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domingo, 9 de janeiro de 2011

Calvície Masculina a descoberto...

Calvície dos homens pode ter dias contados
Cientistas norte-americanos acreditam ter descoberto a causa da queda de cabelo nos homens

Em muitos homens, as entradas começam a aparecer antes de completarem 30 anos e avançam ao longo das décadas até restar pouco mais do que um tufo no cimo da cabeça e uma área de cabelo na parte de trás.
Especialistas americanos acreditam ter encontrado a causa para a calvície nos homens. Para uma equipe de cientistas da Universidade da Pennsylvania, o problema não está apenas nos cabelos que caem, mas também nos novos, que nascem doentes. O estudo, citado pela BBC, foi divulgado pela revista especializada «Journal of Clinical Investigation».
A equipa de cientistas analisou um grupo de homens que passaram por transplantes capilares, comparando os folículos capilares em áreas de calvície e em áreas com cabelo. Embora as zonas “carecas” apresentassem o mesmo número de células estaminais responsáveis pelos fios que as áreas normais do couro cabeludo, estas células eram menos maduras. Esta diferença significa que os folículos capilares em áreas de calvície encolhem, mas não desaparecem, pelo que os novos fios de cabelo produzidos são microscópicos comparados com os normais.

"Isto sugere que existe um problema na activação de células estaminais, convertendo as células progenitoras em couro cabeludo careca", afirmou George Cotsarelis, que liderou a investigação, acrescentando que “o facto de haver números normais de células estaminais no couro cabeludo calvo traz a esperança de que é possível reactivá-las".
Na verdade, os novos cabelos são tão frágeis e minúsculos que se tornam invisíveis a olho nu. Esta é a causa para as carecas, mesmo para as mais charmosas, ou para as entradas.
A causa para a fragilidade dos novos fios capilares está nas células estaminais que dão origem a esses mesmos fios de cabelo. Esta descoberta pode abrir caminho à cura da calvicie e os investigadores esperam desenvolver um creme para aplicar no couro cabeludo e ajudar as células estaminais a produzir fios de cabelo normais.
Fonte da notícia: BBC

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A ovelha DOLLY faria hoje 14 anos

Em 1996, num dia como o de hoje nascia a ovelha Dolly, o primeiro mamífero a ser clonado a partir de uma célula adulta, por cientistas do Instituto Roslin de Edimburgo.
Pois é, a ovelha mais famosa do mundo faria hoje 14 anos, se fosse viva.

Do ponto de vista do impacto histórico e científico, o nascimento de Dolly foi comparado à bomba atómica. Quando, em Fevereiro de 1997, o cientista Ian Wilmut apresentou ao mundo a ovelha ‘Dolly’ – nascida sete meses antes, a 5 de Julho de 1996, a partir de um processo de clonagem – até o presidente dos EUA, então Bill Clinton, veio pedir bom senso (acabando por proibir a atribuição de fundos federais para a clonagem humana).

O Vaticano condenou, a Organização Mundial de Saúde (OMS) solicitou mais estudos e o Conselho da Europa adoptou um protocolo a proibir o processo em seres humanos.

A verdade é que a clonagem da ovelha ‘Dolly’ – assim baptizada em homenagem à cantora Dolly Parton – apenas derrubou o dogma da biologia, de que células não-germinativas de animais superiores eram incapazes de gerar um novo ser.
Durante os seis anos de vida – ‘Dolly’, (morreu há sete, sacrificada pelos médicos no seguimento de complicações pulmonares) a ovelha mais conhecida do Mundo viveu como uma verdadeira estrela do mundo do espectáculo e até foi alvo dos ‘paparazzi’.

Actualmente pode ser vista no Royal Museum of Scotland, em Edimburgo, onde está embalsamada.
Os avanços na clonagem animal continuaram com outras espécies, vitelos, macacos, ratos e inclusive o primeiro touro bravo, "Got", apresentado no mês de Maio em Valência. O nascimento de Dolly provocou um imenso debate acerca do alcance da clonagem.
Enquanto alguns grupos sociais se mostravam contra, atemorizando com futuras fábricas de seres humanos clonados, cientistas como o ginecologista italiano Severino Antinori, defendem a liberdade da reprodução e de investigação. Na clonagem humana é preciso distinguir entre a reproductiva proibida na maioria dos países, cujo objectivo seria criar pessoas idênticas e a terapêutica, usada para fabricar células estaminais para tratar/curar doenças.
Imagem e notícia lida em http://www.efeverde.com/

domingo, 22 de novembro de 2009

Células estaminais podem criar uma nova pele para vítimas de queimaduras

Cientistas franceses afirmaram ter descoberto uma forma de usar células estaminais embrionárias humanas para criar pele nova, que poderia ser usada em vítimas de queimaduras graves.
Segundo os investigadores do Instituto de Terapia com Células-Tronco de Evry, em França, as células estaminais podem ser cultivadas e transformadas em pele, em 12 semanas.
Esta pele de células estaminais poderia resolver os problemas de rejeição dos pacientes com queimaduras graves.
Christine Baldeschi, que liderou o estudo, afirmou que os resultados são promissores.
A Investigadora afirmou que a nova técnica poderá levar à criação de um "recurso ilimitado para a substituição temporária da pele em pacientes com grandes queimaduras, que aguardam enxertos".

Desenvolvimento embrionário
A técnica francesa copiou as etapas que levam à formação da pele durante o desenvolvimento embrionário.
Os cientistas colocaram as células estaminais numa rede artificial o que lhes permitiu formar uma camada de pele.
Esta pele foi enxertada em cinco ratinhos que passadas 12 semanas, apresentava uma estrutura compatível com a da pele humana.
O próximo passo da equipa será testar a nova técnica em pacientes humanos.
Atualmente, pacientes com queimaduras graves podem ser tratados com o uso de uma técnica que cultiva pele nova usando células da pele do próprio paciente.
No entanto, o cultivo desta nova pele demora três semanas, e o paciente fica exposto ao risco de infecções e desidratação.
Pele de cadáveres é usada durante este período para cobrir as queimaduras, mas a disponibilidade é limitada e geralmente esta pele é rejeitada pelo sistema imunológico do paciente.
Outro método que já foi tentado envolve o uso de redes artificiais nas quais as células podem ser cultivadas, mas esta técnica não funciona em grandes queimaduras. Há também o aumento do risco de rejeição e transmissão de doenças, já que esta técnica usa material de bovinos e outras pessoas.
Holger Schluter, do Centro de Estudo do Câncer Peter MacCallum em Melbourne, Austrália, afirmou que o estudo francês é um progresso.
"Esta descoberta sugere que a pele derivada de células estaminais embrionárias pode ser transplantada para pacientes com queimaduras que esperam enxertos de pele, com um risco reduzido de rejeição", afirmou.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Solução à vista para Corações Partidos

Equipa criou «remendo» tridimensional para reparar tecido cardíaco danificado


Investigadores da universidade de Duke, EUA, conseguiram criar uma espécie de ‘remendo’ para o coração ao reproduzir, em laboratório, a forma como as células estaminais se desenvolvem. Os resultados de várias experiências com células estaminais de ratos, foram apresentados em Pittsburgh durante as sessões científicas anuais da Sociedade de Engenharia Biomédica.
Ao longo de várias experiências com células estaminais de ratos, os cientistas conseguiram criar um ‘remendo’ tri-dimensional feito de células do músculo do coração, conhecidas como cardiomiócitos. O novo tecido demonstrava ter dois dos mais importantes atributos neste tipo de células: a capacidade de contracção e de conduzir impulsos eléctricos.
Durante os trabalhos, os investigadores perceberam que os cardiomiócitos apenas se desenvolviam na presença de fibroblastos cardíacos (células que abrangem cerca de 60 por cento de todas as células do coração humano). “Descobrimos que ao acrescentar fibroblastos aos cardiomiócitos, isso criava um ambiente favorável ao crescimento das células, como se estivessem num coração em formação”, afirmou Brian Liau, um dos investigadfores e aluno da Universidade de Duke. Por estarem alinhadas na mesma direcção, as células entretanto desenvolvidas eram capazes de se contrair como as originais e de transportar os impulsos eléctricos que fazem com que os cardiomiócitos funcionem de forma coordenada.
Nenad Bursac, professor assistente da ‘Pratt School of Engineering’ da Universidade de Duke, afirmou na apresentação do estudo que a investigação representa um avanço mas advertiu que há ainda muitas barreiras a superar antes que estes ‘remendos’ sejam implantado em corações humanos danificados. Um dos maiores desafios será mesmo conseguir estabelecer uma ligação à corrente sanguínea de forma a suster o ‘remendo’.
O grupo de investigadores, que reúne ainda Weining Bian e Nicolas Christoforou, planeia agora testar o seu modelo usando células não embrionárias, tendo em consideração as razões éticas e científicas inerentes. Estudos recentes demonstraram, contudo, que algumas células de humanos adultos têm a capacidade de ser reprogramadas, tornando-se semelhantes às células embrionárias.
Notícia lida em cienciahoje.pt