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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Criada em laboratório ...pele artificial.

Começou a era das máquinas...
Pela primeira vez, cientistas conseguiram criar pele artificial super-sensível que consegue sentir até uma borboleta! Não é genial?

E a importância que esta descoberta pode ter! Além de poder ser usada em próteses humanas, em termos de robótica, vamos poder enviar sondas e robôs para outros planetas que poderão perfeitamente sentir o ambiente em redor.
“Uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia em Berkeley está a desenvolver uma pele artificial para robôs. Este novo material, baptizado como e-skin é uma espécie de lâmina fina composta por nano-tiras de silício e coberta de pequenos sensores do tamanho de um pixel.

A nova pele electrónica, que está agora descrita na revista «Nature Materials», é capaz de detectar pressões muito leves, como por exemplo, de uma borboleta.”
Segundo os investigadores da Universidade de Berkeley, o novo invento poderia dar a um robô a possibilidade de distinguir objetos frágeis como um copo de cristal de uma panela.

A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de um novo tipo de pele artificial para uso em robôs e, no futuro, também em humanos.
“A ideia é fazer com que o material tenha funcionalidades semelhantes à da pele humana, o que implica incorporar a capacidade de tocar e de sentir objectos”, disse Ali Javey, coordenador da pesquisa.

Leiam em inglês, aqui e aqui. E o artigo científico: Nanowire active-matrix circuitry for low-voltage macroscale artificial skin. E já agora vejam também o filme.










domingo, 22 de novembro de 2009

Células estaminais podem criar uma nova pele para vítimas de queimaduras

Cientistas franceses afirmaram ter descoberto uma forma de usar células estaminais embrionárias humanas para criar pele nova, que poderia ser usada em vítimas de queimaduras graves.
Segundo os investigadores do Instituto de Terapia com Células-Tronco de Evry, em França, as células estaminais podem ser cultivadas e transformadas em pele, em 12 semanas.
Esta pele de células estaminais poderia resolver os problemas de rejeição dos pacientes com queimaduras graves.
Christine Baldeschi, que liderou o estudo, afirmou que os resultados são promissores.
A Investigadora afirmou que a nova técnica poderá levar à criação de um "recurso ilimitado para a substituição temporária da pele em pacientes com grandes queimaduras, que aguardam enxertos".

Desenvolvimento embrionário
A técnica francesa copiou as etapas que levam à formação da pele durante o desenvolvimento embrionário.
Os cientistas colocaram as células estaminais numa rede artificial o que lhes permitiu formar uma camada de pele.
Esta pele foi enxertada em cinco ratinhos que passadas 12 semanas, apresentava uma estrutura compatível com a da pele humana.
O próximo passo da equipa será testar a nova técnica em pacientes humanos.
Atualmente, pacientes com queimaduras graves podem ser tratados com o uso de uma técnica que cultiva pele nova usando células da pele do próprio paciente.
No entanto, o cultivo desta nova pele demora três semanas, e o paciente fica exposto ao risco de infecções e desidratação.
Pele de cadáveres é usada durante este período para cobrir as queimaduras, mas a disponibilidade é limitada e geralmente esta pele é rejeitada pelo sistema imunológico do paciente.
Outro método que já foi tentado envolve o uso de redes artificiais nas quais as células podem ser cultivadas, mas esta técnica não funciona em grandes queimaduras. Há também o aumento do risco de rejeição e transmissão de doenças, já que esta técnica usa material de bovinos e outras pessoas.
Holger Schluter, do Centro de Estudo do Câncer Peter MacCallum em Melbourne, Austrália, afirmou que o estudo francês é um progresso.
"Esta descoberta sugere que a pele derivada de células estaminais embrionárias pode ser transplantada para pacientes com queimaduras que esperam enxertos de pele, com um risco reduzido de rejeição", afirmou.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A nossa Pele



A pele representa 16% do peso do corpo humano. Parece pouco? Para uma pessoa que tenha 70 kg, a pele é responsável por cerca de 12 kg do seu peso. Toda a superfície da sua pele mede de 1,5 a 2 metros quadrados. A pele é formada por três camadas, bem unidas entre si. São elas: epiderme, derme e hipoderme. Todas são importantes para o corpo, e cada uma tem características e funções diferentes.
A epiderme é a camada mais externa da pele, aquela que se pode ver, é formada, na sua superfície, por células achatadas, chamadas queratinócitos, ricas em uma proteína chamada queratina. É a queratina que, entre outras substâncias, ajuda a evitar a desidratação, ou perda de água, do organismo. Isso porque esta proteína mantém as células mais unidas e, conseqüentemente, com menos espaço para ocorrer a evaporação da água.
A epiderme tem ainda outras células, chamadas melanócitos, as que produzem a melanina, outra proteína, de cor escura, responsável pela pigmentação da pele. A quantidade de melanina determina a cor da pele de cada um. Além disso, a melanina protege a pele dos efeitos nocivos do sol. A epiderme está em constante renovação: as células mais antigas são substituídas por outras mais novas. As células (queratinócitos) nascem mais redondinhas e vão se achatando à medida que chegam na superfície.
A derme é a camada do meio da pele. Ela mede de um a quatro milímetros. É formada por fibras e por grande quantidade de vasos sangüíneos e terminações nervosas. As terminações nervosas (as extremidades dos nervos, ), que estão localizadas na derme, recebem os estímulos do meio ambiente, e os transmitem ao cérebro, através dos nervos. Estes estímulos são traduzidos em sensações, como dor, frio, calor, pressão, vibração, cócegas e prazer.
A hipoderme é a terceira e última camada da pele. Esta camada é formada basicamente por células de gordura. Sendo assim, sua espessura é bastante variável...(depende se a pessoa é gordinha ou magrinha). Ela apoia e une a epiderme e a derme ao resto do corpo. E permite que as duas primeiras camadas deslizem livremente sobre as outras estruturas do organismo. Além disso, a hipoderme mantém a temperatura do corpo e acumula energia para o desempenho das funções biológicas.
A pele tem várias funções: Transmissão de estímulos e sensações (frio, calor, tacto, pressão, dor, vibração, cócegas e prazer), regulação da temperatura corporal (elimina ou conserva o calor do corpo, conforme a necessidade), suor , arrepios, protecção (serve de “armadura”: suas estruturas protegem o corpo das agressões do meio ambiente, como bactérias e fungos, condições climáticas, poluição e substâncias químicas, entre outras.)
A pele é o maior e mais visível órgão do corpo humano. Sua riqueza e sua complexidade biológicas só são excedidas pelas do cérebro e do sistema imunológico. ”Nossa pele é uma espécie de roupa espacial, dentro da qual nos movemos no seio duma atmosfera de gases agressivos, de radiação solar e de obstáculos de todos os tipos". “Nossa pele – é o que fica entre nós e o mundo. Se pensarmos sobre o assunto, verificamos que nenhuma outra parte nossa, entra em contacto com outra coisa além de nós como a pele. Ela nos aprisiona, mas também nos fornece a forma individual, protege-nos contra invasores, resfria-nos ou aquece-nos quando necessário, produz a vitamina D de que necessitamos, contém os fluídos de nosso corpo. Talvez o facto mais extraordinário seja sua capacidade de se recuperar e de, constantemente, se renovar. Pesando de três a cinco quilos, é o maior órgão que possuímos e o mais importante para a atração sexual (...) É à prova d´água, lavável e elástica. Apesar de ficar flácida ou enrugada quando envelhecemos, resiste surpreendentemente bem ao tempo. Em quase todas as culturas, é a tela ideal para ser decorada com pinturas, tatuagens e jóias. Porém, mais importante do que tudo, é o "centro do tacto".

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Vitamina C ajuda a proteger a pele

Equipa do IBMC divulga estudo sobre propriedades regeneradoras do ácido ascórbico

As frutas cítricas são ricas em vitamina C - foto em flickr.com

Um grupo de investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) do Porto e da Universidade de Leicester (Reino Unido) realizou um estudo onde confirma o poder da vitamina C na regeneração da pele. Em comunicado enviado à Lusa, o grupo de investigadores salienta que “os dados comprovam que a vitamina C favorece a cicatrização de feridas através da estimulação da reentrada dos fibroblastos quiescentes no ciclo celular, promovendo a migração de células”.“Contribui assim para a manutenção de uma pele saudável, possuindo propriedades anti-oxidantes que protegem o DNA celular contra a danificação pela oxidação”, sublinham os autores da investigação, frisando que estas conclusões “podem conduzir a avanços na prevenção e tratamento de lesões ou cancro da pele”. Este estudo identificou novas propriedades protectoras da vitamina C nas células da pele humana, com base na identificação da expressão de genes que promovem uma melhor regeneração mesmo que haja danos no DNA de algumas células. Os investigadores analisaram o efeito da longa exposição de um derivado da vitamina C, o ácido ascórbico 2-fosfato (AA2P), em fibroblastos dérmicos humanos (células responsáveis pela regeneração da pele). Os resultados demonstraram que “a vitamina C protege a pele através da promoção da proliferação e migração de fibroblastos, permitindo também a reparação de potenciais danos no DNA”. Em vez de se centrar apenas nos efeitos imediatos da simples adição da vitamina C às células, este estudo foi mais longe e focou-se nos efeitos da exposição contínua. Desta exposição resultaram “fibroblastos mais capazes de cicatrizar os danos resultantes da oxidação do DNA, aumentando o número de células que migraram para a área danificada, o que indica melhoria na cicatrização”, sustentam os investigadores.
Fonte da notícia: cienciahoje.pt

sábado, 6 de junho de 2009

A nossa pele é um” país das maravilhas”… para bactérias


Na tua opinião em que zonas da pele podem ser encontradas as comunidades de bactérias mais diversificadas? A resposta certa não é nem nos sovacos nem na zona da barriga.




De acordo com um estudo cientifico o ponto forte da diversidade de bactérias na nossa pele é o antebraço. E as surpresas não ficam por aqui.
O número de bactérias que vive dentro do nosso corpo e na fronteira do mesmo existe na proporção de 10 para cada célula, mas só agora os cientistas iniciaram a lista dos residentes que habitam a nossa pele. Graças a técnicas de sequência genética os cientistas conseguiram identificar uma grande variedade de bactérias na pele humana (Science, 23 de Maio, 2008, pág.1001). Mas até essa data ainda mingúem tinha comparado colónias de bactérias de diferentes zonas da pele do corpo humano.



Em Bethesda, Maryland, USA, o National Human Genome Research Institute (NHGRI) efectuou um estudo Pesquisa efectuou um estudo em voluntários . Estes utilizaram sabonete para peles sensíveis durante uma semana. Posteriormente e após 24 horas sem se lavarem, os voluntários regressaram ao laboratório, onde foi feita a recolha de amostras em 20 diferentes zonas do corpo, desde as narinas até ao umbigo, zona preferidas pelos amantes dos jeans de cós descido.
A equipa analisou o RNA das bactérias das amostras recolhidas e classificou-as com base nos seus genomas.

Os cientistas descobriram cerca de 1000 espécies, que se repetiam nas várias pessoas.Provou-se que temos habitantes iguais nas narinas e nas costas. O total de microrganismos sugere que a nossa pele é tão diversificada como os nossos intestinos que dão guarida a um elevado número de bactérias – entre 500 a 1000 espécies.
A equipa registou grandes diferenças . Ao contrário do que os adolescentes com acne poderiam pensar, as zonas oleosas como a testa e o couro cabeludo são menos variáveis em biodiversidade que zonas secas como o antebraço. A zona mais estéril registou-se atrás das orelhas, com uma média de 15 espécies. Pelo contrário na zona do antebraço foram encontradas 44 espécies. Através de exame repetido nos voluntários meses depois
verificou-se poucas alterações nas bactérias.
A razão da diferença em bactérias nas diferentes zonas ainda é desconhecida. Pode ter a ver com as propriedades da pele, como a oleosidade ou a presença de pêlos, com a exposição às bactérias ou com uma mistura das duas razões.

No que se refere ao antebraço, a geneticista e co-autora do trabalho Júlia Segre sugere que aquela zona exposta dos braços é um bom local para as bactérias. Pois ao contrário do que se passa com as mãos, poucas vezes lavamos os antebraços. Qualquer que seja a razão as pesquisa mostram que a localização é um factor importante. Fica no entanto provado que a pele é um ecossistema que alberga bactérias que não são homogéneas.
A pesquisa “ pode ser uma contribuição para explicar a razão porque certas doenças da pele aparecem numas zonas do corpo e não noutras” afirma o dermatologista Richard Gallo da Universidade da Califórnia, San Diego.

O passo seguinte, segundo Segre, será investigara relação entre os mini ecossistemas bacterianos e doenças como o eczema e a psoríase.
Site original da notícia: