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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Uma grande notícia: realizado inventário dos oceanos ( o primeiro a nível mundial)

Numa altura em que muitas espécies, animais e vegetais, estão em vias de extinção, eis que aparece uma boa notícia e muito importante. Através de um censo realizado a nível mundial descobriram-se 20 mil novas espécies nos oceanos. Foram encontradas formas de vida nos sítios mais inóspitos, desde o mais quente ao mais gelado e mesmo em locais onde a luz e o oxigénio são muito escassos.
Animais bizarros, pequenas rãs, e até mamíferos fazem parte da grande e diversificada amostra.
Imagem de Spirobranchus giganteus - credit: John Huisman da Universidade Murdoch
O primeiro Censo Mundial da Vida Marinha, apresentado hoje numa conferência em Londres (no Royal Institution of Great Britain), dá a conhecer 20 mil espécies até agora não registadas. Este estudo, que começou a ser realizado em 2000, com a fundação do Censo da Vida Marinha (Census of Marine Life - CoML), foi organizado com a finalidade de se tentar descobrir “o que viveu nos oceanos, o que vive e o que irá viver”.

Durante os dez anos de investigação, em que participaram mais de 2700 cientistas de 83 países, realizaram-se 540 expedições. Vários livros, artigos, websites, filmes, mapas e bases de dados constituem e relatam agora as novidades.

A descoberta de numerosas espécies foi uma das muitas surpresas da investigação. De 230 mil passaram a ser 250 mil. Além disso, entre os milhões de espécimes recolhidos tanto em águas conhecidas como em águas raramente exploradas, encontrou-se mais de seis mil potenciais novas espécies e completaram-se as descrições sobre 1200.

O CoML compilou as primeiras comparações regionais e globais da diversidade de espécies marinhas. Ao ser aplicada a análise genética, numa escala global, a uma base de dados de 35 mil espécies de grupos diferentes, conseguiu-se traçar gráficos da proximidade e da distância das relações entre espécies, mostrando uma nova imagem da estrutura genética da diversidade marinha.

O Relatório está no sítio da CoML Apesar de terem sido dez anos de estudos, o CoML admite que “não conseguiu estimar de forma segura o número total de espécies” e descobrir todos os tipos de vida no oceano. Pode, ainda assim, adiantar que há pelo menos um milhão de animais e plantas marinhas e dezenas de milhões de tipos de micróbios.
Traçaram-se igualmente rotas migratórias de inúmeras espécies.

Monitorizando animais em tempo real conseguiu-se perceber onde é que eles vivem e onde morrem. Agora, qualquer pessoa pode ter acesso, através da Internet, ao mapa da distribuição das espécies e aos diversos dados recolhidos e estudos realizados. É possível encontrar também criações artísticas, entre literatura, música e filmes, inspiradas nesta investigação.

Estão disponíveis nos sítios do CoML (http://www.coml.org/) e no Ocean Biogeographic Information System (http://www.iobis.org/).
Podes ver todas as fotos em: http://www.coml.org/image-gallery

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

"Um Planeta, Um Oceano"

Nova exposição do Oceanário de Lisboa

O Oceanário de Lisboa tem uma nova razão para ser visitado
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Defender os oceanos e o planeta, um reforço de mensagem

O Oceanário de Lisboa tem a partir de quinta-feira, dia 4, um novo espaço que, de forma interactiva, explica a mensagem do museu vivo onde se cruzam quatro oceanos e a sua relação com os habitantes do planeta.

Compreender que os oceanos estão interligados e que as acções de cada um de nós têm impacto em todo o planeta, é o objectivo do novo espaço “Um Planeta, Um Oceano.” Numa viagem tão rápida quanto intensa pelos oceanos e pelo planeta percebemos que o oceano nos liga a todos tornando comuns os nossos objectivos e responsabilidades face à natureza.

A exposição possibilita um passeio “dentro” do oceano, através de uma área circular onde se observa a linha de costa e diversos pontos do globo. Através desta metáfora os povos de todo o mundo estão ligados por um só mar, sem distâncias nem fronteiras. Esta experiência mostra que a conservação dos oceanos é um dever da humanidade.

Pequenas caixas interactivas permitem saber como pescar de forma sustentável, descobrindo que Portugal consome cerca de 65 a 70 mil toneladas de bacalhau por ano e que 75 por cento dos stocks de peixe em mundo estão sobre-explorados. Os visitantes podem também tocar em pele de tubarão, observar as suas mandíbulas e até tocar num recife de coral morto.

A exposição também disponibiliza conselhos “salva-vidas”. Salvar vidas será fácil se todos adoptarmos pequenas mudanças no dia-a-dia. Aqui as dicas e conteúdos, baseados em dados científicos, sensibilizam para a importância do colectivo na mudança do Planeta.

Assistir ao vídeo “Pale Blue Dot”, com locução do cientista e astrónomo Carl Sagan é uma experiência que não deixará ninguém indiferente. Este vídeo transmite uma perspectiva dramática e emocional do planeta e a responsabilidade que nos cabe a todos perante a sua preservação e conservação.

Com o tema «Um Planeta, Um Oceano», a exposição facilita a compreensão da mensagem total do Oceanário, fazendo com que os visitantes vejam o aquário de uma perspectiva mais atractiva, interessante, perceptível e divertida.

A mostra pretende contribuir para uma mudança de comportamentos no dia-a-dia que ajudem o planeta e os oceanos.

Usar mais os transportes públicos, alterar a forma como se consome água, reciclar equipamentos e tratar convenientemente o lixo são gestos simples que podem fazer a diferença.

«A esperança é que depois de ver esta exposição cada um de nós sinta a necessidade de alterar pequenos detalhes na nossa vida»( palavras de João Falcato, administrador do recinto da exposição).

Notícia retirada de:http://www.oceanario.pt/