sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
terça-feira, 24 de agosto de 2010
A nossa Lua está a diminuir e a "ficar com rugas"

Segundo um estudo publicado na revista “Science”, a Lua está “encolhendo como uma maçã velha”. As imagens mostram que a circunferência da superficie lunar contraiu pelo menos 100 metros, nos ultimos mil milhões de anos e está “ganhando rugas”. Esta foi a primeira vez que cientistas verificaram as modificações, atribuídas ao seu resfriamento interno.

Imagens mostram falhas na superfície lunar (NASA/Goddard/Arizona State University/Smithsonian)
As fotografias foram realizadas pela Sonda de Reconhecimento Lunar (LRO), da Nasa, que orbitou o satélite da Terra em junho de 2009. O principal autor do trabalho, Thomas Watters, do Museu Nacional do Ar e do Espaço, disse que as imagens de alta resolução feitas pela LRO vão “revolucionar a nossa percepção sobre a Lua”.
As imagens revelaram 14 novas escarpas lobulares — pequenas formações que, até agora, acreditava-se terem sido originadas por falhas tectónicas. São as mais jovens formações do satélite e, de acordo com Watters, provavelmente estão presentes em toda a Lua. A análise sugere que as escarpas se formaram durante um período de contracção, quando a Lua congelou e encolheu. (…)”
Ainda não se sabe, porém, os efeitos que o encolhimento pode causar.
Mark Robinson, da Universidade do Arizona e coautor do estudo afirmou: "Nós não só detectamos várias escarpas lunares até agora desconhecidas, como ainda descobrimos muito mais detalhes das escarpas identificadas nas fotografias da Apollo."
As catorze escarpas anteriormente desconhecidas e agora reveladas indicam que as falhas de compressão estão largamente distribuídas pela Lua, e não agrupadas perto do equador.
Ler mais em ciencia hoje.pt e em http://www.nasa.gov/mission_pages/LRO/news/shrinking-moon.html
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Perseidas...uma prometedora chuva
Chuva de Perseidas -imagem aquiAs Perseidas acontecem todos os Verões e chamam-se assim porque as estrelas parecem cair da constelação de Perseu, como se estivesse um guarda-chuva aberto apontado naquela direcção e os traços de luz escorregassem pelos seus aros. A NASA compara o fenómeno a uma viagem em que se acaba com capô e pára-brisas carregados de mosquitos mortos. "A Terra, como um carro a grande velocidade, viaja à volta do Sol, chocando com tudo o que apanha pela frente. Não há insectos no espaço, mas não faltam meteoróides, fragmentos da poeira de cometas e asteróides." Quando batem na atmosfera da Terra, desintegram-se em traços de luz - os meteoros.
No caso das Perseidas, os mosquitos são o rasto do cometa Swift-Tuttle e estão visíveis a partir de Julho, com um pico entre 8 e 14 de Agosto. A melhor janela de observação deste ano está prevista para hoje, entre as 21 e as 23 horas. "Não aparecem em grande número, mas mesmo um ou dois será suficiente. Um meteoro é algo para recordar durante vários anos", diz a NASA. Evitar zonas com muita luz e ter alguma paciência são as recomendações. Se quiser a companhia de especialistas, o Centro Ciência Viva de Constância tem um programa especial a partir das 18h00, com a palestra "Poderá uma estrela cair-nos em cima?"
As perseidas podem atingir velocidades de entrada na atmosfera de 59 quilómetros por segundo. Espera-se para as noites de 12 e 13 de Agosto a queda de 50 meteoros por hora a 61 quilómetros por segundo.
Noticia lida aqui
Se quiser saber mais sobre este acontecimento, consulte a página do blogue AstroPT. e a da NASA.
domingo, 25 de julho de 2010
Encontradas as buckyballs, as maiores moleculas do espaço.
Concepção artística das moléculas de carbono conhecidas como "buckyballs", formadas por 60 átomos de carbono. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]O Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, descobriu no espaço, pela primeira vez, moléculas de carbono conhecidas como "buckyballs".
Buckyballs são moléculas em forma de bola de futebol que foram observadas pela primeira vez em laboratório há apenas 25 anos.
Assim nomeadas por se assemelharem às cúpulas geodésicas do arquitecto Buckminster Fuller, que têm círculos interligados na superfície de uma meia-esfera. Os cientistas já acreditavam que elas poderiam existir flutuando no espaço, mas ninguém havia conseguido detectá-las até agora.
"Nós encontramos aquelas que são agora as maiores moléculas existentes no espaço," disse o astrónomo Jan Cami, da Universidade de Western Ontario, no Canadá. "Estamos particularmente entusiasmados porque elas têm propriedades únicas que as torna elementos importantes para todos os tipos de processos físicos e químicos acontecendo no espaço."
As buckyballs são formadas por 60 átomos de carbono dispostos em estruturas esféricas tridimensionais. Os seus padrões alternados de hexágonos e pentágonos coincidem com o desenho típico de uma bola de futebol.
Os astrónomos descobriram também, pela primeira vez no espaço, a parente maior das buckyballs, conhecida como C70. Estas moléculas, constituídas de 70 átomos de carbono, têm uma forma ovalada, mais parecida com uma bola de rugby.
Os dois tipos de moléculas pertencem a uma classe conhecida oficialmente como buckminsterfulerenos, ou simplesmente fulerenos.
Os fulerenos são a terceira forma de carbono depois da grafite e do diamante, e podem apresentar-se em forma de esferas, elipsóides e cilindros.
As bolas de carbono foram localizadas em uma nebulosa planetária chamada Tc 1. Nebulosas planetárias são restos de estrelas como o Sol, que expelem suas camadas exteriores de gás e poeira à medida que envelhecem. Uma estrela quente e compacta, ou anã branca, que está no centro da nebulosa, ilumina e aquece essas nuvens de poeira estelar.
As buckyballs foram encontradas nessas nuvens, talvez reflectindo uma fase curta da vida da estrela, quando ela arremessa para o espaço uma nuvem de material rico em carbono.
O professor Harold W. Kroto da Universidade Estadual da Florida e Nobel de Química em 1996 pela descoberta dos fulerenos comemorou o fato, e afirmou: "Este avanço emocionante fornece provas convincentes de que os fulerenos, como sempre suspeitei, existiram desde tempos imemoriais nos recantos escuros da nossa galáxia.
Fonte: Science e NASA
terça-feira, 15 de junho de 2010
Descoberto um novo exoplaneta - o "Beta Pictoris b"
Impressão de artista que mostra o planeta dentro do disco de Beta Pictoris.Crédito: ESO/L. Calçada
Crédito: ESO/A.-M. Lagrange
Uma equipa de astrónomos franceses utilizando o VLT (Very Large Telescope) do ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile, capturou um planeta que orbita a estrela Beta Pictoris em movimento.
O Beta Pictoris b será um planeta gigante, com 9 vezes a massa de Júpiter e que está a 8 unidades astronómicas da sua estrela. A ser assim, será a primeira imagem de um planeta extrasolar próximo da sua estrela (cerca da mesma distância que Saturno está da Terra).
A estrela Beta Pictoris dista 60 anos-luz de nós, situa-se na constelação Pictor e é bastante jovem (tem somente 12 milhões de anos). É a mais jovem estrela a abrigar um planeta.
(na imagem vê-se o brilho de Beta Pictoris b, como diz na legenda)
A descoberta, publicada na Science, demonstra que os planetas gigantes podem formar-se próximo das estrelas em períodos muito mais curtos do que se pensava.
Até hoje, foram encontrados 450 exoplanetas. Porém, Beta Pictoris b é um dos poucos a ter sido detectado por observação directa (sem o uso de medições indirectas, baseadas nas variações do brilho reflectido pelo planeta).
Esta descoberta revela-se importante pois este exoplaneta pode vir a fornecer pistas sobre a formação de planetas gigantes como Júpiter.
Noticia lida em http://www.ccvalg.pt/
sábado, 24 de abril de 2010
A Fantástica História do Hubble Desde a Sua Concepção
Para quem não conhece o seu portfolio, ficam algumas descobertas que nos foram transmitidas pelo telescópio mais famoso da História: a determinação da idade do Universo (treze mil milhões de anos); planetas extrasolares; os buracos negros; galáxias de diferentes tipos e formas...
Mais próximo do nosso planeta, o Hubble registou ainda acontecimentos únicos, como a colisão dos fragmentos do cometa Shoemaker-Levy contra o gigante Júpiter, em 1994. A lista de contributos para a Ciência continua. A Lei de Hubble, que estabeleceu que o Universo se encontra em expansão, só foi visualmente comprovada através deste autêntico observatório espacial.
No entanto, tinha começado mal. Primeiro, só foi lançado no dia 24 Abril de 1990, pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA), cinco anos depois do previsto, porque a tragédia do vaivém Challenger, na qual morreram sete astronautas, interrompeu o programa espacial norte-americano.
Depois, quando ficou finalmente em órbita, as suas primeiras fotografias estavam turvas e desfocadas. Descoberta a razão para a má qualidade das imagens -- defeitos de polimento no o espelho principal --, lá seguiram os astronautas Jeffrey Hoffmann e Story Musgrave em Dezembro de 1993 para o reparar.
Desde então, o Hubble conseguiu calar todas as vozes críticas, mostrando pormenores nunca vistos de estrelas, nebulosas, explosões de raios gama, galáxias vizinhas e longínquas, etc.
Ao todo, o Hubble observou mais de trinta mil objectos celestes e tirou meio milhão de fotografias. Nestes vinte anos, o telescópio (13 metros de altura por 4 de diâmetro, pesando 11 toneladas) recebeu a visita de cinco missões de reparação e actualização. Como por vezes fica com vista cansada, as câmaras têm de ser substituídas.
A última missão de serviço realizou-se no ano passado, e não haverá outra. O Hubble continuará a observar o espaço até deixar de funcionar. Quando isso acontecer, cairá no oceano. A NASA prevê que chegue aos 25 anos de vida.
O seu sucessor já tem nome: chama-se James Webb Space Telescope, baptizado em honra do segundo administrador da NASA, James Edwin Webb. http://aeiou.expresso.pt/parabens-hubble=f578390
1969
Coordenador por Spitzer, o Comitê Ad Hoc do Grande Telescópio Espacial pede formalmente à NASA o desenvolvimento de um telescópio orbital, num artigo chamado "Usos Científicos do Grande Telescópio Espacial."
1971
O recém formado grupo Gestão Científica do Grande Telescópio Espacial, da NASA, estuda a viabilidade de um telescópio orbital.
1977
O Congresso norte-americano aprova o financiamento para a construção do telescópio espacial. A NASA contrata a empresa Perkin-Elmer para fabricar os sistemas ópticos. A Lockheed vence a licitação para fabricar o corpo do telescópio.
1981
A empresa Perkin-Elmer termina a construção do espelho do telescópio espacial. Contudo, a empresa comete um erro, que só seria detectado após o lançamento do telescópio e que faz com que o espelho distorça as imagens.
1983
O telescópio espacial recebe oficialmente o nome de Hubble, em homenagem ao físico norte-americano Edwin P. Hubble.
1984
A empresa Perkin-Elmer termina a construção do sistema óptico do Telescópio Espacial Hubble - incluindo o defeito, ainda não detectado.
1985
A empresa Lockheed completa a montagem do Hubble.
1986
O lançamento do Telescópio Espacial Hubble é adiado devido ao acidente com o vaivém espacial Challenger.
1990 - 24 de Abril
O vaivém espacial Discovery coloca o Telescópio Espacial Hubble em órbita. Para decepção geral, as primeiras imagens saem totalmente distorcidas. Só então os cientistas descobrem que o espelho foi fabricado pela Perkin-Elmer com uma aberração esférica.
1993
Os astronautas do vaivém espacial Endeavour instalam lentes que corrigem o problema da aberração esférica. São instaladas as câmaras Wide Field e Planetary Câmera 2. Os computadores do Hubble são actualizados e os painéis solares são substituídos por novos.
1994
O Hubble fotografa a colisão dos destroços do cometa Shoemaker-Levy 9 contra a atmosfera de Júpiter, num dos feitos considerados entre os mais importantes da história da astronomia.
1997
Astronautas do ônibus espacial Discovery fazem a segunda manutenção do Hubble.
1998
As observações precisas da luminosidade de estrelas muito distantes confirmam que a expansão do universo está aumentando.
1999
Astronautas do Discovery substituem os seis giroscópios responsáveis por manter o alinhamento do Hubble.
2002
Astronautas do Columbia substituem os painéis solares do Hubble e instalam a Advanced Camera for Surveys.
2009
Astronautas do Atlantis realizam a última missão de manutenção do Hubble, trocando seus principais componentes e praticamente tornando-o um novo telescópio, ainda mais poderoso.
HUBBLE, o famoso telescópio espacial faz anos
A Nebulosa Carina, um dos maiores berçários de estrelas do Universo, e local de uma das fotos mais famosas do Hubble, chamada Pilares da Criação. [Imagem: NASA/ESA/M.Livio]Para os norte-americanos, o feito mais marcante da era espacial talvez tenha sido a ida à Lua. Eles não estão longe de terem razão.
Mas naquele evento havia um quê de nacionalismo exacerbado, de uma época em que as guerras eram frias, embora os ânimos muito quentes.
Para o resto da humanidade, e mesmo talvez para muitos dos norte-americanos, contudo, o maior feito da era espacial até agora foi sem nenhuma dúvida o Telescópio Espacial Hubble.
Longe dos sonhos visionários da conquista espacial, o Hubble não levou astronautas à Lua ou a qualquer outro lugar. Ele fez mais do que isso. Ele trouxe até nós estrelas, galáxias, espectáculos celestiais que já se extinguiram há milhões de anos, como um registro que está gravado eternamente na luz que viaja pelo espaço.
E toda essa história, todas essas mensagens de um passado escrito no vácuo do Universo, por ondas que viajam sem precisar de naves, só pôde ser conhecida pelo homem graças aos instrumentos do Telescópio Espacial Hubble.
Já temos novos telescópios no espaço, mais poderosos, e logo teremos outros. Mas a história do Hubble também não poderá ser apagada. Sobretudo porque ela está registrada nas mentes e nos corações de toda uma geração, que aprendeu a deslumbrar-se com belezas que antes simplesmente não sabiam que existiam.
Ao longo de 20 anos de observações, foram 570.000 imagens de 30.000 objectos celestes. Não parece tanto se elas forem reduzidas aos 45 terabytes de dados que representam, algo como 5.800 DVDs, que caberiam numa caixa nem tão grande.
Mas cada imagem, além de deslumbrante, para a qual se pode olhar sem se cansar, representa um universo por si só - a maioria delas ainda continua sendo estudada pelos astrónomos. Só com base nas observações do Hubble, os cientistas geraram mais de 8.700 artigos científicos. E são quase mil novos artigos escritos a cada ano.
Essas pesquisas mudaram quase tudo o que se sabia de astronomia, um campo que claramente se divide entre antes e depois do Hubble. A idade do Universo, o crescimento das galáxias, buracos negros gigantes, energia escura, expansão acelerada do Universo - tudo isso passou pelos olhos do Hubble.
É por isso que o público aprendeu a amá-lo. E a amar a ciência que o Hubble representa. E não se trata de idolatrar um objecto. Ao contrário, trata-se de amar a própria criatividadee coragem humanas, de imaginar e realizar uma máquina tão grandiosa, que, lançada aos céus, para onde sempre olhamos com êxtase, traz o céu até nós.
Parabéns, Hubble, e muitos anos de vida.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Descoberta SUPERTERRA parecida com a NOSSA TERRA
Foto retirada daquiUm grupo de astrônomos do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, nos Estados Unidos, descobriu um planeta com uma massa seis vezes maior que a da Terra e que pode ter 75% de sua superfície coberta de água, além de uma atmosfera gasosa. A descoberta do planeta, que é um dos que mais se parece com o nosso até então, foi publicada nesta quinta-feira pela revista Nature. A sua descoberta, representa "um grande passo à frente" na procura de mundos semelhantes à Terra, referiu Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia.
O GJ 1214b tem uma órbita de 38 horas em torno de uma estrela pequena e fraca, com cerca de um quinto do tamanho do Sol. A temperatura do novo planeta, no entanto, é muito alta para abrigar formas de vida como as terrestres, já que os cientistas calculam que ela ronda os 2o0 graus Celsius.
A maior semelhança com a Terra está na densidade, apontam os cientistas. As descobertas até agora sugerem que o planeta recém descoberto é composto por cerca de três quartos de água e gelo e um quarto de rocha. "Apesar de sua temperatura alta, este parece ser um mundo de água", disse Zachory Berta, estudante que primeiro identificou dados sobre a presença do planeta.
"É muito menor, mais frio e mais parecido com a Terra do que qualquer outro exoplaneta", referiu Berta. Exoplaneta ou planeta extra-solar é qualquer um localizado fora do nosso Sistema Solar. Berta explicou que parte da água da "Super-Terra" provavelmente está no estado cristalino, o qual existe em ambientes com pressão atmosférica pelo menos 20 mil vezes superior à encontrada ao nível do mar no nosso planeta.
Podes ler mais sobre a notícia nos links:
http://www.ccvalg.pt/
Nature (requer subscrição)
Universe Today
SPACE.com
New Scientist
National Geographic
PHYSORG.com
Wired
MSNBC
BBC News
Scientific American
domingo, 8 de novembro de 2009
Mercúrio sempre a surpreender...
Cerca de 98 por cento da superfície do planeta está fotografada, graças aos dados obtidos pelo Messenger em Setembro deste ano, em Janeiro e Outubro de 2008 e ainda pelo Mariner 10 (primeiro engenho a aproximar-se de Mercúrio em 1974 e 1975). Apenas os dois pólos ainda estão por descobrir. Messenger vai olhar para essas regiões quando se instalar, de forma permanente, na órbita do planeta em 2011. “Ainda que a superfície de Mercúrio fotografada (em Setembro) a baixa altitude represente menos de 563 quilómetros de parte a parte do equador, as novas imagens lembram-nos que Mercúrio está sempre a surpreender-nos”, escreve em comunicado Sean Solomon, responsável científico por esta missão. Os instrumentos a bordo da sonda captaram imagens a cores de alta definição, permitindo desvendar novas características geológicas. Esta missão do Messenger mostrou também uma grande abundância de ferro e de titânio à superfície do planeta. A descoberta foi uma surpresa porque as observações feitas da Terra e nos voos antecedentes do Messenger mostraram uma fraca concentração destes metais.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Herança do HARPS - a incrível descoberta de 32 novos planetas extra-solares
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Saturno tem o maior anel do Sistema Solar
Cientistas da NASA descobriram um anel gigante em torno de Saturno. Esta auréola, nunca antes vista, é a maior que envolve o planeta e tem um diâmetro de 240 mil quilómetros. Seriam necessárias mil milhões de Terras para encher o anel. sábado, 19 de setembro de 2009
Mais próximo das estrelas com GigaGalaxy Zoom
As mais de 1.200 fotos que compõem a imagem foram feitas pelo fotógrafo francês Serge Brunier. Ele passou as semanas entre Agosto de 2008 e Fevereiro de 2009 nos observatórios do ESO no Chile, La Silla e Paranal, e em La Palma, nas Ilhas Canárias.
Com as fotos brutas o francês Frédéric Tapissier e outros especialistas do ESO recriaram o céu exactamente como os nossos olhos o vêem do melhor ponto de observação do planeta, montando um panorama de 360º que abrange toda a abóbada celeste. A imagem final possui uns espantosos 800 milhões de pixels – no entanto, a versão disponibilizada na internet para o público está com “apenas” 18 milhões.
Clica aqui para iniciares a viagem.Vais descobrir novos mundos.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Encontrado aminoácido pela primeira vez num cometa

Cometa Wild 2 e sonda Stardust(impressão de artista) -Crédito: NASA/JPL(clique na imagem para ver versão maior)
A sonda Stardust passou através de uma densa nuvem de poeiras e gases que rodeavam o núcleo de gelo do Wild 2 em Janeiro de 2004. À medida que viajava por este material, uma grelha especial de recolha, cheia de aerogel - um material esponjoso, composto por mais de 99% espaço vazio -, gentilmente capturava amostras de gás e poeira cometária. A grelha veio alojada numa cápsula que se libertou da sonda e que aterrou na Terra a 15 de Janeiro de 2006. Desde aí, cientistas de todo o mundo mantiveram-se ocupados a analisar as amostras de modo a aprender os segredos da formação dos cometas e da história do nosso Sistema Solar. Os cientistas tiveram que se certificar de que a glicina foi mesmo fabricada no espaço. Para isso mediram a quantidade de carbono 13, uma variação do carbono que existe em maior quantidade no espaço e também em maior quantidade na glicina.
Notícia lida em Público.pt, ciênciahoje.pt e em http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2009/08/19_aminoacido_cometa.htm
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Poderosa e surpreendente tempestade observada em Titã, pela primeira vez
Saturn and Titan (six o'clock). CREDIT: Gemini Observatory/AURA/Henry Roe, Lowell Observatory/Emily Schaller, Insitute for Astronomy, University of Hawai‘i
Anéis de Saturno e a lua Titã - 800 x 600 - 154k - jpgcchla.ufpb.br
Gigantesca trovoada rebenta nos trópicos de Titã. (Credit: Emily Schaller et al./Gemini ObservatoryAs nuvens em Titã são geralmente muito mais pequenas e ocorrem com muito menos frequência que na Terra, o que levou os cientistas a questionar como é que os rios e canais observados pela sonda Cassini e pela Huygens se formaram. "Após mais de 3 anos a observar Titã e a descobrir pouca ou quase nenhuma actividade nas suas nuvens, Titã subitamente proporcionou-nos um espectáculo," exclamou Schaller.
Ao contrário dos enormes canais em Marte, que foram provavelmente escavados há milhões ou milhares de milhões de anos por áqua líquida, as características esculpidas em Titã, como as da Terra, continuam a formar-se hoje em dia. As observações durante os próximos anos com telescópios em terra ou por instrumentos a bordo da Cassini, irão continuar a revelar mais pistas acerca da meteorologia e da geologia deste mundo, que partilha muitas semelhanças com o nosso.
A missão Cassini-Huygens foi lançada em 1997 e alcançou Saturno em Julho de 2004. A Cassini completou a sua missão inicial de quatro anos, de explorar o sistema saturniano, em Junho de 2008. Está agora a trabalhar numa missão prolongada, procurando respostas a novas questões levantadas durante os seus primeiros anos em Saturno. A Huygens separou-se da Cassini a 25 de Dezembro de 2004, e aterrou em Titã, a maior lua de Saturno, a 14 de Janeiro de 2005. Transmitiu informação durante mais de uma hora, apesar de uma dura aterragem e da grande pressão atmosfera da lua.
Comunicados de imprensa:
Notícias relacionadas:
Titã:
Saturno:
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Até à Lua outra vez, com "We Choose the MOON"
Imagem retirada de flickr.com/ emergent007 (Clica na imagem)
No dia 20 de Julho, pelas 20:20 h, o Módulo Lunar Eagle alunou com sucesso, no Mar da Tranquilidade, e Neil Armstrong foi o primeiro Homem a pisar o solo da Lua, seguido de Edwin Aldrin. Estes dois astronautas caminharam cerca de duas horas na Lua e deixaram uma placa, onde se lê: "Aqui os homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez na Lua. Julho de 1969. Viemos em paz, em nome de toda a humanidade". Também ficaram famosas as frases: "Houston, aqui Base da Tranquilidade. A Águia pousou” e "É um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade".
A biblioteca e museu presidencial John F. Kennedy criou o site We Choose The Moon (Nós Escolhemos a Lua) que, 40 anos depois, recria em tempo real a missão Apollo 11.
Vai a We Choose the Moon, e acompanha toda a missão Apollo 11, a partir do momento do lançamento até os austronautas americanos porem os pés na superfície lunar. No site são utilizados história, Flash, redes sociais e mídias sociais para reviver os principais momentos dessa grande missão. Fornece informações sobre os astronautas, tem contagem, exibe o status atual da nave espacial Apollo 11, e até mesmo sobre as atualizações que fizeres, via Twitter do estado da missão.
domingo, 19 de julho de 2009
O eclipse mais longo do século
Quando forem 02:35:21 em Portugal, o sol estará completamente coberto, fenómeno que só será possível observar na íntegra olho nu a 100 quilómetros das ilhas Ogasawara, no sudoeste do Japão. A próxima data para assistir a um eclipse solar de magnitude 1.0799 fica fora das agendas, mas pode anotar: 13 de Julho de 2132.
O eclipse poderá ser visto neste site, uma colaboração entre o governo regional de Madrid, o grupo Ciclope e a Universidade Politécnica de Madrid.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
As primeiras estrelas do Universo eram "gémeas"

Processo de formação de estrelas é agora melhor compreendido por astrofísicos da Universidade de Michigan e da Universidade de Stanford graças a um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado na quinta-feira na revista científica Science Express.
"Essas estrelas foram as progenitoras da geração seguinte de estrelas, então se tivermos um conhecimento mais aprofundado sobre, podemos compreender como outras estrelas e galáxias se formaram."
Segundo os cientistas, a compreensão da formação e da evolução dos corpos celestes podem explicar como se formaram átomos presentes na Terra e até no corpo humano.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Finalmente, o Astro Rei mostra de novo as suas manchas solares
LiveScience Image Gallery - grupo de manchas solares 1024, desenvolvidas no fim de semana de 4 de Julho. Credit: SOHO/MDI.
A actividade solar atravessa um ciclo de aproximadamente 11 anos. As manchas solares são os sinais visíveis da actividade solar e são os lugares de erupção de tempestades solares. Nos dois últimos anos as manchas apresentaram-se no seu mínimo mais baixo desde 1913, de tal modo que levou os cientistas a questionar se este mínimo iria ser eterno.
No ano que decorre, em 77% dos dias o sol não apresentou manchas solares, se bem que segundo os astrónomos esta situação não era preocupante. A partir das manchas solares o material liberta-se numa espectacular fulguração solar.
O próximo pico de actividade será no ano de 2013 e poderá ser um dos mais activos das últimas décadas.
domingo, 5 de julho de 2009
Buracos Negros de Tamanho M

Investigadores do Centre d' Étude Spaciale des Rayonnements em França graças ao Telescópio espacial de raios-X, XMM-Newton localizaram um buraco negro com uma massa 500 vezes a do nosso Sol.
O buraco negro baptizado com o nome Hyper-Luminous X-ray Source 1 (reconstrução na imagem)), situado a 290 milhões de anos-luz não é suficientemente pequeno para ser considerado um buraco negro pequeno (com 3 a 20 vezes a massa do Sol) nem demasiado grande para ser um buraco negro super -massivos (que tem vários milhões e milhões de vezes a massa do Sol).
Esta descoberta científica é a primeira desta natureza e serve para sustentar a teoria de que os buracos negros super-massivos são resultado a união de buracos negros pequenos que na sua forma intermédia dão lugar a formações como esta.
A descoberta, liderada por Sean Farrell da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, aparece na última edição da revista Nature.
"Embora seja largamente aceite que os buracos negros de massa estelar sejam criados durante a morte de estrelas massivas, não se sabe ainda como é que os buracos negros supermassivos se formam," disse Farrell.
Fonte da notícia:
http://www.ojocientifico.com/
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Cientistas conseguem observar 'fases' de planeta fora do Sistema
OBSERVADAS FASES EM PLANETA EXTRASOLAR
Cientistas conseguem observar 'fases' de planeta fora do Sistema Solar
Feito foi possível com o satélite franco-europeu CoRoT.
Quatro séculos atrás, o célebre astrônomo Galileu Galilei ficou famoso por, entre outras coisas, apontar um telescópio na direção de Vênus e constatar que o planeta, magnificado, apresentava fases, iguais às que a Lua apresenta em seu movimento ao redor da Terra. Agora, astrônomos do Observatório de Leiden, na Holanda, fizeram exatamente a mesma coisa, mas com um planeta localizado fora do Sistema Solar. Pode parecer pouca coisa, mas não é. Enquanto Vênus - o astro observado por Galileu - é o vizinho mais próximo da Terra e aparece no céu, a olho nu, como um objeto bastante brilhante, o planeta CoRoT-1b (HD 189733b) está tão distante que nem mesmo com o auxílio dos mais poderosos telescópios é possível observá-lo com clareza. O objeto em questão está na categoria dos Hot Jupiters, assim chamados porque são gigantescos como Júpiter, mas orbitam muito próximos a suas estrelas-mães, o que faz deles incrivelmente quentes - inabitáveis, portanto. O feito foi obtido graças ao poder do telescópio espacial CoRoT, satélite franco-europeu que conta com participação brasileira e tem como uma de suas missões principais descobrir planetas fora do Sistema Solar. Ele monitorou o HD 189733b por 55 dias seguidos. Nessas circunstâncias, era impossível observar a luz vinda do planeta evitando a luz proveniente da estrela vizinha. Devido a este facto , a descoberta e o monitoramento de planetas pelo CoRoT envolve uma complexa análise da luz vinda daquela região, que permite dizer quando um astro planetário passa à frente da estrela e, com análises subsequentes, observar a contribuição luminosa do planeta para a luz total que chega à Terra. Atavés dessa análise, os cientistas liderados por Ignas Snellen conseguiram detectar uma flutuação gradual da luz vinda do planeta, conforme ele passava pelas fases crescente, minguante e nova. Esta última ocorria durante o chamado "trânsito", quando o planeta passa à frente da estrela. Já a fase cheia, não foi visível porque nesse momento o planeta estaria passando atrás da sua estrela. Os resultados foram publicados na edição desta semana do periódico científico britânico "Nature".



