Mostrar mensagens com a etiqueta Descoberta científica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Descoberta científica. Mostrar todas as mensagens

domingo, 27 de março de 2011

Cientistas japoneses criam os primeiros espermatozóides em laboratório


Um grupo de cientistas japoneses da Universidade de Yokohama conseguiu criar, a partir de um milímetro de tecido do testículo de um ratinho, espermatozóides em laboratório. A investigação abre portas a futuras terapias para preservar a fertilidade masculina.

O mecanismo de produção de espermatozóides a partir de células reprodutivas masculinas é um dos processos mais complexos do organismo humano e que pode chegar a demorar um mês no interior dos testículos. Daí que, até agora, tenha sido tão difícil reproduzir este processo em laboratório. Uma barreira que um grupo de investigadores japoneses conseguiu ultrapassar, tendo agora publicado um estudo com as conclusões na revista Nature. A descoberta veio demonstrar que é possível obter espermatozóides a partir de cultura de células testiculares e, mais difícil ainda, a partir de ratinhos recém-nascidos e que ainda não se conseguem reproduzir. Mas, mais importante, o grupo conseguiu utilizar o esperma para fecundar um óvulo, dando início a uma longa descendência de ratinhos saudáveis e férteis. “Colhendo um fragmento de tecido dos testículos de ratinhos recém-nascidos e cultivando-o num gel de agarose durante dois meses conseguimos obter esperma capaz de fecundar normalmente um óvulo”, explicou o responsável pela equipa de investigação da Universidade de Yokohama, Takehiko Ogawa. O investigador esclareceu, ainda, que o trabalho foi aplicado em ratinhos pelo que é prematuro estabelecer um paralelismo com os humanos. Contudo, salientou que é natural pensar nas aplicações em termos de fertilidade que uma descoberta destas pode permitir. Uma ideia que também foi avançada por Marco Seandel y Shahin Rafii, do Colégio Médico Weill Cornell, nos Estados Unidos. Citados pelo mesmo jornal, os médicos destacaram que a descoberta pode abrir caminho a futuras terapias para preservar a fertilidade masculina, nomeadamente em crianças com cancro, onde tratamentos como a quimioterapia ou a radioterapia podem condenar os doentes a problemas de reprodução e onde ainda não é possível preservar esperma, ao contrário do que acontece nos doentes adultos.

Notícia em: http://www.bbc.co.uk/news/health-12825694

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Criada em laboratório ...pele artificial.

Começou a era das máquinas...
Pela primeira vez, cientistas conseguiram criar pele artificial super-sensível que consegue sentir até uma borboleta! Não é genial?

E a importância que esta descoberta pode ter! Além de poder ser usada em próteses humanas, em termos de robótica, vamos poder enviar sondas e robôs para outros planetas que poderão perfeitamente sentir o ambiente em redor.
“Uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia em Berkeley está a desenvolver uma pele artificial para robôs. Este novo material, baptizado como e-skin é uma espécie de lâmina fina composta por nano-tiras de silício e coberta de pequenos sensores do tamanho de um pixel.

A nova pele electrónica, que está agora descrita na revista «Nature Materials», é capaz de detectar pressões muito leves, como por exemplo, de uma borboleta.”
Segundo os investigadores da Universidade de Berkeley, o novo invento poderia dar a um robô a possibilidade de distinguir objetos frágeis como um copo de cristal de uma panela.

A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de um novo tipo de pele artificial para uso em robôs e, no futuro, também em humanos.
“A ideia é fazer com que o material tenha funcionalidades semelhantes à da pele humana, o que implica incorporar a capacidade de tocar e de sentir objectos”, disse Ali Javey, coordenador da pesquisa.

Leiam em inglês, aqui e aqui. E o artigo científico: Nanowire active-matrix circuitry for low-voltage macroscale artificial skin. E já agora vejam também o filme.










domingo, 11 de julho de 2010

O Protão está mais pequeno, encolheu... e agora?

Experiência com um nível de precisão sem precedentes revela:"O protão, um dos constituintes universais da matéria, é mais pequeno do que se pensava.

Esta descoberta pode por em causa a Teoria Eletrodinâmica Quântica".

A descoberta é capa da "Nature".

imagem da capa da prestigiada revista Nature

Uma equipa internacional de investigadores, da qual faz parte um grupo de investigadores de Coimbra e Aveiro, verificou que o protão é, afinal, mais pequeno do que o assumido até agora pela comunidade científica.
Este resultado surpreendente foi obtido numa experiência com um nível de precisão sem precedentes e vem publicado no volume desta semana da prestigiada revista “Nature”, tendo sido escolhido para capa da referida revista.

O protão, um dos constituintes básicos de toda a matéria é, na realidade, mais pequeno do que se pensava. O valor obtido nesta experiência para o raio do protão é dez vezes mais preciso mas, surpreendentemente, 4% menor do que o valor assumido até agora.

As consequências desta discrepância estão ainda por esclarecer, não se sabendo actualmente qual o alcance das suas implicações na Física podendo, no limite, vir a questionar a validade de uma das teorias fundamentais mais sólidas ou fazer alterar o valor da constante física fundamental de maior precisão.

A equipa portuguesa, coordenada por elementos do Centro de Instrumentação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, foi responsável pelo sistema de detecção de Raios X, um dos sistemas pilares da experiência e teve um papel importante no desenvolvimento do sistema de aquisição e processamento dos sinais desses detectores

Noticia lida em cienciahoje.pt e em publico.pt
Original paper: Pohl, R. et al. Nature 466, 213-217

terça-feira, 15 de junho de 2010

Descoberto um novo exoplaneta - o "Beta Pictoris b"

Impressão de artista que mostra o planeta dentro do disco de Beta Pictoris.
Crédito: ESO/L. Calçada
Os astrónomos conseguiram pela primeira vez seguir directamente o movimento de um planeta extrasolar à medida que se movia de um lado para o outro da sua estrela-mãe.
Crédito: ESO/A.-M. Lagrange

Uma equipa de astrónomos franceses utilizando o VLT (Very Large Telescope) do ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile, capturou um planeta que orbita a estrela Beta Pictoris em movimento.
O Beta Pictoris b será um planeta gigante, com 9 vezes a massa de Júpiter e que está a 8 unidades astronómicas da sua estrela. A ser assim, será a primeira imagem de um planeta extrasolar próximo da sua estrela (cerca da mesma distância que Saturno está da Terra).
A estrela Beta Pictoris dista 60 anos-luz de nós, situa-se na constelação Pictor e é bastante jovem (tem somente 12 milhões de anos). É a mais jovem estrela a abrigar um planeta.
(na imagem vê-se o brilho de Beta Pictoris b, como diz na legenda)

A descoberta, publicada na Science, demonstra que os planetas gigantes podem formar-se próximo das estrelas em períodos muito mais curtos do que se pensava.

Até hoje, foram encontrados 450 exoplanetas. Porém, Beta Pictoris b é um dos poucos a ter sido detectado por observação directa (sem o uso de medições indirectas, baseadas nas variações do brilho reflectido pelo planeta).

Esta descoberta revela-se importante pois este exoplaneta pode vir a fornecer pistas sobre a formação de planetas gigantes como Júpiter.
Noticia lida em http://www.ccvalg.pt/
e em Science

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Energia solar dentro dos olhos para recuperar a visão


A cegueira é uma doença irreversível ( com excepção de alguns casos pontuais muito específicos) que implica a perda total ou parcial da visão. A medicina tem dado passos gigantescos para preveni-la e trata-la. Está neste caso uma das últimas tecnologias que nos apresenta uma excelente e engenhosa solução: minicélulas fotovoltaicas para recuperar a visão.
Investigadores da Universidade de Stanford anunciaram recentemente o desenvolvimento de um novo implante de retina artificial que usa o poder fotovotaico e pode ajudar os cegos a verem.

Esta invenção tecnológica consiste na colocação de implantes atrás da retina, os quais recebem energia solar que irá activar um mecanismo altamente avançado que permitirá aos pacientes verem como qualquer pessoa com visão normal.

O dispositivo é colocado por detrás da retina e consiste em uma videocâmara que capta as imagens num PC que processa os dados e um LCD de infravermelhos que transmite luz infravermelha ao dispositivo fotovoltaico no interior do olho. A luz produz electricidade dentro dele, que transmitirá dados através dos nervos oculares até ao cérebro. Neste serão processadas as imagens.

O implante mede três milímetros e tem uma espessura de 0.03 milímetros e inclue três camadas de células fotovoltaicas flexíveis. O sistema é capaz de produzir imagens suficientemente claras como para reconhecer rostos e ler cartazes de publicidade nas ruas.
Imagens e notícia em:
http://www.inhabitat.com/2009/12/29/mini-photovoltaic-device-give-sight-to-the-blind/

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Por dentro do vírus HIV...finalmente descodificado o seu genoma

Uma nova técnica permitiu pela primeira vez a descodificação de todo o mapa genético do vírus HIV, que dá origem à sida, permitindo que os cientistas tenham uma "visão geral" desse genoma, abrindo uma porta para novas terapias.




Uma equipa de investigadores da Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos, liderada por Kevin Weeks, desenvolveu uma técnica que permite descodificar, pela primeira vez, todo o mapa genético do vírus HIV – o vírus que causa a Sida.


A leitura da arquitectura interna do vírus foi possível graças a uma nova tecnologia – «Shape» (de selective2’-hydroxyl acylation analysed by primer extension) –, estruturada pelos próprios cientistas norte-americanos. O «Shape» forma não só uma imagem dos nucleotídeos do RNA, onde se integra toda a informação genómica, onde comungam várias estruturas com um papel importante no ciclo vital da patologia, como mostra ainda as dobras das pequenas tiras do RNA. O estudo foi publicado na última edição da revista «Nature».

A grande inovação desenvolvida pela equipa de Weeks foi a criação de um novo método químico que permite obter uma imagem completa do mapa genético do vírus, quando até aqui apenas se conseguia observar uma pequena área de cada vez.
«A técnica é parecida com a acção de reduzir o zoom de um mapa e obter uma visão mais ampla da paisagem, se bem que à custa dos detalhes», escreveu Hashim Al Hashimi, da Universidade de Michigan, citado pela revista científica «Nature».

Os investigadores acreditam que este avanço permitirá compreender as estratégias usadas pelo HIV na sua replicação e infecção do organismo humano e poderá ainda ajudar a abrir caminhos para novos tratamentos. Segundo a equipa da Universidade da Carolina do Norte, a técnica pode conduzir ao desenvolvimento de novos fármacos e terapias não só para a Sida, mas também contra outros vírus, como os das gripes.

Diferenciando-se de outros organismos, o HIV é semelhante ao vírus Influenza (gripe) ou ao da Hepatite C, ou seja, integra a informação genética no RNA-vírus e não no DNA, como acontece nos seres humanos, nos animais e nas plantas.


HIV-Credit: MEDICAL RF.COM / SCIENCE PHOTO LIRARY)

Isto torna muito mais difícil a descodificação porque ao contrário do DNA o RNA é capaz de se enrolar sobre si mesmo originando complexos padrões tridimensionais.
Estudos anteriores mostraram no modelo pequenas regiões do genoma do HIV consistindo em duas cadeias cada uma contendo 10.000 nucleótidos, os blocos de construção de ambas as moléculas do DNA e RNA. Com esta nova técnica, Kevin Weeks e colaboradores esperam descobrir de que maneira o genoma do RNA determina o ciclo de vida do vírus HIV. Modificando sequências do RNA e vendo o que acontece ao nível do vírus..., Se ele não se replicar como é de esperar, quando sujeito a mutações, então saberemos que a mutação causada afectou alguma parte importante para o vírus," afirmou Ronald Swanstrom, microbiologista da UNC e co-autor do estudo.

Desde que a sida foi noticiada em 1981, já matou pelo menos 25 milhões de pessoas e 33 milhões de outras vivem com a doença provocada pelo virus HIV, que destrói as células imunitárias e expõe o corpo a doenças oportunistas.

Assim esta descoberta é de crucial importância na medida que "A curto prazo, a descoberta quase de certeza que vai tornar mais fácil desenvolver medicamentos para lidar com os RNA". E a tão esperada vacina para a sida.
Notícia lida em

http://www.biotec-zone.net/?do=vernoticia&id=547

e também em

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=33911&op=all

domingo, 5 de julho de 2009

Buracos Negros de Tamanho M

Descoberta de uma nova classe de buracos negros desconhecida até à data



Impressão de artista de um buraco negro de tamanho intermédio (representado pelo objecto azul para a esquerda da parte superior do bojo galáctico), na periferia da galáxia espiral vista de perfil, ESO 243-49.Crédito: Heidi Sagerud
Até à data a teoria da existência dos buracos negros de tamanho médio era motivo de debate entre os astrofísicos. Até ao momento acreditava-se que apenas existiam buracos negros pequenos e buracos negros super-massivos. Hoje finalmente descoberta científica veio provar a existência de buracos negros de tamanho médio.
Investigadores do Centre d' Étude Spaciale des Rayonnements em França graças ao Telescópio espacial de raios-X, XMM-Newton localizaram um buraco negro com uma massa 500 vezes a do nosso Sol.
O buraco negro baptizado com o nome Hyper-Luminous X-ray Source 1 (reconstrução na imagem)), situado a 290 milhões de anos-luz não é suficientemente pequeno para ser considerado um buraco negro pequeno (com 3 a 20 vezes a massa do Sol) nem demasiado grande para ser um buraco negro super -massivos (que tem vários milhões e milhões de vezes a massa do Sol).
Esta descoberta científica é a primeira desta natureza e serve para sustentar a teoria de que os buracos negros super-massivos são resultado a união de buracos negros pequenos que na sua forma intermédia dão lugar a formações como esta.
A descoberta, liderada por Sean Farrell da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, aparece na última edição da revista Nature.
Um buraco negro é o resto de uma estrela colapsada com um campo gravitacional tão poderoso que absorve toda a luz que aí passa perto e não reflecte nada.
"Embora seja largamente aceite que os buracos negros de massa estelar sejam criados durante a morte de estrelas massivas, não se sabe ainda como é que os buracos negros supermassivos se formam," disse Farrell.
Fonte da notícia:
http://www.ojocientifico.com/

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Três novos dinossauros descobertos na Austrália

Novas descobertas na Paleontologia lançam luz sobre todos os enigmas que ainda perduram sobre a vida dos dinossaurios.

Desenhos de Travis R. Tischler da Australian Age of Dinossaurs (clique para ampliar)

Paleontólogos anunciaram hoje ter descoberto três novos esqueletos na zona de Queensland, Austrália. São dois herbívoros e um carnívoro, escavados na formação de Winton, que andaram pela Terra durante o período Cretácico, há cerca de 98 milhões de anos.

A investigação, publicada na última edição do PloS One, volta a colocar a Austrália no mapa da paleontologia e ajuda a perceber como seria a sua fauna antes de se ter separado do supercontinente do Sul, o Gondwana. O paleontólogo e autor principal do artigo, Scott Hocknull, do Museu de Queensland, afirma à cadeia australiana ABC Science online que as descobertas de marcas de dinossauros na ilha nunca foram muito valorizadas porque havia muito poucas. “Conseguimos demonstrar que essa visão estava completamente errada”, diz.

As descobertas, e o artigo, marcam uma nova era na paleontologia do país, no geral e especificamente pelos dados que revela sobre aquele que será o primeiro grande predador australiano.Os três dinossauros serão de um novo género, que mostra um ligação na evolução com dinossauros do hemisfério norte. “Os dinossauros diversificaram-se e espalharam-se por todo o mundo, mas não na Austrália, por ser um local muito isolado do resto, desenvolvendo uma fauna única”, afirmou Scott Hocknull. Surge então um novo género de carnívoro, designado Australovenator pelos investigadores, cujo esqueleto é o mais completo alguma vez encontrado na Austrália. Era a chita do seu tempo, conhecido pela equipa como Banjo, Australovenator wintonensis, : “Tinha dois metros de torso, seis de comprimento e tinha tudo para ser rápido”. Já os herbívoros, Clancy and Matilda, Witonotitan wattsi e Diamantinasaurus matildae, eram saurópodes, titanossauros, um com uma estrutura próxima de um hipopótamo e um outro parecido com uma girafa, explica o líder da equipa de investigadores. Os esqueletos de Matilda e Banjo foram encontrados juntos, num antigo riacho. O que matou Matilda deve ter morto Banjo, diz o investigador, “quer Banjo estivesse a tentar comer os restos de Matilda quer tivessem ficado ambos presos na lama, nunca saberemos”.

Agora, Hocknull espera que haja a possibilidade de prosseguir as investigações em Winton, até porque prevê que ali se encontrem os restos dos mais antigos mamíferos do subcontinente. “Há pelo menos mais 50 locais por escavar, por isso, nos próximos 20 ou 30 anos, a investigação nesta área será interessante".
Temos que nos preparar para mais descobertas pois os cientistas asseguram que apesar de existirem numerosos restos de fósseis, estes são apenas a ponta do iceberg.
Fontes da notícia: CienciaHoje e ScienceDaily

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Novas descobertas no "mal-amado" mundo das aranhas

Os biólogos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), Luís Crespo e Jorge Paiva, descobriram duas novas espécies de aranhas no Jardim Botânico de Coimbra chamadas de Tegenaria barrientosi e Parapelecopsis conimbricensis.

Luis Crespo e Jorge Paiva no Jardim Botânico de Coimbra

A Tegenaria barrientosi entrou-lhe, literalmente, pela casa dentro. Luís Crespo estava a viver perto do Jardim Botânico, em Coimbra, e reconheceu a pequena aranha que lhe entrou em casa. “Em vez de acabar esmagada por uma vassoura, acabou num tubinho para ser analisada”, conta. E agora é uma nova espécie descrita num artigo publicado (no mês passado) na revista de zoologia Zootaxa.

As aranhas são normalmente consideradas seres repelentes, mas que assumem um papel muito importante no equilíbrio dos ecossistemas. “Como predadores de topo, as aranhas são excelentes bioindicadores.

Numa outra vertente, as aranhas produzem toxinas que podem ser usadas para o desenvolvimento de fármacos”, explica o biólogo da FCTUC. As teias de aranha, devido ao seu riquíssimo complexo proteico, produzem a seda natural com a melhor qualidade do mundo. Segundo Luís Crespo, com a descrição destas novas espécies está “aberto o caminho para novos estudos sobre a evolução da espécie e a sua utilidade para o Homem”. O biólogo prepara-se agora para estudar as aranhas das ilhas Selvagens e de Porto Santo.


“A biodiversidade é mal conhecida em Portugal e revela o valor patrimonial biológico do jardim botânico, um Jardim como uma enorme biodiversidade vegetal e animal, algumas delas raras e protegidas, como por exemplo, o mocho-real ou bufo-real (Bubo bubo), o maior mocho da Europa”, salientou Jorge Paiva, biólogo da FCTUC.


O jardim botânico é “um laboratório natural riquíssimo, que é necessário explorar, cuidar e preservar pela comunidade científica”, acrescenta Paiva. Colhidas em 2004, as novas espécies começaram a ser estudas um ano depois, com a colaboração da Universidade de Basel. Um trabalho complexo e moroso que implicou, ainda, a comparação com outras espécies existentes já descritas e registadas no World Spider Catalogue, uma base de dados providenciada pelo Museu de História Natural de Nova Iorque, onde constam todas as espécies existentes no mundo. De acordo com o World Spider Catalogue, existem 40 mil e 700 espécies. “Mas as estimativas apontam para que existam mais de 170 mil”. No catálogo das espécies existentes em Portugal (http://www.ennor.org/ ), o biólogo Pedro Cardoso contabiliza 779 espécies. Mas, nota Luís Crespo, “se juntarmos as espécies que foram recentemente publicadas e as que estão submetidas a contagem o número sobe para 819 espécies, sendo que certamente haverá mais para descobrir”.


Foto de Tegenaria barrientosi que mede cerca de sete milímetros tirada daqui
Os primeiros exemplares de Tegenaria barrientosi e a Parapelecopsis conimbricensis foram colhidos no Jardim Botânico de Coimbra mas Luís Crespo encontrou mais noutros locais. A Parapelecopsis conimbricensis que é descrita num artigo que aguarda publicação foi colhida também na Reserva Natural do Paúl de Arzila, por exemplo, e no mesmo trabalho o biólogo apresenta-nos outras seis novas espécies para a Ciência encontradas no norte de Portugal e Espanha, no Parque Natural do Douro Internacional, no Parque Florestal de Monsanto (Lisboa) e noutros locais dispersos do país.

A Tegenaria barrientosi e a Parapelecopsis conimbricensis são de famílias bem diferentes, diz Luis Crespo. “A nível filogenético... São primos afastados”, simplifica. Estas aranhas não são toxicologicamente perigosas para o homem. Aliás, a maior parte não é”, informa o biólogo. Além de inofensivas, as espécies que vivem no Jardim Biológico de Coimbra são pequeninas. A Parapelecopsis conimbricensis mede uns dois a três milímetros de corpo e a Tegenaria barrientosi cerca de sete. Entusiasmado, o especialista conta que para conseguir identificar um nova espécie é preciso uma trabalho rigoroso de análise de uma série de pormenores, a estrutura reprodutora, os olhos, as cores, o tamanho. No caso da Parapelecopsis conimbricensis há uma característica que merece destaque: “Os machos têm uma espécie de elevação na cabeça, que é uma espécie de torre com alguns olhos, onde existem dos sulcos que julgamos que são os locais onde a fêmea se prende quando acasalam”. Os estudos do comportamento virão mais tarde confirmar ou não a teoria, mas Luís Crespo não consegue esconder o ânimo com a descoberta. Algumas destas descobertas, como nos contou, entram-lhe pela casa dentro. Outras dão-lhe mais trabalho e ele tem de montar armadilhas para as conseguir. E há aranhas de estimação na casa de Luís Crespo? “Vivas? Não, não concordo. Só tenho uma aranha viva em casa quando preciso de a criar até adulta para os meus trabalhos. De resto, tenho uma colecção de exemplares em casa... alguns milhares. Mas estão em tubinhos conservadas em álcool.

Fontes da notícia: Cienciahoje e Público.pt

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Descoberta colónia clonal gigantesca de amibas no Texas

Uma vasta população de amibas clonais foi encontrada no lodo de um pasto de vacas perto de Houston, numa área com cerca de 12 metros de extensão.

Colónia gigante de amibas - Foto de Owen Gilbert/Rice University


O Texas (Estados Unidos) pode vangloriar-se de uma notícia insólita: abriga a maior colónia mundial de amibas clonais.

Os cientistas localizaram esse vasto e pegajoso império, com cerca de 12m de extensão, constituido por milhões de indivíduos unicelulares geneticamente idênticos, palpitando de vida no lodo de um pasto de vacas perto de Houston.

"Foi um acontecimento muito inesperado", disse Owen Gilbert, aluno de pós-graduação da Universidade Rice e autor do estudo publicado pela revista Molecular Ecology na sua edição de Março. "Nunca tínhamos visto nada parecido".

Os cientistas dizem que a descoberta representa mais do que uma simples curiosidade, porque a colónia é formada por amibas ditas sociais. Ainda que o termo "amiba social" possa parecer contraditório, as amibas sociais são capazes de se reunir em grupos organizados e de apresentar comportamentos de cooperação ; algumas delas chegam a cometer suicídio para ajudar na reprodução das outras.

A descoberta de uma colónia tão grande de amibas geneticamente idênticas oferece novas percepções sobre como essa cooperação e sociabilidade podem ter evoluído, e pode ajudar a explicar a razão dos micróbios exibirem comportamento social pronunciado num número de ocasiões mais elevado do que aquele que a ciência costumava prever.

"A descoberta tem um interesse científico bastante significativo", disse Kevin Foster, Biólogo evolutivo da Universidade Harvard, que não participou do estudo. Ainda que pareça improvável que amibas coordenem interacções mútuas a distâncias maiores que as microscópicas, a descoberta de uma colónia clonal de proporções tão gigantescas, "suscita a possibilidade de que as células possam evoluir de maneira a organizar-se em escala espacial muito mais ampla" referiu o cientista.

O conceito de uma colónia de amibas gigante pode conjecturar lembranças do filme "A Bolha Assassina", clássico da ficção científica de 1958, se bem que as amibas sociais em questão, espécie conhecida como Dictyostelium discoideum, actuam de maneira muito mais subtil. Microscópicas e ocultas na terra, as amibas teriam passado despercebidas a qualquer observador do pasto.

Joan Strassmann, co-autora do estudo com Gilbert e David Queller, outro Biólogo evolutivo da Universidade Rice, disse que ela e uma equipe de alunos de graduação procuraram exemplares da espécie usando palhinhas de refrigerante espetadas na terra e no esterco das vacas, a fim de extrair material onde as amibas supostamente se encontrariam. No laboratório, eles estudaram as amostras. Estudos de ADN demonstraram que grande número das amibas recolhidas do pasto eram geneticamente idênticas.

Bernard Crespi, Biólogo evolutivo da Universidade Simon Fraser, no Canadá, salientou que o estudo era o primeiro a demonstrar claramente "a intima inter-relação" existente entre os micróbios sociais, uma população de indivíduos geneticamente idênticos. Uma colónia com as características apresentadas oferece condições ideais para fomentar a evolução de comportamentos como a cooperação, porque quanto mais semelhantes forem dois organismos, em termos genéticos, mais a selecção natural favorecerá que se auxiliem mutuamente.

A Dictyostelium, por exemplo, é capaz de feitos notáveis de cooperação, e demonstra exemplos de altruísmo suicida, um comportamento sob o qual amibas individuais se unem para formar um único corpo, com algumas delas sacrificadas a fim de permitir a reprodução mais efectiva de amibas em outras porções desse corpo.

Os cientistas afirmam que se forem encontradas colónias clonais também de outras espécies, isso poderia ajudar a explicar os exemplos generalizados de comportamento social encontrados entre os micróbios. Mas ainda não é claro qual a condição que precipita o florescimento dos clones. Os cientistas referem que encontrar as amibas reproduzindo-se em massa em campo aberto é bastante estranho, porque elas tendem a preferir o solo de floresta.

É possível que as vacas tenham estimulado o crescimento da colónia ao espalhar as amibas pelo lodo, diz John Bonner, Professor emérito de ecologia e biologia evolutiva na Universidade de Princeton. Mas embora uma colónia de dois milhões de amibas possa parecer impressionante (ou até ameaçadora), na verdade ela mostrou-se surpreendentemente frágil.

"Após uma semana , choveu bastante e a colónia basicamente desapareceu", disse Gilbert. Aparentemente, é essa a natureza fugaz dos grandes fenómenos amebianos, porque a colónia clonal do Texas não é a primeira a desaparecer inexplicavelmente.

Fonte da notícia: The New York Times

Artigo publicado por CAROL KAESUK YOON a 23 de Março de 2009

sábado, 28 de março de 2009

Mais espécies novas para a ciência: Aranhas, sapos e lagartixas na Papua Nova Guiné

Conservation Internacional regista mais de 600 espécies na Papua Nova Guiné
Equipa admite que mais de 50 sejam novas para a ciência.

O Nyctimystes © Steve Richards- imagem retirada daqui

Serão 56 as novas espécies encontradas no âmbito do Rapid Assessment Program que a Conservation International liderou nos montes de Kaijende e da floresta de Hewa, na Papua Nova Guiné em pleno Oceano Pacífico. A lista está disponível no site da associação ambiental. A expedição foi realizada entre Julho e Agosto de 2008. Participaram da expedição cientistas locais, da Conservation International e das universidades de British Columbia, Canadá, e Montclair State, EUA, além de locais.

Ao todo foram registadas mais de 600 espécies durante a expedição. Desse total, 50 aranhas, duas plantas, dois sapos, uma rã e uma lagartixa são provavelmente novas para a ciência, revela o site brasileiro da Conservation Internacional.

“As montanhas Kaijende e os vales circundantes são umas das maiores áreas selvagens e intocavéis da Papua-Nova Guiné sendo habitadas por clãs tribais locais. Essas florestas são essenciais para o estilo de vida tradicional desses povos”, afirma o responsável da expedição, Steve Richards, no site da CI. Área essencial à sobrevivência das populações locais, esta área selvagem é tida como “fundamental” na desaceleração das alterações climáticas absorvendo grandes quantidades de dióxido de carbono.

O Rapid Assessment Program tem agendadas mais três expedições ao país a partir de Abril, no sentido de prosseguir na documentação científica da Papua Nova Guiné.

Desde 1990, o programa RAP da CI realizou mais de 60 expedições pelo Mundo e descobriu mais de 700 espécies provavelmente novas para a ciência. O site Discovering Species (www.conservation.org/discoveries) foi lançado recentemente e oferece informações detalhadas, em inglês, sobre as expedições realizadas pela Conservation International.


Conservação Internacional (Brasil) http://www.conservation.org.br/

Press Release Conservation International

http://www.conservation.org/newsroom/pressreleases/Pages/species_discoveries_papua_new_guinea.aspx

Fonte da notícia: cienciahoje.pt e elmundo.es

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

" Titanoboa"- A maior Serpente Prehistórica do Mundo

Cientistas encontraram o Fóssil da maior serpente do Mundo. Esta descoberta pode ajudar a perceber as alterações climáticas .

Recriação artística da Titanoboa cerrejonensis descoberta na Colômbia - Imagem Nature ,Jason Bourque

Os cientistas que estudam os restos da maior serpente do Mundo, descobertos no Norte da Colômbia, acreditam que estes poderão trazer revelações sobre o clima e o meio ambiente em que viveu o réptil há 60 milhões de anos.

Baptizada de "Titanoboa Cerrejonensis" devido ao seu tamanho e à localização da mina de carvão de Carrejón onde foi encontrada há cerca de dois anos, a gigantesca serpente tem mais de 13 metros de comprimento e um peso de 1,25 toneladas, de acordo com os paleontólogos que analisaram as suas vértebras e cujas conclusões do estudo estão publicadas na última edição da revista "Nature".

"É a maior serpente que o Mundo conheceu", declarou à "Nature" Jason Head, da Universidade de Toronto Mississauga, principal autor do estudo e membro da equipa internacionais que analisou o fóssil. Jason Head comparou o tamanho do réptil com um autocarro e disse que o seu corpo era tão largo que não caberia na porta de uma casa.




A vértebra de uma Anaconda actual (esquerda) e a vértebra da Titanoboa. Foto Ray Carson - Universidade da Florida (direita).

"Esta descoberta dá-nos uma visão única e importante do passado", declarou Jonathan Bloch, da Universidade da Florida, cientista que dirigiu a expedição à Colômbia, juntamente com Carlos Jaramillo, do Instituto Smithsonian de investigação tropical no Panamá. Segundo Jonathan Bloch, o fóssil data da época do Paleoceno, período de 10 milhões de anos que se seguiu à extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos.

Na opinião dos cientistas, o tamanho do réptil é revelador porque a dimensão das serpentes e de outros animais de sangue frio depende da temperatura do seu habitat Com base no seu tamanho, Head e Bloch calculam que a "Titanoboa" tinha necessidade de uma temperatura média anual entre os 30 e os 34 graus centígrados para sobreviver, seis graus mais do que a média actual na cidade costeira colombiana de Cartagena (28 graus).

Implicações da descoberta

Carlos Jaramillo explicou que os cientistas sabem pelos fósseis de plantas encontrados em Carrejón que a zona, que hoje é árida, foi um bosque tropical no período do Paleoceno. "No Paleoceno, os níveis de Dióxido de Carbono (CO2) na atmosfera eram o dobro dos existentes actualmente e a selva tropical sobrevivia a 32 graus, cinco mais do que os que se registam actualmente naqueles bosques", afirmou o botânico, que destacou as implicações desta descoberta para compreender o efeito climático sobre as plantas tropicais.

Nunca tinham sido encontrados na zona equatorial da América do Sul fósseis de um vertebrado com entre 55 e 65 milhões de anos de antiguidade devido à densidade da selva e à maior deterioração dos cadáveres devido ao calor, explicou David Polly, da Universidade de Indiana, EUA, outros dos autores do estudo.

"Por um lado, esta nova espécie permite-nos compreender melhor a história das serpentes e, por outro lado, dá-nos uma indicação do clima nos trópicos no período em que estavam a começar a evoluir grupos modernos de organismos", declarou.

Na região de Carrejón foram também encontrados muitos esqueletos de tartarugas gigantes e dos extintos antepassados dos crocodilos, que na opinião dos cientistas foram aparentemente devorados pela gigantesca serpente. As maiores serpentes da actualidade são as anacondas, que medem entre cinco e sete metros, e as pitons, com um comprimento entre um e seis metros.


Carlos Jaramillo sublinhou que se prosseguirem as alterações climáticas será possível ver no futuro serpentes como a "Titanoboa", ainda que para isso tenham de passar milhões de anos, já que as espécies evoluem lentamente. O que mais alarma os cientistas, segundo Polly, é a rapidez com que se estão a produzir as alterações climáticas, já que podem impedir a que as espécies e os ecossistemas se adaptem.

Fonte da notícia: CienciaHoje

Site da notícia original:

http://www.nature.com/news/2009/090204/full/news.2009.80.html

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Novas espécies de anfíbios descobertas na Colômbia

Biólogos descobriram dez novas espécies de anfíbios na Colômbia


Pristimantis genus - Rã da chuva -AFP


Um grupo de cientistas ao serviço da organização norte-americana Conservation International descobriu, na Colômbia, 10 novas espécies de anfíbios. A investigação teve lugar na região montanhosa de Darien (Taparcuna), na fronteira com o Panamá, e a descoberta foi noticiada na segunda-feira, 2 de Fevereiro - Dia Mundial das Zonas Húmidas.
.

As descobertas incluem nove espécies de rãs e uma de salamandra. A região de Darien é conhecida pela sua riqueza em espécies endémicas, e a Colômbia é um dos países do mundo com maior variedade de anfíbios - mais de 754 espécies identificadas.

Os anfíbios são considerados pelos cientistas importantes indicadores da saúde de um ecossistema e até da existência de condições para a vida humana, já que a sua pele permeável os expõe directamente aos elementos externos e à eventual degradação do meio ambiente ( a sua pele "regista" a contaminação com metais pesados, pesticidas, herbicidas e agentes responsáveis pelachuva ácida. Quase um terço da população total de anfíbios no planeta corre risco de extinção.


Actualmente, Tacarcuna é uma zona que sofre com o abate florestal, exploração de gado, caça, exploração mineira e fragmentação dos habitats. Estima-se que 30 por cento da sua vegetação natural já desapareceu.

“O elevado número de novas espécies de anfíbios é um sinal de esperança, mesmo com a grave ameaça de extinção que enfrentam estes animais em muitas outras regiões do mundo”, acrescentou.

Robin Moore, especialista em anfíbios na Conservation International, sublinhou que actualmente um terço de todas as espécies de anfíbios do planeta está ameaçada de extinção. “Os anfíbios são muito sensíveis às mudanças no ambiente (…). São uma espécie de barómetro e são os primeiros a responder a essas mudanças, como por exemplo as alterações climáticas”, explicou.

Os anfíbios ajudam a controlar a progressão de doenças como a malária e o dengue porque se alimentam dos insectos que transmitem essas doenças às pessoas.

A equipa quer trabalhar com as populações locais de Tacarcuna para que “encontrem formas mais sustentáveis para proteger os seus recursos naturais, também para seu benefício”, considerou Moore.
Fonte da Notícia: Elmundo.es

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Descobertas novas espécies no mar da Tasmânia

(Foto: EFE)

Cientistas da Austrália e Estados Unidos descobriram várias novas espécies marinhas, como anémonas, corais vermelhos, e um espécime de ascídia carnívora, nas profundidades inexploradas do oceano, a sul da ilha australiana de Tasmânia.

O achado aconteceu nas ilhas de Lizard e Heron, que integram parte da Grande Barreira de Coral australiana, localizadas a noroeste do país. As expedições, levadas a cabo por investigadores do Instituto Australiano de Ciência Marinha, tinham como objectivo inventariar os corais moles conhecidos por octocoralários, devido aos oito tentáculos que possuem nas extremidades, e documentar a fauna australiana em profundidades não examinadas até agora.

Depois de várias análises, os investigadores lançaram alguns resultados iniciais assim como imagens impressionantes das espécies descobertas. Da grande variedade de espécies encontradas, destacam-se 300 novas espécies de coral mole, das quais mais de metade são completamente novas para a ciência, acreditam os cientistas. Os cientistas encontraram ainda uma estranha ascídia carnívora, aranhas do mar, esponjas gigantes e também comunidades dominadas por percebes e milhões de anémonas com tentáculos de cor violeta", referiu Thresher, membro da equipa de investigadores.
Durante a expedição científica que durou quatro semanas, os cientistas também encontraram novas evidencias do impacto causado pelo dióxido de carbono nos corais do leito marinho dessa zona, a quatro e dois quilómetros de profundidade.
Os investigadores de CSIRO e do Instituto de Tecnologia de Califórnia, referiram que alguns dos corais por eles descobertos nas profundidades estão a morrer. Aqueles recolheram dados a fim de estudar as ameaças colocadas pelo aquecimento global e o crescente nível de acidez detectado no oceano de maneira a encontrar soluções para a sobrevivência das barreiras de coral.
Os corais adquirem os seus característicos esqueletos duros mediante absorção dos materiais que se dissolvem na água do mar. Quando grandes quantidades de dióxido de carbono atingem a água dos oceanos, as alterações químicas que ocorrem reduzem a capacidade destes organismos marinhos de formar os seus esqueletos.
Em 2007 as Nações Unidas alertaram que a Grande Barreira de corais da Austrália, declarada Património da humanidade e com uma extensão de 340.000 quilómetros quadrados, corria risco de entrar numa fase de “extinção funcional”.
Um estudo publicado pelo Instituto Australiano de Ciências Marinhas no princípio de Janeiro, alertou para uma descida de 14% no crescimento da grande Barreira Coralífera Australiana, uma das de maior riqueza biológica do Mundo, durante os últimos 19 anos.
Fonte da notícia: elmundo.es

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Framboesas pretas ajudam a inibir crescimento do cancro

Investigadores norte-americanos revelaram que os antocianinos, uma classe de flavonóides presentes nas framboesas pretas, ajudaram a inibir o crescimento do cancro do esófago em ratos de laboratório.


O Dr. Gary D. Stoner, do Centro Oncológico da Universidade Estatal do Ohio, alimentou os ratos com um extracto rico em antocianinos de framboesa preta e descobriu que o extracto era quase tão efectivo, na prevenção do cancro do esófago em ratos, como as framboesas pretas inteiras contendo a mesma concentração de antocianinos.


Este estudo, publicado na “Cancer Prevention Research”, demonstra a importância dos antocianinos como agentes preventivos existentes nas framboesas pretas e valida descobertas “in vitro” semelhantes.

De acordo com o Dr. Stoner, os dados fornecem fortes evidências de que os antocianinos são importantes na prevenção do cancro.

Os investigadores concluíram ensaios clínicos utilizando pó de bagas inteiras, que têm apresentado resultados promissores, mas que requerem que os pacientes ingiram cerca de 60 gramas de pó por dia.


O Dr. Stoner acrescentou que, agora que se sabe que os antocianinos presentes nas bagas são quase tão activos como as próprias bagas inteiras, se espera que seja possível prevenir o cancro nos humanos através da utilização de uma mistura estandardizada de antocianinos.

Flor de Rubus niveus (framboesa) da família Rosaceae - Foto de Anestor Mezzomo

site:http://picasaweb.google.com/Amezzomo2002/Frutas7FruitsFruchteFruttiFrukter#5106316544542375538

Fonte da notícia: Farmacia.com.pt

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Iguanas cor-de-rosa nas Galápagos

Iguana rosa vista nas Galápagos-Foto de Gabriele Gentile


Há iguanas cor-de-rosa nas Galápagos que Charles Darwin não viu quando andou por lá.


Cientistas na Itália anunciaram ter descoberto um tipo de iguana rosa das Ilhas Galápagos que pode alterar a história da evolução da espécie no arquipélago.



Foto:/news.bbc.co.uk/2/shared/spl/hi/pop_ups/08/sci_nat_enl_1231183229/html/1.stm


Num artigo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, Cientistas da Universidade de Roma indicam que a iguana "se separou" das outras espécies de iguana de Galápagos há cerca de 5,7 milhões de anos.

A iguana cor-de-rosa foi vista pela primeira vez por guardas florestais do arquipélago em 1986, nas encostas de um vulcão da ilha de Isabela. Mas só em 2000 a espécie começou a ser analisada por cientistas.

Foi a partir de estudos de iguanas, pintassilgos e tartarugas de Galápagos, em 1835, que o britânico Charles Darwin desenvolveu a teoria da evolução das espécies por seleção natural.

Darwin, no entanto, não chegou a conhecer a iguana cor-de-rosa.
Mas o cientista têm uma desculpa: "Darwin não encontrou esta espécie porque ficou nas Galápagos apenas cinco semanas, e não visitou o vulcão Lobo, na ilha Isabela, único lugar do arquipélago onde vive esta espécie.

A descoberta levanta dúvidas.

Os cientistas da Universidade de Roma reuniram provas que sugerem que esta iguana rosada não é uma variação das iguanas mais conhecidas de Galápagos, a amarela 'Conolophus subcristatus' e' Conolophus pallidus, mas sim uma espécie separada.

Além de apresentarem comportamentos diferentes e características externas bastante distintas - como o formato de suas cristas, por exemplo -, as duas espécies têm DNAs pouco semelhantes.
Gentile e seus colegas analizaram DNA do sangue de 36 exemplares de iguanas. As sequencias genéticas dos répteis rosa são muito diferentes das apresentadas pelas iguanas terrestes amarelas, Conolophus pallidus e Conolophus subcristatus. Segundo os cientistas, isso significa que a linha que levou às espécies de iguanas mais conhecidas divergiu daquela que gerou a espécie cor-de-rosa há cerca de 5,7 milhões anos.

Mas a descoberta leva a outra série de dúvidas.

"Este acontecimento é um dos mais antigos de diversificação entre espécies no cenário das Galápagos", disse Gentile ao LiveScience. Os tentilhões de Darwin terão sofrido diversificação muito mais tarde que a separação das linhagens das iguanas rosa e amarela.

"Naquela época, todas as ilhas do oeste de Galápagos não existiam", disse Gabriele Gentile, chefe da equipe de cientistas. "Trata-se de um enigma, porque agora a iguana rosa vive numa pequena parte da ilha de Isabela que se formou há menos de 500 mil anos."
Segundo Gentile, mesmo as partes mais antigas do arquipélago podem ter menos de 5 milhões de anos.

O cientista diz que a explicação pode residir no facto de alguns vulcões que agora estão no fundo do mar se encontrarem acima da superfície quando os primeiros iguanas marinhos chegaram, o que permitiu que alguns subissem para a terra firme e começassem uma evolução separada.

Segundo Gentile, existem menos de cem iguanas cor-de-rosa e a espécie está ameaçada de extinção.
Fonte da Notícia: LiveScience

domingo, 28 de dezembro de 2008

Descoberto um Paraíso Perdido de Biodiversidade em Moçambique

Insecto hemíptero - Monte Mabu. (Foto: Julian Bayliss/Kew)

Um dos últimos lugares do planeta que tinha escapado ao escrutínio da comunidade científica o “Monte Mabu”, situado no Norte de Moçambique foi descoberto este Outono por um grupo de cientistas britânicos através do uso de uma ferramenta tão prosaica como o Google Earth.

Neste “paraíso perdido” com sete mil hectares, os cientistas identificaram, para já, três novas espécies de borboletas e uma de cobra. Em apenas três semanas, a expedição liderada por uma equipa dos Jardins Botânicos Reais de Kew, no Reino Unido, os cientistas encontraram centenas de espécies diferentes de plantas, novas populações de aves raras, borboletas, macacos e uma nova espécie de cobra gigante, camaleões pigmeus, víboras, além de uma rara orquídea. A equipe recolheu mais de 500 amostras de plantas para análise. Com os espécimes que recolheram e levaram para casa, os cientistas esperam descobrir novas espécies de plantas.A floresta na região montanhosa do Norte do país era, até então, desconhecida para a comunidade científica devido aos difíceis acessos e a anos de guerra civil (1975 – 1992). Em 2005, Julian Bayliss, cientista britânico dos Jardins Botânicos, estava à procura de um possível projecto de conservação no Google Earth, na Internet, quando descobriu aquele “bocado de verde” e decidiu ir conhecê-lo. Depois de algumas primeiras visitas, a expedição de 28 cientistas – do Reino Unido, Moçambique, Malawi, Tanzânia e Suíça - partiu em Outubro com 70 carregadores para a floresta. Segundo conta o “The Observer”, a estrada levou a expedição até uma antiga quinta de produção de chá, abandonada. Para lá, era a floresta. Foi aí que montaram acampamento durante quatro semanas e encontraram uma riqueza biológica insuspeita, como as centenas de plantas tropicais. O líder da expedição, o botânico Jonathan Timberlake salientou que "A fenomenal diversidade é muito impressionante", considerou ainda ao “Telegraph” que descobrir novas espécies não só é importante para a ciência como ajuda a salientar a necessidade dos esforços de conservação nas regiões do mundo mais ameaçadas pela desflorestação e pelo rápido desenvolvimento. Segundo ele, ainda há muitos locais como o Monte Mabu inexplorados ao redor do mundo.
No momento, os cientistas britânicos estão trabalhando com o governo de Moçambique para proteger a área descoberta e incentivar a sua conservação pela comunidade local.

Existe atualmente o risco de que o presente crescimento da economia moçambicana e sobretudo do seu sector agrícola possa ameaçar este lugar único em Moçambique e no mundo. Queimadas, abate de árvores para exploração de madeira e até conversão da zona em campos agrícolas estão a pressionar a floresta.

Esperemos que esta floresta virgem de Moçambique permaneça protegida e lamentamos que esta descoberta tenha envolvido universidades britânicas e suíças, além de cientistas moçambicanos e dos países limítrofes mas que universidades portuguesas estejam completamente fora desta que já pode ser considerada como uma das mais espantosas descobertas do ano…
Mais fotos das espécies descobertas aqui

domingo, 7 de dezembro de 2008

ESTUDANTES DESCOBREM PLANETA ÚNICO

Três estudantes universitários, da Universidade de Leiden nos Países Baixos, descobriram um planeta extrasolar. O extraordinário achado, que apareceu durante o seu projecto de pesquisa, tem cerca de cinco vezes a massa de Júpiter. É também o primeiro planeta a ser descoberto em torno de uma estrela muito quente e com uma alta rotação.
Os estudantes testavam um método de investigar flutuações de luz de milhares de estrelas na base de dados OGLE de um modo automático. Descobriram que o brilho de uma das estrelas diminuia cerca de 1% durante duas horas a cada 2,5 dias. Observações posteriores, pelo VLT do ESO no Chile, confirmaram que este fenómeno é provocado pela passagem de um planeta em frente da estrela, bloqueando parte da luz estelar em intervalos regulares.
De acordo com Ignas Snellen, supervisor do projecto de pesquisa, a descoberta foi completamente uma surpresa. "O projecto tinha na realidade o objectivo de ensinar os estudantes a desenvolver algoritmos de pesquisa. Mas portaram-se tão bem que restou tempo para testar o seu algoritmo numa base de dados até à altura não explorada. A certa altura vieram até ao meu escritório e mostraram-me esta curva de luz. Fiquei completamente espantado!"


Durante o seu projecto de pesquisa, os estudantes Francis Vuijsje, Meta de Hoon e Remco van der Burg (esquerda para a direita), descobriram um planeta extrasolar que é cerca de cinco vezes maior que Júpiter e orbita uma estrela quente e com uma alta rotação.
Crédito: Observatório Leiden
(clique na imagem para ver versão maior)
Os estudantes, Meta de Hoon, Remco van der Burg, e Francis Vuijsje, ficaram extremamente entusiasmados. "É excitante não só descobrir um planeta, mas encontrar um tão invulgar como este; pelos vistos é o primeiro planeta descoberto em torno de uma estrela com alta rotação, e é também a estrela mais quente que se sabe conter planetas," diz Meta. "O computador precisou mais de mil horas para fazer todos os cálculos," afirmou Remco.
O planeta foi denominado OGLE2-TR-L9b. "Mas entre nós chamamo-lo ReMeFra-1, de Remco, Meta e eu próprio," diz Francis.
O planeta foi descoberto através da pesquisa de variações de brilho em aproximadamente 15.700 estrelas, que tinham sido observadas pelo estudo OGLE uma ou duas vezes por noite durante cerca de quatro anos entre 1997 e 2000. Estes dados foram tornados públicos, e por isso foram um bom teste para o algoritmo dos estudantes, que mostraram que para uma das estrelas observadas, OGLE-TR-L9, as variações eram devidas a um trânsito - a passagem de um planeta em frente da sua estrela. A equipa então usou o instrumento GROND no telescópio de 2,2 metros do Observatório La Silla do ESO para mais observações e para saber mais acerca da estrela e do planeta.


Impressão de artista do planeta OGLE-TR-L9b. Orbitando a sua estrela-mãe a cada 2,5 dias, situa-se a apenas 3% distância Terra-Sol da sua estrela, o que o torna muito quente. A própria estrela é a mais quente já descoberta com um planeta.
Crédito: ESO/H. Zodet
(clique na imagem para ver versão maior)
"Mas para termos a certeza que era um planeta e não uma anã castanha ou uma pequena estrela que provocava as variações no brilho, precisámos de recorrer à espectroscopia, e para isso, ficámos contentes por usar o VLT do ESO," afirma Snellen.
O planeta, que tem cerca de cinco vezes a massa de Júpiter, orbita a sua estrela-mãe a cada 2,5 dias. Situa-se a apenas 3% da distância Terra-Sol entre a sua estrela, o que o torna muito quente e muito maior que os planetas normais.
A espectroscopia também mostrou que a estrela é muito quente - quase 7000 graus, ou 1200 graus mais quente que o Sol. É a estrela, até agora, mais quente que se sabe ter um planeta, e roda muito depressa. O método de velocidade radial - que foi usado para descobrir a maioria dos planetas extrasolares conhecidos - é menos eficiente em estrelas com estas características. "Isto torna esta descoberta ainda mais interessante," conclui Snellen.

Fonte da notícia: Astronomia on-line
site http://www.ccvalg.pt/astronomia/

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Lémures na luta contra a Sida

Foto retirada de: Flickr

Os cientistas que procuram soluções para o combate à Sida poderão contar com um novo aliado: o lémure. Este pequeno primata de Madagáscar é imune à doença, já que o seu ADN contém genes que o protegem do vírus. Esta descoberta poderá ajudar a combater uma infecção que afecta 33 milhões de pessoas e causa um milhão de mortes por ano.
Os últimos dados da Organização Mundial de Saúde(OMS) referem que só na Europa o número de infectados duplicou entre os anos 2000 e 2007.

De acordo com estudo realizado por uma equipa de cientistas da Universidade de Stanford o genoma de um lémure, primata do tamanho de um esquilo que vive apenas em Madagáscar, pode ajudar os cientistas a compreender como os vírus da Sida evoluíram com os primatas. O estudo – publicado nesta terça-feira (dia 2) na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS) – pode vir a mostrar o motivo pelo qual os primatas não humanos não contraem Sida e levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para as pessoas.

O Cientista Rob Glifford, autor principal do estudo, analisou o ADN de 21 espécies de primatas à procura de uma cadeia de nucleotídeos equivalente ao genoma do moderno lentivírus — família de vírus na qual se inclui o da imunodeficiência humana (HIV) — e encontrou-a no ADN do pequeno lémure cinzento (Microcebus murinus).
O HIV é um retrovirus que pertence à família dos lentivírus( nome que tem a sua origem na lentidão com que a infecção demora a instalar-se). Até ao momento pensava-se que estes vírus começaram a infectar os primatas à cerca de um milhão de anos. Acredita-se que o vírus se transmitiu no estado activo aos seres humanos através do consumo de carne de chimpanzé em África.
Tendo em conta os resultados do estudo os cientistas estão convencidos de que os lentivírus começaram a infectar os primatas há 85 milhões de anos.
Os lentivírus reproduzem-se inserindo o ácido ribonucleico no ADN de uma célula. Sabe-se que alguns deles infectam células que se transformam em espermatozóides ou óvulos, e, consequentemente, incorporam o ADN viral no genoma do hospedeiro.
Até o ano passado, quando Glifford descobriu um lentivírus endógeno no ADN do coelho europeu, ignorava-se que os lentivírus podiam ser herdados dessa maneira.
Os ancestrais do lémure moderno colonizaram Madagáscar há 75 milhões de anos e, desde então, evoluíram longe de seus primos africanos portadores do lentivírus, dos quais estão separados por 400 quilómetros de mar. A última das pontes terrestres ocasionais entre ambos os lugares desapareceu sob o mar há 14 milhões de anos, o que sugere que os lentivírus têm pelo menos essa idade. A descoberta de Glifford também sugere que os lentivírus podem ser encontrados em outros lugares, entre os macacos asiáticos e do Novo Mundo.
Estas interacções entre lentivírus e primatas revestem-se de grande interesse para a luta contra a Sida porque vários dos genes que protegem os símios da doença codificam proteínas do sistema imunitário que atrasam ou bloqueiam a reprodução do vírus, algo que não ocorre nos humanos.
Segundo pesquisas anteriores, esses genes evoluíram como uma resposta a milhões de anos de infecção por um retrovírus.
Até agora, os cientistas pensavam que os lentivírus eram jovens demais para terem participado na evolução. Gifford e seus colegas demonstraram que as interacções dos vírus com os primatas datam de vários milhões de anos. Estas evidências podem ajudar a entender a evolução destas defesas imunitárias tão importantes e trazer novas perspectivas para o tratamento ou a vacina contra a Sida.
A propósito do Dia Mundial da Luta contra a Sida,comemorado dia 1 de Dezembro, o Projecto Grande Símio exige mais medidas para acabar com uma pratica que continua vigente em África. De facto, em Madagáscar ainda se caçam lémures apesar de serem animais protegidos.
Fonte da notícia: ElMundo.es

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Descoberto mecanismo do envelhecimento.


Cientistas afirmam num artigo publicado recentemente ter encontrado o mecanismo universal que explica o envelhecimento.
Graças ao desenvolvimento de chips de ADN comprovou-se que um grupo de proteínas chamadas sirtuinas condiciona o processo de envelhecimento dos mamíferos.

"As sirtuinas operam como guardiãs das células", disse o cientista David Sinclair, da Faculdade de Medicina de Harvard, "Estas enzimas permitem que as células sobrevivam aos danos provocados pelo envelhecimento e retardam a morte das células".

Esta importante descoberta publicada na prestigiada revista Cell-2, propõe um “mecanismo universal” de envelhecimento, até ao ponto de poder no futuro criar medicamentos que tornem a velhice reversível.

Segundo os cientistas este mecanismo tanto afecta organismos unicelulares (leveduras) como multicelulares (mamíferos) e remonta á mil milhões de anos, tendo-se mantido nos mais diversos seres vivos ao longo da evolução.

O estudo demonstrou que com o avanço da idade os danos provocados no ADN (principal componente do material genético) afectam a capacidade das células de regular convenientemente a activação/inactivação da expressão genética, em situações particulares.
Sinclair e outros cientistas do Departamento de Biologia do Instituto Tecnológico de Massachussets haviam já descoberto que uma proteína sirtuina sir2 de levedura condicionava o processo de envelhecimento desta de duas maneiras: por um lado ajudava a regular a actividade genética , por outro ajudava a reparar quebras no ADN.
À medida que passa o tempo e se acumulam danos no ADN a sirtuina vai perdendo a capacidade de regular eficazmente a actividade genética aparecendo como consequência as características próprias do envelhecimento

As experiências efectuadas pelos cientistas vieram provar que o processo de envelhecimento vinculado à sirtuina verificado nas leveduras também acontece nos ratinhos.
As proteínas sirtuinas assinalam os genes que devem permanecer inactivados no interior das células. Deste modo ajudam a preservar a cromatina ( substância a partir da qual se constituem os cromossomas durante a divisão celular) a qual vai envolver os genes que devem permanecer inactivos.
Quando acontecem danos no ADN as proteínas abandonam as suas funções de guardas para ajudar o ADN a reparar os erros. Durante este intervalo de tempo, o invólucro da cromatina pode desenrolar-se e os genes até agora silenciados começam a “despertar”.
À medida que o rato envelhece a taxa de danos no ADN aumenta porque as proteínas diminuem a função de vigilância. Como resultado surge a desregulação da expressão genética.
Os cientistas com a ajuda dos chips de ADN mostraram que fornecendo resveratrol (um activador da sirtuina) a ratos, estes apresentavam um aumento da esperança de vida entre 24 a 46% nos animais. Verificou-se que quando se fornecia mais sirtuina a reparação do ADN ficava mais eficiente. A sirtuina é capaz de revitalizar os cromossomas que vão perdendo a integridade à medida que se dá o envelhecimento. Os cientistas referem que esta descoberta abre uma via à criação de medicamentos que poderão estabilizar a redistribuição de sirtuina à medida que o tempo passa e a idade avança.

Em conclusão, a deterioração do ADN não é em si mesma a causa do envelhecimento, mas é ela que põe em marcha um processo que provoca a ausência de regulação na expressão genética. É possível inverter o processo do envelhecimento segundo os cientistas. Os investigadores pensam ser possível agora criar medicamentos capazes de aumentar a nossa resistência às doenças e retardar o envelhecimento». Se for verdade é uma descoberta importante (interessante!).

Fonte da notícia: Tendencias21