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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Já conheces o sapo cowboy, o besouro cornudo ou o peixe-gato com espinhos?

“Uma expedição científica ao Suriname embrenhou-se numa das últimas florestas tropicais virgens do planeta e identificou 1300 espécies, das quais 46 ainda não constavam da lista da biodiversidade mundial. (…)
Um peixe-gato (Pseudacanthicus sp.), coberto de espinhos para se proteger das piranhas, estava prestes a ser comido como um snack por um dos guias locais quando os cientistas repararam que esta era uma espécie ainda desconhecida e o preservaram como um espécime.
Ainda nesta floresta muito pouco estudada, os investigadores encontraram o sapo cowboy (Hypsiboas sp.), que parece ter esporas nas patas (…)

O sapo cowboy:   http://cdn.c.photoshelter.com/img-et/I000062lz4HBXwOs/s/750/mlAMZ03-04-0007.jpg
Além das 46 novas espécies, a expedição identificou 1300 já documentadas, incluindo o sapo Pac-Man (Ceratophrys cornuta), predador voraz que consegue comer presas quase do seu tamanho, incluindo aves, ratos e outros anfíbios. (…)
O grande besouro cornudo (Coprophanaeus lancifer) tem o tamanho de uma tangerina e pesa mais de seis gramas. Este animal, de cor metálica e púrpura, tem um corno na cabeça que usa como arma contra outros besouros. (…)”
Imagem - O grande besouro cornudo http://farm4.staticflickr.com/3215/3042553793_2de118cbe4_z.jpg

Leiam a notícia no Público.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Encontrada a Rã Mozart e mais cinco espécies supostamente extintas

BOAS NOTÍCIAS PARA A CIÊNCIA, NO MUNDO DA BIODIVERSIDADE
Seis espécies de rãs que se julgavam extintas há mais de vinte anos foram encontradas no Haiti, anunciaram membros da organização privada Conservation International e do Amphibian Specialist Group (ASP).

Os animais autóctones daquela região foram encontrados numa expedição realizada em Outubro em que os especialistas exploravam uma zona montanhosa no sudoeste do Haiti na expectativa de encontrarem a rã Eleutherodactylus glanduliferoides, que já não era vista há 25 anos, e de fazerem a avaliação de outras espécies de anfíbios.

Embora não tivessem encontrado a rã que procuravam, foram “presenteados” com outras seis que acreditavam estar desaparecidas, como a “rã Mozart” (E. Amadeus), cujo o nome deriva dos sons que emite, semelhante a notas musicais.
Outras das espécies encontradas foram a “rã ventríloqua de Hispaniola” (E. dolomedes), a "rã das glândulas campainha" (E. glandulifera), caracterizada pelos seus olhos azul safira, e a "macaya manchada" (E. thorectes), que, com 1,51 centímetros, é uma das menores rãs do mundo.

Também foram encontradas a "Hispaniolana coroada" (E. Corona) e a "macaya buraqueira" (E. parapelates), que apresenta grandes olhos negros e manchas brilhantes cor-de-laranja nas coxas.
Notícia em cienciahoje.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Há Acordo Internacional para travar a Perda de Biodiversidade.

Uma espécie de anfíbios em cada 3, mais de uma espécie de aves em cada 8 e mais de uma espécie de mamíferos em cada 5 estão ameaçadas de extinção segundo a IUCN ( União Internacional para a Conservação da Natureza)

Os representantes de 193 países reunidos em Nagoya, no Japão, na Cimeira da ONU sobre a Convenção da Biodiversidade, chegaram no dia 29 de Outubro, a uma acordo internacional para travar a perda acelerada de biodiversidade, a nível global.

Após duas semanas de intensas negociações, que incluíram um prolongamento de última hora para ultimar os pormenores do acordo, os delegados adoptaram um plano estratégico para o horizonte de 2020, que estabelece 20 objectivos para a protecção da natureza. Um deles é a ampliação de áreas protegidas terrestres e marinhas em todo o mundo.

Os representantes dos Estados adoptaram ainda um protocolo que estabelece a partilha dos benefícios retirados pelas indústrias farmacêuticas e de cosmética dos recursos genéticos de numerosas espécies de animais, de plantas ou de microrganismos. Esta partilha de benefícios inclui agora as comunidades das quais são oriundas as espécies em causa.

Este acordo, denominado ABS, que estipula o acesso e a partilha de benefícios por parte dos países do Sul, era há muito reclamado por estes. O Brasil, nomeadamente, que abriga na sua bacia amazónica, 10% das espécies conhecidas no mundo, foi um dos estados que mais lutaram pela necessidade deste acordo, sem o qual a cimeira não teria saído do impasse.

Os resultados da cimeira foram por isso unanimemente classificados por políticos e ambientalistas como um marco em termos de negociações internacionais.

"O protocolo de Nagoya é um êxito histórico", afirmou no final Jim Leape, o director-geral da WWF International.

O plano estratégico para 2020 fixa o aumento das áreas protegidas no mundo dos actuais 13% em terra e um por cento nos oceanos, para respectivamente 17% e 10%, o que todos consideram decisivo.
Noticia lida aqui e em
http://www.ecologiaverde.com/

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Insectos em Ordem

Venham ser "biólogos por uma hora", identificando, insectos enquanto aprendem sobre a sua diversidade no nosso país é a proposta oferecida por Bioeventos 2010.



Libelinha - fotografia do alemão Martim Amm aqui

O programa Bioeventos 2010, um conjunto de iniciativas de comemoração do Ano Internacional da Biodiversidade, acolhe a abertura da primeira exposição de divulgação científica sobre a diversidade de insectos intitulada "Insectos em Ordem", que estará patente nos Museus da Politécnica (Antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres), em Lisboa, até 28 de Novembro.

O ponto de partida é um desafio: todos podemos aprender os princípios da identificação das espécies de insectos. A partir daí, a exposição está concebida como um labirinto educativo de 600 m2, em que os visitantes têm a missão de identificar a Ordem taxonómica do insecto (preservado em resina) que lhes é dado à entrada.

Desta forma, a configuração do espaço submete-se à chave dicotómica usada pelos cientistas, com cada caminho ramificando-se em outros dois, em que o visitante deve identificar o percurso a seguir ao observar as características do seu exemplar, até chegar à identificação da Ordem.

Ao longo da exposição, os visitantes irão aprender sobre 16 ordens diferentes de insectos, transformando este evento num grande jogo didáctico e interactivo da biodiversidade.
Horário: 3.ª feira a Domingo, das 10h00 às 19h00.

Para mais informações consultar aqui

domingo, 23 de maio de 2010

"Pinóquio" encontrado a passear nas montanhas Foja

Expedição à ilha Nova Guiné descobre rã "Pinóquio" e outras novas espécies


rã "pinóquio"

O marsupial mais pequeno do Mundo


Pombo Imperial


Montanhas Foja

Uma expedição científica às remotas montanhas Foja, na ilha Nova Guiné, descobriu dezenas de novas espécies de mamíferos, répteis, anfíbios, insectos e aves, incluindo uma rã “Pinóquio”, revelaram a National Geographic Society e a Conservation International. Este sapo das árvores está entre as novas espécies encontradas em Foja

As espécies foram descobertas por uma equipa internacional que participava, no final de 2008, no projecto Rapid Assessment Program (RAP) da Conservation International. Durante cerca de três semanas, enfrentando chuvas torrenciais e enxurradas, os biólogos avaliaram o valor daquelas regiões montanhosas remotas, desde a povoação Kwerba, no sopé da montanha, até uma altitude de 2200 metros.

Entre as novas espécies encontradas está uma rã das árvores com um “nariz” pontiagudo (Litoria sp. nov.). A protuberância deste anfíbio inclina-se para cima quando o macho está mais activo, uma particularidade que os cientistas dizem estar interessados em estudar. “Esta foi uma feliz descoberta acidental, quando o herpetólogo Paul Oliver encontrou um destes animais em cima de um saco de arroz no acampamento”, explica a Conservation International em comunicado.

Outras descobertas incluem um novo morcego (Syconycteris sp. nov), que se alimenta de néctar das florestas tropicais, um pequeno rato das árvores (Pogonomy sp. nov.), uma borboleta branca e preta (Ideopsis fojana) e um arbusto (Ardisia hymenandroides).

Os cientistas encontraram também um pequeno canguru (Dorcopsulus sp. nov.) e captaram as primeiras imagens de um outro marsupial extremamente raro (Dendrolagus pulcherrimus), criticamente ameaçado pela caça em outras regiões da Nova Guiné.

“Talvez a maior surpresa da expedição tenha surgido quando o ornitólogo Neville Kemp avistou um casal de pombos imperiais (Ducula sp. nov.)”, acrescenta a organização. Os biólogos acreditam que as aves façam parte de uma população com muito poucos indivíduos.

“Numa altura em que animais e plantas desaparecem por todo o planeta a um ritmo nunca visto nos últimos milhões de anos, a descoberta destas formas de vida absolutamente incríveis é, claramente, uma notícia positiva”, comentou Bruce Beehler, investigador da Conservation International que participou na expedição às montanhas Foja. “Lugares como este representam um futuro saudável para todos nós e mostra que ainda não é demasiado tarde para travar a actual crise de extinção de espécies”, acrescentou.
A Conservation International espera agora que estas informações encorajem o Governo da Indonésia a proteger a região, a longo prazo. Hoje está classificada como santuário para a vida selvagem.

Notícia lida em publico.pt
Imagens retiradas daqui

sábado, 22 de maio de 2010

Dia Mundial da Biodiversidade


HOJE, 22 de maio, é o Dia Internacional da Biodiversidade no Ano Internacional da Biodiversidade! Uma ocasião duplamente oportuna para refletir e cuidar do planeta.

No âmbito das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade 2010, a Comissão Europeia iniciou uma campanha sobre a Biodiversidade, disponível na internet em 23 línguas, no seguinte endereço
Vê o filme. PENSA na MENSAGEM E AGE.

terça-feira, 11 de maio de 2010

UMA PATA NA ÁGUA OUTRA NA TERRA

EXPOSIÇÂO ANFÍBIOS

Os anfíbios constituem o grupo de vertebrados mais ameaçado a nível mundial. Em Portugal, são animais pouco conhecidos pela população, estando frequentemente associados a mitos e crenças populares responsáveis pela sua aversão generalizada.
Integrada nas comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade, esta exposição pretende alertar para os perigos deste grupo e mudar a imagem destes animais de forma lúdica e interactiva.
Esta exposição constitui, o primeiro evento do plano de recuperação e remodelação da casa Andresen em pólo de excelência de divulgação da Biodiversidade.
A exposição pode ser visitada (ainda) até 15 de Maio na Casa Andresen, Jardim Botânico do Porto, todos os dias das 10h00 às 18h00. A organização é do CIBIO-UP.

"Nesta exposição, podes encontrar as rãs, salamandras, sapos e tritões de Portugal em diferentes aquaterrários que recriam os seus habitats naturais. As características mais espantosas destes animais ameaçados são exploradas de forma lúdica e interactiva e a participação de alguns dos melhores fotógrafos da natureza portugueses permitirá observar a sua beleza e a diversidade espantosa de cores, formas e comportamentos", explicam os organizadores.


A partir de dia 22 de Maio, «Uma pata na água outra na terra» junta-se às Comemorações do Dia Internacional da Biodiversidade, que o Ciência Hoje assinala no Palácio Sotto Mayor, na Figueira da Foz, onde vai ficar aberta ao público durante três semanas.




Podes ler mais em: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=41379&op=all

sábado, 8 de maio de 2010

QPEIXE? Vamos á procura dele!


QPEIXE -Iniciativa que visa conhecer melhor a fauna marinha de Portugal

O QPEIXE TROCADO POR MIÚDOS
O quê? Quando? Onde? Quem? Porquê? E como?

O QPeixe é um novo jogo onde os portugueses que gostam do mar fazem equipa com os biólogos marinhos. A partir de 15 de Maio de 2010, em toda a costa de Portugal, mergulhadores, apneístas, pescadores submarinos e desportivos estão convidados a participar nesta iniciativa. O objectivo é conhecer mais acerca da fauna marinha de Portugal Continental. O QPeixe é um novo desafio para todos os que gostam do mar. Basta aprender a identificar algumas espécies marinhas e comunicar aos cientistas onde as encontrou!
Peixes como os meros, os cavalos-marinhos e invertebrados como a anémona-nocturna são algumas das espécies para conhecer. Visite http://www.qpeixe.com/ para saber mais sobre estes animais marinhos e entrar no jogo que já começou!

As alterações climáticas, a exploração dos recursos marinhos e os processos ecológicos fazem com que a área onde existe cada espécie se altere ao longo do tempo. Para compreender melhor estas mudanças, o QPeixe visa recolher informação, durante 3 anos, sobre a presença de algumas espécies de peixes e invertebrados ao longo da nossa costa.

Cientistas querem conhecer Mar Português
O Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve criou o QPeixe para saber mais acerca de espécies ameaçadas ou de distribuição geográfica pouco conhecida.
Segundo Jorge Gonçalves, do CFRG do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve e promotor da iniciativa, “é um projecto baseado na boa vontade do trabalho voluntário e a comunidade de mergulho nacional é bastante dinâmica e sensível à causa ecológica, pelo que as expectativas são elevadas”.
Pretende-se essencialmente descobrir “a distribuição geográfica de organismos raros ou ameaçados, ou cuja presença entre nós não tenha sido registada, através de uma actividade de mergulho recreativa, um pouco por toda a costa”, continuou.
Cavalos-marinhos são uma das espécies a identificar
Após um processo de validação, os novos mapas de distribuição das espécies serão redefinidos, como o mero ou o coral-laranja e assim lançar bases para estudos mais aprofundados sobre a tendência evolutiva das suas populações e da qualidade dos seus habitats.

O benefício da biodiversidade

“O cidadão comum beneficia directamente da biodiversidade marinha na medida em que consome pescado, utiliza cosméticos com bases marinhas, tem aquários com organismos marinhos ou colecciona conchas de gastrópodes. Indirectamente, mas não menos importante, também beneficia do facto de que a biodiversidade marinha está na base de muitos medicamentos que o aliviam ou curam determinadas doenças, tendo potencialidades para ajudar em muitas mais. Para além disso, a biodiversidade marinha é a maior fonte de vida do planeta sendo fundamental para o equilíbrio do ecossistema terrestre no seu todo”, acrescentou.

Jorge Gonçalves ressalvou ainda que “o conhecimento do nosso património natural é essencial para a sua conservação, pois só preservamos aquilo de que gostamos ou precisamos e para isso é necessário ter conhecimento de causa”.
Para participar, visite o webside do projecto em http://www.qpeixe.com/ e aprenda a identificar as espécies marinhas que mais interessam aos cientistas. Depois, quando encontrar alguma destas espécies, basta assinalar no mapa do website as espécies e o local de observação. Vamos aceitar este desafio e conhecer o mar português!

quinta-feira, 18 de março de 2010

O fim das borboletas e outras espécies

Borboleta - imagem em Flickr

Um terço das 435 espécies de borboletas europeias diminuiu a sua população e nove por cento destas encontra-se em perigo de extinção, segundo a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN nas siglas em inglês), elaborada com a colaboração da Comissão Europeia.

Deste modo, o novo documento assinala que a perda de habitat natural está a ter “um sério impacto” sobre a população de borboletas europeias, assim como de besouros e libélulas.

E os números dizem que nove por cento das borboletas , 11 por cento de besouros ‘saproyxylic’ (aqueles que dependem de madeira podre) e 14 por cento das libélulas estão ameaçadas de extinção em toda a Europa.

“Quando se fala de espécies ameaçadas as pessoas pensam nas grandes e carismáticas criaturas, como ursos panda ou tigres, mas não nos podemos esquecer que as espécies mais pequenas são de igual importância para o nosso planeta, assim como imprescindíveis na conservação dos ecossistemas”, explicou a directora do grupo de Conservação da Biodiversidade da IUCN, Jane Smart, ao mesmo tempo que explicou que, por exemplo, as borboletas têm um papel muito importante como elementos polinizadores dos ecossistemas em que vivem.

O turismo, os incêndios, novas técnicas agrícolas e as mudanças climáticas são os grandes responsáveis por esta perda de biodiversidade. A IUCN afirma que a “Borboleta grande e branca da Madeira” está em perigo crítico de extinção já que não é vista na ilha nos últimos vinte anos.

Além disto, um terço das espécies de borboletas europeias não se encontra em nenhuma outra parte do mapa geográfico mundial e 22 destas espécies endémicas, 15 por cento delas, estão globalmente ameaçadas.



Pela primeira vez, a espécie de besouro saproxylic entrou na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas. Estes animais são os únicos que dependem da madeira podre, particularmente da armazenada em bosques, e têm um papel essencial, segundo os cientistas, na reciclagem de nutrientes.

Assim, um terço das 431 espécies são exclusivamente europeias, Nesta linha, 11 por cento (46 espécies) estão em perigo a nível regional e sete (29 espécies) a nível global.
As libélulas encontram-se praticamente em toda a Europa. 14% das 130 espécies catalogadas estão em risco; cinco por cento destas são consideradas extintas. Neste sentido, a IUCN indica que, como no caso das borboletas, muitas destas espécies também ameaçadas se concentram no sul da Europa devido ao clima de calor intenso e de Verões secos que combinados com fortes extracções da água das chuvas para o consumo e irrigação, provocam o decréscimo da população destes pequenos insectos.
“O futuro da Natureza é o nosso futuro e se esta falha, nós também falharemos. Os serviços que proporcionam os ecossistemas, como a garantia de comida e de água, assim como a regulação climática, são um pilar fundamental na nossa prosperidade. Quando uma lista como está lança o alarme, as implicações para o nosso próprio futuro são claras. É um declive populacional preocupante”, conclui o comissário para o Meio Ambiente da União Europeia, Janez Potocnik.

Para saberes mais podes dar um salto ao site

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Cegonha-preta vai ser "Ave do Ano 2010" numa campanha da SPEA

A elegância da bela cegonha-preta: imagem retirada daqui

A cegonha-preta foi escolhida como a Ave do Ano 2010 pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). Através dela a associação pretende alertar para o declínio da biodiversidade em Portugal.

Esta espécie “rara e muito sensível à perturbação humana” vai ser o símbolo de uma campanha da SPEA ligada ao Ano Internacional da Biodiversidade 2010.

A associação lembra que a cegonha-preta pode ser observada a partir de finais de Fevereiro até Setembro, mas é mais facilmente avistada nas suas concentrações de final de Verão antes da migração. Os melhores locais para observar esta espécie são em Trás-os-Montes, mais precisamente o Parque Natural do Douro Internacional e Miranda do Douro; na Beira Interior, no Parque Natural do Tejo Internacional e nas Portas de Ródão; no Alentejo, em Barrancos e Marvão; e no Algarve, durante a migração pós-nupcial, em Sagres. Após a sua estadia em Portugal, a cegonha-preta migra para África, onde passa o Inverno.

A espécie está classificada como Vulnerável pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, enfrentando o risco de extinção a médio prazo. “A maior ameaça à sua sobrevivência é a perturbação humana, especialmente devido às actividades de recreio e de turismo em áreas de nidificação. A colisão com linhas eléctricas, a florestação com espécies exóticas e a poluição dos rios e ribeiras são também ameaças consideráveis”, segundo a Spea.

A associação defende que a protecção da espécie deverá passar pelo “ordenamento e gestão dos grandes corpos de água do interior do país”, além de ser necessárias “uma monitorização e um controle eficiente da poluição nos rios e ribeiras e a promoção de práticas agro-florestais que favoreçam a biodiversidade”.

Segundo Luís Costa, director executivo da SPEA, “2010 deve ser um ano de reflexão para todos nós, de modo a analisar o que foi alcançado até à data e a focar-nos nos desafios para um futuro mais verde. O Homem está a causar a perda da diversidade de plantas e animais a um ritmo alarmante e estes danos são cada vez mais irreparáveis, limitando a qualidade de vida e as opções das gerações futuras.
2010 mais do que um ano para sensibilizar é um ano para agir. Todos os pequenos gestos serão importantes”.
Notícia lida em publico.pt

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Os recifes de coral, "fábricas" de criação de biodiversidade marinha

Recifes de corais são cruciais para criação de novas espécies marinhas
Assim o indica um estudo dirigido pela Universidade Humboldt, publicado na «Science»

Corais contribuem para criação de biodiversidade


Os recifes de corais podem dar lugar a um enorme número de novas espécies e criaturas marinhas, de acordo com uma investigação dirigida pela Universidade Humboldt, de Berlim (Alemanha). A equipa de investigação, dirigida por Wolfgang Kiessling, decidiu realizar um intenso estudo sobre o papel dos recifes no ecossistema marinho e descobriram uma enorme biodiversidade. O estudo foi publicada na revista «Science».

Segundo Wolfgang Kiessling em entrevista dada ao jornal britânico «The Guardian», “os corais têm um papel bastante activo na criação de biodiversidade nos oceanos e exportam-na para outros ecossistemas” – o que contraria estudos preliminares que sugerem que as espécies vêm de outros locais e deslocam-se para os corais por estes serem ecologicamente atractivos.

O cientista reforça que visto os recifes estarem activamente envolvidos na criação de novas formas de vida “é importante protege-los”. E acrescenta: "Se os perdermos, fazemos com que os ecossistemas marinhos percam a habilidade de criar novas espécies no futuro".

Os investigadores alemães, em conjunto com uma outra equipa norte-americana, realizaram o estudo da base de dados de espécies fósseis de organismos marinhos desde o Período Câmbrico e esmiuçaram quais os ambientes onde costumam aparecer novos grupos de animais. Verificaram que os recifes foram responsáveis por mais de 50 por cento do seu aparecimento. Kiessling concluiu ainda que há novas espécies a evoluir todos os dias; no entanto, não tão depressa como se extinguem. Podemos pois afirmar que - "A recuperação da actual crise de biodiversidade vai demorar muito mais sem os recifes", o que será um desastre ecológico.
Notícia lida em cienciahoje.pt

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Parar a Perda de Biodiversidade... está na hora...


2010 - é o Ano Internacional da Biodiversidade

"A ONU declarou o ano de 2010 como o Ano Internacional para a Biodiversidade. Esta acção visa mobilizar todos os países e cidadãos, em particular, para a tomada de consciência no que diz respeito à preservação da biodiversidade e chamar a atenção para a extinção de algumas espécies.

Considerando que a biodiversidade desempenha um papel importante na defesa da vida e dos diferentes ecossistemas, o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida é necessário consciencializar todos para a preservação da diversidade."(em http://ambientesgeograficos.blogspot.com/search/label/planeta%20Terra)

"Parar a perda de biodiversidade é uma absoluta prioridade para a União Europeia e um objectivo essencial para a Humanidade" como disse Stavros Dimas, comissário Europeu do Ambiente
A biodiversidade engloba a variedade de genes, espécies e ecossistemas que constituem a vida no planeta. Assiste-se a uma perda constante deste conjunto, com extinções e destruições com profundas consequências para o mundo natural e o bem-estar humano.

As principais causas são as alterações nos habitats naturais, resultantes dos sistemas intensivos de produção agrícola, da construção, da exploração de pedreiras, da sobrexploração das florestas, oceanos, rios, lagos e solos, da introdução de espécies alóctones invasivas, da poluição e, cada vez mais, das alterações climáticas globais.
Vamos reflectir sobre o que podemos fazer para preservar a biodiversidade. Dá uma espreitadela no vídeo e pensa no que também podes fazer.


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

No mar profundo dos Açores...espectaculares jardins de coral preto

Imagem de coral negro de flickr.com da galeria de Cinzia Baglivi
Um conjunto de «espectaculares jardins de coral preto» foi descoberto no fundo do oceano, ao largo das ilhas do Grupo Central dos Açores, durante uma missão científica promovida pela Estrutura de Missão para Extensão da Plataforma Continental (EMEPC).
De acordo com o investigador, a descoberta só foi possível graças à utilização do ROV Luso (Veículo de Controlo Remoto), que «mergulhou» ao largo das ilhas Terceira, Graciosa e S. Jorge, a profundidades entre 400 e 1000 metros.
«Mais uma vez se confirmou a riqueza de habitats e a biodiversidade marinha do mar profundo dos Açores», frisou, esta quarta-feira, à Lusa, Pedro Ribeiro, biólogo do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores.
O Rov Luso seguiu a bordo do navio oceanográfico Almirante Gago Coutinho e descobriu «espectaculares jardins de coral preto, do género Leiopathes», que se juntam aos já conhecidos jardins de coral do Condor, da Fossa do Hirondelle e do Menez Gwen.
Nesta missão científica foram também observadas várias espécies de crustáceos, como o «Gastroptychus formosus», que é frequentemente associada aos corais negros, além de extensas áreas dominadas por esponjas e bancos de ostras, onde se encontrou o crinóide «Cyathidium foresti», considerado um fóssil vivo.
O balanço da missão é positivo, mas foi «fortemente condicionado pelo estado do mar», que obrigou o navio Gago Coutinho a alterar o rumo previsto, tendo mesmo de abrigar-se entre as ilhas do Grupo Central.
Pedro Ribeiro diz que o estado do mar prejudicou também os trabalhos, uma vez que durante os seis dias de missão com o ROV Luso, apenas três foram «bem sucedidas».
Fonte da notícia: http://diario.iol.pt

terça-feira, 28 de julho de 2009

O que se esconde na areia e na água da Ria Formosa?



Imagens da Ria Formosa retiradas de:
O Centro Ciência Viva do Algarve, em conjunto com o Centro de Ciências do Mar (CCMAR) e o Centro Náutico da praia de Faro, promovem durante todo o Verão uma série de iniciativas que tem como objectivo mostrar através de actividades experimentais a biodiversidade que se esconde na areia e na água da Ria Formosa.


Mariscador apanhando Bivalves na Ria Formosa - Imagem retirada de Flickr.com

De 21 de Julho a 11 de Setembro, todos os visitantes do Centro Náutico da praia de Faro, poderão ficar a conhecer as características dos animais que habitam em ambientes sedimentares (comunidades bentónicas) da Ria.
O Centro de Ciências do Mar (CCMAR) é uma das entidades presentes e realizará no local actividades de identificação taxonómica de bivalves, gastrópodes e poliquetas.
Explicar aos visitantes como funciona o ecossistema da Ria Formosa e que espécies o habitam é o objectivo desta iniciativa, que pretende ainda estabelecer uma ponte de ligação entre os visitantes e o método de investigação científica.
Como tal, serão recolhidos diariamente dados que servirão para projectos de investigação que decorrem no CCMAR e todos os visitantes da exposição poderão ajudar a monitorizar parâmetros ambientais como a temperatura, salinidade, pH, e oxigénio da água.
Paralelamente à actividade “em terra”, estão já agendadas saídas de campo em barco solar. Passeios numa embarcação silenciosa, movida a energia limpa e sem combustão, que permitirão aos participantes apreciar a fantástica biodiversidade, quer em termos de fauna, quer de flora da Ria.
A actividade insere-se nas actividades de Biologia no Verão, promovidas anualmente pelo Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. Para participar, basta aparecer no Centro Náutico da praia de Faro, de terça a sexta-feira, entre as 10:00 e as 17:00 (só é necessária inscrição para o passeio de barco – http://www.cienciaviva.pt/).

Fonte da notícia: cienciahoje.pt

quarta-feira, 13 de maio de 2009

"TRIÂNGULO DE CORAL" pode morrer no final do século XXI

Triângulo de coral - imagem daqui

O final do século XXI pode ditar o fim da região mais importante de recifes de coral do planeta, com 76 por cento das espécies de coral do mundo. O alerta foi dado pela «World Wildlife Fund» (WWF), avisando que a subida das temperaturas, a poluição e a sobre-pesca ameaçam esta “Amazónia Marinha”, que compreende países como a Indonésia, Filipinas, Malásia, Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão e Timor-Leste.
O apelidado Triângulo de Coral, que ocupa apenas um por cento da superfície da terra, é a casa para 30 por cento de todos os recifes de coral do mundo e para 76 por cento do número das espécies de coral conhecidas no planeta Terra.
A organização WWF apresentou um relatório na Conferência dos Oceanos, em Manado, Indonésia, que teve por base 300 artigos científicos sobre zonas costeiras, recifes e mares da região. A WWF lembra que os recifes de corais são a “base da vida de 100 milhões de pessoas”.
Ove Guldberg, da Universidade de Queensland e coordenador do estudo, disse que, “ainda não nos apercebemos da rapidez com que este sistema está a mudar”.
Segundo a WWF, 40 por cento dos recifes e mangais do Triângulo de Coral já desapareceu. “Alterámos a forma como o planeta funciona em termos de correntes [oceânicas] e isto com apenas um aumento de 0,7ºC em termos de temperatura”. “O que vai acontecer com um aumento de 2ºC?”, acrescentou a organização. No comunicado divulgado pela WWF, lê-se ainda que “até ao final do século vamos assistir à perda desta riqueza à medida que aumenta a temperatura dos oceanos, a acidez e o nível do mar e que os ambientes costeiros ficam mais fragilizados. Como resultado assistiremos ao aumento da pobreza, à diminuição da segurança alimentar e a migrações para áreas urbanas”.
O estudo estima que a capacidade dos recifes de coral de suportarem as populações caia 80 por cento. “Dezenas de milhões de pessoas serão forçadas a abandonar as zonas costeiras e rurais devido à perda das suas casas, dos alimentos e dos rendimentos”, acrescentou. Austrália e Nova Zelândia deverão ser os novos destinos destas populações. Mas a “catástrofe” poderá ser evitada se forem tomadas medidas climáticas globais e iniciativas regionais para combater a poluição e a sobre-exploração pesqueira, sublinha a WWF.
Imagem de Triângulo de coral daqui






Fonte da notícia: CienciaHoje.pt e também aqui

quarta-feira, 22 de abril de 2009

HojeÉ... Dia da Terra. Como comemorá-lo?

imagem de Chris Radcliff retirada de Flickr

Hoje é Dia da Terra.Que podemos fazer para comemorá-lo de maneira ecológica? Não gostam de manifestações. Também não é preciso. Qualquer um pode realizar pequenos gestos que em conjunto resultam em grandes actos. Enumero 10 que podem praticar não apenas hoje mas todos os dias.


1-Aconselhem aos amigos que troquem as lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo consumo.

2-Falem com os vossos conhecidos sobre os benefícios das energias renováveis, e dos problemas causados pelas energias fósseis ao nosso planeta.


3-Plantem árvores. incentivem os vossos amigos a fazer o mesmo.

4-Ensinem as crianças vossas conhecidas a apreciar e a cuidar da Natureza. Falem com elas sobre a importância da Biodiversidade.

5-Àquela pessoa que deitou lixo para o chão peçam-lhe para o apanhar e o deitar no cesto do lixo.

6-Reciclem, e convençam os vossos amigos a fazer o mesmo. Que separem o que é biodegradável e o que não o é.


7-Não usem sacos de plástico, e se tiverem que usar reciclem-nos. Difundam estas ideias entre os amigos. Milhares de animais vão agradecer-vos.


8-Informem às pessoas que não sabem, o que é o aquecimento global, e a relação que existe entre este e as variações climáticas.

9-Expliquem aos vossos amigos e familiares o que são os gases de estufa e como afectam o nosso planeta originando subidas na temperatura na nossa terra.


10-Sempre que possível, evitem utilizar transportes que contaminem. Andem a pé ou usem a bicicleta.


Nos últimos 35 anos perdemos um terço da totalidade da vida selvagem. Não é exagero. E um terço podem acreditar que é muitíssimo.

A MENSAGEM É :

Vamos cuidar do nosso planeta e estar atentos para que os demais também o façam. Por isso neste dia da Terra, façam algo pelo nosso Planeta, ainda que vos pareça tão pequeno como cada um destes 10 pontos que enumerámos.

Mensagem retirada de http://elblogverde.com/

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Novas espécies de anfíbios descobertas na Colômbia

Biólogos descobriram dez novas espécies de anfíbios na Colômbia


Pristimantis genus - Rã da chuva -AFP


Um grupo de cientistas ao serviço da organização norte-americana Conservation International descobriu, na Colômbia, 10 novas espécies de anfíbios. A investigação teve lugar na região montanhosa de Darien (Taparcuna), na fronteira com o Panamá, e a descoberta foi noticiada na segunda-feira, 2 de Fevereiro - Dia Mundial das Zonas Húmidas.
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As descobertas incluem nove espécies de rãs e uma de salamandra. A região de Darien é conhecida pela sua riqueza em espécies endémicas, e a Colômbia é um dos países do mundo com maior variedade de anfíbios - mais de 754 espécies identificadas.

Os anfíbios são considerados pelos cientistas importantes indicadores da saúde de um ecossistema e até da existência de condições para a vida humana, já que a sua pele permeável os expõe directamente aos elementos externos e à eventual degradação do meio ambiente ( a sua pele "regista" a contaminação com metais pesados, pesticidas, herbicidas e agentes responsáveis pelachuva ácida. Quase um terço da população total de anfíbios no planeta corre risco de extinção.


Actualmente, Tacarcuna é uma zona que sofre com o abate florestal, exploração de gado, caça, exploração mineira e fragmentação dos habitats. Estima-se que 30 por cento da sua vegetação natural já desapareceu.

“O elevado número de novas espécies de anfíbios é um sinal de esperança, mesmo com a grave ameaça de extinção que enfrentam estes animais em muitas outras regiões do mundo”, acrescentou.

Robin Moore, especialista em anfíbios na Conservation International, sublinhou que actualmente um terço de todas as espécies de anfíbios do planeta está ameaçada de extinção. “Os anfíbios são muito sensíveis às mudanças no ambiente (…). São uma espécie de barómetro e são os primeiros a responder a essas mudanças, como por exemplo as alterações climáticas”, explicou.

Os anfíbios ajudam a controlar a progressão de doenças como a malária e o dengue porque se alimentam dos insectos que transmitem essas doenças às pessoas.

A equipa quer trabalhar com as populações locais de Tacarcuna para que “encontrem formas mais sustentáveis para proteger os seus recursos naturais, também para seu benefício”, considerou Moore.
Fonte da Notícia: Elmundo.es

domingo, 28 de dezembro de 2008

Descoberto um Paraíso Perdido de Biodiversidade em Moçambique

Insecto hemíptero - Monte Mabu. (Foto: Julian Bayliss/Kew)

Um dos últimos lugares do planeta que tinha escapado ao escrutínio da comunidade científica o “Monte Mabu”, situado no Norte de Moçambique foi descoberto este Outono por um grupo de cientistas britânicos através do uso de uma ferramenta tão prosaica como o Google Earth.

Neste “paraíso perdido” com sete mil hectares, os cientistas identificaram, para já, três novas espécies de borboletas e uma de cobra. Em apenas três semanas, a expedição liderada por uma equipa dos Jardins Botânicos Reais de Kew, no Reino Unido, os cientistas encontraram centenas de espécies diferentes de plantas, novas populações de aves raras, borboletas, macacos e uma nova espécie de cobra gigante, camaleões pigmeus, víboras, além de uma rara orquídea. A equipe recolheu mais de 500 amostras de plantas para análise. Com os espécimes que recolheram e levaram para casa, os cientistas esperam descobrir novas espécies de plantas.A floresta na região montanhosa do Norte do país era, até então, desconhecida para a comunidade científica devido aos difíceis acessos e a anos de guerra civil (1975 – 1992). Em 2005, Julian Bayliss, cientista britânico dos Jardins Botânicos, estava à procura de um possível projecto de conservação no Google Earth, na Internet, quando descobriu aquele “bocado de verde” e decidiu ir conhecê-lo. Depois de algumas primeiras visitas, a expedição de 28 cientistas – do Reino Unido, Moçambique, Malawi, Tanzânia e Suíça - partiu em Outubro com 70 carregadores para a floresta. Segundo conta o “The Observer”, a estrada levou a expedição até uma antiga quinta de produção de chá, abandonada. Para lá, era a floresta. Foi aí que montaram acampamento durante quatro semanas e encontraram uma riqueza biológica insuspeita, como as centenas de plantas tropicais. O líder da expedição, o botânico Jonathan Timberlake salientou que "A fenomenal diversidade é muito impressionante", considerou ainda ao “Telegraph” que descobrir novas espécies não só é importante para a ciência como ajuda a salientar a necessidade dos esforços de conservação nas regiões do mundo mais ameaçadas pela desflorestação e pelo rápido desenvolvimento. Segundo ele, ainda há muitos locais como o Monte Mabu inexplorados ao redor do mundo.
No momento, os cientistas britânicos estão trabalhando com o governo de Moçambique para proteger a área descoberta e incentivar a sua conservação pela comunidade local.

Existe atualmente o risco de que o presente crescimento da economia moçambicana e sobretudo do seu sector agrícola possa ameaçar este lugar único em Moçambique e no mundo. Queimadas, abate de árvores para exploração de madeira e até conversão da zona em campos agrícolas estão a pressionar a floresta.

Esperemos que esta floresta virgem de Moçambique permaneça protegida e lamentamos que esta descoberta tenha envolvido universidades britânicas e suíças, além de cientistas moçambicanos e dos países limítrofes mas que universidades portuguesas estejam completamente fora desta que já pode ser considerada como uma das mais espantosas descobertas do ano…
Mais fotos das espécies descobertas aqui

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Save Miguel...? Who is Miguel?


www.savemiguel.com

Com vista a sensibilização da população para o uso de rolhas de cortiça evitando o uso dos sobreiros para outros fins que possam ter como consequência o seu corte, o Grupo Amorim, com a intervenção da TBWA Australiana, que desenhou o projecto, produziu a campanha intitulada "Save Miguel".

Com o objectivo de difundir esta campanha internacionalmente, contaram com a ajuda de Rob Schneider, o conhecido actor cómico presente em quase todos os filmes de Adam Sandler. Se quiseres acompanhar Schneider na sua missão por Portugal em busca de Miguel, que afinal vais descobrir tratar-se de um simpático sobreiro clica aqui e vê o video.


O aumento do uso do plástico para a produção de rolhas está a levar a uma quebra no uso da cortiça. Este facto está a provocar o seu abandono. Através de uma perspectiva ecológica esta campanha demonstra o papel que estas árvores possuem no combate às Alterações Climáticas e à poluição.

Os sobreiros que foram "descortiçados" absorvem 3 a 5 vezes mais dióxido de carbono da atmosfera que os sobreiros que não foram "descortiçados". Os sobreiros portugueses são responsáveis pela absorção anual de 4.8 Milhões de toneladas de dióxido de carbono e são também um dos principais produtores de oxigénio. Para a cortiça ser retirada não é necessário abate da árvore podendo estas regenerar a cortiça a cada 9 a 12 anos (os sobreiros vivem entre 100 a 300 anos). De referir que a cortiça é amiga do ambiente, biodegradável e totalmente reciclável. Por fim não devemos esquecer que os montados (conjunto de sobreiros) são considerados hotspots de biodiversidade no Mediterrâneo e na Europa. Um montado é a casa de cerca de 135 espécies de plantas e 42 espécies de aves, muitas delas em perigo de extinção.

Assim, o lema final, em que qualquer um pode participar (tu também) passa apenas por: comprar garrafas de vinho que tenham rolhas de cortiça. Através deste simples acto, qualquer um pode sentir que contribuiu para a sobrevivência dos sobreiros. Junta-te a esta causa.
Fonte da notícia: O blog Verde

segunda-feira, 28 de julho de 2008

As incríveis árvores de Socotra

Socotra é um pequeno arquipélago formado por quatro ilhas no Oceano Índico, em frente à costa do Chifre da África Parece ser um dos poucos paraísos na terra, onde ainda existe uma importante diversidade biológica com uma rica e diferente flora e fauna: 37% das 825 espécies de plantas de Socotra, 90% de seus répteis e 95% de seus caracóis, não existem em nenhuma outra parte do mundo, o que por si só é razão mais que suficiente para as ilhas serem consideradas património da humanidade pela Unesco .
Umas das plantas mais estranhas de Socotra é a Dracaena cinnabari, uma árvore de estranha aparência com formas de guarda-chuva. Sua seiva, de cor vermelha, era procurada na antiguidade para ser usada na medicina ou na tinturaria.