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domingo, 1 de novembro de 2009

SMOS é o satélite que vai vigiar a água no nosso Planeta

Recriação do SMOS em órbita-Foto ESA
A ESA vai pôr em órbita na madrugada de segunda-feira, SMOS (Soil Moisture and Ocean Salinity), a primeira sonda capaz de medir a salinidade e a humidade da terra. O Objectivo é detectar dados que ajudem a entender as variações climáticas
O satélite europeu SMOS, que será lançado da base russa de Plessetsk, vai cartografar a humidade dos solos e a salinidade dos oceanos, para compreender melhor as alterações climáticas.
O lançamento está previsto para as 01h50, por um foguetão Rockot, e está orçado em 315 milhões de euros. O radiotelescópio a bordo do SMOS vai recolher os sinais rádio emitidos pela fina película de água à superfície da Terra. Foram precisos 17 anos para desenvolver as tecnologias que permitem agora fazer esta cartografia, diz a Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês). Os instrumentos vão recolher imagens a cada 1,2 segundos. Cada imagem cobrirá mil quilómetros quadrados.“O aquecimento global é um facto” mas as suas consequências no ciclo da água (precipitação, evaporação, infiltração no solo, armazenamento, etc) “ainda são incertas”, explicou recentemente Yann Kerr, responsável científico da missão SMOS, no Centro de Estudos Espaciais da Biosfera (Cesbio). É necessário ter “dados melhores” porque os modelos climáticos actuais “não conseguem reconstituir o que se passa”, nota este especialista. Os dados recolhidos deverão permitir ao SMOS fornecer mapas da humidade do solo com uma resolução inferior a 50 quilómetros, abarcando toda a superfície do globo no espaço de três dias, a partir da sua órbita a cerca de 758 quilómetros de altitude. O SMOS deverá ainda medir as variações da quantidade de sal na água à superfície dos oceanos. A concentração de sal influencia a circulação das águas à superfície do planeta.
Este projecto faz parte de um programa comum de observação da Terra, que reúne a ESA e as agências espaciais francesa (CNES) e espanhola (CDTI).
Site do Projecto SMOS:http://www.esa.int/SPECIALS/smos/
Notícia lida em Público.PT e em ElMundo.es

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Jason 2 no espaço





Satélite de observação oceânica
Jason 2 no espaço



O satélite franco-americano Jason 2, destinado a medir o nível dos oceanos, foi hoje lançado com êxito na Califórnia, num foguetão Delta 2, informou a NASA.

O satélite fornecerá medições precisas da evolução do nível dos mares para avaliar a extensão e o impacto das alterações climáticas nos próximos anos.

O satélite Jason-2 analisará não apenas o aumento no nível dos mares, mas também vai revelar como grandes massas de água estão se movimentando pelo planeta.

A informação será fundamental para ajudar as agências meteorológicas a fazer melhores previsões do tempo. O Jason-2 vai fornecer um mapa topográfico de 95% das partes livres de gelo dos oceanos da Terra a cada dez dias.

O Jason 2 foi lançado da base Vandenberg da Força Aérea dos Estados Unidos, na Califórnia, devendo posicionar-se numa órbita a 1.335 quilómetros de altitude.

O satélite prosseguirá as observações do nível dos oceanos e da circulação das correntes oceânicas do globo iniciadas em 1992 pelo satélite Topex/Poseidon e a partir de 2001 pelo seu sucessor, o Jason 1.
No coração da nova missão está o Poseidon 3, um altímetro que emite pulsos de microondas a partir da superfície do mar, constantemente. Ao cronometrar em quanto tempo o sinal faz a viagem de volta, o instrumento poderá determinar a altura da superfície do mar.
Segundo François Parisot, outra vantagem do Jason-2 é o fornecimento de informações em tempo real, disponíveis dentro de três horas a partir da recolha de medidas.
Isso será muito útil para prever tempestades. As informações vão ajudar meteorologistas a detectar quando uma tempestade irá ficar mais intensa e permitir assim alertas mais precisos.

As informações do Jason-2 também poderão fornecer informações que vão ajudar vários setores industriais a decidir quando as condições serão melhores para perfurações no fundo do mar ou para a colocação de cabos submarinos.O satélite também poderá ajudar na navegação marítima. Com informações a respeito das correntes (marítimas), é possível escolher a rota para ir mais rápido e economizar até 5% de combustível", acrescenta Escudier.

Trata-se de missões conjuntas da NASA e do Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES) de França.