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quarta-feira, 10 de março de 2010

Abelhas preferem flores ricas em néctar com cafeína

Imagem de abelha retirada de Flickr

Se pensava ser o único que não conseguia funcionar antes de um cafezinho, enganou-se. Um estudo realizado pela Universidade de Haifa, em Israel, concluiu que as abelhas preferem o néctar de flores que contenha pequenas quantidades de cafeína e nicotina.

O néctar das flores é composto principalmente por açúcares, que são as moléculas por excelência,
fornecedoras da energia necessária à realização da polinização. Entretanto, existem algumas flores que, além dos glúcidos (açúcares), também possuem quantidades mínimas de substâncias tóxicas como a cafeína e a nicotina.
Com o intuito de determinar o papel destas substâncias - se eram imperceptíveis ou se tinham algum papel de sedução - cientistas israelenses ofereceram a insectos dois tipos de néctar artificial: um composto apenas por açúcar e outro que continha também pequenas quantidades de nicotina e cafeína. Por mais surpreendente que possa parecer, as abelhas escolheram o segundo tipo de néctar.
Os cientistas concluíram que o objectivo das flores é, tão somente atrair os insectos e não intoxicá-los.
A cafeína é encontrada principalmente em flores cítricas, com concentração entre 11 e 17,5 miligramas por litro. Já a nicotina, encontrada em árvores de tabaco, aparece com concentração de até 2,5 miligramas por litro.
Não parece haver dependência das abelhas, em relação às substâncias estimulantes. A prova disto é que quando se ofereceu uma dose superior a um miligrama de nicotina por litro, os insectos optavam pelo néctar sem substâncias.
A equipa de investigadores de Haifa referiu a dificuldade em determinar, se a presença de estimulantes no néctar é uma resposta evolutiva no sentido de tornar a polinização das flores mais eficiente. No entanto podemos afirmar sem dúvida que as espécies que sobreviveram à selecção natural foram aquelas que desenvolveram níveis correctos das substâncias estimulantes, que lhes conferiam a vantagem de atrair mais abelhas.
Os investigadores reforçaram que a pesquisa demonstrou a preferência por tais substâncias, e não o" vício". No entanto, novos testes serão realizados para saber se há ou não dependência.
Noticia lida em elmundo.es

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

RED BULL- Quando o "Dá-te Asas" se Torna Perigoso






Foto:(http://img212.imageshack.us/img212/962/redbull4003a8e94cgv0.jpg)

Investigadores australianos provaram que apenas uma lata de Red Bull (bebida muito popular entre estudantes universitários e desportistas pelo seu poder energético) pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral e ataque cardíaco, mesmo em pessoas jovens; uma vez que o elevado teor em cafeína presente nesta bebida torna o sangue mais pegajoso (factor precursor dos problemas cardiovasculares).

Segundo Scott Willoughby (investigador principal do tema) do Centro de Investigação Cardiovascular do Hospital Royal Adelaide, na Austrália, uma hora após terem bebido Red Bull, os sistemas sanguíneos dos indivíduos já não se encontravam normais, assemelhando-se aos dos doentes cardiovasculares.

Esta equipa de investigadores analisou os sistemas cardiovasculares de 30 indivíduos jovens uma hora antes e depois de consumirem uma lata de Red Bull de 250 mL sem açúcar. Resultados demonstram que os indivíduos saudáveis passaram a desenvolver sintomas que normalmente se encontram associados a doenças cardiovasculares. Willoughby afirma mesmo que o Red Bull pode ser mortal quando se encontra associado a stress ou pressão sanguínea elevada, ao impedir um normal funcionamento dos vasos sanguíneos e aumentando o risco de formação de coágulos sanguíneos.

Do lado da Red Bull Austrália, temos a porta-voz Linda Rychter. Esta afirma que o relatório apresentado pelos investigadores será avaliado pela sede da companhia na Austrália. Contudo, alega que o estudo não mostra efeitos que vão para além daqueles que advêm de uma chávena de café, logo os resultados a que os investigadores chegaram são os esperados e encontram-se dentro dos limites fisiológicos normais.

Apesar da bebida Red Bull ter sido proibida na Noruega, Uruguai e Dinamarca (devido aos riscos para a saúde), a companhia vendeu 3,5 milhões de latas em 143 países, só o ano passado. Rychter afirma que estas vendas só se verificam porque as autoridades de saúde a nível mundial concluíram que esta bebida é segura para ser consumida. No entanto, a companhia alerta os consumidores para estes não beberem mais do que duas latas por dia.

Cada lata de Red Bull contém 80mg de cafeína, aproximadamente o mesmo que uma chávena de café normal, pelo que o investigador Willoughby alerta, principalmente as pessoas com predisposição para doenças cardiovasculares, a que estas pensem duas vezes antes de consumirem a bebida.

Link da Notícia original: Farmácia.com