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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Insectos em Ordem

Venham ser "biólogos por uma hora", identificando, insectos enquanto aprendem sobre a sua diversidade no nosso país é a proposta oferecida por Bioeventos 2010.



Libelinha - fotografia do alemão Martim Amm aqui

O programa Bioeventos 2010, um conjunto de iniciativas de comemoração do Ano Internacional da Biodiversidade, acolhe a abertura da primeira exposição de divulgação científica sobre a diversidade de insectos intitulada "Insectos em Ordem", que estará patente nos Museus da Politécnica (Antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres), em Lisboa, até 28 de Novembro.

O ponto de partida é um desafio: todos podemos aprender os princípios da identificação das espécies de insectos. A partir daí, a exposição está concebida como um labirinto educativo de 600 m2, em que os visitantes têm a missão de identificar a Ordem taxonómica do insecto (preservado em resina) que lhes é dado à entrada.

Desta forma, a configuração do espaço submete-se à chave dicotómica usada pelos cientistas, com cada caminho ramificando-se em outros dois, em que o visitante deve identificar o percurso a seguir ao observar as características do seu exemplar, até chegar à identificação da Ordem.

Ao longo da exposição, os visitantes irão aprender sobre 16 ordens diferentes de insectos, transformando este evento num grande jogo didáctico e interactivo da biodiversidade.
Horário: 3.ª feira a Domingo, das 10h00 às 19h00.

Para mais informações consultar aqui

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

São mil!!!!! As novas espécies de insectos descobertas nas florestas tropicais do Brasil


Cientistas brasileiros descobriram a existência de pelo menos mil novas espécies de insectos da fauna brasileira nas florestas tropicais do Brasil, que nunca antes tinham sido identificados. Contudo, estes animais ainda desconhecidos podem ter a sua sobrevivência ameaçada devido ao avanço da monocultura.

A investigação decorreu ao longo de cinco anos, período de tempo em que investigadores da Universidade de São Paulo (USP) recolheram em florestas tropicais do interior e do litoral do Brasil um volume de 300 mil exemplares de insectos, entre moscas, mosquitos e besouros, tendo sido surpreendidos pelo facto de uma em cada duas espécies de mosquitos e moscas da floresta Atlântica ser nova.
De acordo com o coordenador da investigação o biólogo Dalton de Souza Amorim, especialista em diversidade de insectos pouco conhecidos que vivem em ambientes naturais longe dos centros urbanos, estima-se que existam duas mil espécies diferentes e que pelo menos metade delas ainda não tenham sido descritas por cientistas.

A investigação científica que reuniu especialistas brasileiros e contou com parcerias de institutos internacionais norte-americanos, europeus e de países asiáticos, fez a recolha de insectos no bioma da floresta tropical do sul do Brasil até ao nordeste do país.
“O material biológico foi recolhido desde Santa Catarina até a Paraíba, o que engloba uma ampla área geográfica. O mais importante foi descobrir a existência de espécies muito diferentes no interior do Brasil em relação às do litoral”, assegurou o biólogo que defende a necessidade de se criar áreas de reservas biológicas de florestas do interior do Brasil.

Actualmente, o avanço da monocultura que dizimou grande parte dessas florestas é motivo de preocupação dos biólogos, que temem pela sobrevivência dessas espécies, principalmente as que habitam as florestas do interior do país. Esta diversidade da fauna, destaca, está “extremamente ameaçada” pois são poucas as áreas protegidas.

O investigador, que admite ainda não saber a importância ecológica desses insectos, critica o cultivo da cana-de-açúcar, da laranja e da soja nas florestas nativas do interior do país que põe em risco as milhares de espécies ainda desconhecidas para a ciência.
Fonte da notícia: cienciahoje.pt

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A mosquinha Drosophila aprende com a experiência das companheiras mais velhas

Segundo uma recente investigação da Universidade de McMaster (Canadá), a pequenina mosca da fruta é capaz de uma aprendizagem social complexa muito semelhante à usada pelos humanos.
A mosca da fruta (Drosophila melanogaster) aprende com as companheiras mais experientes-(Credit:iStockphoto)
Um estudo, publicado muito recentemente ( 16/09/2009) na revista Proceedings of the Royal Society B, demonstrou que as moscas fêmeas de Drosophila melanogaster, inexperientes podem aprender com as suas companheiras com mais experiência, as moscas da fruta que já se reproduziram.
Os cientistas que investigavam as raízes evolutivas da aprendizagem social em insectos, descobriram que as moscas que pela primeira vez iam pôr ovos, escolhiam os lugares onde se viam ovos já postos por moscas mais experientes em frutas maduras, em vez de procurar novas frutas maduras.
Esta investigação sugeriu também que os insectos de hábitos solitários podem mostrar aprendizagem social, o que levanta a possibilidade de a aprendizagem mútua ter promovido a evolução da socialização entre os insectos como mecanismo de sobrevivência.
Assim, parece que a mosca da fruta é muito mais sofisticada do que se pensava até aqui, afirmou Dukas, Professor associado do Departamento de Psicologia, Neurociência e Comportamento, co-autor do estudo com Sachin Sarin (estudante de pós-graduação). "Ela partilha muitos dos genes e compostos que controlam a aprendizagem nos humanos. Este estudo abre novas vias de investigação sobre a evolução e a neurogenética da aprendizagem social".

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O olfacto mais antigo da natureza

Imagem retirada de diegodacal
Cientistas descobrem peça do puzzle que faltava no sistema olfactivo dos insectos. Num artigo publicado na revista Cell a Cientista LeslieB. Vosshall frisou que apesar de já se saber que os insectos possuem receptores de glutamato ionotrópico no cérebro, proteínas situadas nas sinapses neurais para mediar a comunicação entre neurónios, não se tinha conhecimento de que também os possuíam no "nariz".”Aparentemente parece uma ideia absurda” que a mosca tenha esses receptores posicionados para interagir com as pequenas moléculas do ar, refere a investigadora.Mas se pensarmos um pouco, faz sentido. O processo é igual ao que se desenrola no cérebro, só que em vez de captar pequenas moléculas na sinapse, os receptores do "nariz" tomam-nas do ar, prossegue a cientista.
A investigação teve inicio à dois anos, quando a equipa que investigava na altura o genoma da mosca descobriu seis genes de receptores de glutamato ionotrópico.Colocou-se a hipótese de de esses genes codificaram os receptores desconhecidos existentes nas antenas do nariz da mosca.. Cada antena do insecto está dividida em três tipos de neurónios do odor. Destes só dois eram conhecidos, o terceiro, situado numa franja sensível era um mistério para os cientistas.
Neste momento, L. Vosshal e os seus colegas da equipa demonstraram que essas células detectam odores através dos receptores ionotrópicos situados na parte terminal dos neurónios que tem acesso aos odores do mundo exterior.
Graças aos receptores, os neurónios respondem aos estímulos olfactivos. Os cientistas demonstraram – no “ extirpando” geneticamente um receptor da sua célula de origem e colocando-o numa outra distinta que passou a detectar odores.

Resolvido o mistério, os cientistas terão agora de explicar a razão dos insectos terem desenvolvido dois conjuntos de receptores de glutamato ionotrópico. Vosshal sugere que a função ancestral dos receptores seria a de detectar pequenas moléculas do ar, já que as plantas também os utilizam na detecção de produtos químicos existentes no ambiente.
Fonte da notícia: Natura Curiosa

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Insecto pau é o maior do Mundo

Encontrado o insecto maior do Mundo

Imagem de 'Phobaeticus chani'- NATURAL HISTORY MUSEUM


Maior insecto do mundo é apresentado em Londres

Uma nova espécie de insecto-pau, descoberta na região da ilha de Bornéu que pertence à Malásia, bate o recorde de maior insecto do mundo, segundo informações da agência AP. O Phobaeticus chani (insecto pau), que mede aproximadamente 56 cm, foi apresentado ontem pelo Museu de História Natural de Londres, no Reino Unido.

Encontrada por Datuk Chan Chew Lun, um naturalista amador malaio, a espécie ocupou o lugar que pertencia ao Phobaeticus kirby, também de Bornéu, que alcança pouco mais de 53 cm. O exemplar exibido pelo museu foi doado por Chew Lun.

Os pesquisadores ainda não têm informações aprofundadas sobre o animal, já que somente três exemplares foram identificados. George Beccaloni, responsável pela colecção de ortópteros do museu londrino, lamentou que espécies exóticas de insectos estejam desaparecendo à medida que seu habitat é destruído antes mesmo de serem encontradas e catalogadas. Existem 3.000 espécies de insectos pau em todo o Mundo, a maioria localizada nos trópicos e subtrópicos.
Fonte da Noticia: EL MUNDO

sábado, 10 de maio de 2008

Muitos insectos tropicais a caminho da extinção


Alterações climáticas
Cientistas alertam para extinção de muitos insectos tropicais até ao final do século
Muitas das espécies tropicais de insectos podem extinguir-se até ao final deste século a menos que se consigam adaptar ao aumento previsto das temperaturas do planeta, alertam cientistas norte-americanos na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences”.
Os cientistas da Universidade de Washington lembram que uma alteração no número de insectos pode ter efeitos secundários na polinização das plantas e, consequentemente, na produção agrícola.

Pra chegarem às suas conclusões, os investigadores estudaram o impacto em 38 espécies de insectos tropicais, especialmente sensíveis a mudanças de temperatura, das alterações climáticas entre 1950 e 2000.
Segundo explica a BBC online, os insectos não conseguem regular a temperatura do seu corpo. A única coisa que podem fazer quando são expostos a altas temperaturas é procurar sombra e locais mais frescos. Por isso, o aumento médio previsto de dois a quatro graus, até ao final do século, pode ser um problema de sobrevivência.
“Nos trópicos, muitas espécies parecem viver perto da sua temperatura óptima, o que lhes permite sobreviver”, explicou Joshua Tewksbury, da Universidade de Washington, citado pela BBC online. “Quando a temperatura sobe acima desse nível óptimo, pode não haver muito a fazer” por estas espécies, acrescentou.
Apesar de algumas espécies poderem migrar para latitudes mais elevadas e zonas mais frescas, outras não terão essa possibilidade.
Mas se nos trópicos muitas espécies poderão desaparecer, é certo que as populações de latitudes mais elevadas poderão aumentar.

Fonte da notícia: Público.pt em 09-05-2008
Artigo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.