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domingo, 20 de dezembro de 2009

Descoberta SUPERTERRA parecida com a NOSSA TERRA

Foto retirada daqui

Um grupo de astrônomos do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, nos Estados Unidos, descobriu um planeta com uma massa seis vezes maior que a da Terra e que pode ter 75% de sua superfície coberta de água, além de uma atmosfera gasosa. A descoberta do planeta, que é um dos que mais se parece com o nosso até então, foi publicada nesta quinta-feira pela revista Nature. A sua descoberta, representa "um grande passo à frente" na procura de mundos semelhantes à Terra, referiu Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia.


A "Super-Terra", nome dado ao planeta baptizado de GJ 1214b, está a 42 anos-luz de distância num outro sistema solar. A sua proximidade torna possível estudá-lo a ponto de determinar sua atmosfera, informaram os cientistas. "Isso faria desse planeta a primeira 'Super-Terra' com atmosfera confirmada - mesmo que esta atmosfera não seja boa para a vida como a conhecemos", explicou David Charbonneau, que coordenou a equipa de pesquisa.

O GJ 1214b tem uma órbita de 38 horas em torno de uma estrela pequena e fraca, com cerca de um quinto do tamanho do Sol. A temperatura do novo planeta, no entanto, é muito alta para abrigar formas de vida como as terrestres, já que os cientistas calculam que ela ronda os 2o0 graus Celsius.

A maior semelhança com a Terra está na densidade, apontam os cientistas. As descobertas até agora sugerem que o planeta recém descoberto é composto por cerca de três quartos de água e gelo e um quarto de rocha. "Apesar de sua temperatura alta, este parece ser um mundo de água", disse Zachory Berta, estudante que primeiro identificou dados sobre a presença do planeta.

"É muito menor, mais frio e mais parecido com a Terra do que qualquer outro exoplaneta", referiu Berta. Exoplaneta ou planeta extra-solar é qualquer um localizado fora do nosso Sistema Solar. Berta explicou que parte da água da "Super-Terra" provavelmente está no estado cristalino, o qual existe em ambientes com pressão atmosférica pelo menos 20 mil vezes superior à encontrada ao nível do mar no nosso planeta.
Podes ler mais sobre a notícia nos links:
http://www.ccvalg.pt/
Nature (requer subscrição)
Universe Today
SPACE.com
New Scientist
National Geographic
PHYSORG.com
Wired
MSNBC
BBC News
Scientific American

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Cientistas conseguem observar 'fases' de planeta fora do Sistema

Concepção artística das "fases" de planeta extra-solar (Foto: Observatório de Leiden)

OBSERVADAS FASES EM PLANETA EXTRASOLAR

Cientistas conseguem observar 'fases' de planeta fora do Sistema Solar
Feito foi possível com o satélite franco-europeu CoRoT.
O Planeta é grande como Júpiter, mas gira próximo à sua estrela.

Quatro séculos atrás, o célebre astrônomo Galileu Galilei ficou famoso por, entre outras coisas, apontar um telescópio na direção de Vênus e constatar que o planeta, magnificado, apresentava fases, iguais às que a Lua apresenta em seu movimento ao redor da Terra. Agora, astrônomos do Observatório de Leiden, na Holanda, fizeram exatamente a mesma coisa, mas com um planeta localizado fora do Sistema Solar. Pode parecer pouca coisa, mas não é. Enquanto Vênus - o astro observado por Galileu - é o vizinho mais próximo da Terra e aparece no céu, a olho nu, como um objeto bastante brilhante, o planeta CoRoT-1b (HD 189733b) está tão distante que nem mesmo com o auxílio dos mais poderosos telescópios é possível observá-lo com clareza. O objeto em questão está na categoria dos Hot Jupiters, assim chamados porque são gigantescos como Júpiter, mas orbitam muito próximos a suas estrelas-mães, o que faz deles incrivelmente quentes - inabitáveis, portanto. O feito foi obtido graças ao poder do telescópio espacial CoRoT, satélite franco-europeu que conta com participação brasileira e tem como uma de suas missões principais descobrir planetas fora do Sistema Solar. Ele monitorou o HD 189733b por 55 dias seguidos. Nessas circunstâncias, era impossível observar a luz vinda do planeta evitando a luz proveniente da estrela vizinha. Devido a este facto , a descoberta e o monitoramento de planetas pelo CoRoT envolve uma complexa análise da luz vinda daquela região, que permite dizer quando um astro planetário passa à frente da estrela e, com análises subsequentes, observar a contribuição luminosa do planeta para a luz total que chega à Terra. Atavés dessa análise, os cientistas liderados por Ignas Snellen conseguiram detectar uma flutuação gradual da luz vinda do planeta, conforme ele passava pelas fases crescente, minguante e nova. Esta última ocorria durante o chamado "trânsito", quando o planeta passa à frente da estrela. Já a fase cheia, não foi visível porque nesse momento o planeta estaria passando atrás da sua estrela. Os resultados foram publicados na edição desta semana do periódico científico britânico "Nature".
Links:
Nature (requer subscrição)

domingo, 7 de dezembro de 2008

ESTUDANTES DESCOBREM PLANETA ÚNICO

Três estudantes universitários, da Universidade de Leiden nos Países Baixos, descobriram um planeta extrasolar. O extraordinário achado, que apareceu durante o seu projecto de pesquisa, tem cerca de cinco vezes a massa de Júpiter. É também o primeiro planeta a ser descoberto em torno de uma estrela muito quente e com uma alta rotação.
Os estudantes testavam um método de investigar flutuações de luz de milhares de estrelas na base de dados OGLE de um modo automático. Descobriram que o brilho de uma das estrelas diminuia cerca de 1% durante duas horas a cada 2,5 dias. Observações posteriores, pelo VLT do ESO no Chile, confirmaram que este fenómeno é provocado pela passagem de um planeta em frente da estrela, bloqueando parte da luz estelar em intervalos regulares.
De acordo com Ignas Snellen, supervisor do projecto de pesquisa, a descoberta foi completamente uma surpresa. "O projecto tinha na realidade o objectivo de ensinar os estudantes a desenvolver algoritmos de pesquisa. Mas portaram-se tão bem que restou tempo para testar o seu algoritmo numa base de dados até à altura não explorada. A certa altura vieram até ao meu escritório e mostraram-me esta curva de luz. Fiquei completamente espantado!"


Durante o seu projecto de pesquisa, os estudantes Francis Vuijsje, Meta de Hoon e Remco van der Burg (esquerda para a direita), descobriram um planeta extrasolar que é cerca de cinco vezes maior que Júpiter e orbita uma estrela quente e com uma alta rotação.
Crédito: Observatório Leiden
(clique na imagem para ver versão maior)
Os estudantes, Meta de Hoon, Remco van der Burg, e Francis Vuijsje, ficaram extremamente entusiasmados. "É excitante não só descobrir um planeta, mas encontrar um tão invulgar como este; pelos vistos é o primeiro planeta descoberto em torno de uma estrela com alta rotação, e é também a estrela mais quente que se sabe conter planetas," diz Meta. "O computador precisou mais de mil horas para fazer todos os cálculos," afirmou Remco.
O planeta foi denominado OGLE2-TR-L9b. "Mas entre nós chamamo-lo ReMeFra-1, de Remco, Meta e eu próprio," diz Francis.
O planeta foi descoberto através da pesquisa de variações de brilho em aproximadamente 15.700 estrelas, que tinham sido observadas pelo estudo OGLE uma ou duas vezes por noite durante cerca de quatro anos entre 1997 e 2000. Estes dados foram tornados públicos, e por isso foram um bom teste para o algoritmo dos estudantes, que mostraram que para uma das estrelas observadas, OGLE-TR-L9, as variações eram devidas a um trânsito - a passagem de um planeta em frente da sua estrela. A equipa então usou o instrumento GROND no telescópio de 2,2 metros do Observatório La Silla do ESO para mais observações e para saber mais acerca da estrela e do planeta.


Impressão de artista do planeta OGLE-TR-L9b. Orbitando a sua estrela-mãe a cada 2,5 dias, situa-se a apenas 3% distância Terra-Sol da sua estrela, o que o torna muito quente. A própria estrela é a mais quente já descoberta com um planeta.
Crédito: ESO/H. Zodet
(clique na imagem para ver versão maior)
"Mas para termos a certeza que era um planeta e não uma anã castanha ou uma pequena estrela que provocava as variações no brilho, precisámos de recorrer à espectroscopia, e para isso, ficámos contentes por usar o VLT do ESO," afirma Snellen.
O planeta, que tem cerca de cinco vezes a massa de Júpiter, orbita a sua estrela-mãe a cada 2,5 dias. Situa-se a apenas 3% da distância Terra-Sol entre a sua estrela, o que o torna muito quente e muito maior que os planetas normais.
A espectroscopia também mostrou que a estrela é muito quente - quase 7000 graus, ou 1200 graus mais quente que o Sol. É a estrela, até agora, mais quente que se sabe ter um planeta, e roda muito depressa. O método de velocidade radial - que foi usado para descobrir a maioria dos planetas extrasolares conhecidos - é menos eficiente em estrelas com estas características. "Isto torna esta descoberta ainda mais interessante," conclui Snellen.

Fonte da notícia: Astronomia on-line
site http://www.ccvalg.pt/astronomia/