Mostrar mensagens com a etiqueta Camarão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Camarão. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Os camarões devem estar loucos...


Usamos e abusamos tanto dos antidepressivos ( parece que são panaceia para qualquer problema da vida), que estas "drogas legais" chegaram ao mar e estão provocando alterações significativas na vida da sua fauna. As águas residuais contem uma quantidade elevadíssima de antidepressivos como a fluoxetina, que o comportamento dos animais está sendo gravemente afectado e o mais grave ainda, é que poderá afectar toda a cadeia alimentar.
Segundo um estudo publicado na revista de toxicologia aquática, os camarões apresentam comportamentos estranhíssimos, quando permaneceram em águas com uma quantidade daquele medicamento, igual à encontrada nas águas residuais, vertidas nos rios e estuários.
Alex Ford cientista do Instituto de Ciências do Mar da Universidade de Portsmouth detectou
" mudanças drásticas de comportamento" nos crustáceos expostos ao medicamento fluoxetina. Este é utilizado vulgarmente para aumentar a serotonina no cérebro aliviando os sintomas da depressão.
Mas como se comportam estes camarões sob o efeito da fluoxetina? Uma das reacções (inesperada) por exemplo é a maior tendência ( até 5 vezes mais) para se dirigirem para a luz em vez de se afastarem dela. Tornam-se assim presa fácil para os seus predadores naturais, peixes e pássaros. Este comportamento pode diminuir drasticamente a população de camarões, advertem os cientistas.
Além disso, a mudança de comportamento pode provocar danos graves no ecossistema: " Sabe-se que os crustáceos são essenciais para as cadeias alimentares e se o comportamento usual dos camarões está mudando devido aos níveis dos antidepressivos na água do mar, isto levanta um sério risco para o equilíbrio dos ecossistemas (...) Grande parte daquilo que os humanos consomem pode-se detectar na água do mar em diferentes concentrações. Se somos uma nação de consumidores de café, há uma enorme quantidade de cafeína nas águas residuais. Não é de surpreender que aquilo que consumimos, vindo da farmácia, contamine as vias fluviais e o mar. A s águas residuais concentram-se nos estuários e nas zonas costeiras que são os locais onde os camarões e os peixes vivem. Isto significa que os camarões e outros animais aquáticos estão tomando os medicamentos excretados por povos inteiros.
Os pratos de camarão já não vão ter o mesmo sabor.

Notícia lida em : http://www.ecologiaverde.com/

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Super olhos de camarão inspira nova geração de DVDs

Os olhos de um crustáceo marinho poderão inspirar o desenvolvimento de futuros aparelhos leitores de discos digitais, como o DVD. A inusitada novidade está num artigo publicado no domingo (25/10) na revista Nature Photonics.
Camarão mantis - foto de Erwin Kodiat em Flickr

Super olhos - O camarão mantis é considerado o animal com os olhos mais complexos do reino animal, sendo capaz de ver em profundidade e com visão trinocular (Foto: Sterling Zumbrunn/Cortesia Conservation International).

Os olhos de um crustáceo marinho inspiram engenheiros para o desenvolvimento de uma nova geração de aparelhos leitores de discos digitais, eventuais sucessores do DVD.
O camarão mantis (Odontodactylus scyllarus) que pode ser encontrado na Grande Barreira de Coral, na Austrália tem o sistema de visão mais complexo de que se tem notícia. Animais dessa espécie são capazes de distinguir 12 cores primárias - o homem distingue apenas três - e podem distinguir entre formas diferentes de luz polarizada - algo que o homem não é capaz.

Segundo o estudo, feito por investigadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, células sensíveis à luz, presentes nos olhos do camarão, actuam como placas que alteram o plano das oscilações das ondas luminosas que passam por elas (placas polarizadoras).
Essa capacidade faz com que esses crustáceos convertam luz polarizada linearmente em luz polarizada circularmente e vice-versa. Dispositivos conhecidos como placas polarizadoras de quarto de onda fazem essa função em leitores de CD ou de DVD e em filtros polarizadores de câmeras fotográficas ou de vídeo.
Entretanto, esses dispositivos fabricados pelo homem tendem a operar bem, apenas para uma cor, enquanto o mecanismo natural dos olhos do camarão mantis funciona em quase todo o espectro de luz visível.
Esquema do olho do camarão mantis, mostrando as células R8, que superam qualquer equipamento já feito pelo homem com a mesma finalidade. [Imagem: Robert et al.]
"Nosso trabalho revelou o design e mecanismos únicos da placa polarizadora no olho do camarão mantis. Trata-se de algo realmente excepcional, que supera qualquer equipamento que o homem tenha produzido nesse sentido até hoje", disse Nicholas Roberts, principal autor do estudo.
Simplicidade inteligente
Por que esta espécie de camarão precisa de tanta sensibilidade à luz polarizada é algo que os cientistas desconhecem. Mas sabe-se que a visão polarizada é usada por animais para sinalização sexual ou para comunicação secreta, que evite chamar a atenção de predadores.
Os autores do estudo apontam que a capacidade inusitada do camarão mantis pode também actuar na visualização de presas, ao melhorar a capacidade de ver com clareza no meio aquático.
"Especialmente notável é que se trata de algo simples, um mecanismo natural composto por membranas celulares enroladas em tubos, mas que supera completamente os equipamentos artificiais", disse Roberts.
Biomimetismo
"Entender o funcionamento desse mecanismo natural poderá ajudar a fabricar melhores dispositivos ópticos, que poderiam usar, por exemplo, cristais líquidos produzidos especialmente para imitar as propriedades das células presentes nos olhos do camarão mantis", sugeriu.
Não seria o primeiro crustáceo a inspirar produtos do tipo. Em 2006, um componente presente no olho da lagosta inspirou o desenho de um detector de raio X para um telescópio europeu, em trabalho coordenado por Nigel Bannister, da Universidade de Leicester.
O artigo A biological quarter-wave retarder with excellent achromaticity in the visible wavelength region, de Nicholas Roberts e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em http://www.nature.com/

Noticia lida em http://www.inovacaotecnologica.com.br/