sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Já conheces o sapo cowboy, o besouro cornudo ou o peixe-gato com espinhos?

“Uma expedição científica ao Suriname embrenhou-se numa das últimas florestas tropicais virgens do planeta e identificou 1300 espécies, das quais 46 ainda não constavam da lista da biodiversidade mundial. (…)
Um peixe-gato (Pseudacanthicus sp.), coberto de espinhos para se proteger das piranhas, estava prestes a ser comido como um snack por um dos guias locais quando os cientistas repararam que esta era uma espécie ainda desconhecida e o preservaram como um espécime.
Ainda nesta floresta muito pouco estudada, os investigadores encontraram o sapo cowboy (Hypsiboas sp.), que parece ter esporas nas patas (…)

O sapo cowboy:   http://cdn.c.photoshelter.com/img-et/I000062lz4HBXwOs/s/750/mlAMZ03-04-0007.jpg
Além das 46 novas espécies, a expedição identificou 1300 já documentadas, incluindo o sapo Pac-Man (Ceratophrys cornuta), predador voraz que consegue comer presas quase do seu tamanho, incluindo aves, ratos e outros anfíbios. (…)
O grande besouro cornudo (Coprophanaeus lancifer) tem o tamanho de uma tangerina e pesa mais de seis gramas. Este animal, de cor metálica e púrpura, tem um corno na cabeça que usa como arma contra outros besouros. (…)”
Imagem - O grande besouro cornudo http://farm4.staticflickr.com/3215/3042553793_2de118cbe4_z.jpg

Leiam a notícia no Público.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pobre Nemo, o peixe-palhaço, está a ficar surdo, perdido e tudo por culpa do CO2


Nemo, o peixe-palhaço, está mais perdido do que nunca, graças às mudanças climáticas.
A acidificação dos oceanos está a provocar perda dos sentidos e desorientação no peixe-palhaço...pobre Nemo já não consegue ouvir os predadores...
Photo: Flickr, CC

O aumento da acidez dos oceanos causada pelo aquecimento global está destruindo o olfato e habilidades de navegação dos pequenos peixes cor-de-laranja do famoso filme "Procurando Nemo", deixando a espécie mais perto da extinção, informou um novo relatório.
Quem não se lembra de "À Procura de Nemo", o filme de animação sobre o pequeno peixe  palhaço que perdeu o pai e vive tantas aventuras para encontrá-lo. Talvez tenha rido junto com o seu filho  ao ver o filme  e talvez até mesmo  tenha gostado mais dessa animação, do que ele. Mas hoje  vamos ver algo sobre este  pequeno peixe, que não é tão engraçado.assim.
Amphiprion percula, ou peixe anémona mais conhecido como peixe palhaço é um peixe de cor alaranjada e brilhante com riscas bem distintas de cor branca.  Chegam a atingir aproximadamente uns 11 cm de comprimento. Constroem os seus ninhos nas anémonas onde passam quase toda a sua vida. Os dois estabelecem uma relação simbiótica perfeita: a anémona protege o peixe palhaço de depredadores e outros perigos, enquanto que o peixe palhaço por sua vez come os parasitas mantendo- a  limpa.
São conhecidas cerca de 28 espécies de peixe palhaço, a maioria das quais vive nas águas profundas do oceano indico, mar vermelho e no oceano atlântico. Uma curiosidade surpreendente destes peixes é que nascem machos, apenas alguns se convertem em fêmeas para dominar um grupo, mudança esta que se torna irreversível.

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM ESTE PEIXINHO?
O aumento do nível de dióxido de carbono na água do mar prejudica o sistema nervoso dos peixes. Os animais expostos a altos níveis da substância relacionada ao aquecimento global ouvem mal, sentem menos os cheiros característicos de predadores e abrigos e se cansam mais. Segundo os autores da pesquisa, a presença cada vez maior de CO2 nas águas marinhas é uma ameaça direta — e ainda não totalmente conhecida — à vida.
A pesquisa foi feita pelo cientista Philip Munday do 'Centre of Excellence for Coral Reef Studies ARC' e da Universidad James Cook de Australia, com exemplares de peixe-palhaço e peixe-donzela, espécies que vivem próximas a recifes, na água do mar com altos níveis de dióxido de carbono dissolvido há vários anos. "A pesquisa que já está sendo realizada à vários anos mostra claramente que eles sofrem uma alteração significativa no seu sistema nervoso central, podendo prejudicar as suas hipóteses de sobrevivência", afirmou  Munday, que publicou a descoberta na revista Nature Climate Change.
Os oceanos absorvem cada ano cerca de 2.300 milhões de toneladas de CO2 produzidas pelo homem, quantidade esta que produz uma acidificação no mar.
Os filhotes dos peixes, afirmam os cientistas, são os mais afetados pelos altos níveis de dióxido de carbono. Mas os predadores desses filhotes também apresentaram mudanças no comportamento quando expostos a níveis elevados de CO2. "Nosso trabalho demonstrou que o sentido do olfato foi afetado pela presença de mais CO2 na água, o que significa que eles tiveram mais dificuldade de localizar um coral para se abrigar ou detectar o odor de alerta de um peixe predador", disse Munday.
A audição é outro dos sentidos afetado. "Eles ficaram confusos e deixaram de evitar os sons dos corais durante o dia. Ser atraído pelos corais à luz do dia os torna presas fáceis para os predadores", afirma o investigador.
Até a capacidade de navegação no ambiente aquático, como as curvas para esquerda ou direita, foram prejudicados nas cobaias expostas a água com muito CO2. "Isto nos levou a suspeitar que o que estava acontecendo não era simplesmente um dano aos sentidos individuais, mas que níveis mais altos de dióxido de carbono estavam afetando o sistema nervoso central dos peixes como um todo", avalia Munday.
A causa da mudança de comportamento nos peixes, segundo os cientistas, está num receptor chamado GABA-A localizado nos seus cérebros. Esse receptor é extremamente sensível ao CO2. A maioria de animais com cérebros têm receptores GABA-A, mas animais que vivem na água são mais sensíveis a variações de CO2 porque o seu sangue tem níveis baixos da substância.
 Para os cientistas, se o CO2 continuar a ser emitido na mesma  quantidade, até o fim deste século as consequências para a vida marinha podem ser desastrosas, com extinções em massa de centenas de espécies.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Consegues Vê-los???? Agora sim...Mais tarde talvez não! Campanha WWF


A organização ambientalista WWF espalhou cartazes,  no metro de Paris em França na qual animais de espécies ameaçadas aparecem camuflados  numa floresta tropical. O observador precisa encontrar os animais escondidos no meio da folhagem, como se fossem esculturas feitas com as plantas. Os animais camuflados na imagem são um elefante, um coala com um filhote nas costas, uma pantera, uma preguiça, um orangotango, um tigre, um tucano, um crocodilo, uma iguana, um chimpanzé, um papagaio, um javali e uma jiboia.

Os cartazes fazem parte de uma campanha da WWF que alerta para os danos causados pelo desmatamento e visa levar o público a refletir sobre o número de animais que podem ser extintos se o desmatamento continuar. As imagens  também foram publicadas na revista Lonely Planet. Uma das criadoras da campanha, Marine Garcia, da agência Marcel, afirmou que quatro artistas trabalharam meticulosamente no cartaz para tentar esconder os animais sem fazer com que seus contornos se perdessem totalmente, para que o público tivesse que se esforçar para vê-los. "O objetivo deste cartaz é fazer com que as pessoas saibam que o desmatamento não mata apenas árvores, está matando a vida selvagem também. Os animais estão escondidos pois, em breve, podemos não vê-los mais", afirmou.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias  e
para veres o cartaz com os animais camuflados  clica no site    

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sea Tree - Uma solução "flutuante" 100% para albergar vida selvagem



(Imagem: Koen Olthuis - Waterstudio.NL)

O arquitecto holandês J. Koen Olthuis projectou um edifício destinado apenas a animais e plantas. O Sea Tree (Arvore marinha) é semelhante à das  usadas para construir plataformas de petróleo no mar,  mas pode ser instalada em grandes rios e lagos urbanos. Tem como grande objectivo o de servir de refúgio para plantas, animais marinhos, pássaros e insectos como abelhas, entre outros.

Aparece como uma espécie de torre flutuante que pode ser movida de um lado para o outro. Debaixo da água serve de habitat para pequenas criaturas ou até, quando o clima o permite, para recifes de corais.
 See Tree consiste em fornecer uma solução para estas espécies, sem ocupar espaços com custos elevados em terra, e pode aumentar a fauna e flora das cidades grandes, ajudar a limpar rios poluídos e absorver a água da chuva.

Este será o primeiro objecto flutuante 100 por cento construído e projectado para flora e fauna, já que segundo o arquitecto “quanto mais construímos, mais deslocamos a flora e a fauna".

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"Experiência" de alunos portugueses poderá vir a ser testada na ISS

Será que as leveduras no espaço produzem mais álcool do que na Terra? Esta é a questão de uma experiência de alunos portugueses que poderá chegar à Estação Espacial Internacional ( ISS).
A experiência elaborada pelos alunos Guilherme Aresta, Daniel Carvalho e Miguel Ferreira chegou nesta terça-feira à semi-final da competição YouTube Space Lab, junto com mais 59 projectos de todo o mundo. As duas equipas que ganharem vão ver a sua experiência testada na Estação Espacial Internacional. A ideia da competição, organizada pela NASA, pelo YouTube, pela empresa espacial Space Adventures, pela loja Lenovo e pela Agência Espacial Europeia, foi lançada a 11 de Outubro de 2011 a nível internacional, para jovens entre os 14 e 18 anos. O objectivo era conceber uma experiência que pudesse ser testada na Estação Espacial Internacional.


 “o vídeo intitulado “Yeast-Powered Space Travel” explica, passo a passo, a experiência com ajuda de desenhos. As leveduras produzem etanol quando se alimentam e, segundo a hipótese dos três estudantes, se estiverem submetidas à microgravidade espacial, vão estar numa suspensão perfeita para produzir etanol, ao contrário da Terra, em que a gravidade faz com as partículas fiquem agregadas consoante a densidade que têm, o que dificulta um metabolismo mais eficiente.”

O resultado do concurso é baseado na votação que é feita no sítio YouTube SpaceLab.
Vota, partilha o link, convida os teus amigos para o evento e ajuda os "nossos alunos" a levar esta experiência para o espaço!
http://www.publico.pt

UM TESOURO - A ciência no mapa do metro

O site Science, Reason and Critica Thinking é um baú de tesourinhos…e que tesouros!
Podemos encontrar por exemplo, este fantástico mapa da história da Ciência Moderna, criado “para celebrar os feitos do método científico ao longo da idade da razão, do iluminismo e da modernidade”:
Mapa da história da ciência moderna
Notem que, se entrarem na página original do mapa, para além de poderem ver todos as “linhas” em detalhe, poderão também ver informação relativa a cada cientista mencionado. E estão lá todos os grandes nomes dos principais ramos da Ciência Moderna (pós séc. XVI)!
Mas,  mais interessante ainda são as “conexões” entre as “linhas” pois a Ciência Moderna, apesar do alto grau de especialização individual, vive da colaboração alargada entre disciplinas e entre cientistas. 
Este mapa reflete uma história maravilhosa! A história da CIÊNCIA MODERNA.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Back in Time, Aplicação portuguesa há 5 dias no top de vendas dos EUA

Back in Time é um livro interativo multimédia, que conta a história do universo desde o Big Bang ao aparecimento do homem, abrangendo diferentes áreas do conhecimento: Astronomia, Ciências Naturais, Geologia e História Antiga e Moderna. O utilizador conta com mais de 300 imagens temáticas, 60 animações, vídeos e mais de 200 factos históricos. Desenvolvido pela empresa portuguesa Landka. A aplicação está disponível em seis idiomas (português, inglês, mandarim, espanhol, francês e alemão) e uma vez instalada não precisa de Internet para funcionar.
Mais informações aqui

sábado, 7 de janeiro de 2012

Peixe recorre a mimetismo e imita padrão estriado de polvo

Este vídeo mostra como um indivíduo de Stalix cf. histrio se associa ao Thaumoctopus mimicus adotando o mesmo padrão colorido do polvo, aparentemente para assim se poder afastar em segurança do buraco onde se refugia a fim de se alimentar. O mimetismo é a imitação por parte de uma dada espécie, do aspeto de outra diferente, através da aquisição da mesma cor, padrão, comportamento etc, porque tal lhe confere alguma vantagem, como por exemplo, não correr o risco de ser apanhada e comida por um predador. Quando este comportamento mimético não é uma característica generalizada a todos os exemplares da espécie, mas ocorre apenas nalgumas populações, estamos perante um caso de mimetismo oportunista e não obrigatório. Já existem registos de caso de mimetismo oportunista em peixes, mas desconhecia-se que o peixe que é protagonista da presente descoberta recorresse a este artifício. A filmagem, obtida em julho de 2011,ao largo do Norte da ilha de Sulawesi, na Indonésia, por Godehard Kopp, um dos autores, mostra como um exemplar de Stalix cf. histrio adquire o padrão estriado e as cores do polvo mimético Thaumoctopus mimicus, acompanhando-o na sua deslocação durante 15 min. Os autores explicam que o Stalix cf. histrio é um peixe que nada mal e que passa a vida adulta perto de um buraco na areia do fundo marinho onde se refugia em caso de aproximação de um predador. Deste modo, é sugerido que o peixe mimetiza o polvo, que por sua vez mimetiza outros peixes e cobras marinhas para passar despercebido aos predadores, com o objetivo de se afastar do buraco de areia em que se esconde em segurança, de forma a poder-se alimentar. Uma vez que as áreas de distribuição das espécies de peixe e de polvo apenas coincidem parcialmente, este comportamento por parte do peixe não pode ser uma estratégia característica da espécie mas apenas das populações que coocorrem. Fontes: resources.metapress.com, www.sciencedaily.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

"Pérolas" no Algarve...


Pela primeira vez em dez anos de trabalho foram encontradas pérolas em ostras do género Crassostrea. O investigador Frederico Batista, da Estação Experimental de Moluscicultura de Tavira do Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR), trabalha há uma década num projecto de conservação da ostra portuguesa e nunca tinha observado este fenómeno. Em esclarecimentos ao «Ciência Hoje», o investigador, que trabalha com Ana Grade, da mesma instituição, e Deborah Power, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), explicou que, não tendo valor comercial, as pérolas encontradas têm “interesse científico”.

Em 756 ostras apanhadas em diferentes locais do Algarve (Ria de Alvor, Ria Formosa e Rio Guadiana) e que constituem a amostra deste estudo, foram encontradas pérolas em dois exemplares.
Pode não parecer muito, mas o fenómeno é tão raro que os investigadores ainda não têm respostas. “Não sabemos muito bem como é que aconteceu, mas acreditamos que não tem nada de mal e que se deve às características do meio”, diz Frederico Batista.

O aparecimento de pérolas é frequente em ostras perlíferas (família Pteriidae). Estas podem atingir elevado valor comercial. Nos últimos dez anos, o fenómeno não tinha sido observado nas ostras do género Crassostrea que existem em Portugal. A formação de pérolas deve-se a uma reacção defensiva da ostra a corpos estranhos, tais como parasitas ou partículas. O corpo estranho é coberto por camadas, sendo estas essencialmente de carbonato de cálcio sob a forma de cristais de aragonite.

Nas ostras, cuja espécie está também ainda por definir, foram encontradas cinco pérolas. Numa foi observada uma pérola com dimensão de cinco milímetros de diâmetro e 190 miligramas de peso, e, na outra, quatro pérolas com apenas dois milímetros de diâmetro.

“As ostras podem ser das espécies Crassostrea angulata (nome científico da ‘ostra Portuguesa’), Crassostrea gigas (‘ostra do Pacífico’) ou então híbridas”, explica o investigador. As duas espécies são muito parecidas entre si e nos sítios onde foram recolhidas acontece com frequência a hibridação.

“O que tem de valor é a raridade. Quanto o material que compõe das pérolas, tanto o brilho como a cor não parece ser especial”, diz o cientista. As pérolas já seguiram para um laboratório em Cambridge para serem analisadas.
Fonte/Adaptado de: Ciência Hoje

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Missão essencial: Salvar cavalos marinhos do Mediterrâneo

Biólogos franceses criam cavalos marinhos em aquários e libertam-nos no mar Mediterrâneo. Um gesto essencial para salvar a população ameaçada pela pesca excessiva e pela poluição.

A Química do Champanhe

Champanhe é festa, é celebração, é conquista, é estreia, e nutricionalmente falando... ainda bem!
 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Dissecação do choco....no laboratório de biologia

Na atividade proposta os alunos observaram a morfologia externa do corpo do choco, os órgãos internos, como o coração, os órgãos reprodutivos, aparelho digestivo e o saco de tinta. Dissecaramo olho. Aprenderam a identificar o género ( masculino ou feminino) do choco. Ficaram a conhecer os seus modos de vida, os habitats, a sua fisiologia e as ameaças que pairam sobre estes animais e a sua biodiversidade principalmente as alterações climáticas como o aquecimento global.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sair do choco... está na hora!

Está na hora de sair do Choco…
vem ver o Choco ao vivo !!!!



No dia 23 de Novembro às 15 horas vai realizar-se uma atividade prática:
Disseção do Choco (Sepia officinalis)no laboratório de Biologia (AOLB)
Aparece
e
descobre os mistérios do interior do choco
Nota: Obrigatório trazer bata
Esta atividade insere-se na “Semana da Ciência 2011”  com o tema "Alterações Climáticas VS Biodiversidade" que decorre esta semana  na  Escola Secundária com 3º ciclo do Entroncamento, organizada pela Equipa da Biblioteca Escolar  em colaboração com o “Clube Ciência em Movimento”  e com docentes de vários grupos disciplinares que propoêm um conjunto de atividades destinadas a divulgar o conhecimento científico ao nível de algumas das suas principais vertentes.
Estas atividades associam-se à “Semana da Ciência e Tecnologia 2011” dinamizada pela “Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica”, que decorre a nível nacional entre 21 e 27 de novembro. Durante este período, as mais variadas instituições científicas, universidades, escolas, associações, museus e Centros Ciência Viva de todo o país abrem as suas portas ao público, lançando um convite para uma viagem pelo conhecimento.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Moscas-da-fruta "nadam no ar" dizem os Fisicos

Descoberta de Fisicos pode inspirar novos projectos de carros voadores



Foto Biol. Linda B. Muñoz Martínez
http://bancodemoscas.fciencias.unam.mx/Imagenes/Drosophila.jpg

As moscas-da-fruta não voam, mas nadam no ar.
“Um estudo sobre o voo da mosca da fruta, publicado na “Physical Review Letters” , revelou que a forma de voar destes insectos não tem “praticamente nada a ver” com o “modo padrão” deste movimento, em que as asas são flexionadas na vertical, de baixo para cima e vice-versa.
Os investigadores constataram que as suas asas movem-se na horizontal, num movimento que se assemelha muito mais ao nado de animais aquáticos, sendo esta a primeira demonstração de voadores que usam o arrasto para gerar propulsão.
(…)
Esta descoberta, para além de ser uma nova inspiração para projectos de veículos voadores, pode também ter impacto sobre a teoria da evolução. Alguns biólogos já tinham levantado a possibilidade de que alguns animais aquáticos poderiam ter evoluído para animais voadores directamente, sem precisar passar pela etapa terrestre. (…)
Até agora, ninguém tinha conseguido apresentar provas da conversão de um nado num voo, o que se julgava serem coisas absolutamente distintas. Esta nova investigação, segundo os seus autores, dá algum crédito a esta hipótese, mostrando que, pelo menos no caso da mosca-da-fruta, "nadar no ar" é um facto.

Podem ler o artigo completo, aqui, aqui. e no Physical Review Letters

domingo, 27 de março de 2011

Cientistas japoneses criam os primeiros espermatozóides em laboratório


Um grupo de cientistas japoneses da Universidade de Yokohama conseguiu criar, a partir de um milímetro de tecido do testículo de um ratinho, espermatozóides em laboratório. A investigação abre portas a futuras terapias para preservar a fertilidade masculina.

O mecanismo de produção de espermatozóides a partir de células reprodutivas masculinas é um dos processos mais complexos do organismo humano e que pode chegar a demorar um mês no interior dos testículos. Daí que, até agora, tenha sido tão difícil reproduzir este processo em laboratório. Uma barreira que um grupo de investigadores japoneses conseguiu ultrapassar, tendo agora publicado um estudo com as conclusões na revista Nature. A descoberta veio demonstrar que é possível obter espermatozóides a partir de cultura de células testiculares e, mais difícil ainda, a partir de ratinhos recém-nascidos e que ainda não se conseguem reproduzir. Mas, mais importante, o grupo conseguiu utilizar o esperma para fecundar um óvulo, dando início a uma longa descendência de ratinhos saudáveis e férteis. “Colhendo um fragmento de tecido dos testículos de ratinhos recém-nascidos e cultivando-o num gel de agarose durante dois meses conseguimos obter esperma capaz de fecundar normalmente um óvulo”, explicou o responsável pela equipa de investigação da Universidade de Yokohama, Takehiko Ogawa. O investigador esclareceu, ainda, que o trabalho foi aplicado em ratinhos pelo que é prematuro estabelecer um paralelismo com os humanos. Contudo, salientou que é natural pensar nas aplicações em termos de fertilidade que uma descoberta destas pode permitir. Uma ideia que também foi avançada por Marco Seandel y Shahin Rafii, do Colégio Médico Weill Cornell, nos Estados Unidos. Citados pelo mesmo jornal, os médicos destacaram que a descoberta pode abrir caminho a futuras terapias para preservar a fertilidade masculina, nomeadamente em crianças com cancro, onde tratamentos como a quimioterapia ou a radioterapia podem condenar os doentes a problemas de reprodução e onde ainda não é possível preservar esperma, ao contrário do que acontece nos doentes adultos.

Notícia em: http://www.bbc.co.uk/news/health-12825694

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pobre Phoca vitulina, a foca comum europeia, tão contaminada

A contaminação das águas costeiras europeias está a afectar as focas.


Estas especies são usadas como biomonitores da contaminação global.
Uma investigação realizada por cientistas europeus verificou que a foca-comum (Phoca vitulina) que vive em estuários ou noutros locais perto da costa onde haja indústria apresenta elevados níveis de contaminação no seu organismo.

A equipa de investigação descobriu que uma população de focas Phoca vitulina que vive no estuário do rio Elba, na Alemanha, está exposta a maiores níveis de contaminação relativamente a outros animais que não vivem perto da costa. As actividades industriais e de dragagem tornam este rio num dos maiores agentes contaminantes das águas alemãs do Mar do Norte.

Existe uma grande comunidade de focas na Europa, especialmente concentradas na Escócia, países da Escandinávia e no Mediterrâneo onde vivem as focas-monge (Monachus monachus). Esta espécie que está em grande perigo de extinção também vive na Madeira.

“O que acontece com as focas ocorre com outras espécies que partilham o mesmo ecossistema,” refere Perez Luzardo, cientista da Universidade de Las Palmas que integrou o estudo. “Este tipo de estudos, repetidos com frequência, são importantes porque permitem verificar a eficácia das políticas que estão a ser desenvolvidas para prevenir a contaminação química.”

Para realizar este estudo os especialistas mediram a concentração de poluentes orgânicos persistentes (POP), muitos deles proibidos há mais de 30 anos, mas que ainda persistem na água devido à sua grande resistência.

Estes mamíferos marinhos apresentam concentrações elevadas de vários metais e de contaminantes orgânicos clorados provenientes do rio Elba. As focas mostraram também níveis elevados de gama-globulinas e anticorpos (mediadores do sistema imunitário) comparados com outros animais que não vivem no estuário. Estes resultados sugerem que nesta zona existe uma grande concentração de agentes patogénicos que podem causar doenças.

Actualmente os investigadores analisam de que forma este tipo de contaminação afecta os seres humanos e outras espécies animais, como as tartarugas marinhas das Canárias e Cabo Verde.
Imagem daqui

sábado, 19 de março de 2011

Lua Cheia... em Grande... esta noite


A Lua cheia de sábado à noite vai estar especialmente grande. Tão grande que se pode chamar de uma super Lua. Uma conjugação de acontecimentos astronómicos, que não ocorriam desde Março de 1993, vão proporcionar uma Lua 14 por cento maior e 30 por cento mais brilhante.
“A última Lua cheia tão grande e próxima da Terra foi em Março de 1993”, disse à NASA Geoff Chester, do Observatório Naval dos Estados Unidos, em Washington DC. “Eu diria que vale a pena dar uma olhadela.”

A explicação para este fenómeno deve-se à órbita da Lua à volta da Terra. Este movimento é elíptico. Ao longo desta órbita o satélite não está sempre à mesma distância do nosso planeta.

Em média, quando a Lua está mais próxima da Terra está a cerca de 363 mil quilómetros. Este ponto chama-se perigeu. Quando está mais longe, está a cerca de 405 mil quilómetros, o apogeu da Lua. No perigeu, o astro está mais próximo de nós cerca de 42 mil quilómetros. Visto da Terra parece 14 por cento maior.

A Lua completa a sua órbita mais ou menos a cada mês. Hoje a Lua vai estar no seu perigeu ao mesmo tempo que é Lua cheia. O que é raro, acontece uma vez em cada 18 anos. A distância exacta da Terra à Lua durante a madrugada de domingo será de apenas 356 mil quilómetros.

A única consequência desta aproximação vai ser um aumento de centímetros das marés cheias e uma diminuição de alguns centímetros durante as marés baixas. Não há mais nenhum risco acrescido.

A NASA recomenda as pessoas a olharem para o astro durante o nascer da Lua. Por motivos que ainda não são totalmente compreendidos pelos astrónomos, mas que envolvem algum tipo de ilusão visual, durante o nascimento a Lua parece especialmente maior. Em Portugal continental, o satélite vai nascer às 18h52, cerca de 40 minutos depois de ter atingido a Lua cheia. Vai pôr-se na madrugada de domingo, às 6h39.

Notícia lida em publico.pt

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ave do Ano 2011 - A Cagarra, um barómetro do nosso mar

O cagarro distingue-se pelo seu bico amarelo, dorso acastanhado e ventre branco. O seu chamamento é muito característico e está na origem do nome que lhe foi atribuído, podendo ser escutado durante a noite, quando regressam aos seus ninhos.


As cagarras podem viver em média 50 anos. Entre os cinco a oito anos de vida regressam a terra apenas para nidificar no mesmo local onde nasceram, passando, assim, praticamente toda a sua vida no mar. Esta espécie alimenta-se essencialmente de peixes, cefalópodes e crustáceos.
O cagarro - Calonectris diomedea borealis (Crédito: Francisco Botelho em Olhares.com)

Tem um som inconfundível e está de volta às zonas costeiras, principalmente dos Açores e Madeira. O cagarro, também conhecido como pardela-de-bico-amarelo ou cagarra, foi escolhido como a Ave do Ano 2011, em Portugal, pelos sócios da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) – um sinal da sua importância e representatividade do estado dos nossos ecossistemas marinhos.

Ao nível da União Europeia, “as aves marinhas já estavam em foco há muito tempo por serem o grupo mais ameaçado do mundo”, segundo explicou, ao «Ciência Hoje», Pedro Geraldes, biólogo da SPEA e coordenador do projecto LIFE+, justificando a escolha da organização.

Esta é uma das poucas aves que nidifica no Continente, Açores e Madeira. Regressa nesta época do ano aos territórios de reprodução, depois de uma longa viagem pelo Atlântico Sul. O cagarro é uma ave marinha pelágica, ou seja, apenas vem a terra para nidificar, sobretudo em ilhas e ilhéus. Para tal, o seu habitat preferido são áreas de inclinação muito pronunciada com vegetação rasteira, em zonas de falésia fragmentada e de solo ligeiro, segundo um estudo apurado pela investigadora Eva Immler, mestranda da Universidade de Ciências Aplicadas Van Hall Larenstein.

O grande problema que envolve esta espécie é a perda do seu habitat de nidificação, devido à “interacção com actos de pesca, à passagem de predadores, como ratos ou gatos e até formigas ”, sustentou ainda o biólogo, acrescentando que “as aves mais pequenas e jovens não conseguem resistir”. Nas ilhas dos Açores e da Madeira, as luzes das zonas urbanas interferem igualmente causando o encadeamento das aves juvenis nos seus primeiros voos, sendo comum observá-las caídas. Muitas destas morrem, vítimas de atropelamento ou de predadores, quando não são socorridas.

A SPEA, através de actividades, trabalha activamente para promover a sua conservação. No âmbito do projecto LIFE+ «Ilhas Santuário para as aves marinhas» – uma parceria da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar dos Açores, da Câmara Municipal do Corvo e da Royal Society for the Protection of Birds (RSPB) –, por exemplo, realiza desde 2009 uma série de acções destinadas a melhorar o habitat de nidificação desta e de outras espécies de aves marinhas na Ilha do Corvo e no Ilhéu de Vila Franca do Campo, na Ilha de São Miguel. A associação científica tem recorrido ao uso de ninhos artificiais para incentivar a cagarra a regressar ao seu habitat.

“Os mais de 150 ninhos artificiais colocados até à data são importantes para conseguir ter novas populações desta ave em zonas onde já nidificaram, mas foram abandonadas devido à predação dos seus ovos ou juvenis por mamíferos introduzidos pelo homem nas ilhas, como os ratos ou os gatos”, referiu o coordenador do projecto. Para além da avaliação de potenciais ameaças para a nidificação, outras das medidas são “a tentativa de erradicação de predadores” e de “plantas exóticas invasoras”, substituindo-as por plantas endémicas .

Estas aves, com estatuto Vulnerável segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, têm um chamamento peculiar e estridente, apenas possível de escutar nos Arquipélagos dos Açores – onde tem 65 por cento da sua população mundial –, Madeira e Berlengas. No entanto, também é possível ver esta ave de passagem ao longo da costa continental.

Pedro Geraldes salienta que esta pardela pode andar durante meses em migração e “em 20 dias conseguem fazer três a quatro mil quilómetros” – o que significa que "acaba por alimentar-se em locais fora da nossa Zona Económica Exclusiva" e, por isso, “o alerta [para a conservação desta espécie] deve passar as fronteiras”.

Este ano, para além dos ninhos artificiais instalados na Ilha do Corvo terem sido alvo de melhoramentos significativos, o esforço conjunto de uma equipa de investigadores internacionais tem trazido à mais pequena ilha dos Açores as mais recentes tecnologias que permitam atrair novos indivíduos para as recém-criadas áreas de nidificação para esta e outras espécies.

Noticia retirada de cienciahoje.pt.

A CAGARRA ENCONTRA-SE EM PERIGO? Ler mais na página da SPEA