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sábado, 24 de janeiro de 2009

Água pura em Marte

CONFIRMA-SE A EXISTÊNCIA DE ÁGUA NOS PÓLOS DE MARTE

Planum Boreum, o mar gelado do calote polar norte contém água "de um elevado grau de pureza", de acordo com um estudo internacional. Usando os dados do radar SHARAD (Shallow Radar) instrumento a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), uma equipa de investigadores franceses diz que os dados apontam para 95 por cento de pureza no gelo da calote polar . A calote polar norte é uma cúpula gelada de camadas materiais, semelhantes às dos grandes glaciares da Gronelândia e Antárctida, e que consiste de depósitos em camadas, principalmente de gelo contendo uma pequena quantidade de poeiras. Combinadas, as calotes polares dos pólos norte e sul de Marte espectavelmente detêm o equivalente a dois a três milhões de quilómetros cúbicos de gelo, o que representa cerca de 100 vezes mais do que o volume total dos Grandes Lagos da América do Norte, o que é cerca de 22684 de km3.

Marte visto pelo Telescópio Espacial Hubble (HST)
Crédito: NASA/ESA/HST Fonte: Universidade de Michigan
(clique na imagem para ver versão maior)

O estudo feito por investigadores da França do Instituto Nacional das Ciências do Universo (INSU), utilizando o radar SHARAD de construção italiana a bordo do satélite americano MRO. O radar SHARAD olha para líquidos ou para a água gelada nas primeiras centenas de metros (até 1 km) da crosta de Marte utilizando a sondagem sonar do subsolo. Ele pode detectar a existência de gelo e de água líquida.
Durante muito tempo pensou-se que a calote polar sul de Marte seria composta exclusivamente por dióxido de carbono gelado; no entanto, a Mars Express da ESA, confirmou que ela é composta de uma mistura de água e dióxido de carbono.

Este estudo do pólo norte de Marte foi publicado na Geophysical Research Letters, publicado pela American Geophysical Union.
Noticia retirada de: Astronomia On-Line

Fonte da Notícia:PhysOrg.com ( site original)

Também em Universe Today

domingo, 7 de dezembro de 2008

Glaciações em Marte

Ciclos de Alterações climáticas actuando em Marte durante milhões de anos deixaram a sua marca ao moldar as rochas sedimentares em camadas que se repetem em belos padrões rítmicos capturados em 3D pela câmara da sonda Mars Reconaissance Orbiter (MRO).

NASA detecta vestígios de glaciações (semelhantes às encontradas na terra) no planeta vermelho.Os dados aparecem num estudo publicado na revista Science dia 5 de Dezembro.
Cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia apresentam provas de ciclos de alterações climáticas sofridos pelo planeta vermelho e causadas pela sua inclinação astronómica.
Através de mapas transmitidos pela câmara de alta resolução de MRO, os cientistas identificaram e mediram as elevações rochosas no interior de 4 crateras de Marte. Estas nas escalas aparecem com dimensões que vão desde alguns metros até dezenas de metros, mas em cada lugar apresentam espessura e outras características semelhantes.

A partir do padrão de camadas rochosas sobrepostas na cratera Becquerel, os cientistas propõem a teoria de que a formação de cada uma teve lugar num período de 100.000 anos. A causa das suas formações estaria nos câmbios climáticos cíclicos.
Os cientistas tomaram como unidade 10 camadas para um milhão de anos. Assim conseguiram observar o fenómeno já bem conhecido das mudanças na inclinação do planeta causado pela dinâmica do sistema solar.
Kevin Lewis refere que as pequenas variações da órbita de Marte são devidas às camadas sobrepostas que se formaram devido às variações climáticas cíclicas. Segundo este cientista, estas alterações são as mesmas que desencadearam as glaciações no nosso planeta. Este estudo dá uma ideia sobre a forma como terá actuado o clima no passado em Marte.
Fontes da notícia: Elmundo.es e NASA
Foto: Science

terça-feira, 29 de julho de 2008

Olhos postos no céu

No dia 25 de Junho de 2008 fomos visitar o Centro Ciência Viva de Constância. Lá e com a ajuda de telescópios e os nossos belos olhinhos percorremos o Universo. E descobrimos os planetas Júpiter, Marte, nebulosas, estrelas etc. Muito interessante e espectacular. Vejam o video...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Marte já foi um planeta azul????


Confirma-se! A água foi um elemento abundante em Noachian, o primeiro período geológico de Marte ( entre 4.600 e 3.800 milhões de anos), época na qual eram abundantes os processos hidrológicos.
O planeta vermelho poderia albergar vida microorgânica nos deltas descobertos pelos cientistas, que asseguram que existiu um lago de grandes dimensões.

Minerais que revelam a presença de água foram detectados em milhares de locais na superfície de Marte. Os filossilicatos, que se formaram a temperaturas entre os 100 e os 200o Celsius, mostram que o planeta não era um "caldeirão a ferver". , "Parte das terras altas do Sul de Marte tinha água.
Que houve água em Marte já se sabia, mas agora os cientistas descobriram que esta era muito comum em vastas regiões do Sul do planeta vermelho. Os últimos dados da sonda Mars Reconnaissance Orbiter revelaram vestígios de filossilicatos, minerais argilosos que testemunham a acção química da água.
Segundo o estudo publicado hoje na revista Nature, os resultados mostram uma rica diversidade de ambientes, que podem ter permitido a vida. Marte afinal também já foi um planeta azul.
A equipa liderada por John Mustard, da Universidade de Brown, refere que existiram processos hidrológicos activos, tanto à superfície como em profundidade, num período conhecido como Noachian - há entre 4,6 e 3,8 mil milhões de anos. Com o recurso à sonda, os cientistas analisaram a presença dos filossilicatos em crateras, vales e dunas na superfície de Marte. E encontraram-nos em milhares de locais. A cratera de Jezero foi a primeira zona em que se detectaram minerais "claramente influenciados pela água" e que, de acordo com os investigadores, pode ter sido um antigo lago. Os minerais formaram-se a temperaturas baixas (100 a 200o Celsius). "A ter existido algum tipo de microorganismo em Marte, este tipo de ambiente teria sido ideal para a sua sobrevivência", refere Mustard. Era um ambiente rico em água acrescentou. Noutro artigo, Bethany Ehlmann, da mesma universidade, analisou os sedimentos do delta de Jezero. Apesar de os cientistas não conseguirem saber se a existência do rio era apenas esporádica, sabem que envolvia muita água. "Esta era suficiente para correr entre as rochas, transportar os minerais e levá-los até ao lago para formar o delta", disse Ehlmann. Estes deltas parecem excelentes locais para encontrar restos de materiais orgânicos, porque tudo o que foi transportado pelas águas ficou ali, deixando, em teoria, um cemitério de micróbios, diz o Daily Telegraph. "Se existiram microorganismos na antiguidade de Marte, as correntes de água seriam um excelente lugar para viver", referiu Ehlmann. O estudo surge dias depois de a Agência Espacial Europeia divulgar imagens de Echus Chasma, uma das zonas mais extensas, que apresenta vestígios de água, capturadas pela sonda Mars Express.


sábado, 28 de junho de 2008

Espargos em Marte - Será possível?



Phoenix analisou uma amostra do solo de Marte e achou-o parecido com o da Terra. “É o tipo de solo que poderíamos encontrar no nosso quintal”, declarou, em conferência de imprensa, Samuel Kouvanes, responsável pelo instrumento da sonda que acaba de realizar a primeira análise química ao solo de Marte. “Os espargos até se davam provavelmente muito bem com um solo desses”.
Para além de ser a primeira experiência de química realizada pela sonda Phoenix, é também a primeira de sempre a analisar quimicamente um solo extraterrestre. E os resultados são de facto espectaculares: o solo do pólo norte marciano (onde a sonda está há um mês) parece ser “muito ameno para a vida”, diz Kounaves.

A Phoenix é um autêntico geólogo-robô e o seu objectivo é recolher amostras de solo para determinar se, nos últimos dez milhões de anos, houve ou não em Marte condições para a existência de vida. Para isso, o braço robotizado da Phoenix recolheu uma pequena amostra e introduziu-a num dos instrumentos de bordo, o MECA (Microscopy, Electrochemistry and Conductivity Analyzer), onde o solo foi misturado com água e a lama resultante analisada “tal como um jardineiro analisa as propriedades da sua terra”, refere o New York Times. Estão previstas mais duas experiências deste tipo durante a missão, que deverá durar três meses.

Resultado: “a dois centímetros e meio de profundidade”, salienta o documento da NASA, “o solo marciano tem um pH muito básico, de entre 8 e 9 – “uma alcalinidade decididamente notável”. Também foram detectados iões de magnésio, sódio, potássio e cloro.

“A presença de sais minerais constitui mais uma prova da existência de água”, diz Kounaves, aludindo ao anúncio, há dias, da descoberta de gelo pela sonda. “Também encontrámos uma série de nutrientes, ou seja de compostos químicos indispensáveis para a vida tal como a conhecemos. (...) O mais impressionante não é que Marte seja um outro mundo: é que, em muitos aspectos (...) é muito parecido com a Terra.”

Um outro instrumento da Phoenix, o TEGA (Thermal and Evolved-Gas Analyzer), um minúsculo forno, aqueceu um outro bocadinho de solo até 1000 graus Celsius – “nunca uma amostra extraterrestre tinha sido cozida a temperaturas tão altas”, diz a NASA. A análise dos resultados demorará semanas até ficar concluída, mas já se sabe, refere o diário norte-americano, que a operação libertou vapor de água. “Neste momento”, diz William Boynton, responsável pelo TEGA, “podemos dizer que, no passado, o solo esteve claramente em contacto com água. O que não sabemos é se essa interacção ocorreu no local escavado ou noutro local, sendo a seguir transportado para essa área sob forma de pó.”

[Fonte: Público]

domingo, 22 de junho de 2008

Sonda Phoenix encontra gelo em Marte

As duas imagens, tiradas nos dias (ou sóis, em termos marcianos) 20 e 24, mostram o desaparecimento do material no canto inferior esquerdo, principalmente.


NASA acredita que sonda Phoenix encontrou gelo em Marte.

Investigadores da agência espacial norte-americana (NASA) estão convencidos que a substância branca e brilhante encontrada pela Phoenix na superfície de Marte é gelo, e não sal, após terem comparado as fotografias captadas pelas câmaras da sonda.
Os cientistas da missão detectaram que os pequenos pedaços de material brilhante que as câmaras da Phoenix fotografaram no dia 12 de Junho, num local denominado Dodo-Goldilokcs, no pólo norte marciano, não apareciam nas fotografias tiradas no mesmo local quatro dias depois.Para os responsáveis da NASA aquela substância era água congelada, que se evaporou após o braço robótico da Phoenix a ter exposto à atmosfera marciana.«Tem de ser gelo», afirmou o líder da equipa científica da missão, Peter Smith, da Universidade do Arizona, explicando que «os pequenos pedaços desapareceram totalmente nos últimos dias, o que constitui uma perfeita indicação que se tratava de gelo», avança a AFP.De acordo com o investigador, havia dúvidas no seio da equipa sobre se o material seria gelo ou sal, mas, acrescentou, «o sal não evapora». A Phoenix aterrou em Marte no dia 25 de Maio, com a missão de procurar indícios da presença de água e compostos orgânicos que ajudem os cientistas a determinar se já houve no planeta condições propícias para a existência de vida.
A página da missão Phoenix no site da Nasa traz as imagens registradas pela sonda, videos e animações (em inglês).
Foto: NASA

domingo, 25 de maio de 2008

Sonda Phoenix chega a Marte

Sonda Phoenix chega a Marte na madrugada de dia 26 http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=743



Na madrugada de dia 26 de Maio está prevista a chegada a Marte de mais uma sonda da NASA, a Mars Phoenix Lander, destinada a aprofundar o nosso conhecimento sobre o planeta vermelho. A NASA transmitirá a partir do seu centro de controlo na Califórnia (Jet Propulsion Laboratory), todo o processo de entrada, descida e aterragem da sonda. Esta emissão estará disponível em:www.nasa.gov/multimedia/nasatv


Em Portugal, esta emissão será acompanhada em directo, a partir das 20h do dia 25 de Maio, no âmbito de uma sessão pública organizada pelo NUCLIO, a ter lugar no Instituto Geográfico do Exército, em Lisboa, na qual estarão também presentes diversos especialistas nacionais, actualmente envolvidos em projectos relevantes para a exploração de Marte.

Podes descobrir mais informação em:www.nuclio.pt/projectos/000070.html.

Pouco depois da meia-noite do próximo dia 25 de Maio, a agência espacial norte-americana NASA fará chegar a Marte a sonda Mars Phoenix Lander, cujo principal objectivo é investigar a água existente, sob a forma de gelo, no planeta vermelho. Trata-se da primeira missão a tomar contacto directo com água na superfície de outro planeta.
A Mars Phoenix Lander é mais um importante passo no sentido de identificar localizações promissoras para a busca de vida em Marte. O actual programa de exploração levado a cabo pelas agências espaciais europeia e norte-americana estabelece um roteiro destinado à preparação de uma missão de recolha de amostras na superfície do planeta e seu subsequente envio para a Terra (Mars Sample Return), actualmente programada para o final da próxima década.
Não obstante a importância da sua missão, a Mars Phoenix Lander apenas poderá contribuir para o avanço do conhecimento científico sobre Marte após ultrapassar, no dia 25 de Maio, um derradeiro e exigente obstáculo: o período de sete minutos que compreende a entrada na atmosfera de Marte, seguida da descida, e finalmente da aterragem em segurança na superfície do planeta. Trata-se de um desafio em que menos de metade de todas as tentativas realizadas até hoje tiveram sucesso, e que é por vezes descrito pelos engenheiros envolvidos neste tipo de missões como "os sete minutos de terror".
A ter sucesso, esta será a primeira aterragem em Marte com recurso a foguetes desde as missões Viking, que tiveram lugar há mais de 30 anos. Desde então, todas as tentativas que tiveram êxito recorreram a 'airbags' para acolchoar o embate com o solo.
O contacto da Mars Phoenix Lander com a Terra será mantido durante a totalidade do seu voo atmosférico, tal como aconteceu com os seus predecessores Spirit e Opportunity. Para tal, a nave está equipada com um sistema de rádio, o que torna possível a monitorização de todos os passos das fases de entrada, descida e aterragem. Estes dados serão disponibilizados em tempo-real através da Internet, numa emissão especial que a NASA transmitirá a partir do seu centro de controlo na Califórnia (Jet Propulsion Laboratory), na noite de 25 de Maio. Esta emissão estará disponível em:www.nasa.gov/multimedia/nasatv