segunda-feira, 5 de março de 2012

Violino feito com cordas a partir de teias de aranha produz sons com novo timbre

Imagem em   http://www.natur-portrait.de/foto-34044-faszination-spinnen-11-gigantisch.html
Um investigador japonês está a usar milhares de teias de aranha para criar um novo tipo de cordas a usar em violinos. Shigeyoshi Osaki está interessado nestes pequenos fios de seda que, pela sua suavidade, dão um novo timbre aos violinos.

«Instrumentos musicais de cordas como os violinos têm sido alvo de muitos estudos científicos. No entanto, muitos artistas têm-se interessado pelo corpo do violino em vez das propriedades das cordas», revelou Osaki, citado pela «BBC».

A principal particularidade destas cordas feitas de teias de aranha está no fato de se unirem na perfeição, não deixando qualquer espaço entre elas. Para cada corda, o Dr. Osaki usa entre três mil e cinco mil fios retirados de aranhas da espécie Nephila maculata.

O processo inclui torcer as teias de aranha numa direção para formar uma consistência uniforme, da qual depois são esticados outros fios em direção oposta de modo a criar uma união perfeita.

Shigeyoshi Osaki tem vindo a estudar as particularidades das teias de aranha há alguns anos, sendo que agora está a usar as suas propriedades para o mundo da música.

«Vários artistas estão a comentar que as cordas de teias de aranha produzem um novo timbre, sendo possível criar nova música», confessou Osaki, citado pela «BBC».

Fonte da notícia:  http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-17232058  , Aqui podes ouvir os sons produzidos por este violino.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mãe, porque é que fevereiro, este ano, tem 29 dias?

Para responder a esta pergunta, é necessário primeiro entender cientificamente o que é um dia e o que é um ano. Um dia é o tempo que a Terra demora a rodar sobre o seu próprio eixo: 86.400 segundos, 3.600 minutos, 24 horas. A definição de um ano já é um pouco mais complexa e o facto de existirem três formas de o calcular, cada uma delas com valores diferentes, não ajuda nada. A mais usada é o ano tropical, que é calculado através da inclinação do eixo da Terra face à sua posição com o Sol, determinando também as estações. O problema de colocar tudo isto em sintonia com o calendário começa quando um ano tropical tem uma duração de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45 segundos. Ou seja, ligeiramente mais que os habituais 365 dias que vemos todos os anos no calendário. Isto quer também dizer que o ciclo dia/noite, analisado facilmente através da posição da Terra face ao Sol e calculado dentro de um período de 24 horas, não está em sintonia com a duração de um ano. Associar o calendário normal com 365 dias à rotação anual da Terra em torno do Sol significa que, com o passar dos anos, as estações começariam a ficar desalinhadas do intervalo de meses tipificado no calendário. No primeiro ano, ficaríamos com apenas 5 horas, 48 minutos e 45 segundos “extras”, mas passadas três decadas o desvio seria de uma semana e após várias centenas de anos as estações estariam invertidas – em Portugal, por exemplo, o inverno passaria a ser em agosto e o verão em dezembro.

A solução para tudo isto passa pelos anos bissextos. A cada quatro anos, fevereiro recebe um dia adicional que alinha os meses estabelecidos no calendário com as estações definidas pela órbita da Terra. Contudo, adicionar um dia a cada quatro anos acaba por ser demasiado e volta a surgir o mesmo problema. Para compensar este desvio, foi criada uma nova regra. Em cada mudança de século, desde que o ano não seja divisível por 400, o ano bissexto deixa de o ser. Ou seja, 1796 e 1804 foram anos bissextos, mas 1800 não o foi. O ano 2000, que deveria seguir a mesma regra, conta como ano bissexto, visto que é divisível por 400. Curiosamente, continua a haver um pequeno desvio de um dia a cada oito mil anos.
Para perceberes o porquê da necessidade do 29 de fevereiro, vê o vídeo que apresenta uma boa explicação para a questão. O único senão é estar em inglês, mas não faz mal porque assim sempre treinas a língua.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mãe, como os camaleões conseguem mudar de cor?


 Um dos animais que mais me impressionam são os camaleões, principalmente a sua capacidade de mudar de cor. 

Nome popular: Camaleão comum
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Sauria
Família: Chamaeleontidae
Nome científico: Chamaeleo chamaeleon
Nome inglês: Common ou European ou Mediterranean Chameleon
Nome em Italiano: camaleonte comune
Comprimento: até 60 cm

Características:
Língua protrátil, cauda preênsil, patas fortes.
Alimentação: Alimenta-se de insetos e outros pequenos invertebrados. O camaleão cacteriza-se por se movimentar   com extrema lentidão. Para apanhar  a sua presa, utiliza a língua como se fosse um laço. Consegue, com a velocidadade de um raio, estender a língua quase um metro. O inseto fica preso na ponta pegajosa da língua  sendo logo de seguida engulido.  Só com fotografias de alta velocidade é que o  processo pode ser estudado em detalhe.


Existem cerca de 160 espécies em todo o mundo, mas poucas pessoas sabem que nem todas são capazes de mudar de cor. O registro fóssil mostra que estes répteis adaptados para escalada e caça visual habitam a Terra há pelo menos 26 milhões de anos (com desconfiança  de que possam ser tão antigos quanto 100 milhões de anos).
Mas, voltando ao assunto, a primeira pergunta  é: como os camaleões conseguem essas mudanças de cor?
Talvez não saibam mas a pele dos camaleões é transparente? Pois é, as células responsáveis por sua coloração, chamadas cromatóforos, ficam sob essa primeira camada de pele, e são altamente especializadas.
As células da camada superior são chamadas xantóforos (pigmento amarelo) e eritróforos (pigmento vermelho). Logo abaixo estão os iridóforos (ou guanóforos), que contém guanina, uma substância de aparência cristalina que reflete a parte azul da luz incidente. Se a camada superior de células aparecer principalmente amarela, a luz refletida se torna verde (azul + amarelo = verde, lembram das aulas de Educação Visual?). Ainda há uma camada de melanina (pigmento escuro que dá  o nosso tom de pele e nos protege dos raios ultravioleta – UV – da radiação solar),  camada  mais profunda nas células refletoras,  que também influencia na intensidade da luz refletida.
 Ao contrário do que se pensa, os camaleões normalmente alteram sua cor em função do estado comportamental em que se encontram. As mudanças são também um tipo de indicador social para seus semelhantes, e há pesquisas que sugerem que a pressão inicial para evolução do sistema de cores tenha sido a sinalização social, e que os métodos de camuflagem tenham sido um efeito secundário.

Parece que o vídeo (encontrado na net) apresentado aqui,  não é verdadeiro, no entanto não deixa de ser curioso, já que refere uma realidade.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Auroras; Como explicá-las?

Já conheces o sapo cowboy, o besouro cornudo ou o peixe-gato com espinhos?

“Uma expedição científica ao Suriname embrenhou-se numa das últimas florestas tropicais virgens do planeta e identificou 1300 espécies, das quais 46 ainda não constavam da lista da biodiversidade mundial. (…)
Um peixe-gato (Pseudacanthicus sp.), coberto de espinhos para se proteger das piranhas, estava prestes a ser comido como um snack por um dos guias locais quando os cientistas repararam que esta era uma espécie ainda desconhecida e o preservaram como um espécime.
Ainda nesta floresta muito pouco estudada, os investigadores encontraram o sapo cowboy (Hypsiboas sp.), que parece ter esporas nas patas (…)

O sapo cowboy:   http://cdn.c.photoshelter.com/img-et/I000062lz4HBXwOs/s/750/mlAMZ03-04-0007.jpg
Além das 46 novas espécies, a expedição identificou 1300 já documentadas, incluindo o sapo Pac-Man (Ceratophrys cornuta), predador voraz que consegue comer presas quase do seu tamanho, incluindo aves, ratos e outros anfíbios. (…)
O grande besouro cornudo (Coprophanaeus lancifer) tem o tamanho de uma tangerina e pesa mais de seis gramas. Este animal, de cor metálica e púrpura, tem um corno na cabeça que usa como arma contra outros besouros. (…)”
Imagem - O grande besouro cornudo http://farm4.staticflickr.com/3215/3042553793_2de118cbe4_z.jpg

Leiam a notícia no Público.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pobre Nemo, o peixe-palhaço, está a ficar surdo, perdido e tudo por culpa do CO2


Nemo, o peixe-palhaço, está mais perdido do que nunca, graças às mudanças climáticas.
A acidificação dos oceanos está a provocar perda dos sentidos e desorientação no peixe-palhaço...pobre Nemo já não consegue ouvir os predadores...
Photo: Flickr, CC

O aumento da acidez dos oceanos causada pelo aquecimento global está destruindo o olfato e habilidades de navegação dos pequenos peixes cor-de-laranja do famoso filme "Procurando Nemo", deixando a espécie mais perto da extinção, informou um novo relatório.
Quem não se lembra de "À Procura de Nemo", o filme de animação sobre o pequeno peixe  palhaço que perdeu o pai e vive tantas aventuras para encontrá-lo. Talvez tenha rido junto com o seu filho  ao ver o filme  e talvez até mesmo  tenha gostado mais dessa animação, do que ele. Mas hoje  vamos ver algo sobre este  pequeno peixe, que não é tão engraçado.assim.
Amphiprion percula, ou peixe anémona mais conhecido como peixe palhaço é um peixe de cor alaranjada e brilhante com riscas bem distintas de cor branca.  Chegam a atingir aproximadamente uns 11 cm de comprimento. Constroem os seus ninhos nas anémonas onde passam quase toda a sua vida. Os dois estabelecem uma relação simbiótica perfeita: a anémona protege o peixe palhaço de depredadores e outros perigos, enquanto que o peixe palhaço por sua vez come os parasitas mantendo- a  limpa.
São conhecidas cerca de 28 espécies de peixe palhaço, a maioria das quais vive nas águas profundas do oceano indico, mar vermelho e no oceano atlântico. Uma curiosidade surpreendente destes peixes é que nascem machos, apenas alguns se convertem em fêmeas para dominar um grupo, mudança esta que se torna irreversível.

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM ESTE PEIXINHO?
O aumento do nível de dióxido de carbono na água do mar prejudica o sistema nervoso dos peixes. Os animais expostos a altos níveis da substância relacionada ao aquecimento global ouvem mal, sentem menos os cheiros característicos de predadores e abrigos e se cansam mais. Segundo os autores da pesquisa, a presença cada vez maior de CO2 nas águas marinhas é uma ameaça direta — e ainda não totalmente conhecida — à vida.
A pesquisa foi feita pelo cientista Philip Munday do 'Centre of Excellence for Coral Reef Studies ARC' e da Universidad James Cook de Australia, com exemplares de peixe-palhaço e peixe-donzela, espécies que vivem próximas a recifes, na água do mar com altos níveis de dióxido de carbono dissolvido há vários anos. "A pesquisa que já está sendo realizada à vários anos mostra claramente que eles sofrem uma alteração significativa no seu sistema nervoso central, podendo prejudicar as suas hipóteses de sobrevivência", afirmou  Munday, que publicou a descoberta na revista Nature Climate Change.
Os oceanos absorvem cada ano cerca de 2.300 milhões de toneladas de CO2 produzidas pelo homem, quantidade esta que produz uma acidificação no mar.
Os filhotes dos peixes, afirmam os cientistas, são os mais afetados pelos altos níveis de dióxido de carbono. Mas os predadores desses filhotes também apresentaram mudanças no comportamento quando expostos a níveis elevados de CO2. "Nosso trabalho demonstrou que o sentido do olfato foi afetado pela presença de mais CO2 na água, o que significa que eles tiveram mais dificuldade de localizar um coral para se abrigar ou detectar o odor de alerta de um peixe predador", disse Munday.
A audição é outro dos sentidos afetado. "Eles ficaram confusos e deixaram de evitar os sons dos corais durante o dia. Ser atraído pelos corais à luz do dia os torna presas fáceis para os predadores", afirma o investigador.
Até a capacidade de navegação no ambiente aquático, como as curvas para esquerda ou direita, foram prejudicados nas cobaias expostas a água com muito CO2. "Isto nos levou a suspeitar que o que estava acontecendo não era simplesmente um dano aos sentidos individuais, mas que níveis mais altos de dióxido de carbono estavam afetando o sistema nervoso central dos peixes como um todo", avalia Munday.
A causa da mudança de comportamento nos peixes, segundo os cientistas, está num receptor chamado GABA-A localizado nos seus cérebros. Esse receptor é extremamente sensível ao CO2. A maioria de animais com cérebros têm receptores GABA-A, mas animais que vivem na água são mais sensíveis a variações de CO2 porque o seu sangue tem níveis baixos da substância.
 Para os cientistas, se o CO2 continuar a ser emitido na mesma  quantidade, até o fim deste século as consequências para a vida marinha podem ser desastrosas, com extinções em massa de centenas de espécies.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Consegues Vê-los???? Agora sim...Mais tarde talvez não! Campanha WWF


A organização ambientalista WWF espalhou cartazes,  no metro de Paris em França na qual animais de espécies ameaçadas aparecem camuflados  numa floresta tropical. O observador precisa encontrar os animais escondidos no meio da folhagem, como se fossem esculturas feitas com as plantas. Os animais camuflados na imagem são um elefante, um coala com um filhote nas costas, uma pantera, uma preguiça, um orangotango, um tigre, um tucano, um crocodilo, uma iguana, um chimpanzé, um papagaio, um javali e uma jiboia.

Os cartazes fazem parte de uma campanha da WWF que alerta para os danos causados pelo desmatamento e visa levar o público a refletir sobre o número de animais que podem ser extintos se o desmatamento continuar. As imagens  também foram publicadas na revista Lonely Planet. Uma das criadoras da campanha, Marine Garcia, da agência Marcel, afirmou que quatro artistas trabalharam meticulosamente no cartaz para tentar esconder os animais sem fazer com que seus contornos se perdessem totalmente, para que o público tivesse que se esforçar para vê-los. "O objetivo deste cartaz é fazer com que as pessoas saibam que o desmatamento não mata apenas árvores, está matando a vida selvagem também. Os animais estão escondidos pois, em breve, podemos não vê-los mais", afirmou.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias  e
para veres o cartaz com os animais camuflados  clica no site    

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sea Tree - Uma solução "flutuante" 100% para albergar vida selvagem



(Imagem: Koen Olthuis - Waterstudio.NL)

O arquitecto holandês J. Koen Olthuis projectou um edifício destinado apenas a animais e plantas. O Sea Tree (Arvore marinha) é semelhante à das  usadas para construir plataformas de petróleo no mar,  mas pode ser instalada em grandes rios e lagos urbanos. Tem como grande objectivo o de servir de refúgio para plantas, animais marinhos, pássaros e insectos como abelhas, entre outros.

Aparece como uma espécie de torre flutuante que pode ser movida de um lado para o outro. Debaixo da água serve de habitat para pequenas criaturas ou até, quando o clima o permite, para recifes de corais.
 See Tree consiste em fornecer uma solução para estas espécies, sem ocupar espaços com custos elevados em terra, e pode aumentar a fauna e flora das cidades grandes, ajudar a limpar rios poluídos e absorver a água da chuva.

Este será o primeiro objecto flutuante 100 por cento construído e projectado para flora e fauna, já que segundo o arquitecto “quanto mais construímos, mais deslocamos a flora e a fauna".

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"Experiência" de alunos portugueses poderá vir a ser testada na ISS

Será que as leveduras no espaço produzem mais álcool do que na Terra? Esta é a questão de uma experiência de alunos portugueses que poderá chegar à Estação Espacial Internacional ( ISS).
A experiência elaborada pelos alunos Guilherme Aresta, Daniel Carvalho e Miguel Ferreira chegou nesta terça-feira à semi-final da competição YouTube Space Lab, junto com mais 59 projectos de todo o mundo. As duas equipas que ganharem vão ver a sua experiência testada na Estação Espacial Internacional. A ideia da competição, organizada pela NASA, pelo YouTube, pela empresa espacial Space Adventures, pela loja Lenovo e pela Agência Espacial Europeia, foi lançada a 11 de Outubro de 2011 a nível internacional, para jovens entre os 14 e 18 anos. O objectivo era conceber uma experiência que pudesse ser testada na Estação Espacial Internacional.


 “o vídeo intitulado “Yeast-Powered Space Travel” explica, passo a passo, a experiência com ajuda de desenhos. As leveduras produzem etanol quando se alimentam e, segundo a hipótese dos três estudantes, se estiverem submetidas à microgravidade espacial, vão estar numa suspensão perfeita para produzir etanol, ao contrário da Terra, em que a gravidade faz com as partículas fiquem agregadas consoante a densidade que têm, o que dificulta um metabolismo mais eficiente.”

O resultado do concurso é baseado na votação que é feita no sítio YouTube SpaceLab.
Vota, partilha o link, convida os teus amigos para o evento e ajuda os "nossos alunos" a levar esta experiência para o espaço!
http://www.publico.pt

UM TESOURO - A ciência no mapa do metro

O site Science, Reason and Critica Thinking é um baú de tesourinhos…e que tesouros!
Podemos encontrar por exemplo, este fantástico mapa da história da Ciência Moderna, criado “para celebrar os feitos do método científico ao longo da idade da razão, do iluminismo e da modernidade”:
Mapa da história da ciência moderna
Notem que, se entrarem na página original do mapa, para além de poderem ver todos as “linhas” em detalhe, poderão também ver informação relativa a cada cientista mencionado. E estão lá todos os grandes nomes dos principais ramos da Ciência Moderna (pós séc. XVI)!
Mas,  mais interessante ainda são as “conexões” entre as “linhas” pois a Ciência Moderna, apesar do alto grau de especialização individual, vive da colaboração alargada entre disciplinas e entre cientistas. 
Este mapa reflete uma história maravilhosa! A história da CIÊNCIA MODERNA.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Back in Time, Aplicação portuguesa há 5 dias no top de vendas dos EUA

Back in Time é um livro interativo multimédia, que conta a história do universo desde o Big Bang ao aparecimento do homem, abrangendo diferentes áreas do conhecimento: Astronomia, Ciências Naturais, Geologia e História Antiga e Moderna. O utilizador conta com mais de 300 imagens temáticas, 60 animações, vídeos e mais de 200 factos históricos. Desenvolvido pela empresa portuguesa Landka. A aplicação está disponível em seis idiomas (português, inglês, mandarim, espanhol, francês e alemão) e uma vez instalada não precisa de Internet para funcionar.
Mais informações aqui

sábado, 7 de janeiro de 2012

Peixe recorre a mimetismo e imita padrão estriado de polvo

Este vídeo mostra como um indivíduo de Stalix cf. histrio se associa ao Thaumoctopus mimicus adotando o mesmo padrão colorido do polvo, aparentemente para assim se poder afastar em segurança do buraco onde se refugia a fim de se alimentar. O mimetismo é a imitação por parte de uma dada espécie, do aspeto de outra diferente, através da aquisição da mesma cor, padrão, comportamento etc, porque tal lhe confere alguma vantagem, como por exemplo, não correr o risco de ser apanhada e comida por um predador. Quando este comportamento mimético não é uma característica generalizada a todos os exemplares da espécie, mas ocorre apenas nalgumas populações, estamos perante um caso de mimetismo oportunista e não obrigatório. Já existem registos de caso de mimetismo oportunista em peixes, mas desconhecia-se que o peixe que é protagonista da presente descoberta recorresse a este artifício. A filmagem, obtida em julho de 2011,ao largo do Norte da ilha de Sulawesi, na Indonésia, por Godehard Kopp, um dos autores, mostra como um exemplar de Stalix cf. histrio adquire o padrão estriado e as cores do polvo mimético Thaumoctopus mimicus, acompanhando-o na sua deslocação durante 15 min. Os autores explicam que o Stalix cf. histrio é um peixe que nada mal e que passa a vida adulta perto de um buraco na areia do fundo marinho onde se refugia em caso de aproximação de um predador. Deste modo, é sugerido que o peixe mimetiza o polvo, que por sua vez mimetiza outros peixes e cobras marinhas para passar despercebido aos predadores, com o objetivo de se afastar do buraco de areia em que se esconde em segurança, de forma a poder-se alimentar. Uma vez que as áreas de distribuição das espécies de peixe e de polvo apenas coincidem parcialmente, este comportamento por parte do peixe não pode ser uma estratégia característica da espécie mas apenas das populações que coocorrem. Fontes: resources.metapress.com, www.sciencedaily.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

"Pérolas" no Algarve...


Pela primeira vez em dez anos de trabalho foram encontradas pérolas em ostras do género Crassostrea. O investigador Frederico Batista, da Estação Experimental de Moluscicultura de Tavira do Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR), trabalha há uma década num projecto de conservação da ostra portuguesa e nunca tinha observado este fenómeno. Em esclarecimentos ao «Ciência Hoje», o investigador, que trabalha com Ana Grade, da mesma instituição, e Deborah Power, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), explicou que, não tendo valor comercial, as pérolas encontradas têm “interesse científico”.

Em 756 ostras apanhadas em diferentes locais do Algarve (Ria de Alvor, Ria Formosa e Rio Guadiana) e que constituem a amostra deste estudo, foram encontradas pérolas em dois exemplares.
Pode não parecer muito, mas o fenómeno é tão raro que os investigadores ainda não têm respostas. “Não sabemos muito bem como é que aconteceu, mas acreditamos que não tem nada de mal e que se deve às características do meio”, diz Frederico Batista.

O aparecimento de pérolas é frequente em ostras perlíferas (família Pteriidae). Estas podem atingir elevado valor comercial. Nos últimos dez anos, o fenómeno não tinha sido observado nas ostras do género Crassostrea que existem em Portugal. A formação de pérolas deve-se a uma reacção defensiva da ostra a corpos estranhos, tais como parasitas ou partículas. O corpo estranho é coberto por camadas, sendo estas essencialmente de carbonato de cálcio sob a forma de cristais de aragonite.

Nas ostras, cuja espécie está também ainda por definir, foram encontradas cinco pérolas. Numa foi observada uma pérola com dimensão de cinco milímetros de diâmetro e 190 miligramas de peso, e, na outra, quatro pérolas com apenas dois milímetros de diâmetro.

“As ostras podem ser das espécies Crassostrea angulata (nome científico da ‘ostra Portuguesa’), Crassostrea gigas (‘ostra do Pacífico’) ou então híbridas”, explica o investigador. As duas espécies são muito parecidas entre si e nos sítios onde foram recolhidas acontece com frequência a hibridação.

“O que tem de valor é a raridade. Quanto o material que compõe das pérolas, tanto o brilho como a cor não parece ser especial”, diz o cientista. As pérolas já seguiram para um laboratório em Cambridge para serem analisadas.
Fonte/Adaptado de: Ciência Hoje

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Missão essencial: Salvar cavalos marinhos do Mediterrâneo

Biólogos franceses criam cavalos marinhos em aquários e libertam-nos no mar Mediterrâneo. Um gesto essencial para salvar a população ameaçada pela pesca excessiva e pela poluição.

A Química do Champanhe

Champanhe é festa, é celebração, é conquista, é estreia, e nutricionalmente falando... ainda bem!
 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Dissecação do choco....no laboratório de biologia

Na atividade proposta os alunos observaram a morfologia externa do corpo do choco, os órgãos internos, como o coração, os órgãos reprodutivos, aparelho digestivo e o saco de tinta. Dissecaramo olho. Aprenderam a identificar o género ( masculino ou feminino) do choco. Ficaram a conhecer os seus modos de vida, os habitats, a sua fisiologia e as ameaças que pairam sobre estes animais e a sua biodiversidade principalmente as alterações climáticas como o aquecimento global.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sair do choco... está na hora!

Está na hora de sair do Choco…
vem ver o Choco ao vivo !!!!



No dia 23 de Novembro às 15 horas vai realizar-se uma atividade prática:
Disseção do Choco (Sepia officinalis)no laboratório de Biologia (AOLB)
Aparece
e
descobre os mistérios do interior do choco
Nota: Obrigatório trazer bata
Esta atividade insere-se na “Semana da Ciência 2011”  com o tema "Alterações Climáticas VS Biodiversidade" que decorre esta semana  na  Escola Secundária com 3º ciclo do Entroncamento, organizada pela Equipa da Biblioteca Escolar  em colaboração com o “Clube Ciência em Movimento”  e com docentes de vários grupos disciplinares que propoêm um conjunto de atividades destinadas a divulgar o conhecimento científico ao nível de algumas das suas principais vertentes.
Estas atividades associam-se à “Semana da Ciência e Tecnologia 2011” dinamizada pela “Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica”, que decorre a nível nacional entre 21 e 27 de novembro. Durante este período, as mais variadas instituições científicas, universidades, escolas, associações, museus e Centros Ciência Viva de todo o país abrem as suas portas ao público, lançando um convite para uma viagem pelo conhecimento.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Moscas-da-fruta "nadam no ar" dizem os Fisicos

Descoberta de Fisicos pode inspirar novos projectos de carros voadores



Foto Biol. Linda B. Muñoz Martínez
http://bancodemoscas.fciencias.unam.mx/Imagenes/Drosophila.jpg

As moscas-da-fruta não voam, mas nadam no ar.
“Um estudo sobre o voo da mosca da fruta, publicado na “Physical Review Letters” , revelou que a forma de voar destes insectos não tem “praticamente nada a ver” com o “modo padrão” deste movimento, em que as asas são flexionadas na vertical, de baixo para cima e vice-versa.
Os investigadores constataram que as suas asas movem-se na horizontal, num movimento que se assemelha muito mais ao nado de animais aquáticos, sendo esta a primeira demonstração de voadores que usam o arrasto para gerar propulsão.
(…)
Esta descoberta, para além de ser uma nova inspiração para projectos de veículos voadores, pode também ter impacto sobre a teoria da evolução. Alguns biólogos já tinham levantado a possibilidade de que alguns animais aquáticos poderiam ter evoluído para animais voadores directamente, sem precisar passar pela etapa terrestre. (…)
Até agora, ninguém tinha conseguido apresentar provas da conversão de um nado num voo, o que se julgava serem coisas absolutamente distintas. Esta nova investigação, segundo os seus autores, dá algum crédito a esta hipótese, mostrando que, pelo menos no caso da mosca-da-fruta, "nadar no ar" é um facto.

Podem ler o artigo completo, aqui, aqui. e no Physical Review Letters