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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Uma Nova Espécie de Búzio Descoberta na Costa Algarvia

Fusinus albacarinoides é o nome de uma nova espécie descoberta no Algarve.

O biólogo Carlos Afonso, do Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR), identificou este búzio (gastrópode) caracterizado por possuir uma concha castanha-avermelhadae ter 20 milímetros de comprimento e oito de diâmetro.

A espécie vive agarrada a rochas em profundidades superiores a 14 metros. O investigador descobriu a espécie no decorrer de mergulhos de recenseamento dos invertebrados marinhos entre a Oura e a Praia da Marinha.

A investigação decorreu no âmbito do projecto RENSUB - «Cartografia das comunidades marinhas da costa Algarvia dos zero aos 30 metros de profundidade», levado a cabo pelo CCMAR e financiado pela Administração da Região Hidrográfica do Algarve.

O género Fusinus, ao qual pertence a nova espécie, é da família Fasciolariidae, um grande grupo de moluscos gastrópodes carnívoros que se alimentam principalmente de poliquetas, vermes aquáticos.

Possuem dimensões que variam entre poucos milímetros e 38 centímetros de comprimento. São espécies não comerciais, não comestíveis, não estão sob ameaça ecológica e não têm estatuto de protecção.

Encontram-se distribuídas pelos mares tropicais e subtropicais. No Mediterrâneo, o género encontra-se representado com 15 espécies reconhecidas, no entanto, até à data, na região geográfica do Algarve apenas três espécies foram confirmadas.
Notícia em cienciahoje.pt e também em http://www.regiao-sul.pt/

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Novas descobertas no "mal-amado" mundo das aranhas

Os biólogos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), Luís Crespo e Jorge Paiva, descobriram duas novas espécies de aranhas no Jardim Botânico de Coimbra chamadas de Tegenaria barrientosi e Parapelecopsis conimbricensis.

Luis Crespo e Jorge Paiva no Jardim Botânico de Coimbra

A Tegenaria barrientosi entrou-lhe, literalmente, pela casa dentro. Luís Crespo estava a viver perto do Jardim Botânico, em Coimbra, e reconheceu a pequena aranha que lhe entrou em casa. “Em vez de acabar esmagada por uma vassoura, acabou num tubinho para ser analisada”, conta. E agora é uma nova espécie descrita num artigo publicado (no mês passado) na revista de zoologia Zootaxa.

As aranhas são normalmente consideradas seres repelentes, mas que assumem um papel muito importante no equilíbrio dos ecossistemas. “Como predadores de topo, as aranhas são excelentes bioindicadores.

Numa outra vertente, as aranhas produzem toxinas que podem ser usadas para o desenvolvimento de fármacos”, explica o biólogo da FCTUC. As teias de aranha, devido ao seu riquíssimo complexo proteico, produzem a seda natural com a melhor qualidade do mundo. Segundo Luís Crespo, com a descrição destas novas espécies está “aberto o caminho para novos estudos sobre a evolução da espécie e a sua utilidade para o Homem”. O biólogo prepara-se agora para estudar as aranhas das ilhas Selvagens e de Porto Santo.


“A biodiversidade é mal conhecida em Portugal e revela o valor patrimonial biológico do jardim botânico, um Jardim como uma enorme biodiversidade vegetal e animal, algumas delas raras e protegidas, como por exemplo, o mocho-real ou bufo-real (Bubo bubo), o maior mocho da Europa”, salientou Jorge Paiva, biólogo da FCTUC.


O jardim botânico é “um laboratório natural riquíssimo, que é necessário explorar, cuidar e preservar pela comunidade científica”, acrescenta Paiva. Colhidas em 2004, as novas espécies começaram a ser estudas um ano depois, com a colaboração da Universidade de Basel. Um trabalho complexo e moroso que implicou, ainda, a comparação com outras espécies existentes já descritas e registadas no World Spider Catalogue, uma base de dados providenciada pelo Museu de História Natural de Nova Iorque, onde constam todas as espécies existentes no mundo. De acordo com o World Spider Catalogue, existem 40 mil e 700 espécies. “Mas as estimativas apontam para que existam mais de 170 mil”. No catálogo das espécies existentes em Portugal (http://www.ennor.org/ ), o biólogo Pedro Cardoso contabiliza 779 espécies. Mas, nota Luís Crespo, “se juntarmos as espécies que foram recentemente publicadas e as que estão submetidas a contagem o número sobe para 819 espécies, sendo que certamente haverá mais para descobrir”.


Foto de Tegenaria barrientosi que mede cerca de sete milímetros tirada daqui
Os primeiros exemplares de Tegenaria barrientosi e a Parapelecopsis conimbricensis foram colhidos no Jardim Botânico de Coimbra mas Luís Crespo encontrou mais noutros locais. A Parapelecopsis conimbricensis que é descrita num artigo que aguarda publicação foi colhida também na Reserva Natural do Paúl de Arzila, por exemplo, e no mesmo trabalho o biólogo apresenta-nos outras seis novas espécies para a Ciência encontradas no norte de Portugal e Espanha, no Parque Natural do Douro Internacional, no Parque Florestal de Monsanto (Lisboa) e noutros locais dispersos do país.

A Tegenaria barrientosi e a Parapelecopsis conimbricensis são de famílias bem diferentes, diz Luis Crespo. “A nível filogenético... São primos afastados”, simplifica. Estas aranhas não são toxicologicamente perigosas para o homem. Aliás, a maior parte não é”, informa o biólogo. Além de inofensivas, as espécies que vivem no Jardim Biológico de Coimbra são pequeninas. A Parapelecopsis conimbricensis mede uns dois a três milímetros de corpo e a Tegenaria barrientosi cerca de sete. Entusiasmado, o especialista conta que para conseguir identificar um nova espécie é preciso uma trabalho rigoroso de análise de uma série de pormenores, a estrutura reprodutora, os olhos, as cores, o tamanho. No caso da Parapelecopsis conimbricensis há uma característica que merece destaque: “Os machos têm uma espécie de elevação na cabeça, que é uma espécie de torre com alguns olhos, onde existem dos sulcos que julgamos que são os locais onde a fêmea se prende quando acasalam”. Os estudos do comportamento virão mais tarde confirmar ou não a teoria, mas Luís Crespo não consegue esconder o ânimo com a descoberta. Algumas destas descobertas, como nos contou, entram-lhe pela casa dentro. Outras dão-lhe mais trabalho e ele tem de montar armadilhas para as conseguir. E há aranhas de estimação na casa de Luís Crespo? “Vivas? Não, não concordo. Só tenho uma aranha viva em casa quando preciso de a criar até adulta para os meus trabalhos. De resto, tenho uma colecção de exemplares em casa... alguns milhares. Mas estão em tubinhos conservadas em álcool.

Fontes da notícia: Cienciahoje e Público.pt

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Nova espécie de Acácia rosa descoberta na Etiópia

Flor de Acacia fumosa - Fotografia em elmundo.es (Science)

O Botânico sueco Mats Thulin identificou uma nova espécie arbórea do género Acacia (Fabaceae)na região de Ogaden, zona de díficil acesso a Leste da Etiópia. A espécie pode atingir os 6 metros, com uma copa de diametro entre 8 a 10 metros. Esta acacia floresce na estação seca com distintivas flores rosas. . Mats Thulin baptizou esta nova espécie com o nome de Acacia fumosa.


Um exemplar de 'Acacia fumosa' no seu habitat natural. Foto de Mats Thulin (Science)

Acacia fumosa foi descoberta em Maio de 2006. O seu estudo foi publicado recentemente na revista Science. As características que a diferenciam das demais espécies do mesmo género são a sua casca lisa e claro as suas flores de cor rosa.
Os investigadores observaram que esta espécie predomina numa zona de pelo menos 8.000 quilómetros quadrados, quase a superfície da ilha de Creta, pelo que calculam que podem existir milhões de árvores.
Cerca de 2.350 espécies de plantas são descobertas por ano, das quais 300 são encontradas em África. Esta é sem dúvida uma descoberta muito importante. Não é frequente encontrar-se uma nova espécie tão abundante, já que a maior parte dos exemplares descobertos recentemente situam-se em pequenas zonas localizadas ou então disseminadas.
Na era do Google Earth e do GPS subsistem ainda muitas maravilhas da natureza por identificar e novas espécies por descrever. Há coisas fantásticas, não há?
Fonte da notícia: Elmundo.es

domingo, 12 de outubro de 2008

Descoberta de centenas de novas espécies para a ciência



Centenas de novas espécies descobertas no mar da Austrália

Nova espécie de caranguejo Trichopeltarion encontrado nas águas profundas australianas. (Foto: AFP/CSIRO)

Cientistas australianos anunciaram a descoberta de 274 espécies novas nas águas australianas. em duas reservas a Sul da Ilha de Tasmânia, a profundidades que alcançam 2.000 metros, os animais recém descobertos são na sua maioria invertebrados bentónicos, que vivem nos fundos marinhos.
A falta de luz nestes habitats profundos é responsável pela cor albina de alguns espécimes, como a nova espécie de caranguejo Tricholpeltarion.
Cientistas de todo o mundo trabalharam na identificação e catalogação das espécies.
Entre os novos espécimes descobertos “em duas das 14 reservas que formam a rede marinha do Sudoeste da Austrália”, os biólogos identificaram moluscos, estrelas-do-mar, peixes, caranguejos, esponjas, “jamais vistas em Austrália”.

O que mais surpreendeu os biólogos foi a abundância de moluscos; facto totalmente surpreendente e que requere, segundo eles reescrever a história deste tipo de fauna.

Os especialistas da Organização Australiana de Investigação Cientifica e Industrial (CSIRO) encontraram ainda 80 montanhas marinhas, algumas com mais de 500 metros de altura e 25 quilómetros de largura, e 145 canhões submarinos (cavados nas margens continentais) até agora nunca representados em mapas, bem como corais de dois metros de altura com 2.000 anos de idade.

As descobertas foram realizadas a 100 milhas náuticas ao sul da Tasmânia durante duas viagens, em Novembro de 2006 e Abril de 2007, e graças ao uso de novas tecnologias, vídeo, sonar e amostras do fundo marinho.

O ministro do Ambiente australiano, Peter Garrett, congratulou-se com a descoberta, considerando tratar-se “de um dia impressionante para a ciência australiana”.

Fonte da notícia: elmundo.es Ciencia y Ecologia

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Descoberta nova espécie de pirilampo em Portugal


O Parque Biológico de Gaia anunciou ontem a descoberta de uma espécie de pirilampo nova em Portugal, que até agora era apenas conhecida em Espanha e França.

A identificação desta espécie - Lamprohiza mulsanti Kieserwetter - foi feita a partir de "exemplares colhidos por um grupo de entomólogos no Parque Biológico de Gaia e noutras localidades do Norte de Portugal", refere o parque.
Esta espécie foi primeiramente classificada em 1850, por Ernest August Hellmuth von Kiesenwetter, um entomologista alemão cujas colecções encontram-se no Museu de História natural de Munique e no Staatliches Museum fur Tierkunde, em Dresden.

LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.