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domingo, 14 de setembro de 2008

Minhocas "guerreiras ecológicas do século XXI"

MINHOCAS AJUDAM A DESCONTAMINAR SOLO



Cientistas da Universidade de Reading, Inglaterra, descobriram que as minhocas consomem metais pesados ajudando assim a limpar solo contaminado.

Os investigadores descobriram mudanças subtis nas propriedades das terras contaminadas com metais à medida que as minhocas ingeriam e expeliam o solo onde os metais se encontravam, noticia o Globo.

Desta forma, as plantas conseguem, de forma mais fácil, absorver os metais pesados, tóxicos e prejudiciais à saúde humana, da terra. As plantas conseguem absorver metais pesados do solo e incorporá-los nos tecidos, no entanto, este processo leva muito tempo.

Assim, se as minhocas conseguem que os metais se tornem mais facilmente absorvidos pelas plantas, estes pequenos animais poderão tornar-se «nas guerreiras ecológicas do século XXI», afirmaram os cientistas no British Association Science Festival, em Liverpool.

Segundo os cientistas, as minhocas desenvolveram um mecanismo que permite que sobrevivam em solo contaminado com metais tóxicos como o arsénio, chumbo, cobre e zinco. «As minhocas produzem um tipo de proteína que envolve determinados metais e as mantém seguras da intoxicação», explicou o pesquisador Mark Hodson.

A análise dos metais foi feita através do uso do aparelho Diamond Light Source, que utiliza a tecnologia raios X para determinar a propriedade de partículas «mil vezes menores do quer um grão de sal».

FONTE: IOL Diário

sábado, 28 de junho de 2008

Espargos em Marte - Será possível?



Phoenix analisou uma amostra do solo de Marte e achou-o parecido com o da Terra. “É o tipo de solo que poderíamos encontrar no nosso quintal”, declarou, em conferência de imprensa, Samuel Kouvanes, responsável pelo instrumento da sonda que acaba de realizar a primeira análise química ao solo de Marte. “Os espargos até se davam provavelmente muito bem com um solo desses”.
Para além de ser a primeira experiência de química realizada pela sonda Phoenix, é também a primeira de sempre a analisar quimicamente um solo extraterrestre. E os resultados são de facto espectaculares: o solo do pólo norte marciano (onde a sonda está há um mês) parece ser “muito ameno para a vida”, diz Kounaves.

A Phoenix é um autêntico geólogo-robô e o seu objectivo é recolher amostras de solo para determinar se, nos últimos dez milhões de anos, houve ou não em Marte condições para a existência de vida. Para isso, o braço robotizado da Phoenix recolheu uma pequena amostra e introduziu-a num dos instrumentos de bordo, o MECA (Microscopy, Electrochemistry and Conductivity Analyzer), onde o solo foi misturado com água e a lama resultante analisada “tal como um jardineiro analisa as propriedades da sua terra”, refere o New York Times. Estão previstas mais duas experiências deste tipo durante a missão, que deverá durar três meses.

Resultado: “a dois centímetros e meio de profundidade”, salienta o documento da NASA, “o solo marciano tem um pH muito básico, de entre 8 e 9 – “uma alcalinidade decididamente notável”. Também foram detectados iões de magnésio, sódio, potássio e cloro.

“A presença de sais minerais constitui mais uma prova da existência de água”, diz Kounaves, aludindo ao anúncio, há dias, da descoberta de gelo pela sonda. “Também encontrámos uma série de nutrientes, ou seja de compostos químicos indispensáveis para a vida tal como a conhecemos. (...) O mais impressionante não é que Marte seja um outro mundo: é que, em muitos aspectos (...) é muito parecido com a Terra.”

Um outro instrumento da Phoenix, o TEGA (Thermal and Evolved-Gas Analyzer), um minúsculo forno, aqueceu um outro bocadinho de solo até 1000 graus Celsius – “nunca uma amostra extraterrestre tinha sido cozida a temperaturas tão altas”, diz a NASA. A análise dos resultados demorará semanas até ficar concluída, mas já se sabe, refere o diário norte-americano, que a operação libertou vapor de água. “Neste momento”, diz William Boynton, responsável pelo TEGA, “podemos dizer que, no passado, o solo esteve claramente em contacto com água. O que não sabemos é se essa interacção ocorreu no local escavado ou noutro local, sendo a seguir transportado para essa área sob forma de pó.”

[Fonte: Público]