Notícia em: http://www.bbc.co.uk/news/health-12825694
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Casulos de seda luminescente submetidos a luz UV (Credit: IMRE).


"Polyconites Hadriani' (Foto: Eulàlia Gili)
A ciência tem agora novas pistas sobre a evolução dos sistemas marinhos modernos graças à descoberta de uma nova espécie de molusco - o 'Polyconites Hadriani', que foi encontrado em várias zonas da Península Ibérica e que ao longo da sua existência adaptou-se à acidificação dos oceanos.
Segundo o estudo publicado no "Turkish Journal of Earth Sciences" , os investigadores consideraram este invertebrado o mais antigo do género 'Polyconites', da família 'Polyconitidae', um tipo de molusco marinho já extinto. Pensava-se que o mais antigo deste ramo era o 'Polyconites verneuili', que existe na Espanha e na Turquia.
Eulàlia Gili, da Universidade Autónoma de Barcelona e uma das autoras do estudo, diz que ambos são semelhantes na forma. Contudo, o recém-descoberto é mais pequeno, visto que tem menos três centímetros de diâmetro, e a espessura da sua concha também é três milímetros menor.
A nova espécie foi encontrada em bacias espanholas e portuguesas, onde crescem em agregados densos nas margens das plataformas marinhas de carbonato há 114 milhões de anos, destacou a investigadora.
Adaptação aos "novos" oceanos
Este molusco surgiu no Aptiano Inferior, época compreendida entre 125 milhões e 112 milhões de anos atrás que correspondeu a um período turbulento e de grandes mudanças climáticas. O 'Polyconites Hadriani' viveu assim o primeiro momento anóxico oceânico do Cretáceo (entre 135 e 65 milhões de anos atrás). A anoxia consistiu na ausência de oxigénio no fundo do mar, que provocou o enterro massivo de carbono orgânico e o arrefecimento do clima.
O facto de a concha desta nova espécie ser mais grossa do que a do seu antecessor, do género 'Horiopleura', pode estar relacionado com a adaptação a águas mais frias e com mais acidez, devido ao aumento da solubilidade do dióxido de carbono atmosférico, explicou a geóloga.
Na sua opinião, "a resposta destes moluscos à acidificação dos oceanos pode ser aplicada à futura evolução dos actuais sistemas marinhos, nomeadamente para os organismos cujas conchas ou esqueletos são formados por carbonato de cálcio".
notícia lida em cienciahoje.pt
Apenas são conhecidos três espécimes de cobras fossilizadas com ossos de patas bem preservados. A Eupodophis descouensi, a cobra estudada por esta equipa de investigadores – liderada por Alexandra Houssaye, do Museu de História Natural de Paris –, foi encontrada há dez anos no Líbano.
Com um comprimento total de 50 centímetros, o fóssil revela uma pequena pata traseira com cerca de dois centímetros, junto à pélvis do animal. Apesar de o fóssil mostrar apenas uma pata à superfície, uma segunda pata está escondida na rocha, conforme o revelou um exame feito com recurso a uma nova tecnologia de radiação electromagnética.
“Este fóssil é crucial para compreender a evolução das cobras, dado que representa um estádio evolutivo intermédio, quando as cobras antigas ainda não tinham perdido totalmente as patas que herdaram de lagartos antigos”, explicam os autores do estudo, em comunicado.
Graças à nova tecnologia, que permitiu imagens de grande detalhe da pata escondida na rocha, os cientistas acreditam que a espécie perdeu as patas porque estas cresceram mais lentamente ou durante um período de tempo mais curto. “A revelação de uma estrutura interna dos membros da Eupodophis permite-nos investigar o processo da regressão dos membros na evolução das cobras”, explicou Alexandra Houssaye.
Além disso, os investigadores – entre os quais cientistas da European Synchrotron Radiation Facility (ESRF), em Grenoble, França, e do Karlsruhe Institute of Technology, na Alemanha - esperam contribuir para lançar luz sobre um debate relativo à origem das cobras: será que evoluíram a partir de um lagarto terrestre ou de um que viveu nos oceanos. Este estudo – que mostrou a estrutura interna dos ossos da pata da cobra - aponta para a primeira hipótese, dada a semelhança com lagartos terrestres.
noticia lida em publico.pt
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http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-12393387







