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sábado, 24 de abril de 2010

HUBBLE, o famoso telescópio espacial faz anos

Hubble: 20 anos a observar planetas fora do sistema solar
A observação e caracterização da atmosfera de planetas exteriores ao sistema solar, até então quase desconhecidos, foi um dos principais feitos do telescópio Hubble, lançado há 20 anos e que assinala hoje o seu aniversário.
A Nebulosa Carina, um dos maiores berçários de estrelas do Universo, e local de uma das fotos mais famosas do Hubble, chamada Pilares da Criação. [Imagem: NASA/ESA/M.Livio]

Para os norte-americanos, o feito mais marcante da era espacial talvez tenha sido a ida à Lua. Eles não estão longe de terem razão.

Mas naquele evento havia um quê de nacionalismo exacerbado, de uma época em que as guerras eram frias, embora os ânimos muito quentes.

Para o resto da humanidade, e mesmo talvez para muitos dos norte-americanos, contudo, o maior feito da era espacial até agora foi sem nenhuma dúvida o Telescópio Espacial Hubble.

Longe dos sonhos visionários da conquista espacial, o Hubble não levou astronautas à Lua ou a qualquer outro lugar. Ele fez mais do que isso. Ele trouxe até nós estrelas, galáxias, espectáculos celestiais que já se extinguiram há milhões de anos, como um registro que está gravado eternamente na luz que viaja pelo espaço.

E toda essa história, todas essas mensagens de um passado escrito no vácuo do Universo, por ondas que viajam sem precisar de naves, só pôde ser conhecida pelo homem graças aos instrumentos do Telescópio Espacial Hubble.

Já temos novos telescópios no espaço, mais poderosos, e logo teremos outros. Mas a história do Hubble também não poderá ser apagada. Sobretudo porque ela está registrada nas mentes e nos corações de toda uma geração, que aprendeu a deslumbrar-se com belezas que antes simplesmente não sabiam que existiam.

Ao longo de 20 anos de observações, foram 570.000 imagens de 30.000 objectos celestes. Não parece tanto se elas forem reduzidas aos 45 terabytes de dados que representam, algo como 5.800 DVDs, que caberiam numa caixa nem tão grande.

Mas cada imagem, além de deslumbrante, para a qual se pode olhar sem se cansar, representa um universo por si só - a maioria delas ainda continua sendo estudada pelos astrónomos. Só com base nas observações do Hubble, os cientistas geraram mais de 8.700 artigos científicos. E são quase mil novos artigos escritos a cada ano.

Essas pesquisas mudaram quase tudo o que se sabia de astronomia, um campo que claramente se divide entre antes e depois do Hubble. A idade do Universo, o crescimento das galáxias, buracos negros gigantes, energia escura, expansão acelerada do Universo - tudo isso passou pelos olhos do Hubble.

É por isso que o público aprendeu a amá-lo. E a amar a ciência que o Hubble representa. E não se trata de idolatrar um objecto. Ao contrário, trata-se de amar a própria criatividadee coragem humanas, de imaginar e realizar uma máquina tão grandiosa, que, lançada aos céus, para onde sempre olhamos com êxtase, traz o céu até nós.

Parabéns, Hubble, e muitos anos de vida.

domingo, 8 de novembro de 2009

Mercúrio sempre a surpreender...

A sonda norte-americana "Messenger" que sobrevoou Mercúrio a 29 de Setembro de 2009 revelou quase toda a superfície do planeta, até ao momento desconhecida. Foram captadas imagens a cores que permitiram detectar uma grande abundância de ferro e titânio à superfície do planeta.
Na imagem, a área amarela (parte superior) mostra uma forte atividade vulcânica explosiva. No centro, a bacia de 29 km de diâmetro tem um interior liso que pode ser o resultado de vulcanismo efusivo.
A sonda Messenger recolheu dados a partir dos quais, é agora possível conhecer quase toda a superfície, até agora misteriosa, do planeta mais pequeno do sistema solar, revelou a NASA.

Cerca de 98 por cento da superfície do planeta está fotografada, graças aos dados obtidos pelo Messenger em Setembro deste ano, em Janeiro e Outubro de 2008 e ainda pelo Mariner 10 (primeiro engenho a aproximar-se de Mercúrio em 1974 e 1975). Apenas os dois pólos ainda estão por descobrir. Messenger vai olhar para essas regiões quando se instalar, de forma permanente, na órbita do planeta em 2011. “Ainda que a superfície de Mercúrio fotografada (em Setembro) a baixa altitude represente menos de 563 quilómetros de parte a parte do equador, as novas imagens lembram-nos que Mercúrio está sempre a surpreender-nos”, escreve em comunicado Sean Solomon, responsável científico por esta missão. Os instrumentos a bordo da sonda captaram imagens a cores de alta definição, permitindo desvendar novas características geológicas. Esta missão do Messenger mostrou também uma grande abundância de ferro e de titânio à superfície do planeta. A descoberta foi uma surpresa porque as observações feitas da Terra e nos voos antecedentes do Messenger mostraram uma fraca concentração destes metais.
Os novos dados sobre a composição de Mercúrio levantam novas questões sobre a sua origem. Alguns cientistas afirmam que Mercúrio se formou principalmente a partir de restos de um corpo que terá colidido com a Terra.
Site original da notícia em NASA
Noticia lida em Público.pt

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Herança do HARPS - a incrível descoberta de 32 novos planetas extra-solares

É a mais recente revelação das descobertas feitas com o HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher). Uma equipa de cientistas anunciou o achado de mais 32 planetas extra-solares.
Concepção artística de planeta extra-solar com massa 6 vezes maior que a da Terra orbitando a estrela Gliese 667 C a um vigésimo da distância entre a Terra e o Sol. O sistema em que o exoplaneta se move é "triplo", com três estrelas. No desenho, ao fundo, as outras duas estrelas (ESO/L. Calçada)
Dos mais de 400 exoplanetas encontrados até agora, 75 foram detectados nos últimos cinco anos com a ajuda desta importante ferramenta de alta precisão.
Numa teleconferência emitida a partir do Porto, na segunda-feira, uma equipa de astrónomos divulgou as mais recentes descobertas revelando um conjunto de exoplanetas que serão vizinhos do nosso sistema solar. Nuno Santos, o cientista português do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), esteve envolvido no trabalho que se dedicou aos planetas descobertos em torno de estrelas com baixo conteúdo em metais.
O HARPS permitiu detectar 32 exoplanetas com massas que vão desde cinco vezes a massa da Terra até 10 vezes a massa de Júpiter. "Com os nossos resultados, sabemos agora que entre 40 a 60 por cento das estrelas do tipo do Sol têm planetas com pequena massa. Isto é muito importante porque significa que estão por toda a parte", disse Stéphane Udry, investigador da Universidade de Genebra, adiantando que assim nos poderemos aproximar de planetas com massas semelhantes à Terra. Até agora, o planeta encontrado com a menor massa tinha duas vezes a massa da Terra mas não era habitável pois estava muito próximo da sua estrela e não foi detectado com a ajuda do HARPS. Dos 28 planetas descobertos até agora com massas inferiores a 20 vezes a massa da Terra, 24 foram encontrados com o HARPS.
À procura de outra Terra
Desde 1995 que se descobrem novos planetas. No total. são já mais de 400. Nos últimos cinco anos, o programa do HARPS contribui com 75 descobertas para esta aventura fora do nosso sistema solar.Hoje, ficámos a conhecer alguns traços de 32 destes exoplanetas. Dentro de cerca de seis meses, os cientistas deverão anunciar um novo conjunto de exoplanetas encontrados com o HARPS. O objectivo é procurar planetas idênticos à Terra. Faltam as ferramentas. Para já, os cientistas apostam nos avanços que o projecto ESPRESSO (no qual Nuno Santos também está envolvido) poderá trazer na detecção de novos planetas com uma precisão de dez centímetros por segundo. Mais para à frente, estará o projecto Codex que promete alcançar a proeza de um centímetro por segundo. Depois de detectados planetas semelhantes à Terra será necessário aplicar novas ferramentas para analisar a atmosfera e procurar saber se são habitáveis. Além dos instrumentos usados a anos-luz de distância, será ainda necessário embarcar em missões espaciais para cumprir a aventura da busca por um planeta igual à Terra.
Fonte da notícia: público.pt

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Lua Titã intriga Cientistas

Formato da lua Titã de Saturno intriga cientistas

Na imagem, aparece a lua Titã com a cor alaranjada. A Titã é a maior lua de Saturno
(imagem de HENRY FOUNTAIN)


Graças à missão Cassini, cientistas descobriram nos últimos anos muitos factos sobre Titã, a maior lua de Saturno. Entre outras coisas, eles sabem agora que ela possui dunas de areia, lagos de metano líquido e, talvez, vulcões glaciais.

Também sabem algo sobre o seu formato. Usando dados de instrumentos do radar da Cassini, Howard A. Zebker, da Universidade de Stanford, e colegas determinaram que Titã apresenta uma pequena saliência em redor do seu centro e é achatada nos pólos.

O grau de achatamento é pequeno, relatam os investigadores num artigo publicado online na Science. Também não é nada surpreendente, afirmou Zebker, "porque Titã rotaciona de forma parecida à da Terra" (e a Terra também é achatada). Titã também tem sempre a mesma face voltada para Saturno e a poderosa força gravitacional do planeta gera grandes marés na lua, aumentando a deformação.

Mas o formato de Titã não é exatamente o que seria esperado em teoria. Uma possível explicação para isso, referiu Zebker, é a distribuição irregular de calor no núcleo de Titã. Ou talvez a lua estivesse mais perto de Saturno no passado, quando se formou e quando terá "congelado."

O achatamento de Titã também pode ajudar a explicar o motivo de seus lagos de metano estarem concentrados perto dos pólos. Se existe um "lençol de metano" (análogo a um lençol de água na Terra), então seria mais provável que o líquido alcançasse a superfície numa área de baixa elevação, como o são os pólos.

Site original da noticia: The New York Times

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Dia 1 de Dezembro olhe para o Céu





Se costuma andar de "cabeça no ar" já deve ter reparado que nos
últimos tempos ao pôr do Sol aparecem na direcção sudoeste duas
"estrelas" brilhantes que, curiosamente, se têm vindo a aproximar uma da outra.

Estrelas em movimento??!!
- Hum... estranho... (pensa o leitor mais atento).
Mas ai lembra-se que a palavra "planeta" é de origem grega e significa
"astro errante".
- Ah... pois... são planetas! (deduz o leitor mais informado).

Pois é verdade... a "estrela" mais brilhante não é mais do que o
planeta Vénus e a outra "estrela", mais alta no céu, é o planeta Júpiter.

O mais interessante é que ambos se vão continuar a aproximar um do
outro até que na madrugada de dia 1 de Dezembro vão atingir a
distância mínima de cerca de 2º no céu.

Ainda mais interessante é que nesse mesmo dia 1 o fino crescente da
Lua junta-se à dança pelo que o anoitecer vai ser abrilhantado pelos 3
corpos. Se puder olhar para o céu nesse dia ao anoitecer... aproveite!

O Centro Ciência Viva de Constância abrirá ao público das 15:00 às 17:30 para acompanhar a conjugação de Vénus, Júpiter e Lua com ocultação de Vénus através de binóculos e telescópios.

A ENTRADA É LIVRE

Apesar de parecerem próximos, os planetas e a Lua estão bem distantes uns dos outros. A Lua está a uma distância de 384.405 km da Terra, Vênus está a 108.200.000 Km de distância do Sol e Júpiter a 778.330.000 Km de distância do Sol. Todos os valores são aproximados.
Portanto, se gosta de observar o céu e seus fenômenos, anote na sua agenda esta data.Faça figas para não chover neste dia.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Olhos postos no céu

No dia 25 de Junho de 2008 fomos visitar o Centro Ciência Viva de Constância. Lá e com a ajuda de telescópios e os nossos belos olhinhos percorremos o Universo. E descobrimos os planetas Júpiter, Marte, nebulosas, estrelas etc. Muito interessante e espectacular. Vejam o video...

domingo, 1 de junho de 2008

Quando os planetas são reis e os átomos valetes...

Jogo de cartas ajuda jovens a perceber de Química, Física e Astronomia



Em vez de ases, biscas e jokers, as cartas de um jogo criado por António Chaves têm átomos, planetas e o Universo, para ajudar crianças de escolas de Sintra e Amadora a aprender física, química e Astronomia.

"Big Bang" é o nome deste jogo de cartas que o projecto Ciência Viva reconheceu como um projecto que promove "actividades experimentais na aprendizagem das ciências, envolvendo as comunidades científica e educativa".

O jogo, registado em 2002 na inspecção-geral das actividades culturais, foi testado pela primeira vez na Área de Projecto de uma turma da Escola Secundária Dr. Azeredo Neves, na Damaia, Amadora. Esta semana foi também apresentado no Sintra Anima 2008, a decorrer até 03 de Junho neste concelho, e vai ser demonstrado na segunda e quarta-feira da próxima semana, durante a iniciativa 'Amadora Educa', iniciativa que reúne as escolas do concelho.

Segundo o autor, António Chaves, o jogo é também utilizado nas salas de aulas nas escolas secundárias Ferreira Dias, no Cacém, e na Matias Aires, em Agualva. "O professor em vez de abordar temas das ciências naturais, física, química e astronomia em termos teóricos pode exemplificar em termos práticos com as cartas e os valores dos grupos e ir até à partícula mais pequena dentro do conhecimento dos alunos", explicou.

Nestes dois níveis, dirigidos ao básico e ao secundário, o baralho tem 50 cartas, espalhadas por 16 grupos, e tem de ter entre dois a sete jogadores. A carta única do primeiro grupo e a mais valiosa, que corta todas as outras, é a que representa o próprio Universo.

Seguem-se os outros grupos, que representam o Big Bang, galáxias, a Terra, os seus dois hemisférios, estrelas, planetas do Sistema Solar, asteróides, cometas, leónidas, moléculas de oxigénio, átomos de hidrogénio e neutrões, protões e electrões, os elementos mais pequenos remetidos para o último grupo deste jogo.

"Divide-se algumas cartas pelos jogadores, que viram uma carta. Quem tiver a carta mais alta inicia o primeiro jogo", explicou António Chaves. Segundo disse, na primeira jogada é melhor jogar uma carta mais baixa, "para nos livrarmos delas". O jogador seguinte pode lançar uma carta do mesmo grupo e, se não tiver, tem de ir buscar a um monte.

Termina quando todos ficam sem cartas

Se não lhe sair uma carta igual ou superior à carta jogada inicialmente, o primeiro jogador pode jogar todas as cartas que tiver desse grupo. "Por exemplo, se eu jogar um planeta, obrigo o outro a jogar um planeta, mas se ele não tiver um nem o conseguir no monte de cartas, eu posso livrar-me nessa altura de todos os planetas que tenho. No entanto, se o outro jogador tiver uma estrela ou uma galáxia pode jogá-la sobre esses planetas, porque uma estrela vale muito mais em potência do que os planetas todos juntos", contou.

O jogo termina quando todos ficam sem cartas para jogar e ganha quem ficar primeiro sem cartões.

Além dos níveis jogados no ensino básico e secundário, António Chaves desenvolveu também o "Big Bang" para o ensino superior, que engloba cartas com física quântica. "Tem mais cartas, incluindo algumas de física quântica, como 'força nuclear fraca', 'força forte' e mais estrelas e galáxias", explica.

António Chaves salienta que em Portugal "não dá para viver dos jogos", mas como gosta de desenvolver passatempos didácticos-pedagógicos, está a acabar mais um a nível de saúde e já desenvolveu um outro sobre prevenção rodoviária.

Fonte da notícia: CienciaHoje.PT