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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Os recifes de coral, "fábricas" de criação de biodiversidade marinha

Recifes de corais são cruciais para criação de novas espécies marinhas
Assim o indica um estudo dirigido pela Universidade Humboldt, publicado na «Science»

Corais contribuem para criação de biodiversidade


Os recifes de corais podem dar lugar a um enorme número de novas espécies e criaturas marinhas, de acordo com uma investigação dirigida pela Universidade Humboldt, de Berlim (Alemanha). A equipa de investigação, dirigida por Wolfgang Kiessling, decidiu realizar um intenso estudo sobre o papel dos recifes no ecossistema marinho e descobriram uma enorme biodiversidade. O estudo foi publicada na revista «Science».

Segundo Wolfgang Kiessling em entrevista dada ao jornal britânico «The Guardian», “os corais têm um papel bastante activo na criação de biodiversidade nos oceanos e exportam-na para outros ecossistemas” – o que contraria estudos preliminares que sugerem que as espécies vêm de outros locais e deslocam-se para os corais por estes serem ecologicamente atractivos.

O cientista reforça que visto os recifes estarem activamente envolvidos na criação de novas formas de vida “é importante protege-los”. E acrescenta: "Se os perdermos, fazemos com que os ecossistemas marinhos percam a habilidade de criar novas espécies no futuro".

Os investigadores alemães, em conjunto com uma outra equipa norte-americana, realizaram o estudo da base de dados de espécies fósseis de organismos marinhos desde o Período Câmbrico e esmiuçaram quais os ambientes onde costumam aparecer novos grupos de animais. Verificaram que os recifes foram responsáveis por mais de 50 por cento do seu aparecimento. Kiessling concluiu ainda que há novas espécies a evoluir todos os dias; no entanto, não tão depressa como se extinguem. Podemos pois afirmar que - "A recuperação da actual crise de biodiversidade vai demorar muito mais sem os recifes", o que será um desastre ecológico.
Notícia lida em cienciahoje.pt

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Peixes dos corais mais agressivos, a culpa é do aquecimento global

Peixes dos corais sofrem alterações de personalidade devido ao aquecimento da água
Cientistas preocupados com os efeitos do aumento da temperatura

Temperatura da água afecta os peixes dos corais. Os peixes que habitam nos recifes de corais podem vir a sofrer bastantes alterações de personalidade devido às mudanças climáticas. Um estudo da Universidade da Nova Gales do Sul, Austrália, indica que correm o risco de se tornarem mais agressivos. Os resultados publicados no «Proceedings of the Royal Society B» revelam que um ligeiro aumento de temperatura da água, aproximadamente de dois graus, faz com que os peixes fiquem 30 vezes mais agressivos e activos. O metabolismo destes animais acelera rapidamente com o aumento da temperatura.
Já se sabia que em ambientes controlados – como os aquários – os peixes aumentam a sua actividade, aumentando, por exemplo, o acasalamento. Mas em meio natural isso também se verifica. Este aumento torna também os peixes mais chamativos. “Um peixe que nada sozinho e é muito activo será mais visível para um predador do que um peixe mais tranquilo”, explica Peter Biro, um dos autores do estudo.
A ideia de que o peixe pode ter personalidade parece um pouco excêntrica, admite o investigador, mas é muito importante para se tentar perceber como os animais respondem aos desafios ambientais. Até agora, os cientistas não sabem quais serão os efeitos de longo prazo da mudança climática nos corais, mas admitem que também é possível que algumas espécies se consigam adaptar bem às novas condições do mar.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

"TRIÂNGULO DE CORAL" pode morrer no final do século XXI

Triângulo de coral - imagem daqui

O final do século XXI pode ditar o fim da região mais importante de recifes de coral do planeta, com 76 por cento das espécies de coral do mundo. O alerta foi dado pela «World Wildlife Fund» (WWF), avisando que a subida das temperaturas, a poluição e a sobre-pesca ameaçam esta “Amazónia Marinha”, que compreende países como a Indonésia, Filipinas, Malásia, Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão e Timor-Leste.
O apelidado Triângulo de Coral, que ocupa apenas um por cento da superfície da terra, é a casa para 30 por cento de todos os recifes de coral do mundo e para 76 por cento do número das espécies de coral conhecidas no planeta Terra.
A organização WWF apresentou um relatório na Conferência dos Oceanos, em Manado, Indonésia, que teve por base 300 artigos científicos sobre zonas costeiras, recifes e mares da região. A WWF lembra que os recifes de corais são a “base da vida de 100 milhões de pessoas”.
Ove Guldberg, da Universidade de Queensland e coordenador do estudo, disse que, “ainda não nos apercebemos da rapidez com que este sistema está a mudar”.
Segundo a WWF, 40 por cento dos recifes e mangais do Triângulo de Coral já desapareceu. “Alterámos a forma como o planeta funciona em termos de correntes [oceânicas] e isto com apenas um aumento de 0,7ºC em termos de temperatura”. “O que vai acontecer com um aumento de 2ºC?”, acrescentou a organização. No comunicado divulgado pela WWF, lê-se ainda que “até ao final do século vamos assistir à perda desta riqueza à medida que aumenta a temperatura dos oceanos, a acidez e o nível do mar e que os ambientes costeiros ficam mais fragilizados. Como resultado assistiremos ao aumento da pobreza, à diminuição da segurança alimentar e a migrações para áreas urbanas”.
O estudo estima que a capacidade dos recifes de coral de suportarem as populações caia 80 por cento. “Dezenas de milhões de pessoas serão forçadas a abandonar as zonas costeiras e rurais devido à perda das suas casas, dos alimentos e dos rendimentos”, acrescentou. Austrália e Nova Zelândia deverão ser os novos destinos destas populações. Mas a “catástrofe” poderá ser evitada se forem tomadas medidas climáticas globais e iniciativas regionais para combater a poluição e a sobre-exploração pesqueira, sublinha a WWF.
Imagem de Triângulo de coral daqui






Fonte da notícia: CienciaHoje.pt e também aqui

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Morte de muitos recifes de coral e outras coisas más

Subida de CO2 na atmosfera torna oceanos mais acídicos

O oceano absorve uma grande quantidade do CO2 atmosférico

Aumento de acidez nos oceanos pode prejudicar recifes de coral e ecossistemas marinhos
02.06.2008 - 13h46 Reuters
O aumento de acidez nos oceanos pode matar muitos recifes de coral e deixar ilhas como as Maldivas e o Kiribati mais vulneráveis a tempestades marítimas e ciclones. A conclusão vem no relatório de um centro de investigação australiano que estuda a ecologia e o impacto das alterações climáticas na Antárctica (Antarctic Climate & Ecosystems Cooperative Research Centre).Com o aumento de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, os oceanos absorvem mais gás e tornam-se mais acídicos. Segundo o relatório, por volta de 2100 o aumento de acidez vai expandir-se para norte a partir da Antárctica. Esta acidez dificulta a produção das partes rijas de animais como a estrela-do-mar e os corais, cujo exoesqueleto é formado por carbonato de cálcio. “A acidificação dos oceanos torna os corais e as algas mais fracos e os sistemas tropicais [as ilhas] ficarão mais vulneráveis ao impacto físico das tempestades e ciclones”, explica o relatório. As ilhas Maldivas no Oceano Índico e o Kiribati no sul do Pacífico vão ficar menos protegidas contra tempestades marítimas.O fenómeno também vai ter um impacto negativo no comércio tanto a nível piscatório como a nível turístico já que todo o ecossistema que depende dos recifes vai ficar em perigo.Cadeia alimentar em perigoQuando o CO2 é absorvido pelo oceano transforma-se num ácido fraco chamado ácido carbónico. Actualmente o aumento de concentração de CO2 é a maior dos últimos 650.000 anos devido à actividade humana.“O oceano é um enorme sumidouro das emissões e têm absorvido cerca de 48 por cento do CO2 emitido pela humanidade desde antes da revolução industrial”, diz o relatório. O Oceano Antárctico é dos oceanos que mais CO2 tem absorvido. Em 2060, a concentração de iões de carbonato nas águas da Antárctica será tão baixa que a aragonite, uma das formas de carbonato de cálcio existente nas conchas dos organismos, deixará de ser produzida.Esta alteração também poderá interferir com a respiração dos peixes, o desenvolvimento larvar dos organismos marinhos e com a capacidade dos oceanos para absorverem nutrientes e toxinas.“A acidificação irá ter provavelmente um efeito em cascata na cadeia alimentar, que é importante para os seres humanos”, diz Will Howard, um dos investigadores do Centro australiano.Segundo o relatório, as calotes polares mostram que a subida do nível de CO2 é 100 vezes maior do que a maior que teve lugar durante os últimos 650.000 anos. Os registos sedimentares sugerem que o nível actual do gás é o mais alto dos últimos 23 milhões de anos. As previsões dizem que durante este século o nível do CO2 na atmosfera vai duplicar aquele que existia antes da era industrial. O oceano irá continuar a absorver parte deste CO2.“Muitas espécies [marinhas] necessitaram de milénios para evoluírem e não se sabe se serão capazes de se adaptar a uma acidificação do oceano relativamente rápida, na ordem de décadas e não de milénios”, diz o relatório.
Fonte da notícia: PÚBLICO:PT