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sábado, 22 de janeiro de 2011

Os Tubarões vêem o mundo a preto e branco

Australianos descobrem que tubarões são daltónicos
Ataques podem agora ser mais fáceis de evitar
Uma equipa de investigadores australianos das universidades de Queensland e de Western Australia descobriu que apesar de gozar de uma excelente visão, o maior predador dos oceanos não distingue as cores.

Esta investigação descobriu que os olhos de algumas espécies de tubarão têm apenas células sensíveis à luz (denominadas por cones e que permitem distinguir as cores). Os seres humanos têm nas retinas três tipos distintos de cones, através dos quais é possível distinguir o azul, o verde e o vermelho. Isso permite que a maioria das pessoas consiga detectar uma ampla gama de cores.
A descoberta pode ser útil para o desenvolvimento futuro de pranchas e roupas menos atractivas para os tubarões, o que poderia ajudar a evitar alguns ataques a seres humanos, assim como desenhar redes de pesca que evitem caçar estes animais por engano, assinala Nathan Scott Hart, autor do estudo publicado na revista científica "Naturwissenschaften" .

"Enquanto algumas espécies marinhas vêm as cores, há grandes grupos que aparentemente não são capazes de as distinguir. As baleias, os golfinhos e as focas, assim como os tubarões, têm apenas um cone nas suas retinas e, portanto, são potencialmente incapazes de distinguir as cores ", explica o cientista Hart.

Para realizar esta investigação, os cientistas examinaram as retinas de 17 espécies de tubarões das águas de Queensland e da Austrália ocidental. Dessas dez espécies não tinham nenhum cone. As outras sete espécies têm cones, mas apenas de uma classe, portanto, sensíveis a um comprimento de onda e capazes de distinguir apenas uma cor. A equipa de investigadores sugere, que se as retinas dos tubarões não conseguem distinguir diferentes comprimentos de onda, provavelmente não conseguem distinguir as cores.

Entre as espécies estudadas estão o Carcharhinus limbatus, Carcharhinus obscurus, Carcharhinus cautus, Rhizoprionodon taylori, Carcharhinus Sorrah, Galeocerdo cuvier, Orectolobus maculatus e Orectolobus ornatus.

"É muito cedo para determinar o tipo de roupa que poderia minimizar as possibilidades de um ataque porque depende do número de espécies de tubarão que tem estas características", explica Hart. "Mas agora sabemos a que partes do espectro visível são os tubarões mais sensíveis e podemos iniciar os testes para determinar um objecto que tem um contraste alto ou baixo e depois utilizá-lo no teste comportamental para ver se os animais são atraídos por aqueles que têm um alto ou baixo contraste."
Dados estatísticos da organização International Shark Attack File revelam que grande parte dos ataques de tubarões envolvem mergulhadores e surfistas que usavam roupas de cores escuras.

O investigador australiano acrescentou ainda que a visão dos tubarões é semelhante à de alguns mamíferos aquáticos, como baleias, golfinhos ou focas. “Podem ter chegado à mesma concepção visual por evolução convergente, isto é, adquiriram as mesmas características biológicas, mas em linhagens independentes”, sugeriu.
Fonte: http://www.elmundo.es/

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Energia solar dentro dos olhos para recuperar a visão


A cegueira é uma doença irreversível ( com excepção de alguns casos pontuais muito específicos) que implica a perda total ou parcial da visão. A medicina tem dado passos gigantescos para preveni-la e trata-la. Está neste caso uma das últimas tecnologias que nos apresenta uma excelente e engenhosa solução: minicélulas fotovoltaicas para recuperar a visão.
Investigadores da Universidade de Stanford anunciaram recentemente o desenvolvimento de um novo implante de retina artificial que usa o poder fotovotaico e pode ajudar os cegos a verem.

Esta invenção tecnológica consiste na colocação de implantes atrás da retina, os quais recebem energia solar que irá activar um mecanismo altamente avançado que permitirá aos pacientes verem como qualquer pessoa com visão normal.

O dispositivo é colocado por detrás da retina e consiste em uma videocâmara que capta as imagens num PC que processa os dados e um LCD de infravermelhos que transmite luz infravermelha ao dispositivo fotovoltaico no interior do olho. A luz produz electricidade dentro dele, que transmitirá dados através dos nervos oculares até ao cérebro. Neste serão processadas as imagens.

O implante mede três milímetros e tem uma espessura de 0.03 milímetros e inclue três camadas de células fotovoltaicas flexíveis. O sistema é capaz de produzir imagens suficientemente claras como para reconhecer rostos e ler cartazes de publicidade nas ruas.
Imagens e notícia em:
http://www.inhabitat.com/2009/12/29/mini-photovoltaic-device-give-sight-to-the-blind/

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Super olhos de camarão inspira nova geração de DVDs

Os olhos de um crustáceo marinho poderão inspirar o desenvolvimento de futuros aparelhos leitores de discos digitais, como o DVD. A inusitada novidade está num artigo publicado no domingo (25/10) na revista Nature Photonics.
Camarão mantis - foto de Erwin Kodiat em Flickr

Super olhos - O camarão mantis é considerado o animal com os olhos mais complexos do reino animal, sendo capaz de ver em profundidade e com visão trinocular (Foto: Sterling Zumbrunn/Cortesia Conservation International).

Os olhos de um crustáceo marinho inspiram engenheiros para o desenvolvimento de uma nova geração de aparelhos leitores de discos digitais, eventuais sucessores do DVD.
O camarão mantis (Odontodactylus scyllarus) que pode ser encontrado na Grande Barreira de Coral, na Austrália tem o sistema de visão mais complexo de que se tem notícia. Animais dessa espécie são capazes de distinguir 12 cores primárias - o homem distingue apenas três - e podem distinguir entre formas diferentes de luz polarizada - algo que o homem não é capaz.

Segundo o estudo, feito por investigadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, células sensíveis à luz, presentes nos olhos do camarão, actuam como placas que alteram o plano das oscilações das ondas luminosas que passam por elas (placas polarizadoras).
Essa capacidade faz com que esses crustáceos convertam luz polarizada linearmente em luz polarizada circularmente e vice-versa. Dispositivos conhecidos como placas polarizadoras de quarto de onda fazem essa função em leitores de CD ou de DVD e em filtros polarizadores de câmeras fotográficas ou de vídeo.
Entretanto, esses dispositivos fabricados pelo homem tendem a operar bem, apenas para uma cor, enquanto o mecanismo natural dos olhos do camarão mantis funciona em quase todo o espectro de luz visível.
Esquema do olho do camarão mantis, mostrando as células R8, que superam qualquer equipamento já feito pelo homem com a mesma finalidade. [Imagem: Robert et al.]
"Nosso trabalho revelou o design e mecanismos únicos da placa polarizadora no olho do camarão mantis. Trata-se de algo realmente excepcional, que supera qualquer equipamento que o homem tenha produzido nesse sentido até hoje", disse Nicholas Roberts, principal autor do estudo.
Simplicidade inteligente
Por que esta espécie de camarão precisa de tanta sensibilidade à luz polarizada é algo que os cientistas desconhecem. Mas sabe-se que a visão polarizada é usada por animais para sinalização sexual ou para comunicação secreta, que evite chamar a atenção de predadores.
Os autores do estudo apontam que a capacidade inusitada do camarão mantis pode também actuar na visualização de presas, ao melhorar a capacidade de ver com clareza no meio aquático.
"Especialmente notável é que se trata de algo simples, um mecanismo natural composto por membranas celulares enroladas em tubos, mas que supera completamente os equipamentos artificiais", disse Roberts.
Biomimetismo
"Entender o funcionamento desse mecanismo natural poderá ajudar a fabricar melhores dispositivos ópticos, que poderiam usar, por exemplo, cristais líquidos produzidos especialmente para imitar as propriedades das células presentes nos olhos do camarão mantis", sugeriu.
Não seria o primeiro crustáceo a inspirar produtos do tipo. Em 2006, um componente presente no olho da lagosta inspirou o desenho de um detector de raio X para um telescópio europeu, em trabalho coordenado por Nigel Bannister, da Universidade de Leicester.
O artigo A biological quarter-wave retarder with excellent achromaticity in the visible wavelength region, de Nicholas Roberts e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em http://www.nature.com/

Noticia lida em http://www.inovacaotecnologica.com.br/