na National Marine Mammal Foundation, em San Diego.

A equipa de Venn-Watson analisou cerca de mil amostras de sangue de 52 golfinhos enquanto estes jejuavam, durante a noite, e depois quando se alimentavam, durante a manhã. Durante a noite, o metabolismo dos golfinhos mudou drasticamente, mostrando características semelhantes às pessoas que sofrem de diabetes tipo 2.

“O que é interessante neste estudo é que, quando analisamos os golfinhos quando já estão a comer, de manhã, eles revertem para um estado não-diabético, o que indica que estes animais poderão ter uma espécie de ‘interruptor’ genético que faz com que liguem e desliguem a sua diabetes”, indicou Venn-Watson durante um encontro da American Association for the Advancement of Science, em San Diego.

Os humanos e os mamíferos têm os maiores cérebros de entre os mamíferos e ambos têm glóbulos vermelhos excepcionalmente permeáveis à glicose e que permitem transportar grandes quantidades de açúcar para o cérebro.

Nenhum outro animal, para além dos humanos, mostra o mesmo complexo quadro sintomático de diabetes como o fazem os golfinhos.

“Talvez este seja o vestígio de alguma coisa que esteja adormecida e que possa ser despertada e usada como terapia de cura”, indicou Venn-Watson.

“Não há nenhum desejo de transformar um golfinho num animal de laboratório, mas aquilo que poderemos fazer é comparar os seus genes com os genes humanos e procurar provas da existência desse interruptor genético”, acrescentou.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Descoberto mecanismo para o porquê da luz piorar as enxaquecas

Cientistas americanos descobrem por que a claridade é um tormento para quem sofre de enxaqueca

É comum para quem sofre de enxaqueca a vontade de, ao ter um ataque, querer se refugiar em um quarto silencioso e escuro. Embora há tempos se saiba que a luz piora o quadro dessa cefaleia, os motivos por que isso ocorre são desconhecidos.
Agora, um grupo de cientistas nos Estados Unidos identificou um mecanismo que ocorre na sensibilidade à luz durante as crises de enxaqueca tanto em pessoas com visão normal como em deficientes visuais.

Os resultados da pesquisa, divulgados no domingo (10/1) na edição on-line da revista Nature Neuroscience, ajudam a compreender melhor os mecanismos por trás do problema ainda sem cura e que atinge milhões de pessoas em todo o mundo.

De acordo com o estudo, cerca de 85% dos indivíduos com enxaqueca são extremamente sensíveis à luz. A fotofobia faz com que muitos evitem atividades como dirigir ou até mesmo ler e trabalhar. “Alguns pacientes chegam até mesmo a usar óculos escuros à noite”, disse um dos autores do estudo, Rami Burstein, professor do Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC) e da Escola Médica Harvard.

Foi a constatação de que a fotofobia atinge, entre os pacientes com enxaqueca, até mesmo as pessoas cegas que levou o grupo a investigar a hipótese de que os sinais transmitidos pela retina por meio dos nervos ópticos intensificariam as dores.

Os pesquisadores examinaram dois grupos de deficientes visuais que sofriam de enxaqueca. Os voluntários no primeiro grupo eram totalmente cegos devido a doenças como câncer na retina ou glaucoma. Como eles não eram capazes de ver imagens ou de perceber luz, tinham dificuldade de manter ciclos normais de sono.

O segundo grupo era formado por deficientes visuais devido a doenças degenerativas como retinite pigmentosa. Embora não fossem capazes de perceber imagens, podiam detectar a presença de luz e manter ritmos normais de dormir e ficar acordado.

“Enquanto os pacientes no primeiro grupo não experimentaram piora em suas dores de cabeça a partir da exposição à luz, os do segundo grupo tiveram uma intensificação nas dores, particularmente na exposição à luz nos comprimentos de onda azul e cinza”, disse Burstein.

“Isso indicou que o mecanismo da fotofobia deveria envolver o nervo óptico, porque em indivíduos totalmente cegos esse nervo não transporta os sinais luminosos até o cérebro”, afirmou.

Os cientistas levaram os resultados ao laboratório, onde realizaram uma série de experimentos em modelos animais da enxaqueca. Após injetarem melanopsinas (fotopigmentos) nos olhos de ratos, eles traçaram o caminho dos sinais pelos nervos ópticos até o cérebro, onde descobriram um grupo de neurônios que se tornaram eletricamente ativos durante as crises de enxaqueca.

“Quando pequenos eletrodos foram inseridos nesses ‘neurônios da enxaqueca’ descobrimos que a luz estava disparando um fluxo de sinais elétricos que estava convergindo nas melanopsinas. Isso aumentava a sua atividade em segundos”, disse Burstein.

Mesmo quando a luz era apagada, os neurônios permaneciam ativos. “Isso ajuda a explicar por que pacientes contam que suas crise se intensificam segundos após a exposição à luz e melhoram de 20 a 30 minutos depois que passam para ambientes escuros”, disse.

Para os autores do estudo, a descoberta fornece novas rotas para abordar o problema da fotofobia em portadores de enxaqueca. “Clinicamente, a pesquisa monta um cenário para identificar maneiras de bloquear o caminho da dor de modo que os pacientes possam suportar a luz sem desconforto”, apontou.

O artigo A neural mechanism for exacerbation of headache by light (DOI: 10.1038/nn.2475), de Rami Burstein e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Neuroscience em www.nature.com/neuro


Notícia lida em:

http://www.agencia.fapesp.br/materia/11607/divulgacao-cientifica/por-que-a-luz-piora-a-enxaqueca.htm

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Os mirtilos aumentam a memória em idosos

Cientistas anunciaram a primeira evidência de que os mirtilos ,uma das fontes mais ricas em antioxidantes e outras substâncias fitoquimicas, aumentam a memória, em humanos.

imagem de mirtilos retrada daqui

Mirtilos são pequenas maravilhas. Pequenas mesmo, pois são umas frutinhas azul-arroxeadas, de plantas do gênero Vaccinium e Cyanococcus, originárias da América do Norte, Europa Central e Ásia. Os mirtilos têm sido consumidos pelo homem desde tempos pré-históricos. Em Portugal, encontram-se em regiões onde o Inverno é muito rigoroso, como a zona do médio Vouga.
Existem mais de 30 espécies que crescem em regiões distintas e centenas de diferentes variedades. Os mirtilos cultivados têm um sabor ligeiramente doce e os selvagens são mais adstringentes.
Esta pequena fruta é uma excelente fonte de flavonóides, especialmente antocianinas, que lhe dão a típica cor azulada, vitamina C, fibra solúvel e insolúvel, como a pectina. Também muito ricos em taninos, vitamina E, manganésio e riboflavina
Além de seu sabor único, Robert Krikorian e colaboradores, cientistas dos EUA e do Canadá pretendo medir a melhoria na capacidade de memória em idosos, efectuaram estudos em pessoas com idades superiores a 54 anos que consumiram regularmente cerca de 500 mL de sumo de mirtilos por dia. Os resultados indicaram uma sensível melhoria na capacidade de memória nas pessoas que consumiram sumo de mirtilos durante 12 semanas seguidas. O estudo aparece publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry
A importância desta investigação é que a ocorrência de doenças neurodegenerativas está aumentando significativamente com o envelhecimento global da população. Porém, não existem tratamentos realmente eficazes para a cura destas doenças, especialmente para a doença de Alzheimer.

Se por um lado a cura da doença de Alzheimer parece estar longe de ser alcançada, a sua prevenção parece ser o melhor caminho a ser adoptado para evitar que a ocorrência de tais doenças atinja grandes proporções num futuro próximo. Como estratégia de prevenção, a regulação de factores nutricionais, através de uma dieta rica em alimentos funcionais, é considerada uma das melhores abordagens para o tratamento de doenças neurodegenerativas. O consumo de alimentos ricos em polifenóis é particularmente importante, uma vez que estas substâncias têm acção comprovada na diminuição na ocorrência de doenças desta natureza, bem como na melhoria da memória em geral.

Estudos anteriores demonstraram que logo após o consumo de mirtilos por ratos, as antocianinas destas frutas foram encontradas em locais cerebrais específicos, incluindo o hipocampo e o neocórtex, regiões cerebrais directamente ligadas às funções cognitivas.

Os mirtilos apresentam altos teores de polifenóis com potente actividade antioxidante, que actuam inibindo processos de envelhecimento precoce e, como indicado acima, retardando o aparecimento de sintomas associados a doenças neurodegenerativas (como a doença de Alzheimer, mas também a doença de Parkinson, esclerose múltipla, e outras).

Referência:
Krikorian, R., Shidler, M., Nash, T., Kalt, W., Vinqvist-Tymchuk, M., Shukitt-Hale, B., & Joseph, J. (2010). Blueberry Supplementation Improves Memory in Older Adults.

Journal of Agricultural and Food Chemistry DOI: 10.1021/jf9029332

http://www.sciencedaily.com/releases/2010/01/100120121552.htm

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Gelado de Morango - "Sobremesa Medicinal"

Cientistas desenvolvem gelado que combate efeitos secundários da quimioterapia

Uma equipa de investigadores da Nova Zelândia está a desenvolver, juntamente com uma grande multinacional de nutrição, um gelado que tem se tem demonstrado promissor no combate aos efeitos secundários da quimioterapia em pacientes com cancro. Para já, esta "sobremesa medicinal" está apenas em fase de testes, tendo os participantes ingerido 100g do gelado com sabor a morango por dia.Adoptando o nome de ReCharge, esta sobremesa é composta por ingredientes activos de produtos lácteos que permitem aliviar a diarreia, anemia e a falta de apetite que costumam afectar os pacientes submetidos à quimioterapia.“Os dois componentes bioactivos do leite desenvolvidos para o ReCharge têm o potencial único de ajudar o organismo a lidar com os efeitos adversos da quimioterapia”, afirmaram os autores do estudo.

Fonte da notícia: Farmacia.com.pt

domingo, 27 de setembro de 2009

Trabalhe com o Coração

As doenças cardiovasculares constituem a primeira causa de morte no mundo, com 17,2 milhões de vítimas cada ano. Em 2039 causarão 24 milhões de mortes no ano (segundo dados da OMS). Por isso

Imagem da campanha do Dia Mundial do Coração. (World Heart Federation © Jason Joyce)

Quase metade das pessoas que morrem por doenças cardíacas e acidentes vasculares encontram-se em idade produtiva (entre 15 e 69 anos).
"A maioria das pessoas passa mais de metade do tempo que está acordada a trabalhar. Um local de trabalho que incentive hábitos saudáveis consegue reduzir o risco de muitas doenças, incluindo as doenças coronárias e o AVC - a principal causa de morte em todo o mundo. Por isso, aproveitando a celebração do Dia Mundial do Coração, a Fundação Mundial do coração este ano elaborou uma campanha que apela a todos para “ Trabalhar com o Coração”. Com a introdução de pequenas mudanças no seu dia-a-dia, empresas e trabalhadores podem dar um grande passo em prole de uma maior produtividade e de uma vida mais longa, praticando hábitos saudáveis."
Segundo a Federação Mundial do coração, 80% das mortes prematuras por doença cardiovascular e enfarte poderia prevenir-se se se controlarem os factores de risco principais: tabaco, má alimentação e inactividade física.
O controlo dos factores de risco (hipertensão, hipercolesterolemia, obesidade, sedentarismo e tabaquismo) em lugar de trabalho é fundamental para se conseguir uma diminuição progressiva das enfermidades cardiovasculares".
Tal como os famosos jogos que calculam a idade cerebral de uma pessoa através de exercíçios simples a Federação Mundial do Coração anunciou uma iniciativa para medir também a idade do coração que dependendo do estilo de vida pode corresponder à idade real ou não. Para saber os anos deste órgão, basta indicar o sexo, a idade, o peso e a altura de uma pessoa e responder a umas quantas perguntas sobre hábitos de vida e antecedentes familiares. A ferramenta está disponível em heartagecalculator.
A idade do coração mede o risco relativo que uma pessoa tem de desenvolver uma doença cardiovascular nos próximos 10 anos em comparação com um individuo saudável.
Descobre a melhor maneira para trabalhar com o teu coração em http://www.fpcardiologia.pt

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dormir bem reduz falhas de memória


Segundo um estudo (o primeiro) realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e publicado no journal Learning & Memory, uma boa noite de sono pode reduzir as falhas de memória tanto nos mais novos como nos mais velhos.Os autores do estudo afirmam que estas descobertas são importantes na medida que trazem implicações práticas para todos, desde os estudantes com problemas em provas de escolha múltipla, como para idosos que confundem os medicamentos que devem tomar. A equipa de investigadores avaliou os níveis de memória num grupos de estudantes universitários, tendo para isso mostrado várias palavras aos participantes, pedindo que eles, após o período de 12 horas, identificassem quais as palavras que tinham visto e ouvido antes. Os estudantes que tinham dormido mais entre os dois momentos do teste foram também os que tiveram menos problemas com a memória, escolhendo menos palavras incorrectas."É fácil confundir as coisas na nossa mente", afirmou a psicóloga Kimberly Fenn, uma das autoras do estudo. "Esta pesquisa sugere que, depois de dormir, somos capazes de discernir os aspectos incorrectos da memória", concluiu a investigadora.
Estas experiências são as primeiras a mostrar que o número de falsas memórias pode ser reduzido após uma boa noite de sono, e que os seus beneficios aumentam a fidelidade dos episódios guardados.
Ler mais em

sábado, 25 de julho de 2009

Sumo de Laranja Todos os Dias = Coração Protegido

sumo de laranja natural - imagem retirada daqui

Consumir um copo de sumo de laranja todos os dias pode fazer um bom trabalho para o paladar e para a saúde.
Os investigadores apontam que um antioxidante presente na bebida, chamado de hesperidina, melhora a função dos vasos sanguíneos, reduzindo assim o risco de doenças cardiovasculares.
O resultado do estudo foi apresentado esta semana, na conferência anual "American Heart Associations Basic Cardiovascular Sciences", em Las Vegas (EUA).
A hesperidina é um composto flavonoide o mesmo que é encontrado nas uvas, no vinho, no chá verde e no chocolate amargo. Estudos anteriores já comprovaram os benefícios que esse grupo de alimentos traz para proteger o coração. Isso porque a substância melhora a saúde das células presentes nos vasos sanguíneos e, portanto, evita danos como a obstrução das artérias, um agravante para a ocorrência de ataques cardíacos e enfartes.
O estudo englobou 24 homens saudáveis que tinham risco de doença cardiovascular, tendo os participantes consumido, em meses diferentes, 500ml de sumo de laranja por dia, uma bebida com as mesmas calorias do sumo e uma bebida fortificada com 292mg de hesperidina. Os investigadores notaram que durante os meses em que os participantes tomaram a dose diária de sumo de laranja ou da bebida fortificada, foi observado uma melhor função endotelial (do revestimento interno dos vasos) e menor pressão sanguínea. Para além disso, o consumo do sumo e da outra bebida com o antioxidante foi associado a um melhor perfil de expressão dos genes, o que também ajuda a reduzir os riscos cardiovasculares. Apesar dos resultados, os cientistas afirmam que são necessários mais estudos com um maior número de voluntários para de facto comprovar se o sumo de laranja pode mesmo proteger contra os problemas cardiovasculares.
Fonte da notícia:

terça-feira, 30 de junho de 2009

Investigação revela área do cérebro onde o álcool actua



Os efeitos do álcool são fáceis de descrever mas perceber a forma como este actua no cérebro tem sido uma enorme dor-de-cabeça até para os cientistas. Um novo estudo acaba de dar um importante contributo ao descobrir que este domina o mecanismo de activação e estabilização dos canais iónicos no cérebro. Uma descoberta que ajudará ao tratamento do alcoolismo.

Quase todos conhecemos os efeitos das bebidas alcoólicas: da euforia inicial, passando pela perda das capacidades, como a memória, até à ressaca do dia seguinte. Mais complicado, até para os cientistas, é explicar como o álcool influencia a actividade cerebral. Agora, investigadores norte-americanos descobriram a área no cérebro onde o álcool actua.
A investigação pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para o alcoolismo, mas também para a dependência de drogas e para a epilepsia.
O estudo dos investigadores do Instituto Salk de Ciências Biológicas, na Califórnia, tentou compreender como é que o álcool altera o funcionamento das células cerebrais. "Uma das várias hipóteses apresentadas defende que o álcool interage directamente com proteínas de canais iónicos, mas não havia estudos que identificassem o local onde essa associação acontece", explica Paul Slesinger, que coordenou a investigação. Este trabalho mostra que as moléculas de álcool interagem directamente com uma área específica localizada dentro de um canal iónico - "pequenas bolsas" encontradas numa estrutura tridimensional, de alta-resolução, de um canal de potássio.
Este canal, por sua vez, desempenha um papel central em funções cerebrais associadas às dependências de substâncias e a episódios convulsivos. Aliás, a equipa de Slesinger já tinha dedicado algum tempo a estudar as funções destas estruturas, chamadas GIRK - são canais que abrem quando existe comunicação química entre os neurónios, enfraquecendo os sinais. "Quando os GIRK abrem, os neurónios libertam iões de potássio, enfraquecendo a actividade neuronal", explica Prafulla Aryal, outro dos autores do estudo publicado na edição online da revista Nature Neuroscience. Isso pode explicar porque perdemos capacidades e ficamos mais lentos quando bebemos.
Para perceber melhor como é que o álcool funciona, a equipa tentou determinar se as "pequenas bolsas" eram, de facto, os locais onde o álcool interagia com as GIRK. Em primeiro lugar, concluíram que existem semelhanças entre estas bolsas e as encontradas em outras proteínas ligadas ao álcool. Além disso, quando começaram a introduzir amino-ácidos que bloqueiam o acesso a estas bolsas, as moléculas de álcool já não conseguiam activar os GIRP.
Os cientistas perceberam também que estas bolsas funcionam como um gatilho que activa os canais. "Acreditamos que o álcool domina o mecanismo de activação dos GIRK e estabiliza a abertura dos canais", diz Aryal. Talvez o álcool funcione como um lubrificante para "esses mecanismo de activação", acrescenta Slesinger.
Perceber como acontece esta interacção pode levar ao desenvolvimento de estratégias para tratar várias doenças, nomeadamente apostando no desenvolvimento de um medicamento que anule os impactos do álcool no cérebro.
Além disso, se se conseguir encontrar um medicamento para activar os canais GIRK, "isso iria diminuir a actividade neuronal e a excitação e talvez fornecer uma nova ferramenta para tratar a epilepsia", explica Slesinger, já que a doença se caracteriza por períodos de actividade cerebral intensa, que causam convulsões.

Fonte da noticia:

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Dá música ao teu coração.

Música pode ajudar o coração e diminuir a pressão sanguínea


music heart

imagem retirada de http://photobucket.com/

Estudo italiano publicado na revista especializada “Circulation” afirma que um certo tipo de música pode desacelerar o coração e baixar a pressão sanguínea. O médico Luciano Bernardi e sua equipa de investigadores da Universidade de Pávia, Itália, pediram a 24 voluntários saudáveis que ouvissem cinco faixas de músicas clássicas, escolhidas aleatoriamente, e monitorizassem as respostas do seu corpo. Entre as músicas escolhidas estavam a Nona Sinfonia de Beethoven, uma área de Turandot, de Puccini, a Cantata nº 169 de Bach, Va Pensiero, da ópera Nabuco, de Verdi, e Libiam Nei Lieti Calici, de La Traviata, também de Verdi. Cada "crescendo" destas músicas, um aumento gradual do volume, "estimulava" o corpo e levava ao estreitamento dos vasos sanguíneos, aumentando a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos, além de provocar um aumento das taxas respiratórias. Por outro lado, os diminuendos, diminuição gradual do volume, causavam o relaxamento, diminuindo os batimentos cardíacos e diminuindo também a pressão sanguínea. «A música leva a uma mudança dinâmica e contínua - e previsível, até certo ponto - no sistema cardiovascular», afirmou Bernardi. «Essas descobertas aumentam a nossa compreensão de como a música pode ser usada na medicina de reabilitação». Os investigadores testaram várias combinações de música e silêncio nos voluntários e descobriram que as faixas que alternam entre ritmos rápidos e mais lentos, como óperas, parecem ser as melhores para a circulação e para o coração. As árias de Verdi, que seguem frases musicais de dez segundos, parecem sincronizar-se perfeitamente com o ritmo cardiovascular natural, de acordo com o estudo. «Observamos grandes benefícios do uso da música para pessoas que sofreram acidentes vasculares cerebrais (AVC) ou ataques cardíacos. O poder da música é simplesmente incrível», afirma Diana Greenman, directora executiva da organização britânica Music in Hospitals. A música já é usada em muitos hospitais britânicos por ser uma terapia barata e fácil de aplicar e também por gerar efeitos físicos perceptíveis no organismo, além de ter um impacto positivo no humor do paciente. «Já observamos, em pesquisas anteriores, um estado emocional positivo, que pode ser desencadeado ao ouvir música, e que pode ajudar sobreviventes de AVC», disse um porta-voz da da associação britânica especializada em tratamento de derrames, "Stroke Association".

Fonte da notícia http://saude.sapo.pt/ em 2009-06-24

Frutas, vegetais e cereais diminuem o risco de ter AVC

Consumo de cereais, frutas e verduras diminui o risco de AVC.


Foto retirada de Flickr

Estudo finlandês demonstrou um efeito benéfico do consumo de cereais, frutas e verduras, também na redução do risco de um acidente vascular cerebral.
Já existiam provas convincentes de que uma elevada ingestão de cereais, frutas e legumes pode reduzir o risco de formação de placas de gordura nas artérias do coração, ou seja, reduzir o risco de doença cardiovascular. Agora este novo estudo vem demonstrar que esses mesmos alimentos também têm um efeito benéfico da redução de um acidente vascular cerebral (AVC).
A investigação, publicada no European Journal of Clinical Nutrition, seguiu 26.556 homens finlandeses fumadores, com idades entre os 50 e 69 anos e que não tinham histórico prévio de AVC, pedindo-lhes que preenchessem, no início do estudo, um um questionário sobre os seus hábitos alimentares.
Durante um acompanhamento médio de mais de 13 anos, mais de 3 mil casos de AVC (a maioria do tipo isquémico) foram apurados.
Após o ajuste a outros factores de risco cardiovascular, o consumo de fibra vegetal, bem com o consumo de frutas, verduras e cereais, foi inversamente associado ao risco de acidente vascular cerebral.
Entre os homens que mais ingeriam estes alimentos, quando comparados com aqueles que menos os ingeriam, observou-se uma redução do risco relativo de derrame cerebral em 18% com a ingestão de frutas, 25% para os legumes e 13% para os cereais. O consumo de vegetais reduziu o risco relativo de hemorragia intracerebral em cerca de 38%.
Estas conclusões sugerem um efeito benéfico do consumo de frutas, verduras e cereais sobre o risco de derrame cerebral.

Queres um CÉREBRO SAUDÁVEL? Então come fruta, vegetais e cereais e estarás a diminuir o risco de AVC e outros riscos mais...

Fonte da notícia: Sapo saúde

sábado, 20 de junho de 2009

Qual é a tua verdadeira idade? Novo teste ao sangue pode dizer

Exame de sangue pode revelar a "idade molecular" das pessoas



Imagem retirada daqui

Todos sabemos quando fazemos anos quantas velas estão no bolo de aniversário, mas será que a idade que corresponde ao número de velas, representa a nossa idade molecular real.
Um estudo norte-americano anunciou o desenvolvimento de um novo teste de sangue que pode agora dizer se cada um de nós está envelhecendo mais rapidamente, ou mais lentamente, do que pensamos. Em suma pode indicar a "idade molecular" de uma pessoa.

O exame consiste em medir os níveis sanguíneos de uma proteína denominada por P16, que aumenta com a idade. O cientista Sharpless referiu que outros cientistas identificaram anteriormente o gene P16 como tendo um papel no impedimento do desenvolvimento de cancro. Um estudo mais antigo em mamíferos mostrou que o gene se torna mais activo á medida que se dá o envelhecimento. A equipa de investigadores analisou 170 adultos saudáveis, tendo comparado os níveis de P16 nas células imunológicas denominadas por células T, com as respostas dos participantes a questões sobre o seu tipo de vida. Os resultados revelaram que os níveis mais elevados da proteína estavam fortemente ligados à idade cronológica, mas também a outros factores, como ao hábito de fumar e à falta de exercício físico.
“Se uma pessoa fuma, a sua P16 é mais elevada do que a de uma pessoa que não fuma, e se fumar muito, sua P16 é ainda muito mais elevada,” afirma Sharpless. “Eu penso que é muito provável, baseado em outros dados, que os carcinogenes façam a P16 subir os seus níveis. O exercício foi ligado a uns níveis mais baixos de P16. Não se sabe ainda se o exercício determina a diminuição dos níveis de P16, ou se as populações que se exercitam mais tem os níveis P16 baixos por alguma outra razão. Talvez essas populações tenham hábitos alimentares que mantenham seu nível P16 baixo.
Apesar do teste ter revelado o processo de envelhecimento para além da idade, os investigadores destacam que seria um erro atribuir uma relação causal aos resultados. Os cientistas acreditam que este exame pode revelar-se muito importante, incluindo determinar quais os pacientes que podem receber certos tratamentos com limite de idade, e se existem determinados alimentos e estilos de vida que podem retardar o processo de envelhecimento.
Fonte da notícia: farmacia.com.pt e aqui.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sumo de fruta 100% natural! É saudável! Já bebeste o teu?

ESTUDO diz que
Sumo de fruta 100% natural ajuda as pessoas a serem mais saudáveis

Imagem retirada daqui

Investigadores norte-americanos descobriram que as pessoas que bebem um copo de sumo de fruta 100 por cento natural por dia apresentam menos factores de risco de diversas doenças crónicas.O Dr. Mark Pereira e Dr. Victor Fulgoni, da Universidade do Minnesota, utilizando dados de uma sondagem nacional relativa à nutrição e saúde, descobriram que os consumidores de sumo de fruta 100 por cento natural apresentavam um Índice de Massa Corporal (IMC) menor, uma circunferência da cintura mais pequena e uma menor resistência à insulina, em comparação com os não consumidores de sumo. Com base na análise, o risco de obesidade era 22 por cento mais baixo entre os consumidores de sumo de fruta 100 por cento natural, enquanto o risco de síndrome metabólica era 15 por cento menor, em comparação com os não consumidores. A síndrome metabólica é definida através da presença de três ou mais dos seguintes factores: obesidade central, níveis de glicose no sangue elevados, níveis de triglicerídeos, em jejum, elevados, baixos níveis de lipoproteínas de alta densidade (bom colesterol) ou pressão sanguínea elevada. O Dr. Pereira referiu que se sabe que manter uma dieta rica em frutas e vegetais está associado a uma diminuição do risco de algumas doenças crónicas, sendo que um copo de sumo de fruta 100 por cento natural equivale a uma porção de fruta e, com base na análise, o consumo deste tipo de sumo está associado a alguns destes mesmos benefícios.

Sumo de laranja - imagem daqui

Fonte da notícia: http://farmacia.com.pt/

domingo, 19 de abril de 2009

Iogurte melhor que antibiótico na luta contra bactéria

Iogurte - imagem de http://www.semlactose.com/index.php/2008/01/22/iogurte-contem-lactose/

Iogurte ajuda no combate à Helicobacter pylori

Cientistas da Universidade de Kyoto (Japão) descobriram um novo benefício dos iogurtes para a saúde, relacionado com o facto de este conter bactérias vivas.

No estudo desenvolvido, os cientistas enriqueceram o iogurte com um anticorpo, proveniente de ovos de galinha, que combate a Helicobacter pylori (bactéria responsável por muitas úlceras do estômago e algumas formas de gastrite). Este anticorpo, chamado IgY-urease, ajuda o sistema imunitário das galinhas a controlar esta bactéria.

Os investigadores observaram que, em 42 doentes infectados que consumiram durante quatro semanas dois copos deste iogurte por dia, a actividade do microorganismo foi reduzida em 42%. Os anticorpos, após neutralizarem a bactéria, são destruídos pelo ácido produzido no estômago.

A Helicobacter pylori infecta mais de 50% da população, sendo responsável por muitas doenças gastrointestinais em todo o mundo. Embora já existam antibióticos para combater esta bactéria, o objectivo destes cientistas é desenvolver um tratamento que seja mais acessível, fácil de tomar e sem efeitos laterais. Por outro lado, em países subdesenvolvidos (locais onde a bactéria tem maior expressão), a administração deste iogurte terá um duplo efeito: além de ajudar no combate à bactéria, irá também actuar no combate à desnutrição e a outros problemas de saúde (uma vez que é uma fonte saudável de cálcio e proteínas).

Este iogurte anti-úlcera já é comercializado no Japão, Coreia e Taiwan. Brevemente poderá ser introduzido nos Estados Unidos da América, onde a bactéria afecta cerca de 25 milhões de pessoas.
Links da notícia aqui e também aqui

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Risco de Alzheimer pode ser detectado ainda na juventude


Exame simples pode detectar risco de Alzheimer ainda na juventude

Gene ApoE4 está ligado à hiperactividade no hipocampo

Um exame que detecta hiperactividade numa região do cérebro com funções vitais na memória poderá bastar para indicar se um adulto jovem corre mais risco de desenvolver Alzheimer décadas depois, podendo assim ser tratado precocemente.

Cientistas da Universidade de Oxford realizaram um estudo, que permitiu concluir que basta um exame simples, que detecta a hiperactividade numa região do cérebro com funções vitais na memória, para indicar se um jovem adulto corre o risco de vir a desenvolver Alzheimer mais tarde. Desta forma, pode-se apostar num tratamento precoce.


(www.alz.org/brain/)

Neste estudo comparou-se a actividade cerebral de 36 voluntários com idades compreendidas entre os 20 e 35 anos, através de imagiologia por ressonância magnética. Metade das pessoas estudadas possuíam o gene ApoE4, que está relacionado com a doença. Além disso, os portadores do gene registaram maior actividade no hipocampo, mesmo em repouso, quando comparados com os não portadores.

Todos os voluntários desempenharam as tarefas, para avaliar as suas capacidades cognitivas, normalmente. Os cientistas consideraram que os portadores do gene ApoE4 (ligado à hiperactividade do hipocampo), têm uma maior probabilidade de desenvolver a doença. Desta forma, pode-se desenvolver um método simples de identificar as pessoas com maior possibilidade de desenvolver Alzheimer, ainda na juventude, e aconselhar-lhes um tratamento precoce.

Este estudo relaciona-se com outro, que concluiu que quem herda uma cópia do gene ApoE4 tem quatro vezes mais possibilidade de contrair Alzheimer. Já quem herda duas cópias do gene, corre dez vezes mais risco. Contudo, os cientistas lembram que nem todos os portadores de uma ou duas cópias deste gene desenvolvem obrigatoriamente a doença.

A doença de Azheimer (causa mais comum de demência), afecta entre 60 a 70 mil pessoas em Portugal.

Fonte da notícia: http://www.biotec-zone.net/

segunda-feira, 23 de março de 2009

SABE COMO ESTÁ A SUA SAÚDE?

Dia 26 de Março, das 9H00 às 17H30

Dirija-se ao átrio do pavilhão A e faça os testes ao colesterol, diabetes, hipertensão arterial e IMC

O SEU BEM-ESTAR ESTÁ NAS SUAS MÃOS

PROJECTO "EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE"

APOIO DO CENTRO DE SAÚDE DO ENTRONCAMENTO

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fumar na adolescência pode causar depressão na vida adulta

Fumar na adolescência pode causar depressão na vida adulta


Photo credits: ндК™ aka Lewis Lin

Estudo considera a possibilidade da nicotina poder afectar o funcionamento do sistema nervoso

O estudo foi realizado por cientistas norte-americanos, e publicado na revista científica Neuropsychopharmacology.

Os investigadores administraram doses diárias de nicotina ou uma substância de água com sal em ratos de laboratório durante o período de 15 dias. Após esse período, os cientistas submeteram os ratos a diversas experiências para testar as suas reacções em situações de stress, bem como a sua resposta à oferta de recompensas.

Os resultados revelam que os ratos que foram administrados com nicotina começaram a apresentar sintomas associados à depressão, como a ansiedade, repetição de hábitos de limpeza, e uma diminuição no consumo de recompensas, como os doces, tendo ainda demonstrado imobilidade em situações de stress.

“O estudo é interessante porque é o primeiro a mostrar que a exposição à nicotina na adolescência pode ter consequências neurobiológicas a longo prazo”, afirmou Carlos Bolanos, coordenador do estudo.

Segundo a equipa de investigadores, os resultados observados nos roedores sugerem que o mesmo pode acontecer com humanos, pretendendo ainda alertar os jovens para mais um risco associado ao consumo de tabaco.

“Se fumarem, os jovens precisam estar cientes dos potenciais efeitos a longo prazo que o cigarro pode trazer para o corpo", acrescentou ainda o investigador.

Fonte da notícia: Farmacia.com.pt

sábado, 31 de janeiro de 2009

Estudo: MP3 pode levar dez milhões de jovens à surdez

MP3 pode levar dez milhões de jovens europeus à surdez

Comissão Europeia estuda medidas para reduzir malefícios dos leitores pessoais de música

Uma conferência em Bruxelas voltou a alertar para os perigos dos leitores Mp3 para a audição e a "catástrofe" que daí advirá se nada for feito. Entre as medidas equacionadas está uma maior limitação do volume máximo permitido.
Nessa conferência promovida pela União Europeia, vários responsáveis e investigadores traçarem um cenário negro para o futuro da juventude europeia, face ao uso dos leitores Mp3.
"Sejamos francos: estamos perante uma catástrofe se nada for feito rapidamente", afirmou ontem Stephen Russell da associação europeia de segurança para o consumidor ANEC, à Reuters. Antes, um painel da União Europeia especializado em riscos para a saúde estimou que até dez milhões de jovens europeus correm o risco de danificar a sua audição por utilizarem os seus leitores Mp3 com o volume demasiadamente alto.
Os especialistas fizeram ainda questão de referir que não existe qualquer cura conhecida para a perda de audição ou para a tinite - uma doença caracterizada pela sensação de um tinir contínuo nos ouvidos.
Na conferência, que reuniu peritos, cientistas, representantes da indústria, organizações de consumidores, fabricantes, deputados europeus e outras autoridades, foram discutidas as precauções que os utilizadores podem tomar, as soluções técnicas que a indústria pode aplicar para minimizar a perda de audição, a necessidade de mais regulação e a revisão das exigências mínimas de segurança para melhor proteger os consumidores.
A abrir a sessão, a comissária europeia para o consumidor, Meglena Kuneva, recordou que nos últimos quatro anos foram vendidos mais de 250 milhões de aparelhos áudio portáteis na União Europeia e que cerca de 100 milhões de pessoas os utilizam numa base diária. Depois de ouvidas as opiniões dos vários especialistas presentes, a Comissão Europeia irá agora analisar as conclusões do encontro e decidir quais as medidas que poderá tomar para minorar este problema de saúde.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia, João Marta Pimentel, confirmou à Lusa que "há cada vez mais casos de problemas de audição em jovens, o que está a causar preocupação na classe médica", lamentando a inexistência de dados sobre a situação.
De acordo com o especialista, os jovens "não estão informados sobre os riscos" de ouvir música num nível sonoro muito elevado e durante um tempo prolongado. Por este motivo sugeriu que os leitores portáteis sejam vendidos com uma bula, como as dos medicamentos, advertindo para os riscos de perda de audição.
O médico condenou ainda a utilização do tipo de auscultadores que encaixam no ouvido, fazendo "oclusão do canal auditivo", permitindo apenas a audição proveniente do aparelho.

Noticia retirada de Jornal de notícias, em 28 de janeiro 2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Top dos alimentos melhores para o cérebro

Pode ser difícil de acreditar mas tu podes manter o teu cérebro nas melhores condições se escolheres a alimentação correcta. E também se o treinares diariamente. Como? Lendo, trabalhando, estudando e descansando. Pensa põe exemplo que quando estás fazendo um puzzle, a ver televisão ou a dormir, o teu cérebro está sempre activo. Mesmo quando sonhas ele está a trabalhar. Está sempre em ”movimento”. Para que o teu cérebro se mantenha em óptimas condições precisas de comer e beber adequadamente.


Os brócolos mantém o teu cérebro numa performance superior.De acordo com pesquisas feitas pela Faculdade de Londres este alimento melhora a memória e auto-estima o que ajuda a retardar o processo de envelhecimento.Os brócolos não só ajudam a manter o seu cérebro em óptima forma como também a mantê-lo jovem. Assegura-te de que comes regularmente brócolos

O chocolate não só muito delicioso como também te faz feliz e é mais do que um simples afrodisíaco. Ele também é um excelente alimento para o cérebro. Cientistas da Universidade de Nottingham descobriram que comer chocolate puro estimula um acréscimo suplementar de sangue ao cérebro. O chocolate contém ainda numerosas substâncias químicas que tem uma reacção positiva no cérebro. Após ingestão de uma quantidade significativa de chocolate pessoas submetidas a testes revelaram-se espontaneamente mais alertas, melhor concentradas e recordaram mais informação.
O chocolate negro é rico em magnésio, mineral importante para a concentração e memória. A acção das flavonóides confere-lhe a propriedades antioxidantes e a presença de ácido gálico e de flavonóides atribui-lhe uma função cardioprotectora que baixa a tensão arterial.
Bom uso: Três a quatro quadrados por dia de chocolate com 70% de cacau.




Muitas pessoas não passam sem consumir bananas. Acreditam que aquelas acalmam. Facto ou fantasia? Não há nenhuma pesquisa cientifica que o confirme. Apesar de ser considerado um fruto que engorda, a verdade é que a banana é rica em vitaminas, sais minerais e glícidos (açúcares), Por isso come bananas de vez em quando. Elas fazem bem ao teu cérebro. Melhoram a criatividade e actividade intelectual .

Os peixes gordos, como o atum, a sardinha ou o salmão, são bons para o cérebro, sobretudo das crianças, e uma refeição, cinco vezes por semana, é a garantia de que se dá ao cérebro tudo o que ele precisa para que os neurónios funcionem bem. Os peixes são ricos em ácidos gordos ómega-3. Estes contribuem com alguns benefícios para o nosso cérebro, incluindo melhorias de aprendizagem, uma melhor memória, ajudam a combater alguns transtornos mentais como a depressão, transtornos de humor, esquizofrenia, e demência.
Por isso vamos comer peixe. Bom uso: Coma peixe cinco vezes por semana.






O ovo é um alimento é importante para o cérebro pois possui colina, nutriente presente na gema que contribui para a neurogênese, já a clara contém a glutamina, essencial para constituir o DNA, ou seja, o material genético de novas células na massa cinzenta.





O mirtilo e outros frutos vermelhos mantêem o cérebro mais activo durante mais tempo. Os frutos vermelhos são uma excelente fonte de antioxidantes, especialmente o mirtilo, a groselha. Os antioxidantes têm vindo a desempenhar um papel de extrema relevância em relação ao envelhecimento, para além do fornecimento básico de vitaminas e nutrientes ao organismo ajudam a combater as perdas de memória, a depressão e retardam o efeito da idade. Ao ingerir frutos vermelhos está ingerir vitaminas C, B1, B2 e B6, magnésio, fósforo, cálcio, potássio, ferro, zinco, cobre, ácido fólico.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Pessoas tranquilas, extrovertidas e com vida social têm menos riscos de demência


As pessoas tranquilas, extrovertidas e com uma vida social activa e participativa têm menos probabilidade de sofrer de demência que os indivíduos introvertidos que se stressam com facilidade e estão socialmente isolados.

Esta é a conclusão de uma equipa de cientistas do Instituto Karolinska de Estocolmo, num artigo publicado esta semana pela revista "Neurology", editado pela Academia Norte-americana de Neurologia.


Para chegar a esta conclusão, a equipa de investigadores estudou o estilo de vida social, a facilidade de relacionamento com os outros e as características da personalidade de 506 pessoas maiores de idade, as quais foram seguidas durante seis anos. Durante esse período, 144 destas pessoas desenvolveram demência.

Os cientistas descobriram que a tolerância ao stress e a estabilidade emocional, a extroversão e a actividade social são características que diminuem o risco de sofrer de demência. No estudo, as pessoas tranquilas e que não se alteram facilmente revelaram-se satisfeitas consigo próprias, enquanto que aquelas que não toleravam o stress eram emocionalmente instáveis, negativas e nervosas.

A equipa investigadora, liderada por Hui-Xin Xang, indicou que as pessoas mais extrovertidas eram socialmente activas e optimistas em comparação com as pessoas de baixa extroversão, que eram reservadas e introspectivas.

As primeiras mostraram um risco de desenvolver demência em 50% menor comparados com as pessoas que socialmente se isolam e se angustiam fácilmente.
Os cientistas recordam estudos anteriores que tinham demonstrado que a angústia crónica pode afectar algumas partes do cérebro, como o hipocampo, o que pode incluir o desenvolvimento da demência.
A contribuição da investigação reside na descoberta de que uma personalidade extrovertida e descontraída, em combinação com um estilo de vida social activo, pode diminuir o risco de sofrer dessa doença mental.

A boa notícia deste estudo é que hábitos de vida podem sempre ser alterados, enquanto que factores genéticos não. Contudo, estes resultados são apenas preliminares, não sendo ainda claro de que forma a atitude mental influencia o risco de demência.

Estima-se que actualmente, cerca de 24 milhões de pessoas a nível mundial têm perda de memória, problemas de orientação, entre outros sintomas característicos das demências (como a doença de Alzheimer). Este número pode vir a quadruplicar em 2040, sendo por isso fundamental compreender melhor estas doenças.

Fonte da notícia: Farmacia.com.pt