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sábado, 31 de janeiro de 2009

Estudo: MP3 pode levar dez milhões de jovens à surdez

MP3 pode levar dez milhões de jovens europeus à surdez

Comissão Europeia estuda medidas para reduzir malefícios dos leitores pessoais de música

Uma conferência em Bruxelas voltou a alertar para os perigos dos leitores Mp3 para a audição e a "catástrofe" que daí advirá se nada for feito. Entre as medidas equacionadas está uma maior limitação do volume máximo permitido.
Nessa conferência promovida pela União Europeia, vários responsáveis e investigadores traçarem um cenário negro para o futuro da juventude europeia, face ao uso dos leitores Mp3.
"Sejamos francos: estamos perante uma catástrofe se nada for feito rapidamente", afirmou ontem Stephen Russell da associação europeia de segurança para o consumidor ANEC, à Reuters. Antes, um painel da União Europeia especializado em riscos para a saúde estimou que até dez milhões de jovens europeus correm o risco de danificar a sua audição por utilizarem os seus leitores Mp3 com o volume demasiadamente alto.
Os especialistas fizeram ainda questão de referir que não existe qualquer cura conhecida para a perda de audição ou para a tinite - uma doença caracterizada pela sensação de um tinir contínuo nos ouvidos.
Na conferência, que reuniu peritos, cientistas, representantes da indústria, organizações de consumidores, fabricantes, deputados europeus e outras autoridades, foram discutidas as precauções que os utilizadores podem tomar, as soluções técnicas que a indústria pode aplicar para minimizar a perda de audição, a necessidade de mais regulação e a revisão das exigências mínimas de segurança para melhor proteger os consumidores.
A abrir a sessão, a comissária europeia para o consumidor, Meglena Kuneva, recordou que nos últimos quatro anos foram vendidos mais de 250 milhões de aparelhos áudio portáteis na União Europeia e que cerca de 100 milhões de pessoas os utilizam numa base diária. Depois de ouvidas as opiniões dos vários especialistas presentes, a Comissão Europeia irá agora analisar as conclusões do encontro e decidir quais as medidas que poderá tomar para minorar este problema de saúde.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia, João Marta Pimentel, confirmou à Lusa que "há cada vez mais casos de problemas de audição em jovens, o que está a causar preocupação na classe médica", lamentando a inexistência de dados sobre a situação.
De acordo com o especialista, os jovens "não estão informados sobre os riscos" de ouvir música num nível sonoro muito elevado e durante um tempo prolongado. Por este motivo sugeriu que os leitores portáteis sejam vendidos com uma bula, como as dos medicamentos, advertindo para os riscos de perda de audição.
O médico condenou ainda a utilização do tipo de auscultadores que encaixam no ouvido, fazendo "oclusão do canal auditivo", permitindo apenas a audição proveniente do aparelho.

Noticia retirada de Jornal de notícias, em 28 de janeiro 2009

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Médicos norte-americanos derrubam mitos da ciência


Uma noite de Inverno com um gorro, um boné ou um chapéu, é uma noite de Inverno mais quente. Mas ninguém perde metade do calor do corpo se tiver a cabeça destapada. Este é um dos vários mitos que foram derrubados na última edição do British Medical Journal, num artigo escrito por Rachel Vreeman e Aaron Carroll da Univesidade do Indiana, em Indianapolis


É crença comum que comer à noite engorda mais, que as crianças não devem comer açúcar porque ficam hiperactivos, que os suicídios aumentam durante a época natalícia, que as ressacas têm cura, que perdemos mais calor através da cabeça e finalmente que as flores de Natal poinsettia -Euphorbia pulcherrima- são tóxicas.

Investigadores resolveram comprovar cientificamente a veracidade destes seis mitos associados a esta temporada do ano. Procuraram evidência cientifica em estudos publicados que apoiassem ou refutassem estas crenças. E descobriram que todos os mitos são falsos e não há evidência médica que os comprove.


Com gorro ou sem gorro

Quando faz frio, cobrir a cabeça não faz nenhuma diferença.
À medida que se aproxima o Natal e com ele o frio de Inverno as pessoas começam a usar chapéus ou gorros porque sempre lhes disseram que se perde 40 a 45 % do calor corporal através da cabeça.
Falso! Afirmam os autores. “ A temperaturas baixas perde-se calor através de qualquer parte do corpo a descoberto.


Muitos acreditam cegamente que se não comer à noite não engordará.

Uma alimentação nocturna não torna ninguém mais gordo. Os autores citam um estudo sueco com 83 mulheres obesas e 84 não-obesas, que mostrou que as obesas tem mais peso porque comem mais alimentos, porque fazem mais refeições e não porque comem mais tarde. "Um estudo de 86 homens obesos e 61 de peso normal não encontrou diferenças relacionadas com o horário da alimentação. Em mais de 2.500 pacientes o comer à noite não aparece associado a excesso de peso, mas fazer mais de três refeições ao dia foi ligado a ter sobrepeso ou ser obeso", prossegue o artigo. Quem evita tomar café da manhã também tende a engordar, mas não porque come mais à noite - e sim porque, nesse caso, come-se mais ao longo do dia. .
“ A única certeza é que qualquer pessoa aumenta de peso porque consome mais calorias do que aquelas que gasta referem os autores.

Mitos do açúcar

Não foram encontradas provas de que o açúcar tornasse as crianças hiperactivas
"Encontramos pelo menos 12 estudos controlados que analisaram como reagem as crianças a una dieta que contém distintos níveis de açúcar", explicam.
Nenhum dos estudos encontrados, nem sequer aqueles que analisam crianças com TDAH ( transtorno de deficit de atenção por hiperactividade) mostraram diferenças de comportamento entre crianças que haviam consumido açúcar ( dos doces, chocolates e de fontes naturais) e as que não o ingeriram”.

Os investigadores também não encontraram evidências científicas de que os suicídios aumentem durante as festividades, ou de que as flores de Natal sejam tóxicas.
Os estudos científicos também não comprovaram a existência de algum remédio eficiente para evitar a ressaca.
“ A única forma de evitar uma ressaca é beber com moderação ou não beber nenhum”.

domingo, 9 de novembro de 2008

Leões podem ser modelo para estudar a Sida no Homem


Leões podem ser modelo para estudar a Sida no Homem

(Imagem: qwe.blog.simplesnet.pt/archive/Blog_dos_Bichos...)

Um cientista português descobriu que a elevada diversidade genética e de vírus existente nos leões permitirá utilizar esta espécie como modelo para estudar, entre outras doenças, a dinâmica do vírus da Sida em humanos. Por esta razão, a preservação de populações de leões em declínio assume uma elevada importância e mudar estes felinos de lugar pode levar à mobilidade de vírus potencialmente patogénicos e ameaçar a própria espécie, disse em entrevista o geneticista Agostinho Antunes. Este investigador, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIMAR) da Universidade do Porto, liderou uma equipa de 20 cientistas internacionais que realizou uma investigação durante anos com mais de 350 animais da Índia e de vários países de África, que é publicada hoje na conceituada revista "PLoS Genetics". "Foi um esforço grande. Não é propriamente fácil amostrar estes animais, nem fácil, nem seguro", sublinhou o geneticista que esteve também envolvido na descoberta da sequenciação do genoma do gato.O trabalho visou conhecer melhor a variedade genética destes animais e caracterizar algumas doenças infecciosas, particularmente o FIV (desencadeia SIDA no gato doméstico), que existe com frequência elevada (até 97 por cento) em algumas populações de leões em África. "Há casos em que quase toda a população está infectada. É um caso interessante porque, ao contrário do gato doméstico, que desenvolve o Síndrome de Imunodeficiência Adquirida semelhante aos humanos, os leões não apresentam esses sintomas", explicou o cientista, que está ligado a esta investigação desde 2002. A investigação aponta o facto dos leões já coexistirem com o vírus há muito tempo e terem desenvolvido estratégias de defesa natural como sendo a explicação para a inexistência destes sintomas nestes animais. "Esta descoberta é mais uma possibilidade de utilizar espécies como o leão, infectadas com o FIV, como modelo para estudar a dinâmica do HIV em humanos e do FIV em primatas", sublinhou. O trabalho desvendou a evolução da dinâmica populacional dos leões e deitou por terra a ideia de que as populações de leões se resumiam a uma grande população em África e uma população na Ásia. "O que viemos mostrar é que a diversidade genética nos leões em África é bastante considerável", sublinhou o investigador, acrescentando que estes felinos têm uma "estrutura populacional bastante marcada entre diferentes regiões geográficas".

A conservação da espécie
Apesar de os leões terem capacidade de se dispersar com facilidade, na realidade o seu comportamento social cooperativo e outras características inerentes à biologia da espécie fazem com que, afinal, não troquem grande fluxo génico entre populações próximas e sejam significativamente diferentes, sustentou. O cientista deu como exemplo o ecossistema do Serengeti, uma região que, apesar de relativamente pequena, tem a maior densidade de leões na Tanzânia. "Há uma evidência de uma estrutura genética considerável que sugere a existência, num passado recente, de três populações que agora vivem juntas e que fisicamente não se conseguem diferenciar, mas geneticamente está lá a marca", explicou. Paralelamente, os investigadores descobriram que as populações que parecem ser mais antigas são as do Este de África e do Sul de África. "Parece ter havido algumas migrações históricas. Provavelmente a colonização do Norte de África e da Ásia terá ocorrido a partir do Sul e do Este de África há cerca de 100 mil anos", revelou. Mais do que um dado curioso, esta é uma "informação valiosa" em termos de conservação desta espécie, que é bastante ameaçada em África e tem vindo a regredir consideravelmente devido ao impacto das populações humanas. Até há bem pouco tempo, pensava-se que os leões em África eram todos muito semelhantes, uma única população, o que sugeria que se alguns leões se extinguissem em determinado local em África não era problemático porque persistiam noutros países africanos. A investigação veio mostrar exactamente o contrário: "Às vezes perder leões numa determinada zona pode ser uma perda definitiva de diversidade genética e que nunca se irá recuperar", concluiu

Fonte da notícia: ciênciahoje

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Peixe é bom para reduzir risco de eczema

Peixe pode ajudar a afastar eczema nas crianças
Photo credits: A.S.I.N.

Investigadores suecos sugerem que a dieta de uma criança que inclua peixe antes dos nove meses de idade pode reduzir o risco de desenvolver eczema.

Os investigadores do Hospital Pediátrico Queen Sílvia, na Suécia, inquiriram os pais de bebés com seis meses, nascidos na Suécia Ocidental em 2003, acerca da dieta das crianças e qualquer evidência de eczema alérgico. Foram novamente inquiridos quando as crianças atingiram os 12 meses de idade.

Dados completos do nascimento e dois tipos de questionários foram obtidos de cerca de 5 mil das 8 mil famílias contactadas. 13 por cento das famílias afirmaram que a criança mais nova já tinha desenvolvido eczema aos seis meses.

O estudo, publicado na "Archives of Disease in Childhood", descobriu que não existia qualquer correlação entre os produtos diários, a amamentação e ter animais domésticos em casa, mas sim em ter um parente com eczema. Contudo, a introdução do peixe na dieta antes dos nove meses reduziu o risco de desenvolver a doença em 25 por cento.

As crianças faziam todas parte de um estudo de saúde a decorrer, "Infants of Western Sweden", que está a seguir a saúde a longo prazo de aproximadamente 17 mil bebés.
Fonte da Notícia: FARMACIA.COM.PT

Cancro desactiva o sistema de alerta imunológico

Cancro desactiva sistema de alerta imunológico



O cancro escapa às defesas do sistema imunológico porque anula a função de alerta do "sistema do complemento" segundo um estudo hoje publicado pela revista científica britânica "Nature Immmunology".

O sistema do complemento é uma "cascata" de proteínas que actuam como um alarme contra incêndios para alertarem o sistema imunológico da presença de uma infecção.


Uma equipa de investigação da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos), liderada por John Lambris, descobriu uma ligação "aparentemente ilógica" entre a activação dos sensores imunológicos e a capacidade dos tumores de escaparem ao sistema de defesas.

O cancro activa uma das proteínas da cascata do sistema de complemento, a C5, anulando assim a resposta imunológica do organismo contra as células tumorais.

Quando esta proteína se activa, recruta células supressoras do sistema imunológico que "desarmam" as células de defesa, impedindo-as de "matar" as cancerígenas.

Os cientistas demonstraram que o bloqueio da actividade da proteína C5 atrasa o crescimento do tumor em ratinhos de laboratório e que este processo é tão eficaz como o taxol, um fármaco usado no tratamento contra o cancro.

Fonte da notícia: cienciahoje.pt