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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Pinguins da Antártida em Perigo

Estudo revela que 50 a 75 por cento das colónias encontram-se em declínio
Pygoscelis adeliae

Entre 50 e 75% das colónias de pinguins da Antártica encontram-se em declínio e, inclusive, ameaçadas de extinção no caso de um aquecimento global superior aos 2 graus, revelou esta quarta-feira um relatório do Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

Segundo os modelos climáticos examinados, uma alta de temperatura de 2°c pode acontece em 40 anos, recorda o WWF neste relatório apresentado em Barcelona, onde acontece o congresso da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Este aquecimento teria como consequência uma grande redução dos gelos dos mares antárticos que constituem o habitat predileto do pinguim Imperador e o pinguim de Adélia.

O desaparecimento parcial dos gelos do mar também se pode traduzir numa diminuição do krill, base do regime alimentar dos pinguins.

"Os pinguins estão acostumados a viver no frio e em condições extremas. Com a contínua elevação das temperaturas e a diminuição das zonas de alimento e ninhos associadas, já ocorreu uma redução sensível das populações existentes", comentou Juan Casavelos, coordenador da WWF para a Mudança Climática na Antártica.

(Fonte: Barcelona/AFP/08-X-10).

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Tuataras: as últimas serão machos



O ano de 2085 é pouco risonho para as tuataras. Através de modelos, investigadores australianos prevêem que estes répteis estejam condenados a desaparecer nesta data.
As tuataras (Sphenodon sp.) existem desde o final do Triásico, há mais de 200 milhões de anos. Sobreviveram aos dinossauros mas agora estão limitadas a 30 ilhas da Nova Zelândia.
A diferenciação sexual destes répteis acontece no ovo, e depende da temperatura ambiente. Acima dos 21,5 graus os embriões tornam-se machos. O modelo utilizado tem em conta a situação geográfica das tocas de uma espécie de tuatara, Sphenodon guntheri, e a previsão do aumento de temperatura. Os resultados mostram que todas as tuataras que nascerem em 2085 vão ser machos, o que dita o fim da espécie.




“Ao integrar-se o clima e a fisiologia, fomos capazes de fazer previsões espaciais explícitas sobre um determinado local da ilha”, explica Nicola Mitchell, da Universidade do Oeste da Austrália, em Perth, citado numa notícia da Nature on-line. Os investigadores já usaram este modelo para situações reais e os resultados foram concordantes.

No passado, apesar de ter havido grandes oscilações da temperatura a nível planetário, a situação geográfica das tuataras permitia-lhes fugir para regiões apropriados. Agora, a solução poderá passar por proteger ou mudar os ninhos para locais mais frescos.

A tuatara é o único representante de répteis da ordem Sphenodontia (ou Rhynchocephalia) e família Sphenodontidae. É um réptil endémico da Nova Zelândia que vive apenas em algumas ilhas ao largo deste país, estando extinto nas duas ilhas principais. É considerado uma espécie ameaçada desde 1895.O nome tuatara é uma palavra Maori que significa dorso espinhoso. O tuatara é considerado um fóssil vivo, já que pouco se modificou desde o Mesozóico, o tempo dos dinossauros.

As tuataras têm características mistas entre lagartos, tartarugas e aves. Os dentes estão fundidos aos maxilares e não têm órgãos de copulação nem auditivos externos. São animais de clima frio, que não suportam temperaturas acima dos 27ºC. Os adultos medem cerca de 60 cm de comprimento, pesam entre 0,5 e 1 kg e são terrestres e principalmente noturnos. Os juvenis adaptaram-se a um modo de vida oposto, arbóreo e diurno, principalmente por serem uma das presas favoritas das tuataras adultas.

O ciclo de vida destes répteis é extremamente longo e os indivíduos podem chegar aos cem anos de vida. As fêmeas levam muitos anos a atingir a maturidade sexual e põem ovos apenas de quatro em quatro anos. O período entre a copulação e a eclosão é de 12 a 15 meses. As tuataras crescem continuamente até aos 35 anos de vida. Como os lagartos, as tuataras têm um olho pineal na testa, coberto por uma escama. A função deste terceiro olho, estando ele coberto, permanece desconhecida.
Fonte da notícia: PÚBLICO PT

quinta-feira, 22 de maio de 2008

HojeÉ

Dia Mundial da Biodiversidade


No Dia Mundial da Biodiversidade 2008, celebrado hoje, a União Mundial para a Conservação (UICN) pôs onze espécies de tubarões e raias na sua Lista Vermelha e lembrou que ainda não há limites para a captura destes animais ameaçados de extinção.
Para marcar o dia, a UICN apresentou os resultados do primeiro estudo que traça a situação global de 21 espécies de tubarões e raias pelágicas (que vivem no mar alto). Mas os 15 cientistas que o realizaram, coordenados pelo Grupo de Especialistas da UICN em Tubarões, não tinham boas notícias para dar. Pelo menos para onze espécies, entre elas o Tubarão-raposo (Alopias vulpinus), o Tubarão luzidio (Carcharhinus falciformis) e o Rinquim (Isurus oxyrinchus).A culpa, dizem, é das capturas acidentais mas sobretudo do excesso de pesca para a comercialização das barbatanas e de carne. No ano passado, só em Singapura foram consumidas mais de 470 toneladas de barbatanas de tubarão, segundo o “China Post”.“A visão tradicional dos tubarões e raias oceânicos como rápidos e poderosos muitas vezes leva ao erro de pensar que eles são resilientes à sobre-exploração pesqueira”, diz Sonja Fordham, da UICN.Mas apesar “das provas do declínio e das crescentes ameaças a estas espécies, não existem limites internacionais para as capturas dos tubarões oceânicos”, salienta. “É urgente tomar medidas globais para que estas pescas sejam sustentáveis”.Além da definição de limites para as capturas, o estudo da UICN – publicado na revista “Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Ecosystems” - sugere a melhoria da monitorização das pescas, o investimento em investigação e a minimização das capturas acidentais.“Estamos a perder espécies a um ritmo entre dez a cem vezes mais rápido do que os níveis históricos de extinção (...). Mas não tem de ser assim. Com o apoio das pessoas e a vontade política podemos dar a volta a esta maré”, comentou o autor principal do estudo, Nicholas Dulvy, da Universidade Simon Fraser, em Vancouver.

Fonte da notícia: PÚBLICO. PT

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Urso polar em risco de extinção

Estados Unidos classificam urso polar como espécie “ameaçada"


O secretário norte-americano do Interior, Dirk Kempthorne, anunciou esta quarta-feira que o urso polar (Ursus maritimus) vai ser considerada espécie “ameaçada” e fazer parte da lista norte-americana das espécies protegidas devido à perda de gelo no Árctico.



O urso polar passará a estar abrangido pela Lei norte-americana das Espécies Ameaçadas porque “a perda de gelo do mar Árctico ameaça, e vai continuar a ameaçar, o habitat” destes animais, informa um comunicado do Departamento do Interior norte-americano. Os ursos polares usam este gelo como plataforma para caçar focas e ponte para as zonas costeiras. Mas no ano passado, a quantidade de gelo árctico no mar era 39 por cento menor do que a média do período de 1979 a 2000. Esta foi uma decisão que demorou mais de três anos a ser tomada. A lentidão do processo - lançado em Fevereiro de 2005, quando três organizações ambientalistas (Centre for Biological Diversity, Greenpeace e Natural Resources Defense Council) apresentaram uma petição em tribunal para pressionar o Departamento do Interior a incluir o urso polar na lista de espécies ameaçadas – reside no facto desta ser a primeira espécie listada devido aos impactos das alterações climáticas. Trata-se de uma questão sensível para a imagem dos Estados Unidos na comunidade internacional, muito criticados pela recusa da administração Bush em impor reduções de emissões de gases com efeito de estufa.Mesmo o reconhecimento dos efeitos nefastos do sobre-aquecimento global no urso polar não significa que Washington mudou de opinião. Na verdade, Kempthorne avisou no seu discurso que a protecção da espécie não pode ser confundida com a luta contra as alterações climáticas. “Listar o urso polar como espécie ameaçada pode reduzir perdas de animais. Mas não deve abrir a porta à utilização abusiva da Lei para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa de automóveis, centrais eléctricas e outras fontes”. Esta lei “não é o instrumento apropriado para definir a política climática norte-americana”. Kempthorne descansou o sector energético americano, garantindo que esta decisão vai permitir manter a exploração de petróleo e gás natural ao longo da costa do Alasca. Estas actividades continuarão a ser permitidas nas áreas onde vivam os ursos polares desde que as empresas cumpram as restrições impostas na Lei de Protecção dos Mamíferos Marinhos.Kassie Siegel, do Centro para a Diversidade Biológica, citada pelo “New York Times”, vê nesta decisão um reconhecimento “da urgência do sobre-aquecimento global” mas admite que, no terreno, terá pouco impacto na protecção da espécie.Segundo a Lei de Espécies Ameaçadas, de 1973, uma espécie está “ameaçada” quando existe o risco de extinção num futuro próximo. Estima-se que existam entre 20 mil e 25 mil ursos polares no Árctico. A espécie já sobreviveu a períodos de aquecimento das temperaturas, como o de há 130 mil anos. No entanto, os cientistas lembram que, desta vez, não conseguirá adaptar-se a um aquecimento tão rápido e tão vasto como o previsto para este século se as emissões de gases com efeito de estufa continuarem a crescer ao ritmo actual.
Fonte da Notícia: Público.PT

sábado, 10 de maio de 2008

Muitos insectos tropicais a caminho da extinção


Alterações climáticas
Cientistas alertam para extinção de muitos insectos tropicais até ao final do século
Muitas das espécies tropicais de insectos podem extinguir-se até ao final deste século a menos que se consigam adaptar ao aumento previsto das temperaturas do planeta, alertam cientistas norte-americanos na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences”.
Os cientistas da Universidade de Washington lembram que uma alteração no número de insectos pode ter efeitos secundários na polinização das plantas e, consequentemente, na produção agrícola.

Pra chegarem às suas conclusões, os investigadores estudaram o impacto em 38 espécies de insectos tropicais, especialmente sensíveis a mudanças de temperatura, das alterações climáticas entre 1950 e 2000.
Segundo explica a BBC online, os insectos não conseguem regular a temperatura do seu corpo. A única coisa que podem fazer quando são expostos a altas temperaturas é procurar sombra e locais mais frescos. Por isso, o aumento médio previsto de dois a quatro graus, até ao final do século, pode ser um problema de sobrevivência.
“Nos trópicos, muitas espécies parecem viver perto da sua temperatura óptima, o que lhes permite sobreviver”, explicou Joshua Tewksbury, da Universidade de Washington, citado pela BBC online. “Quando a temperatura sobe acima desse nível óptimo, pode não haver muito a fazer” por estas espécies, acrescentou.
Apesar de algumas espécies poderem migrar para latitudes mais elevadas e zonas mais frescas, outras não terão essa possibilidade.
Mas se nos trópicos muitas espécies poderão desaparecer, é certo que as populações de latitudes mais elevadas poderão aumentar.

Fonte da notícia: Público.pt em 09-05-2008
Artigo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.