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domingo, 25 de julho de 2010

Encontradas as buckyballs, as maiores moleculas do espaço.

Concepção artística das moléculas de carbono conhecidas como "buckyballs", formadas por 60 átomos de carbono. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

O Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, descobriu no espaço, pela primeira vez, moléculas de carbono conhecidas como "buckyballs".

Buckyballs são moléculas em forma de bola de futebol que foram observadas pela primeira vez em laboratório há apenas 25 anos.

Assim nomeadas por se assemelharem às cúpulas geodésicas do arquitecto Buckminster Fuller, que têm círculos interligados na superfície de uma meia-esfera. Os cientistas já acreditavam que elas poderiam existir flutuando no espaço, mas ninguém havia conseguido detectá-las até agora.

"Nós encontramos aquelas que são agora as maiores moléculas existentes no espaço," disse o astrónomo Jan Cami, da Universidade de Western Ontario, no Canadá. "Estamos particularmente entusiasmados porque elas têm propriedades únicas que as torna elementos importantes para todos os tipos de processos físicos e químicos acontecendo no espaço."

As buckyballs são formadas por 60 átomos de carbono dispostos em estruturas esféricas tridimensionais. Os seus padrões alternados de hexágonos e pentágonos coincidem com o desenho típico de uma bola de futebol.

Os astrónomos descobriram também, pela primeira vez no espaço, a parente maior das buckyballs, conhecida como C70. Estas moléculas, constituídas de 70 átomos de carbono, têm uma forma ovalada, mais parecida com uma bola de rugby.

Os dois tipos de moléculas pertencem a uma classe conhecida oficialmente como buckminsterfulerenos, ou simplesmente fulerenos.
Os fulerenos são a terceira forma de carbono depois da grafite e do diamante, e podem apresentar-se em forma de esferas, elipsóides e cilindros.
As bolas de carbono foram localizadas em uma nebulosa planetária chamada Tc 1. Nebulosas planetárias são restos de estrelas como o Sol, que expelem suas camadas exteriores de gás e poeira à medida que envelhecem. Uma estrela quente e compacta, ou anã branca, que está no centro da nebulosa, ilumina e aquece essas nuvens de poeira estelar.

As buckyballs foram encontradas nessas nuvens, talvez reflectindo uma fase curta da vida da estrela, quando ela arremessa para o espaço uma nuvem de material rico em carbono.

O professor Harold W. Kroto da Universidade Estadual da Florida e Nobel de Química em 1996 pela descoberta dos fulerenos comemorou o fato, e afirmou: "Este avanço emocionante fornece provas convincentes de que os fulerenos, como sempre suspeitei, existiram desde tempos imemoriais nos recantos escuros da nossa galáxia.
Fonte: Science e NASA

domingo, 25 de abril de 2010

NASA Lança Livro de Aniversário dos 20 Anos do Hubble


Hubble captou imagens nunca antes vistas do cosmos (Crédito: NASA/ESA)
A Nasa deu um passo monumental com o lançamento do Telescópio Espacial Hubble, em abril de 1990. Desde então ele conquistou a mente e a imaginação de pessoas por todo o mundo. Para comemorar o 20 º aniversário deste feito científico, a NASA em parceria com a editora Abrams lança: “Hubble: A Journey Through Space and Time”, uma coleção dinâmica e única de imagens do Hubble.

Esse livro mostra o olhar profundo deste telescópio, único e inovador. A obra oferece uma viagem ao observatório, que revolucionou a astronomia e a fotografia. O livro destaca o legado visual espetacular do Hubble para a humanidade, com imagens deslumbrantes, que inclui as vinte mais importantes descobertas científicas do Hubble, até agora. Com imagens clássicas, todas selecionados por astrônomos da NASA, que mostram estrelas nascendo e morrendo, mudança e colisão de galáxias de um universo jovem no auge da criação.

“Este livro representa uma amostra dos 20 anos das descobertas do Hubble, que mudaram para sempre a visão do Universo, bem como o nosso lugar nele”, disse Ed Weiler, administrador associado e diretor da missão de ciência da NASA, em Washington, e autor do livro. O Hubble, através de suas descobertas, continuará a ter um impacto positivo no mundo por décadas. Muitas de suas maiores descobertas ainda está por vir.”

Complementando as impressionantes imagens, há comentários de cientistas notáveis e depoimentos de astronautas veteranos, que participaram de missões tripuladas da Nasa, para manutenção do Hubble.
Charles Bolden, hoje administrador da Nasa, pilotou o ônibus espacial que lançou o telescópio, fez o prefácio da obra. O resultado é uma história completa em primeira mão de um dos mais importantes instrumentos astronômicos da história .
Notícia lida em:
http://oexpressobandeirante.com/?p=2125
Para saberes mais sobre o Hubble e os seus 20 anos visita o site da NASA e também http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/hubble-20-anos/index.htm

sábado, 24 de abril de 2010

A Fantástica História do Hubble Desde a Sua Concepção

Hubble [Imagem: NASA/ESA]
Nome completo: Telescópio Espacial Hubble (Hubble Space Telescope). Idade: 20 anos. Actividade: fotografar o espaço enquanto dá voltas à Terra.

Para quem não conhece o seu portfolio, ficam algumas descobertas que nos foram transmitidas pelo telescópio mais famoso da História: a determinação da idade do Universo (treze mil milhões de anos); planetas extrasolares; os buracos negros; galáxias de diferentes tipos e formas...

Mais próximo do nosso planeta, o Hubble registou ainda acontecimentos únicos, como a colisão dos fragmentos do cometa Shoemaker-Levy contra o gigante Júpiter, em 1994. A lista de contributos para a Ciência continua. A Lei de Hubble, que estabeleceu que o Universo se encontra em expansão, só foi visualmente comprovada através deste autêntico observatório espacial.

No entanto, tinha começado mal. Primeiro, só foi lançado no dia 24 Abril de 1990, pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA), cinco anos depois do previsto, porque a tragédia do vaivém Challenger, na qual morreram sete astronautas, interrompeu o programa espacial norte-americano.

Depois, quando ficou finalmente em órbita, as suas primeiras fotografias estavam turvas e desfocadas. Descoberta a razão para a má qualidade das imagens -- defeitos de polimento no o espelho principal --, lá seguiram os astronautas Jeffrey Hoffmann e Story Musgrave em Dezembro de 1993 para o reparar.

Desde então, o Hubble conseguiu calar todas as vozes críticas, mostrando pormenores nunca vistos de estrelas, nebulosas, explosões de raios gama, galáxias vizinhas e longínquas, etc.

Ao todo, o Hubble observou mais de trinta mil objectos celestes e tirou meio milhão de fotografias. Nestes vinte anos, o telescópio (13 metros de altura por 4 de diâmetro, pesando 11 toneladas) recebeu a visita de cinco missões de reparação e actualização. Como por vezes fica com vista cansada, as câmaras têm de ser substituídas.

A última missão de serviço realizou-se no ano passado, e não haverá outra. O Hubble continuará a observar o espaço até deixar de funcionar. Quando isso acontecer, cairá no oceano. A NASA prevê que chegue aos 25 anos de vida.

O seu sucessor já tem nome: chama-se James Webb Space Telescope, baptizado em honra do segundo administrador da NASA, James Edwin Webb. http://aeiou.expresso.pt/parabens-hubble=f578390
Aqui ficam as datas...
1946
Lyman Spitzer lança o conceito de um telescópio espacial em seu artigo "Vantagens Astronómicas de um Observatório Extra-Terrestre".

1969
Coordenador por Spitzer, o Comitê Ad Hoc do Grande Telescópio Espacial pede formalmente à NASA o desenvolvimento de um telescópio orbital, num artigo chamado "Usos Científicos do Grande Telescópio Espacial."

1971
O recém formado grupo Gestão Científica do Grande Telescópio Espacial, da NASA, estuda a viabilidade de um telescópio orbital.

1977
O Congresso norte-americano aprova o financiamento para a construção do telescópio espacial. A NASA contrata a empresa Perkin-Elmer para fabricar os sistemas ópticos. A Lockheed vence a licitação para fabricar o corpo do telescópio.

1981
A empresa Perkin-Elmer termina a construção do espelho do telescópio espacial. Contudo, a empresa comete um erro, que só seria detectado após o lançamento do telescópio e que faz com que o espelho distorça as imagens.

1983
O telescópio espacial recebe oficialmente o nome de Hubble, em homenagem ao físico norte-americano Edwin P. Hubble.

1984
A empresa Perkin-Elmer termina a construção do sistema óptico do Telescópio Espacial Hubble - incluindo o defeito, ainda não detectado.

1985
A empresa Lockheed completa a montagem do Hubble.

1986
O lançamento do Telescópio Espacial Hubble é adiado devido ao acidente com o vaivém espacial Challenger.

1990 - 24 de Abril
O vaivém espacial Discovery coloca o Telescópio Espacial Hubble em órbita. Para decepção geral, as primeiras imagens saem totalmente distorcidas. Só então os cientistas descobrem que o espelho foi fabricado pela Perkin-Elmer com uma aberração esférica.

1993
Os astronautas do vaivém espacial Endeavour instalam lentes que corrigem o problema da aberração esférica. São instaladas as câmaras Wide Field e Planetary Câmera 2. Os computadores do Hubble são actualizados e os painéis solares são substituídos por novos.

1994
O Hubble fotografa a colisão dos destroços do cometa Shoemaker-Levy 9 contra a atmosfera de Júpiter, num dos feitos considerados entre os mais importantes da história da astronomia.

1997
Astronautas do ônibus espacial Discovery fazem a segunda manutenção do Hubble.

1998
As observações precisas da luminosidade de estrelas muito distantes confirmam que a expansão do universo está aumentando.

1999
Astronautas do Discovery substituem os seis giroscópios responsáveis por manter o alinhamento do Hubble.

2002
Astronautas do Columbia substituem os painéis solares do Hubble e instalam a Advanced Camera for Surveys.

2009
Astronautas do Atlantis realizam a última missão de manutenção do Hubble, trocando seus principais componentes e praticamente tornando-o um novo telescópio, ainda mais poderoso.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Um Choque Espacial

Dois satélites de comunicação colidiram pela primeira vez em órbita, lançando grandes nuvens de detritos para o espaço, anunciou a NASA no dia 12 de Fevereiro.

Satélite Iridium-33

“Às 19h56 de 10 de Fevereiro, a uma altura de 800 quilómetros, chocaram o satélite norte-americano Iridium-32 e o satélite militar russo Cosmos-2251. Este último foi lançado em 1993 do cosmódromo de Plesetsk. Deixou de funcionar a partir de 1995. O satélite norte-americano estava em funcionamento”.




Este foi o primeiro embate de dois aparelhos intactos no espaço. Segundo o porta-voz da NASA, Kelly Humphries, a verdadeira dimensão do acidente, que ocorreu terça-feira a 805 quilómetros da Sibéria, só será conhecida na próxima semana. “Os meios de controlo das Tropas Espaciais seguem os destroços dos satélites russo e norte-americano, formados após o choque entre eles a uma altura de 800 quilómetros”, declarou aos jornalistas Alexandre Iakuchin, vice-comandante das Tropas Espaciais russas. Iakuchin acrescentou que “presentemente, os meios de controlo do Espaço acompanham todos os destroços numa altura entre 500 e 1.300 quilómetros”.

As Tropas Espaciais do Ministério da Defesa da Rússia confirmaram e reafirmaram que os destroços não constituem uma ameaça directa para a Estação Espacial Internacional. Os especialistas da NASA sublinharam que a possibilidade de os destroços chocarem com a estação espacial internacional é baixa, uma vez que a colisão entre os dois satélites ocorreu 435 quilómetros acima da órbita da estação. "Sabíamos que isto poderia acontecer eventualmente", disse Mark Matney, um cientista do Centro Espacial Johnson, na cidade norte-americana de Huston, considerando que "este tipo de colisões começará a ter mais e mais importância nas próximas décadas". O incidente envolveu um satélite comercial Iridium, que foi lançado em 1997, e um satélite russo lançado em 1993, que não estaria operacional, ambos com 40 quilos. Os especialistas explicaram ainda que já existiram outros casos de colisão no espaço mas apenas de pequenas partes de satélites.
A quantidade de satélites colocada no espaço é muito grande, assim é inevitável que com tantos objectos no espaço os choques aconteçam. É a chamada falta de espaço no espaço, até parece ironia, mas é a mais triste realidade. Perante estes acidentes, por mais que os centistas digam que é seguro, eu tenho as minhas dúvidas. Será que nós teremos que esperar que algo pior aconteça, para que providências venham ser tomadas?!
Notícia retirada de CienciaHoje.PT
Link desta notícia: NASA

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

IBEX - Sonda para explorar confins do Sistema Solar

NASA lança satélite para explorar confins do sistema solar
Walt Feimer/Goddard Space Flight Center


A NASA lançou ontem a pequena sonda Ibex que, nos próximos dois anos, terá por missão captar imagens e cartografar os confins misteriosos do nosso sistema solar, onde começa, a dezenas de milhares de milhões de quilómetros da Terra, o espaço interestelar.

A Ibex (Interstellar Boundary Explorer) é dotada de instrumentos capazes de captar imagens que pela primeira vez permitirão cartografar aquela zona de turbulências e campos magnéticos sobrepostos, onde as partículas dos ventos solares colidem com partículas interestelares provenientes de outras estrelas da nossa galáxia, a Via Láctea.

"As regiões fronteiriças do espaço interestelar, o limite do sistema solar, são essenciais porque nos protegem da maior parte dos raios cósmicos mais perigosos", explica David McComas, responsável científico da missão e engenheiro do Southwest Research Institute (San Antonio, Texas).

"Sem esta zona, estes raios penetrariam na órbita terrestre tornando os voos orbitais [no vaivém e na Estação Espacial Internacional] bem mais perigosos". A Ibex, com as duas câmaras de grande amplitude, vai produzir imagens que permitirão pela primeira vez compreender as interacções entre o nosso sistema solar e a nossa galáxia.

As únicas informações de que dispõem os cientistas sobre os confins do sistema solar são provenientes das sondas Voyager 1 e 2, lançadas em 1977 e ainda a funcionar. Depois de ter passado pelos planetas Júpiter e Saturno e depois, no caso da Voyager 2, Úrano e Neptuno, as duas sondas continuam a sua odisseia sem precedentes, desviando-se progressivamente do sistema solar.

"As sondas Voyager fazem observações fascinantes para além da zona de choque terminal, mostrando resultados totalmente inesperados que desafiam várias das nossas hipóteses quanto a esta importante região à volta do nosso sistema solar", sublinha McComas.
Fonte da Notícia: Público.PT

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

ESPAÇO : A ÚLTIMA FRONTEIRA


Sê astronauta por um dia. Desafia os teus professores e colegas e descobre os desafios que a "Última Fronteira" tem reservado para ti.


Nesta exposição interactiva vais : poder andar na Lua, sentares-te aos comandos de um vaivém espacial e procederes à sua aterragem; perceber como a gravidade afecta o crescimento dos seres vivos; aprender a distinção entre peso e massa; ouvir as comunicações que os astronautas recebem da sala de controlo da NASA quando estão em missão; assistir à exibição de vídeos sobre a conquista espacial; manobrar remotamente uma réplica do veículo explorador Mars Rover à semelhança do que faz a NASA a partir da terra; e ainda ver um imponente modelo à escala 1:10 da EstaçãoEspacial Internacional, produzido pela Agência Espacial Europeia (ESA).

De 27 de Setembro de 2008 a 30 de Agosto de 2009 no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva podes visitar Espaço: a última fronteira e seguir os pequenos passos para o Homem que se têm vindo a revelar saltos gigantes para a Humanidade.
Descrição detalhada de todos os módulos da exposição estará disponível em http://www.pavconhecimento.pt/

domingo, 22 de junho de 2008

Sonda Phoenix encontra gelo em Marte

As duas imagens, tiradas nos dias (ou sóis, em termos marcianos) 20 e 24, mostram o desaparecimento do material no canto inferior esquerdo, principalmente.


NASA acredita que sonda Phoenix encontrou gelo em Marte.

Investigadores da agência espacial norte-americana (NASA) estão convencidos que a substância branca e brilhante encontrada pela Phoenix na superfície de Marte é gelo, e não sal, após terem comparado as fotografias captadas pelas câmaras da sonda.
Os cientistas da missão detectaram que os pequenos pedaços de material brilhante que as câmaras da Phoenix fotografaram no dia 12 de Junho, num local denominado Dodo-Goldilokcs, no pólo norte marciano, não apareciam nas fotografias tiradas no mesmo local quatro dias depois.Para os responsáveis da NASA aquela substância era água congelada, que se evaporou após o braço robótico da Phoenix a ter exposto à atmosfera marciana.«Tem de ser gelo», afirmou o líder da equipa científica da missão, Peter Smith, da Universidade do Arizona, explicando que «os pequenos pedaços desapareceram totalmente nos últimos dias, o que constitui uma perfeita indicação que se tratava de gelo», avança a AFP.De acordo com o investigador, havia dúvidas no seio da equipa sobre se o material seria gelo ou sal, mas, acrescentou, «o sal não evapora». A Phoenix aterrou em Marte no dia 25 de Maio, com a missão de procurar indícios da presença de água e compostos orgânicos que ajudem os cientistas a determinar se já houve no planeta condições propícias para a existência de vida.
A página da missão Phoenix no site da Nasa traz as imagens registradas pela sonda, videos e animações (em inglês).
Foto: NASA