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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Já conheces o sapo cowboy, o besouro cornudo ou o peixe-gato com espinhos?

“Uma expedição científica ao Suriname embrenhou-se numa das últimas florestas tropicais virgens do planeta e identificou 1300 espécies, das quais 46 ainda não constavam da lista da biodiversidade mundial. (…)
Um peixe-gato (Pseudacanthicus sp.), coberto de espinhos para se proteger das piranhas, estava prestes a ser comido como um snack por um dos guias locais quando os cientistas repararam que esta era uma espécie ainda desconhecida e o preservaram como um espécime.
Ainda nesta floresta muito pouco estudada, os investigadores encontraram o sapo cowboy (Hypsiboas sp.), que parece ter esporas nas patas (…)

O sapo cowboy:   http://cdn.c.photoshelter.com/img-et/I000062lz4HBXwOs/s/750/mlAMZ03-04-0007.jpg
Além das 46 novas espécies, a expedição identificou 1300 já documentadas, incluindo o sapo Pac-Man (Ceratophrys cornuta), predador voraz que consegue comer presas quase do seu tamanho, incluindo aves, ratos e outros anfíbios. (…)
O grande besouro cornudo (Coprophanaeus lancifer) tem o tamanho de uma tangerina e pesa mais de seis gramas. Este animal, de cor metálica e púrpura, tem um corno na cabeça que usa como arma contra outros besouros. (…)”
Imagem - O grande besouro cornudo http://farm4.staticflickr.com/3215/3042553793_2de118cbe4_z.jpg

Leiam a notícia no Público.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mãe, como é que as ostras fazem pérolas?

Ostra com uma pérola- imagem retirada de http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pearl_oyster.jpg

A pérola é o resultado de uma reacção natural do molusco contra invasores externos, como certos parasitas que procuram reproduzir-se em seu interior. Para isso, esses organismos perfuram a concha e se alojam no manto, uma fina camada de tecido que protege as vísceras da ostra. Para defender-se do intruso, ela ataca-o com uma substância segregada pelo manto, chamada nácar ou madrepérola, composta de 90% de um material calcário - a aragonita (CaCO3) -, 6% de material orgânico (conqueolina, o principal componente da parte externa da concha) e 4% de água. Depositada sobre o invasor em camadas concêntricas, essa substância cristaliza-se rapidamente, isolando o perigo e formando uma pequena bolota rígida. As pérolas perfeitamente esféricas só se formam quando o parasita é totalmente recoberto pelo manto, o que faz com que a secreção de nácar seja distribuída de maneira uniforme. "Mas o mais comum é a pérola ficar agarrada à concha, como uma espécie de verruga. Por isso, "as esféricas são tão valiosas". O tempo médio de maturação de uma pérola é de aproximadamente três anos. Como a ostra por norma se defende muito bem dos invasores com a sua concha, o fenómeno é raro, acontecendo, na natureza, apenas um em cada 10 000 animais. No início do século XX, os japoneses inventaram uma forma simples de acelerar o processo, introduzindo na ostra uma pequena bola de madrepérola, retirada de uma concha, com cerca de três quartos do tamanho final desejado. O resultado é tão bom que, mesmo para um especialista, é difícil distinguir a pérola natural da cultivada. Substâncias presentes na água também podem ser incorporadas à pérola, por isso sua cor varia de acordo com o ambiente, gerando as mais diversas tonalidades. A pérola é a única gema de origem animal.

Até o século XVII, não existia tecnologia para polir pedras preciosas como rubis e esmeraldas, por isso as pérolas eram um dos maiores símbolos de riqueza e poder, usadas como adorno nas mais valiosas jóias da época.

A cor da pérola varia conforme as condições ambientais e a saúde da ostra: as mais comuns são rosa, creme, branca, cinza e preta

As formas da pérola dependem do formato do invasor e do local onde ele se instala. As esféricas são as mais raras e, conseqüentemente, como já foi referido mais valiosas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Flamingos usam pigmentos como cosméticos para realçar a sua cor rosa

Imagem aqui
Os Flamingos produzem secreções pigmentadas para colorir as penas e assim chamar a atenção de potenciais parceiros de acasalamento.

Um estudo realizado nas zonas húmidas do Sul de Espanha, revelou que os flamingos produzem secreções pigmentadas para as penas, de forma a evidenciarem-se para os potenciais parceiros de acasalamento. Os cientistas identificaram os pigmentos das secreções, chamados carotenóides, no óleo que as aves produzem, em glândulas próximas da base das penas.
Os cientistas descobriram que os flamingos esfregam as secreções pigmentadas nas penas, como uma "maquilhagem". Os pigmentos vermelho-alaranjados presentes no óleo ressaltam a cor característica dos flamingos. Além de arrumar as penas, muitas aves esfregam o rosto na glândula e de seguida nas penas do pescoço e do peito.

O líder do estudo, Juan Amat, diz que os flamingos gastam muito tempo na actividade de esfregar o pigmento nas penas, então quanto mais bonita visualmente é a cor da ave, mais saudável e bem nutrido é o flamingo. Se ele não esfregar constantemente as suas penas, a cor esbate-se em alguns dias. Isso significa que, tal como a maquilhagem, para se manter bonita tem de ser retocada, também a cor do flamingo deve ser reaplicada para se manter vistosa.

Os dados deste trabalho permitiram ainda determinar que este comportamento é mais marcado nas fêmeas, tal como acontece nos humanos. A cor da plumagem dos flamingos será deste modo manipulada como um sinal de qualidade de cada indivíduo. Os flamingos com cores mais fortes também se reproduzem mais e são encontrados nos habitats melhores. Desta forma a cor rosa evidenciada funciona como um poderoso sinal visual da saúde e da qualidade de nutrição dos flamingos.
Para os que querem saber mais, ler aqui

domingo, 10 de outubro de 2010

Rara, Linda, Japonesa e com o maior Genoma alguma vez encontrado é uma planta


'Paris japonica', planta com maior genoma conhecido. (Foto: Neil Roger / Flickr / Creative Commons 2.0 nc).
Botânicos da Kew Botanical Gardens britânica afirmam que a planta Paris japonica possui o maior genoma conhecido, e é encontrada no Japão. A descoberta , que realça a vulnerabilidade da planta mereceu publicação na revista científica Botanical Journal of the Linnean Society.
A Paris japonica é uma planta para jardineiros pacientes. Para obter um exemplar com 80 centímetros, é preciso um ambiente húmido, sem sol directo, com muitos nutrientes e uma paciência de santo – depois de plantada, o caule pode demorar até quatro anos a despontar. A planta é exigente e isso pode estar associado aos 152,23 picogramas (um picograma é um bilionésimo de um grama) de ADN que cada célula tem. Uma quantidade enorme, 50 vezes maior do que cada célula humana carrega, que é apenas de três picogramas.

De acordo com o estudo, o menor dos genomas conhecidos é encontrado no parasita de mamíferos Encephalitozoon intestinalis, com apenas 0,0023 pg. Antes de estudar o material genético da Paris japonica, cientistas acreditavam estar próximos do limite máximo para o volume de genomas. O record pertencia a uma espécie de peixe pulmonado encontrado em águas africanas - o Protopterus aethiopicus, com 132,83pg.
"Algumas pessoas podem questionar-se que consequência tem um genoma tão grande e se realmente importa uma espécie ter mais ADN do que outra", disse Ilia Leitch, investigadora do jardim de Londres Kew Gardens. "A resposta é um 'sim' – um grande genoma aumenta o risco de extinção", disse.

Segundo a investigadora, quanto mais ADN o genoma tem, mais a célula demora a replicar toda a molécula para poder dividir-se. "Pode demorar mais para que um organismo com um genoma maior complete o seu ciclo de vida do que um com um genoma menor", explicou a investigadora citada pela Reuters. Normalmente espécies com genomas grandes estão menos adaptadas a viver em solos poluídos e toleram mal condições ambiente extremas. "Que são cada vez mais relevantes no mundo em mudança", conclui a cientista.

Como comparação, vegetais em desertos, que precisam crescer rápido após as chuvas raras, possuem genomas pequenos. Plantas com DNAs maiores são geralmente excluídas deste tipo de habitat.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Porque é que os peixes não congelam no Árctico

A Natureza está sempre a surpreender-nos...


Imagem do peixe Macropteris maculatus e da estrutura da proteína anticongelante (Credit: Konrad Meister)
Investigadores da Universidade de Bochum-Ruhr (RUB), na Alemanha, descobriram como é que os peixes do Oceano Árctico conseguem a proeza de não ficarem congelados - possuem um anticongelante natural que funciona de forma a evitar que congelem até à morte, nas águas geladas. O estudo liderado por Martina Havenith vem publicado no «Journal of American Chemical Society».

Como funciona?
As águas do Oceano Ártico não costumam variar além dos 0°C, e o ponto de congelamento do sangue dos peixes é de 0.9 °C. Portanto, se não existisse um sistema anticongelante, os peixes morreriam. No sangue do peixe encontra-se uma proteína anticongelante (AFP - Antifreeze Protein), esta, afecta as moléculas da água, em redor do seu corpo, de modo a que permaneça fluida. Não existe nenhuma ligação química entre a proteína e água – a mera presença da primeira é suficiente.
Há pelo menos 50 anos, que estas proteínas foram encontradas no sangue destes animais e funcionam melhor do que qualquer anticongelante doméstico; no entanto, a forma como agem é que ainda não estava clara.

A equipa de investigação recorreu a uma técnica especial – a espectroscopia de terahertz –, para desvendar o mecanismo subjacente a este efeito. Com a radiação terahertz, o movimento colectivo das moléculas de água e proteínas podem ser gravadas. Desta forma, é possível mostrar uma espécie de dança permanente das moléculas (em água líquida), e, posteriormente, como é que vão introduzindo novos efeitos mais ordenados, na presença das proteínas. Inicialmente, “parece uma dança de discoteca que se transforma num minuete [dança em compasso]”, refere Havenith.

Os objectos das investigações em curso foram as glicoproteínas anticongelantes de uma marlonga (Dissostichus mawsoni), pescada durante uma expedição à Antárctida pelo norte-americano Arthur L. Devries, um dos parceiros do estudo. “Verificamos que a proteína tem um efeito especial de longo alcance sobre as moléculas de água em torno delas. É uma espécie de dinâmica camada de hidratação prolongada", acrescenta o co-autor Konrad Meister.

Segundo Martina Havenith, “o efeito que impede a cristalização do gelo, é ainda mais pronunciado em baixas temperaturas do que à temperatura ambiente”. Contudo, para congelar a água seria necessário que estivessem bastante baixas. Através da ‘complexação da AFP’ por borato reduziram fortemente a actividade anticongelante. Neste caso, também não encontraram nenhuma alteração na dança terahertz.

Os resultados fornecem evidências de como um novo modelo de glicoproteínas pode evitar que a água congele. Ou seja, a actividade anticongelante não é conseguida através de uma única ligação molecular entre a proteína e água, mas porque a AFP perturba o solvente aquoso a longas distâncias. O estudo demonstrou, pela primeira vez, uma relação directa entre a função de uma proteína e sua assinatura na faixa de terahertz.
Fonte da notícia:

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Queres uma maça? Toma duas.

Maça colhida por Ken Morrish - Photo: ARCHANT
Não , não é photoshop nem uma pintura. é uma maça de verdade, a fruta porventura a mais comum de todas as frutas e a mais popular nos centros de mesa. Não obstante a sua popularidade , esta tem a particularidade de estar perfeitamente dividida em duas, sendo por isso um exemplar raríssimo na Natureza com frequência de uma num milhão.
Esta maça que podemos apreciar na fotografia foi colhida por Ken Morrish, de 72 anos e residente em Colaton Raleigh, Devon, Inglaterra. Ken encontrou esta insólita maça que se converteu num objecto de atenção por parte de muitos curiosos, numa das árvores do seu jardim.
“Nem queria acreditar no que os meus olhos estavam vendo. A divisão em vermelho e verde ao longo do fruto é impressionantemente perfeita como se eu a tivesse pintado", disse o incrédulo Morrish, pintor e decorador e que cultiva maças há 45 anos.
Esta coloração ocorre uma vez em um milhão e surge como resultado de uma estranha mutação que consiste numa divisão anormal das primeiras duas células do fruto. Assim, o resultado produz um fruto com estas cores, que do lado vermelho é mais doce que do lado verde, já que esta cor absorve mais luz solar. Curioso, muito curioso! " Este fruto como outros seres que surgem como resultado daquelas mutações são conhecidos como quimeras.
Noticia lida em http://www.ojocientifico.com/

sábado, 25 de julho de 2009

Bico do tucano, equipado com "ar condicionado"

Tucano (Ramphastos toco) - imagem em Flickr.com

Sou um tucano toco (Ramphastos toco) e tenho o maior bico de todas as espécies de tucanos. Porque tenho um bico tão grande? Desde há vários séculos que cientistas e naturalistas questionavam o porquê destas aves terem um bico que ocupa dois terços do seu corpo. Sem dúvida que a sua função deve ser crucial.
Já foram apresentadas várias teorias para as funções do imenso bico dos tucanos, tais como, atrair os parceiros do sexo oposto, para descascar os frutos, ataque de ninhos ou para defesa. Surge agora um novo estudo, publicado esta semana na "Science" que revela a verdadeira função deste proominente apêndice. Cientistas da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), Brasil, e da Universidade Brock, em St. Catharines, Ontário, no Canadá, descobriram o motivo real do tamanho do bico do tucano: Serve para manter a temperatura corporal.
Como descobriram isso?

Filmando tucanos com câmaras de infravermelhos (onde se pode "ver" a temperatura) descobriram que os tucanos podem fazer variar a temperatura do seu bico entre 10º e 35º centígrados, graças à rede de vasos sanguíneos que percorre interiormente a grande superfície do bico. Os cientistas verificaram que a temperatura superficial do bico variava rapidamente quando o ambiente exterior aquecia ou arrefecia .Quando o ambiente exterior aquece, em poucos minutos o bico do tucano também apresenta uma subida de temperatura. Quando fica frio, o bico também arrefece, para evitar a perda de calor, para isso basta diminuir o fluxo sanguíneo nessa zona. Os cientistas deduziram que os tucanos utilizam os seus bicos para libertar calor de modo a reduzir a sua temperatura corporal durante o sono.
Assim, tal como as nossas glândulas sudoríparas, ou a língua dos cães, ou mais precisamente como as orelhas dos elefantes e dos coelhos, o bico dos tucanos serve para perder calor quando é necessário.
O estudo também mostrou que o tucano é extremamente eficaz no controle da própria temperatura corporal através do seu bico: O bico pode eliminar 100% do calor corporal ou apenas 5%, caso o fluxo sanguíneo seja interrompido.
Os cientistas explicam que como as aves não transpiram, precisam utilizar os bicos para regular a temperatura corporal.
A equipe planeia estudar como outras aves regulam a sua temperatura corporal.

Podes ver um video aqui





Site da noticia:
Esta noticia foi inicialmente lida em Elmundo.es/ e na BBC.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O caso estranho da lagosta de duas cores, pigmentos e genes explicam.

Uma lagosta que é metade esverdeada e metade avermelhada. Que imagem espectacular!

Não é uma montagem fotográfica. Esta lagosta é natural, o que torna a precisão na qual ela é dividida muito mais espantosa. Tão espantosa quanto a imagem são os conceitos biológicos envolvidos na explicação do seu aspecto.
Como surgem as cores nas lagostas?
As cores das lagostas são o resultado da interacção de três pigmentos: amarelo, vermelho e azul. A lagosta acima não produz o pigmento azul na sua metade esquerda do corpo, provavelmente por não possuir um gene importante na sua produção. É possível encontrar lagostas totalmente azuis que não possuem pigmentos amarelos ou vermelhos.


Foto: Steven G. Johnson ( aqui)

O importante é perceber que as cores de uma lagosta são determinadas pelos seus genes. Portanto, o lado direito e esquerdo da lagosta são geneticamente distintos! Chamamos os indivíduos que possuem células com genótipos diferentes de quimeras.
A pergunta é: por que as células do lado direito da lagosta têm um gene que as permite fabricar pigmentos azuis e as células do lado esquerdo não?

Para responder à questão - Um pouco sobre o desenvolvimento das lagostas

As lagostas, assim como outros artrópodos, têm o que chamamos de desenvolvimento embrionário determinado. Desta forma, quando o zigoto da lagosta se divide pela primeira vez, formando duas células, o lado direito e esquerdo são determinados, ou seja, todas as células do lado esquerdo da lagosta serão descendentes de uma das células e todas as células do lado direito serão descendentes da outra. Na divisão celular seguinte, o lado de cima e de baixo são determinados e assim por diante. Portanto, se houver alguma alteração genética nestas primeiras células, somente uma parte do animal vai possuí-la.

O caso da lagosta bicolor mostra exatamente a situação acima referida: alguma alteração genética logo depois (ou durante) a primeira divisão celular da lagosta fez com que um dos lados da lagosta não produzisse pigmentos azuis, deixando-a vermelha. Falta apenas uma única peça do puzlle: que alteração genética poderia ser?


Uma possível alteração genética que levaria à condição da lagosta acima é a chamada não disjunção. A não-disjunção ocorre quando ocorre um erro na divisão celular e uma célula recebe duas cópias de um cromossoma enquanto a outra não recebe recebe nenhuma.

No caso da lagosta, a não-disjunção aconteceu na primeira divisão celular (a que estabelece o eixo direito-esquerdo) com um cromossoma que possui um gene essencial para produzir o pigmento azul. Neste caso, o lado vermelho da lagosta ficou sem este cromossoma.
Muitas vezes não notamos quando acontece uma não-disjunção em um artrópode porque ela não resulta num fenótipo observável. Os casos mais sensacionais são quando uma espécie de artrópode tem machos e fêmeas diferentes( dimorfismo sexual) e a não-disjunção acontece nos cromossomos sexuais. Existem casos de insectos com metade do seu corpo correspondendo a macho e a outra metade a fêmea! Chamamos estes casos, que podem ser observados abaixo, de ginandromorfismo.


Borboleta - foto daqui

Antheraea frithi (mariposa) retirada daqui

Heteropteryx dilatata- Foto retirada daqui


Caranguejo-Foto daqui
É claro que é possível que tenha acontecido uma mutação no gene do pigmento azul, entre a primeira e segunda divisão celular mas a hipótese da não-disjunção é a mais provável.

Muitas pessoas não sabem mas podem acontecer exemplos de não-disjunção em humanos. Os casos mais famosos são a trissomia do cromossoma 21, que causa a síndrome de Down. Ela acontece quando um óvulo ou um espermatozóide sofre uma não-disjunção e duas cópias do cromossoma 21( que se mantiveram juntas na célula sexual ) se unem a mais uma cópia do cromossoma ( da outra célula sexual) para formar o ovo. Também existem casos de pessoas com XXX, XXY e XYY. Estas trissomias acontecem quando se verifica não-disjunção nos cromossomas sexuais.

domingo, 5 de abril de 2009

Bébé elefante cor-de-rosa encontrado em África

Mike Holding especializado em vida selvagem capturou imagens de um elefante bébé cor-de-rosa, em Botsuana, um país no sul na África, enquanto filmava uma manada de cerca de 80 elefantes no delta do rio Okavango, para um programa da BBC.


"Nós vimos (o elefante rosa) por alguns minutos apenas, enquanto a manada atravessava o rio", disse.

"Foi um momento muito empolgante para todos no acampamento. Sabíamos que era algo raro, ninguém conseguia acreditar", acrescentou.

Especialistas acreditam que o elefante bebé provavelmente é albino, o que é um fenómeno extremamente raro entre elefantes africanos.

O albinismo é comum em elefantes asiáticos, mas muito raro em espécies da África.

"Encontrei apenas três referências a filhotes albinos, que ocorreram no Parque Nacional Kruger, na África do Sul", salientou Mike Chase, ecologista que lidera a organização de cariz ambiental Elefantes Sem Fronteiras.

"Provavelmente esta é a primeira vez que um elefante albino é registrado no norte de Botsuana."
"Estudamos os elefantes da região há cerca de dez anos e esta é a primeira prova documentada de um filhote albino", acrescentou.


"O que vai acontecer com este bebé elefante albino ainda é um mistério. A sobrevivência a este raro fenómeno é muito difícil nas condições duras da África. O sol forte pode causar cegueira e problemas de pele", afirmou.
Há esperança do elefante bebé que tem entre dois e três meses sobreviver.

"Pelo facto de ter sido visto no delta do rio Okavango, ele poderá ter uma chance maior de sobrevivência. Ele pode encontrar abrigo debaixo de grandes árvores e cobrir-se de lama, o que o protegerá do sol", afirmou o ecologista.
Para já ele encontrou a sombra do corpo da sua progenitora. "Este comportamento sugere que ele sabe de sua fragilidade face ao forte sol africano e adoptou estratégias para melhorar suas hipóteses de sobrevivência."

"Aprendi que os elefantes se adaptam muito facilmente, são inteligentes e mestres na sobrevivência", acrescentou.


Fotos e fonte da notícia:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7951331.stm

sexta-feira, 6 de março de 2009

Natureza Curiosa - Um peixe muito, muito estranho!

E quando pensamos que já vimos tudo... a natureza continua a surpreender! Um peixe com uma cabeça transparente e olhos tubulares pertencente à família Opisthoproctidae. (Ver artigo sobre esta descoberta aqui.)


Os cientistas do Instituto de Investigação do Aquário da Baía de Monterey (Califórnia, EUA) conseguiram resolver um mistério já com meio século: o do Macropinna microstoma, um peixe de olhos tubulares localizados dentro de uma cabeça transparente, que vive em zonas profundas. O peixe foi descrito pela primeira vez em 1939. Sabia-se que os seus olhos eram eficazes a captar luz, mas pensava-se que estavam fixos, o que lhe permitiria apenas ter uma visão tubular, dirigida para cima. Vê a galeria de imagens. Os cientistas Bruce Robison e Kim Reisenbichler anunciaram a 23 de Fevereiro a descoberta, a partir de imagens recolhidas por um robot submarino operado remotamente: estes olhos conseguem rodar dentro de um escudo transparente cheio de fluido que cobre a cabeça do peixe, fazendo-a parecer o cockpit iluminado de um avião. Assim, o peixe pode olhar para cima, procurando presas, mas também em frente, para ver aquilo que está a comer. As saliências por cima na boca são órgãos olfactivos, semelhantes às narinas humanas. Esta espécie é um dos exemplos da forma extraordinária como os peixes das profundezas se adaptam à escuridão do seu ambiente. Tal como outros, usam os olhos tubulares para detectar as silhuetas difusas das presas que lhes passam por cima. Apesar da sua capacidade de captar luz, têm um campo de visão estreito. Se os peixes vissem apenas para cima, com as suas bocas pequenas e pontiagudas seria difícil capturarem as presas. Os espécimes que tinham chegado à superfície até agora tinham a delicada estrutura protectora da cabeça destruída, pelo que as imagens que se tinha até ao momento não permitiam vê-la nem perceber o seu modo de funcionamento. O Macropinna microstoma vive a profundidades de 600 a 800 metros. Consegue manter-se praticamente imóvel na água, e movimenta-se de forma muito precisa. Alimenta-se de vários animais pequenos, mas também de alforrecas. Os cientistas pensam que, ao detectar a bioluminescência destas presas acima da sua cabeça, o peixe se move na vertical para depois as capturar.Vê o vídeo do Macropinna microstoma narrado por Bruce Robison (legendado em português).
Site original da notícia:
Galeria de Imagens em:
Video retirado de:

sábado, 13 de dezembro de 2008

Natureza curiosa : Mariposa Estranha e Bela

A mariposa mais estranha, formosa e completamente branca dá pelo nome Pterophorus pentadactyla, é encontrada em grande parte da Europa, sendo muito comum na Grã Bretanha.Pode ser vista entre Junho e Agosto. Suas asas medem entre 25 e 30 milímetros.Cada uma das asas está dividida em 5 segmentos semelhantes a plumas. Aqui deixo algumas fotos para que admirem a sua rara beleza.




O seu Habitat:



A larva come as folhas e flores de Convolvulus ou Calystegia. É verde e apresenta pêlos. Hiberna quando é pequena, completando o seu desenvolvimento na primavera . Pupação ocorre sob uma folha.
Convolvulaceae - Calystegia sepium

Os adultos voam a partir de meados de Junho até meados de Agosto. Eles estão ativos ao entardecer e são atraídos pela luz.
Os adultos alimentam-se do nectar das flores das plantas:

Tanacetum vulgare


Achillea millefolium

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A maior flor do mundo floresce ao vivo online

A flor maior do mundo é conhecida como "flor cadáver". Este nome deve-se ao cheiro horrível que liberta quando floresce. Quando acontece a floração o evento é grandemente celebrado já que só ocorre uma vez num período de muitos anos. Agora, graças ao Milwaukee Public Museum, podemos acompanhar aqui ao vivo como floresce a flor cadáver.
Aproveitando este evento, vamos conhecer melhor esta estranha flor, originária da ilha de Sumatra, Indonésia.

O seu nome científico é Amorphophallus titanum, é uma espécie da família das aráceas. É das plantas mais raras ao cimo da terra . Para terem uma ideia do seu tamanho , o maior exemplar conhecido foi apresentado na Alemanha em 2003 e media 2,74 metros de altura. O seu tubérculo, do qual sai um caule de um metro de altura, tem uma única folha e uma única flor.

A floração da flor cadáver é algo bastante atractivo para os apaixonados das flores já que um exemplar pode viver 40 anos e neste período só florescer 3 ou 4 vezes.
A flor que na verdade não corresponde a uma única flor, pois trata-se de uma inforescência (a maior inflorescência do mundo), consegue atingir uma elevada altura chega a crescer 10 cm por dia, é capaz de chegar aos 2,50 metros com 1 metro de diâmetro . Mas um paradoxo, estas flores únicas duram apenas três dias...

A flor cadáver não só se caracteriza por ser a maior flor do Mundo mas também por que quando floresce exala um odor( fedor) a peixe podre e açúcar queimado , tão horrível que é quase impossível permanecer junto dela por muito tempo.O odor pode cheirar-se a milhas de distância. Claro que a flor pouco se importa com os nossas sensações já que este odor é para atrair os insectos( moscas polinizadoras) que têm a importante tarefa de levar o pólen de uma flor para outra para elas se reproduzirem.



A flor cadáver do Museu de Milwaukee não floresceu até agora , assim não podemos perder esta oportunidade única de o presenciarmos ao vivo.
Ler mais em:

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Natureza curiosa: Um animal com muito coração

POLVO - UM ANIMAL COM MUITO CORAÇÃO...


O polvo é um molusco, nome dado aos animais de corpo mole, e pertence à Classe Cephalopoda (que significa "pés na cabeça") e à Ordem Octopoda ("oito pés").
Dotado de uma invejável inteligência entre os chamados “animais irracionais” (catalogação que não gosto de usar), a sua fama precede-o. Quem não se recorda de ter visto aquela experiência do polvo e do frasco fechado com alimento? Tem, efectivamente, um cérebro bem desenvolvido e uma fabulosa visão.

Tem a capacidade de mudar constantemente a cor e textura da sua pele para imitar a área onde se encontra, sendo esta capacidade de camuflagem a sua principal forma de protecção.

Quando se fala do polvo, uma das mais fantásticas curiosidades é o facto de não ter quaisquer estruturas esqueléticas, ao contrário dos seus "primos" chocos, lulas e nautilus. A única estrutura rígida presente no seu corpo é o bico, cuja composição se assemelha… às nossas unhas.

Com dois olhos, uma boca, oito tentáculos (cada qual com cerca de 240 ventosas), o polvo tem ainda algo que o torna realmente especial.

Não tem um, nem dois, mas três corações.
Dois dos corações estão localizados junto de cada brânquia e bombeiam o sangue oxigenado para um terceiro, mais poderoso e central, que tem como função distribuir o sangue para o resto do corpo, com uma pressão considerável. São estes três corações que permitem ao polvo ter aquela destreza e invejável manobrabilidade na água.

Não sendo o rei dos oceanos (pese embora o facto deste ter sangue azul...) mas um poderoso e inteligente predador dos mares, o polvo é, como será fácil de perceber, um animal com muito coração...

Texto escrito pelo Biólogo João Neves em http://zoomarine.bloguedrive.com/