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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Compromisso para um mundo melhor


Sabemos que 2008 foi um ano pródigo em coisas más e que todos queremos que em 2009 a crise acabe, o aquecimento global seja reduzido e a perda de biodiversidade desacelere. O que queremos saber é o que vai fazer para melhorar o ambiente.
Propomos-lhe que assuma um compromisso consigo próprio (e com o resto do mundo) para participar activamente na melhoria do Ambiente e na conservação da Natureza. Para o ajudar deixamos aqui algumas sugestões para começar.


Chegámos ao fim de 2008 e 2009 está aí à porta. Geralmente esta é a altura do ano em que é habitual pedir-se às pessoas que reflictam sobre o que de melhor se passou no ano que finda e o que esperam para o ano que está a chegar.
Pois bem, nós decidimos fazer algo diferente. Sabemos que 2008 foi um ano pródigo em coisas más e que todos queremos que em 2009 a crise acabe, o aquecimento global seja reduzido e a perda de biodiversidade desacelere. O que queremos saber é o que vai fazer para melhorar o ambiente. Sim, estamos a falar directamente consigo, comum mortal cidadão deste país à beira-mar plantado.
Os grandes problemas mundiais só podem ser resolvidos com compromissos internacionais em grande escala (daqueles assinados em cerimónias que concentram chefes de estado, suas comitivas e mais um milhão de jornalistas e têm emissões de gases com efeito de estufa semelhantes aos de uma pequena nação em desenvolvimento). No entanto as mudanças na sociedade dificilmente vêm de cima para baixo, dos governantes para os cidadãos. Geralmente passa-se o inverso, quanto mais cidadãos pensam (e agem) do mesmo modo, mais probabilidades existem para os políticos proporem políticas que generalizem o ponto de vista dos cidadãos.
Por isso o desafio que vos propomos não é pensar no passado e desejar mudanças para o futuro. Vale pouco desejarmos a redução das emissões de gases com efeito de estufa ou o fim da extinção das espécies se, a um nível pessoal, nada fizermos para ajudar a alcançar este objectivo. Propomos-lhe é que assuma um compromisso consigo próprio (e com o resto do mundo) de participar activamente na melhoria do Ambiente e na conservação da Natureza. Assuma o compromisso publicamente e estabeleça uma meta para o guiar na sua heróica demanda por mundo melhor (se quiser ser perfeccionista estabeleça também um conjunto de indicadores e prazos a cumprir).

Para o ajudar ficam aqui dez sugestões para começar:
- Mude para meios de transporte mais amigos do ambiente (e por consequência mais amigos do Homem). Comece introduzindo a mudança uma vez por semana e vá aumentando a frequência. Se habitualmente anda de carro passe a andar de transportes públicos. Se já é cliente assíduo dos transportes públicos, passe a andar mais a pé ou de bicicleta (além do mais é bom para a saúde). Se já se desloca habitualmente a pé (ou de bicicleta) parabéns, nada tem a mudar, tente um dos outros nove compromissos.
- Use um balde para recolher a água fria que sai do chuveiro (não toma banho de imersão, pois não) antes de atingir a temperatura desejada e utilize posteriormente nos sanitários ou para regar as plantas.
- Declare as quartas-feiras como dia vegetariano (poupa na carteira, provavelmente descobre novos sabores de que gosta e ainda por cima é bom para a saúde).
- Visite uma reserva ou parque natural fora da época turística (o objectivo é conhecer a parte natural do parque, não é passar o fim-de-semana num hotel na Ria Formosa, que apenas tecnicamente faz parte de uma área protegida).
- Separe os resíduos em sua casa e coloque-os nos contentores adequados (a inexistência de Ecoponto da sua zona de residência não é desculpa, reclame com quem de direito)
- Consuma bacalhau apenas em dias festivos (dos mesmo festivos, com direito a feriado nacional).
- Prefira produtos locais e fruta da época (sai mais em conta, ajuda a economia nacional que bem precisa e o vegetal não teve que percorrer o mundo a emitir CO2)
- Mantenha-se informado e envolvido nas questões ambientais que afectam a sua comunidade, escreva cartas, mande mensagens electrónicas, questione os seus representantes, participe em debates (a resposta à sua próxima questão é sim, o aquecimento global e a perda de biodiversidade são questões ambientais que afectam a sua comunidade).
- Associe-se a uma ONGA e participe nas suas actividades (não é apenas pagar a quota e continuar com o seu dia-a-dia como se nada fosse, o tempo da aquisição de indulgências já passou).
- Dê o exemplo. Cada uma das suas acções influencia as pessoas à nossa volta, se realizar acções positivas para o ambiente, provavelmente, ajudará a induzir mudanças positivas nos que o rodeiam (se realizar acções negativas poderá ter azar e uma das pessoas que o rodeiam poderá querer fazer uma boa acção dando-lhe uma merecida lição pública sobre comportamentos correctos).

Esta lista não pretende ser minimamente exaustiva e certamente que consegue pensar em pelo menos outros dez aspectos do seu comportamento que, a bem do Ambiente, poderiam (e deveriam) ser melhorados. Encare este texto apenas como um conjunto de sugestões. O importante é que assuma um compromisso e que o cumpra. Vai ver que não custa nada. O mundo inteiro vai agradecer-lhe.

Feliz 2009!

Fonte das sugestões: LPN Liga para a protecção da Natureza.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O que uma pilha pode fazer à tua saúde

As pilhas contêm na sua composição diferentes metais tais como mercurio, cadmio, níquel, magnesio e zinco que são contaminantes do meio ambiente. As pilhas que se utilizam em relógios, calculadoras, etc. são as mais contaminantes apesar do seu reduzido tamanho.

Dos 110 milhões de pilhas e baterias postas à venda no mercado português durante o ano passado, apenas 18% foram reciclados. Um número insatisfatório, pois, segundo uma directiva europeia, até 2012, os estados membros devem garantir que recolhem anualmente 25% dos resíduos colocados no mercado. Em causa estão os danos que as pilhas podem causar ao ambiente e à saúde humana quando indevidamente depositadas no lixo doméstico ou deixadas ao ar livre. Portugal terá de reciclar mais 7% até 2012.

Mas afinal como pode uma pilha interferir na nossa saúde? As pilhas consistem numa célula que converte energia química em energia eléctrica, sendo que as recarregáveis se chamam baterias ou acumuladores. A garantir a eficácia desta reacção química que liberta a energia que alimenta telemóveis, computadores, rádios, etc., encontram-se os chamados metais pesados. Mercúrio, chumbo, cobre, zinco, cádmio, níquel e lítio são alguns dos componentes das pilhas que apresentam maiores problemas para o ambiente. Assim, "quando as pilhas são depositadas na natureza e ao longo do tempo se vão deteriorando, os seus componentes espalham-se e infiltram- -se provocando a contaminação dos solos, chegando mesmo a atingir os lençóis freáticos. O tempo de permanência dos metais pesados no solo é elevadíssimo, podendo afectar toda a cadeia alimentar", refere Eurico Cordeiro, director da Ecopilhas, sociedade gestora de pilhas e acumuladores usados.

Por outro lado, "aquando da deposição em meios aquáticos, os metais decompõem-se em tóxicos, com incorporação na cadeia alimentar de moluscos, peixes e outros seres vivos", acrescenta Eurico Cordeiro. O cádmio, por exemplo, quando presente no organismo humano, pode levar a disfunções renais e osteoporose. Já o mercúrio em altos teores pode provocar "fadiga, perda de apetite, dores gastrointestinais e, mais tarde, perdas de memória, depressão e inclusivamente desordens mentais graves, estado de coma e por fim a morte", avança Carmen Lima da Quercus.
Quer isto dizer que as pilhas constituem não só um problema ambiental, mas também um problema para a sua própria saúde. Por isso, lembre-se que Portugal tem mais de 15 mil «pilhões»...
Daí que ao reciclar pilhas se esteja a garantir a qualidade do ambiente e da saúde enquanto se recaptura materiais que podem voltar a ser usados na indústria, sem que seja necessário retirá-los da natureza.

Assim, da mais simples pilha a secadores de cabelo, telemóveis e leitores de MP3, tudo pode ser reciclado. Depois de recolhidas dos mais de 15 mil "pilhões" que existem em Portugal, as pilhas são separadas por sistemas químicos e enviadas para reciclar numa empresa austríaca. Na Áustria, as pilhas são moídas e passam por um processo pirometalúrgico: o ferro é subtraído magneticamente e os outros materiais são introduzidos num forno. Numa queima inicial recupera--se o mercúrio e o zinco nos gases de saída, aquecendo-se depois os resíduos acima de mil graus centígrados para obter magnésio e mais algum zinco. Este é portanto um processo térmico que consiste em evaporar cada metal à sua temperatura precisa para depois o recuperar por condensação. Os materiais que daí resultam passam então a ser matérias-primas para a indústria do aço, fabrico de novas pilhas e outros produtos.

Fonte da notícia: Diário de notícias

domingo, 7 de setembro de 2008

Segue o Aquecimento Global pelo Google Earth


O programa da ONU para o Meio Ambiente e o Google Earth lançaram uma ferramenta que possibilita o visionamento de imagens de satélite de locais que têm sofrido várias alterações devido ao aquecimento global, informa a agência Europa Press.

Os glaciares da Gronelândia e do Alasca e os bosques de Madagáscar são alguns dos 200 sítios que estarão disponíveis.

Achim Steiner, director-executivo do programa da ONU para o Meio Ambiente, revelou que o principal objectivo é mostrar, com realismo, o que o aquecimento global está a fazer à Terra e, consequentemente, mudar as mentalidades.

Esta iniciativa mostra «que a humanidade também é capaz de empreender mudanças positivas e inteligentes».

O Google Earth, desde sua primeira versão, é o software que mais surpreende e inova. Todas as suas brilhantes ferramentas e recursos são desenvolvidos em níveis colossais, o que sem dúvida é um enorme desafio.

Depois de trazer fotos com megaresoluções, mostrar-te a tua própria cidade, fazer-te voar com aviões por sobre os lugares mais remotos da Terra, indicar-te pontos turísticos e comerciais em quase todas as cidades e trazer-te vídeos do Youtube precisamente localizados, Google Earth vai mais além para te surpreender mais uma vez.

notícia adaptada de Portugal Diário IOL

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Morte de muitos recifes de coral e outras coisas más

Subida de CO2 na atmosfera torna oceanos mais acídicos

O oceano absorve uma grande quantidade do CO2 atmosférico

Aumento de acidez nos oceanos pode prejudicar recifes de coral e ecossistemas marinhos
02.06.2008 - 13h46 Reuters
O aumento de acidez nos oceanos pode matar muitos recifes de coral e deixar ilhas como as Maldivas e o Kiribati mais vulneráveis a tempestades marítimas e ciclones. A conclusão vem no relatório de um centro de investigação australiano que estuda a ecologia e o impacto das alterações climáticas na Antárctica (Antarctic Climate & Ecosystems Cooperative Research Centre).Com o aumento de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, os oceanos absorvem mais gás e tornam-se mais acídicos. Segundo o relatório, por volta de 2100 o aumento de acidez vai expandir-se para norte a partir da Antárctica. Esta acidez dificulta a produção das partes rijas de animais como a estrela-do-mar e os corais, cujo exoesqueleto é formado por carbonato de cálcio. “A acidificação dos oceanos torna os corais e as algas mais fracos e os sistemas tropicais [as ilhas] ficarão mais vulneráveis ao impacto físico das tempestades e ciclones”, explica o relatório. As ilhas Maldivas no Oceano Índico e o Kiribati no sul do Pacífico vão ficar menos protegidas contra tempestades marítimas.O fenómeno também vai ter um impacto negativo no comércio tanto a nível piscatório como a nível turístico já que todo o ecossistema que depende dos recifes vai ficar em perigo.Cadeia alimentar em perigoQuando o CO2 é absorvido pelo oceano transforma-se num ácido fraco chamado ácido carbónico. Actualmente o aumento de concentração de CO2 é a maior dos últimos 650.000 anos devido à actividade humana.“O oceano é um enorme sumidouro das emissões e têm absorvido cerca de 48 por cento do CO2 emitido pela humanidade desde antes da revolução industrial”, diz o relatório. O Oceano Antárctico é dos oceanos que mais CO2 tem absorvido. Em 2060, a concentração de iões de carbonato nas águas da Antárctica será tão baixa que a aragonite, uma das formas de carbonato de cálcio existente nas conchas dos organismos, deixará de ser produzida.Esta alteração também poderá interferir com a respiração dos peixes, o desenvolvimento larvar dos organismos marinhos e com a capacidade dos oceanos para absorverem nutrientes e toxinas.“A acidificação irá ter provavelmente um efeito em cascata na cadeia alimentar, que é importante para os seres humanos”, diz Will Howard, um dos investigadores do Centro australiano.Segundo o relatório, as calotes polares mostram que a subida do nível de CO2 é 100 vezes maior do que a maior que teve lugar durante os últimos 650.000 anos. Os registos sedimentares sugerem que o nível actual do gás é o mais alto dos últimos 23 milhões de anos. As previsões dizem que durante este século o nível do CO2 na atmosfera vai duplicar aquele que existia antes da era industrial. O oceano irá continuar a absorver parte deste CO2.“Muitas espécies [marinhas] necessitaram de milénios para evoluírem e não se sabe se serão capazes de se adaptar a uma acidificação do oceano relativamente rápida, na ordem de décadas e não de milénios”, diz o relatório.
Fonte da notícia: PÚBLICO:PT