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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Para descobrir ..."Eu e o meu corpo"

Viagem de descoberta por vários órgãos e, sobretudo, células do corpo humano. Faz a ligação entre as diferenças entre os órgãos e as diferenças entre as células que os constituem: temos órgãos diferentes porque as células que os constituem são diferentes também, em aspecto e em função. Inclui também uma secção que explica como é que os cientistas sabem tanto sobre as células, introduzindo alguns dos métodos utilizados: cultura de células, microscopia e estudo de animais para se compreender os humanos.



O vídeo de animação «Eu e o meu Corpo», produzido pelo Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) em Lisboa, arrecadou o primeiro lugar na categoria de Material Didáctico de Ciências do concurso internacional ‘Ciencia en Acción’, edição de 2011. O projecto, financiado pela Casa das Ciências com o apoio técnico da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), foi realizado por Ana Godinho, Catarina Júlio e Ana Mena, membros da equipa de comunicação do IGC, em colaboração com Diana Marques (ilustradora), Cláudio Silva (FCCN) e Alexandre Gil (estudante do 7º ano).

sábado, 7 de novembro de 2009

Primeiro Atlas das bactérias do corpo humano

Bacterias vulgarmente encontradas na pele humana – Staphylococcus aureus, E. Coli, Proteus mirabilis, and others – blossoms into full-blown handprint on a culture medium. Photo Source: Exploring The Human Body: Incredible Voyage.The Book Division National Geographic Society, Washington D.C. 199 .
Muitos de vocês já alguma vez perguntaram – Quantas bactérias existirão no organismo humano? O número de micróbios que existem em teu corpo ronda os 100 triliões, muitos deles associados a funções fisiológicas básicas, tais como o bom funcionamento do sistema imunitário, a digestão e até a eliminação de agentes patogénicos.
Também todos sabemos que apesar do genoma humano variar muito pouco de um ser humano para outro, o teu organismo está exposto a situações muito diferentes das do meu, e por isso as bactérias se organizam de forma diferente. Partindo desta premissa, microbiólogos da Universidad de Colorado em Boulder empreenderam uma ambiciosa tarefa: desenhar o primeiro atlas de bactérias do corpo humano. As organizam-se de formas diferentes de um ser humano a outro e para prová-lo os investigadores tiraram amostras do corpo de 51 voluntários, das axilas, do cabelo, do canal do ouvido, das mãos, dos dedos, da parte de trás dos joelhos, da boca, etc. De uma forma surpreendente, os investigadores encontraram diferenças notáveis na concentração de de um individuo para outro, com diferenças muito relevantes na mesma zona do organismo. Por exemplo, as regiões com menores diferenças foram os pés, a cabeça e a boca, enquanto que os joelhos e o tronco apresentavam as maiores diferenças.
As diferenças levantam questões, como por exemplo se temos marcas microbianas diferentes desde o nascimento, ou se estas evoluíram à medida que fomos crescendo. De facto, dos 4200 tipos de reveladas pelos investigadores, só cinco eram compartilhadas por todos os participantes no estudo.
Apesar de ser necessária uma investigação mais aprofundada conhecendo-se o padrão de variabilidade de um individuo para outro, será possivel desenvolver estratégias para identificar regioes do onde transplantes de microbios específicos possam melhorar a saúde.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Viagem dos sons através dos nossos ouvidos

Posso contar-te um segredo?

Como funciona o ouvido? Como detectamos os sons? Como chegam até ao nosso cérebro?
O som é uma vibração de moléculas. Quando ele é produzido, faz com as moléculas do ar (ou de qualquer outro meio material) vibrem de um lado para o outro. Isso faz vibrar o grupo de moléculas seguintes, que por sua vez provoca a vibração de outro grupo, e assim o som se propaga.
O ouvido é essencialmente um mecanismo de recepção de ondas sonoras e de conversão de ondas sonoras em impulsos nervosos. O ouvido é um sistema extremamente complexo, o primeiro dos cinco sentidos que se desenvolve no feto e o que permite o primeiro contacto com o mundo.
O ouvido capta os sons, converte-os em impulsos eléctricos e transmite-os através das fibras nervosas ao cérebro, que os lê e interpreta.
Para entender melhor, imaginemos que entramos neste órgão e "visitamos" as suas partes" que são: ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno.

1) Canal auditivo 2) Tímpano 3) Martelo 4) Bigorna 5) Estribo
6) Janela oval 7) Tromba de Eustáquio 8) Cóclea 9) Nervo auditivo




Video retirado do site:

http://ensinofisicaquimica.blogspot.com/2008/05/uma-viagem-ao-ouvido.html. Legendas adicionadas por Ana Alegria a vídeo disponibilizado no YouTube, no canal myeralex, utilizando o webware overstream

Ouvido externo
Comprende o pavilhão auricular, comummente chamado "orelha" (que ajuda a estabelecer de onde provem um som), o canal auditivo e a delgada membrana do tímpano. Quando os sons chegam à membrana, esta converte-os em vibrações que se transmitem ao ouvido médio.


Ouvido médio
Em apemas um centímetro quadrado, o ouvido médio contém os três ossículos mais pequenos do corpo humano: o martelo, a bigorna e o estribo. Os movimentos provocados pelo tímpano amplificam-se vinte vezes para transmitir ao ouvido interno quer um som individual, quer uma orquestra inteira.

Ouvido interno
Numa pequena estrutura chamada cóclea o caracol tem vinte mil células ciliadas, algumas das quais processam os sons fortes e outras os fracos. As células ciliadas convertem as vibrações em impulsos eléctricos que através das delgadas fibras do nervo acústico chegam ao cérebro, onde determinam a sensação auditiva.