sábado, 29 de maio de 2010

Caracóis fornecem pistas sobre toxidependência

Drogas: Caracóis fornecem pistas sobre a toxicodependência Os caracóis são excelentes "modelos" nos estudos de aprendizagem e memória
Cientistas americanos observaram que caracóis expostos a metanfetamina formavam memórias que persistiam por mais de 24 horas, ao contrário do que acontecia com os caracóis do grupo controlo, o que comprova que certas drogas promovem a formação de memórias persistentes que podem estar na origem da reincidência no seu consumo.
De acordo com a pesquisa, publicada no Journal of Experimental Biology, a metanfetamina é um psicoestimulante que "seduz as vítimas aumentando a auto-estima e o prazer sexual e induz a um estado de euforia". Uma vez "agarrado", é muito difícil ao toxicodependente romper o hábito", disse Barbara Sorg, da Universidade do Estado de Washington, cientista que dirigiu o estudo.
O consumo de pelo menos algumas drogas conduz à formação de memórias persistentes – ao tomar drogas num dado ambiente forma-se uma associação entre esse comportamento e as características do meio envolvente de tal modo que o regresso a esse meio pode causar a reincidência.

Para compreender o mecanismo por detrás deste processo cientistas da Universidade da Universidade Estatal de Washington recorreram a uma espécie de caracol aquático que utilizaram como modelo, o humilde molusco Lynmaea sgtagnalis.
A experiência consistiu em analisar os efeitos da metanfetamina nos caracóis, comparando a conduta dos animais drogados e não drogados numa tarefa tão simples como a respiração. Os caracóis costumam ser usados para o estudo da memória e aprendizagem porque têm um sistema nervoso central relativamente simples, com neurônios facilmente identificáveis. "Normalmente vivem em águas paradas e respiram através da pele", disse a cientista. "Mas quando os níveis de oxigênio diminuem na água, os caracóis vão para a superfície e abrem um tubo de respiração.
"Os investigadores treinaram os caracóis para que não fossem à superfície picando o seu tubo respiratório com uma pequena vara. Eles não gostavam disso, portanto aprenderam, com o método de tentativa e erro, a não sair da água, e assim formaram uma memória", explicou Sorg. Os cientistas descobriram que se expusessem os caracóis a uma baixa concentração de metanfetamina antes da tarefa de respiração, eles ficavam mais "preparados" para formar uma memória mais persistente da tarefa. Verificou-se que os caracóis não drogados esqueceram a tarefa 24 horas depois do treinamento, mas os drogados com metanfetamina mantiveram a recordação durante mais tempo.
Os resultados revelam que os animais que assimilaram a droga tinham tendência a repetir o comportamento que exibiam quando estavam sob o efeito da substância, mesmo após 24 horas, quando esta já não estava presente no seu organismo, comprovando que a exposição à metanfetamina causa a formação de memórias de longa-duração.

O próximo passo da investigação é determinar o que exactamente se alterou nas células cerebrais individualmente por acção da metanfetamina de forma a criar memórias tão difíceis de esquecer. O objectivo é, a longo-prazo, desenvolver métodos de actuar sobre essas memórias de forma a apagá-las.
O trabalho, dizem os cientistas, pode ser importante em futuros tratamentos, baseados na memória, para combater a dependência a drogas ou outros transtornos como o stress pós-traumático. O objetivo eventualmente poderia ser atacar memórias específicas, ou patológicas, para que o paciente possa esquecê-las ou diminuí-las. "Se soubermos como se formam essas memórias e como podem ser esquecidas, e se pudermos entender como é o processo que provoca o esquecimento em uma célula individual, poderemos transferir esses conhecimentos para animais superiores, incluindo os seres humanos", disse Sorg.

Fonte: news.bbc.co.uk

domingo, 23 de maio de 2010

"Pinóquio" encontrado a passear nas montanhas Foja

Expedição à ilha Nova Guiné descobre rã "Pinóquio" e outras novas espécies


rã "pinóquio"

O marsupial mais pequeno do Mundo


Pombo Imperial


Montanhas Foja

Uma expedição científica às remotas montanhas Foja, na ilha Nova Guiné, descobriu dezenas de novas espécies de mamíferos, répteis, anfíbios, insectos e aves, incluindo uma rã “Pinóquio”, revelaram a National Geographic Society e a Conservation International. Este sapo das árvores está entre as novas espécies encontradas em Foja

As espécies foram descobertas por uma equipa internacional que participava, no final de 2008, no projecto Rapid Assessment Program (RAP) da Conservation International. Durante cerca de três semanas, enfrentando chuvas torrenciais e enxurradas, os biólogos avaliaram o valor daquelas regiões montanhosas remotas, desde a povoação Kwerba, no sopé da montanha, até uma altitude de 2200 metros.

Entre as novas espécies encontradas está uma rã das árvores com um “nariz” pontiagudo (Litoria sp. nov.). A protuberância deste anfíbio inclina-se para cima quando o macho está mais activo, uma particularidade que os cientistas dizem estar interessados em estudar. “Esta foi uma feliz descoberta acidental, quando o herpetólogo Paul Oliver encontrou um destes animais em cima de um saco de arroz no acampamento”, explica a Conservation International em comunicado.

Outras descobertas incluem um novo morcego (Syconycteris sp. nov), que se alimenta de néctar das florestas tropicais, um pequeno rato das árvores (Pogonomy sp. nov.), uma borboleta branca e preta (Ideopsis fojana) e um arbusto (Ardisia hymenandroides).

Os cientistas encontraram também um pequeno canguru (Dorcopsulus sp. nov.) e captaram as primeiras imagens de um outro marsupial extremamente raro (Dendrolagus pulcherrimus), criticamente ameaçado pela caça em outras regiões da Nova Guiné.

“Talvez a maior surpresa da expedição tenha surgido quando o ornitólogo Neville Kemp avistou um casal de pombos imperiais (Ducula sp. nov.)”, acrescenta a organização. Os biólogos acreditam que as aves façam parte de uma população com muito poucos indivíduos.

“Numa altura em que animais e plantas desaparecem por todo o planeta a um ritmo nunca visto nos últimos milhões de anos, a descoberta destas formas de vida absolutamente incríveis é, claramente, uma notícia positiva”, comentou Bruce Beehler, investigador da Conservation International que participou na expedição às montanhas Foja. “Lugares como este representam um futuro saudável para todos nós e mostra que ainda não é demasiado tarde para travar a actual crise de extinção de espécies”, acrescentou.
A Conservation International espera agora que estas informações encorajem o Governo da Indonésia a proteger a região, a longo prazo. Hoje está classificada como santuário para a vida selvagem.

Notícia lida em publico.pt
Imagens retiradas daqui

sábado, 22 de maio de 2010

Dia Mundial da Biodiversidade


HOJE, 22 de maio, é o Dia Internacional da Biodiversidade no Ano Internacional da Biodiversidade! Uma ocasião duplamente oportuna para refletir e cuidar do planeta.

No âmbito das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade 2010, a Comissão Europeia iniciou uma campanha sobre a Biodiversidade, disponível na internet em 23 línguas, no seguinte endereço
Vê o filme. PENSA na MENSAGEM E AGE.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mosquinha do vinagre diz-nos como o cérebro decide o que comer.

Mosquinhas do vinagre com a barriga azul, depois de terem ingerido comida rica em proteína (DR)
A escolha dos alimentos indicados para uma alimentação equilibrada é uma preocupação comum a todos os seres vivos – e não só ao Homem.

Mas que alimentos escolher?

Num estudo publicado agora na prestigiada revista científica «Current Biology» (*), Carlos Ribeiro (Investigador Principal no Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud, no Instituto Gulbenkian de Ciência) e Barry J. Dickson (Investigador no Research Institute of Molecular Pathology, Viena, Áustria) identificam pela primeira vez genes e circuitos cerebrais envolvidos neste processo de decisão. O estudo efectuado em Drosophila melanogaster, mosca do vinagre, abre portas para que se compreenda também como outros organismos escolhem as suas fontes de alimento, desde os mosquitos portadores do parasita da malária aos Humanos.

Como é que o cérebro decide qual o tipo de alimento que vai comer? Carlos Ribeiro, um cientista suíço filho de pai português, procurou e encontrou uma resposta nas moscas do vinagre: passou semanas de roda delas, em experiências, até que identificou moléculas envolvidas no processo de decisão sobre a comida ...nos neurónios.
Para descobrir como é que as moscas decidiam o que iam comer, Carlos Ribeiro e Barry Dickson , engendraram uma experiência intelegente, com comida e corantes para as cobaias.

Tingiram com um corante azul a comida enriquecida com proteínas, o que em alimento de moscas significa ter leveduras. A comida sem leveduras foi corada de encarnado. Pela observação da cor das barrigas das moscas, sabiam o que elas tinham comido.
O que mostraram as observações: quando as moscas já tinham a sua dose de proteínas, não aceitavam mais. “Mas se as privarmos de proteínas durante um período (experiência efectuada), acabam por escolher a comida com proteínas”, afirmou Carlos Ribeiro. “E as fêmeas que já acasalaram são mais rápidas a mudar de dieta do que fêmeas virgens.”
Como é que as moscas, em todas as situações, sabem quantas proteínas estavam na dieta ingerida antes? “Sabem porque há um receptor [uma molécula] no cérebro que detecta quantas proteínas estão no corpo.”
E, no caso de uma mosca grávida, existe outro receptor que detecta a presença de uma molécula do esperma dos machos, que diz ao cérebro que ela está grávida e a faz preferir comida com proteínas.
Embora obtidos na famosa mosca do vinagre, um dos organismos favoritos dos cientistas para as experiências, os resultados podem ajudar a compreender como outros seres vivos escolhem os seus alimentos. Mas ainda não se sabe se as mesmas moléculas envolvidas nas escolhas alimentares das moscas estão em acção nos seres humanos. Sabe-se apenas que, nos ratinhos, o mesmo receptor para a detecção de proteínas no organismo controla a quantidade de comida ingerida: “Mas não sabemos se também controla as escolhas.”



“Se pudermos compreender como o sensor actua no cérebro da Drosophila para controlar a vontade de ingerir comida rica em proteínas, talvez se posso modificar também a vontade dos mosquitos fêmeas de ingerir sangue, e, desta forma, interferir com a transferência do parasita da malária entre hospedeiros”.

Para os humanos, este estudo pode vir a revelar-se muito importante para compreender e resolver as inúmeras desordens alimentares e assim melhorar a qualidade de vida do homem.


Este estudo foi financiado pela European Molecular Biology Organisation (EMBO),
National Science Foundation, Fundação Champalimaud e Boehringer Ingelheim GmbH.

Fonte da notícia: http://www.physorg.com/news192973633.html
e Público

terça-feira, 18 de maio de 2010

Protótipo do SKA- Maior radiotelescópio vai ser testado em planicie alentejana



Depois de receber a instalação da maior central fotovoltaica do mundo, o concelho de Moura foi escolhido para testar tecnologia de ponta que vai integrar o maior radiotelescópio do mundo, o SKA (Square Kilometre Array), 50 vezes mais preciso do que os actuais instrumentos de observação astronómica.

O SKA tem capacidade para revelar o nascimento das primeiras galáxias, detectar colisões entre buracos negros e, graças à sua elevada resolução, pode recolher provas do processo de formação de planetas noutros sistemas solares. A sua potência é tal que lhe permitirá captar o equivalente a um sinal de um transmissor de televisão proveniente de um planeta em órbita de uma estrela próxima do Sol. Esta sensibilidade e resolução tornarão também possível fazer a cartografia das proto-estruturas que deram origem às primeiras estrelas no Universo.

O gigantesco radiotelescópio irá ocupar uma área de três mil quilómetros quadrados numa região do hemisfério Sul, ainda em fase de apreciação: África do Sul, Austrália ou Nova Zelândia. Visto do ar, vai parecer-se com uma gigantesca estrela do mar.

São vários os factores que levaram a jovem equipa de cientistas portugueses, ingleses e holandeses a optar pela Herdade da Contenda: disponibilidade de área, espectro radioeléctrico limpo, custos do desenvolvimento das infra-estruturas bastante atractivos e excelentes condições iono e troposféricas. A região alentejana beneficia ainda de grande período de exposição solar e maior número de meses com elevada temperatura ambiente.

O local escolhido para testar módulos do radiotelescópio fica mesmo junto à fronteira, e do outro lado há um parque natural, "um sítio sossegado e calmo, adequado às experiências", comenta Domingos Barbosa, da Universidade de Aveiro, elo do projecto SKA em Portugal. A partir de Setembro decorrerão na Contenda os primeiros ensaios de funcionamento de uma unidade do sistema Embrace (Electronic Multibean Radio Astronomy Concept), que integra o núcleo do gigantesco radiotelescópio. A empresa municipal Lógica - Sociedade Gestora do Parque Tecnológico de Moura participa nos ensaios do equipamento e testes climatológicos.

O investimento total para a construção do maior radiotelescópio do mundo é de 1,5 mil milhões de euros. "É muito dinheiro, mas é um preço normal de um satélite de comunicação", realça Domingos Barbosa, frisando que Portugal receberá mais-valias no montante de 12 milhões de euros pela participação no projecto.

O docente da Universidade de Aveiro augura um bom futuro para Moura como "plataforma para o desenvolvimento da radioastronomia", assinalando as vantagens de que Portugal já dispõe "na formação em radioastronomia e astronomia" e que trará ao Alentejo um vasto leque de cientistas que não deixarão de projectar no exterior a participação portuguesa no SKA.

Na Europa do Centro e do Norte não se consegue testar antenas em condições dada a enorme densidade de aparelhos de GPS, televisores e outros instrumentos de telecomunicações. Em Moura, o espectro rádio é suficientemente limpo, "para ter acesso a bandas livres que nos permitem identificar pedaços da história do Universo", vaticina Domingos Barbosa.


O SKA vai permitir observar e cartografar as primeiras estrelas e galáxias, mapear fenómenos violentos no universo, como buracos negros, detetar riscas de moléculas precursoras de vida em sistemas planetários distantes e vida inteligente no universo.

A construção do SKA deverá começar em 2014, as primeiras observações estão previstas para 2017 e o radiotelescópio poderá começar a funcionar em pleno até 2022.

O SKA irá ocupar 3000 quilómetros, terá 2500 antenas parabólicas e 250 estações e poderá cobrir uma "ampla gama de frequências" entre os 30 megahertz e os 20 gigahertzs.
Notícia e imagem em publico.pt

sábado, 15 de maio de 2010

SOS...as lagartixas ESTÃO A DESAPARECER...


Exemplar de Sceloporus bicanthalis incluido no estudo
Para que servem as lagartixas é algo que teremos que começar a perguntar-nos pois dentro de pouco tempo já não existirão. É um sinal de alarme de que alguma coisa não está bem com os ecossistemas.
Os cientistas descobriram que lagartos e lagartixas estão a desaparecer em todas as regiões do planeta, inclusive aquelas que não têm registado alterações de qualquer tipo e onde, em teoria, não deveriam existir motivos para que se verificasse um desaparecimento tão rápido e drástico destas espécies.
A revista Science publica o resultado de uma investigação levada a cabo por 26 cientistas de 12 países que constataram a situação pela qual estes répteis estão a passar. Dado que não são capazes por si mesmos de regular a sua temperatura corporal, como fazem os mamíferos, dependem inteiramente da temperatura ambiente para receber calor, pelo que se tornam extremamente sensíveis às variações desta, encontrando-se expostos às alterações que têm afectado o clima global da terra.


"Muitas das espécies estão à beira da extinção. Suspeita-se que muitos dos lagartos já se extinguiram nos trópicos, apesar de não se saber quantas espécies terão já desaparecido" como referiu Barry Sinervo, autor principal do estudo, e investigador na Universidade de California em Santa Cruz (EEUU) e do Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS, siglas em françês).
Segundo o estudo o panorama é sombrio, prevê-se que para 2050 "não haverá esperança para os lagartos.Os investigadores estimam que 20 por cento das espécies de lagartos estejam extintas em 2080, caso a situação do aquecimento global não seja revertida..


Notícia lida e foto em


terça-feira, 11 de maio de 2010

UMA PATA NA ÁGUA OUTRA NA TERRA

EXPOSIÇÂO ANFÍBIOS

Os anfíbios constituem o grupo de vertebrados mais ameaçado a nível mundial. Em Portugal, são animais pouco conhecidos pela população, estando frequentemente associados a mitos e crenças populares responsáveis pela sua aversão generalizada.
Integrada nas comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade, esta exposição pretende alertar para os perigos deste grupo e mudar a imagem destes animais de forma lúdica e interactiva.
Esta exposição constitui, o primeiro evento do plano de recuperação e remodelação da casa Andresen em pólo de excelência de divulgação da Biodiversidade.
A exposição pode ser visitada (ainda) até 15 de Maio na Casa Andresen, Jardim Botânico do Porto, todos os dias das 10h00 às 18h00. A organização é do CIBIO-UP.

"Nesta exposição, podes encontrar as rãs, salamandras, sapos e tritões de Portugal em diferentes aquaterrários que recriam os seus habitats naturais. As características mais espantosas destes animais ameaçados são exploradas de forma lúdica e interactiva e a participação de alguns dos melhores fotógrafos da natureza portugueses permitirá observar a sua beleza e a diversidade espantosa de cores, formas e comportamentos", explicam os organizadores.


A partir de dia 22 de Maio, «Uma pata na água outra na terra» junta-se às Comemorações do Dia Internacional da Biodiversidade, que o Ciência Hoje assinala no Palácio Sotto Mayor, na Figueira da Foz, onde vai ficar aberta ao público durante três semanas.




Podes ler mais em: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=41379&op=all

sábado, 8 de maio de 2010

QPEIXE? Vamos á procura dele!


QPEIXE -Iniciativa que visa conhecer melhor a fauna marinha de Portugal

O QPEIXE TROCADO POR MIÚDOS
O quê? Quando? Onde? Quem? Porquê? E como?

O QPeixe é um novo jogo onde os portugueses que gostam do mar fazem equipa com os biólogos marinhos. A partir de 15 de Maio de 2010, em toda a costa de Portugal, mergulhadores, apneístas, pescadores submarinos e desportivos estão convidados a participar nesta iniciativa. O objectivo é conhecer mais acerca da fauna marinha de Portugal Continental. O QPeixe é um novo desafio para todos os que gostam do mar. Basta aprender a identificar algumas espécies marinhas e comunicar aos cientistas onde as encontrou!
Peixes como os meros, os cavalos-marinhos e invertebrados como a anémona-nocturna são algumas das espécies para conhecer. Visite http://www.qpeixe.com/ para saber mais sobre estes animais marinhos e entrar no jogo que já começou!

As alterações climáticas, a exploração dos recursos marinhos e os processos ecológicos fazem com que a área onde existe cada espécie se altere ao longo do tempo. Para compreender melhor estas mudanças, o QPeixe visa recolher informação, durante 3 anos, sobre a presença de algumas espécies de peixes e invertebrados ao longo da nossa costa.

Cientistas querem conhecer Mar Português
O Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve criou o QPeixe para saber mais acerca de espécies ameaçadas ou de distribuição geográfica pouco conhecida.
Segundo Jorge Gonçalves, do CFRG do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve e promotor da iniciativa, “é um projecto baseado na boa vontade do trabalho voluntário e a comunidade de mergulho nacional é bastante dinâmica e sensível à causa ecológica, pelo que as expectativas são elevadas”.
Pretende-se essencialmente descobrir “a distribuição geográfica de organismos raros ou ameaçados, ou cuja presença entre nós não tenha sido registada, através de uma actividade de mergulho recreativa, um pouco por toda a costa”, continuou.
Cavalos-marinhos são uma das espécies a identificar
Após um processo de validação, os novos mapas de distribuição das espécies serão redefinidos, como o mero ou o coral-laranja e assim lançar bases para estudos mais aprofundados sobre a tendência evolutiva das suas populações e da qualidade dos seus habitats.

O benefício da biodiversidade

“O cidadão comum beneficia directamente da biodiversidade marinha na medida em que consome pescado, utiliza cosméticos com bases marinhas, tem aquários com organismos marinhos ou colecciona conchas de gastrópodes. Indirectamente, mas não menos importante, também beneficia do facto de que a biodiversidade marinha está na base de muitos medicamentos que o aliviam ou curam determinadas doenças, tendo potencialidades para ajudar em muitas mais. Para além disso, a biodiversidade marinha é a maior fonte de vida do planeta sendo fundamental para o equilíbrio do ecossistema terrestre no seu todo”, acrescentou.

Jorge Gonçalves ressalvou ainda que “o conhecimento do nosso património natural é essencial para a sua conservação, pois só preservamos aquilo de que gostamos ou precisamos e para isso é necessário ter conhecimento de causa”.
Para participar, visite o webside do projecto em http://www.qpeixe.com/ e aprenda a identificar as espécies marinhas que mais interessam aos cientistas. Depois, quando encontrar alguma destas espécies, basta assinalar no mapa do website as espécies e o local de observação. Vamos aceitar este desafio e conhecer o mar português!

domingo, 25 de abril de 2010

NASA Lança Livro de Aniversário dos 20 Anos do Hubble


Hubble captou imagens nunca antes vistas do cosmos (Crédito: NASA/ESA)
A Nasa deu um passo monumental com o lançamento do Telescópio Espacial Hubble, em abril de 1990. Desde então ele conquistou a mente e a imaginação de pessoas por todo o mundo. Para comemorar o 20 º aniversário deste feito científico, a NASA em parceria com a editora Abrams lança: “Hubble: A Journey Through Space and Time”, uma coleção dinâmica e única de imagens do Hubble.

Esse livro mostra o olhar profundo deste telescópio, único e inovador. A obra oferece uma viagem ao observatório, que revolucionou a astronomia e a fotografia. O livro destaca o legado visual espetacular do Hubble para a humanidade, com imagens deslumbrantes, que inclui as vinte mais importantes descobertas científicas do Hubble, até agora. Com imagens clássicas, todas selecionados por astrônomos da NASA, que mostram estrelas nascendo e morrendo, mudança e colisão de galáxias de um universo jovem no auge da criação.

“Este livro representa uma amostra dos 20 anos das descobertas do Hubble, que mudaram para sempre a visão do Universo, bem como o nosso lugar nele”, disse Ed Weiler, administrador associado e diretor da missão de ciência da NASA, em Washington, e autor do livro. O Hubble, através de suas descobertas, continuará a ter um impacto positivo no mundo por décadas. Muitas de suas maiores descobertas ainda está por vir.”

Complementando as impressionantes imagens, há comentários de cientistas notáveis e depoimentos de astronautas veteranos, que participaram de missões tripuladas da Nasa, para manutenção do Hubble.
Charles Bolden, hoje administrador da Nasa, pilotou o ônibus espacial que lançou o telescópio, fez o prefácio da obra. O resultado é uma história completa em primeira mão de um dos mais importantes instrumentos astronômicos da história .
Notícia lida em:
http://oexpressobandeirante.com/?p=2125
Para saberes mais sobre o Hubble e os seus 20 anos visita o site da NASA e também http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/hubble-20-anos/index.htm

sábado, 24 de abril de 2010

A Fantástica História do Hubble Desde a Sua Concepção

Hubble [Imagem: NASA/ESA]
Nome completo: Telescópio Espacial Hubble (Hubble Space Telescope). Idade: 20 anos. Actividade: fotografar o espaço enquanto dá voltas à Terra.

Para quem não conhece o seu portfolio, ficam algumas descobertas que nos foram transmitidas pelo telescópio mais famoso da História: a determinação da idade do Universo (treze mil milhões de anos); planetas extrasolares; os buracos negros; galáxias de diferentes tipos e formas...

Mais próximo do nosso planeta, o Hubble registou ainda acontecimentos únicos, como a colisão dos fragmentos do cometa Shoemaker-Levy contra o gigante Júpiter, em 1994. A lista de contributos para a Ciência continua. A Lei de Hubble, que estabeleceu que o Universo se encontra em expansão, só foi visualmente comprovada através deste autêntico observatório espacial.

No entanto, tinha começado mal. Primeiro, só foi lançado no dia 24 Abril de 1990, pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA), cinco anos depois do previsto, porque a tragédia do vaivém Challenger, na qual morreram sete astronautas, interrompeu o programa espacial norte-americano.

Depois, quando ficou finalmente em órbita, as suas primeiras fotografias estavam turvas e desfocadas. Descoberta a razão para a má qualidade das imagens -- defeitos de polimento no o espelho principal --, lá seguiram os astronautas Jeffrey Hoffmann e Story Musgrave em Dezembro de 1993 para o reparar.

Desde então, o Hubble conseguiu calar todas as vozes críticas, mostrando pormenores nunca vistos de estrelas, nebulosas, explosões de raios gama, galáxias vizinhas e longínquas, etc.

Ao todo, o Hubble observou mais de trinta mil objectos celestes e tirou meio milhão de fotografias. Nestes vinte anos, o telescópio (13 metros de altura por 4 de diâmetro, pesando 11 toneladas) recebeu a visita de cinco missões de reparação e actualização. Como por vezes fica com vista cansada, as câmaras têm de ser substituídas.

A última missão de serviço realizou-se no ano passado, e não haverá outra. O Hubble continuará a observar o espaço até deixar de funcionar. Quando isso acontecer, cairá no oceano. A NASA prevê que chegue aos 25 anos de vida.

O seu sucessor já tem nome: chama-se James Webb Space Telescope, baptizado em honra do segundo administrador da NASA, James Edwin Webb. http://aeiou.expresso.pt/parabens-hubble=f578390
Aqui ficam as datas...
1946
Lyman Spitzer lança o conceito de um telescópio espacial em seu artigo "Vantagens Astronómicas de um Observatório Extra-Terrestre".

1969
Coordenador por Spitzer, o Comitê Ad Hoc do Grande Telescópio Espacial pede formalmente à NASA o desenvolvimento de um telescópio orbital, num artigo chamado "Usos Científicos do Grande Telescópio Espacial."

1971
O recém formado grupo Gestão Científica do Grande Telescópio Espacial, da NASA, estuda a viabilidade de um telescópio orbital.

1977
O Congresso norte-americano aprova o financiamento para a construção do telescópio espacial. A NASA contrata a empresa Perkin-Elmer para fabricar os sistemas ópticos. A Lockheed vence a licitação para fabricar o corpo do telescópio.

1981
A empresa Perkin-Elmer termina a construção do espelho do telescópio espacial. Contudo, a empresa comete um erro, que só seria detectado após o lançamento do telescópio e que faz com que o espelho distorça as imagens.

1983
O telescópio espacial recebe oficialmente o nome de Hubble, em homenagem ao físico norte-americano Edwin P. Hubble.

1984
A empresa Perkin-Elmer termina a construção do sistema óptico do Telescópio Espacial Hubble - incluindo o defeito, ainda não detectado.

1985
A empresa Lockheed completa a montagem do Hubble.

1986
O lançamento do Telescópio Espacial Hubble é adiado devido ao acidente com o vaivém espacial Challenger.

1990 - 24 de Abril
O vaivém espacial Discovery coloca o Telescópio Espacial Hubble em órbita. Para decepção geral, as primeiras imagens saem totalmente distorcidas. Só então os cientistas descobrem que o espelho foi fabricado pela Perkin-Elmer com uma aberração esférica.

1993
Os astronautas do vaivém espacial Endeavour instalam lentes que corrigem o problema da aberração esférica. São instaladas as câmaras Wide Field e Planetary Câmera 2. Os computadores do Hubble são actualizados e os painéis solares são substituídos por novos.

1994
O Hubble fotografa a colisão dos destroços do cometa Shoemaker-Levy 9 contra a atmosfera de Júpiter, num dos feitos considerados entre os mais importantes da história da astronomia.

1997
Astronautas do ônibus espacial Discovery fazem a segunda manutenção do Hubble.

1998
As observações precisas da luminosidade de estrelas muito distantes confirmam que a expansão do universo está aumentando.

1999
Astronautas do Discovery substituem os seis giroscópios responsáveis por manter o alinhamento do Hubble.

2002
Astronautas do Columbia substituem os painéis solares do Hubble e instalam a Advanced Camera for Surveys.

2009
Astronautas do Atlantis realizam a última missão de manutenção do Hubble, trocando seus principais componentes e praticamente tornando-o um novo telescópio, ainda mais poderoso.

HUBBLE, o famoso telescópio espacial faz anos

Hubble: 20 anos a observar planetas fora do sistema solar
A observação e caracterização da atmosfera de planetas exteriores ao sistema solar, até então quase desconhecidos, foi um dos principais feitos do telescópio Hubble, lançado há 20 anos e que assinala hoje o seu aniversário.
A Nebulosa Carina, um dos maiores berçários de estrelas do Universo, e local de uma das fotos mais famosas do Hubble, chamada Pilares da Criação. [Imagem: NASA/ESA/M.Livio]

Para os norte-americanos, o feito mais marcante da era espacial talvez tenha sido a ida à Lua. Eles não estão longe de terem razão.

Mas naquele evento havia um quê de nacionalismo exacerbado, de uma época em que as guerras eram frias, embora os ânimos muito quentes.

Para o resto da humanidade, e mesmo talvez para muitos dos norte-americanos, contudo, o maior feito da era espacial até agora foi sem nenhuma dúvida o Telescópio Espacial Hubble.

Longe dos sonhos visionários da conquista espacial, o Hubble não levou astronautas à Lua ou a qualquer outro lugar. Ele fez mais do que isso. Ele trouxe até nós estrelas, galáxias, espectáculos celestiais que já se extinguiram há milhões de anos, como um registro que está gravado eternamente na luz que viaja pelo espaço.

E toda essa história, todas essas mensagens de um passado escrito no vácuo do Universo, por ondas que viajam sem precisar de naves, só pôde ser conhecida pelo homem graças aos instrumentos do Telescópio Espacial Hubble.

Já temos novos telescópios no espaço, mais poderosos, e logo teremos outros. Mas a história do Hubble também não poderá ser apagada. Sobretudo porque ela está registrada nas mentes e nos corações de toda uma geração, que aprendeu a deslumbrar-se com belezas que antes simplesmente não sabiam que existiam.

Ao longo de 20 anos de observações, foram 570.000 imagens de 30.000 objectos celestes. Não parece tanto se elas forem reduzidas aos 45 terabytes de dados que representam, algo como 5.800 DVDs, que caberiam numa caixa nem tão grande.

Mas cada imagem, além de deslumbrante, para a qual se pode olhar sem se cansar, representa um universo por si só - a maioria delas ainda continua sendo estudada pelos astrónomos. Só com base nas observações do Hubble, os cientistas geraram mais de 8.700 artigos científicos. E são quase mil novos artigos escritos a cada ano.

Essas pesquisas mudaram quase tudo o que se sabia de astronomia, um campo que claramente se divide entre antes e depois do Hubble. A idade do Universo, o crescimento das galáxias, buracos negros gigantes, energia escura, expansão acelerada do Universo - tudo isso passou pelos olhos do Hubble.

É por isso que o público aprendeu a amá-lo. E a amar a ciência que o Hubble representa. E não se trata de idolatrar um objecto. Ao contrário, trata-se de amar a própria criatividadee coragem humanas, de imaginar e realizar uma máquina tão grandiosa, que, lançada aos céus, para onde sempre olhamos com êxtase, traz o céu até nós.

Parabéns, Hubble, e muitos anos de vida.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O sol como nunca há sido visto antes


Estamos vendo o Sol. Esta bola flamejante e esverdeada é o nosso Sol, visto pelo Observatório da Dinâmica Solar da NASA, que enviou para a Terra as primeiras imagens de alta definição da nossa estrela, vista como nunca se viu, graças a uma nova sonda espacial. A NASA divulgou imagens que mostram detalhes, até hoje nunca vistos, da actividade que se registra na sua superfície. No Sol produzem-se reacções de fusão entre os átomos de hidrógenio que se transformam em hélio, produzindo-se a energia que dele é irradiada. Os cientistas acreditam que o sol dispõe de hidrogénio suficiente para continuar activo mais cinco mil milhões de anos. A sonda ajudará a melhorar os conhecimentos sobre a influência da radiação solar no clima da Terra.
Lançado a 11 de Fevereiro pela agência espacial norte-americana, é o observatório tecnologicamente mais avançado que alguma vez foi colocado no espaço para espreitar o Sol. Anteriormente só se conseguiam obter imagens de alta resolução de pequenas porções da sua superfície, agora o SDO (as iniciais em inglês do observatório) consegue fazê-lo de todo o disco solar.

As zonas azuis e verdes são as mais quentes (um milhão de graus Kelvin, ou qualquer coisa como 999.726 graus Celsius) e as projecções vermelhas apenas uns 60 mil graus Kelvin (59.726 Celsius). “Estas primeiras imagens mostram um Sol dinâmico como eu nunca vi em mais de 40 anos de investigação solar”, disse Richard Fischer, director da Divisão de Heliofísica da NASA, citado num comunicado da agência.

“Esta missão vai ter um enorme impacto científico, semelhante ao que o Telescópio Hubble teve na astrofísica moderna”, prometeu. Manter sob olho as tempestades solares — que perturbam os campos electromagnéticos na Terra—é um objectivos deste observatório, que quer compreender como funciona o Sol.




I Want...

Ontem celebrou-se o dia da Terra.
Mas o nosso planeta não precisa que lhe dediquem um só dia ...precisa de todos os dias.
Vamos dar uma mão à nossa terra. Encontrei este vídeo muito interessante no youtube colocado por http://www.greenpeace.org/international/getinvolved/give-earth-a-hand . Penso que a mensagem é clara - todos juntos ainda podemos fazer algo por ela... e por nós.



Podes ver o vídeo no youtube

terça-feira, 6 de abril de 2010

Descoberto o mecanismo da formação das flores


Imagem da inflorescência de "Arabidopsis". Foto: José Luis Riechmann / Science
Um grupo investigadores, descobriu, analisando uma Arabidopsis thaliana, o mecanismo molecular que regula quando e como se formam as flores. Publicado na revista «Science», o estudo caracteriza a rede de genes regulados pelo factor de transcrição (uma proteína que controla a activação e inactivação de outros genes) APETALA1.

O investigador José Luis Riechmann, do Centro de Investigação Agrogenómica, do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) espanhol, envolvido no estudo, explica, em comunicado, que “de certa forma APETALA1 actua como um maestro, coordenando, ao longo do tempo, a actividade dos distintos programas de desenvolvimento”.

APETALA1, primeiro, reprime o programa vegetativo (quando as plantas produzem folhas) e, posteriormente, activa o reprodutivo (a formação de flores).

Um dos genes controlados por este factor de transcrição é TERMINAL FLOWER 10. Este gene impede que o caule onde se formam as flores se converta também numa flor, o que permite que este cresça de forma continuada e produza muitas flores.

Apesar de até ao momento se desconhecer o mecanismo completo de floração, o factor de transcrição APETALA 1 não era estranho à comunidade científica. Estudos anteriores tinham revelado que a sua função consiste, primeiro, em iniciar a formação de meristemas florais (grupos de células indiferenciadas a partir dos quais se formam os diferentes órgãos da planta: raízes, caules, folhas e flores). Em segundo, faz com que se desenvolvam as sépalas e as pétalas, dois dos quatro tipos de órgãos que formam a flor (além dos estames e carpelos).

Também se sabia que os mecanismos que as plantas utilizam para determinar o melhor momento da floração provocam a activação do APETALA1, mas só agora se ficou a conhecer o mecanismo através do qual o gene actua.
Podes ler mais em elmundo.es e também em cienciahoje.pt

sábado, 3 de abril de 2010

“Save the Frogs Day”


A 30 de Abril de 2010, no “Save the Frogs Day” - dia internacional da conservação dos anfíbios, decorrerá na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa uma conferência onde será apresentado um conjunto excepcional de trabalhos nacionais e internacionais sobre este grupo faunístico particularmente sensível e tão frequentemente negligenciado.
Os anfíbios são particularmente sensíveis a alterações do meio e as suas populações têm vindo a regredir a um ritmo preocupante em todo o planeta, devido a um conjunto alargado de ameaças. Nos últimos 20 anos crê-se que se terão extinguido 168 espécies de anfíbios a nível mundial, um número alarmante que se prevê que continue a aumentar nas próximas décadas.
Apesar de ainda não se ter extinguido nenhuma espécie de anfíbio em Portugal, o panorama nacional não é animador, estando ameaçados pela destruição de habitat e desaparecimento de zonas húmidas para urbanização, monoculturas florestais exóticas, barragens e infra-estruturas viárias, poluição de rios e ribeiras, introdução de espécies exóticas, perseguição directa.

Neste contexto, e associado à iniciativa 2010 - Ano Internacional da Biodiversidade, o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (CIBIO-UP) e a Naturlink estão a organizar a conferência “Ecologia e Conservação de Anfíbios”, na qual serão apresentados os resultados de diversos projectos nacionais e internacionais relativos à ecologia e conservação destes animais, discutindo as principais ameaças a que estão sujeitos e como as enfrentar. A conferência decorrerá no próximo dia 30 de Abril de 2010 (“Save the Frogs Day” - dia internacional da conservação dos anfíbios), no auditório nº 2 da Fundação Calouste Gulbenkian (Av. de Berna , nº 45A, Lisboa).

Pretende-se que este evento seja não só muito útil e interessante para técnicos e investigadores que trabalham ou venham a trabalhar com anfíbios, bem como para planeadores, empresários, gestores do território, professores e estudantes, chamando a atenção da opinião pública para a fragilidade e importância deste grupo faunístico e da sua conservação.
Informação retirada do site:
http://naturlink.sapo.pt/

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Genoma do mandarim esconde chave da linguagem humana

Novas pistas sobre aprendizagem vocal do mandarim
Genoma da ave sequenciado por investigadores da Universidade de Washington


Mandarim - Imagem retirada da Flickr


O mandarim (Taeniopygia guttata) é um dos seres de maior interesse em laboratório, para os cientistas, por poderem ser usados como modelo de comparação entre outras aves. É um pássaro cantor, cujo comportamento e evolução têm grande interesse para os neurocientistas.

Uma equipa do Centro de Genoma, da Universidade de Washington (EUA), acabou de completar o genoma do mandarim e os primeiros resultados revelaram que pelo menos 800 genes são responsáveis pela sua habilidade para o canto, para além de terem identificado potenciais indícios genéticos relacionados com a evolução da comunicação vocal.

O estudo, publicado na «Nature», dá pistas sobre como é feita a aprendizagem a nível molecular, tanto em aves como em seres humanos. Segundo Richard K.Wilson, director do centro, uma das características particulares desta ave é o facto de aprenderem (no caso dos machos) a completar as melodias dos seus pais. Inicialmente, começam por balbuciar sons aleatórios (como as crianças) e depois, aprendem a imitar os sons dos progenitores, repetindo-os e passando-os à geração seguinte. As fêmeas já não têm a mesma capacidade de aprendizagem.

As melodias são simples e curtas (duram alguns segundos), mas são bastante complexas geneticamente, segundo referem os cientistas no estudo^. Estes especulam a possibilidade de trazer avanços relacionados com problemas e doenças ligadas à memória, fala e aprendizagem – já que têm a vantagem de poderem ter vários genes em comum com os humanos. Quando o mandarim canta ou ouve uma melodia, activa uma rede de neurónios bastante complexa no cérebro e grande parte dos genes implicados actuam como controladores da expressão de outros relacionados com a comunicação vocal.

Contudo, embora existam semelhanças com o ser humano, são ainda bastante diferentes já que o genoma desta ave tem mil milhões de bases (do DNA) e o do homem 2.800 milhões.
Notícia lida em cienciahoje.pt

sábado, 27 de março de 2010

Peixe-zebra revela segredo de reparação cardíaca






Conhecem o peixe -zebra? Aquele peixinho simpático que têm riscas no corpo.
Peixes ósseos como o peixe zebra tem uma notável capacidade com a qual os mamíferos só podem conseguir em sonhos: se retirarmos um pedaço de seu coração, eles nadam lentamente por alguns dias, mas passado um mês já parecem perfeitamente normais. Como eles conseguem fazer isso ou, mais importante, porque nós não conseguimos essa proeza, é uma das questões importantes na medicina regenerativa hoje.
Investigadores espanhóis e norte-americanos identificaram um tipo de células que participam na reparação cardíaca. Observando um peixe-zebra, os cientistas desvendaram parte do segredo dessa regeneração. Se este animal fica com o coração danificado por alguma razão consegue repará-lo no espaço de um mês. No estudo agora publicado na «Nature», os investigadores do Instituto Salk, na Califórnia, e do Centro de Medicina Regenerativa de Barcelona demonstram que são os cardiomiócitos (células do músculo cardíaco que permitem a contracção do coração) que permitem a regeneração.

Os cientistas acreditam que os mamíferos não estão tão distantes assim desse processo. Os corações humanos são incapazes de se regenerar. Depois de um ataque cardíaco, o músculo saudável é substituído por tecido com cicatrizes que não volta a contrair-se. No entanto, antes da bomba cardíaca se esgotar, as células do coração entram num estado de hibernação para tentarem salvar-se.

Este comportamento sugere que a regeneração nos mamíferos pode não ser uma utopia, acredita Juan Carlos Izpisúa, um dos investigadores. Até agora, todas as tentativas de recuperar corações em humanos depois de um ataque cardíaco centravam-se na utilização de células mãe provenientes da gordura, do músculo cardíaco ou da medula óssea.

A maneira pela qual a natureza trata o coração danificado parece ser muito mais simples. A ideia seria tentar imitar o que acontece no peixe-zebra. Evitar o implante de células exteriores e tentar activar a regeneração endógena pela diferenciação dos cardiomiócitos já existentes. Isso poderia ser feito, por exemplo, utilizando compostos químicos.

A equipa de investigação começou já à procura de moléculas para um dia dar “impulso” à natureza e permitir o uso de medicação.

Artigo: Zebrafish heart regeneration occurs by cardiomyocyte dedifferentiation and proliferation

quinta-feira, 18 de março de 2010

Bactérias abrem portas a nova técnica de identificação forense

Bactérias das mãos desvendam identidade de cada indivíduo
Técnica pode ser útil para a ciência forense

Nas nossas mãos vivem centenas de espécies de bactérias.
As bactérias são uma espécie de sinal capaz de desvendar a identidade de uma pessoa graças ao seu rastro, segundo um estudo de biólogos e bioquímicos norte-americanos. O trabalho, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, abre a porta ao desenvolvimento de uma nova técnica de identificação forense.“Cada um de nós deixa um rastro único de bactérias enquanto realizamos as nossas tarefas diárias”, afirmou Noah Fierer, autor principal do estudo da Universidade de Colorado-Boulde.Segundo o biólogo, enquanto a técnica está na sua fase preliminar, “eventualmente pode converter-se num valioso elemento, na caixa de ferramentas dos cientistas forenses”.
Já se conhecia a grande diversidade de micróbios que vivem nas mãos dos seres humanos − na pele, vivem centenas de espécies − “a novidade principal foi demonstrar que essas diferenças poderiam utilizar-se para identificar os objectos tocados pelas pessoas graças aos micróbios que deixavam”, explicou outro dos autores do estudo, Rob Knight. Segundo Fierer, a nova técnica, baseada na sequenciação genética, tem uma precisão de 70 a 90 por cento, uma percentagem que provavelmente aumentará quando se conseguir aperfeiçoar o método.
A equipa de investigadores recolheu amostras de ADN bacteriano das teclas de três computadores pessoais e misturou-as com as bactérias das mãos dos seus proprietários, para posteriormente compará-las com recolhas de outros teclados que nunca tinham sido tocados pelos sujeitos iniciais. A similitude foi muito maior entre as bactérias dos indivíduos e das dos seus computadores. Esta prova também funcionou 12 horas após os computares terem sido tocados pela última vez.
Rastro de bactérias nos objectos pode identificar pessoas. Numa outra experiência, os investigadores recolheram amostras de pele de dois indivíduos, congelaram uma delas a menos de 20 graus centígrados e deixaram a outra à temperatura ambiente durante duas semanas. Com isto provaram que as colónias de bactérias não sofreram alterações em nenhum dos casos, o que demonstra o valor dos micróbios para a medicina forense.Esta técnica pode ainda ser importante para a medicina legal quando é difícil obter DNA humano ou não existirem rastros de sangue, tecido, sémen ou saliva num objecto. Segundo Fierer, “devido à abundância das células bacterianas na superfície da pele poderia ser mais fácil recolher DNA bacteriano do que DNA humano das superfícies tocadas”.

Fonte da notícia: cienciahoje.pt

O fim das borboletas e outras espécies

Borboleta - imagem em Flickr

Um terço das 435 espécies de borboletas europeias diminuiu a sua população e nove por cento destas encontra-se em perigo de extinção, segundo a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN nas siglas em inglês), elaborada com a colaboração da Comissão Europeia.

Deste modo, o novo documento assinala que a perda de habitat natural está a ter “um sério impacto” sobre a população de borboletas europeias, assim como de besouros e libélulas.

E os números dizem que nove por cento das borboletas , 11 por cento de besouros ‘saproyxylic’ (aqueles que dependem de madeira podre) e 14 por cento das libélulas estão ameaçadas de extinção em toda a Europa.

“Quando se fala de espécies ameaçadas as pessoas pensam nas grandes e carismáticas criaturas, como ursos panda ou tigres, mas não nos podemos esquecer que as espécies mais pequenas são de igual importância para o nosso planeta, assim como imprescindíveis na conservação dos ecossistemas”, explicou a directora do grupo de Conservação da Biodiversidade da IUCN, Jane Smart, ao mesmo tempo que explicou que, por exemplo, as borboletas têm um papel muito importante como elementos polinizadores dos ecossistemas em que vivem.

O turismo, os incêndios, novas técnicas agrícolas e as mudanças climáticas são os grandes responsáveis por esta perda de biodiversidade. A IUCN afirma que a “Borboleta grande e branca da Madeira” está em perigo crítico de extinção já que não é vista na ilha nos últimos vinte anos.

Além disto, um terço das espécies de borboletas europeias não se encontra em nenhuma outra parte do mapa geográfico mundial e 22 destas espécies endémicas, 15 por cento delas, estão globalmente ameaçadas.



Pela primeira vez, a espécie de besouro saproxylic entrou na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas. Estes animais são os únicos que dependem da madeira podre, particularmente da armazenada em bosques, e têm um papel essencial, segundo os cientistas, na reciclagem de nutrientes.

Assim, um terço das 431 espécies são exclusivamente europeias, Nesta linha, 11 por cento (46 espécies) estão em perigo a nível regional e sete (29 espécies) a nível global.
As libélulas encontram-se praticamente em toda a Europa. 14% das 130 espécies catalogadas estão em risco; cinco por cento destas são consideradas extintas. Neste sentido, a IUCN indica que, como no caso das borboletas, muitas destas espécies também ameaçadas se concentram no sul da Europa devido ao clima de calor intenso e de Verões secos que combinados com fortes extracções da água das chuvas para o consumo e irrigação, provocam o decréscimo da população destes pequenos insectos.
“O futuro da Natureza é o nosso futuro e se esta falha, nós também falharemos. Os serviços que proporcionam os ecossistemas, como a garantia de comida e de água, assim como a regulação climática, são um pilar fundamental na nossa prosperidade. Quando uma lista como está lança o alarme, as implicações para o nosso próprio futuro são claras. É um declive populacional preocupante”, conclui o comissário para o Meio Ambiente da União Europeia, Janez Potocnik.

Para saberes mais podes dar um salto ao site

segunda-feira, 15 de março de 2010

No Top - os 20 países com mais espécies em perigo de extinção


Mother Nature Network é um portal sobre meio ambiente muito interessante que apresenta informação relativa a espécies extintas - plantas e animais-. Nele podes encontrar dados muito interessantes acerca do estado dos animais em extinção no nosso Planeta, como por exemplo, que no Hawaii 71 de espécies de aves extinguiram-se após a chegada dos humanos à ilha, que das 17 espécies de pinguins conhecidas 12 estão em perigo ou ainda que só restam 3.200 tigres em todo o mundo. Este último dado é deveras impressionante

Podes ver alguns pormenores como: A Colômbia e o México são os países com mais anfíbios, Os Estados Unidos com mais espécies de moluscos, A Indonésia com mais mamíferos, México com mais repteis e o Brasil com mais espécies de aves.


Clica na imagem para ampliá-la.

Noticia lida em:


site original da notícia: Aqui