













Geneticamente, somos muito parecidos com os chimpanzés. Mas há pelo menos uma coisa que nos distingue radicalmente desses nossos “primos”: nós falamos e eles não. Como é que essa profunda transformação surgiu ao longo da evolução?






Nano esferas - as ‘copolymer micelles’ têm 60 nanómetros de diâmetro
O Ano Internacional de Astronomia quer reaproximar a arte da ciência e transformar os astros em objectos de contemplação. Neste sentido lançou um desafio a todos os alunos das escolas portuguesas, do Ensino Básico e Ensino Secundário, através de um concurso - Astronomia Artística. Os interessados são convidados a recriarem planetas, luas, estrelas, galáxias através da arte, utilizando qualquer veículo como a multimédia, artes plásticas, literatura (poesia, conto) ou música.
Bacterias vulgarmente encontradas na pele humana – Staphylococcus aureus, E. Coli, Proteus mirabilis, and others – blossoms into full-blown handprint on a culture medium. Photo Source: Exploring The Human Body: Incredible Voyage.The Book Division National Geographic Society, Washington D.C. 199 .
Uma equipa de investigadores da Nova Zelândia está a desenvolver, juntamente com uma grande multinacional de nutrição, um gelado que tem se tem demonstrado promissor no combate aos efeitos secundários da quimioterapia em pacientes com cancro. Para já, esta "sobremesa medicinal" está apenas em fase de testes, tendo os participantes ingerido 100g do gelado com sabor a morango por dia.Adoptando o nome de ReCharge, esta sobremesa é composta por ingredientes activos de produtos lácteos que permitem aliviar a diarreia, anemia e a falta de apetite que costumam afectar os pacientes submetidos à quimioterapia.“Os dois componentes bioactivos do leite desenvolvidos para o ReCharge têm o potencial único de ajudar o organismo a lidar com os efeitos adversos da quimioterapia”, afirmaram os autores do estudo.
Fonte da notícia: Farmacia.com.pt
Um grupo de cientistas conseguiu decifrar 98% da sequência do DNA do porco doméstico, um avanço que terá consequências no estudo sobre doenças em humanos, dada a semelhança entre as duas espécies. Mais especificamente, os especialistas decifraram o DNA de um porco vermelho da raça Duroc, que vive em uma fazenda da Universidade de Illinois (Estados Unidos) e que se soma assim à lista de animais cujo genoma já foi sequenciado, anunciaram hoje os autores da pesquisa, do Instituto Wellcome Truste Sanger de Hinxton, na Inglaterra.Cientistas do Instituto de Genética de Pequim decifraram o genoma do pepino. Esta descoberta tem como finalidade o aperfeiçoamento deste vegetal
Recriação do SMOS em órbita-Foto ESA



Super olhos - O camarão mantis é considerado o animal com os olhos mais complexos do reino animal, sendo capaz de ver em profundidade e com visão trinocular (Foto: Sterling Zumbrunn/Cortesia Conservation International).
Os olhos de um crustáceo marinho inspiram engenheiros para o desenvolvimento de uma nova geração de aparelhos leitores de discos digitais, eventuais sucessores do DVD.
O camarão mantis (Odontodactylus scyllarus) que pode ser encontrado na Grande Barreira de Coral, na Austrália tem o sistema de visão mais complexo de que se tem notícia. Animais dessa espécie são capazes de distinguir 12 cores primárias - o homem distingue apenas três - e podem distinguir entre formas diferentes de luz polarizada - algo que o homem não é capaz.
Segundo o estudo, feito por investigadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, células sensíveis à luz, presentes nos olhos do camarão, actuam como placas que alteram o plano das oscilações das ondas luminosas que passam por elas (placas polarizadoras).
Essa capacidade faz com que esses crustáceos convertam luz polarizada linearmente em luz polarizada circularmente e vice-versa. Dispositivos conhecidos como placas polarizadoras de quarto de onda fazem essa função em leitores de CD ou de DVD e em filtros polarizadores de câmeras fotográficas ou de vídeo.
Entretanto, esses dispositivos fabricados pelo homem tendem a operar bem, apenas para uma cor, enquanto o mecanismo natural dos olhos do camarão mantis funciona em quase todo o espectro de luz visível.
Esquema do olho do camarão mantis, mostrando as células R8, que superam qualquer equipamento já feito pelo homem com a mesma finalidade. [Imagem: Robert et al.]
"Nosso trabalho revelou o design e mecanismos únicos da placa polarizadora no olho do camarão mantis. Trata-se de algo realmente excepcional, que supera qualquer equipamento que o homem tenha produzido nesse sentido até hoje", disse Nicholas Roberts, principal autor do estudo.
Simplicidade inteligente
Por que esta espécie de camarão precisa de tanta sensibilidade à luz polarizada é algo que os cientistas desconhecem. Mas sabe-se que a visão polarizada é usada por animais para sinalização sexual ou para comunicação secreta, que evite chamar a atenção de predadores.
Os autores do estudo apontam que a capacidade inusitada do camarão mantis pode também actuar na visualização de presas, ao melhorar a capacidade de ver com clareza no meio aquático.
"Especialmente notável é que se trata de algo simples, um mecanismo natural composto por membranas celulares enroladas em tubos, mas que supera completamente os equipamentos artificiais", disse Roberts.
Biomimetismo
"Entender o funcionamento desse mecanismo natural poderá ajudar a fabricar melhores dispositivos ópticos, que poderiam usar, por exemplo, cristais líquidos produzidos especialmente para imitar as propriedades das células presentes nos olhos do camarão mantis", sugeriu.
Não seria o primeiro crustáceo a inspirar produtos do tipo. Em 2006, um componente presente no olho da lagosta inspirou o desenho de um detector de raio X para um telescópio europeu, em trabalho coordenado por Nigel Bannister, da Universidade de Leicester.
O artigo A biological quarter-wave retarder with excellent achromaticity in the visible wavelength region, de Nicholas Roberts e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em http://www.nature.com/
Noticia lida em http://www.inovacaotecnologica.com.br/
