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terça-feira, 2 de março de 2010

Pesticida altera o sexo das rãs: de machos para fêmeas

O pesticida atrazina produz mudança de sexo transformando machos em femeas as quais conseguem reproduzir-se com sucesso. Na foto verifica-se o acasalamento de dois machos. o animal debaixo que sofreu os efeitos da exposição à atrazina consegue produzir ovos viáveis . (Foto: Tyrone B. Hayes/University of California)
A atrazina, o herbicida mais utilizado nos Estados Unidos, consegue tornar rãs machos em fêmeas, que são capazes de se reproduzirem com sucesso, adianta um novo estudo publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Embora investigações anteriores tenham demostrado que a atrazina pode causar anomalias sexuais nas rãs, como hermafroditismo, este estudo é o primeiro a descobrir que os efeitos da atrazina são duradouros e podem influenciar a reprodução de anfíbios.
De acordo com Tyrone B. Hayes, autor do estudo e investigador da Universidade da Califórnia (EUA), os resultados obtidos sugerem que a atrazina poderá ter efeitos potencialmente prejudiciais sobre as populações de anfíbios, animais que já estão a sofrer um declínio global. Sendo que esta substância, que já é proibida na Europa, interfere com a produção do estrógenio, presente nas mulheres e nas rãs, os resultados poderiam também ter implicações para os seres humanos, diz Hayes.
Os investigadores da equipa de Hayes acompanharam o crescimento de um grupo de 40 rãs, que se desenvolveu em água a qual continha níveis de atrazina semelhantes aos verificados em ambientes onde este herbicida é utilizado. Compararam posteriormente este grupo com outro composto também por 40 rãs criadas em água sem atrazina.
Tyrone B. Hayes e col. verificaram então que as rãs que não foram expostos ao herbicida permaneceram do sexo masculino, enquanto dez por cento das rãs do outro grupo foram completamente feminizadas. Embora os seus genes indicassem que eram do sexo masculino, a sua anatomia era feminina, possuindo inclusivamente ovários. Estas rãs conseguiram mesmo acasalar com machos e produzir ovos férteis. Nas rãs expostas à atrazina, mas que não mudaram de sexo e se mantiveram machos, foi verificado que houve uma redução da fertilidade e dos níveis de testosterona. Além disso, demonstraram estar menos aptas para comportamentos de acasalamento. retiradas estas estas conclusões, Hayes alerta para o perigo da atrazina que, juntamente com as mudanças climáticas, a perda de habitat e o perigo das espécies invasoras, pode pôr em risco as populações de anfíbios.

domingo, 5 de abril de 2009

Bébé elefante cor-de-rosa encontrado em África

Mike Holding especializado em vida selvagem capturou imagens de um elefante bébé cor-de-rosa, em Botsuana, um país no sul na África, enquanto filmava uma manada de cerca de 80 elefantes no delta do rio Okavango, para um programa da BBC.


"Nós vimos (o elefante rosa) por alguns minutos apenas, enquanto a manada atravessava o rio", disse.

"Foi um momento muito empolgante para todos no acampamento. Sabíamos que era algo raro, ninguém conseguia acreditar", acrescentou.

Especialistas acreditam que o elefante bebé provavelmente é albino, o que é um fenómeno extremamente raro entre elefantes africanos.

O albinismo é comum em elefantes asiáticos, mas muito raro em espécies da África.

"Encontrei apenas três referências a filhotes albinos, que ocorreram no Parque Nacional Kruger, na África do Sul", salientou Mike Chase, ecologista que lidera a organização de cariz ambiental Elefantes Sem Fronteiras.

"Provavelmente esta é a primeira vez que um elefante albino é registrado no norte de Botsuana."
"Estudamos os elefantes da região há cerca de dez anos e esta é a primeira prova documentada de um filhote albino", acrescentou.


"O que vai acontecer com este bebé elefante albino ainda é um mistério. A sobrevivência a este raro fenómeno é muito difícil nas condições duras da África. O sol forte pode causar cegueira e problemas de pele", afirmou.
Há esperança do elefante bebé que tem entre dois e três meses sobreviver.

"Pelo facto de ter sido visto no delta do rio Okavango, ele poderá ter uma chance maior de sobrevivência. Ele pode encontrar abrigo debaixo de grandes árvores e cobrir-se de lama, o que o protegerá do sol", afirmou o ecologista.
Para já ele encontrou a sombra do corpo da sua progenitora. "Este comportamento sugere que ele sabe de sua fragilidade face ao forte sol africano e adoptou estratégias para melhorar suas hipóteses de sobrevivência."

"Aprendi que os elefantes se adaptam muito facilmente, são inteligentes e mestres na sobrevivência", acrescentou.


Fotos e fonte da notícia:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7951331.stm

sábado, 14 de março de 2009

Aquecimento Global também faz mal ao Phytoplankton!!


O que está a acontecer ao Fitoplâncton da Antárctida??

Fitoplancton / Imagens NASA

Um novo estudo publicado ontem na Science revela que as populações de fitoplâncton da Peninsula Antárctida, diminuíram cerca de 12 por cento nos últimos 30 anos. A causa segundo os cientistas deve-se às recentes mudanças climáticas. Estas alterações podem explicar a razão do declínio de alguns pinguins e outras espécies.
O fitoplâncton inclui vários grupos de microalgas, das quais se destacam as diatomáceas, que têm a particularidade de possuir uma parede constituída por sílica, os dinoflagelados, os cocolitoforídeos, quase exclusivamente marinhos, as cianobactérias e vários grupos de fitoflagelados, tal como as clorófitas, criptofíceas entre outros (Lalli & Parsons, 1993). O desenvolvimento do fitoplâncton está dependente de numerosos parâmetros físicos, químicos e biológicos, tais como, temperatura, radiação solar, disponibilidade de nutrientes, pressão de predação. O fitoplâncton encontra-se na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos, uma vez que serve de alimentação a organismos maiores. Está na base porque pertence ao nível trófico dos produtores.
Além disso, acredita-se que o fitoplâncton é responsável pela produção de cerca de 98% do oxigénio da atmosfera terrestre. Teoricamente, uma vez que se pensa que a vida na Terra começou no mar, o fitoplâncton terá sido o responsável pela aparição dos organismos heterotróficos, que utilizam, não só directamente o plâncton na sua alimentação, mas também o oxigénio para sua respiração.

A zona mais ocidental da península Antárctida ( parte mais a norte do continente da Antarctida) sofreu durante os últimos anos uma subida de temperatura da ordem dos 2.5 ºC - mais do que qualquer outra zona do planeta - e consequentemente uma diminuição na cobertura de gelo.

Os cientistas constataram que em simultâneo com esta alteração climática as populações de pinguins Adélia e de Krill adaptados a um clima frio e seco migraram para sul. Entretanto outras espécies de pinguins migraram para regiões do norte
Martin Montes-Hugo e seus colegas suspeitam que as migrações dos pinguins podem estar relacionadas com alterações na quantidade dos seres que constituem a base alimentar daqueles animais - O Fitoplâncton.
Os cientistas documentaram o decréscimo no fitoplâncton usando dados de campo e informação recolhida por satélite que seguia as pistas da quantidade de clorofila – um sinal da fotossíntese do fitoplâncton. – nas águas em redor da península da Antárctica. A concentração da clorofila diminuiu significativamente a norte da península e aumentou a sul. O fitoplâncton é um excelente marcador para as mudanças climáticas porque respondem rapidamente, por vezes no espaço de apenas um dia, à variação do ambiente e também porque há uma longa cadeia alimentar que depende da sua sobrevivência
Devido às alterações nos padrões da atmosfera que rodeia a península – possivelmente, devido às mudanças climáticas - há actualmente céu nublado onde antes havia sol e vice-versa, diz um dos autores do estudo Martim Montes-Hugo da Universidade de Rutgers. No sul da península, as nuvens estão a diminuir e o sol está a derreter o mar gelado, libertando mais água para o sol penetrar, afirmou Montes-Hugo. “Há mais água e por isso há mais penetração da luz, por isso o fitoplâncton está de perfeita saúde no sul”, referiu.

No norte da península há mais nuvens e o mar de gelo está ainda mais reduzido. Aqui, a mudança de padrões atmosféricos trouxe mais ventos para agitar as águas, o que leva o fitoplâncton para maiores profundidades. Nestes níveis mais profundos estes pequenos seres captam menos sol. “Isto afecta o fitoplâncton”, refere Montes-Hugo. Como as plantas, o fitoplâncton absorve o dióxido de carbono, gás responsável pelo efeito de estufa. Menos fitoplâncton significa menos dióxido de carbono absorvido. Uma diminuição de fitoplâncton na Antárctida significa menos comida para os pequenos crustáceos que, por sua vez, servem de alimento a peixes e por aí em diante na cadeia alimentar que chega até aos pinguins (Adélia) e outros animais. Mudanças na quantidade do fitoplâncton coincidem com mudanças observadas no krill - pequenos crustáceos (Euphausia superba) e nas populações de pinguins.
Aqui podes ver vídeo sobre fitoplâncton.

Fontes da notícia:

terça-feira, 10 de março de 2009

ÓLEO NO OLEÃO ...É A SOLUÇÃO

RECOLHA E VALORIZAÇÃO DOS ÓLEOS ALIMENTARES USADOS - OAU's


O CLUBE CIÊNCIA EM MOVIMENTO está a organizar uma campanha :
"MENOS POLUIÇÂO...ÓLEO NO OLEÃO...É A SOLUÇÃO!
Esta campanha com inicio a partir de 9 de Março, pretende sensibizar a comunidade escolar para a importância da reciclagem dos óleos.

Um litro de óleo contamina cerca de um milhão de litros de água, isto é, o equivalente à quantidade de água que uma pessoa consome durante 14 anos!!!
O contacto de um óleo usado com o solo destrói a flora de uma tal forma que ela só se recompõe totalmente passados 15 anos.
O despejo de 5 litros de óleo usado sobre a água origina a formação de uma película oleosa com um diâmetro de 5 quilómetros.
Os despejos nos esgotos dificultam o funcionamento do sistema de depuração das estações de tratamento de água.

Traz para a Escola os Óleos Alimentares Usados, filtrados, numa garrafa ou garrafão bem fechado, entrega - os ao funcionário, junto ao portão de entrada.
Adere a esta campanha

O AMBIENTE AGRADECE!
Mais informação em http://esec.dyndns.org/moodle/

O PONTO ELECTRÃO CHEGA AMANHÃ

É já amanhã que a escola vai receber o ponto electrão. Os alunos e professores que tenham material adequado podem trazê-lo já amanhã. Falem com familiares e amigos e vamos lá encher isto depressa.
A nossa escola foi aceite para participar no Projecto Escola Electrão. Este projecto é "uma iniciativa inédita no País com o objectivo de formar e informar todos os alunos dos 10 aos 18 anos sobre a gestão de Resíduos e Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE), premiando ainda as escolas com melhor desempenho ambiental."Vão participar 382 escolas, o que corresponde a mais de 262 mil alunos envolvidos.

Os objectivos principais do projecto Escola Electrão são: "Sensibilizar os alunos do Ensino Básico (2º e 3º ciclos) e Ensino Secundário para a importância do tratamento adequado dos REEE, proporcionando aos professores informação actualizada sobre este fluxo de resíduos.
"Esta iniciativa inclui também uma acção de recolha de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos nas escolas que se destina a premiar as escolas que depositarem a maior quantidade destes equipamentos em fim de vida, avaliada em quilograma. Para tal, serão colocados Pontos Electrão nas escolas participantes.
Para a "nossa" Escola as datas serão as seguintes:
Data de entrega do Ponto Electrão: 11 de Março de 2009
Data de recolha do Ponto Electrão: 18 de Março de 2009

Já sabes, fala com os teus familiares e amigos. Em vez de colocarem material avariado no lixo, traz para o Ponto Electrão da escola.

Quais os REEE que podem ser depositados?

Todos os REEE podem ser depositados no Ponto Electrão excepto as lâmpadas e os de grande dimensão que não possam ser introduzidos na abertura (55cm x 55cm). Os REEE de grande dimensão (ex.: frigoríficos, máquinas de lavar, etc.) também podem ser entregues através de uma recolha especial do operador logístico que estiver afecto à escola participante.
As lâmpadas pertencentes à Categoria 5 (Equipamentos de Iluminação) podem ser depositadas desde que inteiras, em caixas de cartão que serão disponibilizadas às escolas em simultâneo com o Ponto Electrão e que deverão ser acondicionadas em local seco. Alertamos que nesta categoria não estão incluídas as lâmpadas incandescentes, de halogéneo, leds e infra-vermelhos.

Se estás interessado em passatempos e jogos que se renovam regularmente, prémios bastante atractivos e diversos conteúdos didácticos, visita o Clube Electrão.

Ajuda a divulgar esta campanha e contribui com o máximo que puderes.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

"O Verdadeiro Custo da Comida"

Recomendo a consulta de uma página muito interessante e de simples consulta, da autoria do prestigiado Sierra Club National Sustainable Consumption Committee, e que pretende encorajar todos a pensar mais sobre os impactos que as nossas escolhas de consumo podem ter no ambiente.




"O Verdadeiro Custo da Comida" (do inglês, The True Cost of Food) disponibiliza muita informação específica sobre a origem de alguns produtos do dia-a-dia, assim como dá importantes dicas sobre como devemos proceder para evitar impactos negativos no ambiente.
Eis algumas:


Come mais legumes, fruta e cereais e menos carne.
Procura comprar a carne em locais com garantia de que é isenta de antibióticos,hormonas etc
Sempre que possas compra produtos orgânicos.
Compra sempre que seja possível os alimentos em pequenas superfícies e nos mercados locais.


Uma página a consultar sem falta. Por Um futuro mais sustentável

Herbicida Atrazina - ameaça letal para anfíbios

Esta rã norte-americana é uma das vítimas do herbicida (Foto: Neal Halstead/Universidade do Sul da Flórida)
A mortandade generalizada de sapos, rãs e outros anfíbios em vários locais do nosso planeta e que constitui uma das maiores crises ambientais ds últimos anos, tem uma nova e letal ameaça. Trata-se da atrazina, um herbicida largamente usado na agricultura cuja acção devastadora na sobrevivência destes animais está sendo investigada por cientistas americanos. A atrazina faz com que, ao mesmo tempo, os principais parasitas dos anfíbios se multipliquem e o sistema de defesa do organismo deles fique fragilizado. O resultado? Uma catástrofe.

Dados de campo e experimentais foram publicados na edição desta semana da revista científica "Nature". A equipe liderada por Jason R. Rohr, do Departamento de Biologia da Universidade do Sul da Flórida, estudou anfíbios do interior dos Estados Unidos, mas é bastante provável que as suas conclusões se apliquem a outras áreas do mundo. "Tendo em conta a falta de regulação efectiva do uso de herbicidas em muitos países tropicais, é bastante provável que até os anfíbios de áreas aparentemente virgens estejam ameaçados por este problema", declarou Rohr.
A atrazina provoca nos anfíbios como sapos, rãs e salamandras malformações grotescas dos membros, danos nos rins, inchaços severos e morte. O seu sistema imunitário fica seriamente afectado, os animais perdem as suas defesas. A explicação do grupo de cientistas é a de que a atrazina aumenta a reprodução dos trematódes muito acima do normal. Os anfíbios morrem com os intestinos lotados destes vermes parasitas.

O mecanismo é relativamente simples. Esses vermes ao longo de seu ciclo de vida tem como hospedeiros intermédios caracóis. Estes, por sua vez, comem certos tipos de algas, as perifíticas, que ficam fixas a superfícies debaixo de água. Os dados mostram que os herbicidas conseguem matar outros vegetais aquáticos, mas não as algas perifíticas. Mais algas significa mais caracóis e, portanto, mais vermes que provocam a morte dos anfíbios.
Rohr refere que os europeus baniram o uso do herbicida sem nenhum prejuizo para a produtividade agrícola, o que indica que se pode acabar com a sua utilização. E é bom não subestimar sapos e companhia como bichinhos sem importância - muito pelo contrário, refere:
"Os anfíbios têm funções muito importantes na maioria dos ecossistemas. Podem alterar a dinâmica de algas, os sedimentos de água doce e a decomposição das folhas. São predadores importantes e também fontes de alimento para muitas espécies. Comem várias espécies de artrópodes que são muitas vezes considerados pragas, como mosquitos e moscas. Uma espécie de salamandra americana tem a maior biomassa entre todas as espécies de vertebrados do nordeste dos EUA - o seu desaparecimento certamente alteraria todo o ecossistema. E, é claro, substâncias do organismo dos anfíbios têm muito interesse para a medicina - embora diversas espécies provavelmente estarão extintas antes de conseguirmos estudá-las", conclui. o cientista Rohr.
Site original da notícia: nature.com

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

XIV Olimpíadas do Ambiente



Cerca de 20 mil jovens de escolas de todo o país poderão participar nas XIV Olímpiadas do Ambiente, cuja novidade para este ano lectivo é a participação individual dos professores no concurso.

Aprofundar conhecimentos sobre a situação do país e do mundo, desenvolver competências para investigar problemas ligados à área e adquirir comportamentos para proteger o meio em que vivemos são os objectivos da 14ª edição das Olimpíadas do Ambiente cujas inscrições já se encontram abertas e podem ser efectuadas até dia 19 de Dezembro. A iniciativa abrange toda a comunidade escolar do ensino básico e secundário a nível nacional e procura motivar para uma integração dos conceitos e práticas ambientais nas escolas.

Em declarações à agência Lusa, Élio Vicente, do Zoomarine, um dos parceiros na organização do evento, disse que os professores terão agora, ao contrário de outras edições, que apresentar projectos individuais que serão submetidos a concurso.

Outra das novidades da 14ª edição das Olímpiadas do Ambiente é o facto da organização lançar aos jovens o desafio de criarem a imagem gráfica do cartaz das Olimpíadas seguintes, neste caso, no ano lectivo em 2009-2010.

Segundo Élio Vicente, apesar do formato de concurso (já que os jovens, do Ensino Básico e Secundário e com idades entre os 12 e os 18 anos têm que fazer provas de conhecimento), a verdadeira missão do evento não é testar a sua perícia no tema, mas sim que adoptem comportamentos bons para o ambiente.


O projecto, organizado pelo Instituto INTERVIR MAIS da Universidade Católica Portuguesa, associação ambientalista Quercus e Zoomarine, é reconhecido pela Presidência da República e já envolveu nas diversas edições anteriores mais de 350 mil alunos e milhares de professores.

O concurso inclui as vertentes «Ambiente à Prova», para os alunos testarem os seus conhecimentos sobre o tema, e «Ambiente e Arte», desafio lançado às escolas para criarem o cartaz das próximas Olimpíadas.

A vertente «Ambiente e Cidadania» é dirigida aos professores, que podem individualmente apresentar projectos com reflexos no Ambiente que já existam e estejam em funcionamento.

Os cinco melhores projectos irão à Final Nacional, que decorre no início de Maio, no Porto, em que também estarão entre 70 a 90 alunos de escolas de todos os distritos do país.

As inscrições estão abertas até 19 de Dezembro e os projectos dos professores podem ser apresentados até ao dia 31 de Março.
Fonte da notícia: cienciahoje.pt

domingo, 14 de setembro de 2008

Projecto Português quer plantar 400 milhões de árvores



O projecto «Floresta Unida», desenvolvido por técnicos florestais portugueses, vai lançar um programa de plantação de 400 milhões de árvores até 2030, em Portugal e no estrangeiro, disse à Lusa o coordenador David Lopes.

Trata-se «do maior projecto de reflorestação do mundo envolvendo a gestão e protecção das espécies durante 30 anos».

«Até hoje, plantavam-se árvores por plantar. Nós queremos que as empresas que apoiam o programa assegurem também a sua gestão e protecção por um período de 30 anos», frisou David Lopes. O objectivo, explicou, «é que 60 a 80 por cento das espécies plantadas tenham acompanhamento e protecção durante aqueles anos».

Só para Portugal, está prevista a plantação de 100 milhões de árvores, enquanto as restantes serão distribuídas por Chile, Espanha, Itália, Grécia e Moçambique, países que aderiram ao programa o «Amanhã será sempre verde».

As espécies serão plantadas em áreas que foram atingidas por incêndios florestais, pragas, doenças, ou sofreram problemas de erosão e outros que atingem todo o património florestal mundial.

«Estamos a realizar os preparativos e todo o planeamento para iniciar, em 2010, o programa de plantação dos 400 milhões de árvores, mas as que vamos plantar antes vão entrar nessa contabilidade», disse.

Até ao momento, foram plantadas em Portugal cerca de 30 mil árvores, na Lousã, estando prevista para Novembro a plantação de mais 150 mil na Serra da Boa Viagem, na Figueira da Foz. O programa prevê ainda a reflorestação de outras 12 áreas no país, em locais como Arganil, Lousã e Algarve, além de outros.

Segundo David Lopes, em Portugal vão ser plantadas espécies folhosas, mais resistentes aos incêndios, mas também resinosas, nos locais onde os ecossistemas assim o exigirem.

O programa conta já com a parceria da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (agora Autoridade Florestal Nacional), Projecto Fire Paradox e Grupo de Intervenção Protecção e Socorro da GNR.

Todo o projecto, que tem como lema «Pela Humanidade Plantamos Liberdade e Esperança», é desenvolvido por voluntários e profissionais ligados à floresta que se oferecem para esta causa.

Fonte: IOLDiário

sábado, 26 de abril de 2008

Cotonetes, escovas de dentes e outras coisinhas mais







O plástico é uma coisa recente… tão recente que o primeiro composto de plástico foi desenvolvido apenas no início do século XX.

Este material, relativamente novo quando comparado a outros como o vidro e o papel, passou a estar presente, por vezes de forma incontornável, em grande parte dos nossos utensílios e consumíveis domésticos. Bastará pensar na quantidade de produtos de plástico ou com invólucros de plástico que diariamente adquirimos em qualquer supermercado.

Se olharmos com um pouco de atenção para a constituição do plástico, notamos que este nada mais é do que uma produção sintética, de concepção integralmente humana. A sua composição corresponde a produtos derivados de refinarias de petróleo (hidrocarbonetos) e a outros elementos (frequentemente compostos clorados). São fabricados pelo processo de polimerização, no qual pequenas moléculas se combinam quimicamente e produzem outras maiores, através de um conjunto de reacções conjuntas (mediante o emprego de calor e/ou pressão), formando um material sólido estável.

De uma forma geral, são dois os tipos de plásticos que encontramos nas prateleiras de qualquer supermercado: os termorrígidos, que uma vez expostos aos processos de aquecimento e aumento de pressão não podem mais ser fundidos (portanto, não são passíveis de serem transformados pelo processo de reciclagem); e os termoplásticos, que podem ser repetidamente amolecidos e moldados através dos anteriores processos.

Os plásticos apresentam, na sua generalidade, uma característica importante e particular: são extremamente duráveis. Tão duráveis que não apodrecem nem se degradam com a facilidade de outros compostos naturais como os de madeira. Como resultado, enormes quantidades de produtos compostos de plástico são descartados e acumulam-se no ambiente sob a forma de lixo.
Até para aqueles organismos invisíveis ao nosso olhar (bactérias e outros microorganismos responsáveis pela biodegradação), o plástico não é banquete fácil, seja em condições naturais ou mesmo quando são adicionadas misturas de celulose para facilitar a digestão microbiana.

Um outro importante factor a ter em consideração é a dificuldade de degradação deste composto quando em ambiente marinho, no qual as condições são completamente diferentes das dos ambientes terrestres (aquelas utilizadas aquando da estimativa de tempos de biodegradação).

Das cerca de 100 milhões de toneladas de plástico fabricadas por ano, 10 milhões (!) destas vão, voluntária ou involuntariamente, parar ao mar. A frota mercante mundial e as plataformas marinhas são responsáveis por 20% (639 mil contentores de plástico/dia) desta descarga e os restantes 80% terão origem directa em terra.


No entanto, o dilema sobre o plástico não termina na poluição em si. A verdade é que estes compostos sintéticos entram inevitavelmente na cadeia alimentar marinha, quer seja pela ingestão directa por parte de organismos superiores como mamíferos marinhos, quelónios (tartarugas marinhas) ou peixes, quer através de partículas pequenas (por vezes minúsculas) que integram a cadeia alimentar mais básica (zooplâncton e fitoplâncton). A consequência é óbvia, não só para aqueles organismos que nos habituamos a ver nos documentários da caixinha colorida, como também para nós, portugueses, que nos orgulhamos de sermos um povo que consome muito e bom (?) peixe.



Para mim, esta realidade é verdadeiramente assustadora. A solução, mais do que a separação doméstica (algo que faço e continuarei a fazer), passa pela redução, sempre que possível, do consumo de artigos que contenham plásticos, seja nos seus constituintes ou nas suas embalagens. O princípio é sabido: sem hábitos de consumo, não haverá hábitos de oferta.

Sacos, embalagens, caixas, cotonetes, canetas, escovas de dentes, entre outros… quantos objectos de plástico usou e descartou durante a passada semana?


Artigo de Pedro Correia, educador ambiental
Publicado por Departamento Educacional do Zoomarine em 24-04-08

site: zoomarine.blogdrive.com/