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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Relâmpago, uma maravilha natural, filmado em câmara lenta

Um relâmpago é uma descarga eletrostática aleatória. É o resultado de um forte desequilíbrio de carga elétrica entre dois pontos. Normalmente entre as nuvens, e por vezes, também, entre as nuvens e o solo. Eles são rápidos, violentos e perigosos mas também um dos espetáculos mais fascinantes da natureza.
Um relâmpago visto a olho nu é apenas um vislumbre passageiro do poderoso trovão que se segue. Tudo acontece demasiado rápido para conseguir realmente perceber o que aconteceu.
O vídeo em questão mostra o desenvolvimento e a formação de um relâmpago a 7207 fotogramas por segundo. Vídeo postado por Tom A. Warner, da ZT Research, mostra um relâmpago a acontecer em câmara lenta.



Fonte:http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2681584

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Encontrada a Rã Mozart e mais cinco espécies supostamente extintas

BOAS NOTÍCIAS PARA A CIÊNCIA, NO MUNDO DA BIODIVERSIDADE
Seis espécies de rãs que se julgavam extintas há mais de vinte anos foram encontradas no Haiti, anunciaram membros da organização privada Conservation International e do Amphibian Specialist Group (ASP).

Os animais autóctones daquela região foram encontrados numa expedição realizada em Outubro em que os especialistas exploravam uma zona montanhosa no sudoeste do Haiti na expectativa de encontrarem a rã Eleutherodactylus glanduliferoides, que já não era vista há 25 anos, e de fazerem a avaliação de outras espécies de anfíbios.

Embora não tivessem encontrado a rã que procuravam, foram “presenteados” com outras seis que acreditavam estar desaparecidas, como a “rã Mozart” (E. Amadeus), cujo o nome deriva dos sons que emite, semelhante a notas musicais.
Outras das espécies encontradas foram a “rã ventríloqua de Hispaniola” (E. dolomedes), a "rã das glândulas campainha" (E. glandulifera), caracterizada pelos seus olhos azul safira, e a "macaya manchada" (E. thorectes), que, com 1,51 centímetros, é uma das menores rãs do mundo.

Também foram encontradas a "Hispaniolana coroada" (E. Corona) e a "macaya buraqueira" (E. parapelates), que apresenta grandes olhos negros e manchas brilhantes cor-de-laranja nas coxas.
Notícia em cienciahoje.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Encontrado o Trisavô do Girassol


Quatro Girassóis Colhidos - Tela 600 x 354 - OST - 1887 (VINCENT VAN GOGH)

O nome do gênero do girassol, Helyanthus, vem de duas palavras gregas, helios, que significa "sol" e anthos, que quer dizer "flor". Ele foi venerado como símbolo do sol pelos incas do Peru e, mais tarde, pelos índios norte-americanos. Existe uma lenda clássica que conta que Clitia, uma ninfa da água, se apaixonou perdidamente por Apolo, o Deus-Sol. A sua paixao era tão grande que diariamente se sentava no campo sobre a erva e seguia-o, na sua viagem, pelo firmamento desde o amanhecer até ao por do sol. Clitia esqueceu-se de comer e beber de tal forma que o seu corpo começou a ganhar raizes acabando por transformar-se num girassol. Uma flor que não esqueceu nunca o objecto do seu amor e continua a seguir, todos os dias, com a sua coroa dourada o movimento do sol.
Fóssil da Patagónia de flor da família do girassol - Divulgação/Science

Qual o local onde a ninfa floresceu para adorar Apolo continuou um mistério até ao momento.
No entanto, a descoberta de um fóssil intacto de uma flor numa rocha na Patagónia sugere que as asteráceas onde se incluem os girassóis e as margaridas, apareceram há cerca de 50 milhões de anos, ( muito antes do que se pensava) onde é hoje, a América do Sul, de acordo com artigo publicado na prestigiada revista 'Science'.
Origem e evolução
O girassol ('Helianthus annuus') pertence a família botânica das 'Asteraceae', uma das mais abundantes e diversificadas do mundo. Também designadas por 'compostas', reúnem mais de 23.000 espécies distribuídas por todo o mundo, à excepção da Antárctida, entre as quais se encontram crisântemos, margaridas, dálias, dentes de leão, cardos e alcachofras. Os membros desta família cosmopolita distribuem-se desde as regiões polares até aos trópicos, tendo conquistado todos os habitats disponíveis.
Segundo o jornal “Daily Mail”, os fósseis que tinham sido encontrados até agora consistiam apenas em alguns grãos de pólen. Ainda assim, estes registos permitiram saber que esta família teve origem num antecessor comum com outras duas famílias - Goodeniaceae e Calyceraceae - que se desenvolveu naquilo que hoje é a Antárctida. Quando a Antárctida começou a arrefecer, este tronco comum migrou para a Austrália e América do Sul. Num período entre há 56 e 23 milhões de anos, este tronco comum subdividiu-se.

A descoberta – coordenada pela paleobióloga Viviana Dora Barreda, do Museu das Ciências Naturais da Argentina, em Buenos Aires - oferece “provas evidentes da família dos girassóis num estádio ainda muito primitivo da sua diversificação”, escreve também na revista “Science” o botânico Tod Stuessy, da Universidade de Viena.

Além disso, este fóssil sugere que o clima naquela época era relativamente húmido, com temperaturas médias de 19 graus Célsius, escreve o site “Scientific American”.

“Mas ainda há muito a aprender sobre a evolução e biogeografia da família dos girassóis”, alertou Stuessy. “Mesmo que os cientistas aceitem que a origem dos girassóis está na América do Sul, ainda não é claro como é que esta família colonizou rapidamente todo o planeta e se tornou tão diversa”, tendo dado origem às 23 mil espécies que se conhecem actualmente acrescentou. Barreda questiona-se ainda, por exemplo, sobre qual o papel destas plantas no ecossistema e como seriam polinizadas.
Noticia lida em elmundo.es e publico.pt

domingo, 11 de outubro de 2009

"Nossa Estação Biológica" Galardoada em Barcelona

A Estação Biológica do Garducho, na Amareleja (Mourão), da autoria do arquitecto João Maria Trindade, foi galardoada no dia 8 com o Prémio FAD 2009 de arquitectura, o mais importante galardão da arquitectura ibérica, outorgado em Barcelona (Espanha) .
A Estação Biológica do Garducho, propriedade do CEAI, está integrada na Rede Natura 2000, sendo um local de abrigo e de reprodução de várias espécies emblemáticas e ameaçadas de extinção, como a Águia-imperial-ibérica, a Águia de Bonelli, a Abetarda, o Sisão e o Cortiçol-de-barriga-preta.
O júri do certame deste ano destaca na obra arquitectónica de João Maria Trindade, o facto de “gerar lugares e emoções no meio de uma paisagem sem fim”.
“Aprecia a forma como eleva a sua potente massa, deixando passar sob a sua sombra o território e a vida da fauna”, explica a acta do júri.
Para Arcadi Pla y Masmiquel, presidente do júri, tratou-se de reconhecer “a dupla visão” do centro do Garducho, que cria uma “peça singular, que lê a paisagem, criando um momento que avalia e se integra na própria paisagem”.
“É uma peça que quase levita sobre a paisagem e que nasce para acolher um centro de investigação sobre a própria paisagem”, explicou à Lusa.
“Mesmo sem ser esse o objectivo, demo-nos conta nas últimas reuniões que estávamos a avaliar uma nova forma de arquitectura sustentável, que vê a natureza de outra forma, não como um lugar apenas para colonizar, mas para valorizar”, disse.
Imagens da espectacular obra podem ser vistas aqui. O sítio da Estação Biológica é este. A artista Fernanda Fragateiro está lá a fazer um trabalho, baseado em obras literárias (por exemplo, "Breves Notas sobre a Ciência", de Gonçalo M. Tavares) com o apoio da Gulbenkian.
Noticia em : Público.pt e De Rerum Natura

terça-feira, 14 de julho de 2009

O Livro "Vidas a Descobrir" revela-se hoje na Gulbenkian


VIDAS A DESCOBRIR - MULHERES CIENTISTAS DO MUNDO LUSÓFONO


É Hoje, dia 14 de Julho, às 19h, que é apresentado, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o livro “Vidas a Descobrir – Mulheres Cientistas do Mundo Lusófono”. Todos os leitores estão convidados a assistir ao evento e a marcar presença num dos momentos mais importantes do ano para a Associação Viver a Ciência. Confirmadas estão as presenças e intervenções de João Caraça, Joana Barros e Nuno Crato. Mas o evento é de partilha: todos os presentes podem participar, partilhar e questionar.


As cientistas em relevo neste livro representam três continentes e várias nacionalidades. As suas trajectórias profissionais são tão diversas quanto os seus interesses científicos, ilustrando a multiplicidade de experiências e talentos com que contribuem para o desenvolvimento científico e para a sociedade como um todo. A variedade dos seus percursos profissionais demonstra que não existe uma fórmula única para o seu sucesso em áreas onde por regra eram as únicas mulheres ou faziam parte de uma reduzida minoria. Contudo, há algo que inequivocamente partilham e que contribuiu para o seu êxito como cientistas: a paixão pelo que fazem e a perseverança perante as dificuldades e os obstáculos com que se deparam.

Se quiseres saber mais lê em


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Em busca do segredo da teia da Tarântula


Cientistas da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, procuram descobrir o segredo da incrível resistência da teia das tarântulas. O fio de seda da sua teia é mais forte que o aço, e ao mesmo tempo extremamente leve e flexível.

Dezenas de tarântulas estão sendo estudadas para descobrir como elas fabricam a seda de suas teias, um material muito diferente do produzido por outras aranhas, mas até ao momento pouco estudado. Se conseguirem coompreender como as aranhas fabricam a poderosa teia, os cientistas vão estar mais próximos de produzir uma teia sintética em laboratório. Caso seja possível fabricar o material em escala industrial, a teia artificial poderia ter aplicações que vão desde linhas para costuras cirúrgicas até materiais plásticos ou mesmo roupas.

Um laboratório britânico (Spiderlab )procura determinar qual o gene que produz a proteína da seda usada pelas tarântulas para fabricar os fios das suas teias. O objectivo (ambicioso) é o de sintetizar artificialmente a proteína da seda das aranhas e produzir fios tão ou mais resistentes do que o produto natural. O que seria muito útil, atendendo às qualidades do original testado por milhões de anos de evolução.

Os fios das teias de aranha são dos mais resistente que há e pensa-se que são susceptíveis de múltiplas aplicações. Só há um problema: não é possível a produção em massa, pois quando muitas tarântulas coexistem no mesmo espaço, tendem, naturalmente, a comerem-se umas ás outras, o que como é lógico seria a falência de qualquer negócio.

O desafio é, assim, criar formas de produção artificial de teias de aranha - o objectivo do SpiderLab (O Laboratório das Aranhas), a funcionar na Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha.

Até hoje, já foram identificados alguns dos genes responsáveis pela criação dos fios de seda, e até se conseguiu criar a proteína da seda, mas a produção do fio susceptível de utilização prática, não tem obtido bons resultados. A investigação levada a cabo em Nottingham, tem como primeiro objectivo estabelecer o perfil das cerca de 900 espécies de tarântulas, que são por si uma família autónoma na grande árvore dos aracnídeos, que conta, no total, mais de 35 mil espécies. Estas poderão ter desenvolvido outros tantos tipos de comportamentos e outros tipos de seda.

Uma das investigadoras ligadas ao projecto, Dra Sara Goodacre, explicava ontem à BBC que "a seda das tarântulas é ainda uma área pouco estudada (...) e pode revelar-se algo diferente de tudo aquilo que sabemos até agora".

As tarântulas separaram-se das outras espécies de aranhas "há alguns milhões de anos (...) e isto, em termos de produção de seda, pode ter originado algo verdadeiramente distinto".

Para o Laboratório das Aranhas britânico não se trata só de determinar a especificidade da seda das tarântulas, mas também estabelecer que tipos diferenciados de seda podem originar, consoante a espécie deste tipo de aracnídeos.

O laboratório de Nottingham tornou-se, assim, numa espécie de "jardim zoológico" para tarântulas de todos os tamanhos e feitios. Lê-se na reportagem da BBC que algumas são tão agressivas como qualquer outro animal feroz, enquanto outras são "tão dóceis, como a tarântula rosada do Chile, que pode ser tratada como um animal de estimação"!

O primeiro aspecto que está a ser investigado são as razões das tarântulas serem capazes de se especializarem em tantos tipos diferentes de seda e em diferentes modos de produção. "Sabemos que há espécies que vivem no chão e criam a sua teia neste plano, outras escavam verdadeiras tocas para tecer a sua teia e outras tecem-nas recorrendo a estratégias aéreas, utilizando os ramos das árvores". A primeira questão é saber, pois, se o tipo de seda que resulta destas opções "é exactamente o mesmo e se o utilizam da mesma forma".

Em Nottingham já foi isolado o material genético do órgão produtor de fio nas tarântulas, a fiadeira, onde as moléculas líquidas da seda são transformadas em fio.

A investigação centra-se agora na identificação dos genes da fiadeira, no seu número e modo de operar. Este será um pequeno passo na longa caminhada para a produção artificial da proteína da seda das aranhas.
Vê o vídeo no site de BBC news

terça-feira, 28 de abril de 2009

Criação de Novo Logótipo Ecológico da UE


A Comissão Europeia anunciou ontem em Bruxelas o lançamento de um concurso com vista à criação do novo logótipo europeu para produtos biológicos, destinado a todos os estudantes de arte e design dos 27 Estados-membros da União Europeia(UE).
O novo logótipo da UE para produtos biológicos será obrigatório para todos os produtos biológicos pré-embalados originários dos 27 Estados-Membros que cumpram as normas de rotulagem, e o símbolo que vencer o concurso será adoptado como logótipo oficial em Julho de 2010.
O concurso desafia os estudantes a conceberem um logótipo original e atractivo, que conjugue os vários aspectos da agricultura e produção biológica.
O concurso é aberto a todos os cidadãos da UE inscritos numa instituição de ensino superior de arte ou design com sede num dos países da união, podendo as candidaturas ser submetidas na página da Internet "www.ec.europa.eu/organic-logo", até 25 de Junho próximo.


O vencedor levará 6.000 euros para casa. Os segundo e terceiro premiados recebem respectivamente prémios no valor de 3.500 e 2.500 euros.
Fonte da notícia: http://dn.sapo.pt/

sábado, 27 de setembro de 2008

A "Noite dos investigadores " 08 aconteceu...no CCB

A "Noite" já terminou...

Mas podemos recordar com imagens tudo o que aconteceu durante algumas horas, em que a ciência, os nossos jovens alunos e outro público se misturaram num clima de festa e descoberta.


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Noite Europeia dos Investigadores 2008-Festa da Ciência


O Instituto Gulbenkian Ciência está a organizar o evento "Noite dos Investigadores" a realizar no Centro Cultural de Belém no dia 26 de Setembro entre as 14 horas e a OO horas. Este evento vai realizar-se simultaneamente no Porto e em várias cidades Europeias e tem como objectivo promover a aproximação dos cientistas ao público em geral, de forma a desmistificar a sua imagem e revelar o seu papel essencial na sociedade.

A Noite dos Investigadores 2008 é uma iniciativa do Programa Marie Curie no âmbito do Sétimo Programa-Quadro da Comissão Europeia (FP7-People) (http://ec.europa.eu/research/researchersineurope ). Tem como objectivo aproximar os cientistas dos cidadãos e decorrerá em simultâneo, em várias cidades europeias, no dia 26 de Setembro,.

Em Portugal, o evento está a ser organizado por um consórcio composto pelo Instituto Gulbenkian de Ciência (http://www.igc.gulbenkian.pt/ ), pela Universidade do Porto (http://www.up.pt/ ) e pela Inova+ (http://www.inovamais.pt/ ).

Em Lisboa, as actividades decorrerão no Centro Cultural de Belém, e incluirão:

Caminhada pela Ciência
Speed-dating com cientistas
Experiências científicas
Exposições de ciência e arte
Palco ‘Bandas de Cientistas’
Ciência interactiva no Champimóvel

Neste evento prevê-se a participação de 6000 pessoas desde crianças e jovens, estudantes, pais, professores e educadores,empresas,universidades, institutos, unidades de investigação, associações empresariais, decisores locais e profissionais de comunicação.

A partir das 14 horas estarão asseguradas 10 horas de animação, descoberta e debates, entre cientistas e públicos de todas as idades.

O clube Ciência em Movimento foi convidado e aceitou participar nesta Noite dos Investigadores.