terça-feira, 11 de maio de 2010

UMA PATA NA ÁGUA OUTRA NA TERRA

EXPOSIÇÂO ANFÍBIOS

Os anfíbios constituem o grupo de vertebrados mais ameaçado a nível mundial. Em Portugal, são animais pouco conhecidos pela população, estando frequentemente associados a mitos e crenças populares responsáveis pela sua aversão generalizada.
Integrada nas comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade, esta exposição pretende alertar para os perigos deste grupo e mudar a imagem destes animais de forma lúdica e interactiva.
Esta exposição constitui, o primeiro evento do plano de recuperação e remodelação da casa Andresen em pólo de excelência de divulgação da Biodiversidade.
A exposição pode ser visitada (ainda) até 15 de Maio na Casa Andresen, Jardim Botânico do Porto, todos os dias das 10h00 às 18h00. A organização é do CIBIO-UP.

"Nesta exposição, podes encontrar as rãs, salamandras, sapos e tritões de Portugal em diferentes aquaterrários que recriam os seus habitats naturais. As características mais espantosas destes animais ameaçados são exploradas de forma lúdica e interactiva e a participação de alguns dos melhores fotógrafos da natureza portugueses permitirá observar a sua beleza e a diversidade espantosa de cores, formas e comportamentos", explicam os organizadores.


A partir de dia 22 de Maio, «Uma pata na água outra na terra» junta-se às Comemorações do Dia Internacional da Biodiversidade, que o Ciência Hoje assinala no Palácio Sotto Mayor, na Figueira da Foz, onde vai ficar aberta ao público durante três semanas.




Podes ler mais em: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=41379&op=all

sábado, 8 de maio de 2010

QPEIXE? Vamos á procura dele!


QPEIXE -Iniciativa que visa conhecer melhor a fauna marinha de Portugal

O QPEIXE TROCADO POR MIÚDOS
O quê? Quando? Onde? Quem? Porquê? E como?

O QPeixe é um novo jogo onde os portugueses que gostam do mar fazem equipa com os biólogos marinhos. A partir de 15 de Maio de 2010, em toda a costa de Portugal, mergulhadores, apneístas, pescadores submarinos e desportivos estão convidados a participar nesta iniciativa. O objectivo é conhecer mais acerca da fauna marinha de Portugal Continental. O QPeixe é um novo desafio para todos os que gostam do mar. Basta aprender a identificar algumas espécies marinhas e comunicar aos cientistas onde as encontrou!
Peixes como os meros, os cavalos-marinhos e invertebrados como a anémona-nocturna são algumas das espécies para conhecer. Visite http://www.qpeixe.com/ para saber mais sobre estes animais marinhos e entrar no jogo que já começou!

As alterações climáticas, a exploração dos recursos marinhos e os processos ecológicos fazem com que a área onde existe cada espécie se altere ao longo do tempo. Para compreender melhor estas mudanças, o QPeixe visa recolher informação, durante 3 anos, sobre a presença de algumas espécies de peixes e invertebrados ao longo da nossa costa.

Cientistas querem conhecer Mar Português
O Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve criou o QPeixe para saber mais acerca de espécies ameaçadas ou de distribuição geográfica pouco conhecida.
Segundo Jorge Gonçalves, do CFRG do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve e promotor da iniciativa, “é um projecto baseado na boa vontade do trabalho voluntário e a comunidade de mergulho nacional é bastante dinâmica e sensível à causa ecológica, pelo que as expectativas são elevadas”.
Pretende-se essencialmente descobrir “a distribuição geográfica de organismos raros ou ameaçados, ou cuja presença entre nós não tenha sido registada, através de uma actividade de mergulho recreativa, um pouco por toda a costa”, continuou.
Cavalos-marinhos são uma das espécies a identificar
Após um processo de validação, os novos mapas de distribuição das espécies serão redefinidos, como o mero ou o coral-laranja e assim lançar bases para estudos mais aprofundados sobre a tendência evolutiva das suas populações e da qualidade dos seus habitats.

O benefício da biodiversidade

“O cidadão comum beneficia directamente da biodiversidade marinha na medida em que consome pescado, utiliza cosméticos com bases marinhas, tem aquários com organismos marinhos ou colecciona conchas de gastrópodes. Indirectamente, mas não menos importante, também beneficia do facto de que a biodiversidade marinha está na base de muitos medicamentos que o aliviam ou curam determinadas doenças, tendo potencialidades para ajudar em muitas mais. Para além disso, a biodiversidade marinha é a maior fonte de vida do planeta sendo fundamental para o equilíbrio do ecossistema terrestre no seu todo”, acrescentou.

Jorge Gonçalves ressalvou ainda que “o conhecimento do nosso património natural é essencial para a sua conservação, pois só preservamos aquilo de que gostamos ou precisamos e para isso é necessário ter conhecimento de causa”.
Para participar, visite o webside do projecto em http://www.qpeixe.com/ e aprenda a identificar as espécies marinhas que mais interessam aos cientistas. Depois, quando encontrar alguma destas espécies, basta assinalar no mapa do website as espécies e o local de observação. Vamos aceitar este desafio e conhecer o mar português!

domingo, 25 de abril de 2010

NASA Lança Livro de Aniversário dos 20 Anos do Hubble


Hubble captou imagens nunca antes vistas do cosmos (Crédito: NASA/ESA)
A Nasa deu um passo monumental com o lançamento do Telescópio Espacial Hubble, em abril de 1990. Desde então ele conquistou a mente e a imaginação de pessoas por todo o mundo. Para comemorar o 20 º aniversário deste feito científico, a NASA em parceria com a editora Abrams lança: “Hubble: A Journey Through Space and Time”, uma coleção dinâmica e única de imagens do Hubble.

Esse livro mostra o olhar profundo deste telescópio, único e inovador. A obra oferece uma viagem ao observatório, que revolucionou a astronomia e a fotografia. O livro destaca o legado visual espetacular do Hubble para a humanidade, com imagens deslumbrantes, que inclui as vinte mais importantes descobertas científicas do Hubble, até agora. Com imagens clássicas, todas selecionados por astrônomos da NASA, que mostram estrelas nascendo e morrendo, mudança e colisão de galáxias de um universo jovem no auge da criação.

“Este livro representa uma amostra dos 20 anos das descobertas do Hubble, que mudaram para sempre a visão do Universo, bem como o nosso lugar nele”, disse Ed Weiler, administrador associado e diretor da missão de ciência da NASA, em Washington, e autor do livro. O Hubble, através de suas descobertas, continuará a ter um impacto positivo no mundo por décadas. Muitas de suas maiores descobertas ainda está por vir.”

Complementando as impressionantes imagens, há comentários de cientistas notáveis e depoimentos de astronautas veteranos, que participaram de missões tripuladas da Nasa, para manutenção do Hubble.
Charles Bolden, hoje administrador da Nasa, pilotou o ônibus espacial que lançou o telescópio, fez o prefácio da obra. O resultado é uma história completa em primeira mão de um dos mais importantes instrumentos astronômicos da história .
Notícia lida em:
http://oexpressobandeirante.com/?p=2125
Para saberes mais sobre o Hubble e os seus 20 anos visita o site da NASA e também http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/hubble-20-anos/index.htm

sábado, 24 de abril de 2010

A Fantástica História do Hubble Desde a Sua Concepção

Hubble [Imagem: NASA/ESA]
Nome completo: Telescópio Espacial Hubble (Hubble Space Telescope). Idade: 20 anos. Actividade: fotografar o espaço enquanto dá voltas à Terra.

Para quem não conhece o seu portfolio, ficam algumas descobertas que nos foram transmitidas pelo telescópio mais famoso da História: a determinação da idade do Universo (treze mil milhões de anos); planetas extrasolares; os buracos negros; galáxias de diferentes tipos e formas...

Mais próximo do nosso planeta, o Hubble registou ainda acontecimentos únicos, como a colisão dos fragmentos do cometa Shoemaker-Levy contra o gigante Júpiter, em 1994. A lista de contributos para a Ciência continua. A Lei de Hubble, que estabeleceu que o Universo se encontra em expansão, só foi visualmente comprovada através deste autêntico observatório espacial.

No entanto, tinha começado mal. Primeiro, só foi lançado no dia 24 Abril de 1990, pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA), cinco anos depois do previsto, porque a tragédia do vaivém Challenger, na qual morreram sete astronautas, interrompeu o programa espacial norte-americano.

Depois, quando ficou finalmente em órbita, as suas primeiras fotografias estavam turvas e desfocadas. Descoberta a razão para a má qualidade das imagens -- defeitos de polimento no o espelho principal --, lá seguiram os astronautas Jeffrey Hoffmann e Story Musgrave em Dezembro de 1993 para o reparar.

Desde então, o Hubble conseguiu calar todas as vozes críticas, mostrando pormenores nunca vistos de estrelas, nebulosas, explosões de raios gama, galáxias vizinhas e longínquas, etc.

Ao todo, o Hubble observou mais de trinta mil objectos celestes e tirou meio milhão de fotografias. Nestes vinte anos, o telescópio (13 metros de altura por 4 de diâmetro, pesando 11 toneladas) recebeu a visita de cinco missões de reparação e actualização. Como por vezes fica com vista cansada, as câmaras têm de ser substituídas.

A última missão de serviço realizou-se no ano passado, e não haverá outra. O Hubble continuará a observar o espaço até deixar de funcionar. Quando isso acontecer, cairá no oceano. A NASA prevê que chegue aos 25 anos de vida.

O seu sucessor já tem nome: chama-se James Webb Space Telescope, baptizado em honra do segundo administrador da NASA, James Edwin Webb. http://aeiou.expresso.pt/parabens-hubble=f578390
Aqui ficam as datas...
1946
Lyman Spitzer lança o conceito de um telescópio espacial em seu artigo "Vantagens Astronómicas de um Observatório Extra-Terrestre".

1969
Coordenador por Spitzer, o Comitê Ad Hoc do Grande Telescópio Espacial pede formalmente à NASA o desenvolvimento de um telescópio orbital, num artigo chamado "Usos Científicos do Grande Telescópio Espacial."

1971
O recém formado grupo Gestão Científica do Grande Telescópio Espacial, da NASA, estuda a viabilidade de um telescópio orbital.

1977
O Congresso norte-americano aprova o financiamento para a construção do telescópio espacial. A NASA contrata a empresa Perkin-Elmer para fabricar os sistemas ópticos. A Lockheed vence a licitação para fabricar o corpo do telescópio.

1981
A empresa Perkin-Elmer termina a construção do espelho do telescópio espacial. Contudo, a empresa comete um erro, que só seria detectado após o lançamento do telescópio e que faz com que o espelho distorça as imagens.

1983
O telescópio espacial recebe oficialmente o nome de Hubble, em homenagem ao físico norte-americano Edwin P. Hubble.

1984
A empresa Perkin-Elmer termina a construção do sistema óptico do Telescópio Espacial Hubble - incluindo o defeito, ainda não detectado.

1985
A empresa Lockheed completa a montagem do Hubble.

1986
O lançamento do Telescópio Espacial Hubble é adiado devido ao acidente com o vaivém espacial Challenger.

1990 - 24 de Abril
O vaivém espacial Discovery coloca o Telescópio Espacial Hubble em órbita. Para decepção geral, as primeiras imagens saem totalmente distorcidas. Só então os cientistas descobrem que o espelho foi fabricado pela Perkin-Elmer com uma aberração esférica.

1993
Os astronautas do vaivém espacial Endeavour instalam lentes que corrigem o problema da aberração esférica. São instaladas as câmaras Wide Field e Planetary Câmera 2. Os computadores do Hubble são actualizados e os painéis solares são substituídos por novos.

1994
O Hubble fotografa a colisão dos destroços do cometa Shoemaker-Levy 9 contra a atmosfera de Júpiter, num dos feitos considerados entre os mais importantes da história da astronomia.

1997
Astronautas do ônibus espacial Discovery fazem a segunda manutenção do Hubble.

1998
As observações precisas da luminosidade de estrelas muito distantes confirmam que a expansão do universo está aumentando.

1999
Astronautas do Discovery substituem os seis giroscópios responsáveis por manter o alinhamento do Hubble.

2002
Astronautas do Columbia substituem os painéis solares do Hubble e instalam a Advanced Camera for Surveys.

2009
Astronautas do Atlantis realizam a última missão de manutenção do Hubble, trocando seus principais componentes e praticamente tornando-o um novo telescópio, ainda mais poderoso.

HUBBLE, o famoso telescópio espacial faz anos

Hubble: 20 anos a observar planetas fora do sistema solar
A observação e caracterização da atmosfera de planetas exteriores ao sistema solar, até então quase desconhecidos, foi um dos principais feitos do telescópio Hubble, lançado há 20 anos e que assinala hoje o seu aniversário.
A Nebulosa Carina, um dos maiores berçários de estrelas do Universo, e local de uma das fotos mais famosas do Hubble, chamada Pilares da Criação. [Imagem: NASA/ESA/M.Livio]

Para os norte-americanos, o feito mais marcante da era espacial talvez tenha sido a ida à Lua. Eles não estão longe de terem razão.

Mas naquele evento havia um quê de nacionalismo exacerbado, de uma época em que as guerras eram frias, embora os ânimos muito quentes.

Para o resto da humanidade, e mesmo talvez para muitos dos norte-americanos, contudo, o maior feito da era espacial até agora foi sem nenhuma dúvida o Telescópio Espacial Hubble.

Longe dos sonhos visionários da conquista espacial, o Hubble não levou astronautas à Lua ou a qualquer outro lugar. Ele fez mais do que isso. Ele trouxe até nós estrelas, galáxias, espectáculos celestiais que já se extinguiram há milhões de anos, como um registro que está gravado eternamente na luz que viaja pelo espaço.

E toda essa história, todas essas mensagens de um passado escrito no vácuo do Universo, por ondas que viajam sem precisar de naves, só pôde ser conhecida pelo homem graças aos instrumentos do Telescópio Espacial Hubble.

Já temos novos telescópios no espaço, mais poderosos, e logo teremos outros. Mas a história do Hubble também não poderá ser apagada. Sobretudo porque ela está registrada nas mentes e nos corações de toda uma geração, que aprendeu a deslumbrar-se com belezas que antes simplesmente não sabiam que existiam.

Ao longo de 20 anos de observações, foram 570.000 imagens de 30.000 objectos celestes. Não parece tanto se elas forem reduzidas aos 45 terabytes de dados que representam, algo como 5.800 DVDs, que caberiam numa caixa nem tão grande.

Mas cada imagem, além de deslumbrante, para a qual se pode olhar sem se cansar, representa um universo por si só - a maioria delas ainda continua sendo estudada pelos astrónomos. Só com base nas observações do Hubble, os cientistas geraram mais de 8.700 artigos científicos. E são quase mil novos artigos escritos a cada ano.

Essas pesquisas mudaram quase tudo o que se sabia de astronomia, um campo que claramente se divide entre antes e depois do Hubble. A idade do Universo, o crescimento das galáxias, buracos negros gigantes, energia escura, expansão acelerada do Universo - tudo isso passou pelos olhos do Hubble.

É por isso que o público aprendeu a amá-lo. E a amar a ciência que o Hubble representa. E não se trata de idolatrar um objecto. Ao contrário, trata-se de amar a própria criatividadee coragem humanas, de imaginar e realizar uma máquina tão grandiosa, que, lançada aos céus, para onde sempre olhamos com êxtase, traz o céu até nós.

Parabéns, Hubble, e muitos anos de vida.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O sol como nunca há sido visto antes


Estamos vendo o Sol. Esta bola flamejante e esverdeada é o nosso Sol, visto pelo Observatório da Dinâmica Solar da NASA, que enviou para a Terra as primeiras imagens de alta definição da nossa estrela, vista como nunca se viu, graças a uma nova sonda espacial. A NASA divulgou imagens que mostram detalhes, até hoje nunca vistos, da actividade que se registra na sua superfície. No Sol produzem-se reacções de fusão entre os átomos de hidrógenio que se transformam em hélio, produzindo-se a energia que dele é irradiada. Os cientistas acreditam que o sol dispõe de hidrogénio suficiente para continuar activo mais cinco mil milhões de anos. A sonda ajudará a melhorar os conhecimentos sobre a influência da radiação solar no clima da Terra.
Lançado a 11 de Fevereiro pela agência espacial norte-americana, é o observatório tecnologicamente mais avançado que alguma vez foi colocado no espaço para espreitar o Sol. Anteriormente só se conseguiam obter imagens de alta resolução de pequenas porções da sua superfície, agora o SDO (as iniciais em inglês do observatório) consegue fazê-lo de todo o disco solar.

As zonas azuis e verdes são as mais quentes (um milhão de graus Kelvin, ou qualquer coisa como 999.726 graus Celsius) e as projecções vermelhas apenas uns 60 mil graus Kelvin (59.726 Celsius). “Estas primeiras imagens mostram um Sol dinâmico como eu nunca vi em mais de 40 anos de investigação solar”, disse Richard Fischer, director da Divisão de Heliofísica da NASA, citado num comunicado da agência.

“Esta missão vai ter um enorme impacto científico, semelhante ao que o Telescópio Hubble teve na astrofísica moderna”, prometeu. Manter sob olho as tempestades solares — que perturbam os campos electromagnéticos na Terra—é um objectivos deste observatório, que quer compreender como funciona o Sol.




I Want...

Ontem celebrou-se o dia da Terra.
Mas o nosso planeta não precisa que lhe dediquem um só dia ...precisa de todos os dias.
Vamos dar uma mão à nossa terra. Encontrei este vídeo muito interessante no youtube colocado por http://www.greenpeace.org/international/getinvolved/give-earth-a-hand . Penso que a mensagem é clara - todos juntos ainda podemos fazer algo por ela... e por nós.



Podes ver o vídeo no youtube

terça-feira, 6 de abril de 2010

Descoberto o mecanismo da formação das flores


Imagem da inflorescência de "Arabidopsis". Foto: José Luis Riechmann / Science
Um grupo investigadores, descobriu, analisando uma Arabidopsis thaliana, o mecanismo molecular que regula quando e como se formam as flores. Publicado na revista «Science», o estudo caracteriza a rede de genes regulados pelo factor de transcrição (uma proteína que controla a activação e inactivação de outros genes) APETALA1.

O investigador José Luis Riechmann, do Centro de Investigação Agrogenómica, do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) espanhol, envolvido no estudo, explica, em comunicado, que “de certa forma APETALA1 actua como um maestro, coordenando, ao longo do tempo, a actividade dos distintos programas de desenvolvimento”.

APETALA1, primeiro, reprime o programa vegetativo (quando as plantas produzem folhas) e, posteriormente, activa o reprodutivo (a formação de flores).

Um dos genes controlados por este factor de transcrição é TERMINAL FLOWER 10. Este gene impede que o caule onde se formam as flores se converta também numa flor, o que permite que este cresça de forma continuada e produza muitas flores.

Apesar de até ao momento se desconhecer o mecanismo completo de floração, o factor de transcrição APETALA 1 não era estranho à comunidade científica. Estudos anteriores tinham revelado que a sua função consiste, primeiro, em iniciar a formação de meristemas florais (grupos de células indiferenciadas a partir dos quais se formam os diferentes órgãos da planta: raízes, caules, folhas e flores). Em segundo, faz com que se desenvolvam as sépalas e as pétalas, dois dos quatro tipos de órgãos que formam a flor (além dos estames e carpelos).

Também se sabia que os mecanismos que as plantas utilizam para determinar o melhor momento da floração provocam a activação do APETALA1, mas só agora se ficou a conhecer o mecanismo através do qual o gene actua.
Podes ler mais em elmundo.es e também em cienciahoje.pt

sábado, 3 de abril de 2010

“Save the Frogs Day”


A 30 de Abril de 2010, no “Save the Frogs Day” - dia internacional da conservação dos anfíbios, decorrerá na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa uma conferência onde será apresentado um conjunto excepcional de trabalhos nacionais e internacionais sobre este grupo faunístico particularmente sensível e tão frequentemente negligenciado.
Os anfíbios são particularmente sensíveis a alterações do meio e as suas populações têm vindo a regredir a um ritmo preocupante em todo o planeta, devido a um conjunto alargado de ameaças. Nos últimos 20 anos crê-se que se terão extinguido 168 espécies de anfíbios a nível mundial, um número alarmante que se prevê que continue a aumentar nas próximas décadas.
Apesar de ainda não se ter extinguido nenhuma espécie de anfíbio em Portugal, o panorama nacional não é animador, estando ameaçados pela destruição de habitat e desaparecimento de zonas húmidas para urbanização, monoculturas florestais exóticas, barragens e infra-estruturas viárias, poluição de rios e ribeiras, introdução de espécies exóticas, perseguição directa.

Neste contexto, e associado à iniciativa 2010 - Ano Internacional da Biodiversidade, o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (CIBIO-UP) e a Naturlink estão a organizar a conferência “Ecologia e Conservação de Anfíbios”, na qual serão apresentados os resultados de diversos projectos nacionais e internacionais relativos à ecologia e conservação destes animais, discutindo as principais ameaças a que estão sujeitos e como as enfrentar. A conferência decorrerá no próximo dia 30 de Abril de 2010 (“Save the Frogs Day” - dia internacional da conservação dos anfíbios), no auditório nº 2 da Fundação Calouste Gulbenkian (Av. de Berna , nº 45A, Lisboa).

Pretende-se que este evento seja não só muito útil e interessante para técnicos e investigadores que trabalham ou venham a trabalhar com anfíbios, bem como para planeadores, empresários, gestores do território, professores e estudantes, chamando a atenção da opinião pública para a fragilidade e importância deste grupo faunístico e da sua conservação.
Informação retirada do site:
http://naturlink.sapo.pt/

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Genoma do mandarim esconde chave da linguagem humana

Novas pistas sobre aprendizagem vocal do mandarim
Genoma da ave sequenciado por investigadores da Universidade de Washington


Mandarim - Imagem retirada da Flickr


O mandarim (Taeniopygia guttata) é um dos seres de maior interesse em laboratório, para os cientistas, por poderem ser usados como modelo de comparação entre outras aves. É um pássaro cantor, cujo comportamento e evolução têm grande interesse para os neurocientistas.

Uma equipa do Centro de Genoma, da Universidade de Washington (EUA), acabou de completar o genoma do mandarim e os primeiros resultados revelaram que pelo menos 800 genes são responsáveis pela sua habilidade para o canto, para além de terem identificado potenciais indícios genéticos relacionados com a evolução da comunicação vocal.

O estudo, publicado na «Nature», dá pistas sobre como é feita a aprendizagem a nível molecular, tanto em aves como em seres humanos. Segundo Richard K.Wilson, director do centro, uma das características particulares desta ave é o facto de aprenderem (no caso dos machos) a completar as melodias dos seus pais. Inicialmente, começam por balbuciar sons aleatórios (como as crianças) e depois, aprendem a imitar os sons dos progenitores, repetindo-os e passando-os à geração seguinte. As fêmeas já não têm a mesma capacidade de aprendizagem.

As melodias são simples e curtas (duram alguns segundos), mas são bastante complexas geneticamente, segundo referem os cientistas no estudo^. Estes especulam a possibilidade de trazer avanços relacionados com problemas e doenças ligadas à memória, fala e aprendizagem – já que têm a vantagem de poderem ter vários genes em comum com os humanos. Quando o mandarim canta ou ouve uma melodia, activa uma rede de neurónios bastante complexa no cérebro e grande parte dos genes implicados actuam como controladores da expressão de outros relacionados com a comunicação vocal.

Contudo, embora existam semelhanças com o ser humano, são ainda bastante diferentes já que o genoma desta ave tem mil milhões de bases (do DNA) e o do homem 2.800 milhões.
Notícia lida em cienciahoje.pt

sábado, 27 de março de 2010

Peixe-zebra revela segredo de reparação cardíaca






Conhecem o peixe -zebra? Aquele peixinho simpático que têm riscas no corpo.
Peixes ósseos como o peixe zebra tem uma notável capacidade com a qual os mamíferos só podem conseguir em sonhos: se retirarmos um pedaço de seu coração, eles nadam lentamente por alguns dias, mas passado um mês já parecem perfeitamente normais. Como eles conseguem fazer isso ou, mais importante, porque nós não conseguimos essa proeza, é uma das questões importantes na medicina regenerativa hoje.
Investigadores espanhóis e norte-americanos identificaram um tipo de células que participam na reparação cardíaca. Observando um peixe-zebra, os cientistas desvendaram parte do segredo dessa regeneração. Se este animal fica com o coração danificado por alguma razão consegue repará-lo no espaço de um mês. No estudo agora publicado na «Nature», os investigadores do Instituto Salk, na Califórnia, e do Centro de Medicina Regenerativa de Barcelona demonstram que são os cardiomiócitos (células do músculo cardíaco que permitem a contracção do coração) que permitem a regeneração.

Os cientistas acreditam que os mamíferos não estão tão distantes assim desse processo. Os corações humanos são incapazes de se regenerar. Depois de um ataque cardíaco, o músculo saudável é substituído por tecido com cicatrizes que não volta a contrair-se. No entanto, antes da bomba cardíaca se esgotar, as células do coração entram num estado de hibernação para tentarem salvar-se.

Este comportamento sugere que a regeneração nos mamíferos pode não ser uma utopia, acredita Juan Carlos Izpisúa, um dos investigadores. Até agora, todas as tentativas de recuperar corações em humanos depois de um ataque cardíaco centravam-se na utilização de células mãe provenientes da gordura, do músculo cardíaco ou da medula óssea.

A maneira pela qual a natureza trata o coração danificado parece ser muito mais simples. A ideia seria tentar imitar o que acontece no peixe-zebra. Evitar o implante de células exteriores e tentar activar a regeneração endógena pela diferenciação dos cardiomiócitos já existentes. Isso poderia ser feito, por exemplo, utilizando compostos químicos.

A equipa de investigação começou já à procura de moléculas para um dia dar “impulso” à natureza e permitir o uso de medicação.

Artigo: Zebrafish heart regeneration occurs by cardiomyocyte dedifferentiation and proliferation

quinta-feira, 18 de março de 2010

Bactérias abrem portas a nova técnica de identificação forense

Bactérias das mãos desvendam identidade de cada indivíduo
Técnica pode ser útil para a ciência forense

Nas nossas mãos vivem centenas de espécies de bactérias.
As bactérias são uma espécie de sinal capaz de desvendar a identidade de uma pessoa graças ao seu rastro, segundo um estudo de biólogos e bioquímicos norte-americanos. O trabalho, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, abre a porta ao desenvolvimento de uma nova técnica de identificação forense.“Cada um de nós deixa um rastro único de bactérias enquanto realizamos as nossas tarefas diárias”, afirmou Noah Fierer, autor principal do estudo da Universidade de Colorado-Boulde.Segundo o biólogo, enquanto a técnica está na sua fase preliminar, “eventualmente pode converter-se num valioso elemento, na caixa de ferramentas dos cientistas forenses”.
Já se conhecia a grande diversidade de micróbios que vivem nas mãos dos seres humanos − na pele, vivem centenas de espécies − “a novidade principal foi demonstrar que essas diferenças poderiam utilizar-se para identificar os objectos tocados pelas pessoas graças aos micróbios que deixavam”, explicou outro dos autores do estudo, Rob Knight. Segundo Fierer, a nova técnica, baseada na sequenciação genética, tem uma precisão de 70 a 90 por cento, uma percentagem que provavelmente aumentará quando se conseguir aperfeiçoar o método.
A equipa de investigadores recolheu amostras de ADN bacteriano das teclas de três computadores pessoais e misturou-as com as bactérias das mãos dos seus proprietários, para posteriormente compará-las com recolhas de outros teclados que nunca tinham sido tocados pelos sujeitos iniciais. A similitude foi muito maior entre as bactérias dos indivíduos e das dos seus computadores. Esta prova também funcionou 12 horas após os computares terem sido tocados pela última vez.
Rastro de bactérias nos objectos pode identificar pessoas. Numa outra experiência, os investigadores recolheram amostras de pele de dois indivíduos, congelaram uma delas a menos de 20 graus centígrados e deixaram a outra à temperatura ambiente durante duas semanas. Com isto provaram que as colónias de bactérias não sofreram alterações em nenhum dos casos, o que demonstra o valor dos micróbios para a medicina forense.Esta técnica pode ainda ser importante para a medicina legal quando é difícil obter DNA humano ou não existirem rastros de sangue, tecido, sémen ou saliva num objecto. Segundo Fierer, “devido à abundância das células bacterianas na superfície da pele poderia ser mais fácil recolher DNA bacteriano do que DNA humano das superfícies tocadas”.

Fonte da notícia: cienciahoje.pt

O fim das borboletas e outras espécies

Borboleta - imagem em Flickr

Um terço das 435 espécies de borboletas europeias diminuiu a sua população e nove por cento destas encontra-se em perigo de extinção, segundo a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN nas siglas em inglês), elaborada com a colaboração da Comissão Europeia.

Deste modo, o novo documento assinala que a perda de habitat natural está a ter “um sério impacto” sobre a população de borboletas europeias, assim como de besouros e libélulas.

E os números dizem que nove por cento das borboletas , 11 por cento de besouros ‘saproyxylic’ (aqueles que dependem de madeira podre) e 14 por cento das libélulas estão ameaçadas de extinção em toda a Europa.

“Quando se fala de espécies ameaçadas as pessoas pensam nas grandes e carismáticas criaturas, como ursos panda ou tigres, mas não nos podemos esquecer que as espécies mais pequenas são de igual importância para o nosso planeta, assim como imprescindíveis na conservação dos ecossistemas”, explicou a directora do grupo de Conservação da Biodiversidade da IUCN, Jane Smart, ao mesmo tempo que explicou que, por exemplo, as borboletas têm um papel muito importante como elementos polinizadores dos ecossistemas em que vivem.

O turismo, os incêndios, novas técnicas agrícolas e as mudanças climáticas são os grandes responsáveis por esta perda de biodiversidade. A IUCN afirma que a “Borboleta grande e branca da Madeira” está em perigo crítico de extinção já que não é vista na ilha nos últimos vinte anos.

Além disto, um terço das espécies de borboletas europeias não se encontra em nenhuma outra parte do mapa geográfico mundial e 22 destas espécies endémicas, 15 por cento delas, estão globalmente ameaçadas.



Pela primeira vez, a espécie de besouro saproxylic entrou na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas. Estes animais são os únicos que dependem da madeira podre, particularmente da armazenada em bosques, e têm um papel essencial, segundo os cientistas, na reciclagem de nutrientes.

Assim, um terço das 431 espécies são exclusivamente europeias, Nesta linha, 11 por cento (46 espécies) estão em perigo a nível regional e sete (29 espécies) a nível global.
As libélulas encontram-se praticamente em toda a Europa. 14% das 130 espécies catalogadas estão em risco; cinco por cento destas são consideradas extintas. Neste sentido, a IUCN indica que, como no caso das borboletas, muitas destas espécies também ameaçadas se concentram no sul da Europa devido ao clima de calor intenso e de Verões secos que combinados com fortes extracções da água das chuvas para o consumo e irrigação, provocam o decréscimo da população destes pequenos insectos.
“O futuro da Natureza é o nosso futuro e se esta falha, nós também falharemos. Os serviços que proporcionam os ecossistemas, como a garantia de comida e de água, assim como a regulação climática, são um pilar fundamental na nossa prosperidade. Quando uma lista como está lança o alarme, as implicações para o nosso próprio futuro são claras. É um declive populacional preocupante”, conclui o comissário para o Meio Ambiente da União Europeia, Janez Potocnik.

Para saberes mais podes dar um salto ao site

segunda-feira, 15 de março de 2010

No Top - os 20 países com mais espécies em perigo de extinção


Mother Nature Network é um portal sobre meio ambiente muito interessante que apresenta informação relativa a espécies extintas - plantas e animais-. Nele podes encontrar dados muito interessantes acerca do estado dos animais em extinção no nosso Planeta, como por exemplo, que no Hawaii 71 de espécies de aves extinguiram-se após a chegada dos humanos à ilha, que das 17 espécies de pinguins conhecidas 12 estão em perigo ou ainda que só restam 3.200 tigres em todo o mundo. Este último dado é deveras impressionante

Podes ver alguns pormenores como: A Colômbia e o México são os países com mais anfíbios, Os Estados Unidos com mais espécies de moluscos, A Indonésia com mais mamíferos, México com mais repteis e o Brasil com mais espécies de aves.


Clica na imagem para ampliá-la.

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site original da notícia: Aqui

quinta-feira, 11 de março de 2010

Uma imagem ...vale mais que 1000 palavras. Mas as palavras também tem valor. E muito.

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Imagem daqui

Proibição do comércio internacional do atum - rabilho

Europa decide apoiar a proibição de comércio internacional do atum rabilho.


A União Europeia (UE) decidiu ontem, em Bruxelas, apoiar a proibição de comércio internacional do atum rabilho, questão que será negociada numa reunião marcada para sábado em Doha (Qatar), de acordo com fontes diplomáticas dos 27.

Os embaixadores da UE aprovaram, por maioria qualificada, a proposta da Comissão Europeia de proibição das vendas internacionais e de pesca industrial do atum rabilho, a fim de salvar a espécie da extinção.

A medida será discutida na reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Selvagens da Fauna e da Flora Ameaçadas de Extinção (CITES), a ser realizada em 13 e 25 de março, em Doha.

A Comissão Europeia propôs em Fevereiro aos Estados-membros que apoiassem a proibição do comércio de atum rabilho em 2011.

A proibição não deverá ser total, estando prevista por Bruxelas uma exceção para a pesca artesanal.

As capturas de atum rabilho na UE foram este ano reduzidas em 39 por cento, sendo que Portugal tem uma quota marginal de 237,66 toneladas.

No início de Fevereiro, o Parlamento Europeu tinha já defendido a proibição do comércio de atum rabilho, também conhecido como atum vermelho.

Em meio século, de 1957 para 2007, a população de atum-rabilho reduziu-se em 75 por cento, com uma quebra de 60 por cento só na última década.

A Convenção CITES é o principal acordo global sobre a conservação das espécies selvagens, com o objetivo de evitar a exploração excessiva das espécies da fauna e da flora selvagens pelo comércio internacional.

As Partes na Convenção elevam-se a 175, incluindo os 27 Estados-Membros da UE.

Todos os países da bacia do Mediterrâneo têm interesse na pesca do atum rabilho e a UE detêm 57 por cento do total admissível de capturas, sendo a parte da Tunísia, Marrocos, Argélia e Líbia de 27 por cento e a do Japão de nove por cento.

O atum-rabilho é a maior das várias espécies de atum e os maiores exemplares, já muito raros, podem atingir os quatro metros de comprimento e cerca de 700 quilos de peso.

Fonte da notícia:

http://noticias.sapo.cv/inforpress/artigo/5170.html

quarta-feira, 10 de março de 2010

Abelhas preferem flores ricas em néctar com cafeína

Imagem de abelha retirada de Flickr

Se pensava ser o único que não conseguia funcionar antes de um cafezinho, enganou-se. Um estudo realizado pela Universidade de Haifa, em Israel, concluiu que as abelhas preferem o néctar de flores que contenha pequenas quantidades de cafeína e nicotina.

O néctar das flores é composto principalmente por açúcares, que são as moléculas por excelência,
fornecedoras da energia necessária à realização da polinização. Entretanto, existem algumas flores que, além dos glúcidos (açúcares), também possuem quantidades mínimas de substâncias tóxicas como a cafeína e a nicotina.
Com o intuito de determinar o papel destas substâncias - se eram imperceptíveis ou se tinham algum papel de sedução - cientistas israelenses ofereceram a insectos dois tipos de néctar artificial: um composto apenas por açúcar e outro que continha também pequenas quantidades de nicotina e cafeína. Por mais surpreendente que possa parecer, as abelhas escolheram o segundo tipo de néctar.
Os cientistas concluíram que o objectivo das flores é, tão somente atrair os insectos e não intoxicá-los.
A cafeína é encontrada principalmente em flores cítricas, com concentração entre 11 e 17,5 miligramas por litro. Já a nicotina, encontrada em árvores de tabaco, aparece com concentração de até 2,5 miligramas por litro.
Não parece haver dependência das abelhas, em relação às substâncias estimulantes. A prova disto é que quando se ofereceu uma dose superior a um miligrama de nicotina por litro, os insectos optavam pelo néctar sem substâncias.
A equipa de investigadores de Haifa referiu a dificuldade em determinar, se a presença de estimulantes no néctar é uma resposta evolutiva no sentido de tornar a polinização das flores mais eficiente. No entanto podemos afirmar sem dúvida que as espécies que sobreviveram à selecção natural foram aquelas que desenvolveram níveis correctos das substâncias estimulantes, que lhes conferiam a vantagem de atrair mais abelhas.
Os investigadores reforçaram que a pesquisa demonstrou a preferência por tais substâncias, e não o" vício". No entanto, novos testes serão realizados para saber se há ou não dependência.
Noticia lida em elmundo.es

domingo, 7 de março de 2010

Formigas da Tunísia descobrem caminho de casa através de olfacto em estéreo

Imagem artística que representa como as formigas usam o "olfacto" em estéreo para criarem um mapa de odores que usam na orientação para a sua casa - o formigueiro



Formigas Cataglyghis fortis - imagem retirada daqui


De acordo com notícia saída em BBC news, Cientistas descobriram uma espécie de formigas, Cataglyghis fortis, no deserto da Tunísia, que tem a prodigiosa capacidade de cheirar em estéreo. Recebem os cheiros nas suas antenas, e com isso conseguem reproduzir de alguma maneira o espaço à sua volta, uma paisagem de odores, que lhes permite situar-se, orientar-se e encontrar o seu formigueiro.
O Doutor Markus Knaden e col., do Instituto Max-Planck para a Ecologia Química em Jena, Alemanha, investigaram a orientação olfactiva da formiga do deserto Cataglyphis fortis. Os resultados dos seus trabalhos aparecem publicados na revista Animal Behaviour, editada on-line por ScienceDirect.

Como conseguem estas formigas esta proeza?
Conseguem fazê-lo fundamentalmente usando em simultâneo as suas duas antenas e determinando as direcções donde provêm os diferentes odores. Com esta habilidade realizam uma distribuição espacial no seu cérebro, criando uma espécie de mapa mental da área envolvente.

Já se conhecia outros animais (pombos, ratos e o ser humano) com a capacidade de cheirar em estéreo, mas estas formigas são o primeiro animal conhecido que consegue usar os odores para a orientação espacial.

Estas formigas afastam-se do seu formigueiro, em busca de comida até 100 metros, e depois conseguem encontrar a entrada do mesmo num ambiente como o deserto, onde é difícil encontrar referências de paisagem visual na sua escala.

Através de várias experiências e usando 4 diferentes odores marcados (A,B,C e D) na entrada do formigueiro, os cientistas determinaram que as formigas conseguem desenhar o mapa da área, graças à capacidade de "cheirar " esses odores e ainda que precisam das 2 antenas para poder localiza-lo. Formigas com apenas uma antena não foram capazes de encontrar o formigueiro. Portanto, não só detectam os cheiros, mas também as posições relativas de maneira que coincida com a imagem olfactiva da entrada do formigueiro.

Para Markus Knaden, é uma estratégia de sobrevivência numa região extrema. "O deserto hostil exige uma elevada capacidade de orientação que combine qualquer pista disponível", afirmou à BBC News. A equipa pretende a seguir estudar a relação entre o odor e a visão no contexto desta estratégia das formigas.

Site da notícia:

http://news.bbc.co.uk/earth/hi/earth_news/newsid_8539000/8539525.stm

terça-feira, 2 de março de 2010

Pesticida altera o sexo das rãs: de machos para fêmeas

O pesticida atrazina produz mudança de sexo transformando machos em femeas as quais conseguem reproduzir-se com sucesso. Na foto verifica-se o acasalamento de dois machos. o animal debaixo que sofreu os efeitos da exposição à atrazina consegue produzir ovos viáveis . (Foto: Tyrone B. Hayes/University of California)
A atrazina, o herbicida mais utilizado nos Estados Unidos, consegue tornar rãs machos em fêmeas, que são capazes de se reproduzirem com sucesso, adianta um novo estudo publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Embora investigações anteriores tenham demostrado que a atrazina pode causar anomalias sexuais nas rãs, como hermafroditismo, este estudo é o primeiro a descobrir que os efeitos da atrazina são duradouros e podem influenciar a reprodução de anfíbios.
De acordo com Tyrone B. Hayes, autor do estudo e investigador da Universidade da Califórnia (EUA), os resultados obtidos sugerem que a atrazina poderá ter efeitos potencialmente prejudiciais sobre as populações de anfíbios, animais que já estão a sofrer um declínio global. Sendo que esta substância, que já é proibida na Europa, interfere com a produção do estrógenio, presente nas mulheres e nas rãs, os resultados poderiam também ter implicações para os seres humanos, diz Hayes.
Os investigadores da equipa de Hayes acompanharam o crescimento de um grupo de 40 rãs, que se desenvolveu em água a qual continha níveis de atrazina semelhantes aos verificados em ambientes onde este herbicida é utilizado. Compararam posteriormente este grupo com outro composto também por 40 rãs criadas em água sem atrazina.
Tyrone B. Hayes e col. verificaram então que as rãs que não foram expostos ao herbicida permaneceram do sexo masculino, enquanto dez por cento das rãs do outro grupo foram completamente feminizadas. Embora os seus genes indicassem que eram do sexo masculino, a sua anatomia era feminina, possuindo inclusivamente ovários. Estas rãs conseguiram mesmo acasalar com machos e produzir ovos férteis. Nas rãs expostas à atrazina, mas que não mudaram de sexo e se mantiveram machos, foi verificado que houve uma redução da fertilidade e dos níveis de testosterona. Além disso, demonstraram estar menos aptas para comportamentos de acasalamento. retiradas estas estas conclusões, Hayes alerta para o perigo da atrazina que, juntamente com as mudanças climáticas, a perda de habitat e o perigo das espécies invasoras, pode pôr em risco as populações de anfíbios.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Golfinhos - A chave para tratar diabetes em humanos

Os golfinhos conseguem manter os níveis de açucar no cérebro de noite através de uma simulação do estado de diabetes. fotografia: Stuart Westmorland/Corbis.

Os golfinhos poderão tornar-se um modelo natural para o estudo da diabetes tipo 2 dos humanos, já que estes animais têm um mecanismo que se traduz numa condição fisiológica idêntica à da doença, mas que nos cetáceos é regulada consoante as necessidades.

A descoberta deste mecanismo foi anunciada por investigadores norte-americanos na conferência anual da American Association for the Advancement of Science (AAAS), em São Diego, Califórnia.

Os cientistas descobriram que os golfinhos parecem ter um dispositivo que lhes permite activar e desactivar nos seus organismos a diabetes tipo 2. Alguns estudos revelaram que estes mamíferos mudam para um estado diabético durante a noite, quando não se estão a alimentar, mas revertem esta situação para uma fisiologia normal na manhã seguinte, quando começam a comer.
Os cientistas acreditam que a diabetes surgiu nos golfinhos como uma adaptação evolutiva a uma dieta rica em proteínas e pobre em hidratos de carbono.

Esta descoberta sugere que os golfinhos conseguem operar um click genético que lhes permite “fazer de conta” que têm diabetes enquanto jejuam, não chegando, porém, a sofrer da doença.

Se os cientistas conseguirem identificar, nos humanos, uma eventual semelhança genética com esta característica dos golfinhos, poderão desenvolver medicamentos que “desliguem” a diabetes eficazmente, escreve o “The Guardian”.

Os tecidos das pessoas com diabetes tipo 2 tornam-se, com o tempo, resistentes à insulina, perdendo, por isso, a capacidade de controlar os níveis de açúcar no sangue. Esta doença pode causar danos irreparáveis no coração, fígado, visão e nervos, contribuindo para cinco por cento das mortes em todo o mundo a cada ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Ao que parece, os golfinhos imitam sofrer de diabetes para manter os altos níveis de açúcar quando a comida escasseia. Tal como os humanos, os golfinhos precisam de algum açúcar no sangue para que os seus cérebros funcionem normalmente.

“A nossa esperança é que esta descoberta possa dar origem a novas maneiras de prevenir, tratar e até curar a diabetes nos humanos”, indicou Stephanie Venn-Watson, responsável pelo estudo, levado a cabo na National Marine Mammal Foundation, em San Diego.

A equipa de Venn-Watson analisou cerca de mil amostras de sangue de 52 golfinhos enquanto estes jejuavam, durante a noite, e depois quando se alimentavam, durante a manhã. Durante a noite, o metabolismo dos golfinhos mudou drasticamente, mostrando características semelhantes às pessoas que sofrem de diabetes tipo 2.

“O que é interessante neste estudo é que, quando analisamos os golfinhos quando já estão a comer, de manhã, eles revertem para um estado não-diabético, o que indica que estes animais poderão ter uma espécie de ‘interruptor’ genético que faz com que liguem e desliguem a sua diabetes”, indicou Venn-Watson durante um encontro da American Association for the Advancement of Science, em San Diego.

Os humanos e os mamíferos têm os maiores cérebros de entre os mamíferos e ambos têm glóbulos vermelhos excepcionalmente permeáveis à glicose e que permitem transportar grandes quantidades de açúcar para o cérebro.

Nenhum outro animal, para além dos humanos, mostra o mesmo complexo quadro sintomático de diabetes como o fazem os golfinhos.

“Talvez este seja o vestígio de alguma coisa que esteja adormecida e que possa ser despertada e usada como terapia de cura”, indicou Venn-Watson.

“Não há nenhum desejo de transformar um golfinho num animal de laboratório, mas aquilo que poderemos fazer é comparar os seus genes com os genes humanos e procurar provas da existência desse interruptor genético”, acrescentou.