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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Cegonha-preta vai ser "Ave do Ano 2010" numa campanha da SPEA

A elegância da bela cegonha-preta: imagem retirada daqui

A cegonha-preta foi escolhida como a Ave do Ano 2010 pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). Através dela a associação pretende alertar para o declínio da biodiversidade em Portugal.

Esta espécie “rara e muito sensível à perturbação humana” vai ser o símbolo de uma campanha da SPEA ligada ao Ano Internacional da Biodiversidade 2010.

A associação lembra que a cegonha-preta pode ser observada a partir de finais de Fevereiro até Setembro, mas é mais facilmente avistada nas suas concentrações de final de Verão antes da migração. Os melhores locais para observar esta espécie são em Trás-os-Montes, mais precisamente o Parque Natural do Douro Internacional e Miranda do Douro; na Beira Interior, no Parque Natural do Tejo Internacional e nas Portas de Ródão; no Alentejo, em Barrancos e Marvão; e no Algarve, durante a migração pós-nupcial, em Sagres. Após a sua estadia em Portugal, a cegonha-preta migra para África, onde passa o Inverno.

A espécie está classificada como Vulnerável pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, enfrentando o risco de extinção a médio prazo. “A maior ameaça à sua sobrevivência é a perturbação humana, especialmente devido às actividades de recreio e de turismo em áreas de nidificação. A colisão com linhas eléctricas, a florestação com espécies exóticas e a poluição dos rios e ribeiras são também ameaças consideráveis”, segundo a Spea.

A associação defende que a protecção da espécie deverá passar pelo “ordenamento e gestão dos grandes corpos de água do interior do país”, além de ser necessárias “uma monitorização e um controle eficiente da poluição nos rios e ribeiras e a promoção de práticas agro-florestais que favoreçam a biodiversidade”.

Segundo Luís Costa, director executivo da SPEA, “2010 deve ser um ano de reflexão para todos nós, de modo a analisar o que foi alcançado até à data e a focar-nos nos desafios para um futuro mais verde. O Homem está a causar a perda da diversidade de plantas e animais a um ritmo alarmante e estes danos são cada vez mais irreparáveis, limitando a qualidade de vida e as opções das gerações futuras.
2010 mais do que um ano para sensibilizar é um ano para agir. Todos os pequenos gestos serão importantes”.
Notícia lida em publico.pt

sábado, 25 de julho de 2009

Bico do tucano, equipado com "ar condicionado"

Tucano (Ramphastos toco) - imagem em Flickr.com

Sou um tucano toco (Ramphastos toco) e tenho o maior bico de todas as espécies de tucanos. Porque tenho um bico tão grande? Desde há vários séculos que cientistas e naturalistas questionavam o porquê destas aves terem um bico que ocupa dois terços do seu corpo. Sem dúvida que a sua função deve ser crucial.
Já foram apresentadas várias teorias para as funções do imenso bico dos tucanos, tais como, atrair os parceiros do sexo oposto, para descascar os frutos, ataque de ninhos ou para defesa. Surge agora um novo estudo, publicado esta semana na "Science" que revela a verdadeira função deste proominente apêndice. Cientistas da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), Brasil, e da Universidade Brock, em St. Catharines, Ontário, no Canadá, descobriram o motivo real do tamanho do bico do tucano: Serve para manter a temperatura corporal.
Como descobriram isso?

Filmando tucanos com câmaras de infravermelhos (onde se pode "ver" a temperatura) descobriram que os tucanos podem fazer variar a temperatura do seu bico entre 10º e 35º centígrados, graças à rede de vasos sanguíneos que percorre interiormente a grande superfície do bico. Os cientistas verificaram que a temperatura superficial do bico variava rapidamente quando o ambiente exterior aquecia ou arrefecia .Quando o ambiente exterior aquece, em poucos minutos o bico do tucano também apresenta uma subida de temperatura. Quando fica frio, o bico também arrefece, para evitar a perda de calor, para isso basta diminuir o fluxo sanguíneo nessa zona. Os cientistas deduziram que os tucanos utilizam os seus bicos para libertar calor de modo a reduzir a sua temperatura corporal durante o sono.
Assim, tal como as nossas glândulas sudoríparas, ou a língua dos cães, ou mais precisamente como as orelhas dos elefantes e dos coelhos, o bico dos tucanos serve para perder calor quando é necessário.
O estudo também mostrou que o tucano é extremamente eficaz no controle da própria temperatura corporal através do seu bico: O bico pode eliminar 100% do calor corporal ou apenas 5%, caso o fluxo sanguíneo seja interrompido.
Os cientistas explicam que como as aves não transpiram, precisam utilizar os bicos para regular a temperatura corporal.
A equipe planeia estudar como outras aves regulam a sua temperatura corporal.

Podes ver um video aqui





Site da noticia:
Esta noticia foi inicialmente lida em Elmundo.es/ e na BBC.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dinossauros e aves: Da mão à asa

Fósseis encontrados por cientistas na China trazem uma explicação lógica para a evolução das aves e oferecem novas e importantes provas de como as patas com cinco dedos dos dinossauros se transformaram em asas.


Recriação do dinossauro 'Limusaurus inextricabilis', encontrado na China.- PORTIA SLOAN


Fóssil do L. inextricabilis mostra que o animal tinha um vestígio de polegar
A imagem mostra a curiosa distribuição dos dedos de Limusaurus inextricabilis, onde se destaca o maior tamanho do segundo dedo, consistente com a distribuição dos dedos nas aves e que aponta a solução para o dilema da origem das asas. Photo © James M. Clark

A teoria de que os pássaros descendem dos terópodes, grupos de dinossauros bípedes, já havia sido aceite pelos cientistas. Mas algumas dúvidas persistiam, até à aparição dos ossos do Limusaurus inextricabilis - o elo perdido entre dinossauros e aves. O esqueleto foi encontrado na bacia de Junggar, no noroeste da China, pelos cientistas chinês Xu Xing e o americano James Clark. Estima-se que o fóssil tenha cerca de 159 milhões de anos. Os dinossauros mais primitivos do grupo dos terópodes teriam cinco dedos. Mais tarde, passaram a apresentar apenas três, assim como os pássaros, que evoluíram desses animais. A questão é que os terópodes tinham também o dedo equivalente ao polegar, enquanto as aves têm apenas o 2º, 3º e 4º dedos. Segundo os investigadores, o L. inextricabilis apresentava uma estrutura intermediária: ele tinha os três dedos do meio, como os pássaros, mas também um vestígio de polegar. Este estudo será publicado na edição desta quinta-feira da revista "Nature".


Os cientistas acreditam que a mão do membro anterior de Limusaurus ( que possui um polegar muito reduzido e os três dedos que se seguem mais desenvolvidos) representa em termos evolutivos a transição dos cinco dedos para três dedos.


Fonte da notícia: El País

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Novo Atlas das Aves Nidificantes em Portugal

Atlas das Aves Nidificantes em Portugal
Após seis anos de trabalhos de campo vai ser lançado o novo Atlas das Aves Nidificantes em Portugal.


O «Atlas das Aves Nidificantes em Portugal» surge como resultado de um projecto que colige dados recolhidos durante seis anos de trabalho de campo realizado no território continental e, pela primeira vez com estas características, nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Disponibiliza informação sobre a distribuição das 235 espécies de aves para as quais se registaram indícios de nidificação em Portugal entre 1999 e 2005. De entre estas, apresenta 221 espécies autóctones e 14 não autóctones registadas como nidificantes, constituindo um ponto de situação inédito para Portugal.

Com 592 páginas a cores, esta publicação, que inclui mais de 200 desenhos originais da autoria de alguns dos melhores artistas portugueses de ilustração científica, só foi possível através da parceria realizada entre o ICNB e a prestigiada editora Assírio & Alvim.

A apresentação do «Atlas das Aves Nidificantes em Portugal» terá lugar no auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), pelas 15.00 h, no próximo dia 2 de Dezembro.

Para além de representantes das 4 entidades parceiras do Projecto: Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Parque Natural da Madeira (PNM) e Secretaria Regional do Ambiente e do Mar dos Açores (SRAM) e da editora Assírio & Alvim, a apresentação irá contar com a presença e intervenção dos Exmos. Srs. Secretário de Estado do Ambiente e Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

No local da apresentação, o livro estará à venda com o preço de lançamento de 55,00 Euros.
Fonte da Notícia : ICNB

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Elo ( mais recente) dos lagartos do Mesozóico e as aves


Descoberto dinossauro com sistema respiratório parecido com o das aves .

Ossos-de-ar-do-rio-Colorado não parece um nome muito ameaçador para uma nova espécie de dinossauro predador. Mas o nome, a tradução do latim Aerosteon riocoloradensis, funciona perfeitamente para o mais recente elo entre os “lagartos terríveis” do Mesozóico e as aves.

As ossadas do novo dinossauro foram encontradas no rio Colorado na província de Mendoza, na Argentina. “Este dinossauro fornece como mais nenhum as evidências directas dos pulmões que estão na origem da respiração das aves”, explica Ricardo Martinez da Universidade do Nacional de San Juan, na Argentina e co-autor do estudo publicado na revista científica "Public Library of Science One” (PLoS One).

Os fósseis do dinossauro foram estudados durante anos e revelaram a existência de sacos aéreos dentro da cavidade corporal do Aeroston. Os ossos têm bolsas e uma textura de esponja que provam que eram invadidos pelos sacos, o que permitia que o ar percorresse o interior das estruturas ósseas como acontece nas aves, que têm os chamados ossos pneumáticos.

Os cientistas acham que estes dinossauros tinham um sistema respiratório parecido com os das aves, em que os sacos aéreos bombeavam o ar para os pulmões. No resto dos vertebrados, os pulmões expandem-se e contraem-se para manter o fluxo de ar.

Segundo as datações, o Aerosteon viveu durante o período Cretácico, há 85 milhões de anos, 20 milhões de anos antes de os dinossauros desaparecerem. Apesar de ser um carnívoro bípede, os investigadores explicam que esta espécie é de uma linhagem diferente dos carnívoros que viveram na mesma altura. “O Aerosteon (...) representa uma linhagem que sobreviveu isoladamente na América do Sul. O seu primo mais próximo na América do Norte, é o Alossauro, que se extinguiu milhões de anos antes e foi substituído pelo Tiranossauro”, diz Paul Sereno o primeiro autor do artigo, que é da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos.

A espécie media 10 metros de comprimento, pesava o mesmo que um elefante grande e, segundo os cientistas, tinha penas. O sistema respiratório e os ossos ocos por onde corre o ar aumentam a eficiência respiratória e tornam as aves mais leves ajudando no voo, mas qual é a necessidade deste sistema no Aerosteon?

Paul Sereno aponta que os sacos aéreos do dinossauro estão em locais pouco comuns. “Eles vêm desde a parte superior do corpo até às costelas da barriga. Parece que o animal tinha um sistema de tubos de ar por baixo da pele”, disse. A equipa tem três explicações para isto, o sistema tornava os pulmões mais eficientes, poderia reduzir o peso da massa do corpo do bípede ou o sistema de ossos ocos ajudava a libertar o excesso de calor do corpo.

Actualmente, a maioria dos paleontólogos acredita que as aves evoluíram a partir de dinossauros carnívoros pequenos com penas - as primeiras aves que se conhece são muito parecidas com estes dinossauros.

Fonte da notícia: noticias.terra.com.br

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Cursos de Observação de Aves


Os interessados em observação de aves poderão aprofundar os seus conhecimentos de ornitologia através dos cursos organizados pela recém-criada Birds & Nature Tours. O próximo curso decorrerá no próximo fim-de-semana no Estuário do Tejo.

A Birds & Nature Tours, a primeira e única empresa portuguesa totalmente dedicada à área da observação de aves (o birdwatching), organiza Cursos de Ornitologia.

Os Cursos decorrem ao longo dos dois dias de um fim-de-semana e incluem uma parte prática e uma parte teórica. Existem programas para iniciados (ex. Iniciação ao Birdwatching) e programas para interessados mais experientes (ex. Identificação de Limícolas e Gaivotas, Identificação de Rapinas, etc...).

O próximo Curso (Iniciação ao Birdwatching), decorrerá já no fim-de-semana de 12 e 13 de Julho e destina-se a iniciados com pouca ou nenhuma experiência. A parte prática realizar-se-á no estuário do Tejo e a teórica no Hotel Al Foz, em Alcochete. Se não tiver disponibilidade neste fim-de-semana, tem a possibilidade de se inscrever no curso idêntico que decorrerá em 19 e 20 de Julho.

Preços: 70 € (1 inscrição), 120 € (2 inscrições), 150 € (3 inscrições)

Os preços de cada curso incluem:
- Acompanhamento técnico permanente do(s) formador(es) / guia(s)
- Manual do Curso
- Diploma
- Utilização de binóculos, telescópios e guias de identificação de aves
- Seguro de responsabilidade civil e de acidentes pessoais

Para mais informações, consulte o site da empresa Birds & Nature http://www.birds.pt/

Para se inscrever, basta contactar a Birds & Nature através do e-mail booking@birds.pt ou pelo telefone 913 299 990.

Fonte da notícia: Naturlink