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sábado, 28 de junho de 2008

Espargos em Marte - Será possível?



Phoenix analisou uma amostra do solo de Marte e achou-o parecido com o da Terra. “É o tipo de solo que poderíamos encontrar no nosso quintal”, declarou, em conferência de imprensa, Samuel Kouvanes, responsável pelo instrumento da sonda que acaba de realizar a primeira análise química ao solo de Marte. “Os espargos até se davam provavelmente muito bem com um solo desses”.
Para além de ser a primeira experiência de química realizada pela sonda Phoenix, é também a primeira de sempre a analisar quimicamente um solo extraterrestre. E os resultados são de facto espectaculares: o solo do pólo norte marciano (onde a sonda está há um mês) parece ser “muito ameno para a vida”, diz Kounaves.

A Phoenix é um autêntico geólogo-robô e o seu objectivo é recolher amostras de solo para determinar se, nos últimos dez milhões de anos, houve ou não em Marte condições para a existência de vida. Para isso, o braço robotizado da Phoenix recolheu uma pequena amostra e introduziu-a num dos instrumentos de bordo, o MECA (Microscopy, Electrochemistry and Conductivity Analyzer), onde o solo foi misturado com água e a lama resultante analisada “tal como um jardineiro analisa as propriedades da sua terra”, refere o New York Times. Estão previstas mais duas experiências deste tipo durante a missão, que deverá durar três meses.

Resultado: “a dois centímetros e meio de profundidade”, salienta o documento da NASA, “o solo marciano tem um pH muito básico, de entre 8 e 9 – “uma alcalinidade decididamente notável”. Também foram detectados iões de magnésio, sódio, potássio e cloro.

“A presença de sais minerais constitui mais uma prova da existência de água”, diz Kounaves, aludindo ao anúncio, há dias, da descoberta de gelo pela sonda. “Também encontrámos uma série de nutrientes, ou seja de compostos químicos indispensáveis para a vida tal como a conhecemos. (...) O mais impressionante não é que Marte seja um outro mundo: é que, em muitos aspectos (...) é muito parecido com a Terra.”

Um outro instrumento da Phoenix, o TEGA (Thermal and Evolved-Gas Analyzer), um minúsculo forno, aqueceu um outro bocadinho de solo até 1000 graus Celsius – “nunca uma amostra extraterrestre tinha sido cozida a temperaturas tão altas”, diz a NASA. A análise dos resultados demorará semanas até ficar concluída, mas já se sabe, refere o diário norte-americano, que a operação libertou vapor de água. “Neste momento”, diz William Boynton, responsável pelo TEGA, “podemos dizer que, no passado, o solo esteve claramente em contacto com água. O que não sabemos é se essa interacção ocorreu no local escavado ou noutro local, sendo a seguir transportado para essa área sob forma de pó.”

[Fonte: Público]

domingo, 25 de maio de 2008

Sonda Phoenix chega a Marte

Sonda Phoenix chega a Marte na madrugada de dia 26 http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=743



Na madrugada de dia 26 de Maio está prevista a chegada a Marte de mais uma sonda da NASA, a Mars Phoenix Lander, destinada a aprofundar o nosso conhecimento sobre o planeta vermelho. A NASA transmitirá a partir do seu centro de controlo na Califórnia (Jet Propulsion Laboratory), todo o processo de entrada, descida e aterragem da sonda. Esta emissão estará disponível em:www.nasa.gov/multimedia/nasatv


Em Portugal, esta emissão será acompanhada em directo, a partir das 20h do dia 25 de Maio, no âmbito de uma sessão pública organizada pelo NUCLIO, a ter lugar no Instituto Geográfico do Exército, em Lisboa, na qual estarão também presentes diversos especialistas nacionais, actualmente envolvidos em projectos relevantes para a exploração de Marte.

Podes descobrir mais informação em:www.nuclio.pt/projectos/000070.html.

Pouco depois da meia-noite do próximo dia 25 de Maio, a agência espacial norte-americana NASA fará chegar a Marte a sonda Mars Phoenix Lander, cujo principal objectivo é investigar a água existente, sob a forma de gelo, no planeta vermelho. Trata-se da primeira missão a tomar contacto directo com água na superfície de outro planeta.
A Mars Phoenix Lander é mais um importante passo no sentido de identificar localizações promissoras para a busca de vida em Marte. O actual programa de exploração levado a cabo pelas agências espaciais europeia e norte-americana estabelece um roteiro destinado à preparação de uma missão de recolha de amostras na superfície do planeta e seu subsequente envio para a Terra (Mars Sample Return), actualmente programada para o final da próxima década.
Não obstante a importância da sua missão, a Mars Phoenix Lander apenas poderá contribuir para o avanço do conhecimento científico sobre Marte após ultrapassar, no dia 25 de Maio, um derradeiro e exigente obstáculo: o período de sete minutos que compreende a entrada na atmosfera de Marte, seguida da descida, e finalmente da aterragem em segurança na superfície do planeta. Trata-se de um desafio em que menos de metade de todas as tentativas realizadas até hoje tiveram sucesso, e que é por vezes descrito pelos engenheiros envolvidos neste tipo de missões como "os sete minutos de terror".
A ter sucesso, esta será a primeira aterragem em Marte com recurso a foguetes desde as missões Viking, que tiveram lugar há mais de 30 anos. Desde então, todas as tentativas que tiveram êxito recorreram a 'airbags' para acolchoar o embate com o solo.
O contacto da Mars Phoenix Lander com a Terra será mantido durante a totalidade do seu voo atmosférico, tal como aconteceu com os seus predecessores Spirit e Opportunity. Para tal, a nave está equipada com um sistema de rádio, o que torna possível a monitorização de todos os passos das fases de entrada, descida e aterragem. Estes dados serão disponibilizados em tempo-real através da Internet, numa emissão especial que a NASA transmitirá a partir do seu centro de controlo na Califórnia (Jet Propulsion Laboratory), na noite de 25 de Maio. Esta emissão estará disponível em:www.nasa.gov/multimedia/nasatv