Mostrar mensagens com a etiqueta extinção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta extinção. Mostrar todas as mensagens

domingo, 10 de outubro de 2010

Rara, Linda, Japonesa e com o maior Genoma alguma vez encontrado é uma planta


'Paris japonica', planta com maior genoma conhecido. (Foto: Neil Roger / Flickr / Creative Commons 2.0 nc).
Botânicos da Kew Botanical Gardens britânica afirmam que a planta Paris japonica possui o maior genoma conhecido, e é encontrada no Japão. A descoberta , que realça a vulnerabilidade da planta mereceu publicação na revista científica Botanical Journal of the Linnean Society.
A Paris japonica é uma planta para jardineiros pacientes. Para obter um exemplar com 80 centímetros, é preciso um ambiente húmido, sem sol directo, com muitos nutrientes e uma paciência de santo – depois de plantada, o caule pode demorar até quatro anos a despontar. A planta é exigente e isso pode estar associado aos 152,23 picogramas (um picograma é um bilionésimo de um grama) de ADN que cada célula tem. Uma quantidade enorme, 50 vezes maior do que cada célula humana carrega, que é apenas de três picogramas.

De acordo com o estudo, o menor dos genomas conhecidos é encontrado no parasita de mamíferos Encephalitozoon intestinalis, com apenas 0,0023 pg. Antes de estudar o material genético da Paris japonica, cientistas acreditavam estar próximos do limite máximo para o volume de genomas. O record pertencia a uma espécie de peixe pulmonado encontrado em águas africanas - o Protopterus aethiopicus, com 132,83pg.
"Algumas pessoas podem questionar-se que consequência tem um genoma tão grande e se realmente importa uma espécie ter mais ADN do que outra", disse Ilia Leitch, investigadora do jardim de Londres Kew Gardens. "A resposta é um 'sim' – um grande genoma aumenta o risco de extinção", disse.

Segundo a investigadora, quanto mais ADN o genoma tem, mais a célula demora a replicar toda a molécula para poder dividir-se. "Pode demorar mais para que um organismo com um genoma maior complete o seu ciclo de vida do que um com um genoma menor", explicou a investigadora citada pela Reuters. Normalmente espécies com genomas grandes estão menos adaptadas a viver em solos poluídos e toleram mal condições ambiente extremas. "Que são cada vez mais relevantes no mundo em mudança", conclui a cientista.

Como comparação, vegetais em desertos, que precisam crescer rápido após as chuvas raras, possuem genomas pequenos. Plantas com DNAs maiores são geralmente excluídas deste tipo de habitat.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

ANFíBIOS: Interessantes por Natureza

Mais um grande motivo para visitar o Oceanário. Os ANFÍBIOS. E eles são rãs, sapos, salamandras, tritões e cecílias. Vêm vê-los e admirá-los. Vais gostar deles.

Clica na imagem para aumentares

O Oceanário de Lisboa abriu no dia 16 de Julho, ao público uma área, totalmente dedicada aos anfíbios, onde habitam vinte espécies diferentes, de água doce, com formas peculiares, cores exuberantes e adaptações extraordinárias.

O principal objectivo deste novo projecto do Oceanário é sensibilizar os visitantes para a actual crise de extinção que os anfíbios atravessam e alertar para a necessidade urgente de alteração de comportamentos, visando a conservação destes animais, vitais para o equilíbrio dos ecossistemas.

Com um total de 80 m2, este espaço apresenta várias espécies de anfíbios – rãs, sapos, salamandras, tritões e cecílias – provenientes de três continentes, de países como Portugal, China, Colômbia, Estados Unidos da América, Suriname, México, Costa Rica e Vietname.

Núria Baylina, Curadora do Oceanário de Lisboa, realça que “os anfíbios são dos animais mais ameaçados actualmente, pelo que as espécies e ambientes aqui representados pretendem dar a conhecer estes fascinantes animais e simultaneamente, alertar os visitantes para a importância da sua conservação e protecção.”

O projecto pretende criar uma ligação emocional com o visitante, fomentando um sentimento de admiração por este grupo de animais através de uma colecção de aquaterráreos que representam ambientes de todo o mundo, integrados num espaço de beleza singular.

Esta nova área do circuito expositivo do Oceanário pode ser visitada, todos os dias, das 10h00 às 19h00 (horário de Verão).

Noticia em http://www.oceanario.pt/

domingo, 23 de maio de 2010

"Pinóquio" encontrado a passear nas montanhas Foja

Expedição à ilha Nova Guiné descobre rã "Pinóquio" e outras novas espécies


rã "pinóquio"

O marsupial mais pequeno do Mundo


Pombo Imperial


Montanhas Foja

Uma expedição científica às remotas montanhas Foja, na ilha Nova Guiné, descobriu dezenas de novas espécies de mamíferos, répteis, anfíbios, insectos e aves, incluindo uma rã “Pinóquio”, revelaram a National Geographic Society e a Conservation International. Este sapo das árvores está entre as novas espécies encontradas em Foja

As espécies foram descobertas por uma equipa internacional que participava, no final de 2008, no projecto Rapid Assessment Program (RAP) da Conservation International. Durante cerca de três semanas, enfrentando chuvas torrenciais e enxurradas, os biólogos avaliaram o valor daquelas regiões montanhosas remotas, desde a povoação Kwerba, no sopé da montanha, até uma altitude de 2200 metros.

Entre as novas espécies encontradas está uma rã das árvores com um “nariz” pontiagudo (Litoria sp. nov.). A protuberância deste anfíbio inclina-se para cima quando o macho está mais activo, uma particularidade que os cientistas dizem estar interessados em estudar. “Esta foi uma feliz descoberta acidental, quando o herpetólogo Paul Oliver encontrou um destes animais em cima de um saco de arroz no acampamento”, explica a Conservation International em comunicado.

Outras descobertas incluem um novo morcego (Syconycteris sp. nov), que se alimenta de néctar das florestas tropicais, um pequeno rato das árvores (Pogonomy sp. nov.), uma borboleta branca e preta (Ideopsis fojana) e um arbusto (Ardisia hymenandroides).

Os cientistas encontraram também um pequeno canguru (Dorcopsulus sp. nov.) e captaram as primeiras imagens de um outro marsupial extremamente raro (Dendrolagus pulcherrimus), criticamente ameaçado pela caça em outras regiões da Nova Guiné.

“Talvez a maior surpresa da expedição tenha surgido quando o ornitólogo Neville Kemp avistou um casal de pombos imperiais (Ducula sp. nov.)”, acrescenta a organização. Os biólogos acreditam que as aves façam parte de uma população com muito poucos indivíduos.

“Numa altura em que animais e plantas desaparecem por todo o planeta a um ritmo nunca visto nos últimos milhões de anos, a descoberta destas formas de vida absolutamente incríveis é, claramente, uma notícia positiva”, comentou Bruce Beehler, investigador da Conservation International que participou na expedição às montanhas Foja. “Lugares como este representam um futuro saudável para todos nós e mostra que ainda não é demasiado tarde para travar a actual crise de extinção de espécies”, acrescentou.
A Conservation International espera agora que estas informações encorajem o Governo da Indonésia a proteger a região, a longo prazo. Hoje está classificada como santuário para a vida selvagem.

Notícia lida em publico.pt
Imagens retiradas daqui

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Projecto quer salvar a ovelha churra de extinção


Imagens de David Barroso retiradas daqui
A Escola Superior Agrária (ESA) de Castelo Branco está a tentar dar uma nova vida à raça de ovelhas Churra do Campo, que deu fama à carne de borrego e ao queijo da Beira Baixa, mas que actualmente está ameaçada de extinção.
Actualmente estão cadastradas 203 ovelhas Churras do Campo, 35 das quais propriedade da ESA de Castelo Branco. A escola agrária está agora empenhada em garantir a reprodução dos animais, ao mesmo tempo que estuda as características da carne e do leite no sentido de potenciar o seu uso em produtos comerciáveis.
O projecto de recuperação e preservação da ovelha Churra do Campo faz parte do programa Rotas da Transumância e garantiu o apoio financeiro do fundo comunitário INTERREG. Para além da ESA o projecto inclui os municípios onde a Churra do Campo tinha implantação: Penamacor, Idanha-a-Nova e Fundão.
Entre os municípios Penamacor assume a parte de leão do projecto, tendo conseguido a recuperação de alguns animais dispersos, rigorosamente seleccionados pelos investigadores da ESA para se garantir a preservação da raça genuína. Para além das ovelhas existentes da ESA as demais ovelhas recuperadas estão por conta da Câmara Municipal de Penamacor, que conta também com a colaboração da Cooperativa Agrícola da Meimoa (Meimoacoop).
A ovelha Churra do Campo, com cujo leite se produziam os famosos queijos da Beira Baixa, caracteriza-se por ter uma estatura pequena. De cor branca, a lã só não cobre parte da cabeça e a extremidade livre dos membros, quase chegando ao solo na época da tosquia. É ainda uma sua característica a cabeça pequena, deslanada, mas com lã na fronte e ganachas, cornos raros nas fêmeas e frequentes nos machos, olhos grandes e orelhas curtas e horizontais.
A ovelha do «Campo» (era assim que o povo designa as terras da raia da Beira Baixa) foi sendo substituída por outras raças mais produtivas, o que a fez dispersar e desaparecer das explorações agrícolas da região. Porém, foi com a ovelha churra que se tornou famosa a carne de borrego e os queijos da Beira Baixa. Daí a importância da recuperação desta espécie ovina, pois assim poderá voltar a garantir-se a genuinidade de alguns produtos regionais além da premissa básica de que se deve “entregar às gerações futuras o património genético” recebido dos antepassados como afirmou Moitinho Rodrigues, director da ESA.
Fonte da Notícia: cienciahoje.pt

sábado, 3 de outubro de 2009

As libélulas do Mediterrâneo tem "sede"

Uma em cada cinco libelinhas e libélulas do Mediterrâneo está em perigo de extinção, devido à escassez da água doce, às mudanças climáticas e à degradação dos habitats por uso abusivo do solo, diz a UICN (União Internacional de Conservação da Natureza).

Calopteryx xanthostoma - foto de carlos castañeda navarro ( em miradanatural.es)
Aquela avaliou 163 espécies de libélulas e libelinhas do Mediterrâneo. No total, cinco espécies encontram-se em perigo crítico de extinção, treze em perigo, outras treze são vulneráveis e 27 estão quase ameaçadas, enquanto que quatro espécies já foram classificadas como extintas na região mediterrânea - Agriocnemis exilis, Ceriagrion glabrum, Rhyothemis semihyalina e Phyllomacromia africana .
Ainda que algumas das espécies sejam objecto de medidas de protecção através de legislação internacional , outras não estão protegidas apesar do seu elevado risco de extinção, adverte a UICN.
"É muito provável que a situação destas espécies únicas tenda a piorar , à medida que as mudanças climáticas e o aumento da procura de água tenham efeito negativo sobre elas" declarou Jean Pierre Boudot, membro do Grupo de Especialistas de Libélulas da UICN e co-autor do estudo.
Os 67 por cento das libélulas mediterrâneas, "boas indicadoras da qualidade da água", estão ameaçadas pela alteração dos seus habitats e pela poluição, informam. Em concreto, a libélula 'Sympetrum depressiusculum', que era comum encontrar-se no Mediterrâneo está agora na situação de vulnerável e em declínio por causa da intensificação agrícola da cultura do arroz.

Sympetrum depressiusculum, macho encima, fêmea em baixo: 07/08, Pierrelatte (Drôme) ©Jean-Michel Faton- imagens aqui

14 por cento destes insectos vive só nos ecossistemas mediterrâneos de água doce, entre os quais estão alguns dos habitats mais ameaçados e ricos em biodiversidade. A maioría das espécies ameaçadas concentram-se no leste de Espanha, no sul da Turquia e nos Balcãs, a noroeste da Argélia e ao norte da Tunísia.
Por exemplo, a libelinha , 'Calopteryx exul', que se encontra em declínio e está classificada em perigo, vive nos ambientes aquáticos do Magreb, cujos ecossistemas estão afectados pela exploração dos recursos hídricos feita pelo homem, a contaminação, a irrigação e a seca. "A selecção e protecção das áreas mais importantes são fundamentais para garantir a sobrevivência destas espécies afirmou Annabelle Cuttelod, da UICN e coautora do estudo. Neste sentido, a UICN propõe acções programadas a longo prazo, a nível regional, nacional e internacional e enfatiza a responsabilidade que os países do Mediterrâneo tem de proteger as populações a nível global.

sábado, 5 de setembro de 2009

Ursos Panda em Perigo de Extinção

O panda gigante da China pode desaparecer "em duas a três gerações" devido ao rápido crescimento económico que tem vindo a destruir o habitat natural destes animais, alertou no mês passado, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF). Segundo a organização não-governamental WWF, o grande problema é que o habitat natural do panda gigante, o emblemático urso preto e branco que é um dos símbolos da China, está a ser dividido em pequenos territórios, o que dificulta que diferentes populações de animais entrem em contacto para se reproduzirem."Se o panda não conseguir encontrar parceiros de outros habitats para acasalamento pode enfrentar a extinção em duas ou três gerações", alerta Fan Zhiyong, director do programa de espécies da WWF na China, lembrando que o risco de endogamia (cruzamento com membros de seu próprio grupo) reduz ainda a resistência destes animais às doenças. O especialista do WWF precisa que a "construção de estradas próximas às reservas naturais" está a causar uma "considerável restrição de liberdade de movimentos, obstruindo rotas de migração e prejudicando a saudável troca de genes entre representantes da espécie". No entender de Fan Zhiyong, para diminuir a pressão sobre estes animais e garantir a sua conservação é fundamental abdicar da construção de infra-estruturas nas imediações das reservas naturais. Actualmente há cerca de 1600 pandas a viverem em liberdade na China, a maioria nas províncias de Sichuan (sudoeste), Shaanxi (norte) e Gansu (noroeste). No entanto, as estimativas da WWF apontam para que 43 por cento dos habitats naturais ainda não sejam considerados reservas naturais ou áreas protegidas e que 29 por cento destes animais careça de protecção efectiva.
Fonte da notícia aqui

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

20 anos... e nada de Leões no Quénia

O Quénia tem em perigo uma da espécies mais apreciadas - Os Leões. Particularmente também é uma espécie que me fascina.
A população de leões do Quénia pode desaparecer completamente nos próximos 20 anos, como consequência das alterações climáticas, da destruição do seu habitat, das doenças e dos conflitos com o Homem, revela um estudo divulgado esta segunda-feira pelas autoridades do país.




No Quénia, uma média de 100 leões morre a cada ano desde 2002, de acordo com o Serviço Queniano da Vida Selvagem (KWS). Segundo os técnicos, esses felinos podem entrar em extinção em duas décadas se nada for feito para reverter a situação.
Mas a principal causa de ameaça são os fazendeiros, que matam os leões para evitar ataques aos seus animais. Um assassinato absurdo, já que os leões atacam os animais por puro extinto e falta de opção. Ou não foram os seres humanos que invadiram e destruíram o habitat natural dos felinos?
De sete anos para cá, a população felina passou de 2.749 para 2.000. O instituto está preocupado, pois defende a necessidade de estabilização ou aumento no número de leões. Eles dizem que é preciso “educar as pessoas sobre a importância dos felinos, até no turismo”.
Além disso, é preciso pensar no que acontecerá com outras espécies quando sumirem os leões. Nenhum desequilíbrio pode ser positivo.

O KWS referiu que na reserva de Tsavo só restam 675 leões.
Este parque tornou-se famoso devido a um par de leões que devoraram umas dezenas de trabalhadores da via férrea em finais do século XIX. Este incidente serviu de argumento para o filme de 1996 " A sombra e a escuridão, no original -The Ghost and the Darkness-, protagonizado por Michael Douglas e Val Kilmer.
Notícia lida em:

terça-feira, 19 de maio de 2009

São oito e estão em perigo crítico de extinção

O Alcar do Algarve foto em flickr.com/photos/valter/368926229/

Oito plantas, das quais sete só existem em Portugal, estão classificadas como espécies "em perigo crítico" de extinção, segundo o Plano Nacional de Conservação da Flora em Perigo.
As sete plantas em perigo de extinção são elas : Corriola do Espichel (Convolvulus fernandesii), Linaria ricardoi, Narciso do Mondego (Narcisus scaberulus), Miosótis-das-praias (Omphalodes kuzinskyanae), Diabelha do Algarve (Plantago algarbiensis), Diabelha do Almograve (Plantago almogravensis) e Álcar do Algarve (Tuberaria major).



O trevo-de-quatro-folhas foto de flickr


A oitava planta, conhecida como Trevo-de-quatro-folhas (Marsilea quadrifolia), existe em vários países, mas tem vindo a regredir em Portugal.Todas as espécies classificadas como "em perigo crítico" de extinção ocupam uma área de distribuição reduzida, sendo o principal objectivo deste projecto contribuir para a sua conservação.
A Corriola do Espichel encontra-se restrita às áreas do Cabo Espichel e litoral da Serra da Arrábida, enquanto a "Linaria ricardoi", uma herbácea associada a ecossistemas agrícolas, prefere o Baixo Alentejo Interior.
O Trevo-de-quatro-folhas habita essencialmente locais inundados e margens de rios (bacias do Vouga, Lima, Minho e Douro). O único núcleo conhecido localiza-se na praia fluvial da cidade do Peso da Régua.
O Narciso-do-Mondego, uma planta com flores amarelas que ocorre em áreas abertas e clareiras florestais, prefere, como o nome indica, a bacia do Mondego.
A área de distribuição do Miosótis-das-praias é igualmente muito reduzida, já que se encontra na totalidade no Parque Natural Sintra-Cascais. Cerca de 95 por cento desta população com cem mil exemplares está localizada junto à praia do Abano.
Da Diabelha do Algarve conhecem-se apenas três núcleos, que ocupam 50 hectares, estando um destes inserido no Sítio de Importância Comunitária do Barrocal. A população conhecida não ultrapassa os dez mil indivíduos.
Ainda mais escassa é a população de Diabelha do Almograve (três a quatro mil exemplares). Este pequeno arbusto coloniza clareiras de matos litorais, persistindo apenas junto a Vila Nova de Milfontes.
Quanto ao Álcar do Algarve, os cerca de 10 mil espécimes existentes estão espalhados pelos solos arenosos do litoral algarvio nos concelhos de Faro, Olhão e Loulé.


Portugal está “na lista dos países que não cumprem a Convenção para a Biodiversidade porque nunca elaborou um Livro Vermelho das Plantas, um documento essencial para identificar as espécies vegetais mais ameaçadas e desenvolver planos de gestão apropriados para a conservação no território nativo e fora dele" afirma Helena Freitas.


A nível europeu, só Portugal e a Macedónia não dispõem de um Livro Vermelho, diz Dalila Espírito Santo.

Estas especialistas defendem a criação de um banco de sementes que salvaguarde os recursos genéticos vegetais a nível nacional e a inclusão das espécies ameaçadas num Livro Vermelho de forma a assegurar a sua protecção.

O único banco de sementes de âmbito nacional, o Banco Português de Germoplasma Vegetal, é dedicado a espécies agrícolas com interesse alimentar. A conversão das florestas em explorações agrícolas intensivas, incêndios, espécies exóticas e alterações climáticas são alguns dos factores críticos para a sobrevivência das plantas.

Fonte da noticia: cienciahoje.pt e A União - jornal online

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Urso Panda defendido em Paris

O Fundo Mundial para a Natureza ou «World Wildlife Fund» (WWF) dispôs 1600 ursos pandas de papel na praça do Trocadéro, zona no centro de Paris situada em frente da Torre Eiffel .O propósito da escolha do número de 1600 ursos prende-se com o facto de ser este o número exacto existente no Mundo, de exemplares desta graciosa espécie que as crianças tanto adoram e que se encontra em sério perigo de extinção
Serge Orru, representante de WWF em França, incitou todos os cidadãos do País e turistas a abraçarem esta grande iniciativa. Foram estas as suas palavras :

É urgente pensar nas gerações futuras.

Fonte da notícia: http://www.ecologiaverde.com/

domingo, 19 de outubro de 2008

Projecto para preservar a Gralha- de-Bico-Vermelho

Pyrrhocorax pyrrhocorax - foto: Flickr


A Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus) e a Vodafone uniram-se para preservar a Gralha-de-bico-vermelho, uma ave em perigo de extinção em Portugal. Esta parceria, enquadrada no programa Business & Biodiversity, terá uma duração de cinco anos e representa um investimento de 150 mil euros.

O projecto terá como área de acção as serras do Aire e dos Candeeiros e pretende implementar medidas de conservação que garantam a continuidade da espécie, através da melhoria dos seus habitats, da alimentação e da protecção dos locais de nidificação.
A ideia é usar cabras para limpar o terreno, ou seja para comer os arbustos que impedem o acesso das gralhas ao seu alimento: os insectos.
Está prevista a criação de um rebanho comunitário, a instalação de um estábulo colectivo e de uma sala de ordenha. A Vodafone e a Quercus celebraram ainda um acordo com a cooperativa Terra Chã que irá promover a certificação de produtos locais, como o cabrito e o queijo, e a dinamização de produtos de turismo, de modo a ligar as actividades tradicionais com a conservação da natureza.
Esta acção vai contribuir, assim, para a recuperação das actividades agrícolas e pastoris, trazendo benefícios económicos para a região garantindo a continuidade do projecto.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Save Miguel...? Who is Miguel?


www.savemiguel.com

Com vista a sensibilização da população para o uso de rolhas de cortiça evitando o uso dos sobreiros para outros fins que possam ter como consequência o seu corte, o Grupo Amorim, com a intervenção da TBWA Australiana, que desenhou o projecto, produziu a campanha intitulada "Save Miguel".

Com o objectivo de difundir esta campanha internacionalmente, contaram com a ajuda de Rob Schneider, o conhecido actor cómico presente em quase todos os filmes de Adam Sandler. Se quiseres acompanhar Schneider na sua missão por Portugal em busca de Miguel, que afinal vais descobrir tratar-se de um simpático sobreiro clica aqui e vê o video.


O aumento do uso do plástico para a produção de rolhas está a levar a uma quebra no uso da cortiça. Este facto está a provocar o seu abandono. Através de uma perspectiva ecológica esta campanha demonstra o papel que estas árvores possuem no combate às Alterações Climáticas e à poluição.

Os sobreiros que foram "descortiçados" absorvem 3 a 5 vezes mais dióxido de carbono da atmosfera que os sobreiros que não foram "descortiçados". Os sobreiros portugueses são responsáveis pela absorção anual de 4.8 Milhões de toneladas de dióxido de carbono e são também um dos principais produtores de oxigénio. Para a cortiça ser retirada não é necessário abate da árvore podendo estas regenerar a cortiça a cada 9 a 12 anos (os sobreiros vivem entre 100 a 300 anos). De referir que a cortiça é amiga do ambiente, biodegradável e totalmente reciclável. Por fim não devemos esquecer que os montados (conjunto de sobreiros) são considerados hotspots de biodiversidade no Mediterrâneo e na Europa. Um montado é a casa de cerca de 135 espécies de plantas e 42 espécies de aves, muitas delas em perigo de extinção.

Assim, o lema final, em que qualquer um pode participar (tu também) passa apenas por: comprar garrafas de vinho que tenham rolhas de cortiça. Através deste simples acto, qualquer um pode sentir que contribuiu para a sobrevivência dos sobreiros. Junta-te a esta causa.
Fonte da notícia: O blog Verde

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O Risco é Maior...

Echium plantagineum
Estudo alerta que risco de extinção das espécies foi até hoje subestimado

Algumas espécies de seres vivos estão expostas a um risco de extinção claramente superior ao que até hoje era admitido, segundo um estudo publicado ontem na revista “Nature”.

Ao negligenciar as diferenças entre indivíduos numa dada população, as pesquisas efectuadas até agora subestimaram os perigos para a fauna e a flora, afirma Brett Melbourne, professor na Universidade do Colorado e os seus colegas.

"As populações bastante grandes, consideradas anteriormente como relativamente protegidas da extinção, podem estar em perigo", afirma.

Segundo a União Mundial para a Natureza (UICN), mais de 16 mil espécies encontram-se em vias de extinção.

Um em cada quatro mamíferos, uma ave em cada oito e um terço dos anfíbios foram colocados pela UICN na "lista vermelha".

Mas, segundo um estudo publicado pela “Nature”, os modelos que servem para estabelecer este género de classificação apenas consideram dois tipos de riscos.

O primeiro é o risco de morte de alguns indivíduos de uma espécie rara, que pode pôr em perigo a sua sobrevivência, como é o caso em algumas espécies de baleias que contam actualmente menos de 400 indivíduos, ou para os tigres, cujo número de indivíduos em liberdade não passa dos quatro mil.

O segundo factor tem em conta as condições ambientais, como a desflorestação, assim como as alterações de temperatura ou de precipitação, ligadas às alterações climáticas.

No entanto, segundo Melbourne e Alan Hastings, da Universidade da Califórnia, o rácio de machos-fêmeas, assim como as variações das taxas de fecundidade e de mortalidade no seio de uma população devem também ser levados em conta.

A combinação de todos estes factores permite determinar se uma espécie é capaz de ultrapassar uma quebra demográfica súbita ou se existe um risco de extinção.

Há milhares de espécies ameaçadas no mundo. Algumas correm mesmo perigo de extinção. Estas podem vir a extinguir-se 100 vezes mais depressa do que se pensara, pois as fórmulas para estimar o período de vida dos animais e plantas ameaçados foram calculadas de forma errónea. Aqui encontras a lista Vermelha da UICN (41.415 espécies ameaçadas, das quais 16.118 em perigo de extinção) . Basta uma visita e surfar no site para ver as fotos e saber mais sobre cada uma dessas espécies.

terça-feira, 1 de julho de 2008

SOS TIGRES. OIÇAM AS NOSSAS GARGANTAS




O tigre é um animal selvagem que todos conhecemos e é o felídeo maior do mundo. É capaz de atingir 300Kg de peso no entanto a actividade humana está acabando com a sua espécie. Actualmente já só restam entre 3.000 a 4.000 tigres no estado selvagem em todo o mundo. Estes animais estão à beira de extinção. Se a caça continuar, este belo animal desaparecerá em 15 a 20 anos.

A caça furtiva, a destruição do seu habitat natural e a diminuição das suas presas naturais levada a cabo pelo homem são as principais causas da ameaça à sobrevivência destes grandes felídeos.A situação é preocupante e, em alguns casos, resultou já na extinção de três das oito sub-espécies de tigre. Já desapareceram o Tigre de Bali (anos 40), o Tigre do Mar Cáspio (anos 70) e o Tigre de Java (anos 80). Outras espécies existentes no sul da China podem vir a desaparecer.
Ao problema do comércio de peles de tigre acresce a componente mística e cultural deste animal. Não só as peles são cobiçadas, como também alguns ossos que, segundo a cultura chinesa, por exemplo, têm propriedades afrodisíacas e curativas.
Para Belinda Wright, a questão "trágica" da batalha pelos tigres é o fato de os animais valerem mais mortos do que vivos. Além da alta cotação da pele, quase todas as partes do animal são aproveitadas pela medicina tradicional chinesa.
Traficantes ligados ao rico mercado do tigre: vendem os seus ossos (famosos na medicina chinesa), a sua pele, a carne, os olhos e até o seu pénis. Os curandeiros chineses acreditam que o pó de seus ossos cura o reumatismo e garante longevidade, pilulas feitas a partir dos olhos acabam com as convulsões, o pênis traz virilidade. Um osso pode chegar a valer 65 euros, enquanto as peles de tigre são vendidas no Tibet e na Rússia por mais de 60.000 euros
Os tigres sempre exerceram fascínio sobre os homens: os registros remontam até 6000 anos atrás, onde desenhos de tigres foram encontrados próximo do rio Amur na Russia. Segundo os arqueólogos, os habitantes da região os reverenciavam como seus ancestrais e como Deuses. Na mitologia hindu o tigre é o veículo da Deusa Durga; na China do Patriárca Chang Tao-ling. Homens e tigres coexistiram por milhares de anos. Até quando?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Por que se extinguem as espécies?


Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), 39% das extinções se devem à introdução de espécies, 36% à destruição do habitat e 23% à caça e exterminação premeditada.
Além destas causas o comercio fraudulento de animais e plantas protegidos é uma das causas mais importantes da perda de biodiversidade no mundo. Estes factos conduzem a una situação dramática que provoca que 700 espécies de fauna e flora estejam a ponto de extinguir-se e que 2.300 espécies animais e 24.000 plantas se encontrem ameaçadas



Segundo o World Wildlife Fund (WWF), esta prática é considerada o terceiro negócio ilegal mais rentável (economicamente falando) do mundo (depois da venda de armas e de drogas). Calcula-se que anualmente movimenta cerca de 160.000 milhões de euros. Por outro lado as sanções são irrisórias e isso provoca que seja mais rentável paga-las do que abandonar o negócio.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Veado vermelho em risco de extinção na Índia


Veado-de-Hangul conta com 160 indivíduos
Índia: subespécie do veado vermelho em risco de extinção
12.05.2008 - 16h14 Reuters
As armações do veado são vendidas a preços elevados no mercado negro

Uma subespécie do veado vermelho só tem 160 indivíduos. A última contagem feita pelas autoridades da Índia confirma que a população da região de Caxemira, no Norte da Índia, continua a diminuir. O estudo foi feito em Março pelo departamento de vida selvagem de Caxemira e pelo Instituto de vida selvagem da Índia.

O relatório preliminar diz que o veado-de-Hangul, Cervus elaphus hanglu “é uma espécie em risco crítico de extinção”. E acrescenta que tem havido “um declínio regular da população entre 2004 e 2008”.

O veado vive no Parque Nacional de Dachigam, uma zona selvagem que fica acima dos 1700 metros de altitude. Esta subespécie está na lista vermelha do IUCN, União Internacional para a Conservação da Natureza. No final dos anos oitenta existiam cerca de 900 veados-de-Hangul. A caça, a desfragmentação do habitat e a guerra separatista que há 17 anos domina a região são as principais causas da constante diminuição do número de indivíduos. “A caça ao veado de hangul continuou mesmo durante a guerra, quando os animais descem até à planície no Inverno”, explica Shameem Ahmad, que vive perto do santuário de Dachigam.

Existe um plano de reprodução em cativeiro e a Índia vai lançar o Plano de Conservação do Hangul para preservar o única população de veado vermelho que existe na Ásia.


Artigo retirado de PÚBLICO.PT em 12-05-08

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Animais em extinção em Portugal

O Lince-ibérico é actualmente considerado o felino mais ameaçado do mundo e encontra-se classificado como espécie em perigo de extinção pelos Livros Vermelhos de Portugal, Espanha e UICN . Também se encontra protegido pela Convenção de Berna e pela Convenção que regulamenta o Comércio de Espécies Selvagens, sendo considerado pela Directiva Habitats como uma espécie prioritária. As principais ameaças à sua sobrevivência são a acentuada regressão do coelho-bravo e a destruição dos habitats mediterrânicos.
Infelizmente muitos outros animais como a lontra, águia imperial, lobo ibérico, tucano entre muitos outros encontram-se em vias de extinção, e a culpa também é nossa. Contribuímos com a poluição, a destruição dos seus habitats para a construção de empreendimentos, e muitas vezes matando-os nas caçadas... agora estamos a tentar "remediar a situação"!
Se vires o lobo ibérico, a águia, a lontra...não os ataques, preserva-os, porque estes são os últimos!

Vê os inúmeros animais em extinção: http://www.animaisdomundo.com.sapo.pt/