Investigadores israelitas referiram que, num estudo, doses nocturnas de vitamina B12 preveniram efectivamente o retorno de aftas na boca. O estudo, publicado na “The Journal of the American Board of Family Medicine”, descobriu que as aftas na boca recorrentes, também conhecidas como estomatite aftosa recorrente (EAR), reduziram significativamente após cinco ou seis meses de tratamento com vitamina B12, independentemente dos níveis iniciais de vitamina B12 no sangue.O investigador principal, o Dr. Ilia Volkov, do Hospital Clalit e da Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel, referiu que, durante o último mês de tratamento, um número significativo de participantes no grupo de intervenção atingiu um estado sem úlcera aftosa.Os investigadores testaram o efeito da vitamina B12 em 58 pacientes com estomatite aftosa recorrente, aleatoriamente seleccionados, que receberam uma dose oral de quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Aftas na boca ... Vitamina B12 ajuda a curar
Investigadores israelitas referiram que, num estudo, doses nocturnas de vitamina B12 preveniram efectivamente o retorno de aftas na boca. O estudo, publicado na “The Journal of the American Board of Family Medicine”, descobriu que as aftas na boca recorrentes, também conhecidas como estomatite aftosa recorrente (EAR), reduziram significativamente após cinco ou seis meses de tratamento com vitamina B12, independentemente dos níveis iniciais de vitamina B12 no sangue.O investigador principal, o Dr. Ilia Volkov, do Hospital Clalit e da Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel, referiu que, durante o último mês de tratamento, um número significativo de participantes no grupo de intervenção atingiu um estado sem úlcera aftosa.Os investigadores testaram o efeito da vitamina B12 em 58 pacientes com estomatite aftosa recorrente, aleatoriamente seleccionados, que receberam uma dose oral de sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
A-a-aaa-tchim! Os cientistas "leram" os genes dos vírus da constipação
Descodificado o genoma de todos os vírus da constipação por Cientistas.
Atchim! É a manifestação mais universal da infecção por um dos vírus mais vulgares e contagiosos que há: o vírus da constipação, ou rinovírus. Mas, apesar de tudo o que se sabe sobre ele – ou melhor dito sobre eles, pois existem inúmeras estirpes –, o facto é que contra a constipação só temos uma opção: aliviar os sintomas e esperar que passe.Por que é que não há ainda uma cura para um doença tão banal? “O insucesso do desenvolvimento de medicamentos eficazes contra a constipação”, diz Stephen Liggett, da Universidade de Maryland, em comunicado, “deve-se ao facto de a informação sobre a composição genética das estirpes [de rinovírus] ter sido incompleta”. Com a sua equipa e colegas da Universidade de Wisconsin e do Instituto J. Craig Venter, Liggett publicou ontem, no site da revista "Science", o estudo das sequências genéticas de todas as estirpes conhecidas do vírus da constipação. Isto poderá permitir, pela primeira vez, desenvolver uma cura.Mas porque é tão importante a cura, se a constipação não parece assim tão grave? De facto, os rinovírus nem sempre são inócuos: podem conduzir a crises de asma e a pneumonias graves. “Pensa-se geralmente que a constipação só é uma chatice, mas pode ser debilitante para os muito novos e os mais idosos”, diz Liggett, “e pode desencadear crises de asma agudas em qualquer idade. E estudos recentes indicam que, nas crianças, os rinovírus podem reprogramar o sistema imunitário e torná-las asmáticas na adolescência.”Os cientistas “leram” os genes de 99 estirpes de rinovírus consideradas de referência – e de mais umas 10 recentemente identificadas “no terreno” – o nariz de pessoas constipadas. Comparando as semelhanças e diferenças, construíram a árvore genealógica dos rinovírus – não apenas para perceber a sua evolução e estrutura, mas também para identificar as suas vulnerabilidades, potenciais alvos de futuros tratamentos. Saber, por exemplo, quais são as moléculas à superfície das células do sistema respiratório que permitem a entrada dos rinovírus é essencial para o conseguir bloquear.A tarefa poderá porém ser bastante mais complexa do que previsto: os cientistas descobriram também, através da análise dos genomas, que a mesma pessoa pode ser infectada ao mesmo tempo por várias estirpes – e que, quando isso acontece, os vírus podem trocar ADN entre si e gerar uma estirpe totalmente nova, algo que não se pensava ser possível. “Isto poderia levar à emergência de novas estirpe de rinovírus mais perigosas”, diz Claire Fraser-Liggett, outra co-autora. Mas os cientistas acreditam que a informação genética agora revelada deverá permitir prever o potencial patogénico de cada estirpe e antecipar maneiras de vencer a infecção.
Notícia retirada de PÚBLICO.PTsegunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Como calar os Transposões
Pesquisa esclarece mecanismo de silenciamento dos genes saltitantes no pólen.
Arabidopsis thaliana, um modelo frequentemente usado em estudos genéticos. Foto em www-ijpb.versailles.inra.fr/.../cyto/arabido.htm
Imagem de grãos de pólen de Arabidopsis thaliana observados ao microscópio elecrónico. site: http://aob.oxfordjournals.org/content/vol100/issue6/cover.dtl
Ao integrarem-se numa posição do genoma, diferente da original, essas sequências móveis de DNA, explica um comunicado do Instituto Gulbenkian de Ciência, podem alterar a função e organização de outros genes e causar mutações prejudiciais para as células e para o organismo. Houve então a necessidade de perceber como exercer o controlo apertado da sua expressão, até porque se essas mutações ocorrerem nas células sexuais serão transmitidas à próxima geração.
“Agora somos capazes de olhar para a activação de genes nas células sexuais do grão de pólen e reunir informações surpreendentes, já que podemos afirmar que estas células são geneticamente mais activas do que se pensava”, refere Jörg Becker. Ainda estamos muito longe desse cenário, mas, teoricamente, Filipe Borges admite que este conhecimento adquirido poderá ser útil para perceber como algumas mutações prejudiciais acontecem nos humanos e passam para as gerações seguintes. Eventualmente, ao abrir a porta para um melhor entendimento do mecanismo de silenciamento destes genes saltitantes a pesquisa poderá até contribuir para futuras terapias capazes de “calar” os transposões.
O estudo foi realizado com financiamentos dos National Institutes of Health (NIH), nos Estados Unidos da América, e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), em Portugal.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Fumar na adolescência pode causar depressão na vida adulta
Photo credits: ндК™ aka Lewis Lin
Estudo considera a possibilidade da nicotina poder afectar o funcionamento do sistema nervoso
O estudo foi realizado por cientistas norte-americanos, e publicado na revista científica Neuropsychopharmacology.
Os investigadores administraram doses diárias de nicotina ou uma substância de água com sal em ratos de laboratório durante o período de 15 dias. Após esse período, os cientistas submeteram os ratos a diversas experiências para testar as suas reacções em situações de stress, bem como a sua resposta à oferta de recompensas.
Os resultados revelam que os ratos que foram administrados com nicotina começaram a apresentar sintomas associados à depressão, como a ansiedade, repetição de hábitos de limpeza, e uma diminuição no consumo de recompensas, como os doces, tendo ainda demonstrado imobilidade em situações de stress.
“O estudo é interessante porque é o primeiro a mostrar que a exposição à nicotina na adolescência pode ter consequências neurobiológicas a longo prazo”, afirmou Carlos Bolanos, coordenador do estudo.
Segundo a equipa de investigadores, os resultados observados nos roedores sugerem que o mesmo pode acontecer com humanos, pretendendo ainda alertar os jovens para mais um risco associado ao consumo de tabaco.
“Se fumarem, os jovens precisam estar cientes dos potenciais efeitos a longo prazo que o cigarro pode trazer para o corpo", acrescentou ainda o investigador.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
O consumo crónico de estupefacientes, mesmo de drogas leves, provoca alterações permanentes de personalidade e deterioração das funções cognitivas, segundo estudos desenvolvidos na Universidade da Beira Interior (UBI).
A equipa, liderada pelo professor de Neuropsicologia Luís Maia, constatou que consumidores crónicos de drogas manifestam alterações de personalidade que os tornam mais irresponsáveis, mais irritáveis, impulsivos, egocêntricos e com tendência para cometer actos ilícitos, violência familiar e comportamentos de risco.
No que diz respeito às funções básicas da mente, como a memória, atenção, concentração, os dados são ainda preliminares, mas remetem para um "forte indicador de prejuízo funcional nas capacidades intelectuais de toxicodependentes crónicos".
As alterações ao nível da personalidade podem ser verificadas ao fim de três a quatro anos de consumo, no caso dos adolescentes em "franco desenvolvimento", ou mais tempo, no caso dos adultos com "características personalísticas já bem marcadas" e que iniciem o consumo de substâncias numa fase já adulta.
No entanto, a deterioração cognitiva pode ser evidenciada logo numa fase inicial de consumo, principalmente se o tipo de substâncias estiver dentro da classe das psicodislépticas, ou seja, "capazes de produzir processos psíquicos como a desrealização, depersonalização, problemas de memória e atenção ou concentração, delírios e alucinações, entre outras". Estão dentro desta classe o MDMA, vulgo ecstasy, o LSD, a heroína e a cocaína.
O início dos efeitos sobre as funções cognitivas depende ainda do tipo de consumo, "se ligeiro (poucas doses e em pequenas concentrações das substâncias) e de forma intermitente ou pesado (grandes quantidades e de forma contínua)", explicou Luís Maia à agência Lusa.
Efeitos nefastos das drogas
Para o professor do departamento de Psicologia e Educação da UBI, é claro que "todas as drogas provocam um efeito nefasto sobre o cérebro e a mente humana". Mesmo as chamadas "drogas leves", como canabis, haxixe, ácidos, MDMA, entre outras.
"Se no debate sobre a despenalização das chamadas drogas leves e se nos programas de informação aos jovens todos estes dados fossem passados de forma clara e inequívoca, talvez as opiniões acerca de medidas de redução de risco como as Salas de Consumo Assistido, não fossem, por vezes, tão banalmente discutidas", considera. Segundo o professor, estes resultados estão já largamente provados no consumo "pesado" de bebidas alcoólicas - entendido como a ingestão durante anos de vários litros de vinho, cerveja ou bebidas destiladas -, e foi a partir deste pressuposto que o estudo sobre os estupefacientes se desenvolveu. Mas habitualmente "não se aceitam tão facilmente que estas alterações possam estar tão presentes no consumo de drogas", refere o professor, que justifica a difícil aceitação com "questões mais filosóficas liberais de diferenciação das drogas leves e pesadas".
Os consumidores crónicos de bebidas alcoólicas apresentam alterações marcadas das funções cognitivas, desenvolvendo, por exemplo, doenças como demência alcoólica, que impede a pessoa de ter qualquer nova memória de qualquer novo evento.
Incapacidade de reconhecer
Um dos pacientes com este tipo de doença esteve a falar um par de horas com uma pessoa que lhe foi apresentada na ocasião, mas foi incapaz de a reconhecer quando saiu da sala por cinco minutos. "Quando a pessoa regressou, ao fim de cinco minutos, o paciente foi incapaz de a reconhecer e lidou com ela como se nunca a tivesse visto", contou o professor.
"O que os nossos estudos têm vindo a demonstrar é que, a exemplo do que ocorre com as bebidas alcoólicas, verificam-se fortes alterações personalísticas em consumidores crónicos de estupefacientes", afirmou. O consumo crónico é considerado pelos investigadores como superior a um período de 12 meses, sem intermitência.
O estudo mais recente, realizado entre Outubro de 2007 e Julho de 2008, comparou 38 sujeitos, dos quais 19 consumidores de drogas e utilizadores de um serviço de tratamento de toxicodependentes estatal e não consumidores, de ambos os sexos, da região de Viseu.
Fonte da notícia: cienciahoje.pt
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Neurocientistas à procura de um "Elixir do Amor"
Não se trata de uma investigação poética, nem particularmente romântica, como advertem os editores da revista, já que se trata de dissecar emoções em cadeias de processos bioquímicos.
Em termos bioquimicos a chave da equação do amor é a hormona oxitocina combinada com a dopamina. Mas também há genes que dificultam a vida amorosa em casal.
"A análise dos mecanismos cerebrais ajudou no passado a desenvolver terapias farmacológicas contra a ansiedade, as fobias ou as desordens pós-traumáticas. Agora ajudam a esclarecer o que é o amor", diz Larry Young, principal autor do estudo.
Os investigadores comprovaram que a ligação entre uma ovelha e o seu cordeiro ou entre um macaco e a sua cria é a mesma que existe nos seres humanos e resulta basicamente de uma descarga de oxitocina (uma hormona), refere este neurocientista do Centro de Investigações sobre Primatas de Yerkes, em Atlanta (Geórgia).
Esta hormona favorece os comportamentos maternais, já que ao ser injectada numa ovelha leva-a a ligar-se imediatamente a uma cria, mesmo que não seja sua, e o mesmo se passa com aos ratos fêmeas, que se ligam ao macho mais próximo quando recebem a dose adequada.
A oxitocina precisa no entanto de outro neurotransmissor, a dopamina, da qual resulta a recompensa e a motivação de determinado comportamento. Esta hormona aumenta com a cocaína, a heroína ou a nicotina e favorece a euforia e a habituação a um produto.
Os cientistas observaram que algumas regiões do cérebro relacionadas com a dopamina se activam quando uma mãe vê fotos de um filho ou alguém vê a imagem do namorado.
O gene da crise conjugal?
Na perspectiva de Larry Young, "talvez este vínculo com o parceiro tenha origem numa ligação maternal subjacente no cérebro e seja por isso que os peitos sejam um estímulo erótico para o sexo masculino, do mesmo modo que estimular a nuca ou os mamilos durante o acto sexual faz disparar a oxitocina e consolida o laço emocional na parte feminina".
Mutação do gene AVPRI 1A faz variar a qualidade das relações .
Para os homens há outros caminhos neuroquímicos, sendo que a hormona vasopressina potencia nos ratos a união ao par, a agressão aos rivais e os instintos paternais. Os cientistas comprovaram também que uma mutação do gene AVPRI 1A, receptor desta hormona, faz variar a qualidade das relações amorosas.
Segundo as conclusões do estudo, os homens portadores de uma variante daquele gene têm o dobro das probabilidades de ficar solteiros e, quando se casam, de terem rapidamente uma crise conjugal.
Por ajudar a compreender os mecanismos bioquímicos e genéticos do amor, este trabalho abre a possibilidade de se desenvolverem fármacos capazes de provocar sentimentos de amor ou desamor, tornando menos fictício o conceito de um "elixir do amor", pronto a desatar paixões em corações empedernidos.
Fonte da notícia: cienciahoje.pt
domingo, 7 de dezembro de 2008
Glaciações em Marte
Ciclos de Alterações climáticas actuando em Marte durante milhões de anos deixaram a sua marca ao moldar as rochas sedimentares em camadas que se repetem em belos padrões rítmicos capturados em 3D pela câmara da sonda Mars Reconaissance Orbiter (MRO).quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Cangurus afinal tiveram origem na China
Jenny Graves, directora do Centro de Excelencia para a Genética dos Cangurus referiu " Os cangurus possuem cerca de 20.000 genes, muitos dos quais são iguais aos dos seres humanos" , pelo que " a sua descodificação permitirá conhecer o que eram os seres humanos há 150 milhões de anos".Graves assegura que seres humanos e cangurus em termos evolutivos se separaram há 150 milhões de anos, enquanto que o rato e o homem partilham um ancestral comum há 70 milhões de anos.
"Há algumas diferenças. Nos humanos temos um pouco mais deste gene, um pouco menos daquele. Mas são os mesmos genes e praticamente na mesma ordem", afirmou a directora do Centro de Genética.
Existem 26 espécies de cangurus na Austrália e 200 de marsupiais, mas a investigação só estudou a espécie de cangurus Macropus eugenii.

