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sábado, 19 de setembro de 2009

Mais próximo das estrelas com GigaGalaxy Zoom

Um projecto da Organização Europeia para Pesquisa Astronómica no Hemisfério Sul (ESO, na sigla em inglês)no âmbito do AIA 2009 o GigaGalaxy Zoom permite ir pela Via Láctea "adentro". Com um panorama interactivo de 800 milhões de pixeis do céu, é possível ter acesso a informação e imagens objectos de céu profundo (e não só). Vale a pena espreitar as nossas vizinhanças para ver as estrelas mais de perto e aprender mais sobre a Via Láctea. Basta clicar sobre o grande panorama, obtendo informações e imagens detalhadas de certas regiões específicas.
As mais de 1.200 fotos que compõem a imagem foram feitas pelo fotógrafo francês Serge Brunier. Ele passou as semanas entre Agosto de 2008 e Fevereiro de 2009 nos observatórios do ESO no Chile, La Silla e Paranal, e em La Palma, nas Ilhas Canárias.
Com as fotos brutas o francês Frédéric Tapissier e outros especialistas do ESO recriaram o céu exactamente como os nossos olhos o vêem do melhor ponto de observação do planeta, montando um panorama de 360º que abrange toda a abóbada celeste. A imagem final possui uns espantosos 800 milhões de pixels – no entanto, a versão disponibilizada na internet para o público está com “apenas” 18 milhões.
Clica aqui para iniciares a viagem.Vais descobrir novos mundos.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Via Láctea é maior, mais densa e mais veloz do que se pensava

Núcleo da Via Láctea (Milky Way center)

Cientistas norte-americanos descobriram que a Via Láctea é 15 por cento maior em largura, 50 por cento mais densa e gira a uma velocidade quase 15 por cento maior do que se pensava anteriormente.

Estes dados foram apresentados por investigadores do Obervatório Nacional de Rádio e Astronomia e do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian numa reunião da Sociedade Americana de Astronomia realizada em Long Beach, Califórnia.

Por ter mais massa e ser mais veloz, tem também maior força gravitacional, sendo por isso maiores as possibilidades de colidir com galáxias vizinhas, como Andrómeda, mais cedo do que se previa, embora ainda a milhares de milhões de anos luz de distância, advertem os investigadores.

"Antes pensávamos que a Andrómeda era dominante e que nós éramos a irmã mais nova", afirmou Mark Reid, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian. "Agora é mais provável que sejamos irmãs gémeas". O facto de as observações científicas serem feitas do interior da galáxia dificulta as medições e o estudo da sua estrutura, o que se torna mais fácil em relação às restantes galáxias.

Antes, o valor das magnitudes da Via Láctea era calculado a partir de medições indirectas, mas os rádio-telescópios VLBA da Fundação de Ciência Nacional dos Estados Unidos já conseguem registar imagens de alta qualidade e fazer medições directas de distâncias e movimentos independentemente de outros factores, como o brilho.

Nas imagens captadas pelos rádio-telescópios, os cientistas localizaram na Via Láctea regiões de profusa criação de estrelas em que as moléculas gasosas aumentam as emissões de rádio. Essas áreas servem de marcas brilhantes para o rádio-telescópio, o que permite determinar os movimentos tridimensionais dessas regiões, que na sua maioria não seguem um caminho circular à medida que se movem pela galáxia, mas elíptico e a uma velocidade inferior às descritas pelas outras regiões.

Foi assim possível calcular que a velocidade a que a Via Láctea gira em torno do seu centro é de 914.000 quilómetros por hora, 15 por cento mais do que os 791.800 quilómetros por hora que eram aceites como medida durante décadas. A equipa de investigadores sugeriu também que a galáxia tem quatro braços de gás e pó em espiral em que se formam estrelas, e não dois.

Informação retirada de: cienciahoje.pt

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A mais Jovem Supernova da Via Láctea



Descoberta a mais jovem supernova conhecida na Via Láctea


Astrónomos norte-americanos descobriram a mais jovem supernova, uma estrela que explode no final da vida, conhecida na nossa galáxia, a Via Láctea, segundo trabalhos publicados ontem. A idade desta supernova foi estimada em 140 anos, talvez menos, o que significa que esta é, pelo menos, 200 anos mais nova do que a supernova até agora conhecida como sendo a mais jovem dentro desta categoria de objectos celestes da Via Láctea - a Casiopeia A. O astrofísico Stephen Reynols, da Universidade do Estado da Carolina do Norte, principal autor desta descoberta, já suspeitava que este objecto, baptizado G1.9+0.3 e observado pelos astrónomos há mais de 50 anos, era uma supernova muito recente. Reynolds examinou fotografias do objecto, tiradas em 2007 pelo telescópio espacial norte-americano Chandra X-Ray Observatory, e comparou-as com as que tinham sido obtidas em 1985 pelo telescópio "National Radio Astronomy Observatory's Very Large Array", da Nasa. As imagens do telescópio Chandra confirmaram, não só que se tratava de um fenómeno de supernova recente mas também que esta apenas tinha aumentado o seu tamanho em 16 por cento nos últimos 22 anos. Estas medidas permitiram estabelecer que esta estrela explodiu há 140 anos, ou mais recentemente se a velocidade da explosão tiver diminuído, explicou Reynolds. “Se não houvesse tantos detritos inter-estelares entre nós e este objecto, as pessoas poderiam ter visto esta supernova e teriam pensado que seria uma nova estrela, na constelação de Sagitário no período entre 1870 e 1900”, afirma. Uma supernova descreve o conjunto de fenómenos directamente ligados à explosão de uma estrela e é acompanhada de um aumento, breve mas extremamente intenso, da sua luminosidade.

A descoberta permitirá determinar com maior exatidão a frequência da explosão das supernovas na galáxia.
Os Astrónomos referiram ainda que a descoberta da G1.9+0.3 é importante não só por ser a supernova mais jovem mas também por nunca se ter visto uma expansão de partículas tão rápida, o que constitui um estímulo para mais estudos a partir do observatório Chandra.

Artigo retirado do site: http://www.novaciencia.com/