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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Bichos da seda produzem fios de seda colorida e luminescente

Alimentação induz larvas a produzirem seda colorida

Casulos de seda luminescente submetidos a luz UV (Credit: IMRE).




Corante é adicionado para a dieta de bicho-da- seda, nos últimos quatro dias da fase de larva, produzindo uma seda colorida - (Credit: IMRE)
Investigadores de Singapura conseguiram produzir seda colorida ao alimentarem as larvas que produzem esta fibra com corantes. Trata-se de uma abordagem que torna o processo de coloração menos dispendioso, mais "amigo do ambiente" (uma vez que se evita o tingimento convencional baseado em químicos), e ainda com potenciais aplicações na medicina, graças à luminescência do material.

Já se sabia que a alimentação do bicho-da-seda influenciava a sua cor, assim como a do casulo. No entanto esta pigmentação está limitada ao revestimento externo, composto por uma proteína chamada sericina. Esta camada tem de ser retirada até se chegar à seda utilizável, a fibroína - que não contém os pigmentos resultantes da alimentação.
De acordo com o artigo publicado na revista "Advanced Materials", uma equipa de investigadores liderada por Ming- Yong Han, da Agência para a Ciência, Tecnologia e Investigação de Singapura, alimentou bichos-da-seda com folhas de amoreira - o seu "petisco" favorito - misturadas com corantes fluorescentes de rodamina.

Várias combinações deste composto orgânico provocaram a mudança de cor das larvas, que produziram casulos com diversas tonalidades, em que a fibroína também foi afectada. Além disso, sob luzes ultra-violeta, esta seda colorida adquire tons diferentes.

Os investigadores acreditam que a interacção entre as moléculas do corante e a fibroína era o processo que faltava nas tentativas anteriores de colorir a seda através da alimentação.

Embora ainda não se saiba se a nova seda desbota, os cientistas têm esperança de que esta fibra possa ser usada na criação de suportes biocompatíveis para o desenvolvimento de vasos sanguíneos artificiais, ligamentos e outras estruturas.

Notícia lida em cienciahoje.pt

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Bichos- da- seda transgénicos produzem teia da aranha

Fios de seda, casulos e bichos da seda transgénicos [Imagem: Dr Malcolm J. Fraser., Notre Dame University]
Cientistas conseguiram produzir bichos-da-seda transgênicos capazes de produzir seda de aranha.

Embora seja um objetivo há muito tempo perseguido pelos cientistas, até hoje apenas pequenas quantidades de teia de aranha haviam sido produzidas em laboratório.

Em virtude de utilizar o bicho-da-seda, largamente explorado na indústria, como matriz, o novo processo tem potencial para ser usado em larga escala.

As teias de aranha naturais têm várias propriedades físicas únicas, incluindo uma elasticidade e uma resistência à tração significativamente superiores à dos fios do bicho-da-seda.

Segundo os investigadores, a seda de aranha artificial, produzida pelos bichos-da-seda transgênicos, apresenta propriedades de força e flexibilidade similares à seda de aranha natural.

"Esta pesquisa representa um avanço significativo no desenvolvimento de fibras de seda aprimoradas tanto para aplicações médicas como não-médicas," afirma Malcolm J. Fraser, coordenador da equipe. "A produção de fibras de seda com as propriedades da teia da aranha tem sido uma das metas mais importantes na ciência dos materiais."


O fabrico da teia de aranha pelo bicho-da-seda foi possível graças a uma técnica chamada piggyBac, desenvolvida por Fraser. PiggyBac é um pedaço de DNA, conhecido como transposão, capaz de se inserir no mecanismo genético de uma célula.

Os cientistas manipularam geneticamente os bichos-da-seda para que eles incorporassem DNAs específicos extraídos das aranhas.Quando esses bichos-da-seda transgênicos tecem os seus casulos, a seda produzida por eles não é a seda de um bicho-da-seda comum, mas uma combinação de seda de bicho-da-seda e seda de aranha.

A proteína de seda geneticamente modificada produzida pelos bichos-da-seda transgênicos melhorou consideravelmente a elasticidade e a força dos seus fios, fazendo-os aproximar-se da qualidade da seda natural de aranha.

As fibras de seda de aranha têm inúmeras aplicações biomédicas em potencial, tais como fios de sutura mais finos e mais resistentes, curativos e suportes para a recuperação ou a substituição de tendões e ligamentos.

Como são extremamente resistentes, os cientistas apontam também para a possibilidade de uso das teias de aranha artificiais como material estrutural, em roupas à prova de balas, tecidos estruturais, roupas para atletas e até melhores airbags para automóveis.

Apesar de apresentarem uma resistência superior à do aço, contudo, as sedas são materiais biológicos - formados essencialmente por proteínas - o que significa que elas se biodegradam com facilidade, o que impõe limites ao seu uso.

A pesquisa foi realizada por colaboradores da Universidade de Notre Dame, da Universidade de Wyoming e da empresa Biocraft Kraig Laboratories.

Podes ver o video (Youtube)




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