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terça-feira, 1 de julho de 2008

SOS TIGRES. OIÇAM AS NOSSAS GARGANTAS




O tigre é um animal selvagem que todos conhecemos e é o felídeo maior do mundo. É capaz de atingir 300Kg de peso no entanto a actividade humana está acabando com a sua espécie. Actualmente já só restam entre 3.000 a 4.000 tigres no estado selvagem em todo o mundo. Estes animais estão à beira de extinção. Se a caça continuar, este belo animal desaparecerá em 15 a 20 anos.

A caça furtiva, a destruição do seu habitat natural e a diminuição das suas presas naturais levada a cabo pelo homem são as principais causas da ameaça à sobrevivência destes grandes felídeos.A situação é preocupante e, em alguns casos, resultou já na extinção de três das oito sub-espécies de tigre. Já desapareceram o Tigre de Bali (anos 40), o Tigre do Mar Cáspio (anos 70) e o Tigre de Java (anos 80). Outras espécies existentes no sul da China podem vir a desaparecer.
Ao problema do comércio de peles de tigre acresce a componente mística e cultural deste animal. Não só as peles são cobiçadas, como também alguns ossos que, segundo a cultura chinesa, por exemplo, têm propriedades afrodisíacas e curativas.
Para Belinda Wright, a questão "trágica" da batalha pelos tigres é o fato de os animais valerem mais mortos do que vivos. Além da alta cotação da pele, quase todas as partes do animal são aproveitadas pela medicina tradicional chinesa.
Traficantes ligados ao rico mercado do tigre: vendem os seus ossos (famosos na medicina chinesa), a sua pele, a carne, os olhos e até o seu pénis. Os curandeiros chineses acreditam que o pó de seus ossos cura o reumatismo e garante longevidade, pilulas feitas a partir dos olhos acabam com as convulsões, o pênis traz virilidade. Um osso pode chegar a valer 65 euros, enquanto as peles de tigre são vendidas no Tibet e na Rússia por mais de 60.000 euros
Os tigres sempre exerceram fascínio sobre os homens: os registros remontam até 6000 anos atrás, onde desenhos de tigres foram encontrados próximo do rio Amur na Russia. Segundo os arqueólogos, os habitantes da região os reverenciavam como seus ancestrais e como Deuses. Na mitologia hindu o tigre é o veículo da Deusa Durga; na China do Patriárca Chang Tao-ling. Homens e tigres coexistiram por milhares de anos. Até quando?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Por que se extinguem as espécies?


Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), 39% das extinções se devem à introdução de espécies, 36% à destruição do habitat e 23% à caça e exterminação premeditada.
Além destas causas o comercio fraudulento de animais e plantas protegidos é uma das causas mais importantes da perda de biodiversidade no mundo. Estes factos conduzem a una situação dramática que provoca que 700 espécies de fauna e flora estejam a ponto de extinguir-se e que 2.300 espécies animais e 24.000 plantas se encontrem ameaçadas



Segundo o World Wildlife Fund (WWF), esta prática é considerada o terceiro negócio ilegal mais rentável (economicamente falando) do mundo (depois da venda de armas e de drogas). Calcula-se que anualmente movimenta cerca de 160.000 milhões de euros. Por outro lado as sanções são irrisórias e isso provoca que seja mais rentável paga-las do que abandonar o negócio.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Veado vermelho em risco de extinção na Índia


Veado-de-Hangul conta com 160 indivíduos
Índia: subespécie do veado vermelho em risco de extinção
12.05.2008 - 16h14 Reuters
As armações do veado são vendidas a preços elevados no mercado negro

Uma subespécie do veado vermelho só tem 160 indivíduos. A última contagem feita pelas autoridades da Índia confirma que a população da região de Caxemira, no Norte da Índia, continua a diminuir. O estudo foi feito em Março pelo departamento de vida selvagem de Caxemira e pelo Instituto de vida selvagem da Índia.

O relatório preliminar diz que o veado-de-Hangul, Cervus elaphus hanglu “é uma espécie em risco crítico de extinção”. E acrescenta que tem havido “um declínio regular da população entre 2004 e 2008”.

O veado vive no Parque Nacional de Dachigam, uma zona selvagem que fica acima dos 1700 metros de altitude. Esta subespécie está na lista vermelha do IUCN, União Internacional para a Conservação da Natureza. No final dos anos oitenta existiam cerca de 900 veados-de-Hangul. A caça, a desfragmentação do habitat e a guerra separatista que há 17 anos domina a região são as principais causas da constante diminuição do número de indivíduos. “A caça ao veado de hangul continuou mesmo durante a guerra, quando os animais descem até à planície no Inverno”, explica Shameem Ahmad, que vive perto do santuário de Dachigam.

Existe um plano de reprodução em cativeiro e a Índia vai lançar o Plano de Conservação do Hangul para preservar o única população de veado vermelho que existe na Ásia.


Artigo retirado de PÚBLICO.PT em 12-05-08