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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Energia solar dentro dos olhos para recuperar a visão


A cegueira é uma doença irreversível ( com excepção de alguns casos pontuais muito específicos) que implica a perda total ou parcial da visão. A medicina tem dado passos gigantescos para preveni-la e trata-la. Está neste caso uma das últimas tecnologias que nos apresenta uma excelente e engenhosa solução: minicélulas fotovoltaicas para recuperar a visão.
Investigadores da Universidade de Stanford anunciaram recentemente o desenvolvimento de um novo implante de retina artificial que usa o poder fotovotaico e pode ajudar os cegos a verem.

Esta invenção tecnológica consiste na colocação de implantes atrás da retina, os quais recebem energia solar que irá activar um mecanismo altamente avançado que permitirá aos pacientes verem como qualquer pessoa com visão normal.

O dispositivo é colocado por detrás da retina e consiste em uma videocâmara que capta as imagens num PC que processa os dados e um LCD de infravermelhos que transmite luz infravermelha ao dispositivo fotovoltaico no interior do olho. A luz produz electricidade dentro dele, que transmitirá dados através dos nervos oculares até ao cérebro. Neste serão processadas as imagens.

O implante mede três milímetros e tem uma espessura de 0.03 milímetros e inclue três camadas de células fotovoltaicas flexíveis. O sistema é capaz de produzir imagens suficientemente claras como para reconhecer rostos e ler cartazes de publicidade nas ruas.
Imagens e notícia em:
http://www.inhabitat.com/2009/12/29/mini-photovoltaic-device-give-sight-to-the-blind/

terça-feira, 10 de novembro de 2009

NANO ESFERAS- um nova ferramenta para reparar espinal medula

Nano esferas - as ‘copolymer micelles’ têm 60 nanómetros de diâmetro
Investigadores na Universidade de Purdue, no Indiana (EUA), descobriram uma nova abordagem para reparar fibras nervosas danificadas na espinal-medula usando nano esferas que podem ser injectadas directamente no sangue, logo após um acidente.
As ‘copolymer micelles’ sintéticas são constituídas por 60 nanómetros de diâmetro e são cem vezes mais pequenas do que um glóbulo vermelho. A investigação liderada por Ji-Xin Cheng, professor associado do departamento de Química da Weldon School of Biomedical Engineering, da Universidade de Purdue, foi publicada ontem, no «Nature Nanotechnology». As ‘micells’ podem ter outras aplicações, como tratamento de cancro, por exemplo. As esferas já são usadas há mais de 30 anos como veículo de transporte de medicamentos, mas nunca tinham sido utilizadas directamente como medicina para um tecido danificado. Um grave ferimento na espinha dorsal resulta numa ruptura da membrana neuronal, seguindo-se processos neuro-degenerativos secundários extensos, mas a reparação terá mais probabilidades de sucesso se for imediata. As esferas podem combinar dois tipos de polímeros, um hidrofóbico e outro hidrófilo, ou seja, um que pode ser misturado com água e o outro não, mas este tem a possibilidade de ser carregado com fármacos para tratar doenças. Um dos agentes mais usados é o ‘polyethylene glycol’ (PEG) e, segundo estudos levados a cabo na Universidade de Purdue, o PEG têm trazido grandes avanços no tratamento de danos na espinha de animais, já que “ataca” especificamente as células danificadas e sela a área ferida, reduzindo a possibilidade de futuros problemas. O 'polyethylene glycol’ tem ainda uma função importante na restauração de células. O estudo foi feito em ratos com a espinha dorsal danificada, para a tese de doutoramento de Yunzhou Shi, orientada por Cheng e ficou provado que reduz eficazmente a inflamação da lesão e que os animais podem mesmo recuperar a capacidade de locomoção.