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terça-feira, 24 de agosto de 2010

A nossa Lua está a diminuir e a "ficar com rugas"

Estão a passar-se coisas estranhas na nossa lua. Ela está a diminuir e a ficar com "rugas"
Segundo um estudo publicado na revista “Science”, a Lua está “encolhendo como uma maçã velha”. As imagens mostram que a circunferência da superficie lunar contraiu pelo menos 100 metros, nos ultimos mil milhões de anos e está “ganhando rugas”. Esta foi a primeira vez que cientistas verificaram as modificações, atribuídas ao seu resfriamento interno.

Imagens mostram falhas na superfície lunar (NASA/Goddard/Arizona State University/Smithsonian)

As fotografias foram realizadas pela Sonda de Reconhecimento Lunar (LRO), da Nasa, que orbitou o satélite da Terra em junho de 2009. O principal autor do trabalho, Thomas Watters, do Museu Nacional do Ar e do Espaço, disse que as imagens de alta resolução feitas pela LRO vão “revolucionar a nossa percepção sobre a Lua”.

As imagens revelaram 14 novas escarpas lobulares — pequenas formações que, até agora, acreditava-se terem sido originadas por falhas tectónicas. São as mais jovens formações do satélite e, de acordo com Watters, provavelmente estão presentes em toda a Lua. A análise sugere que as escarpas se formaram durante um período de contracção, quando a Lua congelou e encolheu. (…)”
Ainda não se sabe, porém, os efeitos que o encolhimento pode causar.

As escarpas fotografadas são falhas geológicas de compressão, que ocorrem principalmente no planalto lunar. Elas foram primeiramente observadas em fotografias tiradas perto do equador da Lua pelas câmeras panorâmicas das naves Apollo 15, 16 e 17.

Mark Robinson, da Universidade do Arizona e coautor do estudo afirmou: "Nós não só detectamos várias escarpas lunares até agora desconhecidas, como ainda descobrimos muito mais detalhes das escarpas identificadas nas fotografias da Apollo."

As catorze escarpas anteriormente desconhecidas e agora reveladas indicam que as falhas de compressão estão largamente distribuídas pela Lua, e não agrupadas perto do equador.

Ler mais em ciencia hoje.pt e em http://www.nasa.gov/mission_pages/LRO/news/shrinking-moon.html

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Perseidas...uma prometedora chuva

Não precisa de ir sair... hoje o espectáculo está no céu.

Chuva de Perseidas -imagem aqui

É a promessa da NASA e de muitos fóruns de astronomia, por isso vale a pena acreditar. Este ano, a chuva de estrelas cadentes (meteoros) das Perseidas, que atingirá o ponto alto esta noite, vai poder ser observada com condições especiais - como a lua nova - e poderá ser uma das melhores edições desde 2007.

As Perseidas acontecem todos os Verões e chamam-se assim porque as estrelas parecem cair da constelação de Perseu, como se estivesse um guarda-chuva aberto apontado naquela direcção e os traços de luz escorregassem pelos seus aros. A NASA compara o fenómeno a uma viagem em que se acaba com capô e pára-brisas carregados de mosquitos mortos. "A Terra, como um carro a grande velocidade, viaja à volta do Sol, chocando com tudo o que apanha pela frente. Não há insectos no espaço, mas não faltam meteoróides, fragmentos da poeira de cometas e asteróides." Quando batem na atmosfera da Terra, desintegram-se em traços de luz - os meteoros.

No caso das Perseidas, os mosquitos são o rasto do cometa Swift-Tuttle e estão visíveis a partir de Julho, com um pico entre 8 e 14 de Agosto. A melhor janela de observação deste ano está prevista para hoje, entre as 21 e as 23 horas. "Não aparecem em grande número, mas mesmo um ou dois será suficiente. Um meteoro é algo para recordar durante vários anos", diz a NASA. Evitar zonas com muita luz e ter alguma paciência são as recomendações. Se quiser a companhia de especialistas, o Centro Ciência Viva de Constância tem um programa especial a partir das 18h00, com a palestra "Poderá uma estrela cair-nos em cima?"
O fenómeno acontece todos os anos por esta altura e pode ser visto entre a meia-noite e o amanhecer no hemisfério norte.

As perseidas podem atingir velocidades de entrada na atmosfera de 59 quilómetros por segundo. Espera-se para as noites de 12 e 13 de Agosto a queda de 50 meteoros por hora a 61 quilómetros por segundo.
Noticia lida aqui
Se quiser saber mais sobre este acontecimento, consulte a página do blogue AstroPT. e a da NASA.

domingo, 25 de julho de 2010

Encontradas as buckyballs, as maiores moleculas do espaço.

Concepção artística das moléculas de carbono conhecidas como "buckyballs", formadas por 60 átomos de carbono. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

O Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, descobriu no espaço, pela primeira vez, moléculas de carbono conhecidas como "buckyballs".

Buckyballs são moléculas em forma de bola de futebol que foram observadas pela primeira vez em laboratório há apenas 25 anos.

Assim nomeadas por se assemelharem às cúpulas geodésicas do arquitecto Buckminster Fuller, que têm círculos interligados na superfície de uma meia-esfera. Os cientistas já acreditavam que elas poderiam existir flutuando no espaço, mas ninguém havia conseguido detectá-las até agora.

"Nós encontramos aquelas que são agora as maiores moléculas existentes no espaço," disse o astrónomo Jan Cami, da Universidade de Western Ontario, no Canadá. "Estamos particularmente entusiasmados porque elas têm propriedades únicas que as torna elementos importantes para todos os tipos de processos físicos e químicos acontecendo no espaço."

As buckyballs são formadas por 60 átomos de carbono dispostos em estruturas esféricas tridimensionais. Os seus padrões alternados de hexágonos e pentágonos coincidem com o desenho típico de uma bola de futebol.

Os astrónomos descobriram também, pela primeira vez no espaço, a parente maior das buckyballs, conhecida como C70. Estas moléculas, constituídas de 70 átomos de carbono, têm uma forma ovalada, mais parecida com uma bola de rugby.

Os dois tipos de moléculas pertencem a uma classe conhecida oficialmente como buckminsterfulerenos, ou simplesmente fulerenos.
Os fulerenos são a terceira forma de carbono depois da grafite e do diamante, e podem apresentar-se em forma de esferas, elipsóides e cilindros.
As bolas de carbono foram localizadas em uma nebulosa planetária chamada Tc 1. Nebulosas planetárias são restos de estrelas como o Sol, que expelem suas camadas exteriores de gás e poeira à medida que envelhecem. Uma estrela quente e compacta, ou anã branca, que está no centro da nebulosa, ilumina e aquece essas nuvens de poeira estelar.

As buckyballs foram encontradas nessas nuvens, talvez reflectindo uma fase curta da vida da estrela, quando ela arremessa para o espaço uma nuvem de material rico em carbono.

O professor Harold W. Kroto da Universidade Estadual da Florida e Nobel de Química em 1996 pela descoberta dos fulerenos comemorou o fato, e afirmou: "Este avanço emocionante fornece provas convincentes de que os fulerenos, como sempre suspeitei, existiram desde tempos imemoriais nos recantos escuros da nossa galáxia.
Fonte: Science e NASA

terça-feira, 15 de junho de 2010

Descoberto um novo exoplaneta - o "Beta Pictoris b"

Impressão de artista que mostra o planeta dentro do disco de Beta Pictoris.
Crédito: ESO/L. Calçada
Os astrónomos conseguiram pela primeira vez seguir directamente o movimento de um planeta extrasolar à medida que se movia de um lado para o outro da sua estrela-mãe.
Crédito: ESO/A.-M. Lagrange

Uma equipa de astrónomos franceses utilizando o VLT (Very Large Telescope) do ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile, capturou um planeta que orbita a estrela Beta Pictoris em movimento.
O Beta Pictoris b será um planeta gigante, com 9 vezes a massa de Júpiter e que está a 8 unidades astronómicas da sua estrela. A ser assim, será a primeira imagem de um planeta extrasolar próximo da sua estrela (cerca da mesma distância que Saturno está da Terra).
A estrela Beta Pictoris dista 60 anos-luz de nós, situa-se na constelação Pictor e é bastante jovem (tem somente 12 milhões de anos). É a mais jovem estrela a abrigar um planeta.
(na imagem vê-se o brilho de Beta Pictoris b, como diz na legenda)

A descoberta, publicada na Science, demonstra que os planetas gigantes podem formar-se próximo das estrelas em períodos muito mais curtos do que se pensava.

Até hoje, foram encontrados 450 exoplanetas. Porém, Beta Pictoris b é um dos poucos a ter sido detectado por observação directa (sem o uso de medições indirectas, baseadas nas variações do brilho reflectido pelo planeta).

Esta descoberta revela-se importante pois este exoplaneta pode vir a fornecer pistas sobre a formação de planetas gigantes como Júpiter.
Noticia lida em http://www.ccvalg.pt/
e em Science

sábado, 24 de abril de 2010

A Fantástica História do Hubble Desde a Sua Concepção

Hubble [Imagem: NASA/ESA]
Nome completo: Telescópio Espacial Hubble (Hubble Space Telescope). Idade: 20 anos. Actividade: fotografar o espaço enquanto dá voltas à Terra.

Para quem não conhece o seu portfolio, ficam algumas descobertas que nos foram transmitidas pelo telescópio mais famoso da História: a determinação da idade do Universo (treze mil milhões de anos); planetas extrasolares; os buracos negros; galáxias de diferentes tipos e formas...

Mais próximo do nosso planeta, o Hubble registou ainda acontecimentos únicos, como a colisão dos fragmentos do cometa Shoemaker-Levy contra o gigante Júpiter, em 1994. A lista de contributos para a Ciência continua. A Lei de Hubble, que estabeleceu que o Universo se encontra em expansão, só foi visualmente comprovada através deste autêntico observatório espacial.

No entanto, tinha começado mal. Primeiro, só foi lançado no dia 24 Abril de 1990, pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA), cinco anos depois do previsto, porque a tragédia do vaivém Challenger, na qual morreram sete astronautas, interrompeu o programa espacial norte-americano.

Depois, quando ficou finalmente em órbita, as suas primeiras fotografias estavam turvas e desfocadas. Descoberta a razão para a má qualidade das imagens -- defeitos de polimento no o espelho principal --, lá seguiram os astronautas Jeffrey Hoffmann e Story Musgrave em Dezembro de 1993 para o reparar.

Desde então, o Hubble conseguiu calar todas as vozes críticas, mostrando pormenores nunca vistos de estrelas, nebulosas, explosões de raios gama, galáxias vizinhas e longínquas, etc.

Ao todo, o Hubble observou mais de trinta mil objectos celestes e tirou meio milhão de fotografias. Nestes vinte anos, o telescópio (13 metros de altura por 4 de diâmetro, pesando 11 toneladas) recebeu a visita de cinco missões de reparação e actualização. Como por vezes fica com vista cansada, as câmaras têm de ser substituídas.

A última missão de serviço realizou-se no ano passado, e não haverá outra. O Hubble continuará a observar o espaço até deixar de funcionar. Quando isso acontecer, cairá no oceano. A NASA prevê que chegue aos 25 anos de vida.

O seu sucessor já tem nome: chama-se James Webb Space Telescope, baptizado em honra do segundo administrador da NASA, James Edwin Webb. http://aeiou.expresso.pt/parabens-hubble=f578390
Aqui ficam as datas...
1946
Lyman Spitzer lança o conceito de um telescópio espacial em seu artigo "Vantagens Astronómicas de um Observatório Extra-Terrestre".

1969
Coordenador por Spitzer, o Comitê Ad Hoc do Grande Telescópio Espacial pede formalmente à NASA o desenvolvimento de um telescópio orbital, num artigo chamado "Usos Científicos do Grande Telescópio Espacial."

1971
O recém formado grupo Gestão Científica do Grande Telescópio Espacial, da NASA, estuda a viabilidade de um telescópio orbital.

1977
O Congresso norte-americano aprova o financiamento para a construção do telescópio espacial. A NASA contrata a empresa Perkin-Elmer para fabricar os sistemas ópticos. A Lockheed vence a licitação para fabricar o corpo do telescópio.

1981
A empresa Perkin-Elmer termina a construção do espelho do telescópio espacial. Contudo, a empresa comete um erro, que só seria detectado após o lançamento do telescópio e que faz com que o espelho distorça as imagens.

1983
O telescópio espacial recebe oficialmente o nome de Hubble, em homenagem ao físico norte-americano Edwin P. Hubble.

1984
A empresa Perkin-Elmer termina a construção do sistema óptico do Telescópio Espacial Hubble - incluindo o defeito, ainda não detectado.

1985
A empresa Lockheed completa a montagem do Hubble.

1986
O lançamento do Telescópio Espacial Hubble é adiado devido ao acidente com o vaivém espacial Challenger.

1990 - 24 de Abril
O vaivém espacial Discovery coloca o Telescópio Espacial Hubble em órbita. Para decepção geral, as primeiras imagens saem totalmente distorcidas. Só então os cientistas descobrem que o espelho foi fabricado pela Perkin-Elmer com uma aberração esférica.

1993
Os astronautas do vaivém espacial Endeavour instalam lentes que corrigem o problema da aberração esférica. São instaladas as câmaras Wide Field e Planetary Câmera 2. Os computadores do Hubble são actualizados e os painéis solares são substituídos por novos.

1994
O Hubble fotografa a colisão dos destroços do cometa Shoemaker-Levy 9 contra a atmosfera de Júpiter, num dos feitos considerados entre os mais importantes da história da astronomia.

1997
Astronautas do ônibus espacial Discovery fazem a segunda manutenção do Hubble.

1998
As observações precisas da luminosidade de estrelas muito distantes confirmam que a expansão do universo está aumentando.

1999
Astronautas do Discovery substituem os seis giroscópios responsáveis por manter o alinhamento do Hubble.

2002
Astronautas do Columbia substituem os painéis solares do Hubble e instalam a Advanced Camera for Surveys.

2009
Astronautas do Atlantis realizam a última missão de manutenção do Hubble, trocando seus principais componentes e praticamente tornando-o um novo telescópio, ainda mais poderoso.

HUBBLE, o famoso telescópio espacial faz anos

Hubble: 20 anos a observar planetas fora do sistema solar
A observação e caracterização da atmosfera de planetas exteriores ao sistema solar, até então quase desconhecidos, foi um dos principais feitos do telescópio Hubble, lançado há 20 anos e que assinala hoje o seu aniversário.
A Nebulosa Carina, um dos maiores berçários de estrelas do Universo, e local de uma das fotos mais famosas do Hubble, chamada Pilares da Criação. [Imagem: NASA/ESA/M.Livio]

Para os norte-americanos, o feito mais marcante da era espacial talvez tenha sido a ida à Lua. Eles não estão longe de terem razão.

Mas naquele evento havia um quê de nacionalismo exacerbado, de uma época em que as guerras eram frias, embora os ânimos muito quentes.

Para o resto da humanidade, e mesmo talvez para muitos dos norte-americanos, contudo, o maior feito da era espacial até agora foi sem nenhuma dúvida o Telescópio Espacial Hubble.

Longe dos sonhos visionários da conquista espacial, o Hubble não levou astronautas à Lua ou a qualquer outro lugar. Ele fez mais do que isso. Ele trouxe até nós estrelas, galáxias, espectáculos celestiais que já se extinguiram há milhões de anos, como um registro que está gravado eternamente na luz que viaja pelo espaço.

E toda essa história, todas essas mensagens de um passado escrito no vácuo do Universo, por ondas que viajam sem precisar de naves, só pôde ser conhecida pelo homem graças aos instrumentos do Telescópio Espacial Hubble.

Já temos novos telescópios no espaço, mais poderosos, e logo teremos outros. Mas a história do Hubble também não poderá ser apagada. Sobretudo porque ela está registrada nas mentes e nos corações de toda uma geração, que aprendeu a deslumbrar-se com belezas que antes simplesmente não sabiam que existiam.

Ao longo de 20 anos de observações, foram 570.000 imagens de 30.000 objectos celestes. Não parece tanto se elas forem reduzidas aos 45 terabytes de dados que representam, algo como 5.800 DVDs, que caberiam numa caixa nem tão grande.

Mas cada imagem, além de deslumbrante, para a qual se pode olhar sem se cansar, representa um universo por si só - a maioria delas ainda continua sendo estudada pelos astrónomos. Só com base nas observações do Hubble, os cientistas geraram mais de 8.700 artigos científicos. E são quase mil novos artigos escritos a cada ano.

Essas pesquisas mudaram quase tudo o que se sabia de astronomia, um campo que claramente se divide entre antes e depois do Hubble. A idade do Universo, o crescimento das galáxias, buracos negros gigantes, energia escura, expansão acelerada do Universo - tudo isso passou pelos olhos do Hubble.

É por isso que o público aprendeu a amá-lo. E a amar a ciência que o Hubble representa. E não se trata de idolatrar um objecto. Ao contrário, trata-se de amar a própria criatividadee coragem humanas, de imaginar e realizar uma máquina tão grandiosa, que, lançada aos céus, para onde sempre olhamos com êxtase, traz o céu até nós.

Parabéns, Hubble, e muitos anos de vida.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Descoberta SUPERTERRA parecida com a NOSSA TERRA

Foto retirada daqui

Um grupo de astrônomos do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, nos Estados Unidos, descobriu um planeta com uma massa seis vezes maior que a da Terra e que pode ter 75% de sua superfície coberta de água, além de uma atmosfera gasosa. A descoberta do planeta, que é um dos que mais se parece com o nosso até então, foi publicada nesta quinta-feira pela revista Nature. A sua descoberta, representa "um grande passo à frente" na procura de mundos semelhantes à Terra, referiu Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia.


A "Super-Terra", nome dado ao planeta baptizado de GJ 1214b, está a 42 anos-luz de distância num outro sistema solar. A sua proximidade torna possível estudá-lo a ponto de determinar sua atmosfera, informaram os cientistas. "Isso faria desse planeta a primeira 'Super-Terra' com atmosfera confirmada - mesmo que esta atmosfera não seja boa para a vida como a conhecemos", explicou David Charbonneau, que coordenou a equipa de pesquisa.

O GJ 1214b tem uma órbita de 38 horas em torno de uma estrela pequena e fraca, com cerca de um quinto do tamanho do Sol. A temperatura do novo planeta, no entanto, é muito alta para abrigar formas de vida como as terrestres, já que os cientistas calculam que ela ronda os 2o0 graus Celsius.

A maior semelhança com a Terra está na densidade, apontam os cientistas. As descobertas até agora sugerem que o planeta recém descoberto é composto por cerca de três quartos de água e gelo e um quarto de rocha. "Apesar de sua temperatura alta, este parece ser um mundo de água", disse Zachory Berta, estudante que primeiro identificou dados sobre a presença do planeta.

"É muito menor, mais frio e mais parecido com a Terra do que qualquer outro exoplaneta", referiu Berta. Exoplaneta ou planeta extra-solar é qualquer um localizado fora do nosso Sistema Solar. Berta explicou que parte da água da "Super-Terra" provavelmente está no estado cristalino, o qual existe em ambientes com pressão atmosférica pelo menos 20 mil vezes superior à encontrada ao nível do mar no nosso planeta.
Podes ler mais sobre a notícia nos links:
http://www.ccvalg.pt/
Nature (requer subscrição)
Universe Today
SPACE.com
New Scientist
National Geographic
PHYSORG.com
Wired
MSNBC
BBC News
Scientific American

domingo, 8 de novembro de 2009

Mercúrio sempre a surpreender...

A sonda norte-americana "Messenger" que sobrevoou Mercúrio a 29 de Setembro de 2009 revelou quase toda a superfície do planeta, até ao momento desconhecida. Foram captadas imagens a cores que permitiram detectar uma grande abundância de ferro e titânio à superfície do planeta.
Na imagem, a área amarela (parte superior) mostra uma forte atividade vulcânica explosiva. No centro, a bacia de 29 km de diâmetro tem um interior liso que pode ser o resultado de vulcanismo efusivo.
A sonda Messenger recolheu dados a partir dos quais, é agora possível conhecer quase toda a superfície, até agora misteriosa, do planeta mais pequeno do sistema solar, revelou a NASA.

Cerca de 98 por cento da superfície do planeta está fotografada, graças aos dados obtidos pelo Messenger em Setembro deste ano, em Janeiro e Outubro de 2008 e ainda pelo Mariner 10 (primeiro engenho a aproximar-se de Mercúrio em 1974 e 1975). Apenas os dois pólos ainda estão por descobrir. Messenger vai olhar para essas regiões quando se instalar, de forma permanente, na órbita do planeta em 2011. “Ainda que a superfície de Mercúrio fotografada (em Setembro) a baixa altitude represente menos de 563 quilómetros de parte a parte do equador, as novas imagens lembram-nos que Mercúrio está sempre a surpreender-nos”, escreve em comunicado Sean Solomon, responsável científico por esta missão. Os instrumentos a bordo da sonda captaram imagens a cores de alta definição, permitindo desvendar novas características geológicas. Esta missão do Messenger mostrou também uma grande abundância de ferro e de titânio à superfície do planeta. A descoberta foi uma surpresa porque as observações feitas da Terra e nos voos antecedentes do Messenger mostraram uma fraca concentração destes metais.
Os novos dados sobre a composição de Mercúrio levantam novas questões sobre a sua origem. Alguns cientistas afirmam que Mercúrio se formou principalmente a partir de restos de um corpo que terá colidido com a Terra.
Site original da notícia em NASA
Noticia lida em Público.pt

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Herança do HARPS - a incrível descoberta de 32 novos planetas extra-solares

É a mais recente revelação das descobertas feitas com o HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher). Uma equipa de cientistas anunciou o achado de mais 32 planetas extra-solares.
Concepção artística de planeta extra-solar com massa 6 vezes maior que a da Terra orbitando a estrela Gliese 667 C a um vigésimo da distância entre a Terra e o Sol. O sistema em que o exoplaneta se move é "triplo", com três estrelas. No desenho, ao fundo, as outras duas estrelas (ESO/L. Calçada)
Dos mais de 400 exoplanetas encontrados até agora, 75 foram detectados nos últimos cinco anos com a ajuda desta importante ferramenta de alta precisão.
Numa teleconferência emitida a partir do Porto, na segunda-feira, uma equipa de astrónomos divulgou as mais recentes descobertas revelando um conjunto de exoplanetas que serão vizinhos do nosso sistema solar. Nuno Santos, o cientista português do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), esteve envolvido no trabalho que se dedicou aos planetas descobertos em torno de estrelas com baixo conteúdo em metais.
O HARPS permitiu detectar 32 exoplanetas com massas que vão desde cinco vezes a massa da Terra até 10 vezes a massa de Júpiter. "Com os nossos resultados, sabemos agora que entre 40 a 60 por cento das estrelas do tipo do Sol têm planetas com pequena massa. Isto é muito importante porque significa que estão por toda a parte", disse Stéphane Udry, investigador da Universidade de Genebra, adiantando que assim nos poderemos aproximar de planetas com massas semelhantes à Terra. Até agora, o planeta encontrado com a menor massa tinha duas vezes a massa da Terra mas não era habitável pois estava muito próximo da sua estrela e não foi detectado com a ajuda do HARPS. Dos 28 planetas descobertos até agora com massas inferiores a 20 vezes a massa da Terra, 24 foram encontrados com o HARPS.
À procura de outra Terra
Desde 1995 que se descobrem novos planetas. No total. são já mais de 400. Nos últimos cinco anos, o programa do HARPS contribui com 75 descobertas para esta aventura fora do nosso sistema solar.Hoje, ficámos a conhecer alguns traços de 32 destes exoplanetas. Dentro de cerca de seis meses, os cientistas deverão anunciar um novo conjunto de exoplanetas encontrados com o HARPS. O objectivo é procurar planetas idênticos à Terra. Faltam as ferramentas. Para já, os cientistas apostam nos avanços que o projecto ESPRESSO (no qual Nuno Santos também está envolvido) poderá trazer na detecção de novos planetas com uma precisão de dez centímetros por segundo. Mais para à frente, estará o projecto Codex que promete alcançar a proeza de um centímetro por segundo. Depois de detectados planetas semelhantes à Terra será necessário aplicar novas ferramentas para analisar a atmosfera e procurar saber se são habitáveis. Além dos instrumentos usados a anos-luz de distância, será ainda necessário embarcar em missões espaciais para cumprir a aventura da busca por um planeta igual à Terra.
Fonte da notícia: público.pt

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Saturno tem o maior anel do Sistema Solar

Cientistas da NASA descobriram um anel gigante em torno de Saturno. Esta auréola, nunca antes vista, é a maior que envolve o planeta e tem um diâmetro de 240 mil quilómetros. Seriam necessárias mil milhões de Terras para encher o anel.
Apesar de ser quase invisível, visto que é constituído por gelo e partículas de pó espacial bastante separadas, foi detectado graças ao brilho provocado pela poeira perante as radiações térmicas usadas por uma câmara de infra-vermelhos a bordo do satélite Spitzer.
A parte mais densa do anel localiza-se a seis milhões de quilómetros de Saturno e estende-se por 12 milhões de quilómetros. A sua altura é vinte vezes maior do que o diâmetro do planeta que envolve. Outra peculiaridade do anel recém-descoberto é que está a 27 graus de inclinação do eixo central e mais visível do anel principal de Saturno.
"Se fosse visível a partir da Terra, veríamos o anel com a largura de duas luas cheias, com Saturno no meio", referiu a astrónoma Anne Verbiscer, autora do artigo publicado na Nature sobre esta descoberta.
Os cientistas acreditam que a lua Phoebe, que orbita em torno de Saturno, através dos materiais que liberta quando é atingida por cometas, é a principal contribuinte para a formação deste anel gigante.
Esta descoberta poderá vir a revelar um dos maiores mistérios da astronomia, que envolve a Lua de Iapetus, caracterizada por ter um lado claro e outro bastante escuro. Segundo a equipa de Anne Verbiscer, o anel gira na mesma direcção de Phoebe e no sentido contrário de Iapetus, fazendo com que o material do anel colida com esta última. Isto poderá explicar a sua diferente coloração.
Fonte da notícia: cienciahoje.pt

sábado, 19 de setembro de 2009

Mais próximo das estrelas com GigaGalaxy Zoom

Um projecto da Organização Europeia para Pesquisa Astronómica no Hemisfério Sul (ESO, na sigla em inglês)no âmbito do AIA 2009 o GigaGalaxy Zoom permite ir pela Via Láctea "adentro". Com um panorama interactivo de 800 milhões de pixeis do céu, é possível ter acesso a informação e imagens objectos de céu profundo (e não só). Vale a pena espreitar as nossas vizinhanças para ver as estrelas mais de perto e aprender mais sobre a Via Láctea. Basta clicar sobre o grande panorama, obtendo informações e imagens detalhadas de certas regiões específicas.
As mais de 1.200 fotos que compõem a imagem foram feitas pelo fotógrafo francês Serge Brunier. Ele passou as semanas entre Agosto de 2008 e Fevereiro de 2009 nos observatórios do ESO no Chile, La Silla e Paranal, e em La Palma, nas Ilhas Canárias.
Com as fotos brutas o francês Frédéric Tapissier e outros especialistas do ESO recriaram o céu exactamente como os nossos olhos o vêem do melhor ponto de observação do planeta, montando um panorama de 360º que abrange toda a abóbada celeste. A imagem final possui uns espantosos 800 milhões de pixels – no entanto, a versão disponibilizada na internet para o público está com “apenas” 18 milhões.
Clica aqui para iniciares a viagem.Vais descobrir novos mundos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Encontrado aminoácido pela primeira vez num cometa

Cientistas da NASA descobriram glicina, um dos blocos fundamentais da vida, em amostras do cometa Wild 2 enviadas pela sonda Stardust da NASA.

Cometa Wild 2 e sonda Stardust(impressão de artista) -Crédito: NASA/JPL(clique na imagem para ver versão maior)

Depois dos asteróides, é a vez de se descobrir moléculas da vida em cometas. A glicina, um dos 20 aminoácidos conhecidos – que juntos fabricam milhares de proteínas diferentes em todos os seres vivos –, foi recolhida pela sonda espacial Stardust da NASA, a partir da cauda do cometa Wild 2.


As proteínas são das mais importantes moléculas para a vida, usadas em tudo, desde estruturas como o cabelo até às enzimas, os catalisadores que aumentam ou regulam as reacções químicas. Tal como as letras do alfabeto são organizadas em combinações infinitas para formar palavras, a vida usa 20 diferentes tipos de aminoácidos numa enorme variedade de arranjos para construír milhões de proteínas diferentes.


“A nossa descoberta dá força à teoria de que alguns dos ingredientes da vida se formaram no espaço e chegaram à Terra há muito tempo, através de impactos de meteoritos e cometas”, disse Jamie Elsila, do Goddard Space Flight Center da NASA, que fica em Greenblet, em Maryland. A investigadora é a primeira autora do artigo que descreve a descoberta, e que será publicado na revista "Meteoritics and Planetary Science". A pesquisa foi apresentada durante uma reunião da Sociedade Química Americana em Washington, no passado dia 16 de Agosto.


"A descoberta de glicina num cometa suporta a ideia que os principais blocos da vida são prevalentes no espaço, e reforça o argumento que a vida no Universo pode ser comum em vez de rara," disse o Dr. Carl Pilcher, Director do Instituto de Astrobiologia da NASA, que co-financiou o estudo.


A sonda Stardust passou através de uma densa nuvem de poeiras e gases que rodeavam o núcleo de gelo do Wild 2 em Janeiro de 2004. À medida que viajava por este material, uma grelha especial de recolha, cheia de aerogel - um material esponjoso, composto por mais de 99% espaço vazio -, gentilmente capturava amostras de gás e poeira cometária. A grelha veio alojada numa cápsula que se libertou da sonda e que aterrou na Terra a 15 de Janeiro de 2006. Desde aí, cientistas de todo o mundo mantiveram-se ocupados a analisar as amostras de modo a aprender os segredos da formação dos cometas e da história do nosso Sistema Solar. Os cientistas tiveram que se certificar de que a glicina foi mesmo fabricada no espaço. Para isso mediram a quantidade de carbono 13, uma variação do carbono que existe em maior quantidade no espaço e também em maior quantidade na glicina.


Notícia lida em Público.pt, ciênciahoje.pt e em http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2009/08/19_aminoacido_cometa.htm

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Poderosa e surpreendente tempestade observada em Titã, pela primeira vez

Saturn and Titan (six o'clock). CREDIT: Gemini Observatory/AURA/Henry Roe, Lowell Observatory/Emily Schaller, Insitute for Astronomy, University of Hawai‘i


Anéis de Saturno e a lua Titã - 800 x 600 - 154k - jpg
cchla.ufpb.br

Um artigo científico que descreve a primeira tempestade observada a latitudes tropicais da lua de Saturno, Titã, foi publicado na edição de 13 de Agosto da revista Nature. A chuva que cai em Titã não é de água, na realidade metano líquido e pode ser responsável pela formação de canais e de outras características perto do equador, observadas pela sonda Huygens em 2005. O estudo foi escrito pela, Dra. Emily Schaller, enquanto trabalhava para o Hubble no Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii.



Gigantesca trovoada rebenta nos trópicos de Titã. (Credit: Emily Schaller et al./Gemini Observatory


A gigantesca tempestade, observada com o Complexo de Telescópios Infravermelhos da NASA e o Telescópio Gemini Norte em Mauna Kea, Hawaii, cobriu quase três milhões de quilómetros quadrados, aproximadamente o tamanho da Índia. Enquanto o diâmetro da Terra é de 12.756 km, o de Titã é de 5.150 km, apenas um pouco maior que Mercúrio, o planeta mais pequeno do nosso Sistema Solar.
Titã é a única lua do Sistema Solar com uma espessa atmosfera, e tal como a Terra, tem um ciclo meteorológico que inclui nuvens e chuva. No entanto, em Titã, a substância que forma as nuvens e que precipita sobre a superfície, não é água, mas sim metano (gás natural). Titã é tão frio com temperatura de -178ºC, que o metano é líquido, e existem "rochas" feitas de água gelada, em vez de rocha.
As nuvens em Titã são geralmente muito mais pequenas e ocorrem com muito menos frequência que na Terra, o que levou os cientistas a questionar como é que os rios e canais observados pela sonda Cassini e pela Huygens se formaram. "Após mais de 3 anos a observar Titã e a descobrir pouca ou quase nenhuma actividade nas suas nuvens, Titã subitamente proporcionou-nos um espectáculo," exclamou Schaller.
Ao contrário dos enormes canais em Marte, que foram provavelmente escavados há milhões ou milhares de milhões de anos por áqua líquida, as características esculpidas em Titã, como as da Terra, continuam a formar-se hoje em dia. As observações durante os próximos anos com telescópios em terra ou por instrumentos a bordo da Cassini, irão continuar a revelar mais pistas acerca da meteorologia e da geologia deste mundo, que partilha muitas semelhanças com o nosso.
A missão Cassini-Huygens foi lançada em 1997 e alcançou Saturno em Julho de 2004. A Cassini completou a sua missão inicial de quatro anos, de explorar o sistema saturniano, em Junho de 2008. Está agora a trabalhar numa missão prolongada, procurando respostas a novas questões levantadas durante os seus primeiros anos em Saturno. A Huygens separou-se da Cassini a 25 de Dezembro de 2004, e aterrou em Titã, a maior lua de Saturno, a 14 de Janeiro de 2005. Transmitiu informação durante mais de uma hora, apesar de uma dura aterragem e da grande pressão atmosfera da lua.
Links:
Comunicados de imprensa:
National Science Foundation
Notícias relacionadas:
Wikipedia
Saturno:
Fonte da notícia:

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Até à Lua outra vez, com "We Choose the MOON"

É HOJE, O DIA DE EMBARCAR NUMA VIAGEM ATÉ À ....LUA. Não te atrases!


Imagem retirada de flickr.com/ emergent007 (Clica na imagem)

No dia 20 de Julho, pelas 20:20 h, o Módulo Lunar Eagle alunou com sucesso, no Mar da Tranquilidade, e Neil Armstrong foi o primeiro Homem a pisar o solo da Lua, seguido de Edwin Aldrin. Estes dois astronautas caminharam cerca de duas horas na Lua e deixaram uma placa, onde se lê: "Aqui os homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez na Lua. Julho de 1969. Viemos em paz, em nome de toda a humanidade". Também ficaram famosas as frases: "Houston, aqui Base da Tranquilidade. A Águia pousou” e "É um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade".


A biblioteca e museu presidencial John F. Kennedy criou o site We Choose The Moon (Nós Escolhemos a Lua) que, 40 anos depois, recria em tempo real a missão Apollo 11.


Vai a We Choose the Moon, e acompanha toda a missão Apollo 11, a partir do momento do lançamento até os austronautas americanos porem os pés na superfície lunar. No site são utilizados história, Flash, redes sociais e mídias sociais para reviver os principais momentos dessa grande missão. Fornece informações sobre os astronautas, tem contagem, exibe o status atual da nave espacial Apollo 11, e até mesmo sobre as atualizações que fizeres, via Twitter do estado da missão.

domingo, 19 de julho de 2009

O eclipse mais longo do século


A natureza é cheia de coincidências surpreendentes, como aquela que nos permite desfrutar da beleza quase mística que é um eclipse solar. A Lua, com um raio de aproximadamente 1.738 km, encontra-se a uma distância média da Terra de 384 403 km. Incrivelmente, a esta distância o seu tamanho aparente no céu é praticamente igual ao do Sol. Esta coincidência faz com que, quando os três corpos estão alinhados (Terra, Lua e Sol) possamos desfrutar de um eclipse.


No próximo dia 22 de Julho, a lua vai interpor-se novamente entre a Terra e o Sol criando mais um espectacular eclipse solar. Infelizmente para nós, este eclipse não será visto em Portugal uma vez que a sombra da lua será projectada sobre o Pacífico Norte e sobre países como a China, Índia, Nepal, Bangladesh e Myanmar. Em Portugal serão 3h35m da madrugada quando o eclipse atingir o seu auge sobre o Pacífico.
Se estiver de férias no oriente, pode consultar um destes mapas detalhados sobre o caminho de totalidade do eclipse (trajectória do eclipse total).
De acordo com os especialistas este será o eclipse mais longo do século XXI, com uma duração esperada de 6 minutos e 39 segundos. Não fossem os avanços tecnológicos, no próximo 22 de Julho, quem não estivesse no norte da Índia, este do Nepal, norte do Bangladesh, Bhutan ou Myanmar, no centro da China ou em alto mar, no Oceano Pacífico, perderia a oportunidade histórica de ver o Sol completamente coberto pela Lua, durante tanto tempo. Mas cientistas espanhóis vão instalar-se nos arredores de Chongqing, na China, para transmitir em directo o eclipse na internet.
Quando forem 02:35:21 em Portugal, o sol estará completamente coberto, fenómeno que só será possível observar na íntegra olho nu a 100 quilómetros das ilhas Ogasawara, no sudoeste do Japão. A próxima data para assistir a um eclipse solar de magnitude 1.0799 fica fora das agendas, mas pode anotar: 13 de Julho de 2132.
O eclipse poderá ser visto neste site, uma colaboração entre o governo regional de Madrid, o grupo Ciclope e a Universidade Politécnica de Madrid.
Saber mais em:

segunda-feira, 13 de julho de 2009

As primeiras estrelas do Universo eram "gémeas"



Processo de formação de estrelas é agora melhor compreendido por astrofísicos da Universidade de Michigan e da Universidade de Stanford graças a um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado na quinta-feira na revista científica Science Express.
O estudo indica que muitas das primeiras estrelas do universo não se formaram sozinhas mas como "gêmeas". A observação foi possível graças a uma simulação por computador de como seria o Universo na sua origem.
"Acreditava-se que essas primeiras estrelas se formaram como astros únicos, mas agora vemos que muitas tinham "irmãs", disse Matthew Turk, do Laboratório Nacional de Aceleração de Stanford, que trabalha no Departamento de Energia americano, e é um dos autores do estudo.


"Essas estrelas foram as progenitoras da geração seguinte de estrelas, então se tivermos um conhecimento mais aprofundado sobre, podemos compreender como outras estrelas e galáxias se formaram."

Na simulação computadorizada, os pesquisadores criaram um universo virtual, no qual pulverizaram gás primordial e matéria negra, substâncias presentes logo após o chamado Big Bang, com um fundo de radiação cósmica cujas variações refletem a origem de todos os corpos celestes. Conforme o universo simulado se desenvolvia, ondas de gás e matéria negra giravam através de um cenário quente e denso. À medida que o Universo ia arrefecendo, os cientistas observaram que a gravidade começava a unir porções de material. Em áreas ricas em matéria negra, foram registradas as formações de estrelas. Numa das cinco simulações realizadas, uma única nuvem de poeira e matéria negra se transformou em estrelas gêmeas: uma com massa dez vezes maior do que o nosso Sol e outra 6,3 vezes maior.

Ambos os astros ainda estavam em processo de crescimento no final da simulação, e estariam aumentando ainda se a experiência se tivesse prolongado. "Esta descoberta abre um novo caminho de possibilidades de pesquisa. Essas estrelas podem ter evoluído para formar dois buracos negros, que por sua vez poderiam ter criado ondas gravitacionais", explicou Tom Abel, também do Laboratório de Aceleração.
Segundo os cientistas, a compreensão da formação e da evolução dos corpos celestes podem explicar como se formaram átomos presentes na Terra e até no corpo humano.
Fonte da notícia: ScienceDaily

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Finalmente, o Astro Rei mostra de novo as suas manchas solares


LiveScience Image Gallery - grupo de manchas solares 1024, desenvolvidas no fim de semana de 4 de Julho. Credit: SOHO/MDI.
Após uma das ausências mais longas das manchas solares, o nosso Sol escolheu o fim de semana para mostrar um novo grupo de manchas solares bastante significativo. As manchas solares correspondem a zonas frias da superfície do Sol. As temperaturas das manchas solares excedem os 3500 graus Celsius, e frias significa apenas que as manchas são menos quentes que o resto da superfície solar, que tem uma temperatura de 5500 graus Celsius. As manchas solares correspondem a zonas de campos magnéticos muito intensos na superfície do Sol. A libertação súbita da energia magnética no Sol durante fenómenos chamados fulgurações produz grandes quantidades de partículas carregadas electricamente que são lançadas no espaço a velocidades próximas da velocidade da luz. Pode também ocasionar ejecções de matéria coronal, em que grandes nuvens de gás electrificado são expelidas pelo Sol a velocidades que podem atingir os 6 milhões de quilómetros por hora.
Nos últimos meses falou-se muito do facto do nosso Sol se encontrar com uma actividade muito baixa. De facto, este ano parecia que o Sol iria ter a sua actividade mais baixa, a mais baixa das apresentadas em 2008. No entanto enganámos-nos, pois parece que a longa ausência das manchas solares, das mais longas deste século chega ao fim, já que o sol produziu algumas manchas bastante mais significativas que qualquer outra em muitos meses.
“Esta é a maior mancha solar que eu vi em dois anos”, afirmou Michael Buxton, investigador do Instituto da Califórnia.
A actividade solar atravessa um ciclo de aproximadamente 11 anos. As manchas solares são os sinais visíveis da actividade solar e são os lugares de erupção de tempestades solares. Nos dois últimos anos as manchas apresentaram-se no seu mínimo mais baixo desde 1913, de tal modo que levou os cientistas a questionar se este mínimo iria ser eterno.
No ano que decorre, em 77% dos dias o sol não apresentou manchas solares, se bem que segundo os astrónomos esta situação não era preocupante. A partir das manchas solares o material liberta-se numa espectacular fulguração solar.
O próximo pico de actividade será no ano de 2013 e poderá ser um dos mais activos das últimas décadas.
Fonte da notícia e imagem retiradas de LiveScience

domingo, 5 de julho de 2009

Buracos Negros de Tamanho M

Descoberta de uma nova classe de buracos negros desconhecida até à data



Impressão de artista de um buraco negro de tamanho intermédio (representado pelo objecto azul para a esquerda da parte superior do bojo galáctico), na periferia da galáxia espiral vista de perfil, ESO 243-49.Crédito: Heidi Sagerud
Até à data a teoria da existência dos buracos negros de tamanho médio era motivo de debate entre os astrofísicos. Até ao momento acreditava-se que apenas existiam buracos negros pequenos e buracos negros super-massivos. Hoje finalmente descoberta científica veio provar a existência de buracos negros de tamanho médio.
Investigadores do Centre d' Étude Spaciale des Rayonnements em França graças ao Telescópio espacial de raios-X, XMM-Newton localizaram um buraco negro com uma massa 500 vezes a do nosso Sol.
O buraco negro baptizado com o nome Hyper-Luminous X-ray Source 1 (reconstrução na imagem)), situado a 290 milhões de anos-luz não é suficientemente pequeno para ser considerado um buraco negro pequeno (com 3 a 20 vezes a massa do Sol) nem demasiado grande para ser um buraco negro super -massivos (que tem vários milhões e milhões de vezes a massa do Sol).
Esta descoberta científica é a primeira desta natureza e serve para sustentar a teoria de que os buracos negros super-massivos são resultado a união de buracos negros pequenos que na sua forma intermédia dão lugar a formações como esta.
A descoberta, liderada por Sean Farrell da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, aparece na última edição da revista Nature.
Um buraco negro é o resto de uma estrela colapsada com um campo gravitacional tão poderoso que absorve toda a luz que aí passa perto e não reflecte nada.
"Embora seja largamente aceite que os buracos negros de massa estelar sejam criados durante a morte de estrelas massivas, não se sabe ainda como é que os buracos negros supermassivos se formam," disse Farrell.
Fonte da notícia:
http://www.ojocientifico.com/

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Cientistas conseguem observar 'fases' de planeta fora do Sistema

Concepção artística das "fases" de planeta extra-solar (Foto: Observatório de Leiden)

OBSERVADAS FASES EM PLANETA EXTRASOLAR

Cientistas conseguem observar 'fases' de planeta fora do Sistema Solar
Feito foi possível com o satélite franco-europeu CoRoT.
O Planeta é grande como Júpiter, mas gira próximo à sua estrela.

Quatro séculos atrás, o célebre astrônomo Galileu Galilei ficou famoso por, entre outras coisas, apontar um telescópio na direção de Vênus e constatar que o planeta, magnificado, apresentava fases, iguais às que a Lua apresenta em seu movimento ao redor da Terra. Agora, astrônomos do Observatório de Leiden, na Holanda, fizeram exatamente a mesma coisa, mas com um planeta localizado fora do Sistema Solar. Pode parecer pouca coisa, mas não é. Enquanto Vênus - o astro observado por Galileu - é o vizinho mais próximo da Terra e aparece no céu, a olho nu, como um objeto bastante brilhante, o planeta CoRoT-1b (HD 189733b) está tão distante que nem mesmo com o auxílio dos mais poderosos telescópios é possível observá-lo com clareza. O objeto em questão está na categoria dos Hot Jupiters, assim chamados porque são gigantescos como Júpiter, mas orbitam muito próximos a suas estrelas-mães, o que faz deles incrivelmente quentes - inabitáveis, portanto. O feito foi obtido graças ao poder do telescópio espacial CoRoT, satélite franco-europeu que conta com participação brasileira e tem como uma de suas missões principais descobrir planetas fora do Sistema Solar. Ele monitorou o HD 189733b por 55 dias seguidos. Nessas circunstâncias, era impossível observar a luz vinda do planeta evitando a luz proveniente da estrela vizinha. Devido a este facto , a descoberta e o monitoramento de planetas pelo CoRoT envolve uma complexa análise da luz vinda daquela região, que permite dizer quando um astro planetário passa à frente da estrela e, com análises subsequentes, observar a contribuição luminosa do planeta para a luz total que chega à Terra. Atavés dessa análise, os cientistas liderados por Ignas Snellen conseguiram detectar uma flutuação gradual da luz vinda do planeta, conforme ele passava pelas fases crescente, minguante e nova. Esta última ocorria durante o chamado "trânsito", quando o planeta passa à frente da estrela. Já a fase cheia, não foi visível porque nesse momento o planeta estaria passando atrás da sua estrela. Os resultados foram publicados na edição desta semana do periódico científico britânico "Nature".
Links:
Nature (requer subscrição)