terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Iguanas cor-de-rosa nas Galápagos

Iguana rosa vista nas Galápagos-Foto de Gabriele Gentile


Há iguanas cor-de-rosa nas Galápagos que Charles Darwin não viu quando andou por lá.


Cientistas na Itália anunciaram ter descoberto um tipo de iguana rosa das Ilhas Galápagos que pode alterar a história da evolução da espécie no arquipélago.



Foto:/news.bbc.co.uk/2/shared/spl/hi/pop_ups/08/sci_nat_enl_1231183229/html/1.stm


Num artigo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, Cientistas da Universidade de Roma indicam que a iguana "se separou" das outras espécies de iguana de Galápagos há cerca de 5,7 milhões de anos.

A iguana cor-de-rosa foi vista pela primeira vez por guardas florestais do arquipélago em 1986, nas encostas de um vulcão da ilha de Isabela. Mas só em 2000 a espécie começou a ser analisada por cientistas.

Foi a partir de estudos de iguanas, pintassilgos e tartarugas de Galápagos, em 1835, que o britânico Charles Darwin desenvolveu a teoria da evolução das espécies por seleção natural.

Darwin, no entanto, não chegou a conhecer a iguana cor-de-rosa.
Mas o cientista têm uma desculpa: "Darwin não encontrou esta espécie porque ficou nas Galápagos apenas cinco semanas, e não visitou o vulcão Lobo, na ilha Isabela, único lugar do arquipélago onde vive esta espécie.

A descoberta levanta dúvidas.

Os cientistas da Universidade de Roma reuniram provas que sugerem que esta iguana rosada não é uma variação das iguanas mais conhecidas de Galápagos, a amarela 'Conolophus subcristatus' e' Conolophus pallidus, mas sim uma espécie separada.

Além de apresentarem comportamentos diferentes e características externas bastante distintas - como o formato de suas cristas, por exemplo -, as duas espécies têm DNAs pouco semelhantes.
Gentile e seus colegas analizaram DNA do sangue de 36 exemplares de iguanas. As sequencias genéticas dos répteis rosa são muito diferentes das apresentadas pelas iguanas terrestes amarelas, Conolophus pallidus e Conolophus subcristatus. Segundo os cientistas, isso significa que a linha que levou às espécies de iguanas mais conhecidas divergiu daquela que gerou a espécie cor-de-rosa há cerca de 5,7 milhões anos.

Mas a descoberta leva a outra série de dúvidas.

"Este acontecimento é um dos mais antigos de diversificação entre espécies no cenário das Galápagos", disse Gentile ao LiveScience. Os tentilhões de Darwin terão sofrido diversificação muito mais tarde que a separação das linhagens das iguanas rosa e amarela.

"Naquela época, todas as ilhas do oeste de Galápagos não existiam", disse Gabriele Gentile, chefe da equipe de cientistas. "Trata-se de um enigma, porque agora a iguana rosa vive numa pequena parte da ilha de Isabela que se formou há menos de 500 mil anos."
Segundo Gentile, mesmo as partes mais antigas do arquipélago podem ter menos de 5 milhões de anos.

O cientista diz que a explicação pode residir no facto de alguns vulcões que agora estão no fundo do mar se encontrarem acima da superfície quando os primeiros iguanas marinhos chegaram, o que permitiu que alguns subissem para a terra firme e começassem uma evolução separada.

Segundo Gentile, existem menos de cem iguanas cor-de-rosa e a espécie está ameaçada de extinção.
Fonte da Notícia: LiveScience

1 comentário:

Rubi M disse...

é a iguana de cor preta com pintas amarelas, ?

que espécie e essa?