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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Saturno tem o maior anel do Sistema Solar

Cientistas da NASA descobriram um anel gigante em torno de Saturno. Esta auréola, nunca antes vista, é a maior que envolve o planeta e tem um diâmetro de 240 mil quilómetros. Seriam necessárias mil milhões de Terras para encher o anel.
Apesar de ser quase invisível, visto que é constituído por gelo e partículas de pó espacial bastante separadas, foi detectado graças ao brilho provocado pela poeira perante as radiações térmicas usadas por uma câmara de infra-vermelhos a bordo do satélite Spitzer.
A parte mais densa do anel localiza-se a seis milhões de quilómetros de Saturno e estende-se por 12 milhões de quilómetros. A sua altura é vinte vezes maior do que o diâmetro do planeta que envolve. Outra peculiaridade do anel recém-descoberto é que está a 27 graus de inclinação do eixo central e mais visível do anel principal de Saturno.
"Se fosse visível a partir da Terra, veríamos o anel com a largura de duas luas cheias, com Saturno no meio", referiu a astrónoma Anne Verbiscer, autora do artigo publicado na Nature sobre esta descoberta.
Os cientistas acreditam que a lua Phoebe, que orbita em torno de Saturno, através dos materiais que liberta quando é atingida por cometas, é a principal contribuinte para a formação deste anel gigante.
Esta descoberta poderá vir a revelar um dos maiores mistérios da astronomia, que envolve a Lua de Iapetus, caracterizada por ter um lado claro e outro bastante escuro. Segundo a equipa de Anne Verbiscer, o anel gira na mesma direcção de Phoebe e no sentido contrário de Iapetus, fazendo com que o material do anel colida com esta última. Isto poderá explicar a sua diferente coloração.
Fonte da notícia: cienciahoje.pt

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Poderosa e surpreendente tempestade observada em Titã, pela primeira vez

Saturn and Titan (six o'clock). CREDIT: Gemini Observatory/AURA/Henry Roe, Lowell Observatory/Emily Schaller, Insitute for Astronomy, University of Hawai‘i


Anéis de Saturno e a lua Titã - 800 x 600 - 154k - jpg
cchla.ufpb.br

Um artigo científico que descreve a primeira tempestade observada a latitudes tropicais da lua de Saturno, Titã, foi publicado na edição de 13 de Agosto da revista Nature. A chuva que cai em Titã não é de água, na realidade metano líquido e pode ser responsável pela formação de canais e de outras características perto do equador, observadas pela sonda Huygens em 2005. O estudo foi escrito pela, Dra. Emily Schaller, enquanto trabalhava para o Hubble no Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii.



Gigantesca trovoada rebenta nos trópicos de Titã. (Credit: Emily Schaller et al./Gemini Observatory


A gigantesca tempestade, observada com o Complexo de Telescópios Infravermelhos da NASA e o Telescópio Gemini Norte em Mauna Kea, Hawaii, cobriu quase três milhões de quilómetros quadrados, aproximadamente o tamanho da Índia. Enquanto o diâmetro da Terra é de 12.756 km, o de Titã é de 5.150 km, apenas um pouco maior que Mercúrio, o planeta mais pequeno do nosso Sistema Solar.
Titã é a única lua do Sistema Solar com uma espessa atmosfera, e tal como a Terra, tem um ciclo meteorológico que inclui nuvens e chuva. No entanto, em Titã, a substância que forma as nuvens e que precipita sobre a superfície, não é água, mas sim metano (gás natural). Titã é tão frio com temperatura de -178ºC, que o metano é líquido, e existem "rochas" feitas de água gelada, em vez de rocha.
As nuvens em Titã são geralmente muito mais pequenas e ocorrem com muito menos frequência que na Terra, o que levou os cientistas a questionar como é que os rios e canais observados pela sonda Cassini e pela Huygens se formaram. "Após mais de 3 anos a observar Titã e a descobrir pouca ou quase nenhuma actividade nas suas nuvens, Titã subitamente proporcionou-nos um espectáculo," exclamou Schaller.
Ao contrário dos enormes canais em Marte, que foram provavelmente escavados há milhões ou milhares de milhões de anos por áqua líquida, as características esculpidas em Titã, como as da Terra, continuam a formar-se hoje em dia. As observações durante os próximos anos com telescópios em terra ou por instrumentos a bordo da Cassini, irão continuar a revelar mais pistas acerca da meteorologia e da geologia deste mundo, que partilha muitas semelhanças com o nosso.
A missão Cassini-Huygens foi lançada em 1997 e alcançou Saturno em Julho de 2004. A Cassini completou a sua missão inicial de quatro anos, de explorar o sistema saturniano, em Junho de 2008. Está agora a trabalhar numa missão prolongada, procurando respostas a novas questões levantadas durante os seus primeiros anos em Saturno. A Huygens separou-se da Cassini a 25 de Dezembro de 2004, e aterrou em Titã, a maior lua de Saturno, a 14 de Janeiro de 2005. Transmitiu informação durante mais de uma hora, apesar de uma dura aterragem e da grande pressão atmosfera da lua.
Links:
Comunicados de imprensa:
National Science Foundation
Notícias relacionadas:
Wikipedia
Saturno:
Fonte da notícia:

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Lua Titã intriga Cientistas

Formato da lua Titã de Saturno intriga cientistas

Na imagem, aparece a lua Titã com a cor alaranjada. A Titã é a maior lua de Saturno
(imagem de HENRY FOUNTAIN)


Graças à missão Cassini, cientistas descobriram nos últimos anos muitos factos sobre Titã, a maior lua de Saturno. Entre outras coisas, eles sabem agora que ela possui dunas de areia, lagos de metano líquido e, talvez, vulcões glaciais.

Também sabem algo sobre o seu formato. Usando dados de instrumentos do radar da Cassini, Howard A. Zebker, da Universidade de Stanford, e colegas determinaram que Titã apresenta uma pequena saliência em redor do seu centro e é achatada nos pólos.

O grau de achatamento é pequeno, relatam os investigadores num artigo publicado online na Science. Também não é nada surpreendente, afirmou Zebker, "porque Titã rotaciona de forma parecida à da Terra" (e a Terra também é achatada). Titã também tem sempre a mesma face voltada para Saturno e a poderosa força gravitacional do planeta gera grandes marés na lua, aumentando a deformação.

Mas o formato de Titã não é exatamente o que seria esperado em teoria. Uma possível explicação para isso, referiu Zebker, é a distribuição irregular de calor no núcleo de Titã. Ou talvez a lua estivesse mais perto de Saturno no passado, quando se formou e quando terá "congelado."

O achatamento de Titã também pode ajudar a explicar o motivo de seus lagos de metano estarem concentrados perto dos pólos. Se existe um "lençol de metano" (análogo a um lençol de água na Terra), então seria mais provável que o líquido alcançasse a superfície numa área de baixa elevação, como o são os pólos.

Site original da noticia: The New York Times