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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Aftas na boca ... Vitamina B12 ajuda a curar




Investigadores israelitas referiram que, num estudo, doses nocturnas de vitamina B12 preveniram efectivamente o retorno de aftas na boca. O estudo, publicado na “The Journal of the American Board of Family Medicine”, descobriu que as aftas na boca recorrentes, também conhecidas como estomatite aftosa recorrente (EAR), reduziram significativamente após cinco ou seis meses de tratamento com vitamina B12, independentemente dos níveis iniciais de vitamina B12 no sangue.O investigador principal, o Dr. Ilia Volkov, do Hospital Clalit e da Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel, referiu que, durante o último mês de tratamento, um número significativo de participantes no grupo de intervenção atingiu um estado sem úlcera aftosa.Os investigadores testaram o efeito da vitamina B12 em 58 pacientes com estomatite aftosa recorrente, aleatoriamente seleccionados, que receberam uma dose oral de
1 000 microgramas de B12 ao deitar ou placebo, sendo testados mensalmente ao longo de seis meses.De acordo com o Dr. Volkov, a média de duração dos surtos e a média do número de aftas por mês diminuiu em ambos os grupos, durante os primeiros quatro meses do ensaio. Contudo, a duração dos surtos, o número de aftas e o nível de dor foram reduzidos significativamente aos cinco e seis meses de tratamento com vitamina B12. As aftas são pequenas ulcerações dolorosas que aparecem na mucosa bucal. Uma afta é uma mancha esbranquiçada, redonda, com uma auréola vermelha. É comum que a ferida se forme no tecido mole, particularmente no interior do lábio ou da bochecha, sobre a língua ou no palato mole e, às vezes, na garganta. Apesar de se desconhecer a causa, parece que o carácter nervoso tem um papel no seu desenvolvimento, por exemplo, podem aparecer aftas na boca de um estudante durante um exame final. As aftas pequenas (com menos de 12 mm de diâmetro) costumam aparecer em grupos de duas ou de três e, de modo geral, desaparecem ao fim de dez dias, sem tratamento, e não deixam cicatrizes. As aftas maiores são menos comuns, podem ser de forma irregular, necessitam de várias semanas para sarar e é frequente deixarem cicatrizes.
Fonte da Notícia: http://www.farmacia.com.pt/

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A-a-aaa-tchim! Os cientistas "leram" os genes dos vírus da constipação

Leitura integral das sequências genéticas de uma centena de estirpes de rinovírus.
Descodificado o genoma de todos os vírus da constipação por Cientistas.

Atchim! É a manifestação mais universal da infecção por um dos vírus mais vulgares e contagiosos que há: o vírus da constipação, ou rinovírus. Mas, apesar de tudo o que se sabe sobre ele – ou melhor dito sobre eles, pois existem inúmeras estirpes –, o facto é que contra a constipação só temos uma opção: aliviar os sintomas e esperar que passe.Por que é que não há ainda uma cura para um doença tão banal? “O insucesso do desenvolvimento de medicamentos eficazes contra a constipação”, diz Stephen Liggett, da Universidade de Maryland, em comunicado, “deve-se ao facto de a informação sobre a composição genética das estirpes [de rinovírus] ter sido incompleta”. Com a sua equipa e colegas da Universidade de Wisconsin e do Instituto J. Craig Venter, Liggett publicou ontem, no site da revista "Science", o estudo das sequências genéticas de todas as estirpes conhecidas do vírus da constipação. Isto poderá permitir, pela primeira vez, desenvolver uma cura.Mas porque é tão importante a cura, se a constipação não parece assim tão grave? De facto, os rinovírus nem sempre são inócuos: podem conduzir a crises de asma e a pneumonias graves. “Pensa-se geralmente que a constipação só é uma chatice, mas pode ser debilitante para os muito novos e os mais idosos”, diz Liggett, “e pode desencadear crises de asma agudas em qualquer idade. E estudos recentes indicam que, nas crianças, os rinovírus podem reprogramar o sistema imunitário e torná-las asmáticas na adolescência.”Os cientistas “leram” os genes de 99 estirpes de rinovírus consideradas de referência – e de mais umas 10 recentemente identificadas “no terreno” – o nariz de pessoas constipadas. Comparando as semelhanças e diferenças, construíram a árvore genealógica dos rinovírus – não apenas para perceber a sua evolução e estrutura, mas também para identificar as suas vulnerabilidades, potenciais alvos de futuros tratamentos. Saber, por exemplo, quais são as moléculas à superfície das células do sistema respiratório que permitem a entrada dos rinovírus é essencial para o conseguir bloquear.A tarefa poderá porém ser bastante mais complexa do que previsto: os cientistas descobriram também, através da análise dos genomas, que a mesma pessoa pode ser infectada ao mesmo tempo por várias estirpes – e que, quando isso acontece, os vírus podem trocar ADN entre si e gerar uma estirpe totalmente nova, algo que não se pensava ser possível. “Isto poderia levar à emergência de novas estirpe de rinovírus mais perigosas”, diz Claire Fraser-Liggett, outra co-autora. Mas os cientistas acreditam que a informação genética agora revelada deverá permitir prever o potencial patogénico de cada estirpe e antecipar maneiras de vencer a infecção.

Notícia retirada de PÚBLICO.PT

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Como calar os Transposões

Cientistas do IGC controlam sequências móveis de DNA
Pesquisa esclarece mecanismo de silenciamento dos genes saltitantes no pólen.



Arabidopsis thaliana, um modelo frequentemente usado em estudos genéticos.
Foto em www-ijpb.versailles.inra.fr/.../cyto/arabido.htm

Uma equipa de cientistas do Instituto Gulbenkian de Ciência, (ICG) conseguiu, pela primeira vez, isolar as três partes que constituem os grãos de pólen da planta Arabidopsis thaliana. Graças ao recurso a uma técnica inovadora apoiada na citometria de fluxo os investigadores esclareceram assim alguns dos mecanismos que resultam no silenciamento de genes que podem provocar mutações prejudiciais. O avanço foi reportado dia cinco de Fevereiro num artigo publicado na prestigiada revista científica Cell.

Imagem de grãos de pólen de Arabidopsis thaliana observados ao microscópio elecrónico. site: http://aob.oxfordjournals.org/content/vol100/issue6/cover.dtl


Esses genes chamam-se transposões e são muitas vezes chamados de genes saltitantes porque podem saltar de lugar para lugar dentro do genoma. A aleatória mudança de sítio destas sequências móveis de DNA está envolvida na evolução dos organismos mas por vezes também pode interferir na função de outros genes e provocar mutações. Quando estas mutações ocorrem nas células sexuais podem ser transmitidas às gerações seguintes. Os transposões existem em todos os genomas conhecidos e constituem cerca de 45 por cento do genoma humano. Geralmente, estão silenciados.
Ao integrarem-se numa posição do genoma, diferente da original, essas sequências móveis de DNA, explica um comunicado do Instituto Gulbenkian de Ciência, podem alterar a função e organização de outros genes e causar mutações prejudiciais para as células e para o organismo. Houve então a necessidade de perceber como exercer o controlo apertado da sua expressão, até porque se essas mutações ocorrerem nas células sexuais serão transmitidas à próxima geração.


Os investigadores do ICG, Jörg Becker, José Feijó e Filipe Borges, que trabalharam com o grupo de Robert Martienssen, do Cold Spring Harbor Laboratory (EUA) conseguiram “encontrar” os transposões activos nos grãos de polén da planta Arabidopsis thaliana (um modelo frequentemente usado em estudos genéticos). Com a inovadora técnica dividiram as três partes que constituem o pólen, o núcleo vegetativo das duas células sexuais masculinas. Depois, perceberam que estes genes saltitantes encontravam-se activos no núcleo vegetativo mas que estavam silenciados nas células sexuais. Recorrendo mais uma vez à técnica de separação de células desenvolvida no IGC, verificaram que os genes eram silenciados pelos chamados pequenos RNAs de interferência (siRNA na sigla em inglês). Serão estes siRNAs que “calam” os genes saltitantes nos gâmetas masculinos e evitam, desta forma, as tais mutações prejudiciais que poderiam ser passadas à geração seguinte da planta. Os cientistas acreditam que este mecanismo também poderá estar presente na mosca da fruta, nas amibas e algas.

“Agora somos capazes de olhar para a activação de genes nas células sexuais do grão de pólen e reunir informações surpreendentes, já que podemos afirmar que estas células são geneticamente mais activas do que se pensava”, refere Jörg Becker. Ainda estamos muito longe desse cenário, mas, teoricamente, Filipe Borges admite que este conhecimento adquirido poderá ser útil para perceber como algumas mutações prejudiciais acontecem nos humanos e passam para as gerações seguintes. Eventualmente, ao abrir a porta para um melhor entendimento do mecanismo de silenciamento destes genes saltitantes a pesquisa poderá até contribuir para futuras terapias capazes de “calar” os transposões.

O estudo foi realizado com financiamentos dos National Institutes of Health (NIH), nos Estados Unidos da América, e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), em Portugal.

Fontes da notícia:CienciaHoje e Público

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fumar na adolescência pode causar depressão na vida adulta

Fumar na adolescência pode causar depressão na vida adulta


Photo credits: ндК™ aka Lewis Lin

Estudo considera a possibilidade da nicotina poder afectar o funcionamento do sistema nervoso

O estudo foi realizado por cientistas norte-americanos, e publicado na revista científica Neuropsychopharmacology.

Os investigadores administraram doses diárias de nicotina ou uma substância de água com sal em ratos de laboratório durante o período de 15 dias. Após esse período, os cientistas submeteram os ratos a diversas experiências para testar as suas reacções em situações de stress, bem como a sua resposta à oferta de recompensas.

Os resultados revelam que os ratos que foram administrados com nicotina começaram a apresentar sintomas associados à depressão, como a ansiedade, repetição de hábitos de limpeza, e uma diminuição no consumo de recompensas, como os doces, tendo ainda demonstrado imobilidade em situações de stress.

“O estudo é interessante porque é o primeiro a mostrar que a exposição à nicotina na adolescência pode ter consequências neurobiológicas a longo prazo”, afirmou Carlos Bolanos, coordenador do estudo.

Segundo a equipa de investigadores, os resultados observados nos roedores sugerem que o mesmo pode acontecer com humanos, pretendendo ainda alertar os jovens para mais um risco associado ao consumo de tabaco.

“Se fumarem, os jovens precisam estar cientes dos potenciais efeitos a longo prazo que o cigarro pode trazer para o corpo", acrescentou ainda o investigador.

Fonte da notícia: Farmacia.com.pt

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009


Drogas afectam personalidade e funções cognitivas



O consumo crónico de estupefacientes, mesmo de drogas leves, provoca alterações permanentes de personalidade e deterioração das funções cognitivas, segundo estudos desenvolvidos na Universidade da Beira Interior (UBI).

A equipa, liderada pelo professor de Neuropsicologia Luís Maia, constatou que consumidores crónicos de drogas manifestam alterações de personalidade que os tornam mais irresponsáveis, mais irritáveis, impulsivos, egocêntricos e com tendência para cometer actos ilícitos, violência familiar e comportamentos de risco.

No que diz respeito às funções básicas da mente, como a memória, atenção, concentração, os dados são ainda preliminares, mas remetem para um "forte indicador de prejuízo funcional nas capacidades intelectuais de toxicodependentes crónicos".

As alterações ao nível da personalidade podem ser verificadas ao fim de três a quatro anos de consumo, no caso dos adolescentes em "franco desenvolvimento", ou mais tempo, no caso dos adultos com "características personalísticas já bem marcadas" e que iniciem o consumo de substâncias numa fase já adulta.

No entanto, a deterioração cognitiva pode ser evidenciada logo numa fase inicial de consumo, principalmente se o tipo de substâncias estiver dentro da classe das psicodislépticas, ou seja, "capazes de produzir processos psíquicos como a desrealização, depersonalização, problemas de memória e atenção ou concentração, delírios e alucinações, entre outras". Estão dentro desta classe o MDMA, vulgo ecstasy, o LSD, a heroína e a cocaína.

O início dos efeitos sobre as funções cognitivas depende ainda do tipo de consumo, "se ligeiro (poucas doses e em pequenas concentrações das substâncias) e de forma intermitente ou pesado (grandes quantidades e de forma contínua)", explicou Luís Maia à agência Lusa.

Efeitos nefastos das drogas

Para o professor do departamento de Psicologia e Educação da UBI, é claro que "todas as drogas provocam um efeito nefasto sobre o cérebro e a mente humana". Mesmo as chamadas "drogas leves", como canabis, haxixe, ácidos, MDMA, entre outras.


"Se no debate sobre a despenalização das chamadas drogas leves e se nos programas de informação aos jovens todos estes dados fossem passados de forma clara e inequívoca, talvez as opiniões acerca de medidas de redução de risco como as Salas de Consumo Assistido, não fossem, por vezes, tão banalmente discutidas", considera. Segundo o professor, estes resultados estão já largamente provados no consumo "pesado" de bebidas alcoólicas - entendido como a ingestão durante anos de vários litros de vinho, cerveja ou bebidas destiladas -, e foi a partir deste pressuposto que o estudo sobre os estupefacientes se desenvolveu. Mas habitualmente "não se aceitam tão facilmente que estas alterações possam estar tão presentes no consumo de drogas", refere o professor, que justifica a difícil aceitação com "questões mais filosóficas liberais de diferenciação das drogas leves e pesadas".

Os consumidores crónicos de bebidas alcoólicas apresentam alterações marcadas das funções cognitivas, desenvolvendo, por exemplo, doenças como demência alcoólica, que impede a pessoa de ter qualquer nova memória de qualquer novo evento.

Incapacidade de reconhecer

Um dos pacientes com este tipo de doença esteve a falar um par de horas com uma pessoa que lhe foi apresentada na ocasião, mas foi incapaz de a reconhecer quando saiu da sala por cinco minutos. "Quando a pessoa regressou, ao fim de cinco minutos, o paciente foi incapaz de a reconhecer e lidou com ela como se nunca a tivesse visto", contou o professor.

"O que os nossos estudos têm vindo a demonstrar é que, a exemplo do que ocorre com as bebidas alcoólicas, verificam-se fortes alterações personalísticas em consumidores crónicos de estupefacientes", afirmou. O consumo crónico é considerado pelos investigadores como superior a um período de 12 meses, sem intermitência.

O estudo mais recente, realizado entre Outubro de 2007 e Julho de 2008, comparou 38 sujeitos, dos quais 19 consumidores de drogas e utilizadores de um serviço de tratamento de toxicodependentes estatal e não consumidores, de ambos os sexos, da região de Viseu.

Fonte da notícia: cienciahoje.pt

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Neurocientistas à procura de um "Elixir do Amor"

Bioquímica dos processos amorosos pode tornar viável um elixir do amor

O Beijo - Gustav Klimt, 1908 [oil and gold on canvas]
Neurocientistas norte-americanos que estudam a bioquímica e genética dos processos amorosos publicaram na edição de 8 de janeiro da revista Nature um estudo que pode abrir caminho ao desenvolvimento de fármacos para aumentar ou diminuir atracção sexual.
Não se trata de uma investigação poética, nem particularmente romântica, como advertem os editores da revista, já que se trata de dissecar emoções em cadeias de processos bioquímicos.
Em termos bioquimicos a chave da equação do amor é a hormona oxitocina combinada com a dopamina. Mas também há genes que dificultam a vida amorosa em casal.

"A análise dos mecanismos cerebrais ajudou no passado a desenvolver terapias farmacológicas contra a ansiedade, as fobias ou as desordens pós-traumáticas. Agora ajudam a esclarecer o que é o amor", diz Larry Young, principal autor do estudo.

Os investigadores comprovaram que a ligação entre uma ovelha e o seu cordeiro ou entre um macaco e a sua cria é a mesma que existe nos seres humanos e resulta basicamente de uma descarga de oxitocina (uma hormona), refere este neurocientista do Centro de Investigações sobre Primatas de Yerkes, em Atlanta (Geórgia).

Esta hormona favorece os comportamentos maternais, já que ao ser injectada numa ovelha leva-a a ligar-se imediatamente a uma cria, mesmo que não seja sua, e o mesmo se passa com aos ratos fêmeas, que se ligam ao macho mais próximo quando recebem a dose adequada.

A oxitocina precisa no entanto de outro neurotransmissor, a dopamina, da qual resulta a recompensa e a motivação de determinado comportamento. Esta hormona aumenta com a cocaína, a heroína ou a nicotina e favorece a euforia e a habituação a um produto.

Os cientistas observaram que algumas regiões do cérebro relacionadas com a dopamina se activam quando uma mãe vê fotos de um filho ou alguém vê a imagem do namorado.

O gene da crise conjugal?
Na perspectiva de Larry Young, "talvez este vínculo com o parceiro tenha origem numa ligação maternal subjacente no cérebro e seja por isso que os peitos sejam um estímulo erótico para o sexo masculino, do mesmo modo que estimular a nuca ou os mamilos durante o acto sexual faz disparar a oxitocina e consolida o laço emocional na parte feminina".

Mutação do gene AVPRI 1A faz variar a qualidade das relações .
Para os homens há outros caminhos neuroquímicos, sendo que a hormona vasopressina potencia nos ratos a união ao par, a agressão aos rivais e os instintos paternais. Os cientistas comprovaram também que uma mutação do gene AVPRI 1A, receptor desta hormona, faz variar a qualidade das relações amorosas.

Segundo as conclusões do estudo, os homens portadores de uma variante daquele gene têm o dobro das probabilidades de ficar solteiros e, quando se casam, de terem rapidamente uma crise conjugal.

Por ajudar a compreender os mecanismos bioquímicos e genéticos do amor, este trabalho abre a possibilidade de se desenvolverem fármacos capazes de provocar sentimentos de amor ou desamor, tornando menos fictício o conceito de um "elixir do amor", pronto a desatar paixões em corações empedernidos.

Fonte da notícia: cienciahoje.pt

domingo, 7 de dezembro de 2008

Glaciações em Marte

Ciclos de Alterações climáticas actuando em Marte durante milhões de anos deixaram a sua marca ao moldar as rochas sedimentares em camadas que se repetem em belos padrões rítmicos capturados em 3D pela câmara da sonda Mars Reconaissance Orbiter (MRO).

NASA detecta vestígios de glaciações (semelhantes às encontradas na terra) no planeta vermelho.Os dados aparecem num estudo publicado na revista Science dia 5 de Dezembro.
Cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia apresentam provas de ciclos de alterações climáticas sofridos pelo planeta vermelho e causadas pela sua inclinação astronómica.
Através de mapas transmitidos pela câmara de alta resolução de MRO, os cientistas identificaram e mediram as elevações rochosas no interior de 4 crateras de Marte. Estas nas escalas aparecem com dimensões que vão desde alguns metros até dezenas de metros, mas em cada lugar apresentam espessura e outras características semelhantes.

A partir do padrão de camadas rochosas sobrepostas na cratera Becquerel, os cientistas propõem a teoria de que a formação de cada uma teve lugar num período de 100.000 anos. A causa das suas formações estaria nos câmbios climáticos cíclicos.
Os cientistas tomaram como unidade 10 camadas para um milhão de anos. Assim conseguiram observar o fenómeno já bem conhecido das mudanças na inclinação do planeta causado pela dinâmica do sistema solar.
Kevin Lewis refere que as pequenas variações da órbita de Marte são devidas às camadas sobrepostas que se formaram devido às variações climáticas cíclicas. Segundo este cientista, estas alterações são as mesmas que desencadearam as glaciações no nosso planeta. Este estudo dá uma ideia sobre a forma como terá actuado o clima no passado em Marte.
Fontes da notícia: Elmundo.es e NASA
Foto: Science

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Cangurus afinal tiveram origem na China

Costuma-se dizer que os "Chineses inventaram tudo" o que parece também aplicar-se aos cangurus. Estudos Genéticos mostram que os cangurus tiveram origem na China. Cientistas Australianos conseguiram o primeiro mapa completo do Genoma destes simpáticos animais. Os Cientistas afirmam que a origem dos cangurus é chinesa e ainda que os animais chegaram à Austrália via América e Antártida.

Jenny Graves, directora do Centro de Excelencia para a Genética dos Cangurus referiu " Os cangurus possuem cerca de 20.000 genes, muitos dos quais são iguais aos dos seres humanos" , pelo que " a sua descodificação permitirá conhecer o que eram os seres humanos há 150 milhões de anos".

Graves assegura que seres humanos e cangurus em termos evolutivos se separaram há 150 milhões de anos, enquanto que o rato e o homem partilham um ancestral comum há 70 milhões de anos.

"Há algumas diferenças. Nos humanos temos um pouco mais deste gene, um pouco menos daquele. Mas são os mesmos genes e praticamente na mesma ordem", afirmou a directora do Centro de Genética.

Existem 26 espécies de cangurus na Austrália e 200 de marsupiais, mas a investigação só estudou a espécie de cangurus Macropus eugenii.
Tradução da notícia retirada de: