quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Molusco sua adaptação a acidez pode dar pistas para o futuro dos sistemas marinhos


Novo molusco dá pistas sobre futuro dos sistemas marinhos
"Polyconites Hadriani" descoberto em Portugal e Espanha

"Polyconites Hadriani' (Foto: Eulàlia Gili)

A ciência tem agora novas pistas sobre a evolução dos sistemas marinhos modernos graças à descoberta de uma nova espécie de molusco - o 'Polyconites Hadriani', que foi encontrado em várias zonas da Península Ibérica e que ao longo da sua existência adaptou-se à acidificação dos oceanos.

Segundo o estudo publicado no "Turkish Journal of Earth Sciences" , os investigadores consideraram este invertebrado o mais antigo do género 'Polyconites', da família 'Polyconitidae', um tipo de molusco marinho já extinto. Pensava-se que o mais antigo deste ramo era o 'Polyconites verneuili', que existe na Espanha e na Turquia.

Eulàlia Gili, da Universidade Autónoma de Barcelona e uma das autoras do estudo, diz que ambos são semelhantes na forma. Contudo, o recém-descoberto é mais pequeno, visto que tem menos três centímetros de diâmetro, e a espessura da sua concha também é três milímetros menor.
A nova espécie foi encontrada em bacias espanholas e portuguesas, onde crescem em agregados densos nas margens das plataformas marinhas de carbonato há 114 milhões de anos, destacou a investigadora.
Adaptação aos "novos" oceanos

Este molusco surgiu no Aptiano Inferior, época compreendida entre 125 milhões e 112 milhões de anos atrás que correspondeu a um período turbulento e de grandes mudanças climáticas. O 'Polyconites Hadriani' viveu assim o primeiro momento anóxico oceânico do Cretáceo (entre 135 e 65 milhões de anos atrás). A anoxia consistiu na ausência de oxigénio no fundo do mar, que provocou o enterro massivo de carbono orgânico e o arrefecimento do clima.

O facto de a concha desta nova espécie ser mais grossa do que a do seu antecessor, do género 'Horiopleura', pode estar relacionado com a adaptação a águas mais frias e com mais acidez, devido ao aumento da solubilidade do dióxido de carbono atmosférico, explicou a geóloga.

Na sua opinião, "a resposta destes moluscos à acidificação dos oceanos pode ser aplicada à futura evolução dos actuais sistemas marinhos, nomeadamente para os organismos cujas conchas ou esqueletos são formados por carbonato de cálcio".

notícia lida em cienciahoje.pt

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Just shoot me...


So shoot me! Photo courtesy Suzanne Niles

Este é o original e sugestivo nome de uma campanha/concurso de fotografia em prol da conservação dos anfíbios, organizada pela organização Amphibianark.

Dirigido a todos os interessados, profissionais e amadores, é uma oportunidade para procurar os melhores ângulos e poses nos anfíbios próximo de si. E as melhores fotografias terão lugar especial no calendário oficial de 2012...

Mais informações na página electrónica oficial do evento.
informação retirada de
http://zoomarineblogue.blogs.sapo.pt/

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Estudo mostra que afinal as cobras tinham patas ...no passado

Fóssil de uma cobra que viveu há 95 milhões de anos ajudou uma equipa de investigadores a compreender melhor como é que estes animais perderam as patas e a traçar a sua origem, segundo um estudo publicado hoje na revista “Journal of Vertebrate Paleontology”.
O fóssil da cobra foi encontrado no Líbano há dez anos (Foto: Alexandra Houssaye).


Apenas são conhecidos três espécimes de cobras fossilizadas com ossos de patas bem preservados. A Eupodophis descouensi, a cobra estudada por esta equipa de investigadores – liderada por Alexandra Houssaye, do Museu de História Natural de Paris –, foi encontrada há dez anos no Líbano.

Com um comprimento total de 50 centímetros, o fóssil revela uma pequena pata traseira com cerca de dois centímetros, junto à pélvis do animal. Apesar de o fóssil mostrar apenas uma pata à superfície, uma segunda pata está escondida na rocha, conforme o revelou um exame feito com recurso a uma nova tecnologia de radiação electromagnética.

“Este fóssil é crucial para compreender a evolução das cobras, dado que representa um estádio evolutivo intermédio, quando as cobras antigas ainda não tinham perdido totalmente as patas que herdaram de lagartos antigos”, explicam os autores do estudo, em comunicado.

Graças à nova tecnologia, que permitiu imagens de grande detalhe da pata escondida na rocha, os cientistas acreditam que a espécie perdeu as patas porque estas cresceram mais lentamente ou durante um período de tempo mais curto. “A revelação de uma estrutura interna dos membros da Eupodophis permite-nos investigar o processo da regressão dos membros na evolução das cobras”, explicou Alexandra Houssaye.

Além disso, os investigadores – entre os quais cientistas da European Synchrotron Radiation Facility (ESRF), em Grenoble, França, e do Karlsruhe Institute of Technology, na Alemanha - esperam contribuir para lançar luz sobre um debate relativo à origem das cobras: será que evoluíram a partir de um lagarto terrestre ou de um que viveu nos oceanos. Este estudo – que mostrou a estrutura interna dos ossos da pata da cobra - aponta para a primeira hipótese, dada a semelhança com lagartos terrestres.
noticia lida em publico.pt
imagem em
http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-12393387

Cabelo pode denunciar consumo de álcool até seis meses depois

Investigadores do Trimega no dia de estreia do novo laboratórioWARNING! Se bebeu, esconda o cabelo! Ele pode denunciá-lo até seis meses depois de uma noite de copos mais desregrada. No seu primeiro dia de trabalho no novo laboratório em Manchester, a Trimega Labs recebeu o «Ciência Hoje», entre diversos meios de comunicação europeus, para uma visita guiada a esta que é uma das mais inovadoras empresas no âmbito da ciência forense e a primeira a testar o consumo de álcool através do cabelo.

A visita foi organizada pela UK Trade & Investment (UKTI) e pela Manchester’s Investment and Development Agency (MIDAS), parte de uma iniciativa que levou os jornalistas a duas das cidades mais activas da ciência britânica – Nottingham e Manchester.

O director-executivo da Trimega Labs, Avi Lasarow, recebeu os jornalistas com entusiasmo. “É o primeiro dia neste laboratório e estamos muito orgulhosos. É bom estar em Manchester, onde as coisas mais excitantes no campo da ciência forense estão a acontecer”, afirma.

Criada em 2005, a empresa, que começou por operar em Londres, desenvolveu uma série de técnicas inovadoras para testar o abuso de vários tipos de drogas – lícitas ou ilícitas. É actualmente líder na detecção do consumo destas substâncias através de análises a cabelos.

A grande inovação é a detecção do consumo de álcool de longa duração. “Enquanto os testes à urina e ao sangue são eficazes apenas para detectar o consumo de alguns dias, os testes ao cabelo – chamados testes aos ésteres etílicos de ácidos gordos (fatty acid ethyl esters - FAEE) podem identificar o consumo de entre dois e seis meses”.

Estas análises são geralmente solicitadas por tribunais, forças policiais, companhias de aviação, serviços de adopção ou serviços de saúde. Pelo prestígio e importância que já tem a nível internacional, a companhia tem também apoio governamental, que promove a facilidade no acesso a países estrangeiros.

Avi Lasarow, director-executivo da Trimega LabsOs serviços da empresa são diversificados. Aquando do acidente do avião da Afriqiyah Airways na Líbia, em Maio de 2010, foi contratada pelo governo daquele país para proceder a testes de identificação das vítimas.

Outra das parcerias internacionais acontece com a África do Sul. “O programa de controlo de tratamento com pessoas infectadas HIV/Sida estava a ter de enfrentar diversos problemas. Começou a verificar-se que haveria algumas pessoas que utilizar esse programa governamental, através do qual se fornece gratuitamente anti-retrovirais para o tratamento da doença, para venderem posteriormente o medicamento no mercado negro”, explica Lasarow.

A Trimega foi então contratada para testar quem tomava ou não os medicamentos. “Quem não tomava era excluído do programa, pois este custa muito dinheiro ao Estado sul-africano”, diz o director-executivo.

Como funciona o teste FAEE

O consumo de álcool não é tão fácil de detectar através do cabelo como o de drogas. Isto porque o etanol (álcool etílico) torna-se presente com muita facilidade em todo o cabelo, mesmo no dos abstémicos. A verdade é que basta estar num bar para o etanol ser detectado no cabelo.

Para evitar encontrar os traços que são provenientes do meio ambiente, e porque ao contrário das outras drogas consumidas, o álcool não é depositado directamente no cabelo, teve de se procurar produtos directos do metabolismo do etanol.

Uma parte do álcool reage com ácidos gordos para produzir ésteres. A soma das concentrações de quatro ésteres etílicos de ácidos gordos é utilizada como indicador do consumo de álcool. À medida que o cabelo cresce, absorve estes marcadores, bem como os EtG.

O primeiro entra no cabelo através da camada externa de sebo. Os outros, formados quase exclusivamente no fígado, são depositados no cabelo através do suor. Quantos mais marcadores, maior o consumo de álcool.
notícia em cienciahoje.pt

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Popeye tinha razão! Afinal os espinafres fortalecem os músculos



O estudo foi realizado na Suécia. O Popeye tinha razão quando dizia que a sua força provinha dos espinafres. O famoso marinheiro, sempre que queria fortalecer os músculos, “engolia” uma lata desta hortaliça, ficando de imediato com os seus bíceps sobrevalorizados, sendo um exemplo a imitar pelos meninos de todo o mundo.

Apesar do efeito não ser instantâneo, como acontecia com a personagem criada em 1929, o estudo publicado na revista "Cell Metabolism" revela que comer um prato de espinafres todos os dias aumenta a eficiência muscular.

Segundo o artigo, que faz capa da publicação científica, o consumo de 300 gramas de espinafres reduz em cinco por cento a quantidade de oxigénio necessária para o funcionamento dos músculos quando se faz exercício físico.
O segredo dos músculos fortes não está no ferro, embora este exista em grande quantidade nos espinafres, mas nos nitratos, que chegam com mais eficiência às mitocôndrias, organitos que produzem a energia nas células. "É como se puséssemos combustível nos músculos. O espinafre faz com que funcionem com muito mais suavidade e eficácia", afirma o autor do estudo, Eddie Weitzberg, do Instituto Karolinska, de Estocolmo.

Ao longo de três dias, o investigador deu a um grupo de voluntários suplementos puros de nitrato numa quantidade equivalente à de um prato de espinafres.

Antes e depois desta dieta, os voluntários pedalaram numa bicicleta ergométrica enquanto o consumo de oxigénio era medido, tendo-se verificado que foi entre três e cinco por cento menor no final. "É um efeito profundo e significativo. Demonstra que afinal o Popeye tinha razão", comentou o especialista.
É de salientar ainda que os espinafres são muito importantes na alimentação pois aportam muitos outros nutrientes, tais como magnésio e vitamina C. Também facilita o trânsito intestinal, sendo ideal para atletas e pessoas que desejem perder peso sem deixar de nutrir-se adequadamente.

Notícia lida em cienciahoje.pt e ojo cientifico.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mãe, como é que as ostras fazem pérolas?

Ostra com uma pérola- imagem retirada de http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pearl_oyster.jpg

A pérola é o resultado de uma reacção natural do molusco contra invasores externos, como certos parasitas que procuram reproduzir-se em seu interior. Para isso, esses organismos perfuram a concha e se alojam no manto, uma fina camada de tecido que protege as vísceras da ostra. Para defender-se do intruso, ela ataca-o com uma substância segregada pelo manto, chamada nácar ou madrepérola, composta de 90% de um material calcário - a aragonita (CaCO3) -, 6% de material orgânico (conqueolina, o principal componente da parte externa da concha) e 4% de água. Depositada sobre o invasor em camadas concêntricas, essa substância cristaliza-se rapidamente, isolando o perigo e formando uma pequena bolota rígida. As pérolas perfeitamente esféricas só se formam quando o parasita é totalmente recoberto pelo manto, o que faz com que a secreção de nácar seja distribuída de maneira uniforme. "Mas o mais comum é a pérola ficar agarrada à concha, como uma espécie de verruga. Por isso, "as esféricas são tão valiosas". O tempo médio de maturação de uma pérola é de aproximadamente três anos. Como a ostra por norma se defende muito bem dos invasores com a sua concha, o fenómeno é raro, acontecendo, na natureza, apenas um em cada 10 000 animais. No início do século XX, os japoneses inventaram uma forma simples de acelerar o processo, introduzindo na ostra uma pequena bola de madrepérola, retirada de uma concha, com cerca de três quartos do tamanho final desejado. O resultado é tão bom que, mesmo para um especialista, é difícil distinguir a pérola natural da cultivada. Substâncias presentes na água também podem ser incorporadas à pérola, por isso sua cor varia de acordo com o ambiente, gerando as mais diversas tonalidades. A pérola é a única gema de origem animal.

Até o século XVII, não existia tecnologia para polir pedras preciosas como rubis e esmeraldas, por isso as pérolas eram um dos maiores símbolos de riqueza e poder, usadas como adorno nas mais valiosas jóias da época.

A cor da pérola varia conforme as condições ambientais e a saúde da ostra: as mais comuns são rosa, creme, branca, cinza e preta

As formas da pérola dependem do formato do invasor e do local onde ele se instala. As esféricas são as mais raras e, conseqüentemente, como já foi referido mais valiosas.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mexilhoes inspiram a produção de Adesivo sintético



Os mexilhões apresentam uma grande capacidade de adesão às rochas que habitam. A Universidade de Chicago desenvolveu um novo adesivo, resistente e flexível, baseado nas fibras de ligação destas criaturas.

Os mexilhões apresentam uma grande capacidade de adesão às rochas onde se fixam, na maioria dos casos em locais de grande agitação marítima. A produção de fibras resistentes, pelos próprios mexilhões, é o que permite, a estes animais, a capacidade de aderência.

Cientistas do Instituto alemão Max Planck analisaram estas fibras de forma a determinar como são capazes de manter a força, sem a ocorrência de rupturas na sua estrutura quando, por exemplo, as ondas batem nas rochas.

Uma equipa da Universidade de Chicago por sua vez, anunciou na semana passada que conseguiu replicar estas fibras, o que originou a produção de um adesivo que pode ser usado em máquinas subaquáticas e em cirurgias, como agente de ligação em implantes.

Os adesivos convencionais normalmente são uma combinação de força e fragilidade. As substâncias estão ligadas por ligações químicas covalentes, ou seja, em que há partilha de electrões entre átomos. Contudo, o adesivo de mexilhão sintético, desenvolvido pela Universidade de Chicago, está ligado por metais. Esta característica permite que o adesivo apresente força e flexibilidade, uma vez que as ligações são restabelecidas automaticamente quando quebradas, sem necessidade de fornecer energia ao sistema.

Uma das chaves deste material é a longa cadeia do polímero desenvolvido pela Universidade de Northwestern. Este adesivo toma a forma de uma solução verde quando combinada com sais metálicos a baixo pH e torna-se um gel pegajoso vermelho quando misturado com hidróxido de sódio. A sua rigidez e resistência podem ser ajustadas pela variação do pH ou através do uso de diferentes tipos de iões metálicos na sua produção. Os investigadores estão agora a tentar determinar que outros factores podem afectar as suas propriedades.

Como o adesivo é produzido a partir de produtos naturais, pode ser considerado como ‘amigo do ambiente’.

“A nossa inspiração é aprender novos princípios de design a partir da Natureza, que ainda não foram usados em produtos feitos pelo Homem”, refere Niels Holten-Andersen, da Universidade de Chicago.

Esta investigação foi publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences Early Edition.
Fonte: www.gizmag.com

domingo, 23 de janeiro de 2011

Descoberta Mamã Pterossaurus sem crista e com ovo



Foi encontrado fóssil do Pterossauro junto de um ovo preservado. A presença do ovo indica que este réptil voador era uma fêmea, o que permitiu aos investigadores atribuir um género a estas criaturas, pela primeira vez.

David Unwin, um paleobiólogo do Departamento de Estudos Museológicos da Universidade de Leicester, incorporou a equipa de investigação. Para ele, esta descoberta foi surpreendente: “Se alguém me dissesse a alguns anos atrás que iríamos encontrar este tipo de associação, teria rido e dito ‘talvez num milhão de anos’, porque este tipo de descobertas é muito raro.”

O Pterossauro, também referido como Pterodáctilos, dominou os céus na Era Mesozóica, há cerca de 220-65 milhões de anos atrás. Este espécimen em particular viveu há 160 milhões de anos. Foi descoberto por Junchang Lü, juntamente com os seus colegas, que escavavam rochas sedimentares na província chinesa de Liaoning. Nesta região foram encontrados diversos fósseis nos últimos anos, incluindo uma série de dinossauros com penas que moldaram o pensamento sobre a evolução das aves.

A nova criatura é do género Darwinopterus, mas tem sido apelidada simplesmente como 'Mrs T' pela equipa.

O estado da casca do ovo sugere que estava bem desenvolvido e que Mrs T devia estar muito próxima da postura quando morreu. Parece ter sofrido algum tipo de acidente uma vez que o antebraço esquerdo está partido.

Os investigadores conjecturam que possivelmente caiu enquanto voava devido a uma tempestade ou erupção vulcânica. Quando aterrou, afundou-se no fundo de um lago onde ficou preservada nos sedimentos.

Na publicação desta descoberta, na revista Science, os paleontólogos referem algumas características diferenciadoras de género, no Pterossauro.

“O mais importante deste indivíduo em particular é que tem uma pélvis relativamente grande comparada com outros indivíduos do mesmo Pterossauro Darwinopterus," explica Unwin. “Parece bastante razoável. As fêmeas põem ovos, logo provavelmente precisam de uma pélvis ligeiramente maior. O mais emocionante é que tem um crânio que não tem qualquer tipo de ornamento. Quando olhamos para outros indivíduos da mesma espécie, encontramos alguns com uma grande crista no crânio.”

Os investigadores acreditam que esta distinção da crista entre os vários espécimes do género Darwinopterus encontrados, corresponde a uma diferença de género. “Machos com grandes cristas e pequenos ancas e fêmeas sem crista e ancas maiores.”
Fonte: www.bbc.co.uk

sábado, 22 de janeiro de 2011

Os Tubarões vêem o mundo a preto e branco

Australianos descobrem que tubarões são daltónicos
Ataques podem agora ser mais fáceis de evitar
Uma equipa de investigadores australianos das universidades de Queensland e de Western Australia descobriu que apesar de gozar de uma excelente visão, o maior predador dos oceanos não distingue as cores.

Esta investigação descobriu que os olhos de algumas espécies de tubarão têm apenas células sensíveis à luz (denominadas por cones e que permitem distinguir as cores). Os seres humanos têm nas retinas três tipos distintos de cones, através dos quais é possível distinguir o azul, o verde e o vermelho. Isso permite que a maioria das pessoas consiga detectar uma ampla gama de cores.
A descoberta pode ser útil para o desenvolvimento futuro de pranchas e roupas menos atractivas para os tubarões, o que poderia ajudar a evitar alguns ataques a seres humanos, assim como desenhar redes de pesca que evitem caçar estes animais por engano, assinala Nathan Scott Hart, autor do estudo publicado na revista científica "Naturwissenschaften" .

"Enquanto algumas espécies marinhas vêm as cores, há grandes grupos que aparentemente não são capazes de as distinguir. As baleias, os golfinhos e as focas, assim como os tubarões, têm apenas um cone nas suas retinas e, portanto, são potencialmente incapazes de distinguir as cores ", explica o cientista Hart.

Para realizar esta investigação, os cientistas examinaram as retinas de 17 espécies de tubarões das águas de Queensland e da Austrália ocidental. Dessas dez espécies não tinham nenhum cone. As outras sete espécies têm cones, mas apenas de uma classe, portanto, sensíveis a um comprimento de onda e capazes de distinguir apenas uma cor. A equipa de investigadores sugere, que se as retinas dos tubarões não conseguem distinguir diferentes comprimentos de onda, provavelmente não conseguem distinguir as cores.

Entre as espécies estudadas estão o Carcharhinus limbatus, Carcharhinus obscurus, Carcharhinus cautus, Rhizoprionodon taylori, Carcharhinus Sorrah, Galeocerdo cuvier, Orectolobus maculatus e Orectolobus ornatus.

"É muito cedo para determinar o tipo de roupa que poderia minimizar as possibilidades de um ataque porque depende do número de espécies de tubarão que tem estas características", explica Hart. "Mas agora sabemos a que partes do espectro visível são os tubarões mais sensíveis e podemos iniciar os testes para determinar um objecto que tem um contraste alto ou baixo e depois utilizá-lo no teste comportamental para ver se os animais são atraídos por aqueles que têm um alto ou baixo contraste."
Dados estatísticos da organização International Shark Attack File revelam que grande parte dos ataques de tubarões envolvem mergulhadores e surfistas que usavam roupas de cores escuras.

O investigador australiano acrescentou ainda que a visão dos tubarões é semelhante à de alguns mamíferos aquáticos, como baleias, golfinhos ou focas. “Podem ter chegado à mesma concepção visual por evolução convergente, isto é, adquiriram as mesmas características biológicas, mas em linhagens independentes”, sugeriu.
Fonte: http://www.elmundo.es/

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Diz-me quem são os teus amigos, dir-te-ei que genes tens



É do senso comum que os seres humanos tendem a relacionar-se com aqueles com quem compartilham algo ou que têm características semelhantes. No entanto, um estudo recentemente publicado na revista “Proceedings of National Academy of Sciences" (PNAS) vai mais além e mostra que as amizades têm uma base genética, pelo que as pessoas escolhem os amigos tendo em conta as características contidas no seu ADN.

Uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA), dirigida por James Fowler, analisou as semelhanças genéticas e a interligação das relações humanas a partir de dois estudos de saúde americanos independentes que contêm informações detalhadas de várias sequências do genoma dos indivíduos estudados e das suas redes sociais.
Os cientistas analisaram marcadores genéticos específicos dentro das relações sociais de cada indivíduo e constataram que os seres humanos tendem a criar amizades com pessoas que compartilham pelo menos dois dos seis indicadores testados.

Os resultados do estudo mostraram que a união dos grupos humanos de acordo com sua base genética excede o que seria de esperar apenas por critérios de estratificação da população local ou na mesma área geográfica.
Gene do álcool cria amizades
Indivíduos portadores do gene DRD2 - associado ao alcoolismo - tendem a ser amigos de pessoas que também o têm, enquanto que aqueles que não o possuem estabelecem relações de amizade com pessoas na mesma condição.

Por outro lado, pessoas que têm um gene associado a uma personalidade extrovertida criam laços de amizade com outras que não o têm, enquanto aqueles geneticamente predispostas para serem líderes , tendem a juntar-se com os indivíduos cujo ADN os torna seguidores.

Embora ainda não saiba explicar por que genes “atraim” e outros “repelem” indivíduos com perfis semelhantes, James Fowler e a sua equipa dizem que os genes formam o ambiente social, o que pode afectar o comportamento humano . Pelo que indicam no estudo, a influência genética sobre as relações sociais pode ser relevante no futuro da evolução humana.

Fonte da notícia:

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A solução para descontaminar água está na banana


Uma investigadora brasileira pode ter a solução para a descontaminação da água, ao nível de metais pesados e a custo reduzido. O projecto visa reutilizar os desperdícios de banana no Brasil - só na Grande São Paulo, quase quatro toneladas de cascas deste fruto são desperdiçados por semana em restaurantes.

Segundo Milena Boniolo, química da Universidade Federal de São Carlos, São Paulo – que trabalha com estratégias de despoluição da água –, a ideia surgiu após ter visto uma reportagem sobre o desperdício de banana no Brasil.

O método até agora usado pela investigadora era caro (nanopartículas magnéticas) e impossível de ser aplicado por pequenas indústrias. As cascas de banana têm pouco interesse comercial e, por isso, já existem empresas dispostas a doá-las.

Boniolo, em entrevista a um jornal brasileiro, antecipou que “as sobras das bananas são muito grandes” e “como as empresas têm gastos para descartar adequadamente o material”, decidiram “participar nos estudos", doando as cascas.

A casca da banana tem uma grande quantidade de moléculas com carga negativa que atraem os metais pesados, cuja carga é positiva. No entanto, é preciso potenciar essas propriedades e a receita é fácil e até caseira: as cascas de banana são colocadas em assadeiras e são deixadas a secar ao sol durante quase uma semana. O material é então triturado e, depois, passa por uma peneira especial – o que garante que as partículas sejam uniformes.

O resultado é um pó finíssimo, que é adicionado à água contaminada. Para cada cem mililitros a serem despoluídos, usam-se cinco miligramas de pó de banana. Em laboratório, o índice de descontaminação foi de no mínimo 65 por cento a cada vez que a água passava pelo processo.

O projecto foi apresentado em tese de mestrado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares. Segundo Boniolo, é eficaz com outros metais, como cádmio, chumbo e níquel – muito usados na indústria, mas é preciso encontrar parceiros para viabilizar o uso da técnica em escala industrial. Além de convites para apresentar a ideia no Brasil e na Inglaterra, a química também ganhou o Prémio Jovem Cientista.
Fonte da notícia: cienciahoje.pt

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Encontrada a Rã Mozart e mais cinco espécies supostamente extintas

BOAS NOTÍCIAS PARA A CIÊNCIA, NO MUNDO DA BIODIVERSIDADE
Seis espécies de rãs que se julgavam extintas há mais de vinte anos foram encontradas no Haiti, anunciaram membros da organização privada Conservation International e do Amphibian Specialist Group (ASP).

Os animais autóctones daquela região foram encontrados numa expedição realizada em Outubro em que os especialistas exploravam uma zona montanhosa no sudoeste do Haiti na expectativa de encontrarem a rã Eleutherodactylus glanduliferoides, que já não era vista há 25 anos, e de fazerem a avaliação de outras espécies de anfíbios.

Embora não tivessem encontrado a rã que procuravam, foram “presenteados” com outras seis que acreditavam estar desaparecidas, como a “rã Mozart” (E. Amadeus), cujo o nome deriva dos sons que emite, semelhante a notas musicais.
Outras das espécies encontradas foram a “rã ventríloqua de Hispaniola” (E. dolomedes), a "rã das glândulas campainha" (E. glandulifera), caracterizada pelos seus olhos azul safira, e a "macaya manchada" (E. thorectes), que, com 1,51 centímetros, é uma das menores rãs do mundo.

Também foram encontradas a "Hispaniolana coroada" (E. Corona) e a "macaya buraqueira" (E. parapelates), que apresenta grandes olhos negros e manchas brilhantes cor-de-laranja nas coxas.
Notícia em cienciahoje.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Calvície Masculina a descoberto...

Calvície dos homens pode ter dias contados
Cientistas norte-americanos acreditam ter descoberto a causa da queda de cabelo nos homens

Em muitos homens, as entradas começam a aparecer antes de completarem 30 anos e avançam ao longo das décadas até restar pouco mais do que um tufo no cimo da cabeça e uma área de cabelo na parte de trás.
Especialistas americanos acreditam ter encontrado a causa para a calvície nos homens. Para uma equipe de cientistas da Universidade da Pennsylvania, o problema não está apenas nos cabelos que caem, mas também nos novos, que nascem doentes. O estudo, citado pela BBC, foi divulgado pela revista especializada «Journal of Clinical Investigation».
A equipa de cientistas analisou um grupo de homens que passaram por transplantes capilares, comparando os folículos capilares em áreas de calvície e em áreas com cabelo. Embora as zonas “carecas” apresentassem o mesmo número de células estaminais responsáveis pelos fios que as áreas normais do couro cabeludo, estas células eram menos maduras. Esta diferença significa que os folículos capilares em áreas de calvície encolhem, mas não desaparecem, pelo que os novos fios de cabelo produzidos são microscópicos comparados com os normais.

"Isto sugere que existe um problema na activação de células estaminais, convertendo as células progenitoras em couro cabeludo careca", afirmou George Cotsarelis, que liderou a investigação, acrescentando que “o facto de haver números normais de células estaminais no couro cabeludo calvo traz a esperança de que é possível reactivá-las".
Na verdade, os novos cabelos são tão frágeis e minúsculos que se tornam invisíveis a olho nu. Esta é a causa para as carecas, mesmo para as mais charmosas, ou para as entradas.
A causa para a fragilidade dos novos fios capilares está nas células estaminais que dão origem a esses mesmos fios de cabelo. Esta descoberta pode abrir caminho à cura da calvicie e os investigadores esperam desenvolver um creme para aplicar no couro cabeludo e ajudar as células estaminais a produzir fios de cabelo normais.
Fonte da notícia: BBC

sábado, 18 de dezembro de 2010

Tabela Periódica ... mudou os pesos.

Mudança histórica nos pesos atómicos de 10 elementos da tabela periódica.


Pela primeira vez na história, uma mudança será feita nos pesos atômicos de alguns elementos listados na tabela periódica dos elementos químicos publicado nas paredes das salas de aula de química e no interior das capas de livros de Química em todo o mundo.

A nova tabela, descrita num relatório divulgado este mês (dezembro 2010), irá expressar pesos atômicos de 10 elementos - o hidrogênio, lítio, boro, carbono, nitrogênio, oxigênio, silício, cloro, enxofre e tálio - de uma nova forma que irá refletir com mais precisão como esses elementos são encontrados na natureza.

"Por mais de século e meio, muitos foram ensinados a usar pesos padrão atômico (um valor único) encontrados na parte interna da capa dos livros didáticos de química e na tabela periódica dos elementos. Com a evolução da tecnologia descobrimos que os números da nossa tabela não são tão estáticos como se acreditava anteriormente", diz o Dr. Michael Wieser, professor adjunto da Universidade de Calgary, que trabalha como secretário da Comissão da União Internacional da Química Pura Aplicada (IUPAC) sobre abundâncias e isotópos dos pesos atômicos. Esta organização supervisiona a avaliação e divulgação dos valores de peso atômico.

Técnicas analíticas modernas podem medir o peso atômico de vários elementos com precisão, e essas pequenas variações no peso atômico de um elemento são importantes na investigação e na indústria. Por exemplo, medições precisas das abundâncias de isótopos de carbono podem ser usados para determinar a pureza e a fonte de alimento, tais como baunilha e mel. Medições de isótopos de nitrogênio, cloro e outros elementos são utilizados para detecção de poluentes em rios e águas subterrâneas. No desporto, a testosterona para melhorar o desempenho, pode ser identificada no corpo humano, porque o peso atômico do carbono de testosterona natural humana é maior do que o da testosterona farmacêutica.

As massas atômicas destes 10 elementos agora serão expressas em intervalos, com limites superiores e inferiores, o que de forma mais precisa reflecte e transmite essa variação no peso atômico. As mudanças efectuadas na Tabela de Norma Massas atômicas vêm num artigo do jornal de Química Internacional.
Por exemplo, o enxofre é comumente conhecido por ter um padrão de peso atômico de 32,065. No entanto, o seu peso real atômico pode ser um qualquer entre 32,059 e 32,076, dependendo de onde o elemento é encontrado. "Por outras palavras, sabendo se o peso atômico pode decodificar se as origens e a história de um determinado elemento na natureza", diz Wieser, co-autor do relatório.

Michael Wieser, um professor da Universidade de Calgary, está contribuindo para as alterações da tabela periódica. Ele trabalha com um espectrômetro de massa por ionização térmica utilizada para medir a abundância de isótopos de um elemento.
Elementos com apenas um isótopo estável não apresentam variações de seus pesos atômicos. Por exemplo, os pesos padrão atômico de flúor, alumínio, sódio e ouro são constantes.

"Embora essa mudança ofereça benefícios significativos na compreensão da química, pode-se imaginar o desafio que se coloca agora, aos educadores e estudantes que terão que seleccionar um único valor de um intervalo ao fazer os cálculos de química", diz o Dr. Fabienne Meyers, diretor adjunto do IUPAC.

"Esperamos que os químicos e os educadores vejam este desafio como uma oportunidade única para incentivar o interesse dos jovens pela química e assim gerar entusiasmo para o futuro criativo desta ciência.

A Universidade de Calgary tem e continua a contribuir de forma substancial no estudo das variações de peso atômico. Professor H. Roy Krouse criou o Laboratório de Isótopos Estáveis do Departamento de Física e Astronomia em 1971. Os primeiros trabalhos de Krouse estabeleceram a grande variedade natural do peso atômico dos elementos significativos, incluindo o carbono e o enxofre. Actualmente, investigadores da Universidade de Calgary, em física, ciências ambientais, química e geociências estão explorando na área dos pesos atômicos para elucidar a origem dos meteoritos, para determinar as fontes de poluentes no ar e na água.
Esta mudança fundamental na apresentação dos pesos atômicos baseia-se no trabalho realizado entre 1985 e 2010, apoiado pela IUPAC, a Universidade de Calgary e outros membros da Comissão.

INALENTEJO - DarK Sky


Alentejo implementa primeira reserva Dark Sky do país
Projecto visa diminuir poluição luminosa

No âmbito de um projecto turístico pioneiro em Portugal, a reserva Dark Sky, está a ser implementada em seis concelhos do Alentejo, nas margens da albufeira de Alqueva, entre os quais o de Reguengos de Monsaraz, para captar turistas interessados na observação astronómica nocturna.

O presidente da autarquia, José Calixto, disse hoje à Agência Lusa que a zona do Alqueva “tem as condições ideais” para a observação do céu, pelo que o município “passou a ter preocupação com o tipo de iluminação dos monumentos”.

Na sede de concelho, em Reguengos de Monsaraz, “a iluminação cénica da igreja matriz passou a desligar-se à 01h00”, à semelhança do que acontece na vila medieval de Monsaraz, onde também a igreja matriz “deixou de ter iluminação toda a noite”, disse o autarca.

As luzes decorativas das muralhas de Monsaraz, que possui projectores de elevada potência, também “só acedem esporadicamente e durante a realização de eventos como a bienal cultural ou as festas da vila”, revelou José Calixto.

“Existe uma iluminação mínima que garante a segurança de bens e pessoas, enquanto a iluminação cénica, mais forte, é desligada”, adiantou, lembrando que as luzes decorativas “têm, por um lado, consumos elevados e, por outro, aumentam a poluição luminosa”.

No âmbito deste projecto, o município de Reguengos de Monsaraz pretende avançar com a substituição do actual sistema por uma iluminação LED, que permita definir “graus de intensidade de acordo com as necessidades das populações”.

Os promotores do projecto já apresentaram uma candidatura ao Programa Operacional Regional do Alentejo (INALENTEJO) para a aquisição de equipamento necessário, como telescópios, num investimento de 700 mil euros. Envolvendo os concelhos de Alandroal, Reguengos de Monsaraz, Portel, Mourão, Moura e Barrancos, o projecto é promovido pela Rede de Turismo de Aldeia do Alentejo, Turismo Terras do Grande Lago Alqueva, Empresa de Desenvolvimento e infraestruturas de Alqueva (EDIA) e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

“Kids Transforming the World” inova forma de aprender e apreender o Mundo

Take the Wind lança o site “Kids Transforming the World”

Viajar em 3D pelo corpo humano é uma das propostas do site lançado por aquela empresa ontem em Lisboa. O objectivo é perceber que a era digital mudou o paradigma da apredizagem
“Kids Transforming the World” é o mais recente projecto da empresa de conteúdos científicos Take the Wind, realizado em parceria com o Centro de Física Computacional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), a Ordem dos Biólogos e as empresas ISA e JP Sá Couto.
Com este projecto, lançado ontem, pelas 10h00, no evento Festa Magalhães, no auditório da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, é possível viajar em 3D pelo corpo humano e compreender como funcionam as suas principais funções e sistemas ou descobrir o que é a energia, como se produz e como se pode poupar.
A era digital obriga a uma mudança de paradigma de aprendizagem. Utilizar as tecnologias para a «resolução de problemas do dia-a-dia, como por exemplo a saúde e a poupança de energia, traz novas possibilidades de desenvolver aprendizagens colaborativas e experimentais, críticas para a interligação de conhecimentos (desde a Matemática, ao Português, Ciências e Expressões), as quais são também benéficas para a promoção de atitudes pessoais positivas, como a auto-realização e a motivação», afirma Pedro Pinto, CEO da Take The Wind. «O grande desafio já não é o de saber usar as tecnologias da informação, mas estudar e descobrir novos formatos de apreender o mundo de forma inter-disciplinar, capazes de integrar informação, abundante mas dispersa, e traduzi-la em conhecimento útil para a criança», conclui.
O site http://www.kidsttw.com/ alberga um conjunto de aplicações baseadas em jogos, actividades para crianças e roteiros de exploração pedagógica para pais e professores, procurando resultados concretos ao nível das atitudes, como por exemplo aprender a conhecer o organismo e prevenir doenças ou a poupar energia e euros em casa e na escola. Com muitas funcionalidades gratuitas, basta entrar e começar a explorar o mundo do corpo humano e da energia.
A Take The Wind tem por missão inovar na comunicação de conteúdos complexos, de base científica, num mundo de pessoas e organizações digitalmente interligadas, com particular ênfase nas áreas do eHealth e das Ciências da Vida. A empresa iniciou a sua actividade em 2008 e encontra-se sedeada na Incubadora de Empresas do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra.

Fontes da notícia:
http://www.diariocoimbra.pt/

http://www.cienciahoje.pt/

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O que diz a imagem...nos comentários.

Imagem retirada daqui

O que é Moda Ecológica Sustentável?

Será esta da imagem? Responde à questão nos comentários.


imagem retirada do site eatbag.blogspot.com

Há Acordo Internacional para travar a Perda de Biodiversidade.

Uma espécie de anfíbios em cada 3, mais de uma espécie de aves em cada 8 e mais de uma espécie de mamíferos em cada 5 estão ameaçadas de extinção segundo a IUCN ( União Internacional para a Conservação da Natureza)

Os representantes de 193 países reunidos em Nagoya, no Japão, na Cimeira da ONU sobre a Convenção da Biodiversidade, chegaram no dia 29 de Outubro, a uma acordo internacional para travar a perda acelerada de biodiversidade, a nível global.

Após duas semanas de intensas negociações, que incluíram um prolongamento de última hora para ultimar os pormenores do acordo, os delegados adoptaram um plano estratégico para o horizonte de 2020, que estabelece 20 objectivos para a protecção da natureza. Um deles é a ampliação de áreas protegidas terrestres e marinhas em todo o mundo.

Os representantes dos Estados adoptaram ainda um protocolo que estabelece a partilha dos benefícios retirados pelas indústrias farmacêuticas e de cosmética dos recursos genéticos de numerosas espécies de animais, de plantas ou de microrganismos. Esta partilha de benefícios inclui agora as comunidades das quais são oriundas as espécies em causa.

Este acordo, denominado ABS, que estipula o acesso e a partilha de benefícios por parte dos países do Sul, era há muito reclamado por estes. O Brasil, nomeadamente, que abriga na sua bacia amazónica, 10% das espécies conhecidas no mundo, foi um dos estados que mais lutaram pela necessidade deste acordo, sem o qual a cimeira não teria saído do impasse.

Os resultados da cimeira foram por isso unanimemente classificados por políticos e ambientalistas como um marco em termos de negociações internacionais.

"O protocolo de Nagoya é um êxito histórico", afirmou no final Jim Leape, o director-geral da WWF International.

O plano estratégico para 2020 fixa o aumento das áreas protegidas no mundo dos actuais 13% em terra e um por cento nos oceanos, para respectivamente 17% e 10%, o que todos consideram decisivo.
Noticia lida aqui e em
http://www.ecologiaverde.com/

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Flamingos usam pigmentos como cosméticos para realçar a sua cor rosa

Imagem aqui
Os Flamingos produzem secreções pigmentadas para colorir as penas e assim chamar a atenção de potenciais parceiros de acasalamento.

Um estudo realizado nas zonas húmidas do Sul de Espanha, revelou que os flamingos produzem secreções pigmentadas para as penas, de forma a evidenciarem-se para os potenciais parceiros de acasalamento. Os cientistas identificaram os pigmentos das secreções, chamados carotenóides, no óleo que as aves produzem, em glândulas próximas da base das penas.
Os cientistas descobriram que os flamingos esfregam as secreções pigmentadas nas penas, como uma "maquilhagem". Os pigmentos vermelho-alaranjados presentes no óleo ressaltam a cor característica dos flamingos. Além de arrumar as penas, muitas aves esfregam o rosto na glândula e de seguida nas penas do pescoço e do peito.

O líder do estudo, Juan Amat, diz que os flamingos gastam muito tempo na actividade de esfregar o pigmento nas penas, então quanto mais bonita visualmente é a cor da ave, mais saudável e bem nutrido é o flamingo. Se ele não esfregar constantemente as suas penas, a cor esbate-se em alguns dias. Isso significa que, tal como a maquilhagem, para se manter bonita tem de ser retocada, também a cor do flamingo deve ser reaplicada para se manter vistosa.

Os dados deste trabalho permitiram ainda determinar que este comportamento é mais marcado nas fêmeas, tal como acontece nos humanos. A cor da plumagem dos flamingos será deste modo manipulada como um sinal de qualidade de cada indivíduo. Os flamingos com cores mais fortes também se reproduzem mais e são encontrados nos habitats melhores. Desta forma a cor rosa evidenciada funciona como um poderoso sinal visual da saúde e da qualidade de nutrição dos flamingos.
Para os que querem saber mais, ler aqui