Mostrar mensagens com a etiqueta tecidos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tecidos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"Tecidos Inteligentes"- Spray inovador permite criar peças de roupa laváveis e originais

Para ter um vestuário variado, em lugar de um monte e blusas, vestidos e calças, a partir de agora basta meia dúzia de latinhas de spray. É o fim dos problemas com espaço no guarda-roupa.

Manel Torres, um estilista espanhol a residir em Londres há mais de dez anos, criou um tecido que se aplica através de um spray e que, segundo o seu criador, "vai revolucionar o conceito de vestuário".
Quando fez 14 anos, Torres chegou à capital britânica para fazer um curso de moda, começou por sentir necessidade de criar um novo tecido que lhe permitisse "transmitir algo diferente" com as suas criações.

Foi então que começaram as primeiras investigações no seu laboratório para desenvolver um tecido que pudesse ser aplicado em spray, com a particularidade de poder ser moldado ao gosto de cada um.

O uso do spray é muito simples: basta aplicá-lo sobre a pele a nu, de maneira a que as fibras se unam e e formem um tecido com o modelo desejado e cuja espessura depende da quantidade de produto utilizada.

Vantagens deste novo tecido:

A roupa pode ficar bem justa ao corpo ou ir-se separando de modo a ficar mais solta.

Pode escolher a espessura do seu modelo e pode lavá-lo a seguir.
Os sprays podem ter fibras de tecidos naturais, como a lã o algodão ou a seda ou sintéticos como o naylon, as cores também variam , assim como as utilizações que se podem dar a esta inovação. O spray pode ser usado em automóveis para decoração de interiores, como um produto de limpeza para criar condições de assepsia, para não mencionar as aplicações no mundo da moda (fazer grafittis sobre tela, modificar texturas, criar designes de todas as peças de vestuário) . Este sistema irá permitir a criação de "têxteis inteligentes" com partículas activas que incluem perfumes ou medicamentos, com aplicação em curativos médicos .

E "é barato", comentou Torres, que está "ansioso" para ver como a indústria acolhe o produto e que aplicações lhe podem ser dadas no dia-a-dia.

Na próxima segunda-feira, Torres apresenta o produto com um desfile no Imperial College de Londres, que, segundo ele, "vai abrir outro caminho, outra maneira de criar tecidos e de vestuário".

Para Torres, melhorar a resistência do material é uma das tarefas pendentes desta invenção que conseguiu passar directamente do laboratório para a passerelle.




noticia lida em elmundo.es

sábado, 8 de agosto de 2009

Bio-engenharia de tecidos cria dentes em ratos de laboratório

Dentição de leite, dentição definitiva e dentição de…laboratório. É bem possível que chegue o dia em que iremos a uma consulta para que nos façam um pequeno implante de células na mandíbula e ao fim de umas semanas , teremos ganho um dente perfeitamente funcional. De momento, os primeiros premiados com estes dentes fabricados por cientistas japoneses são os nossos amigos ratos de laboratório.


Imagem de um dos ratos da experiência, com o dente fabricado em verde fluorescente. (Foto: Takashi Tsuji)

Investigadores japoneses conseguiram fazer crescer dentes de substituição em mandíbulas de ratinhos usando uma técnica que poderá levar ao desenvolvimento de órgãos completos em organismos. Já existia tecnologia capaz de desenvolver alguns tecidos em laboratório que depois podiam ser transplantados em animais. Mas o que a equipa de Etsuko Ikeda, da Universidade de Ciências de Tóquio, agora explora são meios para fazer crescer órgãos no próprio organismo.

Os resultados desta investigação aparecem publicados no último número de "Proceedings of the National Academy of Sciences". Os autores do Instituto de Investigação para a Ciência e tecnologia da Universidad de Ciencias de Tóquio, descrevem a criação de um germe dental (pequena massa de tecidos a partir da qual se forma um dente) através da técnica de bio-engenharia e o seu desenvolvimento satisfatório após o implante no osso alveolar do roedor.


A equipa dirigida por Takashi Tsuji, especialista em Biología Celular foi muito além do simples fabrico da peça dental (em 2007),foi capaz de implantar o tecido germinal no maxilar do ratinho de modo a que este se desenvolvesse do mesmo modo que um dente normal.

Segundo o estudo, esses germes cresceram normalmente dando origem a dentes perfeitamente funcionais, com dureza comparável à dos naturais e fibras nervosas capazes de responder a estímulos de dor. Seguindo a expressão genética com uma proteína fluorescente inserida no germe transplantado, os investigadores comprovaram que os genes activados no desenvolvimento dos dentes estavam também activos durante o crescimento dos dentes de substituição.

A técnica usada poderá levar ao desenvolvimento de órgãos de substituição e permitir fazer crescer órgãos funcionais completos dentro de organismos a partir de células estaminais ou outras células germinais. “Propomos esta tecnologia para modelo de futuras terapias de substituição de órgãos”, escreveram os investigadores do estudo.

A técnica está longe de poder aplicar-se nas pessoas. O problema fundamental reside em encontrar as células para fabricar os germes, já que as progenitoras embrionárias dos dentes humanos não estão identificadas.” No futuro, as células mães adultas dos pacientes serão analisadas para determinar se se podem usar. Outros candidatos incluem as células mãe embrionárias e as iPS (células reprogramadas), assinala Tsuji.

Artigo: Etsuko Ikeda, Ritsuko Morita, Kazuhisa Nakao, Kentaro Ishida, Takashi Nakamura, Teruko Takano-Yamamoto, Miho Ogawa, Mitsumasa Mizuno, Shohei Kasugai e Takashi Tsuji Fully functional bioengineered tooth replacement as an organ replacement therapyPNAS 2009 : 0902944106v1-pnas.0902944106.
Link:
Notícia lida em cienciahoje.pt e também em